Um presidente “BomBril”

UM PRESIDENTE “BOM-BRIL”

O presidente Lula estará hoje em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Social Mundial. Claro que acompanhado de Dilma Rousseff. No sábado irá a Salvador, prestigiando uma espécie de dissidência do FSM, chamada de Fórum Econômico Mundial, criação do governador da Bahia, Jacques Wagner. Da mesma forma, com a candidata a tiracolo. Espera-se a presença de alguns chefes de estado estrangeiros, como Hugo Chavez, da Venezuela, e Evo Morales,  da  Bolívia.

A pergunta que se faz é se o Lula, além dos inevitáveis improvisos, levará alguma proposta efetiva de seu governo para reformular a ordem econômica internacional. Ou se manterá, no Sul e no Nordeste,  a mesma coerência doutrinária a respeito da economia mundial.  Porque na próxima semana viajará para Davos, na Suiça, onde se reúne a antípoda desses fóruns, integrada pelos países mais ricos do planeta. Será homenageado como o estadista do ano. Precisará discursar, dessa vez aferrado a um texto escrito. Dona Dilma não deverá faltar.

Como conciliar as diferentes tendências e reivindicações  desses fóruns   numa só pessoa? Ou serão três pessoas,  num novo mistério?

Com todo o respeito, em matéria de teoria econômica, o nosso presidente assemelha-se ao Bom-Bril, aquele das mil e uma utilidades. Para cada plenário, uma mensagem distinta,   não raro conflitante, apesar do clamor por mudanças.

Na verdade, o Lula estará mesmo em campanha eleitoral. Uma  alta exposição, ele imagina, poderá ajudar a transferir sua imensa popularidade  para Dilma Rousseff.  Quanto aos que aguardam resultados concretos no plano das relações econômicas mundiais, que aguardem. De preferência, sentados…

O ENIGMA CIRO GOMES

Entre uma viagem e outra, do Rio Grande do Sul à Bahia, esta semana o presidente Lula pretende resolver o enigma Ciro Gomes. Vai reunir-se quinta-feira  com a cúpula do Partido Socialista, o governador Eduardo Campos à frente, para mais uma vez tentar levar  o ex-ministro da Integração Nacional a candidatar-se ao governo de São Paulo.  O que não quer é a candidatura presidencial de Ciro, obstáculo à unidade das  forças governistas  em torno de Dilma Rousseff.

Ignora-se a decisão final, ainda remota, mas a verdade é que enquanto isso vão ardendo   na frigideira os companheiros paulistas. Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Aloísio Mercadante, Antonio Palocci e outros menos cotados no PT aguardam no banco a oportunidade para entrar em campo. Pode ser que não entrem, mas se um deles for  convocado já no meio  da partida, entrará  desentrosado. Tudo em função da artilheira que, até agora, não marcou.

A MALDIÇÃO DA CAMISA

Virou moda de uns tempos para cá, no Brasil e lá fora, os clubes de futebol inventarem camisas novas para seus craques. Abandonam as cores tradicionais e chocam as torcidas com absurdos inexplicáveis. O Palmeiras, de verde, virou azul. Coincidência ou não, perdeu o Brasileirão na reta final. No fim de semana que passou, o Botafogo surpreendeu. Em vez das tradicionais listas verticais pretas e brancas, apareceu no estádio com uma fantasia de mau gosto, meio cinza, meio preta, sem a menor relação com suas tradições. Resultado: Vasco, seis a zero.

Essa aberração  do futebol se conta a propósito das  preliminares da sucessão presidencial. Condena-se a perder de goleada o  candidato que fizer campanha renegando suas origens e sua ideologia, quer dizer, sua camisa.

A CHUVA E O VOTO

Engana-se quem quiser, mas as sucessivas inundações que assolam São Paulo, se não pararem, terão reflexo nas eleições de outubro. Ainda bem para  Gilberto Kassab que o eleitorado não votará para prefeito, mas, mesmo assim, o que dizer de José Serra e Geraldo Alckmin? Este já foi governador e,  se tomou alguma providência para dragar  o leito do Tietê e  do Pinheiros, ninguém sabe, ninguém viu. Ou ninguém se lembra, tamanho o horror da atual temporada. Quanto a Serra, coisa parecida: quem governa o estado  tem que prestar atenção na capital. Não é de graça que Paulo Maluf botou o pescoço de fora e escreveu artigo na “Folha” criticando a política de juros e de cambio livre.  Não demora publicará outro, referindo-se às obras que fez contra as enchentes, quando prefeito.

Carlos Chagas

O presidente Lula estará hoje em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Social Mundial. Claro que acompanhado de Dilma Rousseff. No sábado irá a Salvador, prestigiando uma espécie de dissidência do FSM, chamada de Fórum Econômico Mundial, criação do governador da Bahia, Jacques Wagner. Da mesma forma, com a candidata a tiracolo. Espera-se a presença de alguns chefes de estado estrangeiros, como Hugo Chavez, da Venezuela, e Evo Morales,  da  Bolívia.

A pergunta que se faz é se o Lula, além dos inevitáveis improvisos, levará alguma proposta efetiva de seu governo para reformular a ordem econômica internacional. Ou se manterá, no Sul e no Nordeste,  a mesma coerência doutrinária a respeito da economia mundial.  Porque na próxima semana viajará para Davos, na Suiça, onde se reúne a antípoda desses fóruns, integrada pelos países mais ricos do planeta. Será homenageado como o estadista do ano. Precisará discursar, dessa vez aferrado a um texto escrito. Dona Dilma não deverá faltar.

Como conciliar as diferentes tendências e reivindicações  desses fóruns   numa só pessoa? Ou serão três pessoas,  num novo mistério?

Com todo o respeito, em matéria de teoria econômica, o nosso presidente assemelha-se ao Bom-Bril, aquele das mil e uma utilidades. Para cada plenário, uma mensagem distinta,   não raro conflitante, apesar do clamor por mudanças.

Na verdade, o Lula estará mesmo em campanha eleitoral. Uma  alta exposição, ele imagina, poderá ajudar a transferir sua imensa popularidade  para Dilma Rousseff.  Quanto aos que aguardam resultados concretos no plano das relações econômicas mundiais, que aguardem. De preferência, sentados…

O enigma Ciro Gomes

Entre uma viagem e outra, do Rio Grande do Sul à Bahia, esta semana o presidente Lula pretende resolver o enigma Ciro Gomes. Vai reunir-se quinta-feira  com a cúpula do Partido Socialista, o governador Eduardo Campos à frente, para mais uma vez tentar levar  o ex-ministro da Integração Nacional a candidatar-se ao governo de São Paulo.  O que não quer é a candidatura presidencial de Ciro, obstáculo à unidade das  forças governistas  em torno de Dilma Rousseff.

Ignora-se a decisão final, ainda remota, mas a verdade é que enquanto isso vão ardendo   na frigideira os companheiros paulistas. Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Aloísio Mercadante, Antonio Palocci e outros menos cotados no PT aguardam no banco a oportunidade para entrar em campo. Pode ser que não entrem, mas se um deles for  convocado já no meio  da partida, entrará  desentrosado. Tudo em função da artilheira que, até agora, não marcou.

A maldição da camisa

Virou moda de uns tempos para cá, no Brasil e lá fora, os clubes de futebol inventarem camisas novas para seus craques. Abandonam as cores tradicionais e chocam as torcidas com absurdos inexplicáveis. O Palmeiras, de verde, virou azul. Coincidência ou não, perdeu o Brasileirão na reta final. No fim de semana que passou, o Botafogo surpreendeu. Em vez das tradicionais listas verticais pretas e brancas, apareceu no estádio com uma fantasia de mau gosto, meio cinza, meio preta, sem a menor relação com suas tradições. Resultado: Vasco, seis a zero.

Essa aberração  do futebol se conta a propósito das  preliminares da sucessão presidencial. Condena-se a perder de goleada o  candidato que fizer campanha renegando suas origens e sua ideologia, quer dizer, sua camisa.

A chuva e o voto

Engana-se quem quiser, mas as sucessivas inundações que assolam São Paulo, se não pararem, terão reflexo nas eleições de outubro. Ainda bem para  Gilberto Kassab que o eleitorado não votará para prefeito, mas, mesmo assim, o que dizer de José Serra e Geraldo Alckmin? Este já foi governador e,  se tomou alguma providência para dragar  o leito do Tietê e  do Pinheiros, ninguém sabe, ninguém viu. Ou ninguém se lembra, tamanho o horror da atual temporada. Quanto a Serra, coisa parecida: quem governa o estado  tem que prestar atenção na capital. Não é de graça que Paulo Maluf botou o pescoço de fora e escreveu artigo na “Folha” criticando a política de juros e de cambio livre.  Não demora publicará outro, referindo-se às obras que fez contra as enchentes, quando prefeito.

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