Os “dobermann” da política e suas mensagens de agressividade

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Charge do newtonsilva (newton silva.com)

Percival Puggina

Comportam-se como coquetéis molotov ambulantes. Semeiam tempestades para colher catástrofes. Estimulam saques e invasões de propriedade. Pregam desobediência civil. Constroem frases que instigam ao ódio e à agressividade e consideram isso adequado às ações revolucionárias que gostariam de ver em curso. No geral, não acreditam em Deus nem no paraíso, mas creem no inferno e no demônio a quem recomendam seus adversários.

No exterior, falam mal do Brasil, espalham intrigas e boatos entre companheiros que os multiplicam por lá e, depois, repercutem essas informações aqui como se fossem produto de analistas internacionais. Revolucionários de esquerda, não têm pátria. Sua pátria é qualquer lugar onde possam viver sem trabalhar, sustentados por alguma instituição interessada em lero-lero e rastilhos de pólvora.

PARES DE ALGEMA – Diante de toda a adrenalina lançada sobre o ambiente político nacional, não vivêssemos num curto-circuito conceitual de democracia com tolerância irrestrita, seriam condecorados com cintilantes pares de algemas por incitação à violência.

Diferentemente do que muitos creem, tal comportamento não corresponde a um modo peculiar de fazer política; essa linha de atuação se afasta radicalmente da política porque é revolucionária. Não há nela qualquer vestígio de boa intenção, pois tudo o que faz fica sob controle do fígado. É coisa hepática e biliar. Nada constrói; só destrói. Ninguém pode acusar quem adota tais posturas de um único gesto de benevolência. O objetivo de suas ações não é resolver a miséria; a miséria é objeto de discurso e meio para chegar aos objetivos. Seu distributivismo, seu igualitarismo e sua “justiça social” prescindem de seus próprios bens. Exigem apenas os haveres alheios.

Perfil de conduta – Não é de qualquer pessoa determinada que me ocupo aqui, mas de um perfil e de um tipo de conduta que vem contaminando indivíduos e grupos sociais. O momento político, num ano eleitoral, cobra discernimento. E o cidadão zeloso deve estar atento para aquilo que os candidatos expressam. Com a mesma prudência com que você se afasta de um Dobermann (cão feroz com pouco freio), acautele-se contra quem apenas expressa ira e malquerença. Eles latem e mordem. Note bem: todos os holocaustos e crimes contra a humanidade foram conduzidos por personagens com o perfil que descrevi.

A justiça não é um subproduto do ódio, a paz não é um subproduto da violência e a democracia não é uma casa de tolerância.

6 thoughts on “Os “dobermann” da política e suas mensagens de agressividade

  1. Só que os comunistas brasileiros prestaram um grande serviço a humanidade. É um fato comprovado.

    Após o movimento de 64, muitos comunistas brasileiros, fugjram para a União Soviética. Com o convívio, os camaradas russos, foram contaminados e corrompidos, aprendendo como roubar, mentir, enganar e todas as técnicas de patifaria, que eles – comunistas brasileiros – aprimoraram por décadas.

    Foi o início da queda da URSS.

  2. “… E o cidadão zeloso deve estar atento para aquilo que os candidatos expressam.”…

    O cidadão honesto deve ter discernimento para compreender que hoje, 01 de Fevereiro 2018, não existem candidatos, que todos esses que se apresentam como tal não passam de lobos fantasiados de vovozinha na floresta….
    Alguns não passam de ‘ratos de esgoto’.
    Que nenhum presta para a função do cargo de Presidente da Republica…

  3. Bom artigo.
    Só não gostei de ter comparado com o Doberman, considerado a quarta raça mais inteligente.
    Tive um casal que morreu tentando defender os meus pais e o sitio onde eles moravam de bandidos, mas, ao contrário da atual ideologia esquerdista, que prega a rendição total, morreram em combate, mas não se entregaram, pois o doberman é imune à dor.

    Quanto à lista do site, Guilherme, colocar o pastor alemão, um cão pastor e guia de deficientes visuais, entre os três cães mais ferozes do mundo sugere o desconhecimento (ou a parcialidade) do autor da matéria. Nem mesmo com o rottweiler tal comparação seria justa.

    -Seria melhor ter comparado logo com o pitbull, com muita força física, mas desprovido de qualquer laivo de inteligência…

    Abraços.

  4. Caro Percival, Bom artigo, esclarecedor da situação, permita, assino, gostei do paragrafo final, por desnudar os “reizinhos” AMORAIS. que desgraçam a Nação, servindo a Mamon.

  5. Aos leitores cinófilos, reconhecendo suas razões, me penitencio por, sabendo que haveria restrições ao uso da imagem do Dobermann, me haver deixado conduzir por certa experiência pessoal com um animal dessa raça que apavorava nossa rua. Abraço a todos meus leitores, dos quais muito me orgulho.

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