Não dá para enquadrar José Serra

Carlos Chagas

Para fugir um pouco do noticiário atual, pleno de escândalos e lambanças praticadas no Congresso e fora dele, melhor tema não há do que prospectar o futuro. Claro que por nossa conta e risco, sem compromisso com o que poderá acontecer daqui a quinze minutos.

Vamos supor que José Serra seja eleito presidente da República, coisa que as pesquisas continuam indicando. Será, o retorno dos tucanos, uma volta às profundezas do neoliberalismo, das privatizações, da supressão dos direitos sociais que restaram, da prevalência das elites financeiras, mais ainda do que Luiz Inácio da Silva realizou?

De início, é bom ressaltar que a ascensão de nossos presidentes da República vem tendo, como característica, a frustração de quantos votaram conscientemente neles. Afinal, o país elegeu Tancredo Neves e acabou assistindo José Sarney no poder, alguém que pelo menos ideologicamente representava o oposto. Pulando Fernando Collor, eleito por medo da classe média diante do Lula, veio Fernando Henrique. Acreditava-se não apenas em seus dotes intelectuais, mas, em especial, no fato dele exprimir a esquerda consciente, não radical, disposta a dar alguns passos adiante no processo de aprimoramento social. Infelizmente, foi o que se viu: a adesão do novo presidente aos mais conservadores postulados elitistas.

A solução parecia levar os seus contrários ao poder, ou seja, votar no Lula para mudar tudo. Votamos, pela quarta vez, e o novo chefe do governo indignou mais da metade dos seus eleitores, adotando a mesma política econômica anterior, ainda que respingada pelo assistencialismo.

Pois agora pode estar se repetindo o mesmo fenômeno, só que ao contrário: por que imaginar que José Serra exprimirá o retorno do neoliberalismo integral? Só porque é tucano e integrou o governo de FHC? Ele pode surpreender, ou, ao menos, fornecer expectativas opostas. Jamais a volta aos tempos em que presidiu a União Nacional dos Estudantes, exilou-se no Chile e foi considerado um perigoso agitador marxista. Nunca o orador inflamado do comício do dia 13 de março de 1964, mas, quem sabe, alguém capaz de mudar o jogo econômico-financeiro. Um presidente em condições de obstar a política praticada em favor do andar de cima, através de favores e benesses aos bem aquinhoados, mas, ao menos, voltado para as agruras da classe média, sem abandonar as conquistas do andar de baixo.

Dada a característica singular da personalidade do governador de São Paulo, sempre fechado e sem humor, ranzinza a vida inteira, jamais será possível entrever suas verdadeiras concepções.

Há quem pense, assim, que a imaginária posse de Serra no primeiro dia de janeiro de 2011, deixará muita gente de calças na mão.

Formigas e formigueiros

Até agora, a arrogância não era incluída nos defeitos de Sergio Gabrielli, presidente da Petrobrás. Passou a ser. Em Nova York, semana passada, referindo-se à CPI que no Senado investigará a empresa, saiu-se com a afirmação de não ser verdadeira a máxima do “o que vem debaixo não me atinge”. Disse que atinge sim, como, por exemplo, o cidadão ficar de pé sobre um formigueiro.

Nem é preciso traduzir. Gabrielli sente-se atingido pela CPI da Petrobrás, comparando os senadores a formigas e o Senado, a um formigueiro. Pior não poderia ter falado, devendo cuidar-se, porque se as formigas ficarem bravas, podem morder para valer.

Ainda no tema Petrobrás, um registro oportuno. Os senadores Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos bateram firme no próprio partido, o PMDB, diante de rumores sobre seus líderes andarem pleiteando a diretoria da Petrobrás que cuidará da extração no pré-sal. A ser verdadeira a pretensão, disse o gaúcho, será o escândalo dos escândalos, em especial se na barganha estiver inserido o apoio ao terceiro mandato.

O problema é que de certos setores do PMDB espera-se tudo. E não adianta dizer que até o palácio do Planalto ficou indignado, porque a sede do poder encontra-se em obras e, até agora, todas as reivindicações fisiológicas dos partidos aliados vem sendo religiosamente atendidas.

O milagre e o santo

Denunciamos dias atrás que junto com as manobras do terceiro mandato emergiam algumas alternativas, como a da prorrogação de todos os mandatos até o primeiro dia de 2013. Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais teriam seus períodos prorrogados até a eleição dos novos prefeitos e vereadores, sob o pretexto da coincidência de mandatos. Uma vergonha, um casuísmo cabeludo. Vale, agora, depois de referido o milagre, citar o santo: é o deputado Sandro Mabel.

Para ele, o país economizaria bilhões e todos ficariam felizes, porque o Lula permaneceria mais dois anos no poder, os governadores também, até José Serra e Aécio Neves, além de todos os senadores e deputados, bem como suas mordomias.

Convenhamos, o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera, como sempre vem dizendo mestre Hélio Fernandes.

É preciso fulanizar

Na Turquia, o presidente Lula denunciou empresários brasileiros como responsáveis pelos efeitos da crise econômica. Pretendendo ganhar mais, desviaram suas especulações para setores críticos, prejudicando o bom desempenho da produção. Revê toda razão, o companheiro-mór, mesmo tendo escolhido uma singular cenário para a acusação, às margens do Bósforo e sob a sombra da igreja de Santa Sofia. Poderia ter feito a denúncia em território nacional, mas o vazio que fica é outro: que tal o Lula fulanizar sua indignação? Que empresários valeram-se da crise para engordar suas contas bancárias, mesmo às custas da economia nacional? Generalizar, no caso, significa lançar sobre empresários honestos a pecha de bandidos. Pode ser que de novo no Brasil o presidente se anime a dar um passo adiante e até a mobilizar a Receita Federal, a Fazenda Nacional e o Ministério Público para um acerto de contas…

Três coisas, só uma vez

O senador Mão Santa virou personagem nacional, tanto por sua presença permanente no debate das grandes questões políticas quanto por obra da TV-Senado. Passou a ser conhecido no país inteiro e não tem papas na língua. Critica o governo, apesar de pertencer ao PMDB, como também vibra tacape e borduna nas oposições. Semana passada, saiu-se com uma de suas máximas que fazem a alegria ora de uns, ora de outros. Disse que três coisas só se faz uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT. Nem o líder dos companheiros, Aloísio Mercadante, ousou contraditar…

CPI da Petrobras

Nenhuma novidade, a razão é simples: a traição não tem explicação. Todos se sentem traídos ou traidores. E as marcas são eternas. O PSDB completamente arrependido. O PMDB achando que foi longe demais nas exigencias, o Planalto-Alvorada concedeu muito na chantagem. (Como fez com o lobista-chefe Eduardo Cunha, desse PMDB chantagista).

Assim os nomes só sairão não no ultimo esforço ou acordo, mas numa “golfada de sangue”, que a opinião publica não aceitará. Um dia, na distanciados tempos, a CPI será constituída. Para que mesmo?

Fechamento da jogatina na semana

Todos os 4 grandes indices do “mercado” financeiro dos EUA fecharam rigorosamente iguais: estaveis, sem alta ou baixa. O que mostra que jogam com as mesmas fichas, nos mesmos cassinos.

A Bovespa teve movimento mediocre, tanto na cotação como no volume da jogatina. Desde às 13 horas até agora, no fechamento, a Bolsa de São Paulo oscilou entre mais 1% e menos 1%. Ligeiramente, em ambos os casos. O total de negocios, o menor do ano, mas os amestrados não pode comentar: 3 bilhões e 600 milhões, menos da etade da segunda-feira, jogatina de 8 bilhões.

Fiquem preaparados: segunda-feira, feriado nos EUA, banqueiros no Brasil não jogarão, farão o memo que Ronaldo Fenomeno.

Tribuna da Imprensa vai voltar

A leitora Mariana escreveu:
Foi com surpresa que descobri por acaso o seu blog. Mas queria saber se o jornal não vai voltar a sair? Sinto muita falta da Tribuna da Imprensa. Fiquei alegre no dia que li em sua coluna que a indenização à Tribuna ia sair, mas agora não encontro nem mais a Tribuna online. Por favor, não deixe de me responder.

Comentário de Helio Fernandes:
Obrigado, Mariana, pela pergunta, e a resposta vale para todos os que carinhosamente perguntam pela volta do jornal, impresso e nas bancas. O compromisso que assumimos voluntariamente (mas que era obrigatório) foi o de usar a indenização, que já ultrapassou os 30 anos de espera (um inacreditável desprezo pelo direito reconhecido), era e continua sendo: o de pagar as DIVIDAS contraidas por causa da DESTRUIÇÃO pela ditadura e voltar com o jornal. Nada se modificou.

Leia Helio amanhã sobre o câncer de Dilma

Não deixem de ler, este sábado, considerações e reflexões de Helio Fernandes sobre as consequências do câncer de Dona Dilma. Ele não tem nada a ver (como dizem vários leitores) com o câncer de José Alencar. Nem com o TERCEIRO MANDATO de Lula. Este sempre existiu, todos podem protestar, menos FHC e o PSDB, que INVENTARAM A REELEIÇÃO.

Também não adianta responderem: “O próprio Lula diz que não quer”. Pretendiam o quê? A afirmação do presidente, “sou candidato”, podendo até ser processado por estar em campanha? E como já provei, Lula está indo menos contra a Constituição do que foi FHC. Para esclarecer: já que aqui tudo é baseado em INFORMAÇÃO e OPINIÃO, o que escrevemos é INFORMAÇÃO IRREFUTÁVEL.

Atualizando a jogatina

Pasmaceira na “cassinização”. Os bancos, que faturam na alta e na baixa, pararam mais cedo, hoje é sexta-feira, os banqueiros vão para suas fazendas “descansar”, afinal, o “mercado” só tem 20 dias para seu faturamento certo.

Às 13 horas movimentaram 1 bilhão e 400 milhões, duas horas depois ainda estava em 2 bilhões e 400 milhões. A essa hora, o mais baixo dos ultimos anos. Faltam duas horas de pregão, não vai muito longe.

No momento, 50.586 pontos, alta de 0,90, caiu um pouco. Vejamos como estará às 5 da tarde, fechamento do dia e da semana.

Inedito, textual e entre aspas

Lula, corretissimo: “Os bancos são os grandes responsaveis pela crise economica”.

Do FMI, comprometidissimo: “Os bancos vão precisar de ainda de muita ajuda para que a crise chegue ao fim”.

Henrique Meirelles: “Hoje, mais da metade da população do Brasil pertence à classe media”. Sua Excelencia podia explicar o que é CLASSE MEDIA?

Do economista turco-americano Nouriel Roubini, citado pela Folha: Recessão está perto do fim, mas crise economica, não”. Ha!Ha! Ha! Esse deve ser um dos economistas de aluguel, descartaveis. Como a recessão é consequencia da PERDULARIA CRISE ECONOMICA, como pode acabar e a crise continuar?

José Sarney, quem diria: “Não será surpresa se em breve lançarem um novo indice de sexo como indicador da saude economica no lugar do PIB”. Por favor, presidente, gozação ou humanização?

O gato comeu

Carlos Chagas

Depois de um ano de debates, primeiro o Senado, depois a Câmara, aprovaram projeto do senador Paulo Paim estendendo a todos os aposentados o reajuste anual de 16%, igual ao que recebem os aposentados de salário mínimo. Nada mais justo para com velhinhos que durante a vida inteira trabalharam e descontaram índices maiores para a Previdência Social. O diabo é que quando o projeto chegou ao palácio do Planalto, foi vetado pelo presidente Lula, sob a alegação de que levaria a Previdência Social á falência.

A grita foi geral e todos os esforços se fizeram, este ano, para que o Congresso votasse a aceitação ou a rejeição dos vetos presidenciais, mais de mil, que vem desde os tempos de Itamar Franco. Tudo marcado para o passado 13 de maio quando, por pressão do governo, os líderes dos partidos da base adiaram a votação. Sem mais aquela, sem dar satisfações à opinião pública, simplesmente adiaram. Para quando? Só Deus sabe, porque apesar dos protestos do senador Paulo Paim, o presidente do Congresso, José Sarney, não marcou data. Pode ser na próxima semana, por ser pelo Natal ou ficar para as calendas.

Que o governo neoliberal de Fernando Henrique agisse assim, tudo bem. Afinal, foi o sociólogo que criou o tal fator previdenciário, estabelecendo as diferenças de reajuste. Dizem que para promover, em poucos anos, o nivelamento por baixo de todas as aposentadorias, que ficarão iguais às de salário mínimo. Agora, imaginar que o governo dos trabalhadores fosse pelo mesmo caminho desperta, além de indignação, perplexidade. Porque para reduzir impostos da indústria ou liberar dezenas de bilhões de reais para o sistema bancário em situação falimentar, o dinheiro apareceu. Para os aposentados, o gato comeu…

Será que o Supremo barra?

No Congresso, cresce o número de parlamentares dispostos a votar de mentirinha a emenda do terceiro mandato ou um sucedâneo qualquer, sob o pretexto de que agradariam ao governo na certeza de que o Supremo Tribunal Federal, em seguida, consideraria a proposta inconstitucional. Pode não ser bem assim, apesar da opinião contrária de certos ministros. Afinal, o presidente Lula já nomeou sete dos onze integrantes da mais alta corte nacional de Justiça e poderá nomear mais dois, antes que a questão se coloque. Mesmo se um dos novos vier a substituir Ellen Gracie, também nomeada pelo atual presidente, o escore ficará em oito a três. Porque indicados por anteriores presidentes, só Gilmar Mendes, indicado por Fernando Henrique, Celso Mello, dos tempos de José Sarney, e Marco Aurélio Mello, apresentado por Fernando Collor. Deles se espera posição contrária ao terceiro mandato.

Mas na hora em que a decisão se colocar, como se comportariam os demais ministros? Claro que todos, sem exceção, em busca do Bom Direito, sem se deixar influenciar pelo responsável por suas indicações. Isso na teoria, porque na prática as coisas são diferentes. Afinal, se o Congresso tiver aprovado a emenda constitucional respectiva, não será fácil argumentar contra.

Assim, deveriam meditar deputados e senadores interessados em apenas fazer média com o presidente Lula. Deles depende o futuro das instituições.

A honra alheia

Carlos Lacerda, então deputado, debulhava mais uma de suas diatribes, pela tribuna da Câmara, quando um colega paulista o aparteou: “Vossa Excelência é um ladrão da honra alheia!” Resposta imediata de um dos maiores tribunos de nossa história parlamentar: “Então Vossa Excelência não tem nada a perder…”

O episódio se relembra por conta das acusações feitas a montes de representantes do povo, relativamente a seu lamentável comportamento congressual. Não tem nada a perder quantos justificam benesses, mordomias, falcatruas e sucedâneos. O grave é que quando o diálogo aconteceu entre Lacerda e o deputado paulista, este preferiu ficar calado. Hoje, os acusados de haver perdido a honra estrilam, protestam e investem contra a imprensa, por ser ela a abrigar as acusações. Passaram da defesa ao ataque…

Enxugando gelo

Adianta muito pouco os presidentes da Câmara e do Senado ficarem jogando para a platéia e reunindo líderes, constituindo grupos de trabalho e comissões especiais para impulsionar a reforma política. No fundo, José Sarney e Michel Temer sabem que nada será aprovado, do elenco apresentado pelo governo. Muito menos em termos de outras propostas nascidas no próprio Congresso. As mudanças prejudicam interesses variados, apesar de servirem para aprimorar as instituições. A conversa que corre nos corredores parlamentares é de que reformas desse tipo só podem ser promovidas no primeiro ano de cada nova Legislatura. Salvo engano, Suas Excelências estão enxugando gelo.

E no Brasil?

Um grande personagem que conhece a política da Itália a fundo me dizia: “Na política da Itália são 186 mil políticos”. Pergunto o número exato de habitantes, responde: “50 milhões”. Nada mais parecido, politicamente, do que Itália-Brasil. (Exclusiva)

Abertura da "cassinização"

A Bovespa abriu em baixa de 0,73%, com volume pequeno. Às 11 horas já revertera, a baixa se transformou em alta de mais de 1,15%. Mas o volume não chegava a R$ 500 milhões.

Aí, abriram os índices de Nova Iorque, os 4 importantes em alta boa. Mas ao meio-dia a Bovespa alterava pouco, ia para mais 1,26%, quase o mesmo. O volume em R$ 1,4 bilhão, o menor da abertura dos cinco dias da semana.

Corretores que conversavam com o repórter não escondiam a preocupação: “Pode se manter ou até subir, dependendo dos bancos, os maiores jogadores”.

Country Club renovador

O mais aristocrático, sofisticado e desejado clube do Rio não se rendia às mulheres. Agora, primeira vez na sua história, tem uma mulher como conselheira. Também, como recusar, se ela se chama Maria Beatriz Vieira da Cunha e ainda por cima é diretora social altamente competente?

Basquete rotineiro – NBA

A diferença entre os que fazem cestas nos jogos normais e as grandes estrelas da NBA é espantosa. Os chutes de três pontos no basquete normal e da liga americana merecem um estudo. Lá acertam tanto que a federação que comanda a NBA vai anunciar: as cestas de três pontos que valem da distância de 6 metros e 25, passarão a valer de 6 metros e 75. (Exclusiva)

Carros econômicos

Acho que ninguém ficou tão entusiasmado quanto este reporter com a decisão de Obama, determinando a fabricação de carros que percorram 15 quilômetros com um litro de gasolina.

Já fiz vários cálculos de distâncias no Brasil. Continuo examinando a economia formidável. Outro cálculo: da Zona Sul do Rio a Itaipava (Petrópolis), 100 quilômetro exatos. Portanto, gasto de 6 litros e meio, para ir a Itaipava e se hospedar no “Tambo”, uma das mais bonitas e competentes pousadas do País.

Só não entendi por que Obama fixou para 2016. Não podia ser antes, presidente? (Exclusiva)

Crescimento da China

Impressionante a macroeconomia. Dados não revelados ou comentados por institutos economicos do mundo. A China tem crescido 10% ao ano. Existem possibildades desse crescimento em 2009 ficar “apenas” em 8%.

Observadores ocidentais dizem que se isso ocorrer 15 milhões de pessoas ficarão sem emprego. Como tem mais de 1 bilhão e 300 milhões de habitantes, representaria 1%. Mas nem liga para os “observadores ocidentais”.

Ronaldinho e Ronaldo fora da Africa do Sul

É obvio e evidente que só alguns apaixonados esperavam: os dois Ronaldos não estarão na Copa de 2010. Os fatos se acumulam (contra) e Dunga não pode fazer nada.

Falta exatamente 1 ano para a proxima Copa. A ultima chance dos 2 seria agora, a Copa das Conferderações. O Fenomeno estará no limiar dos 34 anos, e continuará fora de forma. Ronaldinho Gaucho, ainda não terá 30 anos, mas seu futebol estará da mesma forma perdido. Poderá voltar ao Brasil, jogando o quê?

Junior deu lição de compreensão sobre o “repatriamento”, tão elogiado: “Só vem quem não está em boa situação ou na reserva. Aqueles valorizados e titulares ficam lá mesmo”. Lucido e irrefutavel.