Oscar Niemeyer, 102 anos, intrépida unanimidade

É injustiça e das mais surpreendentes, que o arquiteto do mundo (a sede da ONU saiu da sua cabeça, do seu planejamento, do seu traço, e do seu coração e da sua mesa de trabalho) e não existe nada mais universal do que isso.

Viveu e continua vivendo uma existência de luta, de convicção e de crença na humanidade, sempre acreditou que juntos se pode fazer tudo. Por tudo isso, o fato de ser unanimidade nacional.

Digo a um amigo que descobrir um câncer aos 102 anos é até uma injustiça do destino, e o amigo intimíssimo do arquiteto, me diz: “Helio, o surpreendente é que em 102 anos o Oscar não tenha tido coisa alguma, viveu sempre com uma esplêndida saúde”. Concordo, o que posso discordar nessa afirmação?

É tão grande a predestinação, a influência, (até mesmo indireta) e a repercussão de tudo que acontece com Oscar Niemeyer, que os profissionais que o atenderam, constataram um tumor, não souberam dizer se era maligno.

Lógico que não foi descuido, certamente não queriam confirmar o pior, preferiram esperar, (sem tentar saber) que o próprio tumor se definisse. À hora que escrevo, o famoso arquiteto está na UTI, não há mais nada a dizer. Só o que me dizem de lá, às 5:15 da tarde, quando este sol inicial da primavera vai se deitando placidamente.

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