Reflexões sobre brutalidade criminal e as mortes de policiais em série

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No Brasil, o policial está marcado para morrer

Percival Puggina

É tão triste quanto espantoso o número de policiais mortos no cumprimento do seu dever, em confrontos com o crime, para proteção da sociedade e manter ainda tremeluzente a chama da supremacia da lei. Sucedem-se os fatos, passam-se os dias, e cai sobre cada óbito o soturno silêncio da banalização. Nenhum porta-voz da esquerda local vai aos microfones condenar a brutalidade criminal, solidarizar-se com familiares dos mortos. Nenhum cronista bate dedos o teclado do computador para expressar sua compaixão pelos agentes da lei. Nenhum sociólogo de plantão, nenhuma ONG promotora de direitos humanos diz algo a respeito. No entanto, com quanta freqüência se lê sobre a “brutalidade das ações policiais”!

Não passa pela cabeça de quem quer que seja – surpresa minha! – indagar quais os materialmente mais desfavorecidos nesses confrontos. Os policiais ou os bandidos? Quem tem mais dinheiro no bolso? Quem porta a arma mais sofisticada? Quem é mais “oprimido”? Quem está do lado da sociedade e quem está contra ela?

TODO DIA, TODA HORA –  A brutalidade criminal ocorre todo dia, toda hora, com requintes de crueldade, não respeitando criança, menor, mulher, pobre, rico, juiz de direito ou policial. No entanto, quando um destes últimos, no arriscado exercício de seu dever, sob fogo dos bandidos, dispara sua arma, matando ou ferindo algum deles, logo sai para a rua o bloco dos pacifistas seletivos, pronto para condenar a “truculência” dos agentes da lei. E eu já não me surpreendo mais com isso. Portanto, chega de brutalidade criminal! Policial também é gente e tem direitos humanos!

Que fique claro. Toda pessoa é detentora de direitos inalienáveis. O criminoso decai de alguns direitos civis, mas não perde sua condição humana e não deve ser objeto de maus tratos. Mas é inaceitável demasia atribuir-lhe, no choque com as forças da lei, prerrogativas e zelos que a estas se recusa. Tal mentalidade entrega ao crime parcelas cada vez maiores de nossas cidades. Olhe à volta, leitor, e saiba: tem gente por aí que, sob motivações ideológicas, acha tudo muito conveniente e joga o jogo da tolerância para com o crime e da intolerância para com a ação policial. Use seu voto para afastá-los do poder.

7 thoughts on “Reflexões sobre brutalidade criminal e as mortes de policiais em série

  1. Sinto isso desde quando a esquerda começou a governar essa pobre nação. O bandido tem mais importância no noticiário do que a morte do agente da lei. A Globo fala 5 dias interrupitos da morte do bandido e uma vez só do policial morto. Decadência de uma sociedade e inverção de valores. O jogo do Flamengo foi o maior exemplo que já pude observar. Os Clubes não tem responsabilidade alguma e sim esse sem educação e sem rumo, uma verdadeira manada furiosa sem responsabilidade civil. Sem cidadania, sem educação, uma vergonha para o Brasil. Vivemos tempos obscuros e se esperança. Pobre Brasil !

  2. Seguindo a tendência de todas as pesquisas anteriores (Datafolha, Ibope, Datapoder, etc), se a eleição fosse hoje, Lula subindo, chega a 45% e venceria no primeiro e segundo turnos todos os candidatos, revela nova pesquisa VoxPopuli. Na simulação do voto espontâneo, Lula lidera com 38% dos votos. A pesquisa indica que Lula é visto como o candidato certo para corrigir os rumos do país, afinal para 55% é o mais capaz para enfrentar uma crise.

    https://goo.gl/qc6aXh

  3. Existem situações que não compreendo porque minha mente não alcança seus significados;
    Outras, eu as aceito porque a liberdade individual deve ser acatada sem discussão;
    No entanto, me foge à compreensão e não aceito que criminosos sejam defendidos, e ainda os querem de volta para governar o país que deixaram no caos!

    Lula ser enaltecido neste blog, sem problemas, cada um faz o que lhe dá na telha, porém bater pé que se trata do único candidato para nos tirar desta crise é um atentado à inteligência alheia, haja vista ter sido a quadrilha petista a responsável por esta situação que vivemos, de desemprego, inadimplência, um país estagnado, e falido ética e moralmente, além da violência exacerbada, que aniquila com policiais e mais de sessenta mil pessoas a cada ano por culpa de uma política que despreza o cidadão brasileiro!

    Digo mais:
    Não é somente uma agressão ao bom senso como incentivo ao crime, à impunidade, à safadeza, logo, o trabalho desta gente ou contratada ou até mesmo agindo por conta própria na defesa de um escroque como é Lula, deveria ser analisada pela polícia, em face da agitação que faz nas redes sociais e colocando o povo contra o próprio povo, enquanto o ladrão teima em ser candidato porque pessoas desclassificadas o animam para a disputa eleitoral!

    Ora, mas não há diferença se eu diariamente escrevesse comentários e em profusão, querendo que Fernandinho Beira-Mar ou fosse solto ou que a sua prisão é injusta ou, então, que o assassino cuja crueldade é indescritível, o desgraçado que queimou vivo o Tim Lopes, eu iniciasse um movimento pela sua liberdade, alegando que ele tem direito a “uma segunda chance”.

    Não muda nada a defesa do pústula e canalha, ladrão e corrupto do Lula com relação a esses dois criminosos que, se colocássemos em uma balança os crimes de cada um, Lula seria de muito maior periculosidade que os dois que se encontram presos!

    Então a questão é por que Lula ainda está livre, leve e solto!?

    A Justiça tem medo de prendê-lo?

    Trata-se de uma concessão odiosa, deixá-lo livre?

    Ou, de fato, a Justiça não obedece a Constituição quando propaga que todos somos iguais perante a Lei?!

    Inaceitável tem sido Lula estar livre e fazendo campanha para ser presidente, além de seus seguidores, nos blogs, contrariando também as leis e incentivando um criminoso, caracterizando este país como bizarro, uma nação que atenta contra os mais comezinhos princípios morais e éticos, e quer ainda se desenvolver!

    Na verdade estamos sendo o país da patifaria e onde o crime compensa!

  4. Concordo com você, Percival. Se existissem homens honrados no Congresso, há muito que teriam decretado guerra ao tráfico e a todo crime organizado. Guerra é guerra. O inimigo deve ser abatido, eliminado, e os traidores fusilados. Jamais sairemos dessa situação com faixas de protestos ou campanhas contra a violência. Nenhuma guerra foi vencida assim.

  5. Sergio Moro ouviu, nesta 6a feira (15/12/17), o dono do apartamento alugado a Lula, Glaucos da Costamarques, e o contador do ex-presidente e do seu senhorio, João Leite.

    O engenheiro, que acusa Lula, mudou sua versão pela 5a (QUINTA) vez e caiu repetidas vezes em contradição durante o depoimento. Moro não tem como condenar Lula com base nas acusações desse sujeito. Não usando o direito. Moro terá que fingir que acredita nele.

    https://goo.gl/ENgYqm

  6. A população precisa decidir o preço que quer pagar para poder andar nas ruas com segurança novamente.

    “RELATÓRIO DO SENADO SOBRE SEGURANÇA PEDE ESTADO DE DEFESA NO RIO E REVOGAÇÃO DO DESARMAMENTO

    Revogação do Estatuto do Desarmamento, militarização das fronteiras e decretação de estado de defesa no Rio de Janeiro estão entre as sugestões apresentadas pelo senador Wilder Morais (PP-GO) em seu relatório de análise da Política Nacional de Segurança Pública. O documento, de 51 páginas, foi aprovado nesta quarta-feira (13) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Conforme o Regimento Interno do Senado, anualmente, as comissões escolhem uma política governamental para avaliar e propor melhorias. A segurança foi o tema escolhido para análise pela CCJ para 2017.
    Na opinião de Wilder, desarmar a população civil não resultou na redução das mortes e nem da violência e, segundo ele, é preciso devolver aos homens e mulheres de bem o direito de defesa. O senador também informou que vai apresentar duas propostas de emenda à Constituição. Uma delas para mudar a divisão de competências entre os entes federados em relação à segurança pública. A intenção dele é ampliar a competência legislativa dos estados e do Distrito Federal em matéria penal, processual penal, seguindo um modelo parecido com o dos Estados Unidos.

    FRONTEIRAS
    A outra terá por objetivo tornar clara a competência constitucional das Forças Armadas para exercer as funções de polícia marítima e de fronteiras, de modo conferir segurança jurídica à atuação conjunta dos militares com a Polícia Federal na execução de tais atividades. Futuramente, acrescentou, o Brasil precisa caminhar para constituir uma estrutura policial específica de fronteira.
    — Hoje quem deveria cuidar dos 18 mil quilômetros de fronteira seca e 9 mil quilômetros de fronteira marítima é a Polícia Federal, que tem 15 mil agentes de nível superior, preparados para investigação, e não para patrulhamento. Se botássemos a PF inteira na fronteira, não teríamos um agente para cada quilômetro de extensão. É impossível que essa política dê certo. Por isso, temos que esclarecer e aumentar o papel das Forças Armadas na fronteira — afirmou.

    ESTADO DE DEFESA
    Segundo o parlamentar, a democracia e a unidade nacional estão em risco a quando criminalidade organizada supera o Estado e passa deter o monopólio da violência sobre determinado território. Em relação ao Rio de Janeiro, o relator alega não haver mais tempo para soluções intermediárias e defende resposta enérgica amparada na Constituição.
    — Não se duvida que medidas já têm sido tomadas pela União para apoiar o estado. É preciso ir além, é essencial enfrentar a situação de frente com todas as ferramentas disponíveis, sem medo, sem pudores, sem amarras. É tempo de discutirmos seriamente a segurança pública no Rio de Janeiro, com o governo federal assumindo de vez o protagonismo, ao mesmo tempo em que revê e prepara as forças estaduais para retomarem a normalidade o quanto antes — afirmou. Previsto no artigo 136 da Constituição, o estado de defesa deve ser aprovado pelo Congresso Nacional e decretado pelo presidente da República com o objetivo de preservar ou restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por instabilidade institucional. Durante o estado de defesa, é possível a restrição de certos direitos, como o de reunião, o de sigilo de correspondência e de comunicação.
    — Note-se que o presidente não fica obrigado a dispor de todos os meios coercitivos disponíveis. Ele pode verificar quais são as restrições necessárias e suficientes para estancar e reverter a crise. Mais importante, autoriza medidas amplas para restrição de subterfúgios utilizados pelos criminosos e abre caminho para uma ampla ação das Forças Armadas — alega.
    O senador Magno Malta (PR-ES) concordou com a iniciativa:
    — Todos os limites toleráveis já foram superados. Estamos num estado de exceção. A questão do Rio de Janeiro extrapolou. Se uma atitude radical como essa não for tomada, não há perspectiva para melhorar situação do estado — afirmou.

    NÚMEROS ALARMANTES
    Segundo o Wilder Morais, os números da violência no país dão a dimensão do problema que se tornou a segurança pública. O parlamentar lembra que o país registrou mais vítimas de assassinatos nos últimos cinco anos do que a guerra da Síria no mesmo período. Naquele país do Oriente Médio, foram 256.124 baixas entre março de 2011 e novembro de 2015; no Brasil foram contabilizadas 279.567 mortes entre janeiro de 2011 e dezembro de 2015.
    “Ou seja, vivemos um estado de guerra civil não declarada, responsável por ceifar a vida de aproximadamente 60 mil brasileiros todos os anos. Enquanto isso, estudos apontam que 80% das investigações sobre homicídios são arquivados sem solução, e apenas 6% dos acusados do cometimento de crimes contra a vida são processados no Judiciário. Importa dizer que 9 em cada 10 assassinos não são, sequer, levados à julgamento”, afirma o parlamentar no relatório apresentado à CCJ.

    Segundo o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), os números mostram por que não há hoje no país um só cidadão que se sinta seguro.
    — Além da estatística, há a sensação de insegurança. é gravíssima a situação. Se a segurança não se tornar prioridade para os governantes ainda ainda veremos milhares de brasileiros morrendo — avisou o senador por Minas Gerais.
    O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) defendeu mais recursos para segurança pública por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional.
    — Segurança pública sem recursos públicos não existe. Quem governou sabe. Fazer segurança pública sem a modernização das polícias, sem inteligência, sem planejamento, sem técnicas modernas, sem ações permanentes para o combate ao crime organizado, não tem resultado — cobrou Braga.

    CCJ aprova relatório de avaliação da Política de Segurança Pública
    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou, nesta quarta-feira (13), o relatório de avaliação da Política Nacional de Segurança Pública. O tema foi analisado pelos integrantes da CCJ durante 2017.
    Entre as sugestões apresentadas no relatório, de autoria do senador Wilder Morais (PP-GO), estão a revogação do Estatuto do Desarmamento, o patrulhamento das fronteiras pelas Forças Armadas e a intervenção federal no Rio de Janeiro. Na opinião de Wilder Morais, os mais de 60 mil assassinatos registrados no Brasil nos últimos cinco anos exigem medidas duras e urgentes.”
    Fonte: Defesanet/Agência Senado.

    (PS: Segundo a atual Ministro do Exército, nos números de homicidios divulgados não estão somados as mais de 20.000 pessoas que desaparecem anualmente e que não tornam a aparecer)

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