Só pode ser piada: dirigente do Itaú diz que a incerteza eleitoral eleva juros

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O banqueiro Cândido Bracher gosta de piadas

Pedro do Coutto 

Numa entrevista a Daniela Meibak e Sérgio Tauhata, edição de ontem do Valor, o presidente do Itaú-Unibanco, Cândido Bracher, afirmou que a incerteza quanto ao desfecho eleitoral deste ano faz praticamente dobrar a taxa de juros cobradas aos clientes, sejam pessoas físicas ou jurídicas.  Acentuou que os juros reais deste ano são de 4,1% a/a, isso levando-se em conta uma inflação em torno de 4,5%, e cotejando-a com a taxa Selic, que é de 6,5% para 12 meses. A afirmação surpreende.

Surpreende porque não vejo influência quanto ao desfecho das eleições sobre as taxas de juros. Eleição se vence ao longo de uma campanha. Ninguém vence na véspera. Assim a incerteza em relação ao resultado final é própria do processo democrático.

TESE INVÁLIDA – Não tem cabimento levantar a tese do presidente do Itaú-Unibanco, uma vez que não pode haver certeza prévia sobre o resultado final. Se assim fosse, o voto popular não teria a importância que tem. Isso de um lado.

De outro, se houvesse a certeza quanto ao rumo das urnas, as eleições em si não teriam grande valor. Portanto, o enfoque de Cândido Bracher é meramente um pretexto para que os juros se mantenham elevados nos dois maiores bancos privados brasileiros, Itaú e Bradesco. Há ainda que considerar uma outra face do enigma colocado pelo banqueiro. Os bancos não são devedores da Taxa Selic, pelo contrário. Os bancos são credores dessa taxa. Pois eles estão entre os titulares de NTNs que lastreiam a dívida interna brasileira, a qual se eleva a 3,4 trilhões de reais.

As incertezas são próprias da existência humana. Agora mesmo tivemos um exemplo: Jair Bolsonaro sofreu um atentado a faca num comício em Juiz de Fora. Alguém poderia prever tal acontecimento? Não, de forma alguma. O trajeto político encontra-se sempre repleto de incertezas e de contradições. Como ficará o quadro eleitoral com Bolsonaro hospitalizado?  Eis aí outra pergunta concreta.

HORÁRIO ELEITORAL – Reportagem de Gustavo Fiorani e Paulo Passos, Folha de São Paulo de ontem, com base em pesquisa do Ibope revela que a audiência na televisão dos programas políticos assinalam uma queda de até 26% quanto ao número habitual de telespectadores. O Ibope avaliou tanto o horário das 13 às 13:25hs como o horário das 20:30hs até 20:55hs.

Em termos de aparelhos ligados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo o nível de audiência alcança 72% do público habitual e no período das 20:30 a 20:55 abrange 75% de telespectadores e telespectadoras. Como se vê apesar da queda, os índices de atenção permanecem muito altos. Daí a importância da presença dos candidatos nas telas coloridas com mensagens que buscam sensibilizar o eleitorado.

11 thoughts on “Só pode ser piada: dirigente do Itaú diz que a incerteza eleitoral eleva juros

  1. Ou temos bancos de menos ou desrespeito demais ao cliente. Nada justifica isso senão um verdadeiro oba-oba no final de um governo sem representatividade e sem nenhuma moral, pois teve que jorrar dinheiro no Congresso e em outros locais, evitando o povo nas ruas. Tudo para não ser investigado, coisa impensável, digno apenas de republiquetas pseudo democráticas. nesta premissa, planos de saúde descapitalizaram de tantos aumentos que impuseram aos clientes, até que os perderam, serviços de telefonia, energia elétrica, combustível, pedágios absurdos, todos fazem o que querem ao final de mais uma vergonha de governo. Sabe o que tentam mostrar que não sabem? Muitos do povo estão vendo isso, muitos não são tão omissos ou estúpidos, estão vendo em Bolsonaro o que os defensores de Temer tentam esconder.

  2. Ontem fiz um comentário nesta coluna , justamente sobre este fato. Não somente os juros sobem ou descem, conforme as pesquisa , mas também , o dólar e a bolsa . Estas pesquisas são manipuladas , conforme os interesses da oligarquia financeira e das grandes corporações . Estas pesquisas na realidade , não passam de especulações veladas , com intuito de gerar lucro à estes agiotas e estelionatários . O Brasil não é dos brasileiros é deles , com tutela dos capitães do mata , que contratam ( Executivo , Legislativo , Judiciário ) .

  3. Em qualquer país sério , especulação financeira é crime , passivo à severas punições . Somente em países como Brasil , onde os poderes constituídos comungam e chancelam agiotas e criminosos como este , tal estelionato é legal . lamentável , vergonhoso .

  4. Joaquim , a recessão existe , justamente para gerar lucros e consequentemente , o enriquecimento ilícito deste agiotas . Milhões de desempregados , mais de trezentas mil pequenas empresas faliram , a industria nacional esfacelada , a sociedade tendo seus direitos mais fundamentais retirados , e os bancos obtiveram lucro aproximadamente , de setenta e dois bilhões no primeiro semestre de 2018 .

  5. DA MISSA “PLANO REAL” MUITA GENTE CONHECE SÓ A METADE. Itamar presidente, FHC ministro, sugeri-lhe o plano moeda forte, na esteira e aprendizagem dos fracassados planos anteriores, cujo nome deveria ser Ecodolar, Bradolar, ou coisa equivalente, na proporção de 4 por 1, com o banimento do nome cruzeiro ou cruzado que expressa sacrifício, expiação, sofrimento, tudo aquilo que o povo brasileiro já estava de saco cheio há muito tempo, bem como da maldita inflação galopante diária que gerava até gerações e mais gerações bipolares, com a mudança diária do humor do tal mercado, via carta divulgada até no Estadão da época. Plano moeda supostamente forte esse que deveria ser usado apenas como um meio de se ganhar alguma estabilidade , fôlego e confiança para se chegar a um grande final que seria a transformação do país em confederação. FHC mandou a carta para Malan, que me mandou uma reposta marota dizendo que não haveria plano nenhum naquele sentido. Dias depois, veio então o “Plano Real”, via URV, com FHC fazendo aquele mesancene todo, e ainda fazendo troça comigo dizendo que o nome dólar na moeda seria colonialismo, esquecendo´se que real é tb colonialismo, português. FHC então usa a “moeda forte” em benefício próprio, elege-se presidente, gostou do jogo e do palácio, e, sem peito para ousar, apenas usou outra vez a moeda como um fim eleitoral em si mesmo, em causa e benefício próprio, comprando com ela a reeleição, que tornou pior o que já era muito ruim, levando a “moeda forte” à exaustão face ao prazo de validade, sem levar em conta o custo do conjunto da obra. Veio então a dupla Lula/Meirelles, ressuscitaram o real e tb o usaram igual FHC, porém com o pé mais fundo no acelerador. Veio Dilma, na mesma balada, para segurar o rojão do Lula/Meirelles, gostou do jogo, quis continuar, continuou, mas o real já havia aberto o bico outra vez, prazo de validade estourado outra vez. Daí veio o golpe e com ele a realidade, 20 anos de estagnação, e uma nova tentativa de ressurreição do real, para começar tudo outra vez, para chegar outra vez nisso que aí está, uma corrida maluca sem fim que não leva a lugar novo nenhum, senão ao aumento gigantesco da dívida pública cada vez mais impagável. Vc acha que vale a pena repetir tudo isso outra vez, ou será que chegou a hora de ousar, deixar de voar como galinha e passar a voar como águia, usar a moeda como meio de se atingir o fim nobre para o qual fora sugerida, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o Projeto Novo de Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, antes que seja tarde demais ?

  6. Todos recursos arrecadados ás custa do sacrifício da sociedade , são desviados pelos verdadeiros assaltantes da nação ( oligarquia financeira ) e depois fatiado com seus capitães do mato .
    Tudo em nome do mercado !

  7. Daqui para frente as eleições serão decididas nas redes sociais porque é nelas onde estão os formadores de opiniões. A propaganda eleitoral pode ser abolida porque vai se mostrar inútil, só é boa para os donos das rádios e TVs.

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