Será arriscado Cármen Lúcia deixar Toffoli na presidência do Supremo este mês

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Cármen Lúcia vai decidir se convocará Toffoli

Carlos Newton

Em Brasília não se fala em outra coisa – a possibilidade de Dias Toffoli assumir o comando do Supremo Tribunal Federal enquanto a ministra Cármen Lúcia estiver substituindo Michel Temer na Presidência da República. Toffoli poderá assumir a Presidência do Supremo este mês em, pelo menos, duas oportunidades: nos próximos dias 17 e 18, quando o presidente Michel Temer viajará a Cabo Verde, e de 23 a 27, quando o chefe do governo irá, primeiramente, ao México, para a reunião da Aliança do Pacífico e, de lá, viajará a Johannesburgo, África do Sul, para a cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Especula-se em Brasília que o PT pode aproveitar a presença de Toffoli na presidência do Supremo para apresentar novo habeas usando a tese da “plausibilidade”, que o ministro usou na Segunda Turma para libertar José Dirceu, de ofício, sem que nem existisse pedido de habeas corpus, uma situação verdadeiramente insólita e reveladora da desfaçatez com que integrantes da Suprema Corte tentam inviabilizar a Lava Jato.

CÁRMEN DECIDE – A situação é preocupante e inquietante, depois do que se viu no último domingo, com a atuação teratológica do desembargador federal Rogério Favreto.

Na secretaria do Supremo, a informação é de que o ministro Dias Toffoli está em férias na Europa, só retorna ao Brasil em 21 de julho e ainda não foi informado oficialmente de que assumirá o cargo. Este detalhe é importantíssimo e indica que a ministra Cármen Lúcia pode ter sofrido um ataque de bom senso e decidido evitar o risco de deixar Toffoli comandando o tribunal num momento delicado como esse. Ou seja, a ministra pode acumular a presidência dos dois poderes, a exemplo do que fizeram José Carlos Moreira Alves e Ricardo Lewandowski, ao assumir a Presidência da República em ano eleitoral, para evitar a inelegibilidade dos presidentes da Câmara e do Senado, que são os primeiros na linha sucessória.

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P. S.
Há quem garanta que Cármen Lúcia não acumulará as presidências e Toffoli ficará no comando do STF. Se isso ocorrer, será na semana de 23 a 27. Se Cármen Lúcia quisesse que ele assumisse nos dias 17 e 18, já teria mandado que Toffoli fosse avisado, para encurtar a viagem à Europa, e isto não aconteceu. (C.N.)

9 thoughts on “Será arriscado Cármen Lúcia deixar Toffoli na presidência do Supremo este mês

    • Culpa do senado que aceitou esse militante do pt, com notória incompetência, como ministro do STF. O pt fez o seu papel, ou seja uma quadrilha, uma máfia que infiltra seus bandidos onde for vantajoso.

  1. Uma vez que o Judiciário já esta mesmo bagunçado, desorganizado, comprometido politicamente, então que seja arrasado de vez!

    Toffoli, assumindo a presidência do STF e estando de plantão neste mês, deve libertar Lula.

    E vamos ver o que acontecerá.

    Não interessa se Zé Dirceu e Lula estiverem soltos, depois de terem sido julgados e condenados pelos crimes que cometeram.
    O importante nessa questão será a constatação absoluta e inequívoca de que o STF é prejudicial ao país e povo com os ministros agindo escancaradamente como membros de partido!

    Ora, esse comportamento inaceitável e que abala o Estado, assim como o Estado Democrático de Direito, deverá ser de importância crucial para que o novo presidente mude o modo como os magistrados dos tribunais superiores são escolhidos!

    Esgotou-se esse processo, que cabe ao presidente escolher seus ministros.
    Urge que haja um Plano de Carreira no Judiciário, estritamente para juízes concursados. que sejam eles que irão ascender aos tribunais superiores, mediante uma ficha profissional ilibada e após um tempo de serviço na Primeira e Segunda Instância.

    Esse modelo atual somente serve para deturpar o Judiciário, fazê-lo perder credibilidade, ocasionar instabilidade jurídica, e se observar o quanto a Justiça pode ser alcançada pela corrupção, interesses e conveniências partidárias e pessoais!

    Favreto, Toffoli, Marco Aurélio Mello, Lewandowski, Mendes, Fachin, Moraes, são exemplos de ministros que não representam um Judiciário isento, imparcial, até mesmo honesto, mas modelos de magistrados que não devem fazer parte de um Tribunal Regional Federal e Supremo Tribunal Federal, respectivamente.

    • Caro Bendl, assino, esses criminosos hediondos togados, estupradores e vilipendiadores da Justiça, enfrentarão, no pós túmulo o “Ranger de dentes”, por sua “obras malignas” que atingem 220 milhões, no Tribunal Divino da Consciência. Cada lágrima derramada, será bola de fogo. cito o Mestre Jesus Cristo, a 2018 anos: “pagarás até o último ceitil”, que alcança a todos nós, por nossas obras. Jesus, é o “Caminho , a Verdade e a Vida, e ninguém vai ao Pai a não ser por mim”, estudar e exemplificar, sua doutrina de Amor, que nos legou, é preciso, para alcançarmos a Paz e a Luz espiritual, em nossas “Almas eternas”, quando o nosso dia “D” de prestação de contas chegar! Muita saúde e Paz.

      • Meu caro Théo,

        Grato por concordares comigo.

        Vamos e venhamos, meu amigo, mas é brutal que estejamos assistindo uma luta encarniçada nos intestinos do Judiciário!

        Inadmissível que, por mais que a Constituição tenha consigo as leis que devem ser obedecidas, exista ainda magistrados que sentenciam contrários ao que reza a Carta Magna, além de fazerem questão que suas decisões prevaleçam sobre o conjunto de leis que rege o país!

        Pois esta disputa interna, este jogo ridículo de egos, esta exposição absurda de vaidades e – pior! -, este comprometimento político escancarado, explícito, absoluto, esta luta ferrenha está conduzindo a Justiça para o seu próprio cadafalso!

        Apenas mais uma ou duas decisões como esta de Favreto, e o Poder Judiciário passará a ser sinônimo de Poder Desonesto, de Poder Parcial, de Poder Tendencioso, de Supremo Tribunal Político!

        Quanto à justiça, esta que vá à merda!

        Abração.
        Saúde e paz.

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