Sórdidas acusações a Sérgio Moro podem dar errado e levá-lo a se candidatar em 2022

Sérgio Moro: “Se houver irregularidade da minha parte, eu saio ...

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Carlos Newton

Faz apenas três meses, porém ninguém lembra mais a patética cena de Jair Bolsonaro, perante todo o Ministério e com Paulo Guedes sem sapatos, a mentir desbragadamente sobre Sérgio Moro, até fazer a denúncia final, que o presidente julgou definitiva e arrasadora, acusando o então ministro da Justiça de chantageá-lo para ser nomeado ao Supremo.

Era uma acusação tão grotesca e estapafúrdica que ninguém acreditou, nem mesmo os mais fanáticos adoradores do mito Bolsonaro. A bala de prata presidencial pipocou, não teve a menor repercussão. Acabou sendo arquivada como inscrição ao concurso Piada do Ano.

CAMPANHA MULTILATERALÉ impressionante essa campanha que vem sendo feita contra o ex-juiz Sérgio Moro, fazendo-se o possível e até o impossível para desmoralizá-lo.

Por coincidência, é claro, tudo começou exatamente depois que os dirigentes dos três Poderes (Dias Toffoli, Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre), em maio de 2019, acertaram o sinistro pacto de proteção mútua contra a Lava Jato, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal.

Logo a seguir, em junho de 2019, já surgiam as gravações do site The Intercept, com transcrições de centenas de horas de conversas entre integrantes da força-tarefa da Lava Jato, inclusive mantendo diálogos com o então juiz Sergio Moro.

NADA PROVARAM Embora fossem informações ilegais, não houve censura, tudo foi esmiuçado, ninguém aguentava mais tanta gravação, porém a única coisa que restou provada foi que a Lava Jato tinha sido criada por jovens idealistas, que fizeram um trabalho formidável, mas nas horas vagas eram infantis, conversavam bobagens, faziam bravatas, tudo uma grande chatice que não conseguiu provar nenhum complô, nenhuma irregularidade;

Até hoje não desistiram. Neste domingo, dia 2, a manchete do The Intercept era a seguinte: “Lava Jato aplicou os métodos de espionagem clandestina de Hoover, o poderoso chefão do FBI”, dizendo que “por décadas, John Edgar Hoover espionou ilegalmente adversários políticos nos EUA em nome do combate à corrupção”.

Caraca! Para atacar Moro, o grande jornalista Glenn Greenwald teve de se socorrer em Hoover, que morreu em 1972? É muita decadência e falta de assunto do Intercept, minha gente.

ARAS NO ATAQUEDepois houve o desastrado inquérito aberto no Supremo por Bolsonaro contra o ex-ministro Moro, que foi logo inocentado e hoje se tornou uma investigação sobre o presidente, que inclusive precisa prestar depoimento, mas está fugindo da Polícia Federal  como o diabo foge da Cruz.

E agora surge o atabalhoado procurador-geral Augusto Aras e assume o comando da campanha, mas com acusações malucas      e que não atingem Sérgio Moro, apenas os procuradores de Curitiba. Aliás, nesse novo imbroglio Aras ainda não teve coragem de mencionar o nome de Moro.

Em tradução simultânea, esses assassinos de reputações nem percebem que não conseguem atingir Moro. Suas denúncias vazias já se tornaram ridículas e bizarras. O efeito sai ao contrário. De tanto perseguirem o ex-juiz, ele vai acabar perdendo a paciência e aceitando o convite do senador Alvaro Dias, presidente do Podemos, para sai candidato em 2022.

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P.S. Vai ser eletrizante essa eleição de 2022. Se Moro concorrer, é claro. Caso contrário, vai ser apenas mais do mesmo, como se diz hoje em dia. Uma redundância desanimadora. (C.N.)

42 thoughts on “Sórdidas acusações a Sérgio Moro podem dar errado e levá-lo a se candidatar em 2022

  1. O jornalista mais imbecil, pedante, desonesto intelectual, divulgador de mensagens hackeadas , editadas. O Lacaio tenta há mais de dois macular o Moro. Todo dia , todo dia sem exceção esse canalha menti com informações falsas.
    Agora com relação a eleições: o Brasil não muda com eleição nenhuma, nenhuma. Daqui há mais seis eleições sabem quem estarão no STF O Amigo do Amigo do Meu Pai, o Cabeça de Ovo, o Fux , o Barroso. Esses vão impedir qualquer presidente governar como veem fazendo a atual pocilga.
    Não precisa nem falar quem estarão no Congresso Nacional.
    Eleição aqui é igual a cantiga da perua.
    Ah país vagabundo.

  2. Moro foi uma piada de mau gosto e sem nenhuma graça. Cometeu muitas ilegalidades para conseguir seus objetivos pessoais. Só se deu mal na hora de dividir o butim. JB percebeu a tempo o objetivo maior do traíra. Só uma perguntinha: Por qual partido nanico JB e Moro irão se candidatar? Lembrando que atualmente Caixa 1 está proibido.

    • Se o MDB continuar a ser o maior partido do Brasil nestas eleições municipais de 2020 … certamente que se projeta para disputar as Presidências Legislativas … e também a Executiva em 2022 … e Moro é forte candidato a ter apoio do MDB … visto que não existe nenhuma denúncia contra o Governo de Temer, MDB-SP, que foi confirmada tal posição do MDB de não ter sua imagem vinculada com denúncias … ao os Convencionais terem renovada a Executiva Nacional com emedebistas que não sofrem acusação kkk KKK kkk

  3. No seu artigo de hoje, terça-feira (4/8), intitulado “Sórdidas acusações a Sérgio Moro podem dar errado e levá-lo a se candidatar em 2022”, o editor da Tribuna da Internet, jornalista Carlos Newton, demostra com clareza e com didática que quanto mais se bate em Sérgio Moro, mais ele se projeta e mais provoca sua candidatura a presidente da República em 2022.

    Está em articulação no Congresso a criação de lei que condicione a 8 anos o tempo de desincompatibilização para que magistrados se candidatem a cargos eletivos. Lei casuística, justamente para que o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça não se candidate à presidência em 2022. Se tanto vingar, a malsinada, perversa, idiota, maluca e frustrada lei levará o nome de “Lei Sérgio Moro”. Mas terá pouco tempo de duração. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, de 4 ou 5 páginas no máximo, perante o Supremo Tribunal Federal ( ou mesmo um Mandado de Segurança ) receberá liminar para considerar a tal lei contrária à Constituição. E quando for julgada pelo plenário da Corte haverá unanimidade confirmando a liminar. E assim, a lei bandida sairá do cenário legislativo nacional.

    Vamos explicar o motivo. Ao tratar dos Direitos Políticos, a Constituição Federal, no artigo 14, dispõe sobre princípios e condições de elegibilidades e inelegibilidades. Mas não tratando o artigo 14 de todas as hipóteses, casos e situações, o parágrafo 9º do mesmo artigo delega para a lei complementar o estabelecimento de outros casos e hipóteses de inelegibilidade e os prazos de sua cessação.

    Foi com base neste parágrafo 9º do artigo 14 da Constituição Federal que surgiu a Lei Complementar nº 94, de 18 de Maio de 1990 e que estabelece os casos de inelegibilidade e prazos de cessação. Sabemos que lei complementar é aquela que ingressa no ordenamento jurídico nacional com o propósito de completar e explicar algo que faltou à Constituição. A lei complementar diferencia-se de lei ordinária desde o quorum para a sua formação. A lei exige apenas maioria simples de votos para ser aprovada, enquanto que a lei complementar exige maioria absoluta.

    E foi sob a vigência da Lei Complementar nº 64/90 que Sérgio Moro deixou a magistratura (2018) e ainda o cargo de ministro da Justiça(2020). Logo, Sérgio Moro passou a ter o direito adquirido e praticou ato jurídico perfeito, consubstanciado nas duas renúncias. Ato jurídico perfeito porque era-lhe lícito e juridicamente possível e legal renunciar à magistratura e ao cargo de ministro de Estado.

    E o que diz a Lei Complementar nº 64/90 especificamente a respeito da situação de Sérgio Moro?. Diz a referida lei que são inelegíveis para o cargo de Presidente e Vice-Presidente da República, até 6 (seis) meses depois de afastados definitivamente de seus cargos e funções, os ministros de Estado e os Magistrados, dentre outros ( nºs 1 e 8, da letra “a”, do item II do artigo 1º ).

    Portanto, será inútil a adoção, agora, de uma lei para impedir que Sérgio Moro se candidate à presidência da República em 2022. Isto porque é princípio consagrado na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro que as leis só valem para o futuro, a partir da sua publicação. Não retroagem. E quando expressamente dizem que retroagem, não pode ser para punir o que a lei anterior não punia. E proibir um cidadão brasileiro, sobre o qual não recai qualquer impedimento de elegibilidade, de se candidatar a presidente da República é punição das piores e mais graves que podem existir, para todo e qualquer fim de direito, seja eleitoral, civil e/ou penal.

    Aí está o equacionamento simples e fácil de entender o motivo que levará à anulação pelo STF de uma aventureira lei destinada a proibir Sérgio Moro de ser candidato à presidente da República em 2022. Moro deixou de ser magistrado e ministro de Estado sob a vigência da Lei Complementar nº 64/90. Garantiu, portanto, a quarentena de 6 (seis) meses até chegar o pleito geral de 2022 e até quando a eventual lei maluca, casuística e dirigida a uma só pessoa, no caso Sérgio Moro ( e isto constitui outra inconstitucionalidade que abordaremos em artigo próximo ). Não adianta tramar contra Sérgio Moro. E quanto mais se bate nele, mais ele se projeta e vai agigantando seu eleitorado.

  4. Entra e sai governo e o Brasil não muda. Todos são a mesma bosta!

    Bolsonaro, que não governa desde que assumiu ou, se alguns pensam diferente, então digo que somente errou e se omitiu, perde tempo precioso com Moro.

    No lugar de planejar como fará para nos aliviar dos graves problemas de saúde, educação, segurança e econômicos, se debruça em desmoralizar a Lava Jato e, em consequência, Sérgio Moro, pelo fato de ver no ex-juiz o seu adversário mais perigoso em 2022.

    O presidente comprova, a cada dia que passa, o quanto é incompetente para administrar essa nação; o quanto está muito aquém de um líder verdadeiro, legítimo, que nos levasse em direção a um futuro auspicioso, e não absolutamente danoso!

    Bolsonaro pode não roubar a fortuna incalculável que Lula e sua quadrilha, vulgo Partido dos Trabalhadores, praticou contra o povo e país, até porque seria impossível com o caixa tão baixo como nos encontramos, mas, em termos administrativos, políticas, investimentos, planos de Estado, estratégias, táticas … Bolsonaro é um zero à … esquerda!

    Assim, coloca-se na classificação de ser um dos piores que tivemos na República e, pelo andar da carruagem, até 2022 será considerado o pior de todos os tempos.

    A sua acusação será ter desconstruído o que restou dos desgovernos que o antecederam, mormente Lula, Dilma e Temer.
    Se alguma estrutura restara quando assumiu, Bolsonaro implodiu com a sua absurda mediocridade, ineficiência e ineficácia.
    E, teve azar, convenhamos.

    A pandemia, que seria para que nos mostrasse do que seria capaz, comprovou que o ex-capitão é somente encrenqueiro, criador de polêmicas, e não sabe o que faz, um parlapatão e boquirroto, indiscutivelmente!

    Se ainda querem que eu mostre fundamentos para as minhas afirmações acima, pergunto:
    Por que convidou Moro para ser ministro da Justiça?
    Certamente não foi pela simpatia do ex-magistrado, muito menos porque a cor de seus cabelos é preto, também porque não é casado, menos ainda por ser um jovem, não, nada disso causou o convite feito.
    Moro foi convidado/convocado PELO QUE FEZ na Lava Jato.

    Seu combate férreo contra a corrupção, criminosos, ladrões do povo e país, alçaram-no à categoria de um dos cidadãos mais bem quistos e admirados que tivemos.
    Essa foi a razão fundamental para tê-lo em seu staff, considerou Bolsonaro, além de ampliar o seu apoio popular com essa decisão.

    Um desentendimento entre ambos, que levou Moro a pedir demissão do ministério que comandava, incluindo a má vontade do parlamento em aprovar as suas medidas contra a corrupção, desencadeou uma avalanche de acusações contra ele, e investigações contra a Lava jato, símbolo de uma nação que tentou salvar a si mesma.

    A saída de Moro foi exatamente o estopim que o presidente precisava para disparar contra o seu ex-ministro, o arsenal que preparara para alijá-lo da disputa nas próximas eleições.
    Apoiado pelo STF e congresso, naturalmente, Moro se depara com uma campanha sórdida, como bem escreveu o Editor.

    A alegação que, “os direitos civis dos investigados”, é mais importante que a corrupção que praticaram, inequivocamente atesta que a moral e ética foram deletadas pelas nossas autoridades, foram banidas pelo “mal” que praticavam no trabalho desenvolvido pelos três poderes, além de investigar, julgar e condenar “inocentes”!

    A bem da verdade, transformamo-nos numa farsa.
    Não somos um país, mas um feudo;
    Não somos um povo, mas um bando de gente que habita o mesmo território.

    Se Moro se candidatar, terá o meu voto, mesmo que eu não precise mais votar, pois terei 72 no lombo e se eu estiver vivo até lá, algo mais difícil que Moro vencer as eleições.

    • Caríssimo Bendl.

      Seus comentários, todos, deveriam ser artigos. Vertidos para o inglês, francês, alemão, espanhol e italiano, e divulgados ao mundo, os outros povos ficariam sabendo da verdadeira situação do nosso Brasil.
      Bendl, eu também voto em Moro. Todos votamos em Moro.

      Bendl, antes do seu comentário, tem lá um meu que postei. Qual a sua opinião a respeito?
      Saúde, caríssimo Bendl.

      • Meu amigo, dr.Béja,

        O seu comentário me orgulha e me deixa honrado pelo que disse do meu texto acima.
        Muito obrigado pelas palavras gentis postadas em meu favor.

        Quanto à sua pergunta a mim, por favor, o senhor simplesmente provou através de leis, a campanha sórdida contra Moro e as intenções ilegais que querem traduzir em regras, de modo a impedir que o ex-juiz se candidate em 2022.

        A sua postagem fundamenta as minhas alegações, constituindo-as como verdadeiras e indiscutíveis:
        Há mesmo uma campanha que tenta de todas as formas, legais e ilegais, que Moro enfrente Bolsonaro nas próximas eleições.

        Ora, excelso advogado, devem existir poderosas razões para essa frente de poderes constituídos agir contra Moro, que não o querem na disputa, que não o aceitam candidato.

        Certamente não preciso ser muito inteligente para deduzir, e usando as palavras do meu conterrâneo, Barão de Itararé, que, não existem somente aviões de carreira sobrevoando sobre nossas cabeças!
        Ou, no jargão popular, nesse mato tem coelho.

        Moro na presidência, na ótica de seus arqui-inimigos – entendamos como poderes constituídos, repito -,
        significa possível devassa em descobrir corruptos, corrupção, onde está enraizada, mais sólida, mais profunda, e quem são os seus maiores e melhores agentes

        Evidente que o sistema não permitirá que isso aconteça, dr.Béja.
        E como o poder ainda está nas mãos de corruptos, podemos nos preparar para que as leis que dariam base à candidatura de Moro, que tanto querem anular com essa questão de 8 anos ficar de fora de pleitos eleitorais, afirmo que algo impedirá essa candidatura.

        Vou mais além:
        O senhor frisou com bases em leis, que uma nova não pode retroagir, e que o STF irá anulá-la. Respeitosamente lhe pergunto:
        O STF??!!

        O primeiro que se declarou inimigo da Lava Jato e de Moro, a ponto que denominou as decisões do tribunal federal no Paraná como, “República de Curitiba”??
        Afora críticas contundentes contra Moro, e Liminares despachadas invariavelmente em benefício dos bandidos julgados e condenados pela Lava Jato e Moro?

        Caríssimo, encontramo-nos numa situação de absoluta instabilidade jurídica – o senhor sabe infinitamente mais do que estou afirmando.
        O Supremo se transformou em apêndice do parlamento, porém suas decisões demonstram que são os ministros que mandam no país.
        Afinal das contas, a última palavra é da nossa mais Alta Corte.

        Para o legislativo, ótimo. O que importa é ver os seus libertos isentos de julgamentos, ainda mais através de tribunais honestos e imparciais.
        O STF faz parte do sistema, logo, o status quo e stablishment são imutáveis ou, como dizia um ex-ministro, “imexíveis”.

        Moro tentou, e deu no que deu!

        Se anda tem gente que não percebeu as artimanhas colocadas para impedir a candidatura de Moro, por favor, mas é demasiadamente alienada e alheia às questões não só nacionais, mas aquelas que são decisivas para o nosso futuro.

        O meu forte e fraterno abraço, dr. Béla.

        Parabenizo-lhe por mais um comentário esclarecedor sobre as tramoias em andamento contra Moro, e com base em leis, e não apenas a sua abalizada opinião.

        Saúde e paz.
        Cuide-se, meu caro.

        • Caro Chicão, bom dia, no seu, como sempre brilhante comentário, agora consolidado pelo aval super qualificado do Dr Béja, você questiona se seria possível o STF anular uma lei dirigida contra a candidatura do Dr Moro. Não sei qual seria a resposta do jurista, mas eu entendo que, numa visão de comportamento humano, a usina de vaidade e inveja que funciona em qualquer tribunal de justiça, certamente poderia levar a Corte a uma decisão esdrúxula, alheia aos princípios gerais do Direito. E aí?
          OEA, ONU, com a palavras os doutos jurisconsultos.

          • Moreno, meu caro,

            Obrigado pela tua generosidade para comigo.
            Tuas palavras me animam a seguir em frente, mesmo com minhas limitações.

            Eu e tu podemos pensar que o STF possa decidir diferente do que as leis determinam.

            Afinal das contas somos simples cidadãos, trabalhadores, e não temos qualquer representatividade em nosso favor, muito menos em benefício.

            Mais a mais, conforme reza a democracia, e que tanto divulgam que estamos em pleno estado democrático de direito, logo, em gozo da liberdade de expressão, afirmo que o país está nas mão de corruptos e à mercê da corrupção.

            Um abraço, forte, fraterno.
            Saúde e paz.
            Te cuida, meu.

        • Bendl, obrigado por me ter atendido. Aqui na TI temos altos, baixos e baixíssimos.

          Só os altos interessam. A questão é jurídica. É de Direito.Ainda acredito na Justiça, na magistratura. Assim aprendi. Assim vivi e vivo. Não vejo argumento, por mais absurdo que seja, para deixar de considerar a eventual lei complementar, que viria alterar a Lei Complementar 64/90, casuísticamente dirigida a Sérgio Moro, como lei inconstitucional.

          Saudações e saúde.

          • Caro e excelso advogado, dr. Béja,

            Que o senhor tenha razão no que afirma;
            Que a lei predomine sobre o casuísmo;
            que o Brasil possa ter candidatos que não sejam oriundos dessa política que tanto nos tem dado prejuízos.

            Outro abraço.
            Mais paz e saúde.

    • A meu ver Moro jamais deveria ter saído de seu cargo de juiz para virar ministro, na época fui contra, dizia que era um erro e estaria trocando o certo pelo duvidoso. Não se confia em políticos assim.

    • Só vi agora teu MAGISTRAL comentário, Chicão.
      Concordo com o Dr. Béja, muitos comentários teus, deveriam virar matéria. Os tribunários tem que ter a oportunidade de poder participar da tua percepção, finura e sutileza nos temas que você aborda.
      Muito obrigado, Chicão, todos nós, aprendemos com você.
      Um forte abraço.
      José Luis.

  5. Moro agiu mais como acusador e menos como juiz. As conversas reveladas e não desmentidas pela The Intercept, demonstraram isso, porém pessoas dizem: o que importa é o resultado, os meios são irrelevantes.
    Isso é bom? Não acho, até porque um juiz de verdade deve ser imparcial, não tomar partido de alguma parte e ele, muito mais que os outros deve seguir a lei.

    Aí uns falam que ele deveria ser candidato à presidência. Pergunto, então qual o pensamento econômico de Moro? Ele já foi gestor, fora a pequena experiência como ministro da justiça?

    Pobre de nós, basta alguém agir como populista e ser endeusado.

    E por falar em argumentos inconsistentes, há um que extrapola o bom senso: a perenização do GT da lava jato. Pergunto, quem nomeia os GTs do MPF? Por acaso não é a PGR? E é por tempo indeterminado?

    Continuamos iguais. Discutimos, escolhemos, sem usar a razão. Só na base do achismo, sem uma análise mais profunda.

  6. Caro Vidal, meu conterrâneo,

    Temos posições antagônicas com relação a Moro e a Lava Jato.

    A tua frase,
    “ … As conversas reveladas e não desmentidas pela The Intercept, demonstraram isso, porém pessoas dizem: o que importa é o resultado, os meios são irrelevantes … ”
    Não condiz com a textualidade da Operação.

    Do jeito que postaste dá a impressão que as investigações, julgamentos, condenações, confirmações em segunda instância e em terceira (STJ), que Moro e sua equipe fraudaram leis, provas, investigações, documentos …
    Ora, mesmo assim, as instâncias superiores confirmariam as sentenças prolatadas??!!

    Mais adiante, assim colocaste:
    “ … Aí uns falam que ele deveria ser candidato à presidência. Pergunto, então qual o pensamento econômico de Moro? Ele já foi gestor, fora a pequena experiência como ministro da justiça?”
    Vidal, que experiência tinha Bolsonaro como gestor?
    Que experiência tinha Lula?
    Que experiência tinha Dilma?
    Que experiência tinha Vargas?
    Que experiências tinham os generais que presidiram o Brasil no período de exceção?

    Com base nas tuas afirmações, o povo está jogando fora literalmente seus votos nos candidatos à presidência da República, com exceção de Sarney, que foi governador, mas péssimo como gestor; Collor, também governador, porém cometeu o mais grave erro, que foi o confisco; e Itamar, governador de Minas, que engendrou o Plano Real e salvou o país da inflação.

    Os demais, que não foram gestores, então são os responsáveis pela crise social, política e econômica, que nos encontramos.
    Curiosamente, o melhor presidente que tivemos depois de Vargas, pelo que fez o gaúcho com relação ao trabalhador, Juscelino, que trouxe desenvolvimento ao Brasil como nunca antes visto, foi “apenas” prefeito de Belo Horizonte, independente da grandiosidade dessa função e da cidade capital das Minas Gerais.

    Não concordarias comigo, que, nessas alturas, diante de tantos incompetentes que tivemos, a solução não estaria em elegermos alguém honesto?

    Que tenha combatido verdadeiramente a corrupção, enquanto não tivemos nenhum presidente depois da ditadura, que podemos afirmar ter sido correto (Itamar não vale, pois assumiu depois da renúncia de Collor)?

    Assim concluíste o teu comentário:
    “Continuamos iguais. Discutimos, escolhemos, sem usar a razão. Só na base do achismo, sem uma análise mais profunda.”
    Pergunto:
    Como queres um povo que saiba fazer uma análise profunda sobre os candidatos, conforme as condições do brasileiro em termos educacionais, se é conhecido como inculto e incauto?

    Onde o analfabetismo absoluto e funcional atinge índices preocupantes e vexatórios internacionalmente?

    De que jeito impedir o candidato que fale aquilo que o povo quer ouvir seja eleito?

    Como ele poderá ter opções conscientes, se não lê livro algum, jornal, não se informa?!

    Olha, meu amigo:
    Do jeito que nos encontramos, o gestor que vá passear, aplicar suas ideias e pensamentos bem longe do Brasil!

    Quero – e pelo fato de ser essa a nossa única alternativa – eleger um honesto, um cara sem o rabo preso, sem vínculos com essa política deletéria, corrupta, traidora do povo e país!

    Digo prá ti com a sinceridade que amigos têm um para com o outro:
    Às favas com gestores!
    Basta de insensibilidades, que o povo seja número a ser analisado, se temos dinheiro ou não para “investir”, pois para pagar salários milionários às castas existem em abundância.

    Sabe-se lá, se um honesto não tenha mais e melhores intenções para com o desempregado, pobre, miserável, analfabeto, desqualificado profissionalmente que um gestor, que saiba apenas ler dados e estatísticas, enquanto o povo padece inexplicável e injustamente?

    E, depois, meu amigo, se eu votar em Moro e apoiá-lo para que seja eleito, e daí?
    E se der certo, e Moro faça um governo memorável?
    Tá bem, se der errado foi mais um que tivemos, mas não o primeiro e único.

    Abração.
    Saúde e paz.
    Te cuida, meu!

    • “Do jeito que postaste dá a impressão que as investigações, julgamentos, condenações, confirmações em segunda instância e em terceira (STJ), que Moro e sua equipe fraudaram leis, provas, investigações, documentos …
      Ora, mesmo assim, as instâncias superiores confirmariam as sentenças prolatadas??!!”

      Sr. Bendl ou qualquer outro comentarista, poderia citar quais são as famosas provas apresentadas contra o Lula em sua condenação?

      Do lado de cá, temos os diálogos apresentados pelo Pulitzer Greenwald.

      E é claro, o rápido engajamento ao governo do principal beneficiário da exclusão do candidato que ocupava a primeira colocação nas pesquisas.

    • Caro Bendl,
      como disseste escolher quem nunca mostrou boas qualidades como gestor é como dar um tiro no escuro, dificilmente vamos acertar.

      Quanto a encontrar alguém que não tenha vínculos com a política imposta reinante é algo improvável. Todos possuem um certo grau de conivência com o que temos.

      Certamente a honestidade deve ser inerente à postulação do cargo de mandatário. Não só a honestidade material, mas maior ainda, o postulante deve ter a honestidade moral. Aquela que o cidadão moralmente honesto possui e o deixa consciente das nossas desigualdades, da nossa pobreza política, das benesses que certas classes possuem. Aquela, que por exemplo, o faz recusar privilégios especiais.
      Aquela que faz com que as ideias de resolução de problemas não auxiliem o país e seus cidadãos a afundarem cada vez mais, enterrando nossas esperanças. Aquele que sabe que soluções simplistas só servem para engabelar os tolos.

      Bendl, sou cético, como sabes. Logo, acho que devemos basear nossas escolhas com um método mais científico. O achismo é derivado de paixão.

      Eu proporia um questionário, com pontuação, para escolher em quem votaríamos. Por exemplo:

      1 – honestidade material;
      2 – honestidade moral;
      3 – foi um bom gestor ou político;
      4 – as ideias econômicas são excludentes ou inclusivas;
      5 – Preocupação com educação;
      6 – o que pensa sobre privilégios;

      e outras questões.

      Certamente deves entender que os presidentes que citastes, viveram outra época e tinham muito mais poderes. Isso tem que ser levado em conta.

      Quanto à lava jato e Moro, já me pronunciei várias vezes, portanto não entrarei em novas discussões, já que dificilmente mudaremos nossas opiniões a respeito. Só lembro o seguinte: o não sabemos é muito maior daquilo que julgamos saber.

      Abraço, saúde e vida longa.

  7. Moro tem todas as chances, e se candidatar leva a presidência.
    Não há candidato à altura moral e intelectual, sem falar que não tem manchas em sua carreira pública, ao contrário do pagode Bolsonaro e seu pseudo opositor e ex presidiário Luiz Inácio.
    Moro dá de 7a1 em ambos, e só leva um gol de.ambos, se não será 7a0 mesmo.
    Moro tem moral de brasileiro, e caráter de pertencer ao povo que nunca lhe subtraiu, enquanto os outros dois são manjacos por todos.
    Luiz Inácio é Bolsonaro se merecem, são maduros metidos a malandros, e se enganam com Moro que já enfiou um na prisão e denunciou o outro que deve ir para o mesmo lugar.
    Moro Presidente, Brasil na Frente!

  8. Essa proposta surgiu de conversas entre os presidentes do STF e da Câmara. Eles conhecem as questões levantadas pelo Dr. Jorge Béja. Portanto, essa “proposta” nada tem a ver com uma hipotética candidatura do ex-ministro Sérgio Moro.

    A finalidade é outra. Por um lado, criar uma fonte de pressão sobre os verdadeiros juízes (de carreira), principalmente os federais de 1ª e 2ª instâncias; por outro, criar uma narrativa de perseguição ao ex-juiz Sérgio Moro, onde o perseguidor seria o Presidente Bolsonaro, o principal interessado em sabotar a provável candidatura. Aliás, é o que faz aqui, o autor da coluna: lava a sujeira do Tófolli e do Maia e atira a água suja sobre o Presidente Bolsonaro.

  9. O dia está quente, as viúvas do Lula e os acólitos do Mito estão alvoroçados. Os cidadãos responsáveis e preocupados com os efeitos das gestões dos dois ídolos, sobre suas famílias, amigos e concidadãos, mesmo que em menor número, já que os idiotas tem maioria no país, também se encontram presentes, tentando entender como indivíduos racionais e aparentemente civilizados, podem gastar tempo e energia em defender personagens, sistemas, esquemas e jogadas corruptos que numa atividade cada dia mais impune, devido a cumplicidade dos agentes públicos e à passividade da maioria idiota e de uma parte da sociedade passiva, infelicita esta nação.

  10. O ex juiz, atual colunista do Globo, vai colher o que plantou. Ninguém quer estar junto de quem é traíra, desleal, ressalvados seus afins..
    Leonel Brizola dizia que a política ama a traição mas abomina os traidores.
    Moro, o traiçoeiro, não se elege nem vereador em sua cidade natal…

  11. Carlos Newton, artigo analítico de muito conteúdo, agregado pelos comentários de Jorge Béja e Francisco Bendl, de elevada qualidade, como sempre fazem. Parabenizo a todos, pois me obrigaram a pensar e guardar para consultas futuras.

    Bend concordo plenamente com a posição que grafaste … ” Moro foi convidado/convocado PELO QUE FEZ na Lava Jato.”.

    Hoje, com a sequência de fatos consumados por Bolsonaro, já há um considerável números de componentes de serviços de inteligência que acham que Moro foi convidado justamente para enfraquecer a Lava Jato, para tirá-lo da operação. Ou seja, PELO QUE FEZ NA LAVA JATO”

    Penso que seria bom para o país que todos nós considerássemos em nossas análise os fatos ocorridos “padrão Coaf”, interferência na Receita Federal, nomeação para procurador-geral de pessoa que deu uma festa para o núcleo duro do PT em agosto de 2013, etc…

    Um grande abraço e que Deus continue a te dar poderes e luzes para escrever textos de muito aproveitamento analítico.

    Celso

  12. STF sinaliza que vai considerar Moro suspeito e anulará processo contra Lula

    A Justiça tarda – mas não posso dizer que não falha… falhou ao tirá-lo da disputa(!)

    • Só o conteúdo da Vazajato já é suficiente.
      Prova ilegal não vale para condenar, mas se vale para absolver – o que dá no mesmo quando revelado que um juiz atuou fora dos limites legais e em acumpliciamento com uma das partes.
      Como dito por um magistrado italiano que integrou a operação Mãos Limpas, assume não conhecer as leis brasileiras, mas se fosse pelas italianas não estaria de acordo com elas, pois a comunicação entre órgãos ocorre por ofícios e petições.

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