Serra, vingativo, derrota José Aníbal

Eleito governador, quis logo derrubar o deputado que “não morria de amores pela sua candidatura”. A disputa era pela liderança do PSDB na Câmara. Serra jogou duro, perdeu, não esqueceu.

O mandato terminou agora, Serra vinha “azeitando” a bancada com favores extra-territoriais, extra-eleitorais, extra-sensoriais. José Aníbal lançou um paulista para o cargo, recebeu o informe: “Com um paulista você não ganha”. Aníbal disse que não podia recuar.

O governador com a mesma advertência, não teve dúvida, optou por um deputado da Bahia. E nem escondeu, “meu interesse pessoal está acima do estado”. E ganhou.

Serra e Dona Dilma, o mesmo perfil de truculência, “ninguém me atinge”, “quem manda sou eu”. É essa a escolha que preparam para o futuro do país e do cidadão?

Ciro e o PSB

O partido que tem mais cacique do que votos, se reuniu: “Nosso candidato a presidente é o ex-governador, tem no mínimo 15 por cento dos votos”. Em 2002, Ciro parecia que tinha isso, estava na frente, desandou, não foi nem para o segundo turno.

Garotinho tinha mais votos

Governador do Estado do Rio, podendo se reeeleger facilmente, tinha mais de 80 por cento nas pesquisas, não quis, se candidatou a presidente. Pelo mesmo PSB. Teve 15 milhões de votos, não é para desprezar. E por um partido que ninguém sabia o que era.

(No interior, a palavra socialista era inteiramente ignorada. Os adversários, para prejudicar ainda mais o candidato, faziam jogo de palavras, explicavam: “É assim, você só se alista mas não vota”)

Agora, Ciro se presta a essa tumultuada luta de bastidores, não tem nenhuma chance por um partido inexistente. E nem sabe o que fazer. Comparando, eleitoralmente, é o mesmo que Dona Marina.

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