Presidente Jair Bolsonaro, leia, atenda e cumpra. Se não puder, renuncie

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Sem atendimento à saúde, jamais existirá democracia

Jorge Béja

Presidente, mais do que tentativa, o senhor foi vítima de homicídio. Lá em Juiz de Fora, o tal “Bispo” enfiou uma faca na sua barriga. Era para matar e eliminar o senhor da disputa presidencial. Mas o socorro foi imediato e eficaz. Nada lhe faltou. E o senhor sobreviveu e venceu a morte. Depois o senhor veio para os Hospital Albert Einstein em São Paulo. Foi tratado, cuidado e curado. Também nada lhe faltou. Ainda ontem ou anteontem, a equipe médica que atendeu o senhor no hospital de Juiz de Fora, todos vieram até o Rio. Foram à sua casa na Barra da Tijuca para saber e conhecer o seu estado e a evolução da cura.

Presidente, lembre-se do povo brasileiro que não tem onde buscar remédio, quanto mais socorro para tratar doenças, curar lesões e continuar vivendo. Cuide da saúde de todos nós, prioritariamente.

HÁ RECURSOS – O dinheiro público é mais do que suficiente para manter atendimento médico-hospitalar de muito boa qualidade a todos nós, brasileiros e estrangeiros aqui residentes, ou de passagem. Que seja este o seu compromisso-dever número 1.

Presidente, os brasileiros estão morrendo por falta de socorro médico. Se não chegam a morrer, levam uma vida sem saúde e cheia de dor. E vida assim é vida moribunda.

Presidente, na sua gestão não seja condescendente com a corrupção. Se um agente público federal for acusado e investigado por corrupção, afaste-o do cargo até o final da investigação. O senhor é pessoa de vida limpa e não pode ser rodeado, assessorado e auxiliado por corruptos, nem por suspeitos de corrupção, qualquer que seja o escalão do servidor, do agente público.

BEM SAGRADO – Cerque-se de gente proba, honesta, disciplinada, altruísta, abnegada e que trate a coisa pública como um bem sagrado, porque é do povo e ao povo pertence. Desprecatar-se dessa obrigação-dever acarretará mais desgraça para o povo.

Presidente, dê proteção à segurança do povo brasileiro. Território, povo e governo são o tripé que constitui(em) e forma(m) as nações. O Brasil é uma nação. Mas nela encravada existe uma outra, também com território, população e governo. Enfrente esta outra “nação”. Acabe com ela, porque até aqui a maldita “nação encravada” tem-se mostrado superior, mais forte e dominante sobre o Estado Brasileiro.

O policiamento preventivo, fardado e armado, visível em todos os cantos, noite e dia, sem interrupção, é uma das providências que, urgentemente, precisa ser tomada.

SEM POLICIAMENTO – Nas ruas da minha cidade, o Rio de Janeiro, e de muitas ou todas as outras neste país, não se vê policiamento. E por causa da ausência do policiamento preventivo, os bandidos atacam, roubam e matam. Restabeleça a paz, presidente. A segurança pública é a sua mais forte pilastra.

Instrumentos constitucionais para tanto é que não faltam. Se preciso for, logo no 1º de Janeiro de 2019, decrete o Estado de Defesa (Constituição Federal, artigo 136). E se a decretação se mostrar insuficiente, lance mão do artigo 137 da Constituição e decrete o Estado de Sítio. Serão medidas extremadas, extravagantes, mas nunca ditatoriais, porque há décadas que a ordem pública e a paz social deixaram de existir em razão da instabilidade institucional. E a medida que foi tomada, como esta pífia, improvisada e inconstitucionalíssima intervenção só na segurança pública do Rio, nada resolveu.

O MANDATÁRIO – Saiba o senhor, que nas Democracias   presidente da República é mandatário do povo. Mandatário número 1 e supremo chefe da Nação, é verdade. Mas mandatário, sempre mandatário.  Mandantes somos nós, os eleitores que o elegeram. E todo mandatário recebe o mandato para defender, agir e obedecer a soberana vontade do mandante.

 É assim no Direito Privado. Não pode ser diferente no Direito Público. Portanto, tudo que vai aqui escrito não são meras sugestões. São ordens dos mandantes. Ordens até elementares e óbvias. Ordens daqueles que o elegeram. E caso o senhor não puder, não quiser ou não conseguir desempenhar a contento as ordens que o povo brasileiro lhe deu, então renuncie ao mandato.

32 thoughts on “Presidente Jair Bolsonaro, leia, atenda e cumpra. Se não puder, renuncie

  1. “Amarra o Teu Arado a Uma Estrela (Gilberto Gil)

    Se os frutos produzidos pela terra
    Ainda não são
    Tão doces e polpudos quanto as peras
    Da tua ilusão
    Amarra o teu arado a uma estrela
    E os tempos darão
    Safras e safras de sonhos
    Quilos e quilos de amor
    Noutros planetas risonhos
    Outras espécies de dor

    Se os campos cultivados neste mundo
    São duros demais
    E os solos assolados pela guerra
    Não produzem a paz
    Amarra o teu arado a uma estrela
    E aí tu serás
    O lavrador louco dos astros
    O camponês solto nos céus
    E quanto mais longe da terra
    Tanto mais longe de Deus”

  2. Dignissimo Dr. BEja.
    Permita discordar apenas deste trecho de seu comentario
    “SEM POLICIAMENTO – Nas ruas da minha cidade, o Rio de Janeiro, e de muitas ou todas as outras neste país, não se vê policiamento. E por causa da ausência do policiamento preventivo, os bandidos atacam, roubam e matam. Restabeleça a paz, presidente. A segurança pública é a sua mais forte pilastra.”
    Participei pouquíssimas vezes da TI, minha leitura ininterrupta o dia todo. Posso dizer q “sou macaco de auditorio”.
    Porque discordo:
    No ano passado dizia que iria embora do Brasil apesar de 70 anos e ser sozinho, sem familiares.
    Estou em Portugal, não vejo, policiamento, não vejo placas de transito, não tem sinaleira, não vejo transgressões, ando de madrugada pelas ruas algumas escuras, AH E NÃO TEM PIXACÃO.
    Saco dinheiro nos caixas eletronicos aos montes tambem em ruas escuras.
    Raramente vejo uma viatura já velha, para alguma ocorrencia. Minha discordancia permita-me nobre juridico, que policiamento não é necessario se EDUCAÇAO E RESPEITO EXISTIREM NUM POVO.

    • Creio que em Portugal não se necessita de policiamento pq aí tem “EDUCAÇAO E RESPEITO EXISTIREM NUM POVO”. Aqui no Brasil isto existe entre a minoria. Portanto num primeiro momento enquanto não tivermos as características descritas por V.S.
      não tem como resolver o assunto com flores.
      Se assim não fosse pq V.S. mudou de pais?

  3. Nobre colunista Dr. Béja. Bonitas suas palavras. Demonstra intimidade para com o protagonista e receptor da mensagem. O nobre colega já declarou seu voto, no entanto esta mensagem não deveria ter sido publicada agora. Porque no nobre casuístico não as guardou por mais algum tempo. O ator destinatário da mesma ainda não é presidente. Se ele vier a ganhar em primeiro turno, o que eu não desejo, o nobre colega poderia postar amanhã cedinho. Teríamos uma magnífica carta cobrança ao presidente eleito feita por uma pessoas pública e respeitada. Vai lá que ele lesse e se lesse vai lá que ele a pussesse em prática? E se ele não ganhar no primeiro turno, o que eu desejo, ainda restará a segunda batalha. Aí sim. Ainda não era tempo de torná-la pública. Era preciso esperar o resultado. Se ele fosse eleito aí sim. Ela deveria ser publicada. E se não for eleito nem no primeiro nem no segundo turno eu já tenho o modelo perfeito para cobrar ao meu candidato quando ele for eleito. Teremos sem dúvidas um pais melhor depois do primeiro de janeiro de 2019. Pois seja lá quem ocupar a cadeira de presidente, vai receber esta magnífica mensagem. Não tenho muita intimidade com o meu escolhido como o nobre colega demonstra ter com o seu, mas em todo cado tentarei chamar a atenção do mesmo para esta situação. Que é séria, necessária e urgente de ser resolvida. Seja lá quem for que seja eleito. Parabens pelo belíssimo texto. Saudações progressistas. Há.. Há… Haddad presidente 13

    • Dom Manepa El Rey de Sucupira, dá prazer ler e meditar a respeito de comentário tão nobre, elevado e respeitoso, como o de Vossa Majestade. Ainda que o autor do texto e o leitor-comentarista estejam em posições opostas, visões opostas, predileções opostas…estamos juntos, de mãos dadas, no respeito que um deve dispensar ao outro.
      Muito agradeço ter lido e comentado.

      • O seu excelente artigo acaba sendo maculado pela quantidade de salamaleques dispensados para um comentarista que se identifica com um nome que consegue ser pior do que o comentário. De mãos dadas com defensores de corruptos? Tem o modelo perfeito para cobrar do candidato, diz o comentarista de nome esdrúxulo. Por que não cobrou então do presidiário e seu poste nos últimos 13 anos?

  4. raramente participo da TI, devo estar infringindo normas, que não sei quais são.
    Por gentileza informe para não perder meu tempo e mesmo sendo raro não escrever mais.

  5. Por que votamos em Hitler
    Por que a Alemanha, o país com um dos melhores sistemas de educação pública e a maior concentração de doutores do mundo na época, sucumbiu a um charlatão fascista?

    Ao longo da década de 1920, Adolf Hitler era pouco mais do que um ex-militar bizarro de baixo escalão, que poucas pessoas levavam a sério. Ele era conhecido principalmente por seus discursos contra minorias, políticos de esquerda, pacifistas, feministas, gays, elites progressistas, imigrantes, a mídia e a Liga das Nações, precursora das Nações Unidas. Em 1932, porém, 37% dos eleitores alemães votaram no partido de Hitler, a nova força política dominante no país. Em janeiro de 1933, ele tornou-se chefe de governo. Por que tantos alemães instruídos votaram em um patético bufão que levou o país ao abismo?

    Em primeiro lugar, os alemães tinham perdido a fé no sistema político da época. A jovem democracia não trouxera os benefícios que muitos esperavam. Muitos sentiam raiva das elites tradicionais, cujas políticas tinham causado a pior crise econômica na história do país. Buscava-se um novo rosto. Um anti-político promoveria mudanças de verdade. Muitos dos eleitores de Hitler ficaram incomodados com seu radicalismo, mas os partidos estabelecidos não pareciam oferecer boas alternativas.

    Em segundo lugar, Hitler sabia como usar a mídia para seus propósitos. Contrastando o discurso burocrático da maioria dos outros políticos, Hitler usava um linguajar simples, espalhava fake news, e os jornais adoravam sugerir que muito do que ele dizia era absurdo. Hitler era politicamente incorreto de propósito, o que o tornava mais autêntico aos olhos dos eleitores. Cada discurso era um espetáculo. Diferentemente dos outros políticos, ele foi recebido com aplausos de pé onde quer que fosse, empolgando as multidões. Como escreveu em seu livro “Minha Luta”:

    Toda propaganda deve ser apresentada em uma forma popular (…), não estar acima das cabeças dos menos intelectuais daqueles a quem é dirigida. (…) A arte da propaganda consiste precisamente em poder despertar a imaginação do público através de um apelo aos seus sentimentos.

    Em terceiro lugar, muitos alemães sentiram que seu país sofria com uma crise moral, e Hitler prometeu uma restauração. Pessoas religiosas, sobretudo, ficaram horrorizadas com a arte moderna e os costumes culturais progressistas que surgiram por volta de 1920, época em que as mulheres se tornavam cada vez mais independentes, e a comunidade LGBT em Berlim começava a ganhar visibilidade. Os conservadores sonhavam com restabelecer a antiga ordem. Os conselheiros de Hitler eram todos homens heterossexuais brancos. As mulheres, ele argumentou, deveriam se limitar a administrar a casa e ter filhos. Homens inseguros podiam, de vez em quando, quebrar vitrines de lojas, cujos donos eram judeus, para reafirmarem sua masculinidade.

    Em quarto lugar, apesar de Hitler fazer declarações ultrajantes – como a de que judeus e gays deveriam ser mortos -, muitos pensavam que ele só queria chocar as pessoas. Muitos alemães que tinham amigos gays ou judeus votaram em Hitler, confiantes de que ele nunca implementaria suas promessas. Simplista, inexperiente e muitas vezes tão esdrúxulo, que até mesmo seus concorrentes riam dele, Hitler poderia ser controlado por conselheiros mais experientes, ou ele logo deixaria a política. Afinal, ele precisava de partidos tradicionais para governar.

    Em quinto, Hitler ofereceu soluções simplistas que, à primeira vista, faziam sentido para todos. O problema do crime, argumentava, poderia ser resolvido aplicando a pena de morte com mais frequência e aumentando as sentenças de prisão. Problemas econômicos, segundo ele, eram causados por atores externos e conspiradores comunistas. Os judeus – que representavam menos de 1% da população total – eram o bode expiatório favorito. Os alemães “verdadeiros” não deviam se culpar por nada. Tudo foi embalado em slogans fáceis de lembrar: “Alemanha acima de tudo”, “Renascimento da Alemanha”, “Um povo, uma nação, um líder.”

    Em sexto lugar, as elites logo aderiram a Hitler porque ele prometeu — e implementou — um atraente regime clientelista, cleptocrata, que beneficiava grupos de interesses especiais. Os industriais ganharam contratos suculentos, que os fizeram ignorar as tendências fascistas de Hitler.

    Em sétimo, mesmo antes da eleição de 1932, falar contra Hitler tornou-se cada vez mais perigoso. Jovens agressivos, que apoiavam Hitler, ameaçavam os oponentes, limitando-se inicialmente ao abuso verbal, mas logo passando para a violência física. Muitos alemães que não apoiavam o regime preferiam ficar calados para evitar problemas com os nazistas.

    De fato, uma análise mais objetiva mostra que, justamente quando era mais necessário defender a democracia, os alemães caíram na tentação fácil de um demagogo patético que fornecia uma falsa sensação de segurança e muito poucas propostas concretas de como lidar com os problemas da Alemanha em 1932. Diferentemente do que se ouve hoje em dia, Hitler não era um gênio. Não passava de um charlatão oportunista que identificou e explorou uma profunda insegurança na sociedade alemã.

    Hitler não chegou ao poder porque todos os alemães eram nazistas ou anti-semitas, mas porque muitas pessoas razoáveis fizeram vista grossa. O mal se estabeleceu na vida cotidiana porque as pessoas eram incapazes ou sem vontade de reconhecê-lo ou denunciá-lo, disseminando-se entre os alemães porque o povo estava disposto a minimizá-lo. Antes de muitos perceberem o que a maquinaria fascista do partido governista estava fazendo, ele já não podia mais ser contido. Era tarde demais.

    https://goo.gl/Ywmahc

    Ainda bem que o Brasil tem Lula, Haddad, Manuella, Ciro, e Boulos, para conter a ameaça homofóbica, racista e misógina.

    • E a Venezuela? Já viu o programa oficial de governo proposto pelo PT? As estratégias fascistas de Lênin estão todas aqui no seu comentário. A associação entre Hitler e Bolsonaro é falaciosa e forzada. Chora mortadela!!!
      Bolsonaro presidente com um projeto nacional. O povo cansou de mentira e corrupção, só falta dizer que não houve mensalão nem petrolao e que o presidiário vai ser canonizado

  6. Para quem tem apoiadores como Edir Macedo e afins, o centrão e banqueiros, tenho minhas dúvidas se vai se preocupar com o povo.

    E no final do vídeo mandou os eleitores votarem nele para irem a praia no domingo do segundo turno. E já aprendeu a falácia: ” se cada eleitor conseguir meio voto pra mim eu me elejo” e muita risada na cara do povo sofrido.

    A saúde será assim: levanta-te estas curado.

    https://www.youtube.com/watch?v=0bY_vr8t9_U

  7. O nobre articulista, não se preocupou com as leis

    trabalhistas e nem com a nossa previdência social.

    Essas duas serão desmanteladas.

  8. Dr Béja,se estivesse eu no lugar de Bolsonaro escolheria o senhor como ministro da justiça.Ele vai precisar de gente honesta e inteligente pra cumprir essa jornada com ajuda de Deus.

  9. Existe algo mais asqueroso do que comparar o Brasil de 2018 com a Alemanha de 1930?
    Porquê não comparam o Brasil com a Venezuela de Hoje? 2018?
    Canalhas!! Bandidos!! Defensores de corruptos!!!
    Viva o Brasil!! Verde e Amarelo!!! Vermelho nunca mais!!!

  10. Senhor Beja, respeite os brasileiros. O processo eleitoral ainda não acabou. O tom de falso modesto só piora o desrespeito. Eu o tinha em alta conta, mas o senhor acaba de cair lá do alto, no momento está em média altura.

    • Senhor Marcos Jorge, falta pouco, muito pouco para o senhor constatar que da minha parte não desrespeitei o povo brasileiro. Que a previsão se confirmou. Que as ordens dos eleitores para o eleito são as que foram expressas no artigo e muitas outras que não foram listadas.

      Falta pouco, muito pouco para que fique comprovado que o “tom de falso modesto” nada mais foi do que o tom de uma realidade que até os que politicamente mal enxergam, mal falam e mal ouvem, conhecem, sentem e com ela (a realidade) sofrem e padecem há décadas.
      Falta pouco. Muito pouco. Por gentileza, leia aquele artigo que a TI publicou semana passada: “Bolsonaro seria a confirmação do sonho-visão que Dom Bosco teve em 1883?”. Está no link. O processo eleitoral nunca tem fim nas Democracias. É uma constante, sem limite, no tempo e no espaço.

      • Pessoas respeitosas são as que sabem esperar, principalmente quando “falta muito pouco”.
        Quanto ao artigo sobre Dom Bosco, li quando foi publicado. Achei desinteressante, era muito encaixe esotérico, tipo de interpretação que nunca apreciei.

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