A Bovespa não liga para BAIXARIA política, pratica diariamente a BAIXARIA financeira

Ao meio dia e trinta, quando posto esta primeira observação sobre o “mercado” de ações, continuam fingindo de RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA. Nada a ver, é FINANCEIRO, e mesmo assim não representa coisa alguma.

O volume é cada vez menos, é jogatina entre profissionais, os INVESTIDORES estão indo para a CADERNETA DE POUPANÇA ou FUNDOS, sem maior lucratividade, por causa da alta TAXA DE ADMINISTRAÇÃO.

Nas duas horas e meia só alta. Abriu em 56 mil e 100 pontos, subindo 0,60%. Passou para 1 por cento cravado, agora mais 1,30% em 56 mil e 500 pontos.

O dólar abriu em baixa de 0,90%, 1,82 baixo, continua no mesmo patamar, limite e número. Acompanhemos a BAIXARIA política no senado (Pedro Simon falando) e às 4 horas e meia que ainda faltam para terminar a BAIXARIA financeira.

“RENASCIMENTO” do Fluminense

Os jornalões badalaram a vitória do time, que como clube, tem patrocinador que manda mais que a diretoria. Dos 51 pontos disputados, (17 jogos), ganhou 14, ou seja, 28 por cento. (Dos 5 jogos com Renato Gaúcho, 15 pontos, ganhou 4, ou seja 25 por cento).

Faltam 21 jogos ou 63 pontos. Se mantiver os 28 por cento, (19 pontos), com os 14 que tem, ficará com 33 pontos, “disparado” no rebaixamento.

Para fugir do rebaixamento, “raspando”, dos 63 pontos que disputará, precisa marcar 32, ou seja 50 por cento. Para quem marcou 28 por cento, precisa quase dobrar a pontuação, o que é espantoso.

Só para lembrar: o Fluminense venceu o Sport, que com 21 rodadas de antecedência já está REBAIXADO. Dos 51 pontos disputados, ganhou 11, exatamente 20 por cento. Para chegar a 45 pontos e escapar do REBAIXAMENTO, precisa de 34 pontos, 50 por cento. Não tem a menos condição de passar de 20 para mais de 50 por cento.

O Senado não é imune ou intocável, Sarney não é o culpado de tudo, mas é o estorvo direto para todos

No seu discurso de “explicação” e “defesa”, o pior dos seus cinco mandatos, (que, na certa, quando deixar o mandato de presidente, mandará cortar dos anais) Sarney implorou num tom de lamento deplorável mas inquestionável: “Não me submetam à humilhação, não mereço”.

É possível, provável, admissível quase certo, que não seja culpado de tudo. Mas a partir do seu discurso na volta do recesso do tempo e da implantação do recesso da moralidade, da dignidade, da responsabilidade, da credibilidade, não há como deixar de afirmar: “Com Sarney na presidência, não haverá convivência”.

Sem ele também não, mas é doloroso assistir a degradação de uma instituição como o Senado, e a decadência de um presidente da República, que nem de longe era um estadista, mas não se deixou humilhar ou se autohumilhou deliberadamente como Sarney nesses episódios de agora.

Agressões, hostilidades e palavrões

Pensei que ontem já tivesse dito tudo, quando coloquei no título e na matéria: “A BAIXARIA DA SEGUNDA-FEIRA, SE REPETE MAIS GRAVE NA QUINTA-FEIRA”. Mas é preciso relacionar mais, mesmo envergonhado, constrangido e assombrado com o que está acontecendo.

Além do mais, desde a Constituinte de 1946 acompanho o Congresso, tenho mais tempo de “cobertura” jornalística do que muitos senadores têm de idade. São 63 anos, como só podiam começar no Senado com 35 anos, teriam que ter 98. Podiam ter começado mais cedo em cargos menores, se é que hoje, os senadores possam dizer que estão em cargos maiores.

Mas nesta semana violentaram todas as regras políticas, incluindo as da convivência. E isso tramado, planejado e executado com a complacência ou a indecência de 54 senadores que estão no fim de mandato (provavelmente nem a metade se reelegerá) e 20 suplentes que sem votos, sem povo e sem urna, tentarão se abrigar com alguém que para se eleger ou reeleger, precise de financiamento.

A HUMILHAÇÃO que Sarney não quer,
a RENÚNCIA-REVOLTA seria seu grande gesto

Assisti e escrevi sobre muitas crises brasileiras, até mesmo com repercussão no Senado, pois este sempre foi importantíssimo.  Pois dos presidentes civis, quase todos saíram do Senado ou dos governos estaduais, e depois de cumprido o mandato presidencial voltavam para o Senado, ou eram outra vez governadores. (Principalmente na Primeira República, chamada de “República Velha”, até 1930. Depois quase tudo foi ditadura, de generais apoiados por civis, de civis garantidos por generais).

Mas o de ontem foi o fim de uma Era e de um sistema, o ponto central é o presidente da “casa” José Sarney. Seu discurso dói a HUMILHAÇÃO imposta por ele mesmo por palavras. O de ontem foi a HUMILHAÇÃO, novamente imposta por ele, agora pela OMISSÃO.

Não podia se submeter ao acordo de aceitar a combinação, “o senador Renan vai falar com o Sarney na presidência, assim falará o tempo que quiser”. COMBINADO E CUMPRIDO.

Como tudo isso era revoltante, o desfecho teria que vir depois que Sarney exibiu a BAIXARIA de 1 hora e 20 minutos, e continuou a BAIXARIA, no plenário. Sarney sentado na Mesa, não presidindo nada, de cabeça baixa, sem uma palavra ou até um movimento. O que eu esperava é que Sarney se levantasse, JOGASSE LONGE O MANTO DE PRESIDENTE, E ULTRAJADO E REVOLTADO ABANDONASSE TUDO.

O senado é importante mas não eterno,
o sistema unicameral, vitorioso em vários países

Não, Sarney ratificou tudo com seu silêncio, retificou o pedido da NÃO HUMILHAÇÃO, ele mesmo se humilhou e se imolou em nome da indignidade do comportamento. Quando o senador Jereissati advertiu o presidente que estava sendo “agredido por um cidadão das galerias”, Sarney olhou para o chão, mais cabisbaixo do que antes.

Quem respondeu foi Renan, e deu uma “idéia genial”, que deveria ser seguida. Afirmação do líder (?) do PMDB: “Deixem as galerias participarem da sessão histórica”. Em vez do clássico, “galeria não se manifesta”, abririam o plenário para o povo, não precisariam ir às urnas, REPRESENTARIAM, PESSOALMENTE muito melhor os seus estados.

A chamada crise política-eleitoral não tem saída. Não quero repetir os palavrões, prefiro ressaltar, registrar e ressaltar, o clima de ódio, de vingança, de violência implícita e explicita. E de efeito retardado. Na BAIXARIA de segunda repetida ontem, quinta, o desfecho das renúncias (com várias interpretações) de senadores que deixaram a presidência da “casa” para não serem cassados.

AVE, Sarney, o passado ESCABROSO do qual você participou, vai encerrar um ciclo. PERIGOSO individualmente que se salve a Instituição, que não é IMPRESCINDÍVEL.

Os países que não têm senado, (UNICAMERAL) são maioria e vivem muito bem. E viver é renovar, como já disse, a vida não é  ESTÁTICA e sim DINÂMICA.

O Brasil pode não sediar os Jogos Olímpicos de 2016, por sacanagem de Blater da Fifa e também do COI

Enquanto isso, Lula recebe Ricardo Teixeira, quer cercear jogadores elogiando a irresponsável cartolagem

Declaração de Blater, que ninguém pediu: “Se o presidente Obama estiver presente em outubro na escolha da sede da Olimpíada de 2016, Chicago será a vencedora”. O presidente dos EUA afirmou logo: “Estarei presente”. Imparcialidade ampla e absoluta.

E ninguém do Brasil ou do Rio protesta? Sergio Cabral está presente nos mais diversos lugares onde se discute a questão, agora silêncio completo.

E por que o falatório desse Blater burocrata e amanuense que não tem nada a ver com as Olimpíadas? Eu sei, ele tem 2 votos no COI.

Não se trata apenas de defender o Rio olímpico, mas de devolver a integridade do país. Madri, Tóquio, Rio ou Chicago? Lógico, Chicago, não por Obama mas por Al Capone. Agora se completam 80 anos do seu apogeu como gangster, o máximo foi em 1929.

Sua memória ficará ainda mais viva em 2016, tanto faz mais 7 ou menos 7 anos, Blater já disse com a subserviência habitual: “Se Obama for, Chicago vencerá”.

Impressionante, inacreditável mas rigorosamente verdadeiro: ou o Brasil faz ouvir sua voz de revolta (de preferência na fala de Lula, de presidente para presidente), ou nem precisamos comparecer. O amanuense Blater já deu a palavra definitiva.

O presidente Lula se mete em tudo, até mesmo quando é para dizer tolice. Agora mesmo acabou de praticar duas, inacreditáveis para um presidente que se julga o maior de toda a República. Vejamos.

1 – “É preciso uma lei para impedir a venda de jogadores para o exterior”. Ora, a Constituição diz exatamente o contrário, garante o direito do “CIDADÃO IR E VIR”. Está incluído nesse IR E VIR, o de trabalhar onde quiser. Um trabalhador atentando para a liberdade de outro cidadão exercer sua profissão no lugar de sua preferência? Absurdo.

2 – “Temos que modificar nosso CALENDÁRIO, adaptá-lo ao calendário da Europa”. Jamais conheci tanta subserviência praticada por um presidente. O calendário do futebol da Europa tem essas datas para que eles não joguem em julho e agosto, o DURÍSSIMO verão. O calendário do Brasil é diferente para que não joguemos dezembro e janeiro, o DURÍSSIMO verão.

Se atendermos à “ordem” de Lula, jogaremos no verão, e os europeus não precisarão mais de “janelas”, o futebol parado lá e aqui, compram jogadores quando quiserem.

Antes de dizer essas bobagens, Lula recebeu Ricardo Teixeira, está explicada a razão da contradição, e da isquemia, felizmente não cerebral, mas ortopédica ou ortográfica. Aliás, Lula está sempre tão a favor da cartolagem irresponsável, que parece quase certo: se seus planos para 2010 não derem certo politicamente, ele tem tudo para se assumir esportivamente como presidente do Corinthians.

(Já disse ao jogador Ronaldo, o “iluminado”, que tem “ajudado muito o Corinthians”. Ronaldo não mente e não iria mentir numa CONFIDÊNCIA presidencial. Lula seria o primeiro presidente a dirigir um clube, já foi o primeiro a fazer CONFIDÊNCIAS a um jogador).

Lula precisa se movimentar ou o Brasil (quer dizer, o Rio de Janeiro, as Olimpíadas são designadas por cidades) serão realizadas em Chicago.

Comparem a Copa do Mundo da África do Sul com a do Brasil, verifiquem o que não foi cumprido lá, e o que exigem daqui. As exigências (só para as sedes) foram de tal ordem, que dava a impressão que pretendiam que houvesse um novo Pedro Alvares Cabral para reinventar ou redescobrir o Brasil.

Já que Lula sabe tanto, por que não explica a razão da Turquia poder pagar mais aos jogadores do que o Brasil? E clubes da segunda divisão do Estoril, da Ucrânia, do Uzbesquistão, contratarem um treinador como Felipão?

O presidente Lula já ouviu falar em lavagem de dinheiro? Lógico que ouviu. Então por que recebe Ricardo Teixeira?

Enquanto Lula perde tempo com Ricardo Teixeira, vai caindo de contradição em contradição, se perdendo politicamente, principalmente no Senado. Garantindo a “biografia” de Sarney segundas, quartas e sextas, e parando tudo para assistir futebol sábado e domingo, sobra o quê?

*  *  *

PS – O senador Renan Calheiros disse há dias “sabiamente” para um colega: “Tudo o que acontece aqui é por causa de 2010. Não entendeu?”. Entendeu, presidente Lula?

PS2 – 2014 e 2016, no calendário e fora dele, só depois de 2010. Se o senhor não garantir 2010, não saberá se estará na África do Sul em 2014. E 2016 é uma incógnita tão grande, que precisará repetir o imortal Chacrinha: “Vai a pé ou vai de trem?”

Sonhos de noite de verão

Carlos Chagas

São quinze os membros do Conselho de Ética do Senado: dez do governo, cinco da oposição. Assim como as quatro representações contra José Sarney e uma contra Renan Calheiros foram arquivadas quarta-feira, as outras seis terão o mesmo destino, hoje, se houver número para os senadores se reunirem,  ou na próxima semana.

Líderes do PSDB e do DEM manifestavam a esperança de que os três representantes do PT poderiam mudar de lado, nessa segunda rodada de blindagem do presidente do Senado, mas é bom que interrompam sonhos de noite de verão em pleno inverno. Os três companheiros são João Pedro, do Amazonas, Ideli Salvati, de Santa Catarina, e Delcídio Amaral, do Mato grosso do Sul.  Todos fechados com o presidente Lula, ou seja, com José Sarney, pelo arquivamento das ações.

Quanto a recursos ao plenário do Conselho de Ética pelos oposicionistas, vale a mesma aritmética. Só por milagre o senador Paulo Duque determinará o início de investigações contra Sarney. Chamuscado, mesmo, poderá sair o líder dos tucanos, Artur Virgílio, contra o qual o PMDB protocolou outra representação.

Não há  hipótese, por isso, de que as acusações venham a ser apreciadas pelo plenário do Senado. Mesmo que novas denúncias e revelações contra Sarney e outros  possam surgir na imprensa, dá-se por encerrado o episódio da tentativa de afastamento do ex-presidente da República de suas atuais funções. Continuará tudo como antes, ou seja, o Senado sem alterações fundamentais em suas estruturas e seu funcionamento e seus dirigentes no exercício de suas funções.

As denúncias? Ora, são recortes de jornal, sem validade alguma no universo das investigações. E quem quiser contribuir para mudanças em nossas instituições só terá uma saída, mesmo assim, preliminar: votar direito nas eleições do ano que vem, esperando que o dr. Ulysses tenha errado em pelo menos um de seus diagnósticos passados. Porque para o saudoso patriarca, todos os Congressos eram piores do que o anterior mas melhores do que o próximo…

Fogueira de vaidades

Como rescaldo da sessão do Senado em que José Sarney apresentou sua defesa, registre-se o que aconteceu logo após a descida da tribuna do ex-presidente da República. A maioria dos líderes sugeriu que os debates continuassem no plenário, adiando-se a reunião do Conselho de Ética. Seria uma forma de os trabalhos continuarem sendo transmitidos pela TV-Senado, aliás, com fortes níveis de audiência. Como alternativa, sugeriu-se o encerramento da sessão, porque só assim as câmeras e os microfones seriam transferidos para o Conselho de Ética, já que pelo regimento da casa a prioridade nas transmissões é para o plenário.

Seria o lógico, mas senadores inscritos para falar depois de Sarney não aceitaram, mesmo que seus discursos nada tivessem a ver com a crise. Queriam aparecer e apareceram, mesmo de forma ridícula, como Roberto Cavalcanti, do PRB, que entoou um canto de amor à cidade de João Pessoa, completando 424 anos de fundação, a capital das acácias. Foram quarenta minutos de recordações sobre a tomada da Paraíba pelos holandeses, a reconquista pelos portugueses e outros episódios sem a menor relação com as palavras de Sarney e possíveis contradições. Seguiram-se outros senadores, abordando a Petrobrás, o Papa, o abandono da Amazônia e sucedâneos. Tudo com direito a aparecer nas telinhas, enquanto no Conselho de Ética, frustrados pela omissão televisiva, as oposições arrefeceram o ânimo de suas críticas às lambanças praticadas pelo senador Paulo Duque, o atual engavetador da República.  A vaidade continua  o  maior dos pecados capitais da política nacional.

Nem se os marcianos vierem

Suponhamos que os marcianos existam e desembarquem por aqui, estacionando seu disco voador da Praça dos Três Poderes. Fotógrafos, cinegrafistas e repórteres credenciados no Congresso correrão para  registrar a visita inusitada, inclusive a meteórica retirada dos alienígenas, certamente escandalizados com o nível dos debates ouvidos através de seus potentes receptores.

A prova de que os marcianos estiveram entre nós, mesmo por fugazes minutos, ficou com os profissionais da comunicação social e seus equipamentos.

Como pela sentença imperial do senador Paulo Duque recortes de jornal não servem de prova para nada, nem imagens televisivas ou gravações radiofônicas, a conclusão será de que os  marcianos devem ser ignorados…

A Bolívia não vai reagir?

O presidente do  Supremo, Gilmar Mendes, não demora a equiparar-se ao presidente Lula em  matéria de inusitados e de improvisos extemporâneos. Enquanto José Sarney fazia sua defesa,  quarta-feira, o meretíssimo pontificava em Belo Horizonte, comparando o Senado à Bolívia. Para ele, a instabilidade dos presidentes do Senado só é comparável ao quadro boliviano, onde os presidentes da República raramente completam seus mandatos, sempre ameaçados   de perdê-los.

A gente  pergunta se  passada a  emoção de seu discurso, José Sarney não vai reagir. Ou nenhum dos ex-presidentes da casa. Quem sabe algum senador capaz de julgar-se ofendido?

O risco é de o embaixador da Bolívia no Brasil, em nome de Evo Morales, protestar alegando que o seu país tem sérios problemas históricos, é verdade, mas ser comparado ao Senado brasileiro, é demais…

A BAIXARIA da segunda-feira se repetiu hoje E MUITO MAIS GRAVE

O senador Renan Calheiros pretendia agredir hostilizar e enquadrar o senador Artur Virgilio. Mas sabia que poderia falar no máximo 20 minutos. Então decidiram que esperaria o senador assumir a Mesa, usaria o tempo que quisesse.

Foi o que aconteceu. Falou mais de uma hora, várias vezes o presidente, “seu tempo está esgotado”, mas nada se esgotava, a não ser a paciência dos presentes.

Depois de mais de uma hora, o ex-presidente (renunciante) deu por encerrada a sua palavra, que declarou CONSTRANGIDA.

E PASMEM, se assombrem, se estarreçam: começou novo episódio de BAIXARIA, mais abrangente do que a de segunda-feira. Com palavrões, baixo calão, enterrando o senado, sem velório, sem direito a CREMAÇÃO ou RESSURREIÇÃO.

É impressionante como podem cair cada vez mais. O subterrâneo, para alguns senadores, tem a profundidade da dignidade deles mesmos.

Frases autênticas, textuais e entre aspas

Do Ministro Mantega: “O Brasil já saiu da crise e voltou a crescer, v-i-s-i-v-e-l-m-e-n-t-e”.

Do senador Renan Calheiros: “A oposição no Senado é única no mundo. É MINORIA com complexo de MAIORIA”.

Comentários de vários senadores da oposição: “Renan nos chama, HOJE, de minoria com complexo de maioria. Podemos responder: o senador Sarney é o senador Renan, AMANHÔ.

Como em São Paulo chamam toda grande avenida de MARGINAL, perguntei a um grande empreiteiro, qual a explicação. Resposta rapidíssima: “É o exagero da AUTOCRÍTICA do ex-prefeito Paulo Maluf”.

Do presidente do Senado, José Sarney, num discurso monótono, sem sentido, e muito pior do que ele imagina: “Não RENUNCIO, não deixo a presidência, fui eleito pelo povo, ESTOU PRONTO, DIGAM AO POVO QUE FICO”. Alguém já ouviu isso?

Romero Jucá vetado e apavorado

Líder do governo FHC no Senado, líder do governo Lula no mesmo senado, foi barrado pelo colega Renan Calheiros. Chegou a perguntar no plenário (embora não no microfone) ao senador Renan Calheiros: “O que é que o senhor tem contra mim?”.

Na base da intimidação e do dossiê, apenas mostrado de longe, o senador não foi mais recusado, é relator da CPI da Petrobras. E age de tal maneira que ontem Álvaro Dias disse para ele: “Agindo como o senhor está agindo, este será um julgamento sem ACUSAÇÃO, só com DEFESA”. Silêncio, o mundo nos ouve. (Exclusiva)

Nome apropriado para o metrô

Desde 1987 está sendo construído o metrô cuja estação principal será a Praça General Osório, em Ipanema. A idéia dos construtores é chamar essa estação de General Osório, que já é o nome da praça.

Um grupo de moradores, incluindo grandes personalidades, faz movimento amplo para que essa estação principal se chame IPANEMA. Morando no Jardim Botânico, estou aderindo ao movimento, satisfação e reconhecimento para todos e para o metrô.

Faça o mesmo escrevendo para este blog e para outros, e se manifeste de todas as formas, mobilizando amigos e conhecidos.

Será inaugurado depois de 22 anos de obras.

METRÔ IPANEMA: não fique parado, embarque nele, com a denominação que você escolheu. Na verdade, em 1987, o preço era um, o sobrepreço é você que está pagando.

Os que fazem a defesa do Andrade, como este repórter (sempre), têm que culpar a defesa (zagueiros)

Foi uma injustiça com o Flamengo e com o treinador Andrade. No primeiro tempo, sofreu dois do adversário, falha tremenda dos zagueiros.

No intervalo, Andrade rearmou o time, reagiu, empatou, dominava o jogo, não conseguiu fazer o terceiro gol. Sofreu esse terceiro, aos 45 minutos, mais falha da defesa.

Donos de cassino “sentem” o golpe do “fico” de Sarney, assustados

Executando “ordens de ontem, quarta-feira, a Bovespa abriu em alta pequena, quase sem volume. Passados 15 ou 20 minutos, começaram a vender, achavam que a permanência de Sarney não tranquilizaria o país. Ao meio-dia, caía 0,70%, em 56 mil pontos. Amestrados “justificam” dizendo: “Isso é comum, vem de 4 recordes”. Esqueceram de dizer: a Bovespa vei de 74 mil para 38 mil pontos, recordes de queda NO MUNDO e não apenas em São Paulo.

O dólar abriu em alta de 0,40% e ao meio-dia continuava em alta, a essa hora em mais 0,70%, em 1,82 alto. Instabilidade e indecisão totais, mas faltam 5 horas de jogatina.

Parabéns ao Supremo e aos Correios

Não importa que tenha sido vitória pelo resultado mais apertado possível, mas foi vitória. O Supremo DECIDIU que o monopólio da correspondência pertence aos Correios. Magistral.

É das empresas que funcionam com total competência, e sempre foi rigorosamente pertencente ao povo brasileiro. No mundo ocidental todo, os Correios não têm ingerência ou participação multinacional.

Nos EUA, (que gostam tanto de exaltar) qualquer atentado contra os Correios é CRIME FEDERAL. Se num condado distante e desconhecido, alguém atacar uma caixa do correio, é imediatamente processado e acusado por Promotor Federal. Multinacionais poderosas esperavam HERDAR esse importante e lucrativo setor.

Protestemos v-i-o-l-e-n-t-a-m-e-n-t-e contra as bases dos EUA na Colômbia

Mais uma (ou quatro, que é o número certo) fortaleza militar americana. Agora na Colômbia, dizem “isso é problema interno de cada país”, não é não.

Se montam bases militares na nossa fronteira será para utilizá-las como uma espécie de Disneylândia? Somos um país dominado por golpes, nossa democracia é uma “plantinha tenra” (Otávio Mangabeira) sempre podemos estar na iminência de golpe e de uma “OPERAÇÃO BROTHER SAM”. Então temos que RETALIAR logo, de forma que os americanos entendam.

Sarney ontem: “Ninguém pode me acusar de nada”.

Em 1985 queria ser vice do CORRUPTO Maluf, foi presidente de Tancredo

Ontem, 5 de agosto, 55 anos do atentado da rua Toneleros contra Carlos Lacerda, no qual morreu o major Rubens Vaz. Uma terça-feira. Dois dias antes, no grande Prêmio Brasil, Getulio havia sido vaiado na social do Jóquei Clube, muito diferente da social de hoje. Na raia, Rigoni vencia seu primeiro GP Brasil montando El Aragonez. Venceu numa chegada impressionante.

55 anos depois, a crise política contamina o país da mesma forma. Na história brasileira, em cada momento importante, um golpe, a posse do vice, e quase sempre um morto. Se formos dizer que 1954 terminou com a morte (voluntária mas politicamente genial de Vargas) estaremos esquecendo toda a História.

1889 foi um golpe de militares contra os Propagandistas. Não morreu ninguém, mas o presidente Deodoro foi substituído pelo vice Floriano. Até 1930 dezenas de golpes de bastidores, e o golpe apresentado como Revolução, e a morte de João Pessoa.

15 anos de ditadura, o ditador sendo eleito por ele mesmo, morreria em 1954, assumindo o vice Café Filho.

Juscelino, um dos raros a ficar o tempo inteiro, só tomou posse depois de 2 golpes. Jânio “morreu” em 1961, assumiu o vice João Goulart. Este foi deposto, surgiu a ditadura de 1964 a 1985, 21 anos vindos diretos de 1889, onde tudo começa.

Mas, na verdade, os “historiadores” de segunda-feira no Senado, ou não tinham idade ou se tinham, faltava poder de análise ou compreensão. O fim da ditadura foi negociado, (quase sempre é) mas no meio do caminho surgiu a emenda constitucional das “DIRETAS, JÁ”, que modificou tudo. Criado o parlamentarismo, acabou a tranquilidade.

Vigorando o bi-partidarismo, mesmo entre MDB e Arena, identificados como partidos do “SIM” e do “SIM, Senhor”, pelo menos se sabia quem era adversário, quem era correligionário.

Dante de Oliveira revolucionou (a palavra exata é essa) a história e a política que a ditadura pretendia regulamentar ou regular. Para que os “culpados” da violência, do autoritarismo, da arbitrariedade, da tortura indiscriminada pudessem morrer em paz. (O contrário do que aconteceu na Argentina, ditadura violentíssima também, mas apenas de 7 anos).

Foram 15 meses de HISTÓRIA MEMORÁVEL, sensação, divisão, união, incerteza. Como ninguém sabia de nada, uns eram pelas DIRETAS, outros pelas INDIRETAS, e muitas surpresas. Mas o que é inesquecível, mas INESQUECÍVEL mesmo, é o comício do dia 10 de maio, na Candelária. Jamais imaginei poder ver 1 milhão de pessoas, na horizontal, na avenida Getulio Vargas, de ponta a ponta.

Lançada no dia 9 de março de 1983, e liquidada 15 meses depois, Tancredo Neves já governador de Minas, Ulisses Guimarães, presidente do PMDB e da Câmara, foram jogados indiretamente um contra o outro. Não havia jeito, não foram presos, cassados, exilados ou perseguidos, suas histórias assustavam a ditadura. Mas de forma inesperada tiveram que dividir comícios, palanques, posições e objetivos.

Tancredo e Ulisses se amassem e se odiassem, se acarinhassem e se hostilizassem, se enfrentassem e se juntassem. Na esteira deles vieram Maluf e Andreazza (com apoio sofrido de Figueiredo) Aureliano Chaves (que era vice de Figueiredo, mas nem se olhavam, quanto mais falar) e o PFL (Partido da Frente Liberal) que vinha para ganhar. Sarney nem aparecia na foto, apesar de ter dado um soco na mesa e fundado o PDS.

Brizola, governador, conversava muito comigo ( o mesmo que Lacerda governador, sabiam que eu não queria nada) tinha confiança nas minhas análises. Uma noite, tomando o famoso “café gaúcho”, Brizola me perguntou: “Você acha que a eleição direta virá quando eu ainda for governador?”. Isso era 1983.

Imediatamente respondi: “Governador, DIRETAS só em 1990. O mandato de Figueiredo acaba em 1985, ele será sucedido por um civil que não seja Maluf nem tenha sido contra a ditadura, ostensivamente. Esse ficará 5 anos”. E concluí: “Brizola, é puro exercício de aritmética”.

Lamento, Brizola, apavorado, fez a proposta de prorrogação do mandato de Figueiredo. Não era por amor à ditadura, ele queria mais dois anos para manobrar. Não deu certo, o próprio Figueiredo queria ir embora, não aguentava mais.

Houve então o explosivo e IMPORTANTÍSSIMO encontro reservado, Maluf-Figueiredo. Se estivessem armados, não teria terminado. Só Maluf ganharia aquela batalha. Depois de horas, o “presidente” aceitou a proposta de Maluf: “Não me apóia mas não me impede de fazer campanha”.

Saiu contando o que acontecera, era candidato. Aí, apareceu Sarney só querendo ser vice. Pediu ao grande jornalista Oliveira Bastos que fosse conversar com o ex-prefeito e ex-“governador”. Quando ouviu o que Sarney queria, Maluf deu o berro: “De jeito algum”.

A batalha das “DIRETAS, JÁ” continuou, mas insensata ou deliberadamente fizeram este desenho: nas DIRETAS o candidato seria o doutor Ulisses, nas INDIRETAS, Tancredo Neves. Era verdade, mas nem Tancredo nem Ulisses se traíram. Tancredo foi um dos grandes do comício de 10 de maio. E muitos tinham como certo que Tancredo formava o Ministério.

Tendo sabido que Sarney queria ser vice de Maluf e sabendo que não podia ganhar do PDS-PFL, pediu ao seu homem de maior confiança e habilidade política, Fernando Lira, para “ir buscar” Sarney, o que era facílimo de conseguir.

Maluf, que sempre manobrou muito bem o dinheiro obtido na construção da MARGINAL (que desconfio tenha esse nome não por acaso), massacrou Andreazza, que era acusado de ter mais dinheiro do que Delfim Netto, perdeu fácil para Maluf. Este achava que ganharia de Tancredo, as “DIRETAS, JÁ” perderam por pouco, mas perderam.

Brizola não mandou votar em Tancredo, Lula expulsou do PT o bravo deputado Airton Soares, só porque votou em Tancredo. Lula é um ILUMINADO, faz análises iguais a essa, perde três eleições presidenciais, ganha na quarta, se transforma num personagem.

*  *  *

PS – Há muito mais para contar, a memória retém fatos inesquecíveis e duradouros. Pela primeira vez na nossa História, um vice assume por causa da morte do efetivo.

PS2 – Mas não foi MORTE CONTRA e sim rigorosamente acidental. Mas aí já é outra história.

A farsa das mudanças que nada mudam

Carlos Chagas

Do fundo  do tiroteio verificado esta semana no Senado emerge uma farsa. Os partidários do afastamento do senador José Sarney sustentam que nenhuma mudança  acontecerá  nas estruturas da instituição  caso o seu presidente não se licencie ou renuncie. Sua presença seria fator de constrangimento e de imobilidade.

Os defensores da permanência  de Sarney argumentam  que as mudanças já estão em curso, promovidas pelo próprio presidente do Senado, como a extinção dos atos secretos, a limitação do  uso de passagens aéreas gratuitas e  as demissões de funcionários efetuadas sob a égide do nepotismo.

Com todo o respeito,   tanto  uns quanto  outros encenam a farsa das mudanças que nada mudam. Porque para recuperar sua imagem e voltar a prestar serviços ao país  o Senado precisaria mudar muito mais.   Descer às raízes das lambanças, começando por acabar com a triste figura dos suplentes sem voto, hoje numerosos e, sem coincidência,  os que mais se valem de benefícios irregulares. Caso um senador renuncie, morra ou se torne impossibilitado de exercer suas funções, deveriam ser convocadas novas eleições para a  vaga, em tempo recorde, em seus estados.

Tão importante quanto essa proposta seria a de que os senadores não teriam direito a verbas de representação, em especial para enfrentar despesas fora de Brasília.   Haveria, também, que limitar o número de  assessores e funcionários de gabinete ao mínimo possível.   Da mesma forma, denunciar todos os contratos de terceirização que não fossem essenciais, em especial os de prestação de serviços variados.  Ao mesmo tempo, levantar o sigilo bancário, telefônico e fiscal de todos os senadores, imediatamente diplomados. Outra mudança: colocar em disponibilidade ou demitir os funcionários considerados supérfluos, obrigando a indenizar os cofres públicos quantos comprovadamente recebiam vencimentos  sem trabalhar ou comparecer.

Mas tem  muito  mais e mais profundo: transformar o Senado em casa revisora, ficando a iniciativa dos projetos de lei com a Câmara dos Deputados. Reduzir de três para dois os senadores por estado e distrito federal. Proibir a reeleição para cargos na mesa e na presidência das comissões enquanto durarem seus mandatos. Dar aos presidentes do Senado a prerrogativa de devolver liminarmente ao Executivo todas as medidas provisórias carentes do caráter de urgência  e relevância. Estabelecer apenas um  recesso parlamentar por ano, em janeiro, mas só se  iniciando  quando não houver mais em pauta um só projeto a ser discutido e votado. Vetar o pagamento de despesas  pelos cofres públicos de   viagens de senadores ao exterior, sem exceção.  Realizar sessões de votação todos os dias da semana, menos aos domingos. Impedir o pagamento com dinheiro da casa  de despesas médicas para familiares dos senadores. Estabelecer o princípio da não-reeleição para os que tiverem completado dois mandatos. Extinguir a frota de carros oficiais postos à disposição dos senadores, exceção do presidente, mas apenas para representações oficiais. Acabar com o auxílio-moradia para todos, mantendo apenas as  residências  funcionais  e a mansão  do presidente, ainda que com  despesas de rotina arcadas pelos próprios.

Há muito mais a mudar, importando menos se com Sarney ou sem Sarney, mas a pergunta que fica é simples: quando acontecerão as mudanças fundamentais?  No dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro…

Explicações que não explicam

O assessor internacional do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, comentou depois de receber o assessor de segurança nacional do presidente Barack Obama, general James Jones, que cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça. Disse que o Brasil tem  motivos para temer a presença militar dos Estados Unidos na Colômbia.

O gringo veio atrasado, deveria ter feito o périplo pela América do Sul antes do anúncio das quatro bases militares          que serão instaladas no país vizinho, uma delas a poucos quilômetros da fronteira com o Brasil.  Mesmo assim, louve-se a iniciativa retórica de Washington, ainda que em termos práticos, nada vai mudar. Os “marines” chegarão em profusão e a ninguém será dado imaginar que para fazer caridade ou obras sociais. É claro que desde a presença de montes de satélites aí por cima, nada se move  no Brasil sem  que os americanos não saibam.

O singular nessa história é que para o general,  tanto faz como tanto fez Marco Aurélio Garcia manifestar seu temor. Não será por conta dele que os militares dos Estados Unidos deixarão de botar o pé na Amazônia. Melhor mesmo será ficarmos com o general Luiz Gonzaga Lessa, ex-comandante militar da Amazônia e ex-presidente do Clube Militar, para quem os nossos guerreiros estão se transformando em guerrilheiros. Só assim tentaríamos enfrentar qualquer ameaça armada na região.

Simon não poderia ter sido o vice de Tancredo

Pedro do Coutto

A história, incrível isso, sofre muitos atentados e corre riscos permanentes de distorção através do tempo, como se o passado fosse imprevisível e até mutável. Foi o que aconteceu na sessão de segunda-feira do Senado Federal. No impulso de apoiar de qualquer maneira a permanência de José Sarney na presidência da Casa e, por isso, tentando desqualificar o pronunciamento de Pedro Simon que cobrava a renúncia, o senador Renan Calheiros  procurou mudar a história moderna do país. Disse que o parlamentar gaucho guarda até hoje mágoa de Sarney por não ter sido escolhido vice de Tancredo Neves nas eleições indiretas de 85.

Não é fato. Pedro Simon não poderia ser o candidato. Simplesmente porque a vitória de Tancredo, que era do PMDB, deveu-se ao apoio que recebeu da dissidência do PDS, partido dos governos militares. Ao qual Sarney pertencia. Era inclusive o presidente da legenda. Portanto o vice teria que ser indicado pela dissidência, como de fato aconteceu. Havia necessidade de maioria absoluta e o PMDB só tinha 40% dos votos. Os dissidentes acrescentaram o que faltava e assim contribuiram para encerrar o ciclo dos militares no poder, como escreveu Carlos Castelo Branco.

Como toda ruptura apresenta sempre um sinal singular, a lei complementar número 15/1973, que havia regulado os colégios eleitorais que escolheram Ernesto Geisel e João Figueiredo, em 74 e 79, afastava a exigência da filiação partidária, que havia permitido a habilitação política dos generais. O parágrafo único em seu artigo 10 dizia o seguinte: “se qualquer dos candidatos escolhidos pela convenção não estiver filiado ao partido, ser-lhe-á aberto prazo de oito dias para fazê-lo”. Sarney, naquele momento então, transferiu-se para o PMDB, livrando-se da exigência  de fidelidade partidária  que está hoje na legislação. Foi a escolha de Sarney que viabilizou a dissidência no plano legal. Dentro desse quadro, Simon não poderia sequer desejar a vice. Bloquearia Tancredo, impediria a incorporação dos dissidentes.

Renan Calheiros, na segunda-feira desta semana, parece ter confundido inconfidentes com dissidentes. A história, seja moderna ou antiga, está sempre exposta a versões impressionistas que não refletem a realidade. Não exprimem o que efetivamente ocorreu em momentos decisivos. Que fazer? Faz parte da existência humana. É portanto necessário ter-se atenção com tais episódios para evitar que se incorporem como verdade ao domínio público e à memória futura do país, do Brasil no caso que estamos tratando.

No mundo inteiro, a cada dia surgem informações sem base, tentativas de distorção, transformações indevidas, apropriações de idéias, palavras e imagens de pessoas que afirmaram coisas em determinados sentidos, mas cujas direções são mudadas ao sabor de intérpretes da irrealidade. O caso do colégio eleitoral de 85 é fácil ser elucidado, pois afinal de contas passaram-se apenas 24 anos. Mas existem outros capítulos alterados por historiadores que, às vezes, assumem o papel de personagens daquilo a que não assistiram e do que julgam ter acontecido. A história, dessa forma, enfrenta uma ameaça permanente. Por isso, é essencial traduzir-se bem os momentos críticos. Não é fácil.

Como os jovens de hoje, por exemplo, depois de ouvirem dos seus pais, irão compreender o apoio arrebatado, não de Renan, mas de Fernando Collor a Sarney, depois do conceito que formulou a respeito de seu antecessor na presidência da República na campanha de 89? Como interpretar o apoio de Leonel Brizola ao mesmo Collor no processo do impeachment? A história é complicada. Por isso é fascinante.

Sarney sem renunciar: “Estou pronto, digam ao povo que fico”

Fiquei emocionado, comovido, até constrangido com o discurso do presidente Sarney. As duas primeiras manifestações numa relação impressionante do que tem sido a vida de realizações do senador.

E minha surpresa é espantosa, criando o citado constrangimento. Pois não tinha a menor idéia de que quase tudo que existe no Brasil, FOI OBRA, CRIAÇÃO, PREOCUPAÇÃO e CLARIVIDÊNCIA  de José Sarney, como presidente da República ou nas três vezes que presidiu o Senado.

Confesso a minha ignorância histórica. Muita coisa que este repórter acreditava devesse ser colocado na conta de Pedro Alvares Cabral, de D. Pedro I e II e não esqueçamos de D. João VI, fiquei sabendo que foi feito com enorme antecedência pelo próprio Sarney.

O ex-presidente não falou que foi o autor da “Abertura dos Portos”, por excessiva modéstia e timidez.  Mas como usou um tempo enorme para dizer, “fui criador da Radio Senado, do Jornal do Senado, da Televisão do Senado, a popularização da Internet pelo Senado, (e repetia isso tantas vezes), que em determinado momento, assinalei para mim mesmo: “Não demora e Sarney me convence vai ler a carta de Pero Vaz Caminha dizendo que foi ele que escreveu”.

Sarney não leu, mas ficou evidente que a carta foi realmente escrita por ele, e consta do currículo para ingressar na Academia. Mas o ex-presidente estava pronto para NEGAR, que qualquer parente de Pedro Alvares Cabral, de Pero Vaz Caminha ou de D. João VI, tivesse sido nomeado por ele no seu gabinete. (No de sua filha Roseana pode ser, cada um tem seu estado, eu sou do Amapá).

Sarney estadista acaba a primeira parte, começa o final “não tenho nenhum inimigo”

É impossível negar: foi um discurso menor do senador. Depois do relacionamento de tudo o que fez e que modestamente “limitou em 55 anos”, quando na verdade precisariam de 550 anos, (embora o país só tenha 509) passou ao que chamou “apelo para que não façam a humilhação de uma vida digna, sem qualquer acusação”.

Foi uma sucessão de nomes desconhecidos, sem nenhuma importância. E é lógico, que o plenário inteiro mostrou ao (ainda) presidente da casa, que não gostara, com um mínimo de palmas, formais, desatentas, protocolares.

Todos os senadores, contra ou a favor de Sarney, estavam decepcionados, frustrados, se consideravam enganados. E não escondiam o fato. E repetindo e comentando com palavras do próprio Sarney: “Ele disse que jamais se esconderia no silêncio, mas esse silêncio teria sido muito melhor para ele. Pois o que falou, quer dizer, NÃO FALOU, foi muito pior para ele”.

Consternamento geral, impossível esconder.

Nenhuma solução à vista, nem hoje, nem no Conselho de Ética ou falta de Ética

Acabando de falar, Sarney não olhou para ninguém, não falou com ninguém, não apertou a mão de ninguém. Saiu pela porta do lado, até Marconi Pirilo, que presidia a sessão, ficou confuso. Declarou: “Passo a presidência ao presidente Sarney”, mas este já estava num de seus gabinetes. Por segundos ninguém presidiu o Senado.

Pirilo estava em pé, dando a presidência a Sarney, que acreditava que já estava EXPULSO, não queria assumir.

Depois de Sarney, começou a indecisão a respeito da sessão do Conselho de Ética. Este deveria ter se reunido antes, como o próprio Sarney anunciara na véspera.

Esse Conselho não tem a menor condição de resolver coisa alguma. Depois do discurso de Sarney, me lembrei de duas afirmações do ex-presidente, que publiquei e ontem não saía da memória do repórter.

1 – “Vou para o Maranhão, volto com o DOSSIÊ, que organizei durante 40 anos”. Ontem, ameaças e intimidações eram feitas nessa base.

2 – “Não tenho um só inimigo”. Sarney tentava reviver ou ressuscitar essa realidade, mas viu que não era realidade, as aspas deturpavam a palavra.

Lamentável, mas é preciso constatar: não foi uma sessão histórica, nem um discurso memorável. Hoje mesmo já estava tudo esquecido, ninguém queria o FUNCIONAMENTO do Conselho de Ética, mas oposição e a base, diziam o contrário.

Não era omissão, era a certeza de que a questão não tinha solução à vista, e esse Conselho não possuía autonomia de voo para nada. Podia ter até maioria de votos, mas não de convicções.

Não se lembravam mais da descoberta da HISTÓRIA CENTENÁRIA DE  SARNEY, que todos DESCONHECIAM, mas eram obrigados a conviver com o que tentaram impor ou impingir, o que consideravam realisticamente como o ESTADISTA DO NADA.

Nenhuma solução à vista, nem hoje, nem no Conselho de Ética ou falta de Ética

Acabando de falar, Sarney não olhou para ninguém, não falou com ninguém, não apertou a mão de ninguém. Saiu pela porta do lado, até Marconi Pirilo, que presidia a sessão, ficou confuso. Declarou: “Passo a presidência ao presidente Sarney”, mas este já estava num de seus gabinetes. Por segundos ninguém presidiu o Senado.

Pirilo estava em pé, dando a presidência a Sarney, que acreditava que já estava EXPULSO, não queria assumir.

Depois de Sarney, começou a indecisão a respeito da sessão do Conselho de Ética. Este deveria ter se reunido antes, como o próprio Sarney anunciara na véspera.

Esse Conselho não tem a menor condição de resolver coisa alguma. Depois do discurso de Sarney, me lembrei de duas afirmações do ex-presidente, que publiquei e ontem não saía da memória do repórter.

1 – “Vou para o Maranhão, volto com o DOSSIÊ, que organizei durante 40 anos”. Ontem, ameaças e intimidações eram feitas nessa base.

2 – “Não tenho um só inimigo”. Sarney tentava reviver ou ressuscitar essa realidade, mas viu que não era realidade, as aspas deturpavam a palavra.

Lamentável, mas é preciso constatar: não foi uma sessão histórica, nem um discurso memorável. Hoje mesmo já estava tudo esquecido, ninguém queria o FUNCIONAMENTO do Conselho de Ética, mas oposição e a base, diziam o contrário.

Não era omissão, era a certeza de que a questão não tinha solução à vista, e esse Conselho não possuía autonomia de voo para nada. Podia ter até maioria de votos, mas não de convicções.

Não se lembravam mais da descoberta da HISTÓRIA CENTENÁRIA DE  SARNEY, que todos DESCONHECIAM, mas eram obrigados a conviver com o que tentaram impor ou impingir, o que consideravam realisticamente como o ESTADISTA DO NADA.

Sarney estadista acaba a primeira parte, começa o final “não tenho nenhum inimigo”

É impossível negar: foi um discurso menor do senador. Depois do relacionamento de tudo o que fez e que modestamente “limitou em 55 anos”, quando na verdade precisariam de 550 anos, (embora o país só tenha 509) passou ao que chamou “apelo para que não façam a humilhação de uma vida digna, sem qualquer acusação”.

Foi uma sucessão de nomes desconhecidos, sem nenhuma importância. E é lógico, que o plenário inteiro mostrou ao (ainda) presidente da casa, que não gostara, com um mínimo de palmas, formais, desatentas, protocolares.

Todos os senadores, contra ou a favor de Sarney, estavam decepcionados, frustrados, se consideravam enganados. E não escondiam o fato. E repetindo e comentando com palavras do próprio Sarney: “Ele disse que jamais se esconderia no silêncio, mas esse silêncio teria sido muito melhor para ele. Pois o que falou, quer dizer, NÃO FALOU, foi muito pior para ele”.

Consternamento geral, impossível esconder.

Sarney desprendido e generoso: “Estou pronto, digam ao povo que fico”

Fiquei emocionado, comovido, até constrangido com o discurso do presidente Sarney. As duas primeiras manifestações numa relação impressionante do que tem sido a vida de realizações do senador.

E minha surpresa é espantosa, criando o citado constrangimento. Pois não tinha a menor idéia de que quase tudo que existe no Brasil, FOI OBRA, CRIAÇÃO, PREOCUPAÇÃO e CLARIVIDÊNCIA  de José Sarney, como presidente da República ou nas três vezes que presidiu o Senado.

Confesso a minha ignorância histórica. Muita coisa que este repórter acreditava devesse ser colocado na conta de Pedro Alvares Cabral, de D. Pedro I e II e não esqueçamos de D. João VI, fiquei sabendo que foi feito com enorme antecedência pelo próprio Sarney.

O ex-presidente não falou que foi o autor da “Abertura dos Portos”, por excessiva modéstia e timidez.  Mas como usou um tempo enorme para dizer, “fui criador da Radio Senado, do Jornal do Senado, da Televisão do Senado, a popularização da Internet pelo Senado, (e repetia isso tantas vezes), que em determinado momento, assinalei para mim mesmo: “Não demora e Sarney me convence vai ler a carta de Pero Vaz Caminha dizendo que foi ele que escreveu”.

Sarney não leu, mas ficou evidente que a carta foi realmente escrita por ele, e consta do currículo para ingressar na Academia. Mas o ex-presidente estava pronto para NEGAR, que qualquer parente de Pedro Alvares Cabral, de Pero Vaz Caminha ou de D. João VI, tivesse sido nomeado por ele no seu gabinete. (No de sua filha Roseana pode ser, cada um tem seu estado, eu sou do Amapá).