Toffoli rasga a fantasia e revela o ódio que os “heróis” da Lava Jato lhe despertam

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Dias Toffoli destilou o ódio e a inveja que sente da Lava Jato

Carlos Newton

Por ser despreparado para grande funções, tendo chegado ao Supremo Tribunal Federal sem o notório saber, Dias Toffoli às vezes revela um ingenuidade verdadeiramente constrangedora. Recorde-se que, para servir a um velho amigo como o ex-ministro José Dirceu, que foi seu chefe na Casa Civil e  o indicou  para o STF, Toffoli foi capaz de conceder um habeas corpus que a defesa de Dirceu sequer havia pedido, e ficou tudo por isso mesmo, como se dizia antigamente.

Confiante numa eterna impunidade que padre Quevedo diria “non eczistir”, Toffoli não aceitou ser apanhado na malha fina da Receita Federal, por receber mesada de R$ 100 mil de sua mulher, e também ficou revoltado ao saber que o amigo Gilmar Mendes e a mulher também tinham sido enredados.

INQUÉRITO ILEGAL – Em março, aproveitou o fato de ser presidente do Supremo e criou um inquérito interno totalmente ilegal. Primeiro, porque não a investigação não era interna, mas externa; e depois, porque o Regimento do STF, além de não permitir essa extravagância, também exigia a aprovação da procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, que deu parecer contrário e mandou arquivar o inquérito.

Mas o todo-poderoso Toffoli, acima da lei e da ordem, mandou seguir o inquérito. Em julho, aproveitou o plantão do recesso e suspendeu todas as investigações baseadas em relatórios do Coaf, da Receita e do Banco Central. Com essa audaciosa jogada, de uma só vez conseguiu imobilizar a apuração que envolvia ele próprio e sua mulher, a advogada Roberta Maria Rangel, assim como a investigação do casal Gilmar Mendes e Guiomar Feitosa.

O mais incrível é que blindou também o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e seu ex-assessor Fabricio Queiroz, fazendo vibrar a galera do eixo Planalto/Alvorada.

UM GRANDE AMOR – De repente, passou a haver um troca-troca de elogios e de amabilidades entre os presidentes da República e do Supremo. Como diria Djavan, o amor de Bolsonaro e Toffoli, por ser exato, não cabe em si.

Com tanto encantamento, a vaidade de Toffoli sobreveio com força total. Nesta segunda-feira, dia 12, durante evento do Lide em São Paulo, o presidente do Supremo criticou a percepção de que a operação Lava Jato virou uma instituição. Segundo os repórteres Francisco Carlos de Assis, Aline Bronzati e Bárbara Nascimento, que cobriram o evento para o Estadão, o ministro disse que a Lava Jato nasceu de acordos republicanos, feitos pelos Três Poderes, e afirmou que a operação “não manda nas instituições”.

INVEJA E ÓDIO – Em seguida, Toffoli foi destilando a inveja e o ódio acumulados. Afirmou que, durante os últimos anos, qualquer reação de algum poder em relação à operação foi percebida erroneamente como uma tentativa de acabar com a Lava Jato. “Não se pode permitir na República que algo se aproprie das instituições. (…) Temos que dizer isso abertamente. A Operação Lava Jato é fruto da institucionalidade, não é uma instituição”, disse, completando: “Um país não se faz de heróis, se faz de projetos”.

Em seu delírio, o petista Dias Toffoli, amigo e serviçal de Dirceu e Lula, já se acha vencedor. Considera a Lava Jato inteiramente destruída, Moro e Dallagnol estão na lona e ele, o juiz da luta, é que será carregado nos braços pelos torcedores.

DESFAÇATEZ – Sonhar não é proibido. Em breve Toffoli vai perceber que a Lava Jato não depende mais de Moro ou Dallagnol. É muito mais do que uma instituição, porque já se tornou um novo estilo de vida para os brasileiros. Enquanto Toffoli comemora, junto com Gilmar Mendes e outros defensores da “descriminalização da política, a Lava Jato faz cada vez mais operações, ampliando seu leque de atuação.

Toffoli entendeu tudo errado. A Lava Jato não morreu. E o Supremo tem onze ministros, e a maioria deles está calada, observando até onde vai a desfaçatez dos defensores da impunidade daqueles que enriquecem às custas dos recursos públicos e não percebem que tudo na vida tem um limite.

19 thoughts on “Toffoli rasga a fantasia e revela o ódio que os “heróis” da Lava Jato lhe despertam

  1. Herói, que burlam a lei, não são heróis, são bandidos, só não vê quem não quer, se fosse em outro país, estariam presos, não sou partidario de nenhuma sigla, mas as reportagens , estão mostrando, como juiz e procuradores agieam, formando quadrilhas para condenar, pobre Brasil.

    • Deixa de ser fanático, idiota, a lei existe para todos e deve ser respeitada, aonde está o Fabrício Queiroz ? Não sou petista e nem de nenhum partido político, se roubaram devem responder pelos seus crimes, mas condenar sem provas é crime.

      • Então, da 13ª de Curitiba, passando pelo TRF4/RS, até o STJ (que cumpriu ordens de gilmarmendes apenas para diminuir o tempo de prisão do maior larápio que o mundo já conheceu) só houve erros e má interpretação de mais de 13 mil evidências dos crimes cometidos, juntadas aos autos.
        Mas, não sofrerão por muito tempo os que idolatram o ladrão, pois gilmarmendes vai soltá-lo e zerar sua capivara.

  2. As perguntas de hoje:

    O que Sergio Moro queria manter escondido ao proteger Eduardo Cunha?

    Qual o caminho do CNMP hoje? adiar o julgamento de DD? bem provável.

    O que vai apenas manter a frigideira de Sergio Moro ligada, em fogo brando, pois DD vai permanecer nas cordas.

    Quando surgirem mais áudios, a chapa do ex-juiz vai esquentar.

  3. Perguntem a qualquer cidadão dos países desenvolvidos, que lutaram nas grandes guerras, se uma nação não é feita de heróis, além de canalha é um babaca, deveria usar camiseta do Guevara e aquela boininha com bottom da foice e martelo!

  4. Toffoli só rasgou a fantasia para os aqueles que o tinham como chuchuzinho há não muito tempo. Chegaram a chama-lo de “ex-petista” por aqui.

    Brasileiro é otário demais. Quando algum magistrado vota segundo sus anseios, é alçado às alturas de um santo. Na época que Toffoli era o chuchuzinho da TI, ninguém lembrava que ele tinha sido Assessor Jurídico de José Dirceu na Casa Civil, tampouco lembravam que ele foi nomeado por Lula para o STF….. Ninguém lembrava também que ele tinha sido reprovado em dois concursos de juiz…kkkkkkkkkkkkk xD

    Hoje, os mesmos trouxas que o idolatravam espumam de ódio só de ouvir seu nome por aqui…

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

  5. Enquanto se discute lá em cima, há décadas, o sexo dos anjos, na base, nos municípios, ante a segurança zero, cães de guarda que fazem a segurança da nossa casa, muro alto, mais de três metros de altura, incomodado com a presença de drogados, traficantes e afins na área, latem desesperadamente contra os mesmos tentando afugentá-los, e os mesmos os apedrejam, o proprietário sobe no muro e tenta chamar a atenção dos mesmos e tb é apedrejado, assim como a sua casa, chama a polícia lá aparece duas figuras patéticas sem noção e ao invés de ajudar a afugentar os infratores, azeda ainda mais a situação mostrando fraqueza total, deixando o proprietário e família em maus lençóis, à mercê dos delinquentes e da organização criminosa, sem se quer uma arma para defender a si e sua família. Vai fazer um B.O. numa delegacia, encontra lá pessoas que por isso ou aquilo tentam se esquivar de sequer registrar a ocorrência e não demonstram condições nem de redigir corretamente um breve histórico de um B.O. E isso, infelizmente, não é um fato isolado, mas, isto sim, o retratado de um país moralmente destruído, produto final de uma sistema político apodrecido que mesmo assim continua impondo a todos uma república tb apodrecida, que, aliás, transpira decadência terminal explícita por todos os seus poros. E nessa ordem de coisas e “coisos”, vieram um tal “Mensalão”, apurado pelo STF, e um tal “Petrolão”, apurado pela tal “Lava Jato”, cujo mérito maior tem sido nos provar cabalmente, e até esfregar na cara de todos, “mocinhos” e “bandidos”, alienados e não alienados, que o sistema político está de fato podre, e que a república dos mesmos tb está podre, como, aliás, a Revolução Pacífica do Leão, a RPL-PNBC-DD-ME, o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, tem denunciado há mais de 20 anos, propondo a Revolução Redentora, da política, do país e da população no lugar da falência sistêmica que ai está há 129 anos, com prazo de validade vencido há muito tempo, mais e mais falida a cada novo golpe ou nova eleição, sob a égide do mesmo e velho sistema apodrecido. E em nenhum momento algum o autor do Megaprojeto reivindicou qualquer tipo de título de herói de coisa alguma, crente na assertiva de que é “infeliz a nação que precisa de heróis”, pior ainda de heróis macunaímicos, mequetrefes, mercenários e aproveitadores, que se constroem, se promovem e se enriquecem tirando proveitos de situações, pródigos no Brasil, que de Herói mesmo, de verdade, só consigo me lembrar de um até o presente momento histórico, para o qual vale a pena tirar o meu chapéu, que o Grande Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, que realmente expressava um projeto gigantesco de Brasil, com trocentos anos adiante do seu tempo, tempo esse que finalmente chegou, diga-se de passagem. Portanto, no conjunto da obra, faz algum sentido a expressão do Ministro Toffoli: “Um país não se faz de heróis, se faz de projetos”.

  6. O Gilmar Mendes está certo: Na Terra dos Gafanhotos, o aparelho excretor dá ordens ao cérebro do cachorro…
    …e um chefete de polícia, a serviço de um presidente bandido, não mais que de repente inverte a ordem natural das coisas e da Teoria da Evolução e passa a mandar em centenas de magistrados e procuradores sérios, honrados e com amplo conhecimento jurídico, se esquecendo do caráter de quem o colocou ali.

    E assim podemos ver onze Homens de Neandertal, de cócoras em uma caverna, se julgando o supra sumo da evolução da humanidade, mas aplicando uma justiça de envergonhar o Gêngis Khan.

  7. Carlos Newton, a frase de Toffoli “Um país não se faz de heróis, se faz de projetos” faz sentido.

    Aliás, hoje, todos já percebemos que o projeto dele, do Gilmar Mendes e demais comparsas e manter a impunidade de corruptos.

    É parece que o filósofo de Ituverava tem razão quando afirma e reafirma que “o problema do Brasil é aritmético, para salvar 210 milhões é necessário mandar para o inferno uma meia dúzia”.

  8. O cinema, como o teatro, traz retratos da vida. Às vezes, a vida supera a ficção. Ao invés de dizermos que a vida imita a arte, ao contrário, a vida inspira as peças teatrais e os filmes. Estamos diante de um quadro dantesco no país. Lembro, então, dos filmes “Cidadão Kane” e “Um homem acima de qualquer suspeita”, e aqui um juiz, um promotor, o udenismo, tudo cabe dentro dos enredos desses filmes clássicos.
    Enquanto os fins justificarem os meios, e que, por isso, pode-se fazer tudo para se atingir um objetivo planejadamente traçado, lá na frente qualquer cidadão poderá ser preso por um simples delito de opinião.
    MEDO DOS JUÍZES – Um ministro aposentado do Supremo, o gaúcho Eros Grau, afirmou no seu livro: “Por que tenho medo dos juízes” que o Direito Positivo é contraditório, pois está a serviço do modo de produção social dominante, em detrimento das classes subalternas, abaixo do topo da pirâmide
    Não podendo tirar mais de quem não têm mais nada, o sistema avança na direção da classe média. Já planejam o fim das deduções da Educação e da Saúde no Imposto de Renda. Trata-se, com essas medidas de retração econômica, de lançar o país rumo a estagnação, ao reduzir o consumo das famílias.
    No filme “O homem que sabia demais”, o diretor Hitchcock já previa o aparecimento de Julian Assange e de Gleen Greenwald, do Intercept. Com os vazamentos a conta gotas, vai na contramão dos ensinamentos de Maquiavel, que afirmou em sua obra clássica, “O Príncipe”: o Mal tem que ser feito de uma única vez, enquanto o Bem deve ser concedido aos poucos.
    SAUDADE DE GLAUBER – A Terra está em Transe, bom dia Glauber. A visão do cineasta, ícone do Cinema Novo, nos remete aos tempos conservadores nos costumes e ultraliberais na economia. Ao Estado hoje, não interessa haver cidadãos com comportamento crítico e lutando por seus direitos. Ao Estado interessa só existirem cidadãos com comportamento de ovelhas, aceitando medidas provisórias e decretos, no escopo de ações que ferem o direito adquirido e a coisa julgada, tornando letra morta o contrato jurídico perfeito.
    Na esteira do retrocesso, negam a ciência e as teses do Iluminismo, tais como a bobagem do Terraplanismo. Apesar de todas as evidências, creem que Galileu Galilei estava errado, quando demonstrou que a Terra era redonda, e por isso foi torturado pelos membros da Igreja Católica da época e ficou cego. Agora, os cegos são os governantes.

    • !!O ministro aposentado do Supremo, o gaúcho Eros Grau, afirmou no seu livro: “Por que tenho medo dos juízes”, que o Direito Positivo é contraditório, pois está a serviço do modo de produção social dominante, em detrimento das classes subalternas, abaixo do topo da pirâmide,”
      E acaso a conduta do Dr. Eros Grau como ministro do STF terá sido muito diferente daquilo que ele critica? No caso mais famoso que ele julgou, o dos supostos crimes eleitorais que culminou na “deseleição” de Jackson Lago e à entrega do governo do Maranhão a Roseana Sarney, Grau sofreu acusações – por parte da mídia de esquerda – de ter favorecido a oligarquia Sarney em troca de uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, que ele acabou nunca recebendo. Foi o que Luiz Nassif escreveu há uns dez anos:

      “A politização espúria do STF
      Há algo de profundamente errado nesse processo pernicioso de politização do Supremo Tribunal Federal (STF), escancarado pela ação deletéria de seu presidente Gilmar Mendes.
      Tome-se o caso do Ministro Eros Grau. Paira sobre ele a suspeita de uma ambição maior do que a riqueza, do que o compadrio, menos espúria do que a propina: ele almeja a imortalidade, ser um membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

      Uma das portas de entrada poderia ser o senador José Sarney que, dentre outros feitos, se imortalizou como acadêmico.

      Em suas decisões, votos ou opiniões, Eros sempre preservou Sarney – o que em nada o compromete.

      Mas o que está ocorrendo agora?

      Nas eleições de 2006, o grupo de Sarney entrou com recursos no TSE contra a diplomação do governador eleito Jackson Lago, acusado de abuso de poder político. Relator do recursos, Eros foi favorável à cassação. Lago caiu e – só nesse país macunaímico – a candidata derrotada assumiu como governadora.

      Antes da votação, o grupo de Lago entrou com um embargo, não reconhecendo o poder do TSE de apreciar casos originários. Ficou mofando na gaveta de Eros.

      Agora, chegou a vez do TSE apreciar denúncia de abuso de poder econômico por Roseana. Eros se afasta do TSE e resolve apreciar o recurso, agora beneficiando diretamente Roseana: impedindo que seja julgada e não estendendo esse benefício ao processo que lhe deu de bandeja o cargo de governadora.

      Tenho para mim, que, com algumas honrosas exceções,a atual geração de Ministros é responsável pelo maior processo de desmoralização do Supremo em período democrático.

      Por Luiz Nassif”
      http://www.vermelho.org.br/noticia/115686-1

      Não costumo ler Nassif, apenas procurei uma notícia sobre o assunto no google, mas não duvido que a opinião dele sobre Gilmar tenha mudado bastante nos dias atuais.

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