Toffoli tentou uma saída honrosa junto a Raquel Dodge, mas não houve jeito

Toffoli e Raquel Dodge: no pano de fundo do inquérito das fake news, a disputa entre Lava Jato e Judiciário Foto: Gabriel de Paiva / Agência Globo

Toffoli fez uma visita fora de agenda à procuradora Raquel Dodge

Carolina Brígido
O Globo

Pressionada a apresentar recurso contra o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal ( STF ) para investigar ataques à Corte, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge , reuniu-se nesta segunda-feira com o presidente do tribunal, Dias Toffoli. O encontro não estava previsto na agenda de nenhum dos dois. Apesar da crise dos últimos dias, Toffoli disse, depois da reunião, que não há problema de relacionamento entre o STF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) e que a Corte não “usurpará” a competência do Ministério Público no inquérito que apura ameaças e fake news contra o tribunal e os ministros.

– As relações sempre foram e continuam boas. Inclusive as ações conjuntas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) – disse Toffoli ao Globo, em menção aos órgãos também presididos por ele e por Dodge.

INQUÉRITO – Segundo o presidente do Supremo, após o fim do inquérito, os dados serão enviados para a PGR e para os Ministérios Públicos estaduais, a depender do que for apurado durante o inquérito.

“Conversamos muito, e a doutora Raquel Dodge reiterou o apoio ao Supremo Tribunal Federal. Disse que tem uma visão específica sobre o inquérito, mas que apoia o STF. Expliquei a ela que quando o inquérito for concluído, o ministro Alexandre de Moraes vai mandar para o MP dar o prosseguimento devido. Ninguém vai usurpar a competência de ninguém”, disse Toffoli à TV Globo

Após a reunião, a procuradora-geral da República deu declarações no mesmo sentido e afirmou que a relação do MP com o Supremo “é sempre muito boa”. Dodge, porém, evitou comentar a polêmica em torno do inquérito e se limitou a dizer que a reunião com o presidente do Supremo foi um encontro institucional. “Sempre muito boa a relação(…). Foi uma visita institucional importante, e a coisa toda caminhou muito bem”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O caso concreto é que Toffoli foi correndo pedir arreglo à procuradora-geral, que apontou a inconstitucionalidade do inquérito aberto por ele e avisou que todas as provas por acaso coletadas serão nula de pleno direito. Toffoli foi tentar um acordo e saiu de mãos abanando, rumo a Lisboa, onde se encontrará com Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. A procuradora tratou-o educadamente, mas não recuou um só milímetro, esta é a realidade. (C.N.)

2 thoughts on “Toffoli tentou uma saída honrosa junto a Raquel Dodge, mas não houve jeito

  1. O problema é que uns não conseguem ver e outros fingem. O inquérito continuando aberto afronta as liberdades da sociedade como UM TODO. Está mantido apenas como forma de intimidação. Isso que deveriam ficar atentos, INTIMIDAÇÃO, calar a boca da sociedade. Tem que encerrar sim esse inquérito – e não esperar chegar, daqui a 3 meses, isso se não for adiado – pois a população está temerosa em postar suas ideias na rede.

  2. Gastar os recuRsos públicos com inquerito ilegal só no brasil. A dra dodge ja manifestou-se pela ilegalidade do inquerito, acha toffoli que ela vai recuar? Seria um mancha para ela, o problema é de toffoli e morais e não sabem resolver. O mais sensato era eles mesmos arquivar o processo e “renunciar ao stf”. Porém isto é para gente com ética e moral. Eles continuaram até que sejam “chutados” pelos seus pares ou o impeachment no senado. Depois disso devem ser levados aos tribunais para que paguem pelos seus crimes e também devem resarcir ao erário público

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