“Tantos pés descalços posso ver, libertos, a correr na direção do dia…”

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Cláudio Nucci, presença marcante na MPB

Paulo Peres
Site Poemas & Canções 

O produtor musical, cantor e compositor paulista Claudio José Moore Nucci, mais conhecido como Claudio Nucci, na letra de “Acontecência”, em parceria com Juca Filho, faz uma narrativa bucólica dos acontecimentos ao amanhecer. Esta toada foi gravada pelo próprio Claudio Nucci, em 1980, pela EMI-Odeon.

ACONTECÊNCIA

Juca Filho e Claudio Nucci

Acorda ligeira e vem olhar que lindo
Sobre o morro sol se debruçar
Leite novo espuma dessa madrugada
Passarada vem te despertar
Tantos pés descalços
Posso ver meninos a correr na direção do dia
Banho de açude alegre e lava o corpo
Fruta fresca é pra te alimentar
Acorda ligeira e vem ver que bonito
Pelo pasto solta a vacaria
Na barra da serra gavião campeiro
Vem primeiro vento costurar
Tantos pés descalços posso ver libertos
A correr na direção do dia
Chuva desce pra regar a terra
Engravidar sementes em frutas se tornar

3 thoughts on ““Tantos pés descalços posso ver, libertos, a correr na direção do dia…”

  1. Essa música é realmente maravilhosa!!!
    Passa uma noção de pureza, de liberdade, de um meio ambiente salutar, enfim, de algo bom que, a cada dia, precisamos recorrer à memória para nos certificarmos de que já existiu_e em abundância.

  2. Ouvindo Acontecência dos dois grandes compositores Juca Filho e Claudio Nuccio – quem viveu na roça vai se recordar da infância e quem nunca viveu vai imaginar “Passarada vem te despertar/tantos pés descalços” de meninos na direção do dia, banho de açude,
    Inesquecivel a apresentação dos dois compositores no programa de Rolando Boldrim em Sr. Brasil. Este programa é uma pérola. Vale a pena.
    “Chuva desce pra regar a terra
    Engravidar sementes em frutas se tornar” é um louvor e amor à Natureza. Engravidar uma semente que se transformará em fruto. Realmente maravilhosa como disse Carlos Cazzé.

  3. Oh Minas Gerais
    Cláudio Nucci/Cacaso

    Oh Minas Gerais
    Oh Minas Gerais
    Quem te conhece não esquece Goiás
    Goiás que, aliás, jamais conheci

    Oh Minas Gerais
    Onde é que estás
    Na música aérea das suas vogais
    Na fúria plangente
    Nas queixas, nos ais,
    Na dor dos casais
    No sangue vertido de suas vestais

    Oh Minas Gerais
    Oh Minas Gerais
    Quem te conhece não esquece Goiás
    Goiás que, aliás, jamais conheci

    Oh Minas Gerais
    Na noite calmosa
    Que doces cantigas
    Que dores gerais
    Tem pena de mim
    Assim não se faz
    Eu vedo essa porta
    Acendo esse gás
    Mas assim vira jazz

    Oh Minas Gerais
    Oh Minas Gerais
    Revira nas arcas os seus enxovais
    Temporões, temporais, tanto fez, tanto faz
    Invento um cais
    Que doce veneno, que águas, que sais,
    Os nossos destinos são tão desiguais

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