Flamengo até morrer: Patrícia Amorim, Clovis Sahione, únicos

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Acompanhando desde o início a eleição no clube e respondendo quase que diariamente às pesquisas que são feitas, deixei bem claro: 9 candidatos lançados, e apenas dois verdadeiros, os que estão no título.

Chapa conjunta

Os dois estão disparados na preferência dos sócios. De tal maneira, que chegaram a tentar juntar os dois. Mas como fazer candidatos únicos, dois favoritos? Lógico, os dois têm convicções e pretendem cumpri-las. (Exclusiva)

Lindberg Farias não mais candidato a governador

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Agora é oficial embora não oficializado pelo próprio. Mas Sérgio Cabral espalha: “O Presidente Lula vai mandar o prefeito de Nova Iguaçu deixar para outra oportunidade a disputa da sucessão estadual”.

Cabral: porta-voz ou falastrão?

Eu já sabia disso, de forma quase direta, mas não era o único. O PT acabou no Estado do Rio quando Lula e Dirceu (ou será o inverso?) antes de chegarem ao Planalto, vetaram a candidatura vitoriosa de Vladimir Palmeira.

Cabral ouviu de Lula e teve
autorização para divulgar?

Lula manda em tudo, faz e desfaz, nessa luta para unir vários partidos desunidos, e montar o que chama de “vários palanques para Dona Dilma”. E a Ministra, para que tantos palanques? O que ela precisa é de legenda e de votos.

Gabeira acertou na opção

Desde que não ganhou (evitou dizer, “que perdeu”) para prefeito, surgiu um movimento para que ele fosse candidato a governador. Querendo o melhor para o Estado do Rio, ficava com Gabeira-governador, dizia isso e insistia.

Como Senador,
terá influência

Dependendo de uma boa campanha, (desde já) estará eleito junto com a Doutora Denise Frossard (se confirmar), o que será ótimo para o estado, o país, e o próprio senado.

Recomendação

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Não deixem de ler os comentários de hoje de Guilherme Ulrich e Marcos (clique para ler). O primeiro desvenda bastidores da Bolsa, com dados e números, na mesma linha do que digo há anos e anos sobre a falcatrua, a fraude e a falsidade do “mercado”. Marcos pergunta como é que o Brasil ficará entre as 5 maiores potências (Lula dizendo) com essa falta de investimento em infra-estrutura. Leiam, respondam, concordando, discordando ou acrescentando.

Ciro Gomes nasceu em Pindamonhangaba, cresceu em São Paulo ou no Ceará? De qualquer maneira, está no jogo eleitoral e político. Ou toda movimentação é inútil?

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Mariano Augusto, Aurélio Mirada, Jorge Saboya, Nelson Sales, Elza Magalhães, Antonio Santos Aquino, Honório Albuquerque, Raimundo Costa, Alda Neves, Josimar Meirelles, Mercedes Maria, Jorge Antunes, Plínio Roberto, Feliciano Haddad, Carlos Maruz, Silvia Cardoso, esses eu consegui relacionar (são muito mais, desculpem) me contestam em relação a Ciro Gomes.

Comentário de Helio Fernandes
Nada contra, podem dizer o que quiserem, menos que sou desinformado ou desinteressado. É lógico que conheço a história do nascimento, da transferência e da volta de Ciro, “de São Paulo para São Paulo, com permanência no Ceará”.

Acontece que sem uma palavra diferente, todos dizem “o senhor se enganou, Ciro Gomes nasceu em São Paulo, em Pindamonhagaba e não no Ceará”. Agora continuo recebendo laudas e mais laudas sobre o assunto, então expliquemos de uma vez por todas, agradando em grupo, o que é ótimo.

Isso é tão público e notório, que lamento e deploro que tanta coisa importante seja esquecida, para colocar na pauta um fato incontestável. Desde que absurdamente foi criado o domicilio eleitoral, durante a ditadura de 1964, (não confundir com a ditadura de Vargas a partir de 1930), passou a existir o nascimento propriamente dito, no estado da moradia, e o outro, o de adoção, por interesses eleitorais.

Lula nasceu em Garanhuns, Pernambuco, mas derrotas e vitórias vieram de São Paulo. Sarney, alguém duvida que nasceu no Maranhão, e que dos 5 mandatos de senador (Nossa Senhora), dois foram comprados no Amapá?

Centenas de pessoas, antes da imposição do domicílio, escolheram um estado para reinar. Os Tenentes revolucionários de 1922, 1924, 1926, 1929, chegando ao Poder em 1930, como conservadores, negando tudo que pregavam, não mudaram apenas de convicção mas também de residência, de domicílio, de estado.

Reeditando as famosas Capitanias Hereditárias, escolheram um estado (às vezes o mesmo de nascimento) para fazer política. O mais conhecido, pela carreira subserviente, sempre ligada ao Poder, foi Juracy Magalhães, que enquanto era poderoso eu só chamava de Juracy Montenegro, seu primeiro sobrenome. Nasceu no Ceará fez carreira na Bahia. E chegou até Washington onde tornou pública a frase que o condenou para sempre: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. Que República.

E com isso, vejam os cargos que ganhou. 1- Interventor. 2- Presidente da Vale. 3- Presidente da Petrobras. 4- Governador. 5- Ministro. 6- Como coronel, Adido Militar nos EUA. 7- General. 8- Novamente governador. 9- Como general, representante na Interamericana Militar. 10- Embaixador nos EUA. 11- Ministro da Justiça. 12- Candidato a presidente da República, preterido e vetado pelo seu próprio partido, a UDN, que preferiu um candidato de fora, Jânio Quadros.

Apesar de tantos leitores atentos e ilustres, Ciro Gomes nem se lembrava de Pindamonhangaba. Não precisava. Em dobradinha com Tasso Jereissati, dominaram inteiramente o Ceará. Prefeito de Fortaleza, governador do estado (os dois), obtiveram até projeção nacional.

Junto com eles, mais um apaniguado, Sergio Machado, também senador, enquanto os outros se revezavam no alto. O terceiro a ser governador seria ele, não foi, rompeu, hoje é donatário de uma poderosa capitania na Petrobras. Protegido pelo importante e invencível Renan Calheiros.

Jereissati e Ciro continuaram juntos. Em 2002, Tasso se elegeu senador (o óbvio, no Brasil, governador é quase sempre senador e vice versa, mesmo Jereissati tendo falido o Banco do Estado em 2001, até hoje responde a processo, “engavetado” no Supremo) e Ciro foi candidato a presidente.

Chegou a liderar as pesquisas, caiu tanto que não foi nem para o segundo turno. Com uma eleição no meio, na qual se elegeu deputado com enorme votação, Ciro novamente tenta a presidência. Mas com duas jogadas estranhas. 1- Essa de voltar eleitoralmente a São Paulo. 2- A de se ligar a Lula, que não vai apoiá-lo de jeito nenhum. Lula vai examinar a possibilidade de repetir, “diga ao povo que fico”. Mas se não ficar, jamais apoiará alguém como Ciro ou como Serra. Por enquanto é isso.

De qualquer maneira, agradeço a todos, pela oportunidade do esclarecimento, e da lembrança de tantos que mudaram de domicílio. Num país de migrantes e imigrantes, não deveria existir a exigência da localização para qualquer candidatura.

***

PS- Fica forte e atuante, apenas a imigração financeira. Capitais poderosos globalizados, que se mudam, t-e-m-p-o-r-a-r-i-a-m-e-n-t-e para o Brasil, trazendo o chamado “capital motel”. Que jogam na Bolsa, ganham (na certa) sem pagar qualquer imposto sobre esses lucros. E depois compram títulos do governo, ganhando fortunas. E já pressionam o Banco Central (?) para aumentar os juros, logo no início de 2010.

PS2- À última hora, recebo adendo de Antonio Santos Aquino, ligando Ciro aos acontecimentos que ocorrem do outro lado do mundo. E pergunta de forma textual: “Qual será o papel de Ciro Gomes na sucessão? Seria o Homem Bomba ou o Homem Supositório?”. Por enquanto fica sem resposta do repórter. Mas o assunto está aberto para todos.

Lula conseguiu acentuar o início da campanha

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Pedro do Coutto

Claro, sob a luz da lei, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo, tem razão quanto  antecipação da campanha eleitoral com a visita do presidente Lula, da ministra Dilma Roussef, do governador Aécio neves e do deputado Ciro Gomes às obras de transposição e redirecionamento do rio São Francisco. Mas, concretamente, é muito difícil geralmente separar-se as ações administrativas dos impulsos políticos.Afinal, como será possível a Justiça,no caso Eleitoral, impedir a desenvoltura com a que atua o presidente em todas as frentes que inclusive lhe têm sido abertas no plano do sucesso.Questionar-se a presença da ministra chefe da Casa Civil, teoricamente é procedente.Mas como bloquear sua presença? Impossível. Teria que haver uma decisão requerida por algum partido político adversário. Mas neste caso,ela teria sua imagem realçada,vítima do temor de seus adversários. Cresceria junto à opinião pública. Aliás, detonando a campanha eleitoral e recebendo a censura do presidente do STF, o episódio não poderia ser melhor para o governo. Muitos, é claro, identificaram o caráter eleitoral da visita de três dias às obras. Outros tantos, não. Porém agora como fato sublinhado pelo presidente da Suprema Corte, a investida tornou-se facilmente acessível a todos. Mais uma vez, Lula atingiu plenamente seu objetivo. Some-se a isso os êxitos que tem alcançado simultaneamente nos planos interno e externo, mas sempre repercutindo com intensidade no país, e teremos a visão de um panorama altamente positivo para o Palácio do Planalto.Na realidade, a campanha será longa, na exata medida da estrada a percorrer a disputa efetivamente começou com antecedência de pelo menos  oito meses.Lula encostou a oposição no corner.E deste ângulo ela não está conseguindo sair, livrar-se da pressão.

Estão faltando fatos e, sobretudo argumentos. PSDB e DEM ainda não encontraram um ponto certo de resposta, não localizaram argumentos para contestar os êxitos do governo e também não tentou incorporar-se a eles, sobretudo em termos politicamente válidos. Negar por negar não vai funcionar junto ao eleitorado. Aliás não está funcionando, como certamente as próximas pesquisas vão assinalar.José Serra estacionou na sua faixa tradicional, o que proporcionou a Aécio neves procurar apresentar-se como uma alternativa para amanhã,já que as campanhas tucanas de ontem não revelaram avanços em 2002, tampouco em 2006. E agora as condições são mais adversas ainda. Está faltando espaço para uma ação oposicionista coordenada. Inclusive já surgiram divergências entre o PSDB e o DEM. Numa campanha presidencial, evidentemente a presença de Aécio Neves, inclusive pela juventude que o marca, é mais motivadora que a de José Serra. Mas o governador de São Paulo possui uma posição cristalizada. O impasse para as oposições ainda está, em síntese: praticamente impossível substituir Serra, sob o risco de um desmoronamento. A menos que se retirasse da disputa. Mas não se pode desenvolver qualquer análise lógica a partir de tal perspectiva, demasiadamente rêmora.

O panorama continua estacionado. E neles as oposições também. Talvez aguardando um momento oportuno. Mas enquanto tal instante não surgir, Lula continua seguindo em frente e subindo. Importante assinalar que ele está conseguindo, não apenas transferir uma parcela sua de votos, mas a sua própria imagem para Dilma Roussef. A meta é fazer passar ao inconsciente coletivo que votar em Dilma é a mesma coisa que votar nele. Interessante este tema. Em termos de marketing.

Sob o reinado do Pinóquio

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Carlos Chagas

De vez em quando a  gente tem a impressão de vivermos, todos,  na Ilha dos Prazeres, aquela terra para onde a raposa esperta levava  os meninos  gazeteiros que fugiam da escola. Só que dentro de poucos  dias todos eles viravam burrinhos, com rabos e orelhas compridas, sendo em seguida  vendidos no mercado. Nem o  Pinóquio livrou-se  da maldição.

Com todo o respeito, mas  o mesmo  parece estar acontecendo com as testemunhas de defesa dos réus do mensalão,  ouvidos por juízes singulares em cumprimento a determinação do Supremo Tribunal Federal. De Dilma Rousseff a Antônio Palocci e tantos outros, eles negam ter havido a maracutaia que assombrou o país em meio ao primeiro mandato do Lula. “Não houve mensalão”, “tratou-se de regularizar gastos da campanha anterior”, “ninguém no Congresso recebia  quantias variadas, por mês, para votar com o governo”…

Contando, ninguém acredita, mas é verdade. Os quarenta ladrões chefiados por Delúbio Soares e Marcos Valério correm o risco de ser absolvidos na mais alta corte nacional de justiça por conta desses depoimentos.

O último a ser ouvido será o presidente Lula, arrolado como testemunha por boa parte dos envolvidos no processo. O mensalão não existiu, foi coisa de oposicionistas mal-intencionados, o dinheiro saído dos cofres do Banco Rural e de outros bancos era uma ficção…

Vamos aguardar para ver se o Grilo Falante, a consciência do Pinóquio, consegue dar um jeito no fim dessa fábula de horror, mas por onde andará o bichinho, agora que o palácio do Planalto anda em obras?

Fiscalizar, informar ou questionar?

Declarou o presidente Lula em entrevista à Folha de S. Paulo que o dever da imprensa é informar, jamais fiscalizar o governo,  o Congresso ou as demais instituições nacionais. Para ele, já existem instrumentos fiscalizadores em profusão,como a Controladoria Geral da República e o Tribunal de Contas.   Novamente repetindo “com todo o respeito”, não é nada disso. Porque ao informar corretamente, a imprensa fiscaliza e, mais do que isso, questiona. Essa evidência foi explicitada por Aléxis de Tocqueville ao escrever sobre a América do Norte, depois endossada por Thomaz Jefferson. Para contrabalançar o poder absoluto que o recém-criado Congresso dos Estados Unidos dispunha, não podendo seus integrantes ser punidos ou sequer processados por tudo o que dissessem da tribuna,  criou-se na legislação da então jovem nação o princípio da ampla  liberdade de expressão do pensamento por parte dos jornais da época. Hoje, é evidente, estendidos a toda a parafernália midiática.

Exigir a punição e punir  os excessos praticados através da imprensa é dever do poder público e direito de todo  particular que se sentir ofendido, mas,  por conta disso,  censurar ou limitar   os veículos de comunicação equivale a distorcer princípios democráticos essenciais. Para ficar com Thomaz Jefferson, vale repetir suas considerações finais: “se fosse dado a mim dispor de um governo sem jornais ou de jornais sem governo, ficaria com a segunda hipótese”.

Pelo jeito, o presidente Lula discorda até mesmo da Constituição de 88, que preceitua a total liberdade de expressão do pensamento. Apenas informar representa abrir mão de opinar, fiscalizar e questionar.

Aumenta a bola de neve

Cresce, no PMDB, a tendência de suas bases e de muitas lideranças, a respeito de dever o maior partido nacional lançar candidato próprio à  sucessão presidencial do próximo ano. Depois do  compromisso da sua  direção de apoiar a candidatura Dilma Rousseff, do PT, levantam-se inúmeras vozes em contrário. Quem melhor definiu a situação foi o governador do Paraná, Roberto Requião, para quem um partido fala por sua convenção nacional, devendo definir-se não em torno de nomes, mas de  propostas e idéias. Sem essas preliminares, tudo não passará de acertos em troca de favores futuros.

É possível que os caciques do PMDB venham a surpreender-se quando a marolinha tornar-se um tsunami capaz de varrer as alianças  pouco claras celebradas nas madrugadas de Brasília, à revelia dos diretórios estaduais, das bases e de boa parte das bancadas no Congresso. Pior ficará quando as alas rebeladas do partido divulgarem um plano de governo  para o país, texto já em elaboração.

Seria deposto?

Conta o senador José Sarney que ao assumir a presidência da República, em 1985, não tinha ilusões a respeito da precariedade de seu governo.  Afinal, exerceria o poder sem o respaldo de um partido forte, já que mesmo tendo ingressado no PMDB, vinha de uma dissidência do PDS. Carecia de apoio das entidades sindicais, não dispunha de esquemas militares, faltavam-lhe o empresariado e a mídia. Tudo o que o dr. Ulysses Guimarães dispunha ele  não tinha. Poderia ter sido  deposto em pouco tempo, como  acontecido diversas vezes com outros, em nossa história.

Imbuído da necessidade de consolidar a transição da ditadura para a democracia, voltou-se para a necessidade de reforçar a área social. Estendeu a todos os brasileiros os benefícios do sistema de saúde, abrigou os trabalhadores rurais com aposentadorias da Previdência Social,  criou o sistema de distribuição de leite para  as famílias carentes, multiplicou  a merenda escolar e, em paralelo, levantou as restrições à formação dos partidos políticos, inclusive o Partido Comunista, determinou o fim de restrições aos movimentos sociais, suspendeu  os entraves à liberdade de informação e, no campo econômico, lançou o Plano Cruzado, com o congelamento de preços.  Chegou a decretar a moratória na dívida externa. Preservou  os direitos trabalhistas e sociais, não privatizou empresas públicas ligadas à soberania nacional.

Perguntado sobre o seu maior erro, não tem dúvidas em negar validade ao mote popular de que palavra de rei   não  volta atrás. Falhou, como diz,  ao aceitar o Plano Cruzado Dois, que veio com a liberação dos preços.  Por tudo isso, reivindica uma recordação na memória nacional, que lhe tem sido cruel nos tempos atuais.

Tudo começou com FHC

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Luiz Carlos Gomes

Jornalista, ontem o Jornal Nacional exibiu um mapa com os países da América Latina que tiveram a sua constituição modificada para que houvesse a reeleição, citando também os respectivos Presidentes da época. Entretanto, não citaram o Brasil nem tampouco FHC, daí surgiu-me a pergunta: Houve modificação na constituição?

Comentário de Helio Fernandes
Lógico, Luiz Carlos, todas as Constituições e até “constituições” proibiam a reeeleição. Desde a primeira, de 1891, só permitiam a volta do presidente ao Poder, depois de um mandato que não o dele. Isso vigorou até 1930, quando Vargas instalou sua ditadura. Com a Constituição de 1946, o mandato presidencial passou de 4 para 5 anos, ótimo, porque as eleições deixaram de se realizar no mesmo dia.

Juscelino, eleito em 1955 e empossado em 1956, passou o cargo a Jânio, e se lançou para voltar em 1965, que infelizmente não existiu na nossa História.

Em 1961 assumiu o “trêfego peralta”, que pretendia o Poder total e ininterrupto, (tipo Chávez), só que acreditava tanto em si mesmo, quem pensava (?) que podia saltar, que estava com “rede de segurança”, caiu no vazio.

Com Jango nova ditadura, mas mesmo os “generais-presidentes”, não admitiam reeeleição, o que era certo, pois nenhum deles fora eleito. FHC foi o primeiro de toda a história, a COMPRAR NOVO MANDATO. Escrevi muito com ele no PODER, pagava 500 mil por cada voto. PARA MODIFICAR a Constituição e mantê-lo mais 4 anos como presidente.

Durante a COMPRA do novo MANDATO, com ele no cargo, todo poderoso, combati o escândalo, diariamente. Lógico, a reeeleição valeu para Lula, que proporcionalmente poderia ficar 12 anos. FHC eleito para 4 anos, ficou 8. Lula eleito para 8, pode tentar 12, sem nenhuma violência ou inconstitucionalidade.

Não vi o “Jornal Nacional”, mas de acordo com o que mandou, ficaram faltando Menem e Fujimori, que também COMPRARAM o segundo mandato, e queriam o terceiro.

Ortega não foi REEELEITO. Eleito pela esquerda ficou muito tempo no governo, teve que sair. Passou para a direita, se ligou aos EUA, se elegeu. Esse mandato acaba em 2011. Mas já trabalha desde já para a reeeleição. Como está altamente subservientes aos americanos, deve conseguir, tranquilamente.

Mantega quer trocar IOF, pensa (?) em “medidas aditivas”

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O fracasso do Ministro da Fazenda só pode existir ou coexistir com uma palavra: RETUMBANTE. Ou, INACREDITÁVEL. Tenho procurado ajudar o doutor (doutor mesmo) Mantega, pelo menos com análises sinceras e isentas. Mas ele prefere o descaminho dos jornalões, da Internet, dos blogs que já nasceram amestrados, não pode acertar.

No mesmo momento em que o Ministro anunciava o aumento, Ha! Ha! Ha! de 2 por cento no IOF para SALVAR o Real, o que os jornalões atribuíam à Bolsa, disse tranquilamente: “Isso não adianta nada. Taxar o movimento, a compra e a venda de ações ou dólar, é BURRICE. Um compra o outro vende, seja o que for, se taxarem isso, o governo não ganha nada”. Mas se taxarem o dólar na entrada e o lucro, na saída, aí o resultado será óbvio e evidente.

No mesmo dia derrubaram as ações e fizeram subir o dólar, por dois motivos. 1- Como estavam satisfeitos, queriam que o Ministro também ficasse. 2- Sabiam que VENDENDO, as ações cairiam, COMPRARIAM a seguir. Foi o que aconteceu logo depois. O Ministro que adora APARECER NA TELEVISÃO para não dizer nada, já deu O RECADO NEGATIVO, pelo menos isso.

Hoje, quinta-feira, a Bovespa já abriu em alta de 1%, logo passava a 1,32% em 66.243 pontos. Ao meio-dia e pouco venderam, o Índice veio para 65 mil 780 pontos, a alta ficou apenas em 0,32%. Nesse momento, o dólar estava na casa de 1,73 em baixa de 0,44%.

Às 14:30, quando posto estas observações, a Bovespa voltou aos 66 mil pontos, saindo pouquinho dos 65 mil e quase 800 pontos. Volume de negócio pequeno.

(Tranquilo, o “mercado” espera as medidas que o ministro prometeu. Como esse “mercado”, depois da crise, ficou privativo das potências financeiras, riem do que possa vir. Nessa época de insegurança nas ruas, seus lucros e contas bancárias, estão BLINDADOS pelo SISTEMA).

Autênticas, textuais e entre aspas

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O senador Eduardo Suplicy, depois do CARTÃO VERMELHO e da SUNGA VERMELHA, (imitando o Super-Homem) criticado pela repórter Sabrina Sato, na Folha, escreveu carta de redenção (?) longa e cheia de citações de economistas americanos, só no trecho final toca no assunto principal.

Eis o trecho que interessa e liga o senador às críticas: “Admito, não deveria ter vestido o calção sobre o terno. Pedi aos responsáveis pelo “Pânico”, para que não transmitissem a cena. Com respeito, me atenderam”.

O senador Suplicy pensa (?) que pode fazer o que bem entender, que nada lhe acontecerá. Lamentável e infelizmente, está rigorosamente certo, e sempre protegido e resguardado pela impunidade. Qual será o próximo VERMELHO? Impor um SINAL VERMELHO para ele mesmo?

Delfim Netto, o ministro da Fazenda que ficou mais tempo no cargo, na ditadura de 1964, superando até Souza Costa, que ficou 12 anos no mesmo cargo na ditadura Vargas, é capaz de fazer qualquer afirmação para aparecer. Apenas tem mais decoro do que Suplicy. Mas escrevendo é uma catástrofe.

“Empresários reconhecem que o governo Lula soube enfrentar a crise com medidas tempestivas e pragmáticas” (Que texto, é isso que ensina aos alunos que nunca teve?).

Continuando: “As medidas do presidente Lula, superaram sacrifícios, salvaram empregos, preservaram a renda, e mantiveram o consumo interno”.

É melhor parar por aqui, é tudo inviável como leitura e como realidade. O pior para o ex-Ministro da Fazenda e da Agricultura (sempre na ditadura), é que Lula não leu nem tomou conhecimento da bajulação. Pelo menos isso.

Ministro-senador Maurício Correa, Collor, senador, governador, ex-presidente

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Depois de senador, Mauricio foi Ministro do Supremo, nessa condição, participou do impeachment de Collor. Completou 70 anos, caiu na expulsória, voltou a advogar. Agora, 16 anos depois, Ministro aposentado, escreve artigo elogiando o ex-presidente e “sua visão precursora do desenvolvimento”.

Maurício quer ser senador

O Ministro aposentado e ex-senador, quer voltar ao Senado. Dificílimo. Roriz quer ser senador, mesmo tendo renunciado a 7 anos e meio de mandato para não ser cassado.

A outra vaga será inapelavelmente do vice Paulo Octavio, que já foi senador. Se Roriz e Paulo Octavio disputarem o governo da capital (os dois? Impossível) Maurício terá chance. Mas só nessa condição. (Exclusiva)

Palmeiras: 4 jogos seguidos, 3 derrotas e 1 empate

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O presidente do clube, (o altamente promovido economista Belluzzo) deveria proibir o treinador de ficar o tempo todo mascando e mordendo freneticamente aquele chiclete.

Belluzzo, chame Jorginho, o interino

Isso deveria ser feito imediatamente. Basta verificar e comparar os resultados obtidos pelo interino, com salário mínimo, e os de Muricy, com salário máximo, perdão, “maxíssimo”.

O Palmeiras joga cada vez pior, não defende, não arma nem ataca. Perguntinha ingênua, inócua e inútil: a quem Muricy responde pelos resultados, quer dizer, a falta deles?

Lula se desinteressa cada vez mais, pelas coisas que fala publicamente

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Carlos Chagas chamou a atenção para erros seguidos e invariáveis do presidente. Só que generoso, o jornalista listou pouquíssimos. Também, se alongando, tomaria o espaço de todo o blog. Revisão, presidente, atenção e informação.

Ministro Samuel virou “Salomão”

Lula acaba de nomear Samuel Pinheiro Guimarães para cargo importante. (Que ele merece). Mas por que trocar o nome? Aliás, o embaixador-ministro, poderia dar uma de “Salomão”, dividindo suas convicções e o apoio de mais de 20 anos a Celso Amorim.

Em que viela, Ortega e Zelaya se encontram?

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O presidente da Nicarágua, de extrema esquerda, mudou para ganhar a confiança dos EUA. Zelaya era de direita reacionária mesmo, mudou para a esquerda e conquistar o apoio de Chávez. Nem Chávez nem Zelaya são convictamente progressistas, dois aventureiros.

O passado condena

Não esquecer que quando os nazistas dominaram a França e tomaram Paris em Abril de 1940, Pierre Laval já havia sido Primeiro Ministro, declaradamente comunista. Nenhuma surpresa.

O que ninguém esperava: Laval apoiou os nazistas em Vichy, foi enforcado na extrema direita.

Ronaldinho volta em grande atuação, serão os deuses astronautas?

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Milan-Real Madri no estádio do Real. Era praticamente favorito, muitos brasileiros em campo. (Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Pato, Dida, além de Leonardo, treinador do Milan).

Poucos acreditavam nos brasileiros do Milan, apostavam tudo em Kaká. Que praticamente não viu a bola, acontece.

Quem viu? Quem ligou a televisão e quem sabe, estava assistindo a volta de um jogador duas vezes o maior do mundo? Pelo menos foi o melhor do jogo. Magrinho, conversando que não tem frequentado a noite, que realidade.

Pato, desacreditado (?) na seleção, fez dois grandes gols, magníficos. Ele e Ronaldinho, aplaudidos. Leonardo também, fez modificações na hora certa, que levaram à vitória. Isso dentro do campo.

Na história, nenhum respeito ou admiração, pelo Real ou pelo Milan. O Real apoiou os quase 50 anos da ditadura Franco. Quem resistiu intransigentemente foi o Barcelona, minha grande e inesquecível lembrança, em Barcelona nasceu meu pai. E o Milan? De propriedade de Berlusconi, o maior corrupto da Itália, não merece nem citação.

O presidente do Supremo protesta contra a campanha da sucessão. Lula, Serra, Dilma, Aécio, Meirelles, Cabral não fazem outra coisa. Como resolver?

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O presidente do Supremo fez muito bem em condenar a velocidade da coordenação da eleição de 2010. (Para presidente, governadores, 2 senadores, deputados federais e estaduais, tudo no mesmo dia, numa coincidência e impressionante e que não existe em nenhum país do mundo ocidental).

Mas o próprio Gilmar Mendes deve reconhecer que isso é consequência da reeeleição, que foi “inventada e marginalizada” pelo presidente FHC. Antes dele não existia reeeleição, e portanto não havia a pressa de começar a campanha. Quem estava no Poder, no máximo lançava ou apoiava um candidato, às vezes sem muita convicção, quase que para constar.

Até 1930, os candidatos, 3 meses antes da eleição, lançavam o que chamavam de “Plataforma”. Na verdade eram compromissos que estavam assumindo com o povo. Lia essa plataforma-programa-projeto de governo, no “Clube dos Diários”, que ficava na rua do Passeio.

Isso acabou em 1930, pois não só não havia reeeleição, como acabou até mesmo a eleição. Tivemos então uma ditadura de 15 anos e outra de 21, que dominam inteiramente a história política e administrativa do país. Além desses 36 anos, é preciso contar e constatar o que houve entre essas ditaduras e o que se chamou sempre de transição. Mais tempo perdido.

Com a reeeleição chamada de CONSTITUCIONAL, (o que é um atentado à Constituição e dá mais Poderes ao Ministro para se manifestar) é impossível separar o que é governar do que é fazer campanha.

Quanto tempo têm os candidatos? Já estão em plena campanha, sem deixarem os governos, sejam presidentes ou governadores. E não há tempo para mudar mais nada, faltam praticamente 5 meses para as definições dos candidatos. Com uma violência contra pessoas e contra a renovação. E contradição e favorecimento.

Contradição: os que estão no Poder, (presidente e governadores) podem continuar. Favorecimento: os  que não estão em cargo algum, são prejudicados e atrasam a renovação que é a coisa mais importante para um país. Sem renovação, podem às vezes mudar as siglas dos que estão governando, mas continua sempre a mesma coisa.

(Nos EUA, desde a fundação da República e a primeira eleição, em 1778, a disputa era ininterrupta. Quem estava no Poder podia ser candidato quantas vezes quisesse. Em 1952, a Emenda número 24, acabou com essa ocupação eterna do Poder. A partir daí, qualquer cidadão americano, Democrata ou Republicano, tem direito a uma eleição e uma reeleição, e DEPOIS, MAIS NADA, seja o que for. De uma certa forma, Obama é consequência, por enquanto positiva, dessa decisão).

Ninguém sabe se Lula é candidato ou não. Como não precisa deixar o cargo, pode decidir quando quiser. Agora, a ignorância da EMENDA CONSTITUCIONAL QUE PERMITIU A REELEIÇÃO: se ele não quiser mais ser presidente, resolver ser prefeito no ABC, em Garanhuns ou qualquer lugar, tem que deixar o cargo de presidente 6 meses antes.

O presidente do Supremo deveria fazer reflexão sobre o fato. Afinal ele está acostumado a dizer e a ouvir, QUEM PODE O MAIS, PODE O MENOS.

José Serra ainda não sabe se disputará a presidência ou a reeeleição para governador. No primeiro caso tem que deixar o governo. No segundo, no qual terá maior influência, pode continuar.

Ciro Gomes decide de uma hora para outra sair do Ceará e mudar o domicílio para São Paulo, não consulta lei nem Constituição. (Continuam me bombardeando com a alegação de que “Ciro nasceu mesmo em São Paulo”. Vou responder, não demora, é que existem diariamente assuntos com prioridade).

Dona Dilma pode até sair candidata, mas não tem a menor possibilidade de se eleger. Precisa deixar a Casa Civil, ficará sem nada. (É lógico que Lula não vai deserdá-la). Aécio já reeeleito, não sofrerá nada, teria que deixar mesmo o governo. Para disputar a presidência ou assumir uma vaga no Senado.

***

PS- Cabral foi citado apenas porque é governador, se for reeeleito, a maldição para o Estado do Rio.

PS2- E Henrique Meirelles, vai ganhar um blog inteiro. É a opção de Lula, e dele mesmo, para muita coisa. Não perde por esperar, aliás, Meirelles jamais perde alguma coisa.

Sobre a ditadura dos partidos

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Carlos Chagas

De repente, percebe-se a inexistência de democracia interna em todos os partidos. No PSDB, o líder Arnaldo Madeira queixa-se da ausência de debate entre a cúpula e as bases. A decisão sobre o lançamento da candidatura presidencial tucana virou ação entre amigos, onde os mesmos de sempre jantam, bebem vinho e impõem suas indecisões.

No PMDB, o senador Pedro Simon denuncia que o diretório nacional não se reúne  há anos, quanto mais a convenção ou,  mesmo,  congressos intermediários. O recente acordo de adesão do partido à candidatura Dilma Rousseff não foi discutido nem debatido pelas representações estaduais, sequer pelas bancadas na Câmara e no Senado. Caso Michel Temer venha a se tornar companheiro de chapa da candidata, terá sido por sua livre e espontânea escolha.

O DEM oscila entre as opiniões conflitantes  do atual presidente, Rodrigo Maia, e do antecessor,  Jorge Bornhausen. Um quer Aécio Neves, outro José Serra, mas os filiados, coitados, que se preparem para receber apenas ordem unida no rumo de um dos governadores.

Nem é bom falar dos pequenos partidos, simples feudos de dirigentes eventuais.

Vale, em especial,  não esquecer o PT, a reboque e desprezado pelo primeiro-companheiro, responsável pela imposição da candidatura Dilma Rousseff sem a menor consideração com a legenda. Sequer  os variados ministros que representam o PT no governo tiveram suas indicações inspiradas  no partido.  Não raro o presidente Ricardo Berzoini  é surpreendido por notícias de jornal, dando conta do que precisará fazer no dia seguinte.

Assiste-se à ditadura explícita dos caciques partidários, fechados em  clubinhos exclusivos,  destinados a repartir benesses de governo ou, do outro lado, à formulação de isoladas  estratégias para retomar o poder. Isso jamais foi democracia e  talvez explique porque as bases continuam sem voz nas decisões.  Detém os votos, é claro, mas limitadas a duas opções: votar “sim” ou  “sim, senhor”…

Quanto o Rio está atrasado

No Rio, não se trata apenas da guerra há muito deflagrada entre o crime organizado e a autoridade desgastada. Os episódios do último fim  de semana constituíram apenas a seqüência de um drama antigo.

Mas tem mais. Por coincidência enquanto polícia e bandidos trocavam tiros nas favelas da Zona Norte, entre mortes e depredações, este que vos escreve, de passagem pelo Rio, resolveu aproveitar a manhã do sábado para levar um neto brasiliense a pelo menos um museu de importância da antiga capital, o Museu da República. Lá poderiam ser lembrados episódios fundamentais de nossa história política.  Pois não é que o museu  estava fechado? Vejam bem,  num sábado, na Zona Sul, longe  da fuzilaria. A explicação foi de que, se abrisse, o museu só  abriria  à tarde, por falta de funcionários…

Já  imaginaram se o mesmo acontecesse no Louvre, em Paris, no Museu Britânico, em Londres, ou no Museu de História Natural, em Nova York? Falta muito para 2016, mas seria bom começar a extirpar esses absurdos, se é que o Comitê Olímpico Internacional não acabará revendo a decisão  sobre as Olimpíadas daquele ano.

Tapete vermelho em Cabrobó

A  mídia esmerou-se em divulgar a imagem de um longo  tapete  vermelho estendido num pedaço da caatinga, em Cabrobó. Tratava-se de oferecer ao presidente Lula e sua comitiva eleitoral o conforto de não precisarem pisar na poeira característica da região. Por certo não se tratou de iniciativa da presidência da República, mas do açodamento de algum prefeito caipira. Nem por isso eximem-se de culpa os visitantes e seus assessores. Deveria o presidente Lula ter abandonado o tapete, trocando-o pelo chão árido da terra onde nasceu. Ou a sua segurança, antes, haver escondido a passarela peluda.

Como o vermelho anda na moda, agora inspirando cartões e calções, seria bom tomar cuidado. A cor inspira sentimentos variados.

Um dia acaba pegando

Virou dogma o raciocínio de que, no presidente Lula, nada pega. Nenhum de seus erros é reconhecido pela população, tudo o que faz e fala constitui objeto de aplausos e reverências, mas, convenhamos, Sua Excelência anda exagerando.

Esta semana, ao tomar  posse,  o novo ministro-chefe da secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, foi chamado  pelo presidente  de “Salomão”.  O Lula também  referiu-se ao antecessor como “Gabeira” Unger , em vez de Mangabeira.  Da mesma forma, lembrou  o fato de que o ex-ministro estava em Chicago, tendo-se demitido do ministério  para não perder a titularidade de professor em Harvard.   Ora, Harvard fica em Boston, Massachussets.  A versão divulgada pelo palácio do Planalto, meses atrás, foi de que Mangabeira pedira para sair para não perder a aposentadoria na universidade onde leciona há anos, da  qual  estava licenciado.

Mangabeira esclareceu,  mais tarde, por educação, que em Harvard não existem aposentadorias, talvez daí a correção do presidente Lula  para “titularidade”, mas como negar a informação do ex-ministro de que deixou o  governo por falta de apoio  aos projetos por ele apresentados? Agora um detalhe final das trapalhadas  presidenciais:   Mangabeira se encontra no Brasil, há mais de um mês, tendo ingressado no PMDB e disposto a ficar aqui para   liderar campanha pelo lançamento de  candidatura própria à presidência da República, pelo partido. Será que o sistema de informações do Planalto não sabia, apesar dele ter concedido diversas entrevistas?  Ou terá sido precisamente    por isso que  não foi convidado para a posse do sucessor?

Um dia, essas coisas acabam pegando…

Lei do trabalho frágil estimula demissão

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Roberto Monteiro Pinho

Quando lançamos severas criticas ao judiciário trabalhista, o cerne é de alcançar para a sociedade um serviço de qualidade administrativo e jurídico, leal e desprovido de qualquer ressentimento de classes, levando em conta de que todos somos iguais perante a Lei. Pretende-se aqui que as injunções e anomalias sejam examinadas e corrigidas como forma de agilizar e dar qualidade ao decisório trabalhista, mas data máxima vênia, o que se vê ao longo de anos é a total desordem jurídica e a priorização de temas voltados para seu interior, (está em curso um aumento de 100% nos vencimentos) beneficiando magistrados e servidores, formando uma prole de privilegiados em detrimento do sacrifício do trabalho privado. Não se trata de aprovar ou reprovar os métodos, mas sim de lança-los abertamente para a sociedade leiga, para que seja de fato conhecido as entranhas do judiciário laboral.

Com este modelo de judiciário, através dos atuais “direitos trabalhistas” é o próprio governo, tamanho o volume de impostos, todos tutelados e diretos para o bolso da União, o INSS, FGTS, Imposto de Renda e as taxas judiciárias, são depositadas nas mãos do governo, desses apenas o FGTS tem retorno ao trabalhador, isso de acordo com as regras para saques, daí que uma ala de parlamentares pretende modificar o sistema de retenção para liberação e que este seja dado diretamente ao trabalhador. A conseqüência deste modelo anômalo e controvertida é a sobrecarga de impostos para o empregador que fatura mais para o governo que para seus empregados, e por isso temos registros alarmantes de desemprego, mesmo em tempo de estabilidade econômica.

Não bastando à sobre carga de impostos, o empregador enfrenta a rigidez da Justiça do Trabalho, que com o advento da EC 45/2004, arrebatou para seu meio inúmeras situações de relação de trabalho, e adicionou no processo trabalhista, o instituto do Dano Moral, previsto no CPC e no CDC, e, portanto a indenização trabalhista nas hostess da especializada passou ser titulo executivo de valor, muitas vezes superior a real capacidade do negócio que se atrelava à relação de emprego. O fato é a indenização por dano moral deve ser fixada mediante prudente arbítrio do juiz, dentro da razoabilidade, observados a capacidade patrimonial das partes, a extensão do dano experimentado pelo autor da ação, bem como o grau de culpa do réu. Tal importância não pode ensejar enriquecimento ilícito para o indenizado, mas também não pode ser ínfima, a ponto de não coibir o réu de reincidir em sua conduta, e neste aspecto as decisões da JT são inaceitáveis, porque ora extrapola e outras são diminutas.

É mais estimulante para o empregado provocar a demissão imotivada que pedir demissão do emprego, eis no primeiro caso o valor indenizatório é superior ao do afastamento por iniciativa do empregado. Este senão abre uma lacuna na relação capital/trabalho, iniciada pela concessão do governo federal ao seguro desemprego, no caso de demissão involuntária. Ocorre que o período desta relação duvidosa com base em preceito legal, contamina todo o universo do trabalho, porque estimula a praticas não convencionais no trabalho. Podemos apontar sem receio de que existe meio utilizado de forma inescrupulosa por parte dos dois segmentos, quando o empregador cede a demissão injustificada para poder beneficiar o depósito do FGT e do seguro desemprego. Só que neste capítulo vale registrar a negociação é totalmente revestida de ilegalidade, podendo ocorrer a devolução da multa do FGTS, como forma de retribuição a concessão da demissão por parte do empregador.

O risco aprovação da multa de 100% na demissão

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5385/09, do deputado Iran Barbosa (PT-SE), que aumenta de 50% para 100% o depósito que deve ser feito pela empresa na conta vinculada do trabalhador no FGTS, no caso de despedida sem justa causa, e para 50% no caso de despedida por culpa recíproca ou força maior. De acordo com a Lei 8.036/90, o empregador que despede o trabalhador sem justa causa fica obrigado a depositar, na sua conta vinculada no FGTS, 40% do montante de todos os depósitos realizados nessa conta durante a vigência do contrato de trabalho e no caso de a despedida se dar por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela Justiça do Trabalho, essa multa é de 20%.

Recente ao TJ de Juiz de Fora (MG), entendeu que é inaplicável no processo trabalhista, a aplicação do art. 649, inciso X, do CPC, de declara a impenhorabilidade dos depósitos em caderneta de poupança até o limite de 40 salários mínimos. Para o relator do recurso, desembargador Marcelo Lamego Pertence, ”ausente à comprovação de que a origem dos depósitos efetuados nas contas de poupança seja a alegada doação feita pela avó aos netos menores”. Para isso, “não basta a simples declaração da avó, seria necessária a apresentação da declaração do imposto de renda relativa ao ano-calendário de 2008, antes da decisão proferida, em abril de 2009. Além disso, o desembargador constatou que o real titular dos valores bloqueados é o pai dos menores, já que as contas foram abertas com o CPF dele”.

A partir desse fato, segundo o magistrado, pode-se presumir (a lei pede que não julgue por presunção), que o pai executado era o responsável pelas movimentações realizadas e que ele pode ter usado o artifício de abrir contas poupança em nome dos filhos para se livrar das obrigações trabalhistas.De acordo com o relator, se o empregador se beneficiou da força de trabalho do empregado, não pode se eximir de pagar-lhe os créditos reconhecidos em juízo. Muitas vezes, a execução dos valores até 40 salários mínimos representa para o trabalhador a única chance de receber o crédito que lhe é devido e, conforme observou o desembargador, o executado é detentor de vasto patrimônio. Por essas razões, a Turma decidiu que o limite de 40 salários mínimos, previsto no artigo 649, X, do CPC, não deve ser aplicado ao caso e determinou o prosseguimento da penhora on line que recaiu sobre as contas poupança aberta em nome de menores. (AP nº 00744-2008-037-03-00-0 – TRT-3).

Por outro a penhora on line (Bacen Jud), prerrogativa do juiz e personalíssima no caso de determinação para bloqueio de conta corrente, vem sendo constantemente violada, casos em que utilizadas por servidores despreparados, e com determinações que acabam causando verdadeiros desastres ao funcionamento das empresas, eis porque não determinadas por limite em obediência ao art. 620 do CPC, e com isso acabam prejudicando outros trabalhadores, principalmente quando ocorrem em datas de pagamento e vales desses empregados. O caminho para provar que existe razão para o juízo reconsiderar a determinação limitando a 30% o valor da penhora, é deveras crucial, o executado terá que peticionar, entrar com recurso, e aguardar a tramitação de todos os meios legais permitidos para tentar reverter em parte, data máxima vênia, uma situação que não deveria estar ocorrendo, eis que a jurisprudência é toda favorável ao limite desses bloqueios on line, e neste capitulo o juiz deveria ser mais prudente e menos soberbo.

Alta da Bolsa, queda do dólar, taxaram a imprudência de Mantega

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Todos os índices da Matriz funcionaram em baixa significativa. Já na Filial, onde “especialistas” prenunciavam baixas extraordinárias, aconteceu tudo ao contrário, como está no título desta nota de fechamento, às 18 horas. (Faltando apenas os leilões).

Bovespa às 14:30, mais 2,20% em 66.740 pontos. Quase duas horas depois, 16:40, mais 2,20%, em 66.738, exatamente como antes. A partir das 17 horas começaram a VENDER, (o que fazem muito bem), caiu. Última cotação, 65.551 pontos, alta apenas de 0,38%.

Nada a ver com o IOF, e sim com a especulação. Compram, SOBE, vendem, CAI, será sempre assim enquanto o “mercado” for absoluto.

A taxação era para “segurar” o dólar, não conseguiu coisa alguma. A queda foi de 1,15% em 1,734.

Comparem: ontem 9 BILHÕES em negócios, hoje, pouco mais de 6 BILHÕES. Essa a “história” da movimentação sem fiscalização e sem imposto.

Folha: manchete desinformada, espalhafatosa, desinformando

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Quatro linhas sem a menor consistência:

“Bolsa de SP,
Prevê queda
De negócios
Pós taxação”

Ha! Ha! Ha! Não houve uma palavra que passasse perto da realidade. Depois, resumem, colocando os números que foram superados o dia todo. E como disse ontem mesmo, e hoje, nada a ver. Como podem ERRAR tanto?

O Globo não acertou
mas também não arriscou

Desviou a manchete para a guerra (que o secretário de Segurança diz que não é guerra) e usou palavras do próprio: “Governo federal não faz sua parte contra o tráfico”. A taxação ficou num cantinho da Primeira, sem qualquer destaque. Não errou mas se omitiu, o que, jornalisticamente, é a mesma coisa.

Televisões, jornalões e blogs, todos amestrados, erraram na Bolsa e no dólar

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Ontem, terça-feira, logo que a Bovespa caía mais de 4 por cento  e o dólar subia quase três por cento, dissera e confirmaram: “O Ministro da Fazenda acertou com a taxação”. Ha! Ha! Ha! Fui o único que durante o pregão, e mais tarde escrevi que isso não adiantava nada, estavam VENDENDO, hoje COMPRARIAM. Lógico, não podia dar outra.

Ministro Mantega

Primeiro que ele não manda nada, a idéia não é dele, como é totalmente medíocre, até podia ser. Terminei ontem, a apreciação, com um “recado amigo” para o Ministro: “Taxar na operação é burrice. A taxação tem que ser na ENTRADA e na SAÍDA. (Dos lucros do capital financeiro. O que vem para ficar e lucrar, de outra maneira não viria, o INVESTIMENTO DIRETO, esse tem que pagar só sobre os lucros).

Hoje começaram a comprar desde o início, abriu às 11 ao meio-dia já subia 0,90%. Às 13 mais 1,42, às 14:30 (quando posto esta nota) a alta é de 2,20%, 66.740 pontos. Como a taxação, que palavra, não era para as ações, os economistas, analistas e comentaristas, foram enganados.

O Ministro tinha como alvo visível e não escondido, o dólar que vinha caindo muito. Ontem, terça, chegou a subir mais de 3 por cento, fechou em alta menor, mas alta. Hoje é que o fracasso do Ministro se materializou.

Enquanto posto a nota, gente que sabe o que diz, fala: “Helio, você viu logo, a queda, hoje já é maior do que a alta de ontem”. Realmente caía 1,43% em 1,730. Faltam ainda 3 horas e meia de jogatina tudo pode acontecer. Só que o Ministro não escapa do vexame, da imprudência e da incompetência. Explícita e implícita.