Sarney e a audácia dos desesperados

Vicente Limongi
“Hélio, Patética, burra, insolente, inoportuna e demagógica, a intervenção do senador Eduardo Lexotan suplicy ao discurso de Sarney, sobre Getúlio Vargas e Euclides da Cunha. Suplicy teve todo o tempo e chances do mundo para retrucar Sarney e defender as representações contra ele, todas arquivadas e julgadas improcedentes pelo conselho de ética. Suplicy fez colossal papelão. De repente, tomou-se por um torpe furor denunciatório e atropelou, com absoluta falta de educação parlamentar, o discurso de Sarney homenageando Vargas e Euclides. Francamente. Tem eleitor que gosta. Fazer o que.”

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“Hélio, Depois de participar da sórdida orquestração contra Sarney e o filho, Fernando, e, perder de goleada, o Estadão de SP agora, quer mostrar serviço ao Palácio do Planalto, bajulando Antônio Palocci. É um marcante e melancólico exemplo do jornalismo brasileiro. Breve, outro jornalão, do Rio de Janeiro, entrará na disputa para ver quem é mais vassalo a favor de Palocci. Antes, bajulavam Dilma. como “pensam” que a ministra perdeu pontos, partem para descobrir “novos rumos e novas atrações”. Ridículos. Mas não perdem a pose.”

Comentário de Helio Fernandes
Todos têm direito à opinião, incluindo Sarney. Só que o (ainda) presidente do Senado devia ter estudado os episódios de Euclides da Cunha e de Vargas. Você sabe muito bem, Limongi, que Sarney não é estudioso, sua escola, “risonha e franca”, é a adesão. Serviu à ditadura, num golpe de habilidade, passou de pretendente a vice de Maluf a efetivo vice de Tancredo.

Discursou sobre essas figuras históricas, sem qualquer conhecimento, com montanhas de erros e equívocos, apenas para fingir de historiador e desviar o assunto da cassação.

Quando Vargas se matou (o que venho chamando desde aquela época de “gesto genial que o imortalizou”), Sarney era segundo suplente de deputado, ignorado e ignorante. Assumiu em 1956. Não tocou no assunto nos 55 anos transcorridos até agora. Por que discursar agora e sobre um episódio rigorosamente HISTÓRICO?

Sobre Euclides então, Sarney não sabe nada

Lamentável a fala sobre Euclides da Cunha. Confesso que, ouvindo o ex-presidente, tive pena dele. Não sabia rigorosamente nada sobre o episódio de Canudos e da participação de Euclides da Cunha. Este ficou lá menos de 15 dias, escrevendo para o jornal Estado de São Paulo, mas logo foi embora, sem participação maior.

A grande cobertura foi feita pelo Jornal do Comércio, do Rio, mas então o mais importante jornal brasileiro. O repórter José Carlos Vasconcellos (mais tarde diretor do jornal) ficou lá do primeiro ao último instante, desde que o Exército tinha lá apenas um destacamento, até que TRÊS QUARTAS PARTES DO EFETIVO DO EXÉRCITO HAVIAM SIDO TRANSFERIDAS através do Morro da Favela.

(Não tem a menor importância, mas Sarney devia saber que os morros do Rio passaram a serem chamados por esse nome a partir do momento em que o Exército montou seus canhões nesse Morro).

Mais tarde, já tendo saído do Exército, engenheiro e continuando no Estado de São Paulo, Euclides foi visitar o interior, principalmente o Norte/Nordeste.

Aí, Euclides escreveu e publicou “Os Sertões”, acabou toda e qualquer controvérsia. Foi uma sensação, um trabalho realmente magistral, consagrado como o maior livro já escrito NO BRASIL E SOBRE O Brasil.

Sem saber de coisa alguma, com a audácia dos desesperados, Sarney afirma, revelando sua prodigiosa tolice: “Euclides NÃO É O MAIOR ESCRITOR BRASILEIRO, fica entre os 10 MAIORES”. E querendo mostrar intimidade com a literatura e os valores intelectuais, pergunta, afirmando: “E o NOSSO MACHADO de Assis?”.

Respondendo para terminar: O “nosso” Machado (de Assis) é um escritor, ponto. Produto do “marquetismo avassalador”, que atravessou os tempos, vive das dúvidas da Capitu. Euclides viverá para sempre, por causa das certezas que REVELOU SOBRE O Brasil. Euclides é um ESCRITOR DESBRAVADOR e não se sabe até onde iria, se não fossem os episódios particulares, que tentam desvirtuar. Mesmo morrendo muito moço, Euclides chegou mais longe do que todos os outros. Principalmente o tão ENDEUSADO “NOSSO” Machado.

Lula preocupadíssimo com o Senado

Desgastado, desprestigiado, arriscando seus 80 por cento (nas pesquisas, nas pesquisas) para defender, manter e garantir Sarney na presidência, não teve a palavra de ninguém quando foi violentamente atacado.

Nem Sarney ajuda o protetor

Jarbas Vasconcellos fez o discurso mais violento desde que chegou ao Senado. Não recebeu o menor e mais tímido aparte contestando as acusações arrasadoras que fazia a respeito do presidente da República.

O presidente do Senado, presente, em silêncio

O ex-presidente da República não deu uma palavra, não só para contestar o ex-governador de Pernambuco, mas também em relação aos outros oradores implacáveis.

Providência de Sarney: fugir

Quando soube que Suplicy ia discursar duríssimo contra ele, o presidente do Senado jogou o senador para o fim da fila (como se o plenário do Senado fosse um ambulatório do INSS) e rapidamente deixou a presidência. VIU O CARTÃO VERMELHO de um dos seus gabinetes, mas soube da repercussão terrível.

Cartão vermelho “amarela” a base

Não havia um único senador do PT no plenário. Especulavam e examinavam: “Só iriam ao plenário se o líder do partido, Mercadante, também fosse”. Como ele não foi. Os liderados (?) não foram.

Senador do Piauí, “cartão para Lula”

Sua fala foi inteiramente equivocada, na verdade, o grande atingido foi o presidente da República. De todas as maneiras. O que se diz, vindo do Planalto-Alvorada: “Lula vai se afastar de Sarney”.

Isolado, Sarney renuncia ou é derrubado

Foi um erro do ex-presidente da República não DEFENDER Lula. Agora, revoltado, o presidente (da República) terá que abandonar o presidente (do Senado) que será então REFERENDADO (ou não) pelo plenário.

Os 49 votos dispersados

Eleito com esse número, Sarney sabe que, abandonado por Lula, terá (se tiver) no máximo 20 votos, ou nem tanto.

Pânico: multiplicação do cartão vermelho

O presidente do Senado entrou em pânico, chamou Renan e os suplentes, pediu providências para garanti-lo. Pela primeira vez, Sarney foi ofensivo, agressivo e intimidativo.

Dona Dilma sabe que o candidato de Lula se chama Luiz Inácio Lula da Silva

Mas não há nada a fazer, como protestar? Se ele não conseguir, prefere um adversário. Então, glorioso e orgulhoso, voltaria em 2014. Mas Lula ainda reza, tem fé e esperança.

Lula tem toda razão de insistir em continuar no Planalto-Alvorada. É o único cidadão no mundo (ocidental) que perdeu três eleições seguidas, a primeira, a segunda e a terceira.

E passou a ser recordista ainda maior, ao ganhar a quarta, a quinta e pretender a sexta. Por que não?

(Para não falar da história sem citá-la corretamente, um adendo. Nos EUA, um pastor altamente carismático perdeu três vezes (não seguidas) e jamais foi presidente. Esse pastor candidato: William Jennings Bryan. Perdeu em 1896, perdeu em 1900, não disputou em 1904, perdeu em 1908, parou de se candidatar).

Recordista, Lula pode ampliar sua vantagem. Perdeu três vezes, ganhará outras três. Lógico, se concorrer (?), vencerá, empatará triunfalmente: três derrotas e três vitórias, até que se consulte o calendário futuro.

A meu ver, o único candidato decente do PT seria o senador Mercadante, mas o partido tem aversão a intelectuais. Aceita que eles participem, mas dá tratamento privilegiado a sindicalistas, mesmo do quinto escalão, como ocorre na Petrobras, dominada pelos Santarosas da vida.

Desde sua consagradora eleição para o Senado, com mais de 6 milhões de votos, Mercadante veio sendo boicotado por José Dirceu, que almejava a Presidência da República e queria descartar o maior adversário no PT. Justamente por isso, Mercadante não teve vaga no Ministério, nem mesmo quando Palocci caiu, com Lula/Dirceu preferindo Guido Mantega, um economista limitado, sem qualquer comparação com Mercadante.

Agora, Lula destroça o PT duplamente. Primeiro, por garantir proteção a Sarney. Segundo, por insistir na candidatura de Dilma Rousseff. Resultado: o PT perderá as eleições em 2010 para que Lula (no pensamento e na intenção dele) possa voltar em 2014 nos braços do povo, como Jânio Quadros sonhou ao renunciar.

Mas tudo isso, não esqueçam, sem esgotar as três opções que construiu para ele, a 4 ou 5 mil metros distante da realidade, como se fosse uma candidatura da Era pré-sal. As três opções que não estão esgotadas, dilaceradas, eliminadas, desativadas.

1- Terceiro mandato.
2- Referendo.
3- Prorrogação geral dos mandatos.

Pelas razões que se garantem para ele e se destroem para os outros, os 80 por cento que as pesquisas não negam jamais.

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PS- Com tudo estudado, Lula se fixou na candidata que não o preocupa nem assusta: Dona Dilma. Não é intelectual, sindicalista, economista, política, disputaria a primeira eleição (e logo para presidente) com a mesma idade do próprio Lula, que caminha para a sexta sucessão.

PS2- Lula não se preocupa com diploma, é um jogador de xadrez que não precisa nem de tabuleiro nem de peças. Tem tudo guardado na cabeça, sabe os nomes de quem aceita seu xeque mate e de quem não aceita. Dona Dilma aceitou, o que fazer diante de um Lula vitorioso, escolado, embora não diplomado?

Política: a divisão e a ilusão surgem sempre

Pedro do Coutto

Na  página da Folha de São Paulo em que brilha todos os domingos, leitura imperdível, Caderno Ilustrada, na edição de 23 pp Ferreira Gullar referiu-se ao desencadeamento do movimento militar que derrubou o governo Jango em 64, acentuando que, num primeiro momento, sensibilizou favoravelmente a opinião pública, que temia uma república sindicalista com a participação do comunismo.

O comunismo era o fantasma da época que ameaçava a democracia e atemorizava os democratas. Gullar citou os artigos que o Correio da Manhã publicou na época, especialmente o primeiro, cujo título era: Basta. João Goulart ainda era presidente e começava a ser deposto. O segundo foi: Fora. Nos dois casos, primeira página, ponto de exclamação após os emblemas. Logo a seguir, no terceiro dia, Basta e Fora. Os dois primeiros artigos, para dar meu depoimento, pois trabalhei no jornal vinte anos, foram de autoria de Edmundo Moniz.

Curioso o destino. Anos depois, no Rio de Janeiro, foi Secretário de Cultura do Governo Leonel Brizola, substituindo Darcy Ribeiro que se elegeu senador. O terceiro artigo foi redigido em conjunto pelo mesmo Edmundo Moniz e pelo crítico Antonio Moniz Viana, na ocasião adepto inflamado de Carlos Lacerda. Estou me referindo à autoria porque, volta e meia, surge alguém por aí se apresentando como o produtor dos textos carbonários e extremamente arriscados para a ocasião.

Mas existe um quarto artigo da série, este do grande Oto Maria Carpeaux, omitido pelos historiadores. Uma pena. Peço o apoio do centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas. O título: Basta, Fora a Ditadura. Carpeaux estava sendo profético com o que sucederia no Brasil ao longo de vinte e um anos. De Castelo Branco à posse de José Sarney pode até ser o nome do capítulo a que me referi. Mais entre tantos que ficam na poeira do tempo e da história. Mas autoria e ditadura são outras questões.

Quero me referir ao tema de Ferreira Gullar, a ilusão e a divisão. O movimento revolucionário de 31 de março iludiu a classe média que foi às ruas com Deus pela família apoiar o golpe de Estado. A ilusão durou pouco. Sobretudo porque o principal líder da insurreição e da classe média, o governador Carlos Lacerda, foi logo afastado do palco do poder.

Os grupos econômicos internacionais que sempre o apoiaram, no mês de abril dividiram-se entre ele e Roberto Campos, titular do Planejamento, mas na realidade primeiro ministro do governo Castelo Branco. A cisão se acentuou porque o projeto de Lacerda era a eleição para presidente da República, claro incluindo a cassação de Juscelino.

O rumo do poder parecia ter-se aberto para o governador da Guanabara. Porém o projeto das correntes que se exprimiam na sombra e no culto de Roberto Campos não desejavam o destino incerto das urnas. Foi a primeira divisão do sistema militar de poder. Começava a noite dos generais, a sequência de governos mi8litares. Nem por isso deixaram de haver divisões.

Costa e Silva chegou ao Planalto em oposição a Castelo Branco. Costa e Silva, por sua vez, tornou-se prisioneiro do esquema militar. Perdeu espaço no seu próprio governo. Não resistiu. Foi atingido por um derrame cerebral e morreu. Assumiu Médici. Procurou conciliar as facções. Não conseguiu. Ernesto Geisel foi escolhido contra sua vontade.

Geisel, este sim, superou a divisão e impôs Figueiredo. Mas para isso, em dois lances dramáticos, teve de demitir o ministro do Exército, Silvio Frota, e o chefe da Casa Militar, Hugo Abreu. Poderia continuar os exemplos a partir de Sarney. Mas os que ofereço aos leitores, entre eles Ferreira Gullar, já são suficientes. Em política, não existe unidades absolutas e permanentes. É isso aí. Não há nunca, nem há sempre.

Como unir desuniões legítimas?

Carlos Chagas

O PMDB,  porque está por cima.  O PT,  porque está por baixo.  Através de suas bancadas no Congresso, ontem, os dois partidos reagiram com  desdém à informação de que o presidente Lula vai promover a   aliança de ambos   nas sucessões estaduais. Trata-se de missão impossível, essa de   unir desuniões legítimas nos estados onde  já emergiram.  Alguma coisa  como obter previamente  a concordância de a parte que for  derrotada tomar veneno.

Mesmo perdendo as eleições, porque só um governador será eleito, tanto PMDB como PT necessitam de candidatos a governador  para puxar a fila de pretendentes ao Congresso e às Assembléias Legislativas. Para sensibilizar o eleitorado. Como exceção  poderá haver entendimento e formação de um único palanque num ou outro estado, mas, como regra, peemedebistas e petistas estarão jogando a própria sobrevivência nas disputas regionais.

Mesmo que Michel Temer e Ricardo Berzoini insistam, não serão ouvidos. Depois de almoçarem com o  Lula, esta semana, os dois presidentes prometeram empenhar-se, mas,  experientes que são, saberão da inviabilidade de acordo na maioria dos estados.

Tome-se o Rio Grande do Sul.  Tarso Genro, aliás ministro da Justiça,  admitiria abandonar sua candidatura e subir no palanque de José Fogaça? E a recíproca,  seria verdadeira? Vale o mesmo para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e assim por diante, até chegarmos ao Acre. Nesse particular, valem muito pouco as determinações do palácio do Planalto.

A fixação do presidente está na própria sucessão. Sabendo da fragilidade da candidata Dilma Rousseff, seu objetivo é de engajar o PMDB inteiro na campanha, mesmo precisando sacrificar o PT em muitas disputas estaduais. O problema é que os companheiros tem engolido tudo, desde submissão até humilhações, mas não chegarão a cometer suicídio. O que pensar, então, do PMDB, posto a cavaleiro na equação sucessória federal?

O infindável saco de maldades

Não tem tamanho o saco de maldades da equipe econômica. A última, agora, é vincular ao PIB  o reajuste dos aposentados que recebem acima do salário mínimo.  Quer dizer, se a economia andou mal, se a especulação financeira sobrepujou a produção, se o governo mostrou-se incompetente – a conta irá para os aposentados. Em vez de dar aos velhinhos menos miseráveis  o mesmo percentual de aumento concedido aos mais miseráveis de salário mínimo, o governo inventa atrelar sua ação ao crescimento do   Produto Interno Bruto. Por que não à performance do Flamengo do campeonato brasileiro?   Ou ao número de pontos obtidos pela Escola de Samba campeã do último carnaval?

O presidente Lula vetou o projeto que  reajustava em  16.5% os aposentados acima do salário mínimo. ~Como presidente do Congresso o  senador José Sarney não marcou nem marcará data para a sessão de apreciação dos vetos presidenciais. Para não ficar tão mal junto à categoria dos aposentados, o governo promete uma compensação. Mas essa de vincular o reajuste ao PIB não dá. Inventem outra…

Ninguém para defender

Ontem o senador Jarbas Vasconcelos pronunciou um dos mais veementes discursos contra o presidente Lula, a quem chamou de aprendiz de ditador, responsável pela mediocridade da política brasileira e pela maior crise já vivida pelo Congresso nos últimos anos. Pois bem: nenhum senador governista ergueu a voz para defender o chefe do governo. Os que estavam presentes sequer ergueram  os olhos.

Eduardo Suplicy,  que minutos antes agredira José Sarney, ficou calado. O presidente do Senado, também.

A Deus nada se recusa

Cristóvan Buarque é do PDT, partido que apóia o palácio do Planalto, mas não perde oportunidade de  criticar o governo do qual foi ministro. Também bateu firme no presidente Lula, que para ele não é apenas um líder político, porque transmudou-se no Padre Eterno. Imagina-se Deus, colocando-se acima dos três poderes da União.

Para não renunciar ao poder e suas benesses, disse o ex-governador do Distrito Federal, o PT aceitou o retrocesso ideológico. Abandonou princípios do passado e sonhos do futuro. Também não foi contestado.

Pretendem (pretendem?) acabar o Conselho de Ética

Essa é a chamada “missão impossível”, título glorificado por vários filmes. Só que no caso do Conselho de Ética, é impossível acabar com alguma coisa que não existe. Nem o CONSELHO nem a ÉTICA.

Sarney presidindo

O presidente do Senado não tem salvação. A opinião pública não aceita, não admite, não acredita que tudo acabe num ACORDÃO (não confundir com ACÓRDÃO, que é a decisão dos tribunais coletivos, principalmente o Supremo), sem que as 11 representações sejam examinadas.

Sarney se exibindo

A partir das 3 da tarde, começou a presidir e a colocar em votação vários projetos “menores”. A cada um, terminava dizendo: “Não havendo MANIFESTAÇÃO CONTRÁRIA”, eu ficava esperando. E tinha quase certeza que vários senadores iriam se levantar e declarar: “Não tenho manifestação contrária ao projeto, MAS TODAS EM RELAÇÃO AO SENHOR”. Não ouvi ninguém. (Exclusiva)

A Receita para os aplausos

No meio de todo esse vendaval de irregularidade, indignidade e falta de credibilidade, parabéns para os CHEFES SUPERINTENDENTES que se demitiram dos cargos, SOLIDARIEDADE IMPORTANTE  e CORRETÍSSIMA é isso. (Exclusiva)

Saudades do Chico Anísio na televisão

Depois que o genial humorista (e não apenas isso) não aparece ais, tudo ficou triste e de mau humor, só existe um refúgio para rir e se divertir.

A contribuição de três “diplomados”

Economistas, Sociólogos e Cientistas Políticos. Temos que agradecer a eles, pois de outra forma não haveria fórmula para a diversão. Os três concursados são realmente engraçados, perdão, engraçadíssimos. E se não bastasse, de vez em quando ainda recebem o reforço de Historiadores. Ha! Ha! Ha!

“Nervos de Aço”, Roberto Jefferson

Há 3 anos, a TOPBOOKS (do ganhador de prêmios editoriais José Mario Pereira) lançava esse livro impressionante. Contado por ele a Luciano Trigo (que fez trabalho magistral), foi sucesso completo. Esgotou logo, devia ser reeditado. Em qualquer parte do mundo, teria provocado revolução popular. Sem armas, mas com revolta.

De Mercadante a Eros Grau

Margarida Albano de Albuquerque
“O senhor acredita mesmo que o presidente Lula queria continuar no governo? E as três opções que o senhor colocou, prorrogação geral dos mandatos, referendo ou simplesmente nova eleição não seria exagero anti-lulista? Desculpe, não sou lulista, mas o senhor parece ser contra ele. Acertei?”

Comentário de Helio Fernandes
Não precisamos nos definir, Margarida. Temos o direito de discordar um do outro, e os dois da política do presidente Lula. Na Tribuna impressa e aqui, minha orientação foi sempre baseada em duas palavras: INFORMAÇÃO e OPINIÃO. Continuo acreditando nisso. Adoro informação e, baseada nela, não fujo da opinião.

Antonio Osório do Amarante
“Queria voltar ao assunto da sua grandeza em relação ao senador Mercadante e a falta de credibilidade dele no discurso irrevogável-revogável. O senhor acha que ele será reeleito para o senado em 2010? Desculpe, mas gostaria de me orientar, e isso, orientação, encontro com o senhor, mesmo quando discordamos.”

Comentário de Helio Fernandes
Osório, tinha quase certeza que ao elaborar a minha do discurso que fez para 6 senadores, Mercadante imaginou a eleição para a desejada volta ao Senado. Sua posição já estava difícil, dentro e fora do PT. São 2 vagas por estado, portanto, 54 senadores têm ou terão o mesmo problema de Mercadante. No PT, pode até obter a legenda, mas o partido não votará nos dois ao mesmo tempo.

Fora do PT, precisa enfrentar Geraldo Alckmin, que já foi prefeito, governador e candidato a presidente, só será derrotado se houver nova conjugação Serra-Kassab contra ele.

Por outra frente, Orestes Quércia, que já foi vice, depois governador e senador, “dono” do PMDB, aliado de Serra e “disque Quércia para a corrupção”, é praticamente invencível. Em alguns casos, UMA VAGA e muito melhor do que DUAS. É a questão.

Alda Menezes
Falam muito que o Ministro Eros Grau é um excelente “poeta erótico”. Você poderia pedir ao Millor para definir o que é isso?”

Comentário de Helio Fernandes
Vou tentar passar tua pergunta a ele. Só que o Millor é um profissional requisitadíssimo. Lógico, definiria magnificamente. “Poeta erótico” é privado ou estatal?

Bolsas “recuperam” a crise. Ha! Ha! Ha!

Fora do “sistema” (que FHC só chama de “establishment”) político “ameniza e coordena” órgãos impressos, existe um outro, que controla e manipula os “mercados” financeiros.

Alta sem significação

As bolsas têm subido, receberam fábulas de dinheiro, empregam, lucram, mandam os amestrados relacionarem essas altas com o fim da crise. Nada a ver. Às 14 horas, faltando 3 horas para o final, alta de 0,60% em 58 mil e 100 pontos. Volume de 2 bilhões e 300 milhões. O dólar inalterado, na casa de 1,84.

Surpreendentes, textuais e entre aspas

Mangabeira Unger, quase incompreensível, mas atirando no Bolsa Família do governo que criticou, mas ao qual aderiu: “O povo não quer CARIDADE e sim OPORTUNIDADE”.

E logo a seguir, difuso e confuso: O povo quer firmar a sua originalidade, mas sem negar sua cultura”. Onde o baiano-americano ouviu o povo ou se encontrou com ele?

Não posso deixar de revelar outra frase dele, inteiramente desligada de sua vida: “É fácil ser visionário quando não se enfrenta nada”. Aí, pura autocrítica.

Duas afirmações de Lula, que cabem perfeitamente aqui. 1- “Os juros podem cair mais, embora no meu governo a queda tenha sido bastante expressiva”. O presidente não é a maior autoridade da República?

“Sinal verde para Palocci”

2- O presidente Lula não se fartava de garantir isso que está no título? Como Palocci foi demitido e os juros começaram a cair, a conclusão é facílima: Palocci não deixava os juros cair.

Meirelles queria derrubá-los?

Como dos “grandes” o único que continuou foi o presidente do Banco Central, devia ser voto vencido na discussão dos juros.

Quem manda na economia

Não esquecer: hierarquicamente, o presidente do BC é subordinado ao Ministro da Fazenda., o que não acontece com Dona Lina e Dona Dilma.

Palocci ressuscitado por quem o enterrou

Demitido sem paixão ou compaixão, o ex-ministro exibe felicidade fora do comum. Deve essa felicidade ao jornal “O Estado de São Paulo“ e ao advogado Luiz Nogueira.

“Curinga” e indenização milionária

O jornalão garante que quinta-feira (depois de amanhã) será absolvido pelo Supremo e poderá se candidatar a diversos cargos. O advogado, escreveu: “Pode reivindicar INDENIZAÇÃO BILIONÁRIA”.

Itamar, Tarso Genro, Arruda de Brasília

O restaurante Satiricon sempre muito bem frequentado. Durante anos, doutor Ulisses ia lá tomar seu “poir” com Renato Archer, Teotônio Vilela e às vezes não tão bem acompanhado.

Confissões

Os três citados acima pararam, conversaram, nenhum sigilo. O Ministro da Justiça: “Serei candidato ao governo do Rio Grande do Sul”. Não parou por aí, mas já era sigiloso.

Voltará senador, talvez recupere a “casa”

Senador duas vezes pelo mesmo partido, em 1974, pelo MDB, em 1982, pelo PMDB (o mesmo partido com mais uma letra), Itamar foi governador, presidente, embaixador em vários países. Em 2006, dentro do PMDB, perdeu a legenda por 1 voto para o c-o-r-r-u-p-t-í-s-s-i-m-o Newton Cardoso.

Governador Arruda: do Antiquarius ao Satiricon

Eleito governador de Brasília, veio ao Rio, almoçou com o repórter. Perguntei: “E a reeeleição?”. Resposta convicta: “Sou contra, vou cumprir um mandato e talvez me candidatar a senador”.

Mudou de restaurante e de convicção

Agora, voltou ao Rio, foi almoçar no restaurante preferido do doutor Ulisses, mas a convicção (e o paladar) mudou inteiramente. Admite a candidatura, o que significa: irá disputar.

A lenda Brasil-Argentina no futebol: exatamente há 70 anos jogavam no Vasco

É uma história sofrida, disputada, não raro, aqui e lá, reunindo componentes nada esportivos. Como o que aconteceu em 1939, seleção deles e nossa, no estádio do Vasco.

Vitória “massacrada”

Era mais uma edição da tradicional Copa Roca. Os argentinos, numa grande exibição, derrotaram os brasileiros por 5 a 1. Não se conformando, a Polícia Especial da ditadura, bateu para valer nos vencedores. Com seus vistosos uniformes vermelhos absolutos.

A Copa Roca quase acabava ali.

A sede dessa truculenta tropa de choque era no Meyer, onde eu nasci, perto de onde o Millor localizaria sua famosa Universidade. Foi inesquecível para o jovenzíssimo repórter. Que já conhecia a frase famosa do presidente Saens Peña, da Argentina, em 1922, no Brasil: “Tudo nos une, nada nos separa”. Não acertou. Veremos dentro de alguns dias, com o novo Brasil-Argentina, pela classificação, já garantida para o Brasil, esperamos que também para a Argentina.

As DOAÇÕES criminosas de bancos estatais, os empréstimos altamente ONEROSOS do BB e BNDES

Banco Central, bancos particulares

Sem o menor sigilo, fontes do BC explicam: “A taxa Selic ficará em 8,75% até o fim de 2009”. Bancos privados, que eram quase todos nacionais e foram globalizados, já cobram isso AO MÊS.

Fala o Ministro Mantega

“Se o Brasil tivesse mais bancos públicos, o crescimento seria muito melhor e o desenvolvimento mais fácil e favorecendo a coletividade”.

Nenhuma dúvida, mas em relação a este repórter, Mantega está “inventando a pólvora”, quando ela está quase ultrapassada.

DOARAM os bancos dos estados, crime de lesa-pátria

Os bancos estaduais representavam fator ponderável e poderoso do desenvolvimento dos estados e, por consequência, dos municípios. De nacionais passaram a multinacionais, e logo depois foram chamados de globalizantes, como são até hoje.

Banco: fator irrevogável (?) de crescimento,
no Brasil,inteiramente desperdiçados

Alguns dos maiores bancos eram estaduais e estatais. A DOAÇÃO de alguns, verdadeiros e espantosos escândalos, como o importante Banespa, de São Paulo.

Sem qualquer pagamento e sem investimento se transformou numa invencível trincheira de lucros e desenvolvimento, mas não para o Brasil e os brasileiros.

Banerj:escândalo triplo

Não existe um estado onde a transferência desses bancos estaduais-estatais não tenha sido precedida e seguida de ROUBALHEIRA, a palavra é essa. No Rio, que perdeu o seu poderoso fator de desenvolvimento, o escândalo era tão grande que teve que ser dividido e subdividido.

Bozzano, Itaú, Banerj: associação para
a transferência ousada e audaciosa

Quando o Rio se transformou em Estado da Guanabara, surgiu um banco importante: o BEG (Banco do Estado da Guanabara), auxiliado pelo BD-Rio, do município. A partir de 1975, quando o general Geisel praticou a criminosa fusão Estado do Rio-Guanabara, desapareceram esses bancos, ficou apenas um, chamado de Banerj.

Ao Itaú vencedor, mais um banco

A “administração” cometeu o escândalo audacioso de “entregar” o Banerj ao Itaú, mas era necessária uma “engenharia” complicada. Vender simplesmente o banco estadual para o banco nacional era uma indignidade, podiam até justificar, mas como aproveitar?

Nenhuma Comissão para estudar a fusão,
precisavam apenas garantir a comissão

Lógico, existem “engenheiros” que resolvem os problemas. Veio a salvação: “entregavam” o Banerj ao especialista Julio Bozzano, depois de todos os arranjos, era transferido para o Itaú, o que foi realizado. E mais: até hoje, o  cidadão do Estado do Rio é OBRIGADO a pagar suas contas nesse BANERJ “paulistizado”.

Escândalos e lucros eternos

Posso passar dias contando histórias macabras, mas felicíssimas desses bancos estatais DOADOS a bancos privados, sem nenhum benefício para a coletividade.

Combati todas (e as outras) doações. O Ministro Mantega (que sabe pouca coisa de pouca coisa), exaltou o Banco do Brasil e o BNDES. Sem dúvida merecem elogios. Mas com muitas restrições.

***

PS- Por que o BB “comprou” o banquinho do senhor Ermírio de Moraes, dando a ele, DE UMA VEZ, 7 BILHÕES E 500 MILHÕES DE REAIS? O dono da Votorantim ficou com 51 por cento, mas é o BB que vai administrá-lo e produzir lucros para esse empresário que passou anos criticando os bancos. Que República.

PS2- E os empréstimos do BNDES? Carlos Lessa, que passou pouco tempo lá, estarrecido com os escândalos, contou tudo ao presidente Lula. Foi afastado. Um dos maiores escândalos, DOS GRANDES: emprestou ao Bradesco CENTENAS DE MILHÕES para que pudesse entrar em associação para “comprar” empresas estatais DOADAS. Por que não usou seu dinheiro, PENOSAMENTE GANHO? Que República.

Montenegro, do Ibope, abala o PT na sucessão

Pedro do Coutto

A entrevista de Carlos Augusto Montenegro ao editor Alexandre Oltramari, publicada na revista Veja que circulou sábado, sem dúvida vai repercutir com intensidade no quadro político do país e se estender ao longo de episódios que vêm a seguir do escândalo que envolve o Senado federal.Montenegro, com sua larga experiência em analisar intenções de votos e campanhas eleitorais, afirmou direta e frontalmente que o presidente Lula não fará seu sucessor, no caso sucessora, já que sua candidata é a ministra Dilma Roussef.

Com isso, abalou o governo e o PT. Quanto ao Partido dos Trabalhadores, sustentou inclusive que se encontra em decomposição e se aproxima do fim. Tocou num ponto sensível da questão: separou o prestígio de Lula da aceitação popular da legenda. E não apenas isso. Desfilou em seu pensamento as contradições que envolvem a atuação partidária e a opinião pública. E afirmou não acreditar que, não sendo candidato, ao contrário do que foi ao longo dos últimos vinte anos, conseguirá transferir votos pára a chefe da Casa Civil.

Não é a primeira vez que o principal pesquisador eleitoral brasileiro atua também como analista político. Realizou com sucesso este papel duplo nas eleições de 89, prevendo a vitória de Fernando Collor, e na sucessão de 2002. Neste segundo caso, em entrevista a mim, estão acompanhando as eleições para o JB, revelou ter informado antecipadamente ao presidente Fernando Henrique que José Serra seria amplamente batido por Lula. Em 89, seu pai, Paulo Montenegro, grande amigo meu, ainda era vivo. Lembro bem que, num almoço no centro do Rio, Paulo e Carlos Augusto previram o segundo turno entre Collor e Lula.

Partiram do princípio de que, fraquíssimo em São Paulo e Minas, Brizola não conseguiria classificar-se para o duelo final. De fato, desde a redemocratização de 45, pelo menos, candidato algum chegou à presidência da República sem vencer em Minas      ou São Paulo. Ou nos dois principais colégios eleitorais do país. Mas esta é outra questão. Pertence ao passado.

Em termos de futuro, a entrevista de Carlos Augusto a Veja vai entusiasmar as oposições, sem dúvida, ao mesmo tempo em que leva a dúvida às correntes do PT e do PMDB, aliança mais que provável para enfrentar a do PSDB, DEM, PPS, que forma o principal pólo oposto. Marina Silva, pelo PV, retira votos de Dilma, porém não se pode hoje incluí-la no segundo turno de 2010.

A dúvida entretanto existe, não quanto a José Serra, como o próprio Montenegro destaca, mas quanto a Ciro Gomes, que apareceu bem na recente pesquisa do Datafolha e cujo destino depende do desempenho da ministra Dilma Roussef seja na campanha, seja nas urnas. Carlos Augusto não acredita na potencialidade eleitoral de Dilma. E assim, tanto pelo que disse quanto pelo que não abordou, deixou no ar um enigma, alias focalizado por mim em artigo recente neste site. Ciro Gomes joga com a perspectiva de bater Dilma no primeiro turno e, com isso, tornar-se uma alternativa para Lula no turno final.

Talvez seja esta uma ilusão. Mas o que seria da política e da vida não fossem os sonhos e os projetos? A realidade é outra coisa. Mas esta só acontece quando os fatos se esgotam. A candidatura Serra parece não incomodar presidente Lula. Vamos ver como repercute a formulação do presidente do Ibope.

Férias sem explicação

Carlos Chagas

Tem alguma coisa errada na informação passada à mídia sobre a decisão do presidente Lula e do comando de campanha de Dilma Rouseff de levar a candidata a um cone de sombra,   gozando férias por alguns dias ou semanas. A alegação é de que a chefe da Casa Civil necessita descansar, depois do tratamento de saúde  a que se submeteu, além de precisar sair da linha de tiro em que se encontra depois do episódio Lina Vieira.

Fica difícil  acoplar os dois argumentos. Acusada de faltar com a verdade, mesmo sem provas de  a então secretária da Receita Federal haver estado em seu gabinete,  Dilma ficou a cavaleiro. Ganhou a parada.    Afinal, Lina Vieira não soube informar hora, dia, semana e até mês do encontro que garante ter acontecido. Por que afastar-se de sua rotina diária e da natural exposição de  que sua candidatura necessita? Recolher a tropa  em meio  à batalha  pode prenunciar  a derrota.

Por outro lado, não dá para entender porque, depois das sessões de  radioterapia, ela deve descansar. O repouso se justificaria durante o período em que enfrentou o hospital, quase todas as semanas. Registre-se que mesmo durante esse  tempo a ministra cumpriu corajosamente  sua agenda. Chegou a viajar de São Paulo para Brasília no mesmo dia  das aplicações,  para estar presente a audiências  e solenidades. Agora que superou o mal-estar  do agressivo tratamento é que vai parar? Não fosse candidata e estariam justificadas essas pequenas férias, como a qualquer pessoa. Mas em meio ao tiroteio da sucessão presidencial, ainda mais quando emergem Marina Silva e Ciro Gomes como pretendentes?

Ou a saúde de Dilma não anda tão bem quanto divulga o palácio do Planalto ou suas condições eleitorais diminuíram, abrindo espaço para o inusitado          que seria a reformulação dos planos do presidente Lula. Já tendo se descolado do PT, o primeiro-companheiro faria o mesmo com a candidata que impôs ao seu partido e aos seus aliados? Tem azeitona  nessa empada.

Pista livre

Caso não sobrevenham imprevistos, o Supremo Tribunal Federal deve julgar e absolver  Antônio Palocci,  amanhã.   O ex-ministro da Fazenda estará livre para iniciar campanha ao governo de São Paulo ou para retornar ao ministério, como ministro da Coordenação Política. É peça importante no tabuleiro de xadrez movido pelo presidente Lula. Não fosse o episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro e naturalmente seria o candidato do PT à presidência da República, em vez de Dilma Rousseff. Dispõe de todas as condições para juntar os cacos da seção paulista de seu partido e ameaçar os tucanos, venham eles com Geraldo Alckmin,  Aloísio Nunes Ferreira ou José Aníbal. Tudo dependerá, como sempre, do presidente Lula.  Depois, é claro, do voto dos ministros do Supremo.

Nova afronta

Os militares continuam engolindo sapos em posição de sentido. Tem mantido conduta exemplar depois da lambança que foi a ditadura. Mesmo sem gostar, aceitaram a criação do ministério da Defesa, como tem enfrentado sucessivos cortes de verbas essenciais para a manutenção de  suas atividades. Pois vem mais uma paulada agora, começando pela Aeronáutica. O ministro Nelson Jobim quer retirar da força as investigações sobre acidentes aéreos. A FAB já  perdeu  o Departamento de Aviação Civil, que administrava desde que o avião foi inventado, mas desmontar as estruturas que com toda competência buscam as causas  da queda de aeronaves em todo o território nacional só pode ser revanchismo. Quem assumirá essas funções? Os presidentes de aeroclubes ou os proprietários de empresas aéreas? Do jeito que as coisas vão, logo o ministro da Defesa retirará da Marinha a supervisão dos portos. Ou do Exército, a guarda das fronteiras.

O mercado ataca novamente

Não há um ser humano, em todo o planeta, que não culpe o chamado mercado pela crise econômica que ainda nos assola. Foi a ganância do neoliberalismo e de seus especuladores  a causa maior da débâcle financeira responsável por mil falências, pela utilização de   trilhões de dólares para socorrer empresas falidas e, acima de tudo,  pelas demissões em massa de trabalhadores pelos cinco continentes. Pois não é que ao primeiro sinal de leve recuperação da economia os piratas estão de volta? Senão no mundo inteiro, ao menos no Brasil,  ressurgem das profundezas para exigir,  em nome do capital,  mais diminuições nos direitos do trabalho.  Pretendem  mandar a conta de suas lambanças para a categoria mais sacrificada com a crise, a dos trabalhadores. Querem suprimir a indenização  por demissões imotivadas, pretendem parcelar em doze vezes  as férias e o décimo-terceiro salário e exigem a redução de salários à vontade do empresariado. Redução da jornada de trabalho? Nem pensar.

O triste nessa história é que as  centrais sindicais baixam a cabeça e calam, submetidas que estão às benesses do governo dos trabalhadores, melhor dizendo, do governo neoliberal do presidente Lula.

FÉRIAS SEM EXPLICAÇÃO

Tem alguma coisa errada na informação passada à mídia sobre a decisão do presidente Lula e do comando de campanha de Dilma Rouseff de levar a candidata a um cone de sombra, gozando férias por alguns dias ou semanas. A alegação é de que a chefe da Casa Civil necessita descansar, depois do tratamento de saúde a que se submeteu, além de precisar sair da linha de tiro em que se encontra depois do episódio Lina Vieira.

Fica difícil acoplar os dois argumentos. Acusada de faltar com a verdade, mesmo sem provas de a então secretária da Receita Federal haver estado em seu gabinete, Dilma ficou a cavaleiro. Ganhou a parada. Afinal, Lina Vieira não soube informar hora, dia, semana e até mês do encontro que garante ter acontecido. Por que afastar-se de sua rotina diária e da natural exposição de que sua candidatura necessita? Recolher a tropa em meio à batalha pode prenunciar a derrota.

Por outro lado, não dá para entender porque, depois das sessões de radioterapia, ela deve descansar. O repouso se justificaria durante o período em que enfrentou o hospital, quase todas as semanas. Registre-se que mesmo durante esse tempo a ministra cumpriu corajosamente sua agenda. Chegou a viajar de São Paulo para Brasília no mesmo dia das aplicações, para estar presente a audiências e solenidades. Agora que superou o mal-estar do agressivo tratamento é que vai parar? Não fosse candidata e estariam justificadas essas pequenas férias, como a qualquer pessoa. Mas em meio ao tiroteio da sucessão presidencial, ainda mais quando emergem Marina Silva e Ciro Gomes como pretendentes?

Ou a saúde de Dilma não anda tão bem quanto divulga o palácio do Planalto ou suas condições eleitorais diminuíram, abrindo espaço para o inusitado que seria a reformulação dos planos do presidente Lula. Já tendo se descolado do PT, o primeiro-companheiro faria o mesmo com a candidata que impôs ao seu partido e aos seus aliados? Tem azeitona nessa empada.

PISTA LIVRE

Caso não sobrevenham imprevistos, o Supremo Tribunal Federal deve julgar e absolver Antônio Palocci, amanhã. O ex-ministro da Fazenda estará livre para iniciar campanha ao governo de São Paulo ou para retornar ao ministério, como ministro da Coordenação Política. É peça importante no tabuleiro de xadrez movido pelo presidente Lula. Não fosse o episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro e naturalmente seria o candidato do PT à presidência da República, em vez de Dilma Rousseff. Dispõe de todas as condições para juntar os cacos da seção paulista de seu partido e ameaçar os tucanos, venham eles com Geraldo Alckmin, Aloísio Nunes Ferreira ou José Aníbal. Tudo dependerá, como sempre, do presidente Lula. Depois, é claro, do voto dos ministros do Supremo.

NOVA AFRONTA

Os militares continuam engolindo sapos em posição de sentido. Tem mantido conduta exemplar depois da lambança que foi a ditadura. Mesmo sem gostar, aceitaram a criação do ministério da Defesa, como tem enfrentado sucessivos cortes de verbas essenciais para a manutenção de suas atividades. Pois vem mais uma paulada agora, começando pela Aeronáutica. O ministro Nelson Jobim quer retirar da força as investigações sobre acidentes aéreos. A FAB já perdeu o Departamento de Aviação Civil, que administrava desde que o avião foi inventado, mas desmontar as estruturas que com toda competência buscam as causas da queda de aeronaves em todo o território nacional só pode ser revanchismo. Quem assumirá essas funções? Os presidentes de aeroclubes ou os proprietários de empresas aéreas? Do jeito que as coisas vão, logo o ministro da Defesa retirará da Marinha a supervisão dos portos. Ou do Exército, a guarda das fronteiras.

O MERCADO ATACA NOVAMENTE

Não há um ser humano, em todo o planeta, que não culpe o chamado mercado pela crise econômica que ainda nos assola. Foi a ganância do neoliberalismo e de seus especuladores a causa maior da débâcle financeira responsável por mil falências, pela utilização de trilhões de dólares para socorrer empresas falidas e, acima de tudo, pelas demissões em massa de trabalhadores pelos cinco continentes. Pois não é que ao primeiro sinal de leve recuperação da economia os piratas estão de volta? Senão no mundo inteiro, ao menos no Brasil, ressurgem das profundezas para exigir, em nome do capital, mais diminuições nos direitos do trabalho. Pretendem mandar a conta de suas lambanças para a categoria mais sacrificada com a crise, a dos trabalhadores. Querem suprimir a indenização por demissões imotivadas, pretendem parcelar em doze vezes as férias e o décimo-terceiro salário e exigem a redução de salários à vontade do empresariado. Redução da jornada de trabalho? Nem pensar.

O triste nessa história é que as centrais sindicais baixam a cabeça e calam, submetidas que estão às benesses do governo dos trabalhadores, melhor dizendo, do governo neoliberal do presidente Lula.

O advogado Demosthenes Madureira do Pinho denuncia o golpe do sequestro pelo celular

Policia Federal informa: não desligue seu celular. Bandidos mudaram de tática. Tenha cuidado. Deixe seu celular LIGADO. Aquele golpe que estavam dando na praça, dizendo que haviam seqüestrado um parente seu e exigindo resgate?Pois é, infelizmente ele foi remodelado, adaptado, já que a imprensa andou divulgando o método que era utilizado.

Agora, os criminosos ligam para você dizendo que seu celular foi clonado: Alô, Fulano? Nós somos da (VIVO / CLARO / OI /TIM) e estamos informando que seu celular foi clonado. Você deve desligá-lo por 1 hora apenas, para que possamos efetuar averiguações na linha do seu celular.

Você, acreditando na ótima prestação de serviço, desliga o celular por uma hora. Afinal o pedido é somente para desligar o celular, “que mal teria”? Aí é que vem o perigo…

Os bandidos, durante essa hora, ligam para sua casa e praticam o golpe do seqüestro, previamente preparado. Quem atende o telefone, na sua casa, liga rapidamente para o seu celular e ouve: “Este celular está desligado ou fora da área de serviço”.

Daí em diante é só pavor total, na família, nos amigos, no trabalho. Portanto, muito cuidado. Se ocorrer esse fato, MANTENHA SEU CELULAR LIGADO. NÃO O DESLIGUE EM HIPÓTESE ALGUMA.

Para a área técnica da operadora checar alguma coisa na sua linha não é necessário desligar o aparelho. Portanto, não há justificativa para desligá-lo.

Ao contrário, entre imediatamente em contato com as pessoas mais próximas a você (familiares, amigos, colegas de trabalho) e os alerte do fato.Em seguida, entre em contato com a Polícia (ligue 190 e/ou vá à Delegacia de Polícia mais próxima).

Este aviso é sério. REPASSE ESTA INFORMAÇÃO.

Sarney discursa e nega Euclides da Cunha

Engraçadíssimo: em plena crise de desonestidade e uma tempestade de acusações, Sarney resolve falar sobre Euclides da Cunha. Ha! Ha! Ha!

Os 5 senadores presentes, vibraram

O mínimo que o ex-presidente da República fez questão de deixar consignado: “Euclides da Cunha não foi o maior escritor brasileiro, mas está entre os 10 maiores, incluindo o NOSSO Machado”. Desliguei a televisão, meu gosto pela ironia não e tão grande (Bernard Shaw).

Sarney, o senador e o escritor

Como escritor, Sarney é ídolo dele mesmo, seus leitores devem estar, se estiverem, no Maranhão. Como senador, pode se orgulhar: é personagem do Brasil inteiro, com total e monumental reprovação.

A caminho do abismo

A pesquisa Ibope sobre audiência de televisão, publicada ontem na Folha Ilustrada, revela que “Caminho das Índias”, na última semana, desceu 3 pontos no Ibope. Está com 39 por cento. Muito pouco para uma novela das 9 da Globo.

A Record manteve a segunda colocação: 15 pontos para “Coisas da fazenda”. O “Jornal Nacional” deu 34. Cresceu 2 pontos.

Silvio Santos, que antigamente dava 23 no programa de domingo, não conseguiu sair da casa dos 10. Está cada vez com audiência menor, embora diga o contrário. Popularidade é a do presidente Lula: 80 por cento. PARA ELE, PARA ELE. Ao contrário do que pensa (?), não é transferível.