Sarampo e poliomielite retornam ao cenário do Rio de Janeiro e do Brasil

Vacinação contra poliomielite deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida

Em 312 municípios a vacinação atinge menos de 50%

Pedro do Coutto

Reportagem de Flávia Junqueira, Ana Paula Blower, Ana Lucia Azevedo, Renata Nariz, Rayanderson Guerra e Cesar Bayma, em O Globo, destaca o fato do sarampo voltar a preocupar a população do país, especialmente no Rio de Janeiro,  em que casos suspeitos alertam para o risco de retorno da doença que inclusive já causou um surto na região norte do país. No RJ os casos já registrados acenderam sinal de alerta confirmado por especialistas sobre o avanço da doença.

O último contágio da doença ocorreu em 2014. As campanhas de vacinação não têm no momento atual alcançado o êxito que marcou as precedentes no passado. A população carioca e fluminense não aderiu maciçamente aos apelos feitos, entre os quais o da Organização Panamericana de Saúde.

IMIGRANTES – Em Roraima aconteceram 177 notificações. Relativamente ao Norte existem informações de que o contágio foi provocado pela entrada em grande número de imigrantes venezuelanos. No Amazonas já foram confirmados 263 casos.

O problema é gravíssimo, porque  o sarampo há vários anos não assinalava incidências no Brasil. As campanhas de vacinação, de acordo com estudo da UFRJ e registros no Hospital Copa d”Or, revelaram casos suspeitos  da incidência. Até na sede social do Joquei Clube Brasileiro, no centro do Rio foram colocados cartazes alertando que no prédio verificaram-se casos nos últimos dias.

SEM OVERDOSE – A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Balalai chamou a atenção para o problema afirmando não existir overdose de vacina. Assim caso a pessoa não encontre o cartão que prove ter sido vacinada, não existe problema em se vacinar novamente.  É melhor vacinar, sobretudo porque vacina não faz mal a saúde.

No Rio de Janeiro, digo eu, a atuação dos órgãos de saúde ao longo dos últimos governos foi verdadeiro desastre. A corrupção tomou conta das escalas administrativas, fenômeno dramático revelado pelo ex-secretário Sérgio Cortes que, em entrevista recente a revista Veja, admitiu ter desviado mais de 100 milhões de reais da Secretaria no redemoinho da corrupção que devastou a cidade e o Estado. Realmente, sob este prisma a corrupção causou a morte de muitas pessoas, desfecho trágico que certamente teria sido evitado se as verbas fossem destinadas para medicamentos, e não consumida nos especialíssimos vinhos franceses em restaurantes da mais elevada qualidade. Isso aconteceu há cinco anos atrás, mas os efeitos tanto do roubo quanto da inércia prolongam-se nos dias de hoje.

GRAVE AMEAÇA – O sarampo é uma ameaça tão grave quanto ao aspecto amedrontador da poliomielite. A vacinação é fundamental. Para isso, é necessária a participação direta de toda a sociedade.

Mas há um descrédito generalizado que tem origem no roubo desenfreado que se espalhou na área estadual e também na área federal. Os governantes de ontem e de hoje são os maiores responsáveis pelo que está acontecendo. Eles não desferiram o golpe da morte, mas o permitiram, por paralisação do compromisso para com o povo, e casos fatais acontecem numa sequência alarmante.

Alguns responsáveis estão na cadeia, e o médico Sérgio Cortes quer devolver 300 milhões de reais ao poder público.

3 thoughts on “Sarampo e poliomielite retornam ao cenário do Rio de Janeiro e do Brasil

  1. Vacinas fazem bem ou mal?
    Efeitos colaterais graves e anomalias causadas no sistema imunológico põem as vacinas na berlinda: até que ponto elas são benéficas?
    Por Jomar Morais
    17 mar 2017, 13h28 – Publicado em 31 jan 2001, 22h00
    Há 204 anos, o inglês Edward Jenner descobriu a primeira vacina. Conseguiu, para surpresa geral, imunizar um garoto de 8 anos contra varíola inoculando-lhe soro de varíola bovina. Dois séculos depois, a pergunta que dá título a esta matéria caiu como uma bomba sobre a mais difundida das ferramentas de saúde pública: a vacinação que se propõe imunizar o corpo humano contra doenças infecciosas já a partir dos primeiros dias de vida. Não é de hoje que há debates acalorados sobre vacinas no meio científico. Mas a questão ressurgiu com mais força há três anos, nos Estados Unidos e na Europa. Desde então, a dúvida vem se espalhando entre pais e profissionais da área médica ao redor do mundo. A crítica às vacinas apóia-se em pelo menos três pontos polêmicos.

    https://super.abril.com.br/ciencia/vacinas-fazem-bem-ou-mal/

  2. Isso tudo tem Lula como o grande artífice. O Brasil foi completamente arrasado quando esse baderneiro de porta de fábricas foi colocado no poder. O pobre, que vota nele, ganha mais uma grande ação do seu grande ídolo.

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