Tudo é relativo, só Deus é absoluto: o candidato ideal não existe, dizia Tristão de Ataíde

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

A primeira frase do título é de Einstein que pautava a sua visão relativa na ideia de Deus, no qual ele acreditava, embora não acreditasse no livre arbítrio. A segunda frase é do acadêmico Alceu Amoroso Lima, que possuía uma coluna no Jornal do Brasil, sobre o pseudônimo de Tristão de Ataíde.

Ele sintetizou grande parte da questão política e eleitoral ao responder a um grupo de jovens que se surpreenderam com o apoio dele a Negrão de Lima nas eleições de 1965 para o governo da Guanabara, contra o professor Flexa Ribeiro, candidato de Carlos Lacerda.  

QUESTIONAMENTO – Os jovens formaram um grupo, foram a sua casa e o indagaram: “mas professor, o senhor mandar votar em Negrão de Lima? Ele é conservador, foi embaixador em Portugal e era amigo de Marcelo Caetano, Primeiro ministro de Salazar”.  

Amoroso respondeu apenas com uma frase, a meu ver eterna: “meus filhos, o candidato ideal não existe”. Afirmo isso porque li ontem no O Globo, na importante coluna de Merval Pereira, uma opinião do cientista político Carlos Pereira, defendendo como fundamental para o processo brasileiro afastar a polarização entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva.

Desenvolveu a sua teoria, mas na prática, o panorama é outra coisa. Carlos Pereira disse que a luta pelo poder não deve ser marcada pelo ódio recíproco. Porém, a meu ver nesse ponto, ele desfocou sua lente sobre a realidade da política.  Os cientistas políticos, geralmente, esquecem que por trás das candidaturas, existem sempre interesses econômicos gigantescos que fazem com que as tendências partam do princípio da perspectiva de vitória.

CAIXA DE SURPRESAS – Tal perspectiva que Pereira busca não existe de acordo com a situação de hoje. Inclusive é preciso acentuar que a política muda a todo instante e que dois anos, a distância para as urnas, equivale a um centenário. Alguém poderia supor que depois de condenado e preso, afastado das telas e dos palanques, de repente Lula tivesse anuladas as sentenças contra ele e assim voltasse a disputar a sucessão de 2022, podendo retornar ao Palácio?

Os cientistas políticos precisam levar em conta a verdadeira atmosfera que envolve os embates porque sem isso não chegarão a qualquer conclusão real. Quanto à terceira via, vale lembrar que o governador João Doria já retirou a sua pré-candidatura ao Planalto.

DESGASTE – O desgaste de Jair Bolsonaro é tão grande que mesmo, por exemplo, a Fiesp prefere Lula a Bolsonaro. Isso ficou claro no artigo do ex-ministro Delfim Netto há duas semanas na Folha de São Paulo, quando disse que a candidatura Lula não assusta ninguém, sendo natural repetir-se o quadro de suas vitórias em 2002 e 2006. O recado foi dado para o universo empresarial, incluindo os bancos.  

Enquanto isso, reportagem de Gustavo Schmitt e Sérgio Roxo, O Globo deste domingo, destaca as articulações de generais da reserva descontentes com Bolsonaro que se movimentam em busca de um outro nome. É o caso do general Carlos Alberto Santos Cruz e do general Paulo Chagas que foram ouvidos pelo repórter.  

Mas falei em desgaste. Está aos olhos de todos. Vejam só; o economista Luis Stuhlberger, executivo gestor do Fundo Verde do Itaú Unibanco, afirmou à repórter Cristiane Barbieri , o Estado de São Paulo, manchete em duas linhas do caderno econômico, que “acreditei e votei no Bolsonaro em 2018, mas ele nunca mais terá o meu voto”.

ARTICULAÇÃO – Deputados do Centrão que apoiaram Arthur Lira para a Presidência da Câmara articularam-se com figuras do universo financeiro, reportagem de Filipe Frazão e André Shelders, o Estado de São Paulo, para dar um ultimato a Bolsonaro.  

O ultimato principalmente visa a questão essencial no combate à Covid-19, cujo fracasso está se refletindo nas bases políticas dos parlamentares. O número de mortes já está em 310 mil e o índice de contaminação diário nas últimas 24 horas passou de 70 mil pessoas.

ECONOMIA – A pandemia afeta também diretamente o processo econômico como está refletido no recuo de 4% no Produto Interno Bruto. Não fossem suficientes essas reportagens, a de Aguirre Talento, O Globo, destaca a posição compacta de especialistas condenando a atuação de Jair Bolsonaro.

Ainda por cima, além do deputado Arthur Lira e do senador Rodrigo Pacheco, que se manifestaram pela demissão imediata de Ernesto Araújo, ainda ministro das Relações Exteriores, Patrícia Campos Mello, na Folha de São Paulo, escreve matéria com grande destaque revelando que mais de 300 diplomatas de carreira lançaram um documento dirigido ao governo afirmando que se impõe a demissão do atual titular do Itamaraty.  

O GLOBO A TV BANDEIRANTES – Na edição de ontem de O Globo foi publicada quase em uma página inteira, reportagem de Tatiana Furtado, sobre a corrida da Fórmula-1 de Bahrein, inclusive informando o horário da transmissão pela TV Band.

Jornalista há muitos anos, vejo a evolução nos órgãos de imprensa. Antigamente, citar concorrentes era bloqueado. Agora o jornalismo está muito diferente. Para melhor. Grandes jornais como O Globo, a Folha e o Estado de São Paulo, costumeiramente citam-se uns aos outros.  A TV Globo tem agido assim em relação a Band, ao SBT e a Record. Uma evolução.  

PAN-AMERICANO DE 1952 – Ontem, neste blog, escrevi sobre as reportagens de Bruno Rodrigues, Folha de São Paulo, e de Rafael Oliveira, O Globo, sobre o goleiro Barbosa, que assumiu uma falha que não cometeu no chute de Ghiggia que marcou a nossa derrota.  

Bruno Rodrigues disse, penso eu que por ele ser muito jovem, que a forra brasileira foi em 1951 em um jogo Vasco e Peñarol, time de Obdulio Varela. Foi um equívoco. A forra brasileira foi no Pan-Americano de 1952, em Santiago do Chile, quando derrotamos o Uruguai por 4 a 2, em um confronto em que conseguimos, dois anos depois, reduzir o impacto negativo da perda da Copa no Maracanã.

O treinador vitorioso foi Zezé Moreira e a escalação da equipe foi a seguinte: Castilho, Djalma Santos, Pinheiro, Brandãozinho e Nilton Santos. No meio, Eli do Amparo, Didi e Pinga. Na frente, Julinho Botelho, Baltazar e Rodrigues Tatu, que estava saindo do Fluminense para o Palmeiras. Foi uma vitória histórica. Não sei porque não é muito lembrada como uma das grandes conquistas do futebol brasileiro. 

18 thoughts on “Tudo é relativo, só Deus é absoluto: o candidato ideal não existe, dizia Tristão de Ataíde

  1. A manutenção de Ernesto Araújo no cargo é uma prova cabal da burrice do Boçal. Ele e sua equipe estão fazendo de tudo para serem reprovados pelos eleitores na próxima eleição. Ele não conseguirá nem chegar ao segundo turno.

  2. “Esqueceu”nessa equação o Dr° CIRO GOMES.

    Seu programa e planejamento,priviligia a retomada crescimento da indústria do comércio,etc..
    Em detrimento do capital especulativo..

    Existe sim pessoas com ideal,o “probrema”,e ajustar suas ideias de qualidade, ao modelo de “gestão da casta”,vigente.

    De outra banda,o liberal João Dória,pai da VACINA,a meu ver,fez uma retirada estratégia. Pois, perdeu o comando nacional do PSDB,que está nas mãos dos oportunistas de folha corrida extensa.

    Afinal qual era o ideal de Lula,no início.???
    hum ????

    Do Bolsonaro ??
    hum ???

    Pela Folha corrida,desde 1980 ,o metalúrgico e Tenente desonrado,ambos tinham e não tem
    BONS ANTECEDENTES.

    Quem foi enganado ?
    são os mesmos que não tem critério de AVALIAÇÃO por vários motivos: ignorância,lhes falta cultura conhecimento entendimento,e outros por “INTERÉSSES”escusos,outros estão a procura de um salvador da pátria Marinho.

  3. Que candidato ideal não existe, isso é óbvio.
    Cada eleitor tem o seu candidato preferido e a maioria das coincidências dessas preferências fará o vencedor. Isso para qualquer votação.

    Mas as preferências dos eleitores são direcionados por muitos fatores.
    As mídias sociais, as tradicionais e os formadores de opinião tem um grande papel na condução desse processo de direcionamento das escolhas.
    Para isso, temas que repercutem negativamente, principalmente, são exaustivamente explorados.

    A economia também é um dos maiores direcionadores das escolhas dos eleitores.

    O candidato que melhor souber explorar os pontos fracos dos adversários, em consonância com os fatores citados, já estará com boas chances de convencer um número expressivo de eleitores.

    O efeito manada também não pode ser desprezado. Quando se percebe que um candidato X tem maiores chances de vencer ou competir, a migração do povo para esse candidato é muito grande.

  4. Estimado jornalista Pedro do Couto

    O filósofo cristão e acadêmico, Alceu do Amoroso Lima, foi muito feliz, ao dizer: ” O candidato ideal não existe”.

  5. Tudo é relativo, só Deus é absoluto: o candidato ideal não existe, dizia Tristão de Ataíde

    Para alguns Jornalixos, ops, Jornalistas ,existe sim o candidato ideal., ou melhor dois candidatos, estão divididos em 50% a 50% os que quererm Luladrão e outro qualquer candidato do PSDBando…..

    Ora pois

  6. A propósito da pergunta a Alceu do Amoroso Lima, de seus alunos, sobre as razões da intenção de votar em Negrão de Lima, que concorreu e venceu a disputa eleitoral ao governo do Rio de Janeiro no distante ano de 1965, contra o senador e Educador Flecha Ribeiro, Alceu deu uma lição de vida: “não tem ninguém a altura do cargo”. Escolhemos sempre o menos pior.
    Alceu, escrevia muito bem, sob o pseudônimo Tristão de Atayde, aos domingos na página 3 do Jornal do Brasil, ao lado do sábio Barbosa Lima Sobrinho, então presidente da ABI ( Associação Brasileira de Imprensa). Lá escrevia também Otto María Carpoux. Quantas saudades daqueles áureos tempos de cultura e conhecimento. Hoje viceja as areias do deserto.
    Flexa Ribeiro era o candidato preferido do general Castelo Branco. Negrão era sim, conservador. Fez um bom governo e era culto, um estadista diplomata. Em nada desqualificou o governador eleito, o fato de ser amigo do jurista, professor da Universidade de Coimbra, Marcelo Caetano. Com a morte de Salazar, o Primeiro ministro, Marcelo, assumiu a presidência de Portugal. Adveio a Revolução dos Cravos. O líder dos revoltosos, general Espíndola exilou Marcelo Caetano para o Brasil.
    A polarização da disputa eleitoral em 2022 em nada ajudará o Brasil. Para a nação sair da inação e da perda de vidas pela Covid, desde a eleição de 2018, uma Terceira Via, poderia ser a solução da saída da encruzilhada e do caos generalizado, que nos apavora. Não podemos flertar com o abismo, pois o risco de mergulho nas profundezas é real.
    O governador de São Paulo, personalista e ambicioso não agrega valor na disputa. Não consegue unir, nem o PSDB. O PT continua desgastado por causa do Mensalão e da Lava Jato. Lula é um fantasma, que mete medo em Bolsonaro.
    O apresentador e animador de auditórios, Luciano Huck, se apresenta como terceira via, depois desiste, volta a querer, para recuar novamente. Não tem a firmeza necessária para liderar o país, pós Bolsonaro
    Sérgio Moro perdeu musculatura, após o vazamento de suas escutas telefônicas, não republicanas com os procuradores de Curitiba. O nome do ex-juiz e ex- Ministro da Justiça de Bolsonaro, perdeu a popularidade alcançada com a Lava Jato. A mosca azul subiu na cabeça de Moro, quando ele embarcou no canto da sereia de Bolsonaro. Foi atraído e depois defenestrado sem dó nem piedade pelo presidente. Não foi capaz de antever a canoa furada.

  7. Isso (só deus é absoluto) vale para os teistas… Sempre quando vejo uma colocação onde se coloca uma divindade, não levo o texto a sério…

  8. Os banqueiros e empresários da Avenida Paulista, sentiram a pressão econômica e arrependidos do apoio a eleição de Bolsonaro em 2018, começam a se movimentar para frear o impeto belicista do presidente, que começa a prejudicar seus negócios. Pragmáticos, a elite empresarial sente o bafo da falência generalizada e já articulam um novo nome para 2022.
    As pessoas não estão indo às compras, com medo da contaminação pelo Covid. Somente toscos e doidos de pedra, vão às ruas sem máscaras, estimulados pelo presidente, que se cansou de afirmar, que só maricas andam nas ruas sem máscaras e que a Covid não passava de uma gripezinha e quem toma o Kit Covid, o tal do tratamento precoce, cujo principal elemento desse suposto coquetel, a Cloroquina seria o suficiente para imunizar a população. Que bom se fosse verdade !.
    Ernesto Araújo perdeu as condições de representar o Brasil nos organismos internacionais. Seu discurso, em consonância com as ideias bolsonaristas, têm prejudicado o país nos fóruns globais. O retrocesso já é gigantesco contra o Brasil. Suas ideias olavistas e anti globalistas, contra EUA, China, Europa e países do Mercosul, vão estreitando os laços comerciais e políticos com essas nações. Ainda não vemos reflexos visíveis nas exportações, principalmente das comoditties agrícolas, mas, o cerco vem se apertando, notadamente na importação de vacinas. Afinal, cada ação tosca e inútil tem uma reação igual ou em sentido contrário. Para quê isso tudo Ernesto? Para nada. A nação é quem perde e depois esses incompetentes são defenestrados por osmose e nomeados para sinecuras, em cargos polpudos no exterior, as nossas custas é claro. Até quando?

  9. Não temos mesmo um nome “ideal” para o país.

    De todos que são se dizem candidatos atualmente, o “mercado” está em crise da falta de competência, seriedade, honestidade, probidade, e ausência de objetivos para nosso desenvolvimento.

    Escolher quem, nessas alturas?

    Existem alguns comentaristas que anseiam por Ciro, desta vez.
    Alegam que foi um bom governador, ministro … e honesto.
    Nada contra, mas eram tempos muito diferentes deste atual, agora muito mais grave, mais complexo, mais dramático e trágico, que à época de Ciro no Executivo estadual ou federal.

    Ciro terá de mudar a sua estratégia, já escrevi.
    Ou se concentra em dois ou três pontos vitais e importantíssimos ao povo e nação ou se continuará querendo falar de tudo ao mesmo tempo, e demonstrar ser um fanfarrão, o dono da verdade.

    Penso que deveria elaborar uma plataforma de governo sensata, real, objetiva.
    O que atacar primeiro?
    Nesse momento, eu não saberia sugerir nada diante deste quadro pandêmico, pois não se sabe o que acontecerá conosco até 2022.
    Talvez seja a quantidade de mortos;
    talvez o desemprego;
    talvez a pobreza e a miséria;
    talvez a economia;
    talvez a violência …

    No entanto, eu que era defensor da candidatura de Moro tirei o meu carro.
    Não é a época do ex-juiz, bombardeado de todos os lados porque combateu a corrupção:
    Lula, Bolsonaro, STF, foram muito eficientes em afastar o ex-juiz de qualquer possibilidade eleitoral.

    Logo, considerando os atuais gladiadores em 2022, confirmo, assim como eu disse ao Vidal, meu conterrâneo, que pretendo me engajar na campanha favorável ao Ciro.

    Vamos ver o andar da carroça por mais um pouco.

  10. NÃO EXISTE PARAÍSO NA TERRA NEM CANDIDATO IDEAL
    O filósofo e acadêmico cristão, Alceu do Amoroso Lima foi muito feliz ao responder aos seus alunos: “O candidato ideal não existe”, a propósito da pergunta sobre as razões do desejo de votar em Negrão de Lima, que concorreu e venceu a disputa eleitoral, ao Governo do Rio de Janeiro em 1965, contra o senador Flexa Ribeiro. Alceu, que escrevia maravilhosamente bem, sob o pseudônimo de Tristão de Athayde, aos domingos no Jornal do Brasil, na página 3, na qual escrevia, o também sábio, Barbosa Lima Sobrinho, então, presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Lá escrevia também, Otto Maria Carpuex. Quantas saudades, daqueles áureos tempos de cultura e conhecimento.
    O CANDIDATO DE CASTELO BRANCO
    Flexa Ribeiro era o candidato da preferência do presidente general Castelo Branco. Era Negrão sim, um conservador, mas, e daí. Fez um bom governo e era culto, um estadista. Em nada desqualificou o governador eleito, o fato de ser amigo do jurista, Marcelo Caetano, Primeiro-ministro do governo fascista de Salazar em Portugal, o qual, com a Revolução dos Cravos, exilou-se no Brasil.
    Escrevi na semana passada, que a polarização entre Lula e Bolsonaro, na disputa presidencial de 2022, em nada ajudará o Brasil, para a nação sair da encruzilhada em que está mergulhado desde a eleição de 2018, vencida por Bolsonaro. Uma Terceira Via, poderia ser uma solução ou o caos generalizado, o que a sociedade não irá querer. Não podemos flertar com o abismo, pois o risco de mergulhar nas profundezas se torna real.

    NEM DÓRIA NEM HULK
    O governador João Dória não agrega valor a disputa, pois o PSDB, tal e qual o PT, estão muito desgastados junto à opinião pública. O governador Eduardo Leite do Rio Grande do Sul, ainda está muito cru politicamente para empolgar o eleitorado. Um outsider (candidatos que se dizem apartidários), não têm dado muito certo. Nesse viés, o apresentador Luciano Huck se apresenta como terceira via, depois desiste, volta a querer, para recuar novamente. Um mal sinal, para perder para um dos dois já colocados. A insegurança não é boa conselheira em política. Sérgio Moro perdeu a chance de viabilização de seu nome, após o vazamento das escutas telefônicas, não republicanas, com os procuradores de Curitiba. O nome de Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, perdeu a popularidade alcançada pela Lava Jato. A mosca azul subiu à cabeça de Moro, quando ele embarcou no canto da sereia de Bolsonaro. Foi atraído e depois defenestrado sem dó nem piedade pelo presidente.

    EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS INCOMODADOS COM O GOVERNO
    Os banqueiros e empresários da Avenida Paulista, sentiram a pressão econômica e arrependidos do apoio a eleição de Bolsonaro em 2018, começam a se movimentar para frear o ímpeto belicista do presidente, que começa a prejudicar seus negócios. Pragmáticos, a elite empresarial sente o bafo da falência generalizada e já articulam um novo nome para 2022. As pessoas não estão indo as compras, com medo da contaminação pelo Covid. Somente toscos e doidos, vão às ruas sem máscaras, estimulados pelo presidente, afirmando que só maricas usa máscaras e que isso daí, não passa de uma gripezinha e que quem toma o KIT Covid, cujo principal elemento, a Cloroquina, é o suficiente para imunizar a população. Que bom, se fosse verdade!

    A NULIDADE CHAMADA ERNESTO
    Ernesto Araújo perdeu as condições de representar o Brasil, nos organismos internacionais. Seu discurso, em consonância com as ideias bolsonaristas, têm prejudicado o país nos fóruns globais. O retrocesso já é gigantesco contra o Brasil. Suas ideias olavistas, anti-globalistas, contra os EUA, a China, os Países do Mercosul, a Europa, vão estreitando os laços comerciais e políticos com essas nações. Ainda não vemos reflexos visíveis nas exportações, principalmente das comoditties agrícolas, mas, o cerco vem se apertando, principalmente na importação de vacinas. Afinal, cada ação tosca e inútil tem uma reação igual e em sentido contrário. Para quê isso tudo Ernesto? Para nada. A nação é quem perde e depois esses incompetentes defenestrados por osmose, são nomeados para cargos polpudos no exterior, as nossas custas. Até quando?

    • Quem poderia imaginar, em 2018, que chegaríamos ao ponto de completa instabilidade institucional e tantas vidas perdidas, por falta de liderança, de um vácuo gigantesco de Poder. Será que, com tantos brasileiros morrendo, quem avalizou esse projeto, quem votou nisso daí, consegue dormir direito? Parentes nossos estão indo embora e a sensação é que o próximo será um de nós, porque ainda não caiu a ficha do comandante, que insiste no fajuto tratamento precoce.

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