Por que não para de aumentar o número de militares no Gabinete de Segurança Institucional?

Augusto Heleno Ribeiro Pereira: Não dá para ser filho de Maria nessa hora

Em plena crise, Augusto Heleno vai aumentando o contingente

Marianna Holanda
Estadão

Nos últimos quatro anos, o número de militares e policiais no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) aumentou em 38%, passando de 753 para 1.038. O levantamento inclui membros das três Forças, policiais militares, civis, federais e rodoviários federais. Há apenas dois registros de agentes penitenciários. Contudo, membros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica representam a maior parte: 988 dos 1.038, em fevereiro de 2021.

Desde o começo do governo Bolsonaro até fevereiro de 2021, o aumento foi de 21%, segundo dados obtidos por Lei de Acesso à Informação pelo gabinete do deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

AMEAÇA À DEMOCRACIA – “A militarização do GSI pode custar a integridade da própria democracia, sobretudo num governo que enxerga inimigos por todos os lados e não reconhece os limites institucionais do Estado Democrático de Direito”, disse Valente.

O GSI, comandado pelo general Augusto Heleno, abriga a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Tem como missão, entre outras coisas, planejar e coordenar segurança de informação. A pasta se ocupa também da segurança pessoal do presidente e de sua família.

Questionado pela Coluna, o GSI atribui o aumento na militarização da pasta ao fato de o presidente ter mais filhos que o anterior e de o País também contar agora com um vice-presidente. A justificativa não explica, contudo, o aumento de 2019 para 2021.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Bolsonaro está tentando repetir a trajetória de Hugo Chávez, para se tornar um presidente vitalício. Cooptar as Forças Armadas foi uma das armas que Chavez e o sucessor Maduro usaram para usurpar o poder em estilo democrático, digamos assim. Mas há muita diferença entre os dois países e as duas situações. Aqui no Brasil, Bolsonaro pensa que está usando as Forças Armadas, mas na verdade está sendo usado por elas. E assim que ele não prestar mais, os militares se livrarão dele e deixarão que caia no lixo da História, porque o Brasil não é a Venezuela. (C.N.)    

18 thoughts on “Por que não para de aumentar o número de militares no Gabinete de Segurança Institucional?

  1. Faltou dizer que no golpe fracassado de.2001, H Chaves estava preso num quartel, já pronto para ser executado por um pelotão de fuzilamento qdo no último minuto o Capitão Comandante do Pelotão resolveu não cumprir a execução. A partir deste evento os mitares perceberam que quem os comandavam eram os “assessores”militares americanos.

  2. Que comentário ruim esse do C.N. Deve ser o isolamento que está trazendo dificuldade de raciocínio. A única forma do Brasil se tornar uma Venezuela seria com o PT no governo, aliás faz parte do Foro de São Paulo essa estratégia, ou já se esqueceu?

  3. Só o sujeito sendo muito idiota, para não perceber que, desde o início da sua administração, Bolsonaro é um elemento muito mal intencionado.
    Ele, já há bastante tempo, autoconvenceu-se de que é uma figura burra e antipática: capaz de se perpetuar no poder somente assim: formando um arcabouço de facções escusas e legalistas, a fim de que a sua ditadura se torne inexpugnavel. Pelo menos, esta e a leitura que ele, insanamente, passa à opinião pública.

  4. Realmente o presidente tem algo errado dentro da cuca. Não se trata somente de ignorância, que é evidente do que lhe sai da boca, mas há uma inquietude muito grande em sua alma, se existe.
    Quem sabe com essa viagem turística a Israel e a visita aos locais sacros o entretenha. Vá fundo, cara, gaste o dinheiro dos trouxas – e reze, porque sem vacina e com o Pazuello estamos fadados ao fracasso contra a covid.

  5. “Bolsonaro está tentando repetir a trajetória de Hugo Chávez…”

    Bolsonaro esta fracassando na tentativa. Quem esta sendo bem sucedido é o Alberto Fernandez.

  6. Ivan Valente faz parte daquela raça que tem como modelo a “democracia” cubana, portanto é um sujeito absolutamente desqualificado para opinar sobre esse assunto. A grande imprensa, prostituída pela corruptocracia tucano-petista, precisa encontrar outros palpiteiros.

  7. Uma coisa que deve ser muito difícil para o eleitor do Bolsonaro lidar é a covardia dele. Porque os problemas do país você pode culpar todo mundo.

    Mas a covardia do mito não. Essa é na conta dele mesmo. Ele é covarde.

    Ele volta atrás na decisão. Ele esconde carteira de vacinação. Ele apaga fotos indicando cloroquina. Ele diz que “nunca falei isso” quando tem vídeo mostrando que falou. Ele se esconde atrás de notícias falsas.

    Capitão? Porra nenhuma. É um covarde usando farda. Sempre foi frouxo
    “Porque o cidadão de bem precisa andar armado”

    A única vez que foi assaltado entregou a arma e a moto. Sim, eu teria entregado tudo, mas não fico fazendo arminha com a mão que nem um idiota.

    Se bater o pé, ele corre pra dentro de casa e dá chilique. Frouxo.

    Aliás, Bolsonaro é aquele cara que bate, bate, bate, bate. Mas não bate muito porque é valente e sim porque é queixo de vidro e sabe disso. Se tomar uma paulada, deita.
    Por isso que ele é frouxo.

    E você, gado, pode continuar gritando mito, capitão, super-herói, o que for. Pode continuar culpando todo mundo. Pode culpar quem você quiser.

    NADA vai mudar que você admira um covarde. Você, apoiador do frouxo, que lide com isso.

    Ah, esqueci de falar, ele foge de entrevista. Se fosse corajoso, dava entrevista fazendo questão de ser ao vivo, pra ninguém editar o que ele falou. Mas não é medo de distorcerem o que ele falou, isso é desculpa dele. Ele tem medo de ser confrontado. Frouxo.

    E não venham falar de “ain, ele deu entrevista pro Ratinho, ou no programa X”.
    Isso não é entrevista, é quase uma colaboração. Quero ver sentar a bunda num programa sério e não começar a chorar no primeiro bloco.

  8. Me parece que os militares são mais competentes do que técnicos da iniciativa privada e colocar políticos pra cuidar de galinheiro nós já sabemos no que dá.

  9. Infelizmente isso – militarização de órgãos públicos – já era comum nós Estados, com a cessão de PM’s e Bombeiros para órgãos como Tribunais, Ministérios Públicos, Assembléias Legislativas e Câmaras dos Vereadores.
    E sabe o que mais é absurdo (???)
    Eles ficam afastados dos seus órgãos de origem. Mas continuam recebendo o salário (pago pelo órgão cedente ou cedido, dependendo do acordo) somando-se, ainda, uma gratificação.
    Um Tenente Coronel, ganhando 28 mil mais 10 mil… Nada mal (né?) dinheiro público indo para o ralo.

  10. Oficiais militares de qualquer que seja o ente são espertalhões-mor da República ou da Ditadura… sendo no Brasil, não importa como, sempre ganham. Estão junto com os outros picaretas.

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