A segunda batalha de Itararé da História de São Paulo. Em 1932, armada, não houve. 78 anos depois, desarmados, Alckmin e Marta Suplicy, vitoriosos. Deve voltar também o “Disque Quércia para a corrupção”.

São Paulo sempre teve enorme importância. Pelo tamanho, pela produção de café, pela população, e quando as eleições passaram a ser verdadeiras (?), pelo eleitorado, o maior do país. Na República, os três primeiros presidente foram de São Paulo (Prudente, Campos Salles, Rodrigues Alves), alimentando o ego individual e coletivo.

Isso se traduzia na elucubração, que palavra, mas é exata, do SEPARATISMO. Em 1918, Rodrigues Alves era eleito novamente, com 70 anos, impensável para aquela época, não tomou posse. Não fizeram o presidente em 1919 (substituição de Rodrigues Alves) ou 1922. Mas em 1926 elegeram Washington Luiz, que era governador do estado.

Em 1924, na Câmara Federal, o aristocrata do café, Alcântara Machado (que teve filhos destacados), respondendo ao que considerou agressão, retumbou: “Paulista sou, de 400 anos”. A frase foi muito citada, (sem o autor) se transformou em “bordão” ou porta-bandeira desse “separatismo”, (que só era mesmo para valer no Rio Grande do Sul).

Chegaram a criar o slogan, pré-fabricado e que hoje teria grande repercussão: “São Paulo é uma locomotiva que carrega 21 vagãos vazios”. Acreditavam mesmo nisso, embora os paulistas mais lúcidos, alertassem: “São Paulo produz e vende, mas precisa do resto do país como consumidor”. Com a derrubada de Washington Luiz e o fim do já escolhido presidente (Julio Prestes), o “separatismo” amainou.

Mas a grande derrota do orgulhoso “separatismo”, chegou 1 ano antes, com o chamado “crack” da Bolsa dos EUA, evidente repercussão total. O Brasil vendia 96 por cento de todo o café bebido pelo mundo, sendo que 92 por cento plantados, colhidos e exportados por São Paulo. (Os outros 4 por cento se dividiam entre o Estado do Rio e o Espírito Santo).

Com a crise mundial, o Brasil passou a vender menos de um terço do que vendia. Em vez de administrar com inteligência e objetividade, burrice em cima de burrice. Mantiveram os preços altos e como a produção ainda fosse enorme, passaram a QUEIMAR milhões de sacas, e depois, para esconder o fato, a jogar MILHÕES DE SACAS no mar.

A partir de 1931, tendo perdido o poder POLÍTICO, e desbaratado o prestígio ECONÔMICO e FINANCEIRO, passaram a “defender” a “CONSTITUCIONALIZAÇÃO” do país”, que enveredava para uma visível ditadura. Acertaram, mas não precisavam da batalha de 9 de julho de 1932. Que valeu apenas pela empolgação dos jovens, “motivados” pelo jornal “Estado de S. Paulo”, na época com grande prestígio.

Vargas dominou facilmente essa “rebeldia”, e depois da famosa “Batalha de Itararé” (famosa principalmente por não ter acontecido), dominou tudo, decretou a intervenção em São Paulo. Quem nomeou interventor? Armando Salles de Oliveira, cunhado do doutor Júlio Mesquita, dono do jornal “Estado de S. Paulo”, que fomentara e alimentara a “revolução”. No Brasil, a partir de 1889, sem nenhuma dúvida, tudo merece a exclamação: “Que República”. (Tão verdadeira e compreensível que nem precisa da exclamação gráfica).

O estado de São Paulo perdeu totalmente a influência, caiu tanto que elegeu governador alguns dos maiores CORRUPTOS da República. Chegou a se deliciar com “o rouba mas faz” de Ademar de Barros, não teve nem força nem vontade para impedir a chegada, e-s-t-a-r-r-e-c-e-d-o-r-a, de Paulo Maluf, que era e continua sendo Ademar de Barros elevado ao quadrado.

Fabricou Janio Quadros, o ilusionista, que em 12 anos chegou de suplente de vereador (1948) a presidente da República (1960), passando pela prefeitura e pelo governo do estado.

Com tudo isso, “aceitaram” sem o menor constrangimento todos os “eleitos” pela ditadura, e além da incompetência, ainda conviveram com a corrupção e o DOI-Codi.

Depois da ditadura, veio Franco Montoro, correto, mas fabricando o incorretíssimo FHC, que inacreditavelmente (até para ele) chegou a presidente.

E entra na História como o mais DESTRUIDOR do patrimônio brasileiro, (com as DOAÇÕES) e o mais ENRIQUECEDOR de alguns economistas (e outros acompadrados) que ganharam BILHÕES e BILHÕES, com a transição do REAL, de 1 DÓLAR ( o equivalente) para 3 DÓLARES.

Nossa Senhora, que lucros espetaculares. Uma desafiadora fortuna em apenas uma semana, concretizada a volúpia do enriquecimento ETERNO, COM O DINHEIRO VIAJANDO POR UMA SEMANA, da MATRIZ para a FILIAL, da FILIAL para a MATRIZ, e encerrando a ASSOMBROSA caminhada, definitivamente voltando para a FILIAL.

Desde Pedro Álvares Cabral, foi o maior e mais COLOSSAL ENRIQUECIMENTO de um grupo, ao mesmo tempo que acontecia o ESPANTOSO EMPOBRECIMENTO do país. E os AFORTUNADOS, quase todos de São Paulo. Jamais haverá ESCLARECIMENTO sobre esse fato, até hoje desconhecido? Nem precisariam de 91 mil documentos, com muito menos, poderiam RESPONSABILIZAR e IDENTIFICAR os AUTORES desse FASCINANTE GOLPE FINANCEIRO. (Ou que outro nome possa ter, mas de qualquer modo, TOTALMENTE PAULISTALIZADO),

A ERA Covas foi de honestidade e inutilidade. E muita doença. Sem maiores profundidades, se juntou a Alckmin, que continua VIVO até hoje, enquanto Covas MORRERIA logo depois, com 70 anos completados pouco antes. Mas fez praticamente a carreira majoritária, menos nas campanhas e mais nos hospitais.

Em 1986, candidato ao Senado, teve que parar tudo por causa de um enfarte e três pontes safenas. Saiu do hospital e se elegeu, não havia adversário.

Em 1989, candidato a presidente, não foi para o segundo turno, mas teve quase 12 por cento dos votos, enquanto doutor Ulysses passava pouco dos 4 por cento. Na campanha teve outro enfarte, ‘escondido”.

A felicidade e o futuro de Geraldo Alckmin, vieram com a escolha para vice de Covas. Este, com a saúde abaladíssima, se elegeu para o mandato de 1994 a 1998. os dois primeiros com Covas sofrendo e os dois últimos, o vice exercendo. Em 1988 Covas foi reeleito, mas aí não exerceu nada, morreu em 2001, Alckmin assumindo o cargo que já exercia.

(Inconstitucionalmente, foi candidato em 2002, era o TERCEIRO MANDATO, que nem FHC CONSEGUIU. Constatem: desde 1994 Alckmin está aí, sempre nas manchetes. E agora, novamente governador, só não ganha no primeiro turno, porque são muitos os candidatos).

Alckmin e Serra ficaram esses últimos anos juntos, mas com Serra humilhando, desgastando e desprezando Alckmin. Em 2008 chegou a ponto de apoiar Kassab e fazer campanha a seu favor, abandonando o correligionário (?).

Agora, Alckmin ficará em vantagem sobre Serra. Será governador do segundo Estado da Federação, o “amigo” perderá pela segunda vez para presidente.

Serra, que SABE QUE NÃO SERÁ PRESIDENTE, não descarta a possibilidade de voltar ao governo de São Paulo em 2014. Estará com 72 anos, MOCÍSSIMO, segundo ele mesmo.

Acontece que muitos vencedores de agora, têm o mesmo projeto e ambição. Nada absurdo, investir (?) o segundo orçamento da República.

***

PS – Começando pelo próprio Alckmin, o mais moço de todos, agora com 58 anos, Aos 62, sem maiores cavalgadas, tentar se reeleger e no cargo, que maravilha viver.

PS2 – Marta Suplicy, eleita agora aos 65 anos, (desculpe, não se diz a idade das mulheres) terá chance quase aos 70 anos. Tem uma biografia fascinante e conhecimentos que só a elite exibe, mas com vetos cristalizantes, que não diminuem. Em 1998 perdeu até para Maluf, o que não é para contar aos netos. E quem governou? Precisamente o Alckmin de agora.

PS3 – Quércia, o mais velho de todos, mas com uma fortuna i-n-a-v-a-l-i-á-v-e-l, (enganou até a Organização Globo na compra e venda do Diário de São Paulo), está com 72 anos. Pode (ou DEVE?) se eleger senador. Foi governador em 1986, senador em 1990, quer voltar, 20 anos depois.

PS4 – Como se vê pelo maior estado da federação, o que falta ao Brasil é CREDIBILIDADE e RENOVAÇÃO. Todos os que dominam e concorrem agora, já “CONCORREM DESDE SEMPRE”.

Acredite, se quiser, processo contra Edir Macedo e TV Record aguarda julgamento no Tribunal Regional Federal de São Paulo há exatos 11 anos

Com frequência, recebo correspondências e e-mails de leitores, estranhando a divulgação que damos ao caso da usurpação da TV Globo de São Paulo por Roberto Marinho, com fraudes cometidas de 1965 e 1977, lastreadas em documentação falsificada e assim mesmo aceita pela ditadura militar. Pedem que eu comente também sobre a Record, a Band e a antiga Manchete.

Nosso compromisso é com a verdade e se calássemos acerca dessa negociata ninguém saberia no Brasil que os 673 verdadeiros acionistas da Rádio Televisão Paulista S/A, (depois TV Globo de São Paulo), tiveram suas ações transferidas para Roberto Marinho a custo zero, MEDIANTE DOCUMENTAÇÃO ILEGAL E SEM VALOR. Todos temem investigar essa ilícita desapropriação patrimonial. MENOS A TRIBUNA DA IMPRENSA.

Quanto à REDE RECORD DE TELEVISÃO, o título acima é a expressão da verdade e está registrado no site do Poder Judiciário Federal.   No próximo dia 28 DE AGOSTO vamos comemorar o 11º. aniversário da chegada ao Tribunal Regional Federal de São Paulo da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal contra o bispo-empresário EDIR MACEDO e a Televisão Record E QUE ATÉ HOJE NÃO FOI JULGADA.

Para a Procuradoria da República, foi ilegal e inconstitucional a venda que o empresário Silvio Santos fez a Edir Macedo e à sua esposa da TV Record de São Paulo, Canal 7.

Segundo a ação civil pública ajuizada, o comprador da emissora e chefe da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD),  usou dezenas de milhões de dólares da seita religiosa para consumar a aquisição, o que é ilegal e inconstitucional. Esses recursos vultosos, (doações de milhões de evangélicos),  teriam sido “emprestados” pela IURD para que o bispo Edir Macedo  pudesse comprar a hoje segunda mais importante rede de televisão do país e na qual, nos últimos dez anos, o proprietário investiu várias CENTENAS DE MILHÕES  DE DÓLARES.

No processo que foi distribuído à  desembargadora  Salette Nascimento, da 4ªTurma do Tribunal Regional Federal de São Paulo, questiona-se a compra da emissora por pessoa que, comprovadamente, não teria bens e recursos para participar dessa vultosa transação e que, por isso, estaria de forma simulada participando de uma aquisição ilegal, dissimulada, pois, a verdadeira compradora da empresa de comunicação seria a pessoa jurídica denominada IURD – IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS.

Os procuradores indagam: como foi possível o bispo Edir Macedo, sem patrimônio algum,  sem renda mensal (já  que trabalha por amor ao próximo e a Deus), da noite para o dia ter se transformado no segundo maior proprietário de rede de televisão do país, com o ciente e o de acordo do Ministério das Comunicações, que tem a obrigação de fiscalizar esse importante setor de prestação de serviço público?

Por fim, a pergunta que merece ser respondida pelo Conselho Nacional de Justiça: PODE UM MAGISTRADO RETER, NÃO JULGAR EM TEMPO RAZOÁVEL, UMA AÇÃO TÃO IMPORTANTE COMO ESSA e de iniciativa do Ministério Público Federal? Se um processo da Procuradoria da República leva mais de 11 ANOS PARA SER LEVADO A JULGAMENTO, o que não dizer de processos de humildes cidadãos e que não têm poder de pressão e nem sabem a quem recorrer?

Essa morosidade, essa lentidão ultrapassa as raias do absurdo. Para quem duvidar do que estou escrevendo, sugiro que acesse o site www.trf3.jus.br, processo número 1999.03.99.075971-9. Justiça lenta é justiça injusta. Os réus nesse interminável processo, que lhes foi favorável em primeira instância, são: Edir Macedo Bezerra,  Ester Eunice Bezerra, Marcelo Crivella, Sylvia Crivella, TV Record de Rio Preto S/A, TV Record de Franca S/A e Rádio Record S/A (Canal 7 de São Paulo) e outros.

Denúncia do senador Cesar Borges sobre PT e ONGs

“O governo do meu estado (Bahia),  já gastou 307 milhões de reais com diversas ONGs”. E completa: “Uma dessas ONGs, pelo menos, é controlada por gente do PT, o partido do governador.

O senador Cesar Borges, que já foi governador, não citou o nome do governador.

Denúncia do general Lessa

Ex-comandante da Amazônia, e presidente (duas vezes) do Clube Militar, há anos e anos vem revelando e protestando: “Só na Amazônia, existem mais de 100 MIL ONGs”.

Pergunta obrigatória

O que significa ONG, uma sigla tão badalada? Apenas isto:  Organização Não Governamental. Mas com essa IDENTIFICAÇÃO, como podem receber recursos OFICIAIS?

Reviravolta para o Senado do Amazonas

Continua a disputa para o governo, mas uma das vagas para o Senado, já garantida pelo ex-governador Eduardo Braga. Tão seguro que colocou a mulher como suplente (revelação do repórter há mais de 3 meses).

A outra vaga, controvertida, diziam, está entre Vanessa Graziotin (que na primeira eleição para a Câmara Federal teve 180 mil votos, na segunda, apenas 100 mil) apesar de caindo muito, e Artur Virgilio.

Agora, Artur Virgilio deu um salto e praticamente garantiu a reeleição. Gosto da vitória de Virgílio, mas não fico satisfeito com a derrota dela. Mas é apenas uma vaga, o que fazer?

Repartindo o pão e o governo

Carlos Chagas

Ainda bem que Dilma Rousseff não compareceu ao almoço com senadores  e ministros, terça-feira, em Brasília. Imagine-se que reação teria ao ouvir o discurso de seu candidato a vice, Michel Temer, participando aos presentes a proximidade da hora de repartirem o pão.

Como o prato principal na residência do senador Gim Argelo era bacalhau, ficou evidente que o presidente do PMDB referia-se a um  tipo figurado  de alimento. No caso, a divisão do poder no futuro, dados os prognósticos   da vitória de Dilma em outubro. Como a maioria dos senadores pertencia ao partido majoritário, mais clara ficou a perspectiva de partilha. Vão com toda sede ao pote, ou melhor, ao prato de pão.

A candidata  detesta discutir o day after das eleições. Nem mesmo com o Lula, pelo que sabe, surge o assunto do seu possível ministério. Não se sentiria à vontade, ouvindo o silogismo do  companheiro de chapa.

Vai ficando claro o objetivo de Michel Temer: instalar-se no palácio do Jaburu como uma espécie de ponte entre o novo  governo e o Congresso. Ou vice-versa, tendo em vista a pouca experiência de Dilma nas relações político-partidárias.

Hoje, o PMDB tem seis ministérios, além de montes de diretorias de empresas estatais e penduricalhos. Contribuindo decisivamente para a vitória da ex-ministra, buscaria aumentar o número? Ajudar a compor os possíveis aliados, com a promessa de aprovação dos projetos de interesse do palácio do Planalto? Domar o PT, cujo número de novos senadores e deputados ainda é desconhecido?

Vale concluir que o pão parece uma imensa baguete. A fome, também.

Profissão: presidente

Ignoram-se algumas  respostas do presidente Lula  ao funcionário do  IBGE que o entrevistou para o  censo agora realizado. Claro  que nome, idade, estado  civil, mulher, filhos, vencimentos  e  questões óbvias são conhecidas. Há curiosidade, porém, com relação a outras.

O que terá  respondido a respeito de sua profissão?  Ex-torneiro mecânico? Ex-líder sindical? Político? Presidente da República?

No início do século passado a Rússia promoveu imensa consulta igual e o primeiro a ser visitado foi o csar Nicolau II. Na hora de definir-se, respondeu: “dono da terra russa”.

Poderia o Lula ter dito “dono da consciência nacional”? “Detentor da maior popularidade individual  desde a República”? Porque presidente da República não é profissão. Costuma até ser sacrifício, senão martírio.

Vazio na segurança pública

Pode ser que no primeiro debate entre os candidatos, hoje à noite,  na TV-Bandeirantes, eles se disponham a detalhar o que pretendem, se eleitos, para enfrentar o problema da segurança pública no país.

Porque até agora saltam olimpicamente de banda, no  máximo   diagnosticando, mas sem aviar a receita.

José Serra promete criar o ministério da Segurança Pública, mas não particulariza suas atribuições. Dilma Rousseff prega o isolamento dos presos perigosos, sem se referir aos milhares que estão soltos.  Marina Silva prefere abordar o descontrole social resultante da violência.

Convém aguardar propostas efetivas, se é que elas existem, acima e além de aparelhar melhor as variadas polícias e investir na educação…

Briga de foice no Ceará

Parece garantida a reeleição do governador Cid Gomes,  no  Ceará,  além da recondução ao  Senado de Tasso  Jereissati. A briga sem quartel é pela segunda vaga de senador.  Eunício Oliveira  conta com o PMDB e com o governador.  José Pimentel, com o presidente Lula  e  o  PT.

A situação é singular, pois ambos são ex-ministros do Lula, que gostaria, mesmo, de vê-los eleitos, derrotando Tasso Jereissati. Como essa parece missão impossível, o primeiro-companheiro já terá  feito sua opção. O problema para Pimentel são recursos, que sobram para Eunício, preocupado em rachar o PT através da prefeitura de Fortaleza, à qual dedicou  seus dois   suplentes, mesmo desagradando o PMDB.        

Gabeira sai de cena: Sergio vence sozinho

Pedro do Coutto

O deputado Fernando Gabeira cometeu, sem pensar as palavras, um terrível erro na campanha pelo governo do Rio de Janeiro, na tarde de segunda-feira durante encontro que manteve com gestores de saúde. O repórter Rafael Galdo focalizou nitidamente a contradição do candidato, destacando o ataque que desfechou contra os partidos que o apóiam: PV, PSDB, PPS e DEM – disse – estão me apoiando muito mal. Meu compromisso não é com eles, conto com a sociedade. Em caso de vitória, fico mais à vontade para reduzir as funções de confiança.

Na realidade Gabeira rompeu com sua própria estrutura partidária e se descompromissou com as legendas. Afirmou exatamente aquilo que aqueles que as dirigem não queriam ouvir. Em outras palavras: Gabeira renunciou à disputa. O governador Sérgio Cabral, assim, pode vencer sozinho.

Ficou sem competidor, a menos que Anthony Garotinho reveja sua decisão de disputar um mandato de deputado federal e resolva concorrer ao  Palácio Guanabara. A atitude do candidato verde,  que balança entre Marina Silva e José Serra ao mesmo tempo, uma contradição pode ter usado sua insatisfação para sinalizar a renúncia. Está muito mal nas pesquisas. O IBOPE, há poucos dias, apontou 58 para o atual governador contra 14 pontos dele, Gabeira. Este quadro parece irreversível. Fernando Gabeira, adeus – seria uma boa frase para o epílogo da peça política que se ensaia no Rio.

Um outro assunto. Na mesma edição de O Globo a que me refiro, portanto 2 de agosto, foi publicada uma reportagem conjunta de Leila Suwan, Silvia Amorim e Sergio Roxo, focalizando os orçamentos financeiros apresentados pelos candidatos a presidente da República. A matéria é acompanhada de belo quadro gráfico a cores. Refere-se às previsões orçamentárias e acentua as doações percebidas por eles até agora. Uma brincadeira. Claro os repórteres não têm culpa – os comitês centrais lhes passaram os números. Aliás, vale frisar, absurdos. Dilma Rousseff elaborou um orçamento de 157 milhões de reais. José Serra apresentou 180 milhões estimados. Marina Silva 90 milhões de reais. Dos três, orçamento realista só o de Marina Silva. Isso porque ela não possui a menor possibilidade de êxito como demonstram todas as pesquisas. Os dois outros são exercícios franciscanos. Podem iludir jovens jornalistas. Não os mais velhos, como eu, por exemplo.

Ora, se há campanhas de deputado federal no RJ que saem por 10 milhões, às vezes até mais, não vão ser campanhas pela presidência da República, realizadas em todo o país, que vão custar 157 ou 180 milhões. Podem os leitores, calculando-se modestamente, estimar tais custos em vinte vezes mais. É só comparar as dimensões e sentir a diferença entre um plano e outro. Os horários na televisão e rádio são gratuitos (para os candidatos), mas as produções não. É só lembrar  que o próprio Duda Mendonça anunciou o montante que recebeu por seu trabalho de perfil e marketing da campanha de Lula em 2002. Diante da CPI do Mensalão, disse ter recebido (no exterior) 10 milhões de dólares. Isso uma pessoa só. Imaginem estruturas completas. Por quanto saem suas montagens? Não pode ser o que Roussef e Serra afirmam. Dos orçamentos previstos, Dilma já recebeu doações de 11,6 milhões; Serra 3,6 e Marina 4 milhões e 600 mil.

Os doadores, empresas e empresários, têm muita sensibilidade para projetos de poder e perspectivas  contribuições. É natural e humano que seja assim. Por isso, inclusive, a Procuradora Eleitoral Sandra Cureau tem toda razão no que disse ao repórter Roberto Maltchik: é impossível comprovar o caixa 2. Não há como.

Roriz IMPUGNADO no TRE, SATISFAÇÃO em Brasília, ALEGRIA no Brasil. Vai perder no TSE e no STJ

Quando o projeto Ficha Limpa foi aprovado, deixei claro num comentário: “Quem RENUNCIOU a qualquer MANDATO para não ser CASSADO, estará ENQUADRADO“. É o caso de Roriz, registrei imediatamente.

Hoje, terminando às 17,20, o TRE de Brasília, por 4 votos a 2, IMPUGNOU o registro da “CANDIDATURA” Roriz. O relator, Luciano  Vasconcellos, num voto admirável, deixou bem clara a situação, foi seguido por mais 3 membros.

Roriz ficou desconsolado e desesperado, seus advogados vão recorrer. Mas o que é que um cidadão, que se elege senador gastando uma fortuna, pode alegar para RENUNCIAR a 7 anos e 6 meses e meio desse MANDATO? Lógico, já podem descobrir candidatos decentes, o caminho está aberto. (Todos os sites deram a notícia, mas o primeiro foi o Correio Braziliense).

O TRE e o TSE sabem quem é Sergio Cabral?

Se não sabem, podem encontrá-lo diariamente no movimentado “Pólo de Cinema” do RioCentro. Lá, 300 pessoas trabalham para a sua candidatura. Ninguém reclama, pagamentos adiantados e sem “regatear”, que palavra.

E não para por aí. Serginho cabralzinho, que tem muito conhecimento das coisas, conhece o ditado, “o gado engorda com o olho do dono”.

Então, pela manhã ou à tarde, vai verificar como estão as coisas. Qual o problema de deslocamento, entre Laranjeiras e Jacarepaguá? Nenhum. Vai e volta de helicóptero, sobrevoando os múltiplos engarrafamentos. Em quatro anos, NADA FEZ para melhorar o trânsito para a Barra da Tijuca, que se danem os moradores.

Aliás, como já contei aqui, o governador demonstra uma predileção absurda pelo helicóptero. Por isso, nos últimos anos, com o incessante sobe-e-desce dos “helicópteros cabralinos”, a vida dos moradores no Parque Guinle, em Laranjeiras, virou mesmo um inferno.

Além do barulho ser realmente ensurdecedor, as hélices dos modernos e possantes helicópteros desfolham as árvores e levantam muita poeira (a área junto ao palácio Laranjeiras, residência do governador, é uma belíssima reserva florestal, preservada desde o tempo do Império).

Os apartamentos vizinhos têm que manter as janelas fechadas e os terraços das coberturas ficam imundos. Para os moradores, é impressionante o que está acontecendo, porque muitas vezes os helicópteros chegam, descem e ficam até 10 minutos pousados, com as turbinas e as hélices em funcionamento, até que “autoridade” (seja ela quem for) se digne a embarcar.

O problema maior, logicamente, é o risco de acontecer um acidente, num bairro densamente povoado. Há alguns meses, houve um problema num dos helicópteros, que decolou com dificuldade, ficou parado no ar sobre a Rua das Laranjeiras, parecendo desgovernado, pois girava em torno de si mesmo, e com impressionante lentidão enfim conseguiu voltar e pousar na área do palácio.

Já contei aqui que os moradores já encaminharam diversas queixas ao governador, sem sucesso. A única providência dele foi mandar que molhassem constantemente o local onde os helicópteros pousam, mas pouco adianta, porque o entorno é a reserva ambiental, e a poeira da terra sobe assim mesmo.

A maior curiosidade dos moradores é saber: 1. Quem usa tantos helicópteros? 2. Por que usa? 3. Para que usa? Essas dúvidas são procedentes, porque esporadicamente, quando o governador sai de carro,  mesmo assim continua o sobe-e-desce de helicópteros.

Cabralzinho filhinho não demonstra ter medo de andar de helicóptero, mas com toda a certeza morre de medo de sofrer um atentado. Quando sai de carro, a comitiva é formada da seguinte maneira: motocicletas de policiais militares à frente, atrás e pelos lados da caravana; três carros de luxo pretos, com seguranças, à frente, outros três atrás, e duas vans brancas, com vidros escuros e impenetráveis, que seguem no meio do cortejo (uma leva cabralzinho, a outra só faz figuração, não leva ninguém).

Cabralzinho usa duas vans iguais, para que os possíveis autores de algum atentado não possam saber com certeza em qual dos veículos o governador se encontra. Isso é que é pretensão. Quem se interessaria em fazer um atentado contra figura tão inexpressiva e sem importância? Seria uma bestial perda de tempo.

No desespero, os moradores do Parque Guinle cansaram dos apelos a cabralzinho e fizeram uma queixa formal à ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil). A resposta foi incisiva, decisiva e definitiva: o local não é adequado para pouso e decolagem de helicópteros e há enorme risco para a população do bairro.

Os líderes dos moradores então voltaram a procurar cabralzinho e o informaram sobre o relatório da ANAC. Resposta dele: “Sou o governador e os helicópteros pousam onde eu bem entender”. Diante, disso, os moradores acionaram o Ministério Público, mas o inquérito estranhamente não anda. Estranhamente? Ora, todos sabem por que não anda.

***

PS – Os jornalões e as televisões não se interessam pelo assunto, silenciados pelas generosas verbas de publicidade do governo estadual. Por isso, esse problema é sempre tratado com exclusividade apenas neste blog, em primeira mão.

PS2 – O comportamento de cabralzinho é irregular, porque os helicópteros do governo estadual não podem ser usados em campanha. O próprio presidente Lula, que sempre diz que NÃO SABIA DE NADA, no caso sabe que não pode usar os helicópteros da Presidência na campanha milionária de Dilma.

PS3 – Mas para serginho cabralzinho filhinho, esse menino que nasceu e cresceu pobre, no subúrbio de Cavalcanti, e hoje se diverte enriquecendo na política, helicóptero é uma espécie de eletrodoméstico de uso pessoal, embora custeado pelo povo. Que República.

Reforma partidária JÁ, INDISPENSÁVEL, URGENTE, para que o cidadão-contribuinte-eleitor, NÃO FIQUE APRISIONADO entre TRÊS INÚTEIS, INCAPAZES, INCOMPETENTES

Luisgeraldosantos:
“Helio, nos outros países, os homens ficam eternamente nos cargos, como Sarney, Passarinho, Marco Maciel, Jader Barbalho, Maluf e tantos outros?”

Comentário de Helio Fernandes:
Há dezenas de anos, luto por uma reforma partidária, que incorpore o que existe de melhor pelo mundo na legislação política, eleitoral, partidária. Isso não tem nada a ver com CÓPIA ou IMITAÇÃO, e sim de aproveitar o que deu certo em outros lugares.

Só de passagem, na oportunidade, embora econômica: por que nenhum país aproveita o mentiroso, perigoso (enriquecedor de grupos elitistas), que é o “DÉFICIT PRIMÁRIO”? No mundo, só existe SALDO ou DÉFICIT.

Esse PRIMÁRIO é uma forma de embuste, fraude, mistificação, para ENGANAR o cidadão com o que chamam ECONOMIA para os juros, Garantem: “Economizamos 90 BILHÕES este ano”. Afirmação criminosa, isso é para AMORTIZAR juros da DÍVIDA MALDITA.

Voltemos à POLÍTICA, que segundo Platão, é “a arte de governar os povos”. Política e economia se FUNDEM INDISSOLUVELMENTE, só que no Brasil, tudo não passa de politicalha.

Por isso, luisgeraldosantos, todos esses inúteis que você citou, ficaram e ficarão eternamente nos mais variados cargos, saltitando, que palavra, de um lugar para outro.

Respondendo pela ordem que você colocou. José Sarney – Jamais trabalhou na vida. Em 1954, não se elegeu deputado federal, ficou como segundo suplente, tinha 24 anos. Em 1956, assumiu, se filiou à Frente Parlamentar Nacionalista, o melhor e mais progressista que havia na Câmara.

Que carreira, que títulos, que fortuna. O Maranhão era dominado pela oligarquia Vitorino Freire, disse que ia DERRUBÁ-LA, cumpriu a palavra. Só que implantou outra mais duradoura e eclética, que completa agora 45 anos, apesar de todos os escândalos, dele e dos filhos.

Como sócio do “governador” Abreu Sodré, foi enriquecendo maravilhosamente . Em 1965, sem voto, sem povo, sem urna, “ajudado” pela ditadura, foi “feito” governador. Não parou mais. Em 1970 senador, em 1978 reeleito.

Depois de ter servido à ditadura de todas as formas, sempre docilmente,”sentiu” a hora, deu um “murro na mesa”, foi feito VICE de Tancredo em MAIS UMA INDIRETA. Todos conhecem a tragédia do 21 de abril de 1985, convulsão nacional e Sarney “presidente”.

Deixou a “presidência” em 1990, (janeiro), nesse mesmo 1990, (outubro) novo mandato de senador. Até 98, a filha era governadora, inventou a “transição” para o Amapá, nem sabia onde ficava. Está no quinto mandato de senador, que vai até 2014. Deixa alguma realização dessa longa vida? Só a fortuna, para os herdeiros, que nem precisarão.

Jarbas Passarinho – Há dias contei a sua “história trágica-melancólica” para o país. Não cumpriu nem os cargos para os quais foi NOMEADO. Dia 11 de janeiro completa 90 anos (perdão, 91), acredita que como presente de aniversário receberá algum cargo.

Marco Maciel – “Biografia” saiu ontem (ou anteontem), tão nefasto, ou mais, como eu disse, por não roubar pessoalmente. Mas assistiu LEVAREM o patrimônio do país, na ditadura e depois, NÃO QUEBROU O SILÊNCIO PARA PROTESTAR. JAMAIS.

Jader Barbalho – “Coincidência”, sua carreira e fortuna se ligam a Sarney e Passarinho. Corrupto por vocação, convicção e destinação, foi duas vezes ministro nomeado por Sarney, para “eleger” outra vez Passarinho ao Senado.

Impune e imune, dono de uma fortuna “construída” nos Ministérios da Previdência e da Reforma Agrária, não esperava ter que RENUNCIAR PARA NÃO SER CASSADO. Mas continua impávido e altaneiro, em plena atividade.

Paulo Maluf – Esse tem “história” tão reluzente e enriquecedora que o povo brasileiro conhece de sobra. Inventou três coisas geniais e inesquecíveis.

1 – A fortuna se multiplicou com a abertura de vias de acesso que chamou de MARGINAL, fina ironia com os empreiteiros e empreiteiras, sempre as mesmas.

2 – É possuidor, em PARAÍSOS FISCAIS, da importância de 442 MILHÕES DE DÓLARES, que repete incessantemente: “NÃO TENHO um dólar que seja no exterior, quem descobrir, pode ficar com tudo”.

3 – Candidatíssimo a tudo no seu país, (aqui mesmo, o Brasil) livre e absoluto, SERÁ PRESO EM QUALQUER PAÍS ONDE DESEMBARCAR. Pode dizer, orgulhoso: “No mundo inteiro, sou o único cidadão a ser preso em todos os países”. Que República.

Tudo isso poderia ser evitado, com a INDISPENSÁVEL REFORMA PARTIDÁRIA, examinando e ACEITANDO, 10 itens que relacionei, e principalmente ADOTANDO DOIS QUE EXISTEM NOS EUA, desde 1952, com a EMENDA CONSTITUCIONAL número 24.

1 – O cidadão que se candidatar a qualquer cargo eletivo, SÓ PODERÁ OCUPAR ESSE CARGO. Lógico, poderá RENUNCIAR para exercer outro, mas não pode, digamos, ser senador (ou deputado) e Ministro. (Lá, Secretário).

O melhor exemplo está aí: Hillary Clinton era senadora, ainda tinha 3 anos e 11 meses de mandato. Convidada para Secretaria de Estado, teve que renunciar ao resto do mandato no Senado, e que resto. Aqui, acumulam, que maravilha viver.

2 – Outro fato que também é VISIBILÍSSIMO: o cidadão, seja quem for, depois de 8 anos presidente, não pode ocupar mais nenhum cargo público, NOMEADO ou ELEITO. Obama, que também era senador, RENUNCIOU, vai ficar, digamos, dois mandatos, DEPOIS, mais nada, nem VEREADOR DE SUA CIDADE.

***

PS – O presidente Reagan, que deixou a presidência com alto índice de aprovação (?), teve que ir para casa. E Bill Clinton está aí para mostrar a força dessa RENOVAÇÃO. Faz conferências, viaja pelo mundo, APENAS COMO PARTICULAR.

PS2 – Obama é a primeira consequência dessa emenda de 1952. Começou com Eisenhower, que só pôde ficar até 1960. E os outros, seguindo nessa DECISÃO E DIREÇÃO.

PS3 – Finalmente, a adoção do VOTO DISTRITAL, queriam adotar o CRIMINOSO E VERGONHOSO VOTO DE LISTA, OS “LÍDERES DA CÚPULA” SE ETERNIZARIAM MAIS AINDA.

PS4 – Não é o povo que NÃO SABE VOTAR, como insinuam ou AFIRMAM ABERTAMENTE. De que adianta escolher entre os três únicos candidatos, Dilma, Serra e Marina, se não têm a menor representatividade, quer dizer, “representam” o mesmo NADA?

PS5 – Perdão, desculpa, relevem o equívoco: não existem apenas três. Estão registrados mais 7 (S-E-T-E) nomes, nenhum deles atinge a fabulosa VOTAÇÃO DE 1 POR CENTO.

ARMAÇÃO contra garotinho, favorecendo cabralzinho

Gostem ou não dele, o ex-governador e ex-candidato a presidente (2002, com 15 milhões de votos) foi vítima de uma trama. Não apenas para prejudicá-lo, mas para beneficiar a reeleição do desgovernador.

Não há dúvida ou contestação: cabralzinho ficou sozinho (rima e é verdadeiro) para mais 4 anos num dos estados mais importantes do país.

Até onde chegaremos nessa volúpia de RETROCESSO POLÍTICO, que é sinônimo de RETROCESSO financeiro, econômico e administrativos

O inaceitável e indescritível Rio e sua politicalha

Temos que suportar a reeeleição de cabralzinho e seu governo do nada. Perdão, há quase 4 anos, pensa (?) no Trem Bala, a inutilidade mais cara que já existiu por aqui.

Pelo menos, duas
ótimas notícias

1 – Picciani está fatalmente derrotado para senador. Chega em quarto lugar e olhe lá. Sempre torci para “que fosse candidato”, minha justificativa irrefutável: “Fica sem mandato, embora não vá devolver o dinheiro que acumulou”.

2 – Wladimir Palmeira candidato a deputado federal para “puxar” voto para o PT. Em 1998, candidato FAVORITO a governador, Lula e Dirceu (ainda fora do Poder), fizeram intervenção no PT do Rio. Motivo: medo da LIDERANÇA verdadeira que surgiria. Há 12 ANOS.

Eleição difícil no Sul?

Tarso Genro, pouco antes de se desincompatibilizar, disse abertamente: “Serei o novo governador do Rio Grande do Sul, ganharei no primeiro turno”.

Só estava exagerando na facilidade (primeiro turno), mas lidera as pesquisas. Já foi prefeito de Porto Alegre, diz que “não perderá para um ex-prefeito”, do PMDB. E a aliança nacional, PT-PMDB?

Delfim Netto, um dos maiores corruptos da República, continua inatingível

Altivo Moreno:
“E Delfim Netto, não merece uma biografia esclarecedora? Foi absoluto na ditadura, continuou, “aconselha” governos, manda de verdade, e nada lhe acontece?”

Comentário de Helio Fernandes:
Puxa, Altivo, aqui mesmo já tratei desse ministro da ditadura, o mais poderoso de todos (fora o que publiquei quando era ministro). De 1967, (ministro da Fazenda de Costa e Silva) até 1981 (novamente ministro da Fazenda, com Figueiredo), mandou discricionária, autoritária e ditatorialmente.

Como Geisel tinha horror a ele, ia ficar sem nada nesses 5 anos. O novo “governador” de São Paulo, Paulo Egídio Martins, (playboy que vivia no Rio) era sempre ofuscado por Delfim, pediu ao “presidente” para nomeá-lo embaixador, ei-lo em Paris, com dois endereços. O OFICIAL e o OFICIOSO. Foram tais os escândalos que o Adido do Exército na França mandou dossiê impressionante e RESERVADO, que na época, publiquei na íntegra. Desculpe, Altivo, Delfim é inatingível. Continuou em Paris, o coronel que fez a DENÚNCIA-DOSSIÊ, passado para a reserva.

O vencedor do debate

Carlos Chagas

Impressionar-se com o último livro que leu  acontece com muita gente, em especial os  jovens. O tempo, depois, se as leituras continuam, encarrega-se de ir deixando marcas e lembranças capazes de formar um conjunto ordenado, racional e  menos influenciável.

Assim deveria acontecer na campanha presidencial,  diante da rotina dos candidatos, mas, pelo jeito, eles, seus assessores e até os jornalistas  voltam-se  para os acontecimentos de ontem  como se  caracterizassem definitivamente  a sorte da eleição.   Sejam pesquisas, declarações infelizes, denúncias,  sucesso em algum comício,  reuniões proveitosas ou debates,  os fatos da véspera  fazem  as cabeças.

Vale  apostar que na sexta-feira, pela manhã, muita gente estará considerando eleito o candidato que tiver se saído melhor no debate da noite de quinta-feira, na TV-Bandeirantes. Tanto faz se tiver sido Dilma ou Serra, ainda que Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio possam ter superado os demais. É bom ir com calma, não só porque outros debates virão. A continuidade da campanha é que levará o eleitor  à decisão final.

Assim, parece precipitado apregoar que o vencedor do debate já ganhou a eleição, como certamente se ouvirá nas esquinas e se lerá nas colunas.  Precipitação, paixões e interesses variados costumam  induzir as pessoas a erro.

Tiraram o tapete

Deve o  Lula estar irritado com a  resposta seca e mal-educada do ministério de Relações Exteriores do Irã diante da proposta de ser enviada para o Brasil e não apedrejada em Teerã a mulher lá condenada à morte por adultério. Porque além de haver demonstrado humanidade, nosso presidente moveu mais uma peça no xadrez da política internacional.   Parece que  perdeu uma torre ou um bispo. Aceitar a sugestão brasileira teria sido, para os aiatolás,  uma prova de boa vontade. Uma evidência de que não são assim tão radicais nem medievais.

Ao contrário, o porta-voz da chancelaria iraniana chamou o Lula de desinformado, sem conhecer suficientemente o caso envolvendo a infeliz Sakinah Ashtiani. Ora, que “caso” levaria o governo daquele país a  matar uma mulher a pedradas em pleno Século XXI? Se agem dessa forma num episódio que nem geraria  processo criminal no resto do mundo, como agirão quando tiverem dominado a tecnologia nuclear capaz de levá-los a possuir a bomba? Ao primeiro sinal de crise vão jogá-la em cima de alguma cidade.

Em termos de Irã, deve o Brasil fechar a janela e nem olhar mais para aquelas bandas.

Cadeia neles…

O caos nos aeroportos aconteceu agora por conta da empresa Gol, responsável por cancelar num único dia trezentos vôos marcados e pagos pelos indigitados passageiros.  Para eles, intermináveis horas de espera, obrigados a dormir no chão e a receber maus-tratos de funcionários desqualificados, que nem informar sabiam.

Tem solução? Tem. Primeiro, multar a Gol e intimá-la a indenizar a multidão de prejudicados. Em seguida,  cassar-lhe a concessão,  levando seus proprietários à barra dos tribunais. Cadeia neles, pelo descumprimento dos contratos.

E depois? –  perguntarão os cultores da prevalência do mercado e do neoliberalismo.  Depois, que o poder público avoque a função de administrar o transporte aéreo, porque pior do que  a iniciativa privada vem fazendo não é possível.  Ou a Força Aérea Brasileira, estatal, não funciona exemplarmente, apesar da falta de recursos?

Os candidatos e os partidos

Se o PT aumentar suas bancadas no Congresso, terá sido mais pela presença do Lula do que de Dilma  Rousseff na campanha. Aliás, a eleição da candidata está na razão direta da popularidade do presidente.

No reverso da medalha, se o PSDB  perder deputados e senadores, a queda será debitada a José Serra. Pelo menos, é como raciocinam alguns dirigentes do partido.

Lá e cá, erros há. Porque  a diminuição ou ampliação das bancadas depende muito mais da performance dos diretórios estaduais.  Companheiros e tucanos votarão  nacionalmente nos estados para escolher o próximo inquilino do palácio do Planalto, mas para seus representantes no Congresso, pesarão muito mais os  fatores locais. Até porque, poderá acontecer a ironia: Dilma eleita e o PT menor. Ou Serra vencedor e o PSDB minguado. Sem candidato presidencial, não é por aí que o PMDB pretende continuar mandando no Legislativo?

Mullen revive MacArthur e invade área de Obama

Pedro do Coutto

Absolutamente incríveis as declarações inoportunas do general Mike Mullen, chefe do Estado Maior das Forças Armadas, de que os Estados Unidos possuem um plano de ataque ao Irã como recurso para impedir que Mahmoud Amedinejad fabrique a bomba atômica. O general, assim agindo, concretamente invadiu a área de exclusiva atribuição do presidente Barack Obama. Repetiu a atitude tomada pelo general Douglas MacArthur, em 1951, governo Harry Truman, em plena guerra da Coréia, quando afirmou que a alternativa para terminar o conflito seria lançar uma bomba atômica contra a China que oferecia apoio militar à Coréia do Norte. Mas este era um assunto de política externa, atribuição exclusiva da Casa Branca. Truman demitiu sumariamente o general, embora MacArthur fosse um herói da Segunda Guerra Mundial e de 45 a 49 exercera o posto de governador geral do Japão ocupado. A luta entre Coréia do Norte e Coréia do Sul começou em 1950 e MacArthur era o comandante-em- chefe das forças americanas no conflito. O presidente não tolerou a interferência do general em tema políticos.

A historia se repete agora com Obama na presidência. Mullen detonou seu conceito e, com isso, ultrapassou a zona política da guerra. Passou o limite. Obama talvez tenha respondido indiretamente a Mike Mullen, anunciando no dia seguinte a retirada das tropas americanas (80 mil homens) do Iraque. Mas foi cauteloso, pois disse que uma parte seria enviada para reforçar as posições norte-americanas no Afeganistão. Há menos de um mês Barack Obama demitiu o general Parker de um comando no Iraque por ter assumido posição crítica em relação a ele, acentuando que não era preparado. Demitiu, mas não puniu. Com esta decisão, abriu uma brecha no sistema de poder. Mullen passou por ela para lançar a ameaça militar. Não lhe competia entrar nesta questão. O Globo e a Folha de São Paulo deram grande destaque ao episódio, mas sem relembrar o precedente de 51.

Mullen extrapolou. Disse, de acordo com o publicado pelos dois jornais que, por sua vez, traduziram os textos do New York Times e das agências internacionais de noticias. Vejam só: os Estados Unidos – declarou Mullen – têm a opção da ação militar. Ela tem estado sobre a mesa e segue sobre a mesa. É uma das alternativas que o presidente Obama possui. Espero, entretanto, que não cheguemos a esse ponto. Mas é uma opção importante, muito bem compreendida pelo Irã. Mike Mullen não se conteve e foi além, alargando sua visão para a esfera internacional. O eventual ataque ao Irã – sustentou – teria consequências imprevisíveis para a estabilidade de todo o Oriente Médio.

O general incendiou a questão. Já que o embaixador iraniano na ONU, Mohamed Khazai, entrou no debate público para dizer que se o país for atacado por Washington, deixará Tel Aviv em chamas. Ameaçou, por seu turno, o Estado de Israel. Fácil perceber em que pé se encontra o governo de Jerusalém, por seu turno relembrando a ameaça de que foi foco, em 67, pelo presidente do Egito, Abdel Nasser. Nasser foi à televisão no Cairo e anunciou que, no dia seguinte, suas forças estariam em Tel Aviv para cortar a cabeça dos israelenses. Nasser chegou a se dirigir especialmente aos jornalistas: saiam de Tel Aviv, pois amanhã estaremos aí e será muito difícil saber quem é jornalista e quem não é. Minutos depois, governo Golda Meir, a aviação israelense levantava vôo e arrasava a egípcia no solo.

Mike Mullen deixou o mundo sob tensão. Não se conteve no seu limite e criou grave problema para a autoridade de Barack Obama. O presidente ficou em xeque no episódio. Vai certamente minimizá-lo. Mas isso será suficiente

Versões e verdades sobre a importância de 1963, o ano que projetou a política brasileira para outro vergonhoso e sangrento período ditatorial

Assíduos participantes do blog, voltam a 1963, trazem contribuição, apresentam versões, muitas bem razoáveis, outras sem sentido. Responderei sem contestar. Às vezes, retificando.

Assim, enquanto a campanha eleitoral mergulha na mediocridade, numa profundidade inimaginável, por exigência dos seguidores, voltemos a 1963. Não por causa da minha primeira prisão e o meu primeiro julgamento, mas pelo que 1963 representaria para 1964.

Como eu disse que todos poderiam concordar, discordar, analisar e responder, para satisfação geral, como eu citava fatos, fatos, fatos, e não trazia a impressão de auto-elogio, se limitaram a sugerir novos episódios.  47 anos decorridos, permitem interpretação do que aconteceu.

José Antonio traz a versão do “maquiavelismo”. Os generais teriam me dado “um furo”, eu acreditei, “caí nele”, era o que pretendiam, me deixar satisfeito com o “furo”. Desculpe, ninguém ali era “maquiavélico”, e sim ambiciosos, sedentos de Poder.

De qualquer maneira, José Antonio, tendo o repórter na mão um documento OFICIAL, com os carimbos SIGILOSO e CONFIDENCIAL, não deixaria de publicar de maneira alguma. Não era o meu direito, e sim a minha obrigação. Pelo documento e pela autenticidade da fonte.

O cultíssimo, estudioso e altamente competente e participante Schossland, (que vem em linha reta da Tribuna de papel) considera que a fonte não era confiável, Cordeiro de Farias “seria conservador”, perdera a eleição de 1950 no Clube Militar para o general Newton Estilac Leal, de esquerda e bem radical.

A eleição de 1950 é verdadeira, a vitória também. Só que Estilac foi apoiado por Vargas, (pela primeira vez na vida eleito presidente) e pelos generais que perderam em 1945 com o fim da ditadura e do ditador.

Tanto isso é verdade, que quando Golbery e Lacerda (então amicíssimos) começaram campanha para a NÃO POSSE de Vargas, em 1951 Estilac deixou a presidência do Clube Militar, assumiu o Ministério da Guerra, a “oposição” desapareceu. Naquela época só generais da ativa podiam presidir o Clube histórico. (O Marechal Hermes da Fonseca deixou a Presidência da República em 15 de novembro de 1914 e foi presidir o Clube). Hoje só militares da reserva podem presidi-lo.

Além do mais, informação não tem IDEOLOGIA. Se o informante era altamente respeitado, por que procurar depreciá-lo? Cordeiro tinha biografia mais consistente, Estilac apenas um apelido e mais nada, ficou pouquíssimo tempo ministro. Garantiu a posse, não podia garantir O GOVERNO, que NÃO EXISTIRIA, foi DEMITIDO.

Também é impossível desconhecer o destaque de Cordeiro de Farias, nos mais diversos tempos, incluindo a ligação com Vargas. Em plena ditadura, quando morreu o Interventor do Rio Grande do Sul, general Daltro Filho, quem foi nomeado para substituí-lo? Cordeiro de Farias.

Deixou o cargo para ir para a Itália com a FEB. Foi destacado (general), e Castelo Branco era ainda tenente-coronel, e como o marechal Floriano de Lima Brayner conta em dois livros importantes, foi total VEXAME,  quase criminoso, ao planejar o ASSALTO AO MONTE CASTELO, a grande perda da FEB,

Mais tarde, Cordeiro foi GOVERNADOR ELEITO DE PERNAMBUCO, o Estado mais ESQUERDIZADO DO BRASIL. Como considerá-lo de DIREITA?

No histórico 29 de outubro, quando Vargas se agarrava de todas as maneiras ao Poder, e tresloucadamente nomeava o irmão Beijo (estróina, que vivia em cassinos, bêbado e dando tiros para o alto) para o importantíssimo cargo de Chefe de Polícia, o próprio ditador dizia publicamente: “Só morto saio do Catete”. Foi Cordeiro que o procurou e explicou: “Presidente, o senhor não tem mais nenhum apoio, o Exército dará a garantia de que nada lhe acontecerá”.

Vargas aceitou, saiu bem vivo com o Cardeal protegendo-o. (O mesmo que acontecera com Washington Luiz, derrubado por Vargas em 1930, faltando 42 dias para o fim do mandato. Só que fora eleito).

Martim Berto Fuchs, aparece com outra versão, de jeito algum despropositada. Segundo ele, Jango agradava aos dois lados. “Prendia o jornalista, que combatia os grupos multinacionais, e agradava Roberto Marinho e Lincoln Gordon”. É possível, é possível, em matéria de contradição, nada era impossível para João Goulart.

Edson Carvalho, revelando (ou parecendo) sua formação, dá como fundamental para tudo o que aconteceu a partir dali, fatos militares de importância, extraordinários e que não podem ser contestados. “A PASSAGEM PARA A RESERVA DE OFICIAIS NACIONALISTAS”, que procuravam impedir o domínio da tropa por comandos ULTRA-DIREITISTAS.

E foi o que aconteceu. Edson traz a sua palavra de historiador militar, como Nelson Werneck Sodré, e indo bem mais longe, Sergio Buarque de Holanda. Embora os dois não tivessem a menor ligação no tempo e nas convicções, as citações reforçam a seriedade do depoimento.

Obrigado ao Marcilio pelas considerações, pelos comentários, e a todos pelo interesse (histórico, coletivo e não pessoal) em debater e tentar desvendar o que aconteceu em 1963.

Consequencia das VITÓRIAS e DERROTAS de ALTOS GENERAIS, em 1945, 1950, 1955, 1961, nesse 1963 e 1964, que APANHOU TODOS OS CONSPIRADORES DESPREPARADOS. Menos os militares.

***

PS – É fascinante para todos nós, o debate a partir de episódios vividos ou participados, longe das enciclopédias que podem ser consultadas apressada, fugaz, voluptuosa ou satisfatoriamente.

PS2 – Alguns dos que se intitulam HISTORIADORES, confessam que vão ou foram BUSCAR as “suas verdades” nos jornais de época. É a “memória”, retirada do freezer do tempo, servida de maneira inteiramente CONGELADA.

PS3 – Muitos podem acreditar que, como cito de 1945 a 1964, 19 anos seria um tempo exagerado. Vários deles vieram de 1930 e chegaram a 1964, é a pródiga e prodigiosa geração de 22/24.

PS4 – Para alguns poucos, elogio. Para outros, apenas o exercício “repetido e exuberante do Poder”, sem qualquer respeito ou consideração pela coletividade.

MATEMATICAMENTE: governadores sempre se elegem senadores

Dificilmente perdem, não há renovação, mesmo que sejam moços. Aécio, em Minas, pode não eleger seu vice, mas ganha facilmente. No Amazonas, Eduardo Braga deixou o governo, será senador e ainda colocou a mulher como suplente, quer ser ministro, com qualquer ocupante do Planalto-Alvorada.

No Paraná, Requião queria arriscar tudo para ser candidato a presidente, o PMDB tem pânico de exercer o governo, quer se aproveitar de tudo.

Em outros estados, governadores tentam a reeleição sem terem sido eleitos.

Paulo Solon: Serra e Dilma
representam a mesma coisa

Concordo inteiramente com você na apreciação dos dois mandatos. O Brasil entregue a Serra ou Dilma (Marina não tem a menor chance e seria a mesma inutilidade), em que esperança pode ADMITIR ou ACREDITAR.

Números irrelevantes, serão influentes?

Sentindo a queda (inevitável) da popularidade, o presidente Obama resolveu aparecer num programa não formal. Preferiu entrevista pessoal. Escolheu um programa atuante mas não muito conflitante. Examinou e decidiu.

Deu entrevista a um talk-show (desculpem), que começa às 7 da manha. É dirigido preferencialmente às mulheres, que por obrigação, a essa hora estão em plena atividade. Audiência anunciada pela própria televisão: 3 milhões de pessoas, diariamente. Serão sempre os (ou AS) mesmos?

O número parece excelente, 3 milhões assistindo? Mas a empolgação diminui, quando se constata: a população dos EUA, é de 300 milhões de habitantes. A audiência se reduz para 1 (UM) por cento.