Chicago 2016 ou 1929?

Quando falam na Olimpíada e quase impõem que não seja no Rio e sim em Chicago,por causa de Obama, lembramos logo das datas.

Que nome você lembraria?

Em 2016 Obama estará deixando o governo, não se sabe em que estágio de popularidade. Assumiu no auge na RENOVOLUÇÃO, não caminhou tanto, até retrocedeu. Com ele fora do governo, falando em Chicago, muitos se lembram de Lincoln eleito em 1860 e assassinado em 1865. Mas ninguém esquece mesmo é de Al Capone, que morreu na prisão. (Exclusiva)

Três horas de pregão, em baixa e sem movimento

Às 11 horas o Índice estava em alta de 0,25% em 61.479 pontos. Às 12, voltava, ficava rigorosamente estável. Às 13, quando coloco estas primeiras observações, já cai 0,83% em 60 mil 787 pontos. Mas me dizem, “é apenas um momento, vai se recuperar”. Pode ser e pode não ser, tudo é especulação, jogatina e falsificação, nada a ver com a recuperação da economia do mundo.

Em 3 horas volume de 1 BILHÃO e quase 300 MILHÕES, não é nem razoável. O dólar em 1,79 mais 0,25% o normal.

As três opções de Meirelles em 2010

Terá que deixar o Banco Central em 31 de Março do ano que vem. Como não quer ficar fora do jogo, nem presidir um banco ou uma siderúrgica, terá que escolher.

Governador, senador, vice presidente,
Ministro da Fazenda a partir de 2011

Para governador não tem legenda. Como se filiou ao PMDB, o candidato do partido é outro. Sobra o senado, são duas vagas, mesmo assim terá que se valer, na campanha, da VERBA OCULTA, o que não é problema.

Duas chances com Dona Dilma,
que não tem nenhuma chance

Pode ser vice de Dona Dilma, não aceitará, desperdício. Ela não é candidata, se por milagre tiver legenda, não terá votos. Se tivesse, Meirelles poderia ser Ministro da Fazenda, hierarquicamente acima do presidente do Banco Central. (Exclusiva)

Faltam 3 dias para a escolha da Olimpíada de 2016 no Rio. Lula, Obama, o Rei de Espanha, juntos?

Sexta-feira, bem cedo o Rio já estará como sede da Olimpíada de 2016. Nada mais justo, embora com essa posição, tenha que ficar ao lado de Ricardo Teixeira, Sérgio Cabral e outros insensíveis do esporte, aventureiros de todas as aventuras.

E depois da Olimpíada?

Ratifico todas as restrições ao DEPOIS da Olimpíada. Em relação ao Panamericano, disseram: “As instalações e construções ficarão para a comunidade”. Não ficou, ninguém cobrou.

Nem Lula sabia do abandono

Como o presidente gosta de esportes, o Canal esportivo ESPN, teve a boa idéia de entrevistá-lo. O presidente, ufanista e empolgado, exaltou “todo o equipamento que serve à coletividade, que se beneficiou”.

A perplexidade (inútil) de Lula

O presidente não acreditou no abandono, mas a equipe da ESPN, foi mostrando a ele construção por construção, tudo longe da coletividade. O presidente ficou sem saber o que dizer. Deve ter se informado, mas não tomou a menor providência. Como Zelaya, deve esperar um r-e-f-e-r-e-n-d-o.

Estão sendo “injustos” com Zelaya, ele não quer reeleição ininterrupta, pretendia apenas voltar ao Poder em 2014. Ué, a Constituição PROÍBE REEELEIÇÃO, mas permite nova eleição. Então qual a razão do R-E-F-E-R-E-N-D-O?

Essa questão de Honduras provavelmente não acabará em nenhum tribunal. Muito menos na OEA, ONU ou o famoso Tribunal de Haya. É tanta irresponsabilidade, tanta leviandade, tanta falta de credibilidade que não há tribunal que possa julgar qualquer coisa ou até mesmo saber o que há para julgar.

Minha satisfação é enorme, pela qualidade dos comentários recebidos. E não pelos elogios e sim pela participação. Na verdade, das centenas de comunicações que temos recebido, se formos colocar lado a lado, metade (talvez exata) é CONTRA Zelaya, metade a FAVOR de Zelaya.

E minha satisfação é total precisamente pela participação, não pela concordância ou discordância, e sim pela manifestação, pela reflexão, pela vontade de encontrar a solução. Os que ficam em silêncio, que logicamente têm opinião mas se escondem, não se manifestam, amanhã não poderão se queixar.

Paulo Solon, do alto da sua cultura, vivência, títulos e currículo, afirmou magnificamente: “Esse assunto de Honduras já está ficando cansativo”. É verdade, outros já têm dito o mesmo aqui, mudando as palavras, mas atingindo o mesmo tom de perplexidade.

Defensores de Zelaya têm dito, (não apenas aqui), nos mais diversos órgãos impressos ou não, mas como “descobriram” o fato à última hora não evitam a contradição e o conflito com eles mesmos.

Agora, a defesa das intenções de Zelaya se baseia no seguinte: “O presidente Zelaya não queria reeeleição, ele sabia que era proibida pela Constituição”.

E continuam numa “defesa” incompreensível: “Junto com a eleição do seu sucessor, Zelaya queria que o povo decidisse, através de REFERENDO, se poderia haver reeleição”. Confuso, razoável, inócuo, inútil e sem que ninguém entenda ou entendesse.

Pelo exposto, Zelaya daria posse ao presidente eleito, e se candidataria a um novo mandato no fim desse presidente eleito no mês que vem. Então para que o REFERENDO? Com o povo votando contra ou a favor dessa proposta, Zelaya poderia ser candidato novamente dentro de 4 ou 5 anos, pois o que a Constituição PROÍBE é a REEELEIÇÃO  ININTERRUPTA ,(royalties para Chávez que comanda o espetáculo, como Lula como simples coadjuvante) e não nova eleição com outro presidente no meio.

Então Zelaya está sendo injustiçado, ele não quer nenhuma REEELEIÇÃO, e sim outro mandato, depois daquele que será eleito em novembro?

Portanto os “defensores” de Zelaya precisam explicar o seguinte: para que eleição no mesmo dia de um novo presidente, e o REFERENDO que daria a Zelaya o direito que ele tem que voltar ao Poder, depois do mandato do próximo? Zelaya criou todo esse tumulto para CONQUISTAR O DIREITO QUE JÁ TEM? Inacreditável.

* * *

PS- Nos EUA os mandatos eram ININTERRUPTOS. Washington, Jefferson, Madison, Monroe e outros não quiseram o terceiro. Quando Roosevelt foi eleito 4 vezes, mudaram a Constituição, deixaram apenas 2 mandatos e mais nada. Eisenhower, Reagan Clinton, Bush, ficaram 8 anos, e têm que assistir os acontecimentos.

PS2- Nunca um embaixador dos EUA (na OEA) foi tão preciso, tão conciso, elucidativo e definitivo: “A volta de Zelaya a Honduras foi total I-R-R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E”. Estava falando de Chávez, Lula, Amorim e Marco Aurélio Garcia?

Pergunta inútil enquanto espero informação útil

Cirurgião acabou uma operação. Já na UTI, diz para o cliente: “Você está bem, por ora”. O operado deve vibrar de alegria ou consultar o relógio?

O comunicado médico sobre Dona Dilma,
não foi redigido por médicos

Levaram quase 4 horas para “aprontar” a oficialização a respeito da doença da Chefe da Casa Civil.

Apenas  uma linha

Lutaram com as palavras, para produzir a frase de 6 palavras: “Não tem qualquer evidência de linfoma”. O que gastaram de tempo e papel, realmente assombroso.

Desembargador do Rio transforma falsificação em ato de boa fé

À medida que se aproxima o julgamento, no Superior Tribunal de Justiça, do Recurso Especial no. 1046497-RJ,  dos antigos acionistas da ex-Rádio Televisão Paulista S/A, hoje, TV Globo de São Paulo, contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio que julgou prescrita Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, em face do Espólio de Roberto Marinho, herdeiros e Organizações Globo, acho oportuno republicar o artigo que escrevi há pouco mais de 2 anos sobre o controvertido acórdão. Atualíssimo…

“Há anos que percorre os caminhos demorados da Justiça, o processo dos antigos proprietários da Televisão Paulista S/A (hoje TV-Globo de São Paulo, responsável por mais de 50 por cento do faturamento da rede). Era (e é) ação declaratória movida contra a TV-Globo e o espólio de Roberto Marinho.

Inesperada e estarrecedoramente a Justiça do Estado do Rio julgou prescrita essa ação declaratória. O relator, da 14ª. Câmara Cível, desembargador Fernando Nascimento, cometeu equívoco primário no seu relatório. Textual: “Observe-se que os atos de aquisição da sociedade foram praticados nos idos de 1964 e 1975, sendo certo que o PRAZO PRESCRICIONAL para propor a demanda é de 20 anos. Se a ação INDENIZATÓRIA foi distribuída somente em 2001, PRESCRITO está o direito de ação do demandante”.

O teor do relatório é inacreditável. O relator, simplesmente confundiu AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO, proposta pelos herdeiros dos antigos donos da TV-Paulista, com AÇÃO ANULATÓRIA PARA INVALIDAR ATO JURÍDICO. Como um desembargador comete esse equívoco? E mais: misturou chiclete com banana e chamou o processo de “AÇÃO INDENIZATÓRIA”.

O mais grave é que os outros membros dessa 14ª. Câmara Cível, inadvertidamente, seguiram o relator. Assim foi redigido um acórdão, nulo de pleno direito, que pode até ser avaliado pelo Conselho de Justiça. Como qualquer advogado sabe, (até principiante), não existe PRESCRIÇÃO em “AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO”. A PRESCRIÇÃO só ocorreria (como ocorre de fato) em “AÇÃO ANULATÓRIA PARA INVALIDAR ATO JURÍDICO”.

O importante processo tem quase 4 mil folhas, e em nenhuma delas se fala em “AÇÃO ANULATÓRIA PARA INVALIDAR ATO JURÍDICO”. Nessas 4 mil folhas, provadas e comprovadas, inúmeras e até grotescas FALSIFICAÇÕES DE DOCUMENTOS, favorecendo o senhor Roberto Marinho. Com essa fraude COMPROVADA, Roberto Marinho se apossou de todo o patrimônio da antiga TV-Paulista, pagando 35 dólares. Isso mesmo, não é equívoco ou erro como o do desembargador Fernando Nascimento. 35 dólares por um patrimônio colossal.

Podem se passar mil anos, mas ninguém conseguirá transformar AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO, em qualquer outra coisa. Ou determinar sua PRESCRIÇÃO. Não existe tribunal superior no mundo, que possa aceitar, referendar ou coonestar esse tipo de PRESCRIÇÃO.

Num esforço colossal para justificar o voto inacreditável, o relator acabou por praticar a tentativa de se esconder num artigo do Código Civil, que justifica “ATOS DE BOA FÉ”. Alegou que o senhor Roberto Marinho havia COMPRADO A EMISSORA, SEM SABER QUE O VENDEDOR NÃO ERA PROPRIETÁRIO DAS AÇÕES”. Ha! Ha! Ha!

No entendimento do desembargador Fernando Nascimento, Roberto Marinho, ingenuamente(?), teria sido vítima de um golpista. Quem conheceu o senhor Roberto Marinho, e acompanhou sua trajetória empresarial, sabe que existe uma seta apontando exatamente para o lado oposto.

Perguntinha ingênua, inócua, mas utilíssima: como falar em compra de boa fé, em se tratando de Roberto Marinho? E as provas de falsificação de documentos? Faltou o relator dizer: “O senhor Roberto Marinho FALSIFICOU, SIM, MAS DE BOA FÉ”.

***

PS- No recurso especial, que tem como relator o ministro João Otávio de Noronha, da 4ª. Turma, do Superior Tribunal de Justiça, os herdeiros dos antigos acionistas da TV-Paulista pedem que seja corrigido o “equívoco” e que seja julgado o pedido que está nos autos. Não o pedido que interessaria ao espólio de Roberto Marinho.

PS2- Creio que a verdade sobre a transferência do controle acionário da TV –Paulista (hoje, TV-Globo) para a família Marinho só aparecerá com a conclusão do filme-documentário do jornalista Carlos Newton, que tem  o sugestivo título, “O homem que enganou Roberto Marinho”.

A culpa do Cristo Redentor

Carlos Chagas

Com o  Lula  novamente no ar,  voando  para Copenhague, voltam-se as atenções para sexta-feira, quando na capital dinamarquesa o Comité Olímpico  Internacional decidirá onde se realização as Olimpíadas de 2016.  Não chega a caracterizar um inusitado a presença do presidente brasileiro na platéia onde estarão, além dos torcedores pelo Rio de Janeiro, os partidários de Chicago, Tóquio e Madri. Se o Obama não vai, nem o imperador do Japão ou sequer o rei da Espanha, problema deles. O nosso chefe encabeça forte delegação integrada pelo governador e o prefeito do Rio, o  Pelé, diversos artistas e atores, além de vencedores de medalhas de ouro nas últimas Olimpíadas.

A pergunta que se faz é delicada: e se o Rio perder? Terá valido à pena a presença do Lula? Ou a frustração será debitada ao Cristo Redentor, diante do qual reuniram-se no último domingo até o cardeal arcebispo do Rio, entre o governador e o prefeito, todos contritos rezando o Padre Nosso?

Discutir se a antiga capital estará preparada para abrigar a nata do atletismo mundial, mais milhares de jornalistas, turistas e curiosos é outro problema. Segurança pública, transportes coletivos, acomodações, facilidades de comunicação e outras necessidades precisarão  ser equacionadas nos próximos anos, caso a decisão de Copenhague nos favoreça. Singular,  mesmo,  é verificar  a movimentação nacional estabelecida em torno da competição esportiva, ainda que posicionada entre as maiores do planeta. Não se vê empenho igual de nossos governantes diante das questões  a merecer antecipadamente  cuidados maiores.  O combate à violência e à escalada do crime organizado, por exemplo, ironicamente atingindo o Rio com impacto invulgar. A carência nos meios de transporte,  onde os metrôs em nossas capitais perdem em número e em extensão para cidades que nem pensam sediar Olimpíadas. A reduzida oferta da rede hoteleira nacional e carioca, para não lembrar o alto preço e a deficiência   de nossos meios eletrônicos de comunicação.

Não seria preferível que antes de pleitearmos sediar a grande competição futura, tratássemos de oferecer as condições necessárias à sua realização? Porque só o banho de mar à disposição dos atletas vitoriosos, como se vangloria o presidente Lula, não basta. Pobre Cristo Redentor, caso o Brasil não conquiste a primazia olímpica. Vão jogar a culpa Nele…

Vão insistir em Requião?

A ministra Dilma Rousseff estará hoje em Curitiba para vistoriar obras do PAC e comparecer a outros eventos. Deve jantar com o governador Roberto Requião, buscando aparar arestas capazes de afastá-lo da sucessão presidencial, caso o palácio do Planalto insista em apoiar para o governo do Paraná um candidato por ele reprovado. No caso, o senador Osmar Dias. Há, no governo, quem imagine poder caçar e conquistar o governador com uma compensação: ele é do PMDB, partido ao qual será oferecida a vice-presidência na chapa do PT.

Deixaria Requião envolver-se pela perspectiva de ocupar o palácio do Jaburu no próximo mandato? Primeiro, seria bom que Dilma Rousseff crescesse nas pesquisas e demonstrasse condições de ir para o segundo turno das eleições do ano que vem. O governador dispõe de todas as chances de eleger-se para o Senado, que acentua  seu objetivo. Além do mais, não é  propriamente persona grata entre os dirigentes de seu partido, os mesmos que por duas vezes o garfaram quando apresentou-se para disputar a indicação para presidente da República. Três semanas atrás, jantando com o  Lula e com Dilma no palácio da Alvorada, Requião só não   deixou inconcluso o   cardápio, elogiando  o coelho “à caçadora” mandado preparar pelo anfitrião. Hoje, o  mesmo bicho será servido no palácio Iguaçu, mas pela caça…

Lambança igual nunca se viu

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti,  deu prazo de dez dias para o Brasil decidir a situação jurídica do presidente deposto daquele país, Manoel Zelaya, hóspede em nossa embaixada em Tegucigalpa.  O presidente Lula declarou não aceitar ultimatos e nem reconhecer o governo golpista em exercício naquele país. O presidente Hugo Chavez, da Venezuela, responsável pelo ingresso de Zelaya em nossa embaixada, respalda retoricamente o Brasil, mas não põe sua embaixada à disposição do refugiado. Enquanto isso o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, cruza os braços e manda dizer que o presidente Lula precisa adotar um tom mais firme na condenação do programa nuclear do Irã.

O resultado é uma lambança dos diabos, daquelas que seriam cômicas se não fossem trágicas. Porque Honduras, para quem não sabe, importa menos no cenário mundial do que a reserva Raposa-Serra do Sol, com todo o respeito aos nossos índios…

Quarenta anos atrás

O Brasil vivia uma de suas piores crises institucionais, precisamente há  quarenta anos. O então presidente Costa e Silva havia sido acometido por um derrame cerebral, dias antes de reabrir o Congresso posto em recesso e considerar revogado o Ato Institucional número 5. O vice-presidente Pedro Aleixo, em vez de substituí-lo, foi preso pelos três ministros militares, que usurparam o poder. A reação dos oficiais-generais foi intensa, não  por se incomodarem com o golpe, mas porque imaginavam, quase todos, ocupar sozinhos as funções  de Costa e Silva. As discussões pareciam intermináveis quando, nesse meio tempo, a esquerda radical seqüestra o embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Washington, sem know-how para seqüestros, obriga a Junta Militar a cumprir  todas as exigências dos sequestradores, entre elas a de mandar para o México vinte presos políticos e de obrigar Cid Moreira, no Jornal Nacional, a ler  um manifesto subversivo. No final, é escolhido o general Garrastazu Médici para presidir o país, considerando-se extintos os  mandatos dos presidente e vice-presidente. O AI-5 não foi revogado, mas reafirmado e utilizado ao infinito.

Quando a gente lembra esses episódios, quatro décadas depois, dá vontade de agradecer a Deus, porque nunca mais se repetiram…

Evasão de divisas, uma montanha de dólares

Pedro do Coutto

Reportagem de Fábio Zanini, Folha de São Paulo de 24  de setembro, revela que a Comissão de Finanças da Câmara aprovou o projeto do deputado José Mentor (PT-SP) que se destina a permitir o retorno ao Brasil de capitais ilegalmente enviados para o exterior. Nesse objetivo, concede anistia aos crimes de evasão de divisas e sonegação fiscal. O crime de narcotráfico não. Mas como distinguir uns dos outros? Indaga o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel.

A pergunta é bastante sensível, mas a questão não é só esta. Em primeiro lugar o tema pode abranger três crimes ou mais, ao mesmo tempo. E também quem se exporia à Fazenda Nacional tornando-se senão réu, pelo menos confesso de uma ilegalidade? Inclusive, há sem dúvida, casos de crimes continuados. A evasão e a sonegação começaram num ponto, porém permanecem em outras etapas. O projeto é duplamente difícil. Dá margem a interpretações diversas. Fàbio Zanini estima que as remessas ilícitas de capitais brasileiros para fora do país possam atingir até 150 bilhões de dólares. Uma montanha de dinheiro. Corresponde praticamente a 20% do orçamento federal para este ano, de 1 trilhão e 523 bilhões de reais.

Além do mais, não se pode ver o total evadido somente pelo lado do montante. Quanto renderam, lá fora, as aplicações ao longo do tempo? Quanto o Imposto de Renda deixou de arrecadar? Perderam a saúde, a educação, a segurança, os transportes. Vale acentuar que boa parte de todo o dinheiro enviado fora da lei é produto da corrupção, tanto ativa quanto passiva. A corrupção é sempre um crime com  milhares, às vezes milhões de vítimas.Mas a força do dinheiro é um fato. Os diamantes são eternos.

Isso de um lado. De outro, a repórter Renata Veríssimo publicou matéria em O Estado de São Paulo também de 24/09 sobre o déficite operacional do INSS. Teria atingido 29,9 bilhões de reais de Janeiro a Agosto deste ano. Em primeiro lugar, quando a Previdência Social faz esta conta embute as aposentadorias e pensões dos servidores civis e militares federais no plano da Seguridade junto com os trabalhadores particulares. E não leva em conta a contribuição de 11%, sem limite, recolhida mensalmente pelos funcionários públicos.

Mas não é só isso. A lei fixando as diretrizes orçamentárias da União para 2010, sancionada pelo presidente Lula e publicada no D.O. de 13 de Agosto de 2009, revela na página 1333 que o INSS é credor de dívidas de empresas que, em Dezembro de 2008, atingiram 166,2 bilhões de reais. Esta dívida, apesar dos parcelamentos concedidos em até vinte anos, vem crescendo, segundo o Tribunal de Contas, 9% a/a, muito mais do que a inflação e do que a cobrança concretizada. Esta cobrança, no exercício passado, ficou apenas em 3,1 bilhões. Assim, o estoque do endividamento avança. O INSS não consegue cobrar o que lhe devem e tampouco pagar o que deve a centenas de milhares de segurados que contra ele venceram ações na Justiça Federal.

Temos, portanto, situações ilegais, no fundo convergentes. Evasão de divisas para fora. Sonegação para dentro. Pouca cobrança nos dois casos. A população brasileira, mais uma vez, como sempre, paga a conta. Recolhe os impostos e não obtem em troca os serviços com que deveria contar. Uma tragédia.

Autênticas, textuais e entre aspas

O mestre em educação, João Batista: “Julgo governadores e prefeitos pelo que pagam aos professores. Com raras exceções são salários AVILTANTES”. Aviltantes, mestre? É preciso uma outra palavra mais arrasadora.

Pelé, modestíssimo e humilde sobre a Olimpíada de 2016: “Chicago tem o presidente Obama, o Rio tem Lula e eu”. Pelé citou Lula, disse a amigos, que “falar no presidente dos EUA sem falar no brasileiro não seria uma boa”.

De qualquer maneira, mesmo que o regulamento não permita “propaganda oficial”, o que dizer a isto? Espanha e Japão mandem o Primeiro Ministro, além do Rei “por que não te calas”. E Brasil e EUA mandam nada mais do que os presidentes da República. Quem vai protestar?

Bolsa em alta, sem recuperação financeira e volume mínimo

Pela primeira vez este ano, o movimento da Bovespa ficou na casa dos 3 Bilhões, na verdade, 3 BILHÕES e 300 MILHÕES. Mas os amestrados insistem: “A recuperação veio com mais velocidade do que se esperava”. Não é o que dizem os que comandam países importantes.

Reeleita na Alemanha, Dona Merkell diz que o “desemprego vai crescer no ano que vem”. Ano que vem é amanhã, isso é recuperação?

O Índice de São Paulo teve realmente alta, de 1,59%, em 61.332 pontos. Mas esteve muito melhor do que isso.

O dólar fechou abaixo de 1,79, o que aconteceu durante toda a semana passada. Hoje ficou em 1,78, queda 0,20%.

Constituição de Honduras

Este blog foi o único a publicar e com todas as letras, linhas e palavras: “A Constituição de Honduras tem uma CLÁUSULA PÉTREA, A PROIBIÇÃO DA REEELEIÇÃO”. Diz o artigo 239: “Qualquer presidente que tentar quebrar essa disposição, deve SER IMEDIATAMENTE AFASTADO DO CARGO E CONSIDERADO INELEGÍVEL POR 10 ANOS”.

Erraram no remédio

Como dizem vários comentaristas deste blog, Zelaya devia ser preso imediatamente, em vez de deixarem que escapasse. Zelaya preso, as eleições realizadas na data marcada, nada teria acontecido. Nem Chávez poderia ter COOPTADO Zelaya nem convencido Lula à HOSPEDAGEM insensata e à tentativa de tumultuar (mais ainda?) o país.

Ricardo Teixeira-Joseph Blatter

Hoje, na Barra, lançamento do belo projeto de Paulo Casé para o Museu do Futebol, sede da CBF, o aquário permanente da seleção. Amestrados disseram: “Blatter veio especialmente para anunciar a candidatura de Teixeira a presidente da Fifa”. Ha! Ha! Ha!

Teixeira só com 75 ou 76 anos

Não sabem nada. Blatter já se garantiu para 2011 e 2015. E trabalha desde já para 2019, quase empataria com Havelange seu “inventor”.

Blatter só sai por fatalidade

Havelange saiu em 1998 por vontade própria, elegeu Blatter, um simples funcionário. Teixeira, agora, está com 61 anos, acabou de completar. Em 2019 estará com 71, em 2023 com 75. Não é tarde para tanta ambição. (Exclusiva)

Ibovespa sobe sem volume e sem recuperação da economia

Exatamente ao meio dia, quando posto estas primeiras informações, o Índice de São Paulo bate em 61 mil pontos. Abriu em 60 mil e 600, passou para 60 mil e 800 pontos. E agora está em 61 mil. Alta de 1 por cento cravado.

Mas em duas horas, o volume ainda não chegou a 1 bilhão, profissionais me dizem: “Até o fechamento, Helio, vai melhorar”.

O dólar abriu em 1,79 estável, 2 horas depois continua em 1,79, logicamente sem sair do lugar.

Apoiar dois candidatos é impossível

Pedro do Coutto

Em matéria publicada na Revista Veja que está nas bancas, o jornalista Otávio Cabral analisa o que considera um plano estratégico do presidente Lula para a sucessão de 2010e conclui que, além da ministra Dilma Roussef, ele tem hoje como segunda opção o deputado Ciro Gomes. Pode ser. Mas o próprio Otávio Cabral define, com razão, que arquiteturas políticas assim só funcionam no papel. Está certo. É impossível alguém, muito menos o presidente da república apoiar dois candidatos à sua própria sucessão. Termina não apoiando nenhuma, sobretudo em função das contradições que, em decorrência, vão se evidenciar nos quadros partidários da base aliada.

O empenho de Lula é pela manutenção da aliança de chapa. Um aceno no sentido de Ciro, é claro, rompe o equilibro e abala a aliança. Principalmente porque o presidente não poderia consultar o partido de Michel Temer sobre tal dualidade. Além do mais desnecessária, já que se as eleições são em dois turnos.E ninguém poderá vencê-las já no primeiro. Maioria absoluta nem por sonho. Lula não a conseguiu nem em 2002, nem em 2006. Aproximou-se, mas não a alcançou. A investida de Ciro Gomes na hipótese de suplantar a chefe da Casa Civil e travar o duelo final com José Serra é outro assunto.

Se tal hipótese viesse a acontecer, seria extremamente improvável que pó ex governador do Ceará pudesse unir o PT em torno de seu nome, e muito menos o PMDB, sobretudo  porque uma ala da legenda, a de Orestes Quércia,defende aliança com o governador de São Paulo.Assim, plano B pode ser algo pessoal de Ciro,não de Lula. Inclusive Lula joga para o futuro, como é natural, sua visão projeta-se para 2014.

Ciro foi candidato em 98 quando teve 10% de votação. Repetiu a presença em 2002 e registrou 12%.Havia decolado bem,mas cometeu erros ao longo da campanha,na primeira vitória de Lula, que o colocaram em terceiro lugar.No primeiro turno, Lula atingiu 47 pontos,contra 23 de Serra, 18 de garotinho.No segundo turno, curioso, os 30% de Garotinho e Ciro dividiram-se em partes iguais: Lula subiu de 47 para 62 e Serra de 23 para 38. A impressão que ficou de Ciro nas duas campanhas é que ele começa bem, mas sua candidatura perde força no decorrer dos acontecimentos. Mas esta é outra questão.

No caso de seu nome passar a ser uma alternativa para o Planalto, a impressão que dá é que Lula fez um aceno mais para forçar a mobilização do PT em torno de Dilma Roussef do que para conduzir a um divisionismo, uma duplicidade. Ele deve estar tentando produzir um impacto, principalmente junto aos setores que não confiam na perenidade de uma articulação com Ciro. Este o panorama sob o ângulo de Luis Inácio e do PT. Sob o ângulo de Ciro Gomes é outra a questão. As pesquisas do Datafolha, Sensus e agora Ibope, descortinaram uma nova leitura do cenário. Mas também é preciso considerar que é um pouco cedo para interpretações mais precisas.

Política tem tempos certos que somente a sensibilidade do momento identifica. Porém uma coisa é certa: dualidade de candidaturas não é possível. Apoios políticos, para funcionar, têm que ser incondicionais, sem restrições, vacilações. Sem atitudes pendulares. Pois o movimento pendular desfoca o sentido e reduz o impulso a favor. Não funciona. E, sobretudo, reflete-se na decisão do segundo turno. Não existe exemplo de apoio duplo na política brasileira que tenha dado certo. Pelo contrário.

Autênticas, textuais e entre aspas

Depois de “empurrar” o Brasil para o abismo de Honduras, Chávez faz nova intervenção, agora no Brasil, e diz: “Dilma é a minha candidata a presidente no Brasil”.

É a primeira vez que um presidente estrangeiro invade o espaço eleitoral de outro país. E embora Dona Dilma não seja candidata, se fosse, qualquer ligação com Chávez é desgaste irrecuperável.

Manchete da Folha, sem deixar qualquer dúvida: “Da embaixada (do Brasil) Zelaya prega a revolta”. E Lula continua silencioso para não desgastar Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia e com medo da reação de Chávez.

Morales (Bolívia) e Correa (Equador), condenam a intervenção do presidente da Venezuela, mas não dão uma palavra, temem serem abandonados. Chávez é arbitrário, autoritário, atrabiliário. E vingativo.

Manchete de O Globo: “Honduras barra OEA e faz ameaças ao Brasil”. Logo a seguir nota uma foto de Lula e Chávez, mas não reproduz a fala do presidente da Venezuela ao do Brasil: “Se você quiser eu vou à Dinamarca ajudar à escolha da Olimpíada no Rio”. É por isso que os dois estão rindo.

Quando foi ao Gabão, Lula voltou admirado, dizendo: “Ele está há 28 anos no Poder”. Sua nova admiração é Muamar Kadafi, está há 40.

José Serra passou um domingo feliz, com o “lançamento” de 5 nomes do PT para o governo de SP. Telefonou para o amigo de infância, Quércia, e disse perguntando: “Você já viu os candidatos do PT? Marta, o ex-marido, Chinaglia, Palocci, e Haddad”. Caíram na gargalhada. Com razão.

Esportivas, observadas e comentadas

Olimpíada no Rio, na América do Sul e Central

Não pode haver dúvida ou hesitação. Na sexta-feira, estaremos festejando a escolha do Rio para sede da Olimpíada de 2016. O Rio tem todas as condições de realizar a Olimpíada, os nossos possíveis defeitos são os possíveis defeitos de todos os continentes, países e cidades.

Por que só América do Norte?

E as qualidades do Rio? Nisso saímos disparados na frente. Mas temos que colocar a questão que está no título que é uma discriminação, e mais do que isso: preconceito e perseguição. EUA, México e Canadá já sediaram Olimpíadas, por que representam a América pretensiosamente mais rica? Pois América do Sul e Central agora exigem seus direitos.

Até sexta-feira, bem cedo aqui, por causa do fuso horário da Dinamarca.

Flunimed-Horcades, que venceu e Sport,
que também ganhou, rebaixadíssimos

O time do plano de saúde, ganhou 4 jogos em 26. Em 12 precisa de 8 vitórias e 2 empates. Conclusão? O Sport em 26 venceu 5, agora tem que ganhar 8 e empatar 1. Alguma conclusão positiva ou duvidosa?

Botafogo, S. André, Náutico, Coritiba, Atlético do Paraná,
dos cinco, dois deles também irão a B

Escolher entre esses 5, dificílimo, praticamente só adivinhando, ou acreditando nos que fingem de “matemáticos”. Aparentemente a pior situação é a do Botafogo. Em 26 jogos ganhou apenas 4, impressionante.

Tiger Woods vence o Grande Prêmio de Atlanta, Geórgia

Patrocinado pelo xarope mais famoso (e mal cheiroso?) do mundo. Ganhou 10 milhões, que foram para a Fundação Woods. Mas teve que suportar a presença do presidente desse xarope.

Pelé com ciúmes da Marta

Não foi à apresentação dela, alegou que seu “salário de 150 mil é exorbitante”. Ontem não foi à estréia dela e de Cristiane (outra craquíssima), disse que tinha compromisso. O Santos ganhou de 6 a 0, Marta e Cristiane fizeram 4 gols.

Renault desesperada

Depois dos escândalos que envolveram a empresa na Fórmula 1, as vendas caíram no mundo inteiro. Não sabem o que fazer para a recuperação da marca.

Flamengo-Internacional no temporal

O jogo não deveria ter sido realizado. O campo, uma poça de 110 metros, intrafegável. Os clubes se desgastam, trabalham meses, enfrentam aquele lamaçal. Zero a zero era inevitável.

Cingapura, brilhantemente iluminada,
tecnicamente escuridão escancarada

Ninguém ultrapassou ninguém, saíram e chegaram. Mudanças de posições, só nos boxes. Barrichello e Button, mais de 1 hora e meia lutando por um ponto. Isso é a Fórmula 1.

Bob Burnquist, emociona saltando de rampa,
equivalente a edifício de 10 andares

Com esse nome brasileiríssimo, 18 mil pessoas foram vê-lo saltar, lutou contra os ventos, deu o salto mortal de costas, foi bicampeão. Pena que tenha sido em São Paulo, Serra vai dizer que a conquista foi dele.

Vôlei americano e brasileiro

5 jogos, 5 vitórias da seleção de Bernardinho. Mesmo desfalcada. E apesar de serem amistosos, os EUA são sempre grandes adversários, em Olimpíadas têm provocado frustração. Estamos ou estaremos em nova disputa em 2010.

O insensato Marco Aurélio Garcia, o irresponsável Ministro Celso Amorim, o inacreditável presidente Lula, os golpistas dos dois lados, colocaram Honduras à beira do tumulto, conseguirão escapar da guerra Civil?

Não há mais nada a dizer, nem solução, qualquer que seja. E desde o inicio, venho dizendo, quem complicou e tumultuou os acontecimentos, foi o Brasil e os três personagens que identifico e responsabilizo no título destas notas.

Se as coisas ficassem restritas aos golpistas-continuistas e os golpistas-aventureiristas, acabariam por se entender. Zelaya queria o segundo mandato, mas a Constituição não somente proibe, mas seu artigo 239 prevê que qualquer governante que faça uma proposta de reformar a Constituição para tentar se reeleger deve perder o mandato de forma imediata e ficar inelegível por 10 anos.

Zelaya não estava inovando ou inventando. Queria apenas copiar FHC, Menem, Fujimori, e “adivinhando” que era (ou seria) a mesma idéia ou ambição do presidente Lula, que agora só chama de “meu amigo”.

O ex-presidente (DEPOSTO) e o corrupto e irresponsável presidente (IMPOSTO) Micheletti, acabariam formando um governo de coalizão. Se não ficassem com o governo inteiro, ficariam com a metade do governo. Afinal, não têm convicções, ideologias, projetos ou planejamentos, só não querem perder o Poder, mesmo que seja um pedaço dele.

Agora, Zelaya, Micheletti, Chávez, Lula, constroem um novo DIREITO INTERNACIONAL. Zelaya diz que não quer nenhum ASILO, está na embaixada do Brasil como HÓSPEDE. O próprio Zelaya se desmente e diz que chegou na embaixada do Brasil POR ACASO, e sua mulher o esperava lá, por COINCIDÊNCIA.

Chávez que intervém, manipula, tumultua, mas não mente, informa: “Há 15 dias já sabia que Zelaya e o governo do Brasil tinham um acordo”. Invenção? De maneira alguma, é o que está acontecendo.

Hospedado com “100 ASSESSORES“, Zelaya incita e dá ordens a correligionários para que “DESAFIEM O GOVERNO GOLPISTA, OBRIGUEM-NO A PARTIR PARA A VIOLÊNCIA”. É o que vai acontecer.

Micheletti dá entrevista e declara publicamente: “O governo brasileiro tem 10 DIAS PARA ENTREGAR ZELAYA OU CONCEDER-LHE ASILO”. O governo brasileiro, depois de INTERVIR em Honduras, diz que “não admite intimidação”. E Zelaya ratifica: “Não PEDI nem quero ASILO, estou muito bem como estou na embaixada”.

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PS- Desde o início minha posição é irreversível, condeno Zelaya golpista e Micheletti igualmente golpista. Jamais me passou pela cabeça que Lula fosse tomar essa posição, vá lá, deixar que os dois paspalhões que “dirigem” nossa política externa, (um no Itamarati outro fora dele) agissem livremente.

PS2- Lula compromete seu próprio futuro CONTINUISTA. Embora o projeto que o favorece e anda com mais velocidade é o que PRORROGA os mandatos do EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO. É inconstitucional? Ora, um presidente que não tem constrangimento de INTERVIR num país estrangeiro, não terá também de INTERVIR no seu próprio país.

A perereca paralisa o Rio de Janeiro

Carlos Chagas

Deve ser preso, não  mais como doido, mas como criminoso, todo aquele que se insurgir contra medidas destinadas a defender o meio ambiente. Sustentar a  queima indiscriminada da Amazônia, por exemplo. Ou a  transformação de florestas em pastos para produzir capim para as vacas comerem.  A poluição dos rios com mercúrio e com esgotos sem tratamento. O uso abusivo do carvão e até a ampliação das frotas automotivas movidas a derivados do petróleo. Se quiserem, mesmo a distribuição de saquinhos de plástico nos supermercados, para transportar compras.

Tudo, no entanto, tem  limite. A ecologia não pode atropelar o bom senso. Muito menos o desenvolvimento e a conquista de melhores condições de vida para o ser humano.

No fim de semana que passou fomos surpreendidos com a notícia da interrupção das obras de construção do Arco Rodoviário  do Rio, em 77 quilômetros de pistas de circulação de veículos até o porto de Itaguaí, solução capaz de duplicar sua capacidade de exportação. Obras incluídas no PAC, já em andamento, no valor de um bilhão de reais.

O motivo? O perigo de perturbação da reprodução de uma espécie rara de  perereca de dois centímetros,  única no mundo,    que se reproduz  no trecho da floresta por  onde passaria a nova rodovia. A physalaemus soaresi  levou o ministério do   Meio  Ambiente, através do Instituto Chico Mendes,  a revogar a licença ambiental para a  obra prevista para  conclusão em fevereiro. Já não  vai  mais, paralisados  que estão  tratores, escavadeiras e caminhões empenhados em implantar o Arco Rodoviário fluminense.

Convenhamos, parece piada. Será que as pererecas estabelecidas no meio do caminho  não encontrariam condições  para adaptar-se a viver alguns metros à direita ou à esquerda das pistas, onde o pântano,  a vegetação e a floresta estarão conservados?

Os exageros ecológicos parece não  terem limite, movidos pela ingenuidade de uns e a malandragem de outros.  Porque tem gente interessada em impedir o crescimento do porto de Itaguaí. Os mesmos que pretendem  manter a Amazônia como um imenso jardim botânico posto à margem da civilização.  Aqueles que ainda no governo Fernando Henrique interromperam as obras de implantação da hidrovia Cáceres-Bacia do Prata, essencial ao escoamento da soja e demais produtos do Centro-Oeste a custos muito  menores do que exporta-los por rodovia até Santos e Paranaguá. A razão? O mal-estar que causaria ao peixinho dourado de um  igarapé perdido entre as barrancas do rio Paraná.  O que dizer da proibição do asfaltamento da estrada Manaus-Porto Velho? Dos empecilhos às hidrelétricas de Mato Grosso e Amazonas? E tantas barbaridades ambientais a mais, que nada tem a ver com o aquecimento global.

Com todo o respeito, a  perereca tem gerado incontáveis conflitos na história da Humanidade, desde a guerra de Tróia. Mas que viesse a prejudicar o desenvolvimento do estado do  Rio de Janeiro, só mesmo com a colaboração do  governador Sérgio Cabral.

O fantasma do velho

Revelou o senador Pedro Simon, dias atrás, que alta madrugada,  em certas  praias isoladas do litoral de São Paulo, os pescadores costumam ver passar  um vulto alto, careca e descalço, acenando para eles. Não duvidam ser o dr. Ulysses, até hoje perdido  no  mar.

O senador pelo Rio Grande do Sul prevê mudanças na visão dos pescadores.  Logo o vulto, em vez de acenar amigavelmente, mostrará um  chicote  numa das mãos, anunciando utilizá-lo em breve. Onde? Na direção nacional do PMDB, expulsando de lá  os vendilhões do partido.

Simon não se conforma com o fato de o PMDB não lançar candidato próprio à presidência da República e,  mais ainda, de estar em andamento a operação para fazer de Michel Temer candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff. Para ele, não  demora muito para  o presidente licenciado do partido defrontar-se com o dr. Ulysses, prestes a trocar por um  momento o litoral paulista pela capital federal…

Furou o saco de maldades

Política é a arte de esconder o pensamento, já  escreveu alguém. Mesmo assim, parece difícil aceitar como falsa e enganosa a afirmação  da imensa maioria das bancadas governistas na Câmara e no Senado, de que novos impostos não serão aprovados no Congresso. A gente sempre desconfia de que nomeações, benesses, liberação de verbas e sucedâneos podem  mudar férreas opiniões, mas às vésperas das eleições gerais do ano que vem,  parece impossível acreditar na aprovação do novo imposto sobre o cheque e na taxação das cadernetas de poupança pelo imposto de renda. Seria um desatino, em especial quando o governo não se cansa de apregoar havermos saído da crise, estando o Brasil em excepcional  patamar de desenvolvimento social e econômico.

A criação desses novos impostos, anunciados pela equipe econômica, contraria de alto a baixo a propaganda oficial. Arrisca o sucesso das próximas etapas do governo Lula,  a começar pela tentativa de eleição de Dilma Rousseff.  Não haverá  um candidato sequer, entre os demais, que não venha a servir   esse prato indigesto em sua campanha.

Pelo jeito, o saco de maldades de Mantega, Meirelles e companhia está furado. Mas garantir, ninguém garante…

Quase imbatível

Gerou preocupação no PT e no PMDB o rescaldo da reunião do fim de semana entre José Serra e Aécio Neves,  em Natal, Rio Grande do Norte. Porque os dois candidatos tucanos, mesmo  negando de pés juntos, estão mais próximos do que  nunca da formação de uma chapa única no PSDB para disputar a sucessão do ano que vem. O DEM já deu sinal de que não se oporá, mesmo abrindo mão da tradicional compensação de indicar o candidato a vice.

Minas tem hoje 22 milhões de eleitores. De barato, 20 milhões estão com Aécio e não  abrem,mesmo se o governador vier a ser o companheiro de chapa de Serra. De São Paulo,  o  governador não sairá com menos de 15 milhões de votos.  Basta projetar esse volume para se ter a noção de que a dobradinha, salvo engano, deixa bem para trás a concorrência.

É cedo para conclusões, mas de  cada líder de partido  que recebe a hipótese ouve-se a mesma resposta: “uma chapa quase imbatível…”