PT e MDB tentam isolar Ciro Gomes, para evitar que chegue ao segundo turno

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Ciro diz que falta pouco para fechar suas alianças

Deu no Correio Braziliense-

A proximidade do prazo final para o anúncio das alianças presidenciais e regionais leva os partidos com as maiores bancadas do Congresso a mirar no candidato pedetista Ciro Gomes. Ao mesmo tempo que Ciro vira alvo dos petistas e emedebistas mais ligados ao Planalto, dirigentes nacionais do PSB se atrapalham no acordo, hoje ainda pendendo para o lado do ex-governador cearense. O primeiro escalão do Palácio do Planalto foi instruído pelo próprio presidente, Michel Temer, a isolar Ciro. Ministros e assessores percorreram a Esplanada levando o recado governista. Um emedebista com acesso ao gabinete presidencial disse que “tirar Ciro é, também, evitar que os petistas cheguem ao segundo turno”.

Se o leque de negociações de Ciro foi aberto nas últimas semanas — com PP, DEM e PR —, os ataques também se intensificaram. O PT, por exemplo, acredita que as chances de Ciro aumentaram, por isso, o movimento para isolar o pedetista.

BASE TRADICIONAL – Para o gerente de análise da consultoria Prospectiva Thiago Vidal “nesse meio-tempo, os partidos têm sido cobrados a manter a base tradicional, por isso, muitos são aconselhados a rever as alianças com Ciro”.

“O Ciro está em uma situação de tudo ou nada. Está há um mês negociando, com DEM, PP, PSB e, agora, com PR. Acho difícil levar todos”, disse Vidal. Pela esquerda, o analista acredita que o apoio do PT “é dado como impossível”, à revelia dos apoios de Pernambuco. “Quem tem mesmo mais viabilidade em apoiar Ciro é o PSB.”

A estratégia do PT posta em prática nas últimas 24 horas é tentar isolar as chances de apoio entre PSB e PDT. A principal ala do partido na ação é pernambucana, fortemente ligada aos pessebistas no Nordeste.

GLEISEI CIRCULA – Para costurar alianças, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PT-PR) tem viajado para se encontrar com dirigentes estaduais de outros partidos. Nesta quinta-feira, ela esteve com Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco.

Após reunião com Gleisi, no Recife, o governador disse que a ala pernambucana do partido não está isolada na defesa da aliança do PSB com o PT em âmbito nacional. “A ala pernambucana do PSB é a maior do Brasil. Só por isso já saímos na frente”, afirmou. “Vamos fazer de tudo para que essa aliança se concretize.”

Um dos poucos pontos fora desta curva é a pré-candidata ao governo de Pernambuco, Marília Arraes, do PT, que se recusou a defender o nome de Câmara para reeleição. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), por sua vez, afirma que Ciro seria a melhor opção.

CENTRÃO – Conforme o tempo passa, fica bem mais difícil juntar os partidos de centro em torno de um nome viável. O presidente do DEM, ACM Neto, adiou a decisão. A expectativa dele, há dois dias, era de que seria possível decidir entre o apoio a Ciro ou a Geraldo Alckmin (PSDB). Depois do encontro de lideranças do centrão na residência oficial da Presidência da Câmara, ontem, ele jogou a data para a frente: deu até 25 de julho para o DEM bater o martelo. “Até ele está agoniado com essa situação”, disse uma fonte próxima a ele.

O almoço — que acabou se estendendo durante boa parte da tarde — “não foi muito esclarecedor”. Um dos motivos para o adiamento da decisão é o chamado “fator Valdemar Costa Neto”. O cacique do PR tem tomado à frente nas discussões. “Ele reapareceu com algumas possibilidades de cenário. Isso tudo gera novas tratativas, novos cálculos, e contribui para demorar mais para decidir o futuro das alianças”, completou.

COM CID – Valdemar Costa Neto também se encontrou ontem com Cid Gomes (irmão de Ciro), e com pessoas ligadas ao Solidariedade e ao PT. O deputado Paulinho da Força (SD-SP) esteve na reunião e disse que o PR pediu até segunda para “decidir o rumo que vai tomar”. Uma decisão conjunta do centrão, portanto, ficou para depois.

Na cabeça dos defensores de Ciro, a chegada de Jair Bolsonaro (PSL) ao segundo turno das eleições é dada como certa. O adversário do parlamentar seria, então, o ex-governador do Ceará. “O PT não pode ir para o segundo turno, isso é algo que todos concordam. E Ciro Gomes não fará alianças com os petistas”, contou um cacique que pediu para não ser identificado.

Para o cientista político Paulo Baía, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), PT e MDB atuam com objetivo em comum para combater Bolsonaro. “Ele está consolidado e Marina (Silva) não tem estrutura de campanha para chegar ao segundo turno. Ciro tem despontado como um nome viável e isso coloca em xeque as estratégias petistas e emedebistas de disputar a vaga restante do segundo turno”, ponderou.

17 thoughts on “PT e MDB tentam isolar Ciro Gomes, para evitar que chegue ao segundo turno

  1. PT e MDB, partidos sujos e corruptos, tentam influenciar as eleições para eleger corruptos sem vergonha e continuarem com o poder e as falcatruas. Num país sério seria ambos os partidos seriam obrigados a ressarcir ao governo o dinheiro roubado.
    Mas num país sem guerra há mais de 200 anos e sem conflitos menores com seus vizinhos, a tendência é ter forças armadas ulitizadas para construção de estradas e vacinações em massa, e um povo acomodado que se satisfaz com o pão e o peixe – aquário ideal para ladrões como o Lula, Dirceu, Cabral e o escambau.
    Repito minhas preces para que Deus nos ajude, mas que não nos mande, por favor, um outro Jesus. O saco não aguenta!

  2. Os + ou – 30% da esquerda (a máxima histórica no 1º turno) serão espalhados em pacotinhos para as hienas sedentas de poder. Isso ajudará alguém. Quem será?

  3. Bolsonaro vai vencer no 1º turno, para desespero dos comunistas.

    Bolsonaro tem mais de 20% dos votos espontâneos, que descontando os quase 50% de votos brancos/nulos/abstenção, vai ficar com mais de 50% dos votos válidos.

  4. Vivemos uma era em que não existe mais acordos ou conciliações possíveis entre o mercado e qualquer candidatura que lhe seja hostil.

    Ao contrário de outras épocas, se entendermos mercado como o mundo corporativo e financeiro, o que vai acontecer no próximo governo é simplesmente o aprofundamento das medidas que foram iniciadas no Governo Temer.

    Isso é um acontecimento global e que está se intensificando na América Latina, utilizando-se todos os instrumentos legais disponíveis em cada país.

    Contudo, a ausência de desenvolvimento que gera emprego e a precarização dos empregos existentes, além de aumentar o desemprego trará inevitáveis conflitos sociais.

    Pode-se encontrar muito mais informações sobre tudo isso na internet.

    • Os brigões PTMDB-agregado e PSDEMB-agregados, idem em relação à patota do Bolsonaro, deveriam colocar a mão na consciência face ao mal que já causaram ao país, inclusive endividando, dividindo, inimizando e rivalizando o conjunto da sociedade, deveriam pedir pra cagar e sair de campo, até porque com eles no jogo, na condição de protagonistas, não existe chance nenhuma de dar outra coisa senão apenas mais merda, muita merda, doravante misturada com muito sangue, infeliz e desgraçadamente.

  5. Com cerca de 50% do eleitorado flertando com votos brancos, nulos e abstenções, a sucessão permanecerá aberta até o dia da votação. E todos sabemos que mais de 50% da população flerta com a libertação, a esperança e a motivação estão no projeto novo e alternativo de política e de nação que, caso entre na disputa pelos votos válidos, ou pelo “não voto”, fará a diferença, com certeza.

  6. É o candidato com o melhor pacote de propostas e ideias. É perfeito? Não. Mas sem dúvida é o melhor dos postulantes à presidência da república.

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