Se as pesquisas ERRAM na boca de urna, como acreditar nelas 16 meses antes?

Qualquer levantamento sobre uma eleição que se realizará em outubro de 2010, só como divertimento para os “líderes” ou constrangimento para o povo, que deveria dar a última palavra. Só dá a palavra não como a última, mas “elegendo” o último, que é o suplente. Agora ultrapassado pelo segundo, mesmo que só seja aristocrata no nome.

E em matéria de representatividade o sistema político e partidário do Brasil é dos mais atrasados do mundo. Avançamos na apuração, mas não na votação. Então, vamos somando os votos dados a candidatos que não têm partidos, mas estão sempre bem colocados junto às cúpulas.

Dilma, Heloísa Helena, Marina

Três mulheres, significando as conquistas femininas no mundo inteiro. Todas elas têm alta representatividade, participação e não é de hoje. Mas quem irá escolhê-las? O sistema brasileiro é dito pluripartidário, mas em matéria de penetração popular vale tanto quanto o Partido Republicano, de 1894 a 1930. (Em homenagem à República, que não é a dos nossos sonhos, digamos, de 1889 a 1930).

E se elas fossem do PMDB ou do PSDB?

As 3 possíveis, supostas ou pseudas candidatas já foram ou ainda são do PT. Heloisa Helena, brava senadora, saiu do partido, única possibilidade de ser candidata, se é que isso pode ser identificado como candidatura. Lá se foi a primeira presidenciável.

Outra mulher que deixa o PT-PT

Do Acre veio a segunda. Senadora, ministra, lutadora, criativa e ambientalista, cumpre o mesmo destino da presidenciável de Alagoas. Não tem qualquer chance de se apresentar ao povo pelo PT, tem que deixá-lo.

Mas deixa um partido que não a quer, por um outro que, querendo, só pode admirá-la, endeusá-la, mas não elegê-la.

A terceira, a única que tem que ficar

Dilma Rousseff, que contradição, não pode sair do PT, com um destino já totalmente viabilizado antes mesmo de ser percorrido. Se sair do PT, desaparece, se ficar, não aparece.

30 de setembro, 31 de março

Heloisa Helena e Marina Silva não têm datas “eliminatórias”. A ex-senadora fundou o partido, a atual senadora já vai se inscrever no PV, questão apenas de data. E nenhuma das duas precisa se desincompatibilizar.

A data de Dona Dilma não é a DataFolha

Ela tem primeiro que mostrar a ficha do partido, tudo com ela é complicado, tumultuado, precisa ser confirmado. Mas a última, a de 31 de março, é irreversível. Ficando, não é candidata. Saindo, dificilmente, ou melhor, de maneira alguma será candidata. Ela adora o PT, mas a recíproca não é verdadeira.

Expectativa, perspectiva, visão elucidativa

Nos 16 meses que faltam, as coisas podem melhorar para elas ou para uma delas? De jeito algum. Só se entrassem para um partido de massa, coisa que o PT já foi, mas há tanto tempo, quem lembra?

Lula, o referendo dele mesmo

Diante da espetacular aprovação que o presidente obtém nas pesquisas, nem sei como classificá-lo em uma palavra. Quem sabe seja referendo o que identifica, justifica, consolida, só que a Constituição não permite?

FHC e a reeeleição

Não são apenas os 11 Ministros do Supremo que podem interpretar a Constituição. Presidentes no Poder e com amigos cheios de recursos, também podem. Cláusula pétrea? FHC é sociólogo (é?), nada a ver com a Constituição.

*  *  *

PS – Serra, Ciro, Alckmin e os outros “machões eleitorais” não sabem até onde podem ir. Em 2002, Serra garantiu: “Estou com 60 anos, minha vez é agora”. Só não tem mais 60, mas para ele, na certidão de nascimento o que cresceu mesmo não foi a idade e sim a ambição.

PS2 – 16 meses é muito distante. 2010 é uma data, incerta, leve, quase uma folha.

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