A imprudente ausência de Sarney

Nenhuma das 11 representações feitas contra o presidente Sarney, tão contundente quanto a espontânea decisão de não se se defender.

Todos compreenderam a AUSÊNCIA, mas não entenderam a OMISSÃO, a não ser pelo fato de já se saber antecipadamente o resultado.

Oposição e situação, quando o suplente que “presidia” o Conselho pedia que respondessem SIM ou NÃO, já sabiam qual era a resposta.

Sarney, além de todas as irregularidades, cometeu o EQUÍVOCO, vá lá, de considerar que o resultado que não podia falhar (e não falhou) o LIVRARIA DE QUALQUER MANCHA, o inocentaria definitivamente.

Na eleição que Sarney ganhou quando se candidatou (depois de dizer por semanas, NÃO SOU CANDIDATO) teve 49 votos. Hoje, enquanto desperdiçavam tempo, fizeram um levantamento sobre nova mas impossível candidatura Sarney com apoio do Planalto-Alvorada: NÃO PASSARIA DE 25.

Mercadante, vítima das datas, de 2003 a 2007, passando por 2009 para chegar a 2010

Eleito senador com grande votação em 2002, esperava ser Ministro em 2003. Vice de Lula em 1994, ficou sem mandato, nem lembraram dele. “Ao vencedor, o esquecimento”.

Paulo Bernardo e Mantega

O Lloyd de Londres não aceitava aposta contra Mercadante Ministro. Mas quem saltou mais alto do que todos foi o atual Ministro da Fazenda, um assombro.

A contradição do senador

A questão é simples: Mantega Ministro não assusta ninguém. Ministro da fazenda, uma angustia permanente. É aquilo que repetem: nenhum presidente nomeia um ministro que não possa demitir.

Malabarismo inútil

Lamento a agressão que Mercadante fez contra sua própria biografia. Uma pena, uma tristeza, um velório de corpo presente e coerência ausente.

Informação de “cocheira”

Mais cedo falei sobre o anúncio da Globonews, “Vamos contar tudo sobre a questão Lina-Dilma”.

De lá mesmo me mandaram correio eletrônico: “Helio, o programa foi gravado às 9 da manhã, o caso continua a evoluir, como podem ‘contar tudo’?”

Suplente Salgado confessa subserviência

O senador Artur Virgilio ia falar sobre as acusações contra ele. O substituto (sem votos) do Ministro Helio Costa disse bem alto: “O senhor não precisa falar, não vai mudar meu voto”. Deselegante, arrogante, mal educado, e até perigoso. (Exclusiva)

Paulo Duque: suplente exemplar

Respondendo aos que pretendiam votar: “Já dei por ENCERRADO, o ENCERRAMENTO da discussão”. Perfeito, está tudo encerrado.

Às 15:32, NÃO à investigação sobre representações contra

Em 17 minutos, várias BIOGRAFIAS foram retiradas ou destruídas no Conselho de Ética. 9 votaram N-Ã-O, 6 disseram S-I-M. O que esperava era o resultado de 10 a 5.

ACM Junior mudou o voto

Não comparecendo, deixou o voto para a suplente do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, digna, correta, convicta, que não concordava com a ignomínia, que palavra. Parabéns ao suplente.

Jornal e televisão

Manchetes excelentes de dois jornalões. O Globo: “Ex-secretaria confirma reunião e aceita acareação com Dilma”. O que o país inteiro admite. Folha: “Lina vê ‘ingerência descabida’ de Dilma e confirma encontro”. Alguém duvida dela?

Televisão

A cobertura deixou clara a incompetência , incoerência e inconseqüência do PT, do governo e do próprio Sarney. Quanto á opinião, a Globonews anuncia para 11 da noite (ainda hoje, quarta-feira): “Vamos contar tudo sobre o encontro entre a ex-secretaria e a Chefe da casa Civil”.

Agripino Maia-Suplicy

O apresentador do programa, Alexandre Garcia, dia que esses dois senadores “esclarecerão” a questão, definitivamente. Mas como?

O senador Agripino é oposição nem passa pelo Planalto. Suplicy, do PT sempre, tem mais dificuldade para entrar no Planalto-Alvorada do que a própria Dona Lina.

Novidade às 11 da “madrugada”. Muito tarde?

EUA-Colômbia, Brasil-EUA

Os americanos montaram bases militares, mas explicam: “Não temos objetivos militares”. Vietnã, Afeganistão, Iraque garantem esse clima “pacificador”.

Ataque líquido

Já o governo brasileiro, invade o terreno americano, mas como é da nossa índole, pacificamente de verdade. Somos prejudicados no mercado de suco de laranja, BILHÕES de reais. Vitória americana, quem duvida?

A Bovespa montanha russa, o dólar muito americanizado

Há muito tempo, em apenas 3 horas de jogo, não havia tanta subida e descida. De tirar o fôlego até mesmo dos que vivem nesse trampolim. Para ações e moeda.

Abertura: 55 mil 110 pontos, menos 1,15%. 12 horas: 55.710, menos 0,57%. Agora, 13 horas: reviravolta, alta pela primeira vez, 55.913, subindo 0,35%. Volume pífio, 1 bilhão e 600 milhões.

O importante dólar

Esse, como eu digo, sofre a jogatina, mas regula a entrada e a saída de produto do trabalho, Abertura: 1,86 mais 1%. Agora, 1,83 menos 0,65%, modificaram mesmo.

José Mucio garante a vaga no TCU

Nesse deserto (político e eleitoral) de homens e idéias (Osvaldo Aranha, um estadista que não chegou a presidente), comportamento discreto, mas atento às “instruções” do Planalto-Alvorada.

A “suposta” Dona Lina

Normalmente não crucificaria a ex-secretaria da Receita. Mas até mesmo para abandonar o obrigatório malabarismo diário e se dedicar ao trabalho de fiscalização, discreto e importante, faz afirmações que repudiaria. (Exclusiva)

Marina Silva: a saída anunciada, a entrada presidencial garantida (?)

Podia mudar de partido até 30 de setembro, saiu hoje, 19 de agosto, 41 dias antes. Se tivesse esse número 41 (por cento) de votos, seria candidata e vencedora.

As três mulheres sem chances

Anteontem escrevi sobre as três mulheres, todas do PT. Marina e Heloisa Helena SAÍRAM (obrigadas), Dilma Rousseff ficou (OBRIGADA), razões diferentes.

Infelizmente, em 2010, ainda não teremos uma presidenta, talvez nem uma candidata mulher. (Exclusiva)

Vôlei feminino: vitória heróica

Início de fase final, 6 países, todos contra todos, sem eliminatória. Brasil enfrentou a Rússia surrealista. 4 primeiros sets, vitórias alternadas, só que o Brasil ganhava fácil, perdia pelos 2 pontos indispensáveis.

5º set, que VIRADA

A Rússia, que sempre joga muito contra nós, fez 14/12, num set que vai só até 15. Não se intimidaram, marcaram 4 pontos seguidos, dificílimos, mas não impossíveis para essas jogadoras e seu vitorioso treinador. Ganharam de 16/14, notável, que maravilha jogar.

Duque senador de verdade

Empolgado consigo mesmo, o segundo suplente não esconde: “Em 2010, estarei eleito diretamente, não me chamarão gozadoramente de senador”. Ha! Ha! Ha! (Exclusiva)

Ricardo Teixeira e a CBF

O presidente da mais colossal “empresa” que controla a paixão nacional, o futebol, garantiu: “Ao contrário de 2006, em 2010 vou implantar a “linha dura”. Então não sairá da frente do espelho? (Exclusiva)

Ministro Celso de Mello

celso de mello

Nada melhor do que começar o dia citando frase sua: “Nada mais nocivo do que a pretensão do Estado de regular a liberdade de expressão. Pois o pensamento há de ser livre, essencialmente livre.”

Rui Barbosa e a Constituição de 1891

O grande autor e relator da primeira Constituição da República exigiu que os Ministros do Supremo fossem vitalícios como nos EUA.

Vitalícios mas não tanto

Rui não admitia reforma da Constituição. Morreu em 1923, logo, i-n-c-o-n-s-t-i-tu-c-i-o-n-a-l-m-e-n-t-e, deputados e senadores se deram Poderes para mudar. Escreveram: “Os Ministros do Supremo continuam VITALÍCIOS ATÉ OS 70 ANOS”.

O Poder sem autenticidade

Além da violência constitucional, a violência contra a língua. Os Ministros passaram a ser VITALÍCIOS, mas só por pouco tempo, até os 70 anos. Celso pelo menos ainda tem ais 7 de efetiva permanência.

27 sucessões estaduais tumultuando a sucessão presidencial

Faltam praticamente 16 meses para as eleições executivas de 2010. Não quero nem tratar dos 54 senadores e 20 suplentes que precisarão renovar o mandato ou garantir o que jamais conquistaram, a suplência.

A maior preocupação: acesso ao Planalto-Alvorada

A presidência está na ambição de quase todos os políticos, pois representa o máximo em matéria de Poder. Leva um homem como Ciro Gomes a mudar o domicílio para São Paulo, sem saber se será candidato a governador, a presidente, ou a nada disso.

A importância de ser Ernesto

O Amazonas começa a análise que vou fazer, estado por estado, embora não seguida ou diariamente. Na leitura destas notas, exclusivas, se verá a razão de começar por tão longe, mas que está tão perto do Planalto-Alvorada.

Reviravolta no Amazonas

Amazonino, que já foi tudo duas vezes (governador, prefeito e senador), se elegeu novamente prefeito no ano passado, seu mandato em Manaus vai até 2012. Apesar disso, era tido e havido como candidato a governador. Mas foi alertado e aconselhado: “Fique na prefeitura”. Ficará.

Amazonino desistirá, entrará Serafim Correa para governador

Amigos do ainda prefeito disseram a ele: “Você está perto dos 70 anos, já foi tudo, por que deixar o cargo de prefeito eleito até 2012?”. Compreendeu, aceitou, a luta pelo governo acirrou.

Eduardo Braga em Brasília

Só há uma vaga para senador, a outra será do governador eleito e reeeleito (revelação exclusiva).

Amazonas 2010

O Planalto-Alvorada tem vários objetivos. 1 – Derrotar Artur Virgílio, se livrar da sua oposição permanente. Portanto, impedir a reeleição.

Eleger Alfredo Nascimento

2 – Ministro dos Transportes do primeiro governo Lula, se desincompatibilizou, sentou com o presidente. Lula falou: “Coloca o João Pedro como suplente”. Colocou, sabia que eleito, voltaria ao ministério.

Ministro: nem adivinhação, nem previsão

3 – Entrou na campanha para senador sabendo que voltaria a ser ministro. Ganhou, foi. João Pedro, amigo de Lula, também ganhou: 2 anos e 7 meses como senador sem voto.

Senador permanente

4 – Agora a história se repete (sempre?) com volúpia política maior. Alfredo Nascimento é candidato a governador, e se ganhar (o que é possível) João Pedro, sem qualquer esforço (a não ser o da amizade presidencial) fica senador DE FATO até 2014.

O Planalto-Alvorada vai interferir

5 – Quer dizer, já interferiu. O Ministro dos Transportes ia ser demitido, teve divergência com Carlos Minc, a divergência se transportou para um setor de franca hostilidade.

Suplente que garante o efetivo

6 – Ninguém imaginava que o Ministro dos transportes pudesse escapar. Lula, que demitiu tantos amigos (Dirceu, Palocci, Cristovam, e outros), pensou: “Se eu demitir o ministro ele volta para o Senado, João Pedro perde a suplência de agora e a do futuro”. Não demitiu.

Interpretação-adivinhação-consolação

7 – O “violento” discurso de Renan sobre Artur Virgílio tinha um objetivo diferente do imaginado e não revelado pelos amestrados, mas dava a Renan o “prazer” de ser insaciável.

Reciprocidade-lealdade

8 – mas também cumpria uma “jogada” do Planalto-Alvorada, os péssimos analistas diriam como disseram: “Renan é realmente leal”. Consideravam que Renan envergava a roupa de gala do Planalto-Alvorada.

***

PS – Tudo que relacionei está acontecendo. Os personagens citados, identificados e nominados, no palanque da própria derrota. O Planalto-Alvorada vai agir, tentando desfazer o que está quase feito.

PT só conta com Marta em São Paulo

Pedro do Coutto

A pesquisa do Datafolha sobre as tendências eleitorais, hoje, para o governo de São Paulo amanhã, 2010, reportagem de Pedro Dias Leite publicada na Folha de S/ao Paulo de segunda-feira, revela que o PT só conta com Marta Suplicy para enfrentar Geraldo Alckmim e, com isso, assegurar uma base para a candidatura presidencial de Dilma Roussef  no maior colégio eleitoral do país. São Paulo reúne 22% do eleitorado brasileiro. Uma diferença muito negativa de votos lé reflete com intensidade no panorama nacional. O levantamento apontou no cenário 43 pontos para Alckmim. 16 para Marta, 11 para Paulo Maluf, 4 para Luisa Erundina, outros 4 para Soninha. Substituindo Marta por Ciro, Geraldo avança três degraus, vai parar em 46, Ciro fica com 12, Maluf nos mesmos 11, Soninha mantém os 5 e Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, registra somente 2%. O quadro da disputa parece definido com antecedência.

Ciro Gomes, bem no panorama da sucessão presidencial ao lado de Dilma Roussef, no segundo lugar, não vai transferir seu domicílio para São Paulo r disputar o Palácio Bandeirantes. O esquema articulado ou pensado pelo presidente Lula terá que excluir esta possibilidade. Também deve excluir a hipótese Antonio Palocci, que, em pesquisa recente do Vox Populi, apareceu com apenas 2 pontos das intenções de voto. O Palácio do Planalto, assim, só pode mesmo contar com a ex prefeita. Ela pode perder para o ex governador, mas será a derrota pela menor diferença possível. O PT não tem outra alternativa. A não ser o senador Eduardo Suplicy, porém este parece não ingressar no plano das cogitações petistas. Não se sabe por quê.

Seria, inclusive, o candidato natural. Foi reeleito em 2006, com 47% dos votos, derrotando Afif Domingos. Não arrisca nada. Seu mandato no Senado abrange mais quatro anos. Corre de graça, como se costuma dizer em política. Esta característica deixa os candidatos à vontade. Mas o Partido dos Trabalhadores tem outra visão. Tanto que o nome de Suplicy é afastado de plano sem maiores discussões. Política tem dessas coisas. Que fazer? Procurar outro nome.

Certamente foi isso que a regional paulista do Partido dos Trabalhadores fez. Não foi difícil encontrar, não um candidato, mas uma candidata. O Datafolha iluminou o caminho da busca. Afinal, 16% é uma parcela ponderável. A legenda não trem outra opção melhor. Marta Suplicy, de outro lado, tem história no PT. Derrotou Paulo Maluf nas urnas, perdeu para Alckmim, para José Serra e Gilberto Kassab. Mas foi ministra do governo Lula e continua na linha de frente. Houve um período em que despontou com força. Foi no pleito de 98 para o governo estadual. Maluf foi o mais votado no primeiro turno e ela, Marta ficou em terceiro, atrás de Mario Covas apenas 0,3%. Foi um caso –vale lembrar- em que a pesquisa Ibope divulgada na véspera pela Rede Globo no Jornal Nacional influiu. A pesquisa apontou uma vantagem de Mario Covas sobre ela de 3 pontos.

Muita coisa para os metros finais da chegada. O imposto certamente influiu para diminuir o ímpeto da militância do PT no dia do voto. Maluf e Covas foram para o duelo final. Covas venceu disparado, inclusive com apoio dela, Marta. Mas o tempo passou e o panorama mudou. Ela própria contribuiu para a redução de seu prestígio. Porém, como o Datafolha provou, continua sendo a figura mais expressiva do PT paulista. A menos que Lula renunciasse à presidência e resolvesse disputar a sucessão de José Serra. Será este um sonho do PT? Ou um projeto alternativo para sustentar Dilma Roussef?

PT SÓ CONTA COM MARTA EM SÃO PAULO

A pesquisa do Datafolha sobre as tendências eleitorais, hoje, para o governo de São Paulo amanhã, 2010, reportagem de Pedro Dias Leite publicada na Folha de S/ao Paulo de segunda-feira, revela que o PT só conta com Marta Suplicy para enfrentar Geraldo Alckmim e, com isso, assegurar uma base para a candidatura presidencial de Dilma Roussef no maior colégio eleitoral do país. São Paulo reúne 22% do eleitorado brasileiro. Uma diferença muito negativa de votos lé reflete com intensidade no panorama nacional. O levantamento apontou no cenário 43 pontos para Alckmim. 16 para Marta, 11 para Paulo Maluf, 4 para Luisa Erundina, outros 4 para Soninha. Substituindo Marta por Ciro, Geraldo avança três degraus, vai parar em 46, Ciro fica com 12, Maluf nos mesmos 11, Soninha mantém os 5 e Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, registra somente 2%. O quadro da disputa parece definido com antecedência.

Ciro Gomes, bem no panorama da sucessão presidencial ao lado de Dilma Roussef, no segundo lugar, não vai transferir seu domicílio para São Paulo r disputar o Palácio Bandeirantes. O esquema articulado ou pensado pelo presidente Lula terá que excluir esta possibilidade. Também deve excluir a hipótese Antonio Palocci, que, em pesquisa recente do Vox Populi, apareceu com apenas 2 pontos das intenções de voto. O Palácio do Planalto, assim, só pode mesmo contar com a ex prefeita. Ela pode perder para o ex governador, mas será a derrota pela menor diferença possível. O PT não tem outra alternativa. A não ser o senador Eduardo Suplicy, porém este parece não ingressar no plano das cogitações petistas. Não se sabe por quê.

Seria, inclusive, o candidato natural. Foi reeleito em 2006, com 47% dos votos, derrotando Afif Domingos. Não arrisca nada. Seu mandato no Senado abrange mais quatro anos. Corre de graça, como se costuma dizer em política. Esta característica deixa os candidatos à vontade. Mas o Partido dos Trabalhadores tem outra visão. Tanto que o nome de Suplicy é afastado de plano sem maiores discussões. Política tem dessas coisas. Que fazer? Procurar outro nome.

Certamente foi isso que a regional paulista do Partido dos Trabalhadores fez. Não foi difícil encontrar, não um candidato, mas uma candidata. O Datafolha iluminou o caminho da busca. Afinal, 16% é uma parcela ponderável. A legenda não trem outra opção melhor. Marta Suplicy, de outro lado, tem história no PT. Derrotou Paulo Maluf nas urnas, perdeu para Alckmim, para José Serra e Gilberto Kassab. Mas foi ministra do governo Lula e continua na linha de frente. Houve um período em que despontou com força. Foi no pleito de 98 para o governo estadual. Maluf foi o mais votado no primeiro turno e ela, Marta ficou em terceiro, atrás de Mario Covas apenas 0,3%. Foi um caso –vale lembrar- em que a pesquisa Ibope divulgada na véspera pela Rede Globo no Jornal Nacional influiu. A pesquisa apontou uma vantagem de Mario Covas sobre ela de 3 pontos.

Muita coisa para os metros finais da chegada. O imposto certamente influiu para diminuir o ímpeto da militância do PT no dia do voto. Maluf e Covas foram para o duelo final. Covas venceu disparado, inclusive com apoio dela, Marta. Mas o tempo passou e o panorama mudou. Ela própria contribuiu para a redução de seu prestígio. Porém, como o Datafolha provou, continua sendo a figura mais expressiva do PT paulista. A menos que Lula renunciasse à presidência e resolvesse disputar a sucessão de José Serra. Será este um sonho do PT? Ou um projeto alternativo para sustentar Dilma Roussef?

Enxugando gelo

Carlos Chagas

Na reunião da Comissão de Constituição e Justiça,   chamou a atenção o esforço inócuo e desnecessário  dos senadores  governistas para  protelar  os trabalhos,  até evitando  o depoimento de Lina Maria Vieira.  De Ideli Salvatti, exigindo a apreciação de outras matérias,  a Aloísio Mercadante, confuso ao extremo, até Romero Jucá, Gim Argello, Antonio Carlos Valadares, Magno Malta, Renan Calheiros e Almeida Lima, entre outros, deram todos a impressão de estar enxugando  gelo. Só fizeram irritar quem se encontrava diante das telinhas da TV-Senado aguardando o depoimento da ex-secretária da Receita Federal. Questões de ordem e dúvidas sobre a competência da Comissão de Constituição e Justiça arrastaram-se por mais de duas horas e meia,  antes que a depoente fosse chamada ao plenário. A impressão foi de que os referidos senadores atuavam apenas  para o presidente Lula tomar  conhecimento de sua lealdade ao governo. Mais do que uma tropa de choque, constituíram um exército de vento.

O contraponto aconteceu quando os ânimos serenaram e a funcionária chegou ao plenário. O senador Demóstenes Torres concedeu tempo ilimitado para sua exposição inicial que, com todo o respeito, foi uma chatice. Dona Lina relatou sua vida profissional inteirinha, até chegar à secretaria da Receita Federal, usando slides e referindo-se às inovações por ela implantadas na arte de  tomar dinheiro do contribuinte.  Nesse período, muitos senadores dormiram.

Gilmar não dá trégua

Mais uma do presidente do Supremo Tribunal Federal em sua guerrilha contra promotores e procuradores de Justiça:  em debate na Fiesp, esta semana, ele  declarou que,  no governo Fernando Henrique,  parte do Ministério Público foi o braço judicial de partidos oposicionistas.

Nomeado ministro da mais alta corte nacional por Fernando Henrique,  Gilmar Mendes acrescentou que os promotores que assim agiram quando o PT era oposição  deveriam pedir desculpas e até  indenizar o estado por usar indevidamente o Ministério Público para fins partidários. Mas ressalvou ter a impressão de que agora  isso mudou. Claro, os partidos oposicionistas hoje são outros. Inverteu-se a equação…

Hipótese remota

Circulou em Brasília a possibilidade de Henrique Meirelles entrar no PMDB e tornar-se candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Dilma Rousseff.

Trata-se de hipótese remota, praticamente inviável. Primeiro porque o PMDB já tem candidato. É o presidente da Câmara, Michel Temer. Depois porque para a ministra Dilma, ainda desconhecida da maioria do povão, nada pior do que um companheiro de chapa também ignorado pela maioria do eleitorado. Nada que desabone os  dois, é claro, mas em se tratando de amanuenses, competentes funcionários públicos pouco afetos aos palanques, seria curioso ver como pediriam votos, mesmo apoiados pelo presidente Lula.

A Bovespa entregue a “profissionais”, não existem investidores nem dinheiro

Às 13 horas, alta de 1% cravado. Agora, no fechamento, depiis de 4 horas de pregão, a alta ficou em mais 0,96%, a mesma coisa, em 55.748 pontos. O volume não chegou a 4 bilhões, e isso só bem no final.

Jogaram muito com o dólar

Na moeda, jogatina mesmo. Às 13 horas, estava em 1,86 alto, queda de 1,50%. Até o fechamento, foi caindo com movimento, fechou em menos 2,06%.

Luiz Carlos Mendonça de Barros

O jornalão falou em EXPLOSÃO da Bolsa do Rio, em 1989, quando era a maior do Brasil. responsabilizou Naji Nahas. Também. Mas o principal é o que está no título desta nota. Mais tarde, abriu outra corretora no nome dos filhos.

Subserviência globalizante e nominal

Ontem inaugurados 3 edifícios na Lagoa Rodrigo de Freitas (Antigo dono do Jardim Botânico, vendido a Dom João VI, logo que chegou ao Brasil).

Podem se revoltar

Construídos onde era um posto de combustível e casa de espetáculos, Chico e Paulo Caruso, mais o Veríssimo, fizeram shows engraçadíssimos. Nomes: 1) lago Maggiore. 2) Lake Front. 3) Diamond Nobless. Com royalties para Armando Falcão, “nada a declarar”. (Exclusiva)