Reflexões sobre guerra e paz no mundo, no momento que vivemos

Pedro Ricardo Maximino

Há homens tão cruéis e canalhas ao ponto de aniquilar o valor da vida humana, tão preciosa e única quanto o centro de todo o universo.

É certo que os civis continuam utilizados como escudo e alvo principal, tanto no fatídico século XX, quanto neste terrível século XXI.

E nossas guerras diárias envolvem drogas e impiedade, enquanto naquelas bandas se somam a arrogância e o fanatismo religioso.

Apesar do complexo de colônia, desarmada, frágil, dependente e fornecedora de matérias primas, estamos estudando e pensando mais, sou otimista ao ponto de crer que, por aqui, os templos salomônicos são mera exibição mafiosa da idolatria à lavagem de dinheiro.

O protetorado judaico nos chama de anões e Dungas diplomáticos, mas somos gigantes, Hércules quasímodos, sempre de cabeça baixa, sem defesa ou tecnologia independentes, mas que podem virar o jogo e se fortalecer, conquistando a sua capacidade de fato e o respeito, que deve sempre ser recíproco, à nossa condição natural de direito.

Quanto à impiedade que trata alguns como mais humanos do que outros, o complexo industrial armamentista agradece e não vive sem a destruição e a morte por atacado.

A estúpida prepotência e a perversidade humana permanecem, coisificando e descartando a vida humana, daí as guerras, os estupros e as demais formas cruéis de exploração e de dominação.

5 thoughts on “Reflexões sobre guerra e paz no mundo, no momento que vivemos

  1. Caro Jornalista,,

    A título de CURIOSIDADE, veja este artigo sobre o livro “A Arte de Pensar Claramente: Melhor Pensamento, Melhores Decisões”, de Rolf Dobelli.

    POR QUE LER NOTÍCIAS FAZ MAL PARA VOCÊ.

    De acordo com autor do livro, o mundo das notícias está para a mente assim como o açúcar está para o corpo.

    Mas por que ler notícias faz tanto mal para a gente?

    • NOTÍCIAS SÃO FÁCEIS DE DIGERIR. A mídia nos alimenta com pequenas mordidas de questões triviais, superficiais, petiscos que realmente não dizem respeito a nossa vida e NÃO EXIGEM NENHUM PENSAMENTO NEM RACIOCÍNIO. Ao contrário da leitura de LIVROS e artigos mais longos e que requerem pensamento, podemos engolir quantidades ilimitadas de notícias, como “drogas” para a mente.

    • NOTÍCIAS ENGANAM. Por exemplo, se uma ponte se colapsa e um carro que estava dirigindo sobre ela cai, no que a mídia foca? No carro, na pessoa no carro, se ela sobreviveu, o que estava fazendo, para onde estava indo… Mas o que é mais relevante? A estabilidade estrutural da ponte. Esse risco subjacente poderia se esconder em outras pontes e provocar mais acidentes. Mas o carro é dramático, a pessoa não é abstrata, e essa é a notícia barata de se produzir! COM ISSO, AS PESSOAS APRENDEM A SUPERESTIMAR O DESNECESSÁRIO E SUBESTIMAR O ESSENCIAL. Simplesmente não somos racionais o suficiente para ser expostos à imprensa. Por exemplo, assistir um acidente de avião ou o risco do vírus Ebola na televisão mudarão a sua atitude em direção a esse risco, independentemente da sua probabilidade real de acontecer na sua vida.

    • NOTÍCIAS SÃO IRRELEVANTES. Das cerca de 10 mil notícias factuais que você leu nos últimos 12 meses, provavelmente NENHUMA LHE PERMITIU FAZER UMA DECISÃO MELHOR E MAIS APROFUNDADA ACERCA DE UM ASSUNTO SÉRIO QUE AFETA SUA VIDA, SUA CARREIRA OU SEU NEGÓCIO. O ponto é: o consumo de notícias é irrelevante para você. O relevante versus o novo é a batalha crucial da atualidade. A imprensa quer que você pense que consumir notícias superficiais lhe confere algum tipo de vantagem competitiva, mas, na realidade, o consumo de notícias é uma desvantagem.

    • NOTÍCIAS NÃO TÊM PODER EXPLICATIVO. As notícias são bolhas aparecendo na superfície de um mundo de acontecimentos mais profundo. Será que saber de fatos superficiais ajudam você a entender o mundo que está escondido? Infelizmente, não. A relação é invertida. As histórias importantes são não histórias, são movimentos lentos e poderosos de fatos que se desenvolvem abaixo do radar dos jornalistas. QUANDO MAIS FACTOIDES VOCÊ DIGERIR, MENOS DA VERDADEIRA SITUAÇÃO VOCÊ VAI ENTENDER (por exemplo, ler sobre ataques terroristas – onde ocorreram, quantas mortes causaram – fala muito, mas muito pouco sobre os motivos, forças e crenças envolvidas nestes ataques, e absolutamente nada sobre o que isto representa para a sociedade).

    • NOTÍCIAS SÃO TÓXICAS. Histórias dramáticas estimulam a liberação de cortisol, hormônio do estresse, no corpo. Isso desregula o sistema imunológico e inibe a liberação de hormônios de crescimento. Em outras palavras, O SEU CORPO SE ENCONTRA EM UM ESTADO DE ESTRESSE CRÔNICO, que causa digestão prejudicada, falta de crescimento (celular, de cabelo, ósseo), nervosismo e susceptibilidade a infecções. Outros possíveis efeitos colaterais incluem medo, agressão e dessensibilização. Por isso, às vezes, acontece dos leitores desta TRIBUNA brigarem virtualmente!

    • NOTÍCIAS AUMENTAM ERROS COGNITIVOS. Isso porque alimentam a mãe de todos os erros: a seleção de informação e o viés de confirmação dos próprios conceitos. Nas palavras de Warren Buffett: “O que o ser humano é o melhor em fazer é interpretar todas as novas informações de modo que suas conclusões permaneçam intactas”. Notícias agravam esta falha. TAMBÉM, NOSSOS CÉREBROS ANSEIAM E PROCURAM HISTÓRIAS QUE “FAZEM SENTIDO” PARA NÓS, MESMO QUANDO ISSO NÃO CORRESPONDE COM A REALIDADE. Manchetes como “O mercado mudou por causa de X” ou “A empresa faliu por causa Y” tentam explicar o mundo de forma simplista (e, portanto, errônea).

    • NOTÍCIAS INIBEM A CONCENTRAÇÃO. Concentração exige tempo ininterrupto. NOTÍCIAS SÃO ESPECIFICAMENTE PROJETADAS PARA INTERROMPÊ-LO, E SEVERAMENTE AFETAM A MEMÓRIA. Existem dois tipos de memória; a capacidade da memória de longo alcance é quase infinita, mas a memória de trabalho é limitada a uma certa quantidade de dados. O caminho da memória de curto prazo, a longo prazo, é uma passagem que pode ser interrompida pelas notícias, que perturbam concentração e enfraquecem a compreensão. Fazer alguma atividade intelectual enquanto ler notícias online tem um impacto ainda pior, pois estas podem conter links que obrigam o cérebro a escolher em clicar ou não neles, o que cria mais uma perturbação.

    • NOTÍCIAS FUNCIONAM COMO DROGAS. Normalmente, queremos saber como as histórias continuam/terminam. Com centenas de histórias arbitrárias em nossas cabeças, este desejo é cada vez mais difícil de ignorar. Nossas células nervosas rotineiramente “quebram” velhas conexões e formam novas. QUANTO MAIS NOTÍCIAS CONSUMIMOS, MAIS EXERCITAMOS OS CIRCUITOS NEURAIS DEDICADOS A LEITURA SUPERFICIAL E MULTITAREFA, ignorando aqueles usados para ler e pensar profundamente. A maioria dos consumidores de notícias – mesmo que fossem anteriormente ávidos leitores – perdem a capacidade de absorver longos artigos ou livros. Depois de quatro, cinco páginas ficam cansados, sua concentração desaparece, e tornam-se inquietos – não porque estão mais velhos, mas porque a estrutura física de seus cérebros mudou.

    • NOTÍCIAS NOS TORNAM PASSIVOS. As notícias são esmagadoramente acerca de coisas que você não pode influenciar. A REPETIÇÃO DIÁRIA DE NOTÍCIAS SOBRE COISAS QUE NÃO PODEMOS CONTROLAR NOS TORNA PESSOAS MAIS PASSIVAS – nos tortura a ponto de adotamos uma visão de mundo pessimista, insensível, sarcástica e fatalista. Pode ser um pouco de exagero, mas o consumo de notícias pode, pelo menos parcialmente, contribuir para a depressão, como as imagens de crianças mortas em Gaza, por exemplo.

    • NOTÍCIAS MATAM A CRIATIVIDADE. Coisas que já sabemos simplesmente limitam nossa criatividade. Matemáticos, escritores, compositores e empresários mais frequentemente produzem trabalhos criativos em uma idade jovem. Seus cérebros desfrutam de um amplo espaço desabitado, que os incentiva a buscar ideias. SE VOCÊ QUISER CHEGAR A SOLUÇÕES ANTIGAS, LEIA NOTÍCIAS. SE ESTÁ À PROCURA DE NOVAS SOLUÇÕES, FIQUE LONGE DESSAS LETRAS TEDIOSAS.

    • Essas são as razões que Dobelli lista como os principais argumentos para não ler toneladas de fatos irrelevantes todos os dias. De acordo com ele, a sociedade precisa de jornalismo, mas de um jornalismo diferente.
    Por exemplo, ele cita o jornalismo investigativo como relevante, como uma busca pela verdade. Mas, ao mesmo tempo, explica, descobertas importantes não tem que chegar sempre na forma de notícia. -LIVROS E ARTIGOS LONGOS SÃO BONS, TAMBÉM para isso.

    “Eu já passei quatro anos sem notícias, para que pudesse ver, sentir e relatar os efeitos dessa liberdade em primeira mão: menos interrupções e menos ansiedade, pensamento mais profundo, mais tempo, mais insights. Não é fácil, mas vale a pena”, conclui Dobelli.

    -Você se habilitaria a essa prova?
    -Seria a felicidade da ignorância mais saudável do que a indignação do conhecimento, quando esse conhecimento mostrar-se inútil para mudar a situação que te deixou indignado?

    Abraços.

    Fonte: http://hypescience.com/
    http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2013/07/1304939-leia-trecho-de-a-arte-de-pensar-claramente.shtml

  2. O final do texto do articulista diz o seguinte:
    “A estúpida prepotência e a perversidade humana permanecem, coisificando e descartando a vida humana, daí as guerras, os estupros e as demais formas cruéis de exploração e de dominação.”
    Vejo-me obrigado a declarar que agradeço a Deus o Brasil não ter arsenal nuclear e tampouco querer fabricar artefatos deste tipo.
    Uma nação sólida e respeitável não precisa de armamentos para se impor frente às demais.
    Nenhum país escandinavo possui armas atômicas e, no entanto, possibilitam ao seus cidadãos o melhor nível de vida em comparação ao resto do mundo.
    A Alemanha não tem bombas, Suíça, Canadá, Austrália, Japão, também não as possuem, mas se tratam de nações altamente evoluídas e jamais estiveram à mercê de ameaças ou de invasões após a Segunda Guerra Mundial.
    Aliás, a Suíça, no centro dos combates, manteve-se neutra!
    Certamente não serão pelas armas a compensação pela má educação e ensino de um povo, pela sua saúde pública deficiente, a sua insegurança constante, a ausência de infraestrutura, saneamento básico e, principalmente, da inutilidade de um parlamento perdulário, omisso e irresponsável!
    Ao contrário, se o Brasil tivesse um poderio bélico, sabe-se lá qual seria a atitude petista com relação à paz, considerando ser este partido político o fornecedor permanente de prepotência, arrogância e perversidade em níveis inimagináveis!

  3. Prezado Bendl:

    Passei aqui só pra lembrar que os países que você citou_ à exceção da Suécia, que não faz parte da Otan_ têm a bênção e a proteção dos Estados Unidos. Ou seja: eles podem se desenvolver em paz, enquanto participam de treinamentos militares conjuntos e cedem seus territórios para os EUA guardarem vasto arsenal de bombas atômicas…
    Saudações,

    Carlos Cazé.

  4. Caro Francisco Bentl,

    “Quem tiver mulher bonita, Prepara a arma que tem…” já diz a música. Neste mundo de cobiça, onde os interesses entre as nações são mais importantes do que a amizade, ter riquezas e não ter como defendê-las é correr perigo de ser roubado, pois quanto mais riquezas você tiver, mais interesses você despertará. Motivos altruístas são o que não faltarão para JUSTIFICAR que o MAIS FORTE tome as coisas do MAIS FRACO.

    A questão não é entrar em uma guerra. A questão é de dissuasão, puramente. Os países citado por VSa não são “filhos sem pai”, como bem lembrou o Carlos Cazé e a Alemanha e Japão se tornaram bases americanas depois da Segunda Guerra. Se a Ucrânia tivesse mantido as suas ogivas, teria sido invadida e desmembrada?
    Agora, a educação não exclui desenvolvimento militar e não dá pra chegar ao primeiro mundo por meio de cotas para analfabetos. Uma coisa não exclui a outra e, talvez, até se complementem.

    “A estúpida prepotência e a perversidade humana permanecem, coisificando e descartando a vida humana, daí as guerras, os estupros e as demais formas cruéis de exploração e de dominação” e, por isso mesmo, enquanto existirem LOBOS no nosso quintal, não devemos abrir mão da ARMA atrás da porta, pois só existe uma coisa pior do que a guerra: perder a guerra!

    Quem sabe, daqui a outros dois mil anos, não poderemos dispensá-las?

    Abraços.

    • Lembra disso, Francisco :
      Caro Jorge Luis,

      Pelo visto ABRAÃO FOI O PRIMEIRO CAFETÃO DO MUNDO.
      E o pior: ficou rico ao usar a própria esposa como prostituta! ?

      Pois: estes pobres coitados, perseguidos, humilhados etc, acabaram com o ouro de Fort Knox para salvar seus bancos nos EUA e nos demais países. O dollar não tem mais lastro. A Alemanha cobrou suas 1500 ton guardadas no Fort e só receberam uma merreca (prometeram devolver tudo até 2020, o que não acredito).
      A descoberta da ladroagem começou na China, que tentou recuperar algum ouro que tinha guardado fora. Recebeu tungstênio banhado a ouro. Ao checar as barras, detectou a fraude. Mas não abriu o bico, apenas reclamou. Dominique Strauss, presidente do FMI, tentou recuperar alguns quilos e logo arrumaram uma camareira vadia para o processarem. Impressionante que nem a Tribuna publicou isso. A outra imprensa, sabemos, está dominada, não iria publicar. Sugiro: pesquise no Google ‘fake gold’ e você saberá mais que qualquer um aqui.
      Diz-se lá fora que até a Alemanha quer se associar aos BRICS, pois não acredita mais nem nos EUA nem nos seus barbudinhos de paninho na cabeça. Será a única forma de sair do euro sem perder muito (o euro é sabotado pelo Reino Unido e seus parceiros). Por falar na Alemanha : pesquise as palavras ‘germany experts MH17’ e verá novidades a respeito do MH17 que não é publicado aqui, no primeiro site. Está lá: especialistas alemães apontam o dedo (J’accuse) para jatos da força aérea ucraniana.
      Para finalizar: os árabes seriam filhos bastardos por descenderem da escrava. E o que seriam os descendentes ‘legítimos’ de Abraão, o Primeiro Cafetão ?

      Abraços – Jorge L Baleia

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