Quimioterapia

Alvaro Magalhaes de Souza, medico de Pernambuco, garante que o cancer de Dona Dilma impedirá sua candidatura. Considera que a explosão de dores de agora era a mais compreensivel e esperada. E o tempo mostrará isso.
Obrigado, doutor, todos estao convencidos disso. Mas como a questao envolve o maior cargo do país, Dona Dilma diz ao proprio hospital: “Estou otima”. E o presidente Lula, formado em medicina pela Universidade da Turquia, (onde estava) garante: “A Dilma está completamente curada, continua candidata”.

"Cassinização"

Muitos correios eletronicos de todas as partes, alguns, criticando o reporter, precisam de resposta. Rodrigo me contesta por causa da oposiçao à Bolsa e à “jogatina”, garante que sem esse INVESTIMENTO nao há como as industrias produzirem, e o mercado de capitais trazer dinheiro para o desenvolvimento.

Respeito tua posição, Rodrigo, mas as Bolsas do mundo nao produzem nada, apenas concorrem com Las Vegas.

A propria Bovespa deu os numeros de abril: estrangeiros trouxeram 14 bilhões de dolares e levaram 12 bilhões. Deixaram aqui, 2 bilhões comprados em bonus do Tesouro, lucrando o mais alto juro do mundo. Esses 14 bilhões renderam belos dividendos na Bolsa, (mesmo em queda), foram embora sem pagar nada, 2 bilhões na “divida” interna. É o chamado “capital motel”, identificação popularizada.

Palocci – PPPP

O dia 4 de junho será festejado pelo antigo Ministro da Fazenda do primeiro mandato de Lula. O Supremo, que tem ação contra ele, não vai condena-lo nem absolve-lo, simplesmente arquivará o processo. E numa rara oportunidade, Palocci obterá unanimidade, ou talvez 1 voto contra e mais nada.

O relator, ministro-presidente Gilmar Mendes, está com o voto pronto e pediu pauta a ele mesmo.

Com isso, Palocci ganhará 5 palavras que começam com P e terminam em 2010 com o P maior do que todos: Possivel, Provavel, Presumivel, Previsivel. O ultimo e maior do que todos: Presidenciavel.

No Supremo apenas uma duvida e não suspeição: foi demitido por Lula, inesperadamente, qual seria a reação do presidente? Tendo sabido que Lula demitiu ele, Dirceu, Gushkein para destruir laços e até submisso ao passado, mas está intimo de Palocci, acabaram as duvidas. (Exclusiva)

Brasilia desprezou o povo, abandonou o cidadão

Brasilia nasceu amaldiçoada pelo favoritismo, nada é de graça. Qualquer que seja o fato que se vote, lá está o patrocinio escuso, o beneficio enxertado, o privilegio contaminado pela mordomia irrecusavel. Brasilia não conheceu apenas a decadencia administrativa, representada pelos escandalos em serie, que não cansam de aparecer.

Não existe mais debate na Camara ou no Senado. Inventaram os longos e desnecessarios apartes a favor. O orador fica em pé na tribuna ouvindo por 5, 10 ou 15 minutos, “quero trazer o meu aplauso e homenagem pelo pronunciamento de Vossa Excelencia”. E sua Excelencia sem conseguir dizer o que pretendia. Pretendia?

As pessoas são cansativas, estereis, monotonas, sem o menor interesse. Todos concordam, a oposição nem se lembra que precisa se opor, os chamados situacionistasdominam inteiramente. menos quando aparece o multiplo e ecletico Romero Jucá, indispensavel.

Foi lider do governo FHC no Senado. Como reconhecem que é indispensavel, voltou como lider do governo Lula. E tranquilamente desobedecem a Constituição. Esta afirama que os “Poderes são harmonicos e independentes entre si”, então por que existe o lider do governo na Camara, no Senado e no Congresso? Três violencias e inutilidades, autorizadas.

Essas lideranças, violencias e inutilidades, desnecessarias, mas autorizadas. E ainda existem os lideres (?) dos partidos, que podem indicar 5 ou 6 vice-lideres, todos com direito a facilidades. O trabalho é maior do que no Rio?

Quando a capital era no Rio, os partidos tinham um lider, e olhe lá. No presidencialismo dos EUA (igual ao do Brasil) o governo não tem lideres na Camara ou no Senado. Existem o lider Republicano e o lider Democrata, e estamos conversados.

Nixon, no primeiro mandato, teve 3 candidatos a ministro (que lá não sse chama ministro, todos são juizes) vetados pelo Senado. Como era e é constitucional, o presidente não se revoltou, não tentou violar ou violentar o fato. Chamou para almoçar na Casa Branca os 2 lideres e os 2 presidentes dos partidos. Acabado o almoço, se retirou, disse: “Os senhores proponham uma formula que possa ser acertada”. A proposta ao presidente: “faremos uma lista de 7 nomes, o senhor pode escolher tres deles, serão aceitos imediatamente” (Constitucional e politico).

No Brasil, todos os cargos que precisam ser examinados pelo Senado, não sofrem restrição. São aprovados na hora, o governo não perde uma. Naturalmente, antes há o inevitavel “troca-troca”. Que Republica, essa de Brasilia. Insisto na parte politica e decisiva para a opinião publica, pois a questão dos escandalos, mordomias, verbas indenizatorias, passagens, celulares pagos sem limites, dezenas de diretorias, tudo isso depende de VONTADE, ou seja, da modificação da representatividade, mudança para autentica-la.

Fato libelo (na verdade um libelo indefensavel) deveria ter um tamanho tão grande quanto a voracidade dos que representam (?) o cidadão na capital. Lá, fizeram uma invenção fascinante: a renuncia para não ser cassado. E voltarem logo na primeira eleição.

Pois no Rio capital, na Camara, votaram a cassação de um dos seus mais notaveis membros: Carlos Lacerda. Não importa se gostavam ou não gostavam dele, significava o prestigio e a representatividade da Camara. Em 1957, Juscelino disse para os aulicos: “Não aguento mais a oposição de Lacerda. Vamos cassa-lo”.

Numa noite, o plenario e as galerias lotadas, começou o processo de cassação do futuro governador. No unico gabinete la de cima, havia até champanhe para comemorar. Lacerda não foi cassado, Juscelino derrotado. A mesma derrota que o então presidente inflingiu ao povo brasileiro, com essa mudança catastrofica e irreversivel.

Não vão diminuir o numero de deputados (513, no presidencialismo dos EUA com mais de 300 milhões de habitantes, são 425). Não reduzirão o tempo e o numero de senadores (Nos EUA, 100 senadores, 2 por cada estado, mandato de 6 anos sem suplentes). Quem sabe aqui ainda achem muito pouco em cada uma das “Casas”?

Não vão mudar nada. Dizem, quase unanimes: Não sabiamos que o Senado tinha 181 diretores. É uma caixa preta”. Tinham que saber, é logico, ou então não cumpriam seus mandatos efetivamente. E agora que sabem, estão amasiados com a realidade, consideram que cortar 50 diretores é suficiente? E os que criticavam o proprio Lula por dizer que não sabia de nada?

Logico, todos ficarão impunes, imunes e intocados. Sobre isso, nenhuma duvida, a tranquilidade é total, no plenario e fora dele.

PS – O cidadão-contribuinte-eleitor pode imaginar o que de pior pode passar pela sua cabeça, acontece em Brasilia. Não há restrição ao pensamento pois a realidade é mais dramatica e insoluvel.

PS2 – Na mudança, a nova capital foi, ao mesmo tempo, o pai e a mãe da inflação. 49 anos depois, (quase 50), não há nada parecido em materia de enriquecimento ilicito. Só que essa riqueza não chegou ao povo. A não ser através da “renda per capita”, que é apenas privilegio dos ricos.

Contradição

Constrangimento, hoje, quarta-feira, com duas afirmações rigorosamente desnecessarias. Dona Dilma: “Minha entrada no hospital, nada a ver com a quimioterapia”. Lula na contramão: “É um absurdo dizer que Dona Dilma não é mais candidata por causa do cancer”.

Quem dá mais?

Nos bastidores a busca FEROZ por uma TREGUA, mesmo sem paz. O que desejam? O PSDB (empurrado por FHC) quer fazer o presidente ou o relator. Não sabe se é melhor agredir ou afagar. Continua na duvida.

O governo já concluiu: prefere não guerrear, pois aí, perde de qualquer maneira. Ou para a oposição ou para o proprio PMDB, de quem não ganha nem consegue se livrar.

Neste final de quarta-feira, o que o governo continua insistindo: um presidente da CPI, que tenha um perfil quase canonico, nada ofensivo, e nesse caso implora por Antonio Carlos Magalhães Filho. Que indicaria para relator um senador bem agressivo, tipo Renan Calheiros, que pessoalmente não quer.

Motivo: é lider, pode falar e apartar a hora que desejar. Adoraria que o relator fosse Almeida Lima, Isso nem o Papa consegue. (Exclusiva)

CPI da Petrobras

Artur Virgilio conversava amenidades, Jereissati era entrevistado pot Alexandre Garcia, Mercadante desaparecia junto com Ideli Salvatti, Alvaro Dias, (autor do pedido de CPI) discursava sobre a saude publica. Petrobras? Ninguem estava interessado. Ou pelo menos dava aimpressão.

Atualizando a jogatina

Depois de abrir em alta de quase 2%, a Bovespa veio caindo desamparada. Às 4h53m entrava no negativo, menos 0,20%. E fechou nesse indice, embora com surpreendente volume de jogatina: mais de R$ 6 bilhões.

Os comentaristas amestrados, como sempre, disseram: “A Bovespa acompanhou a queda americana”. É “menas” verdade. São Paulo já estava em queda antes de Wall Street cair.

Guantanamo

Oposição violenta contra o fechamento da prisão de Cuba, onde muita gente foi cruelmente torturada com conhecimento de oficiais e de altos personagens da Casa Branca. Apesar disso, esta quinta-feira, Obama acaba com a prisão.

É preciso reconhecer ou saber: em 1898, o governo dos EUA construiu Guantanamo para defender Cuba dos ataques da Espanha. No governo Bush, essa mesma fortaleza serviu para torturar prisioneiros de guerra. (Exclusiva)

Lupi-Meirelles

O ministro do Trabalho foi para a televisão exaltar o inócuo aumento de 100 mil postos de emprego. Meirelles disse que voltaremos ao calamitoso indice de 2007. Lupi falou: “Estou otimista”. Não é otimismo, é desinformação e sabujismo.

Globonews

Não vou entender nunca. Mais de duas horas do Canal 40 transmitindo insipido, inutil e inocuo depoimento dos deputados Edmar Moreira e Sergio Moraes (“estou me lixando”). É um exagero. E as notícias de hora em hora, que “impingem”, que palavra, ao cidadão? Só duas possibilidades: 1 – Determinação da Justiça, deviam ter explicado; 2 – Faturamento, não podiam explicar.

Jogatina e "cassinização"

Ontem, terça-feira, a Bovespa ao meio-dia chegava a 52 mil pontos, no final cedeu, fechou em baixa. Hoje já abriu nesses 52 mil pontos, o que se falavas nas corretoras: “Vai funcionar o dia todo em alta”. Vamos ver, só jogaram durante uma hora.

Às 11:34, o volume era de 1 bilhão e 100 milhões, com alta de 1,90%. Curiosidade: quarta-feira, a alta inicial foi a mesma, de 1,90%. O volume, maior. Hoje, a Petrobras subiu bastante com a alta do petroleo no mundo.

As 13 horas de hoje, quarta-feira, dos mais de 52 mil pontos, a Bovespa vinha para 52 mil cravados, e às 4 para 51 mil e 600. Da alta de 1,90% sobraram só mais 0,64% e os corretores estavam com expectativa difierente.

FHC: "Não quero privatizar a Petrobras. Petrobras, quero reestatiza-la"

Se existisse o Premio Nobel de hipocrisia, demagogia e fantasia, teria que ser entregue ao PSDB, em conjunto. Terça-feira, de 2 da tarde às 8 da noite, se revezaram nos microfones. Foi um festival Wagner de repugnancia, palavra utilizada pelo globalizante FHC. Este chegou a dizer vergonhosamente: “Participei da campanha do petroleo é nosso”.

Como o auge da campanha do “Petroleo é Nosso” ocorreu em 1952, quando FHC tinha 20 anos, é facil comprovar que ele não estava falando a verdade. Meia verdade disse o ex-presidente, assim: “Varios generais participaram dessa campanha, incluindo meu pai”. Mas o general da “panela vazia”, um bravo lutador, já estava longe do filho, a familia não se cansava de criticar o futuro e inesperado presidente.

Muitos parentes, militares, não se davam com FHC. Barbosa Lima disse uma vez que “nem os generais parentes dele suportavam suas posições antinacionais” (e olhem que ele ainda não participara nem patrocinara as reuniões, aqui e nos EUA, do famigerado “Consenso de Washington”).

Nascido no Rio, morando na Rua 19 de Fevereiro (Zona Sul da cidade), inesperadamente resolve mudar para São Paulo. Mudar de Estado não é surpreendente. No caso do futuro presidente, era obrigação por causa das divergências familiares.

Era muito jovem, não participou de nada, apesar do que diz. Tudo na sua história é forjado por ele mesmo. Depois, à medida que o tempo foi passando, continuou sem participar, aí era total falta de convicção. E também porque tinha se convencido de que o melhor lugar para fazer carreira era ficar sempre em cima do muro, o que fez com magistral sabedoria, um equilibrio majestoso. Mas, diga-se, jamais pensou (?) na Presidência da República.

Continua insistindo (e mentindo) em contar uma biografia falsa e inexistente. Suposto contador de histórias, tenta enganar, dizendo: “Fui cassado, preso, exilado”. E ontem, numa nota oficial sem sentido, na hora errada e despropositada, acrescentou outro “fato” que representa “menas” verdade: “Fui processado por participar da campanha do Petróleo é Nosso”. Ha! Ha! Ha!

FHC diz que tem REPUGNÂNCIA pelos que falam em PRIVATIZAÇÃO da Petrobras. O ex-presidente, então, deve evitar o espelho. Usemos a mesma palavra (que não consta do meu vocabulário) para desmontar as quatro inverdades.

CASSADO: jamais a ditadura se preocupou com ele. Tanto não foi cassado que em 1978, muito antes da “anistia ampla, geral e irrestrita”, FHC foi candidato a senador. Nenhum CASSADO pôde sair candidato. Que ele apresente um só cassado que tenha disputado eleição em 1978, RETIRO tudo que disse, e reconhecerei que FHC está com a razão. (Nos anais da ABI, existe um debate entre dois conselheiros, esse reporter e o jornalista Mauricio Azedo, agora, presidente, na época era o excelente Fernando Segismundo. Queriam mandar um ofício a FHC, então presidente, fiquei contra usando os fatos que repito agora. O ofício não foi enviado.)

PRESO: nenhuma cadeia ou prisão especial jamais recebeu, por horas que fosse, o futuro presidente, que usou sempre o “fato”, mentirosamente, para se promover.

EXILADO: FHC jamais sofreu qualquer punição, nem mesmo essa de ser perseguido e obrigado a morar no exterior. Como diversos amigos estavam no Chile, ele ia para Santiago, em vez de ir para Paris (o habitual). Foi e voltou várias vezes, mesmo sem ter sido obrigado, se enquadra na constatação do sincero Darci Ribeiro: “Nunca me diverti tanto quanto no exilio, e jamais viajei por tantos países”. O mesmo Darci, que, eleito senador, afirmou satisfeitissimo, ao assumir: “Puxa, nunca pensei que o Senado fosse um clube tão agradavel e confortavel. Tudo o que você imagina está a sua disposição”.

PROCESSADO: essa é inacreditável. O movimento “O Petróleo é Nosso” começou com alguns civis e militares. O auge foi em 1952. Em 1953, o deputado Roberto Morena (do Partido Comunista e que, como marceneiro, trabalhara na instalação das poltronas da Câmara) apresentou projeto criando a Petrobras. Vargas, espertissimo, logo aprovou o projeto, ligando seu nome. INDEVIDAMENTE, à história da Petrobras.

FHC quer fazer crer que 18 anos depois foi processado pela campanha. E só ele, mais ninguém? Nem o pai, este, indiscutivelmente, uma brava e respeitada figura?

P.S. – FHC quer também “vender” a ideia de que o pré-sal é consequencia de seu governo. Assim é demais. Um ex-presidente “apanhado quatro vezes em mentiras colossais”, mostra que esta não é a República dos nossos sonhos.

P.S. 2 – Estas notas responsabilizando FHC pela baderna e o tumulto da CPI da Petrobras são porque, como registrei ontem, terça-feira, ele é o instigador de tudo. Em outras notas, comentarei mais sobre a Petrobras.

A postura de Collor

MENSAGEM RECEBIDA DE VICENTE LIMONGI NETTO, DE BRASÍLIA

Engana-se quem imagina um Fernando Collor irado, ressentido ou babando na gravata ao atuar agora na CPI da Petrobras. O ex-presidente continuará com sua postura de cidadão e parlamentar responsável, analisando e expondo os fatos com isenção, esclarecendo com serenidade o que precisará ser levado à opinião pública. Collor jamais servirá de instrumento para palanqueiros e pseudonos da verdade em busca de holofotes às custa da Petrobras.

COMENTÁRIO DE HELIO FERNANDES

Meus parabéns pela coragem e a lealdade aos amigos. Isso é raro, cada vez mais. E parabéns também pelos 94 anos de sua mãe Alcy e pelos telefonemas de cumprimentos de Bernardo Cabral, Arthur Virgilio, Agnaldo Timoteo, ministro Mauro Campbell e mais e mais. Este ano, os quatro filhos se reuniram em Manaus, onde tudo começou.

Edison Lobão e a Petrobras

O ministro José Múcio disse: “A Petrobras tem um ponto a favor: é o trabalho do ministro de Minas e Energia”. Lobão trabalhando? Deve ser a primeira vez em 70 anos. Ele e o Edinho 30.

Não sou contra investigação na Petrobras, mas não SOBRE a Petrobras. Podem (e devem) investigar as potências da empresa, Gabrielli, Santarosa, Sergio Machado, o presidente da BR e mais e mais. Esses dominam mesmo, controlam mesmo, são poderosos mesmo.

A propósito, Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, diz: “Serei candidato a senador pela Bahia”. Já quis ser antes, na hora desiste. Ninguém o conhece fora da Avenida Chile (sede da Petrobras).

É sempre um prazer ouvir o senador Arthur Virgilio. Menos como aconteceu ontem, quando usou o talento e a combatividade para lutar contra “moinhos de vento”. Virgilio perdeu tempo lutando o mau combate, e pode estar perdendo prestigio e votos.

Foram 4 horas jogadas fora. Normalmente poderia ter falado durante 20 minutos. Mas José Sarney assumiu a presidência do Senado, para impavido e alvissareiro, deixar Virgilio na tribuna o dia todo, das 4 às 8 horas, falando, falando, falando (“palavras, palavras, palavras”) sem justificar o desgaste que impunha à grande empresa. E aparteado pelo PSDB inteiro.

Sadia-Perdigão

Ontem, elogiei a fusão da Sadia-Perdigão. Como dizem Pedro Simon e José Sarney, não posso ficar inteiramente a favor. E por um bom motivo: por que chamar a nova empresa de Brasil Foods? Não resistem ao americanismo.

Por tudo o que disse ontem, terça-feira, estou a favor da Sadia-Perdigão, pelo que representa. Mas badalaram exageradamente a FUSÃO, quando na verdade é INCORPORAÇÃO. Basta ver: uma empresa ficou com 68 por cento e a outra com 32 por cento. Repeteco do Itaú-Unibanco.

Cesar Maia: inutilidade

O MP quer que Cesar Maia fique inelegivel. Motivo: as irregularidades de milhões de reais na construção da absurda “Cidade da Música”. O MP vai perder tempo. Ele está inelegivel pela vontade da população do Rio capital ou do Estado. Nem senador nem governador. Prefeito em 2012? A longo prazo estaremos todos mortos.