Veja as principais revelações de Sergio Moro sobre sua passagem pelo governo Bolsonaro

Jair Bolsonaro e Sergio Moro no lançamento da campanha "Agenda Positiva Regional"

Na verdade, Jair Bolsonaro e Moro já não mais se suportavam

Bela Megale

Com lançamento nesta quinta-feira, a autobiografia de Sergio Moro traz revelações sobre sua entrada no governo Bolsonaro e o período de um ano e quatro meses que permaneceu como ministro da Justiça. Batizado de “Contra o Sistema da Corrupção” (Ed. Sextante), o livro de Moro mostra que o ex-juiz da Lava-Jato tinha cogitado deixar o governo quatro meses antes de sua saída e detalha como o caso das rachadinhas, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, foi determinante na crise instaurada entre Moro e o presidente.

A coluna destaca abaixo os principais acontecimentos relatados por Moro na sua passagem pelo governo Bolsonaro:

O sim para Bolsonaro: Moro conta que aceitou o convite para ser ministro da Justiça poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2018, num churrasco na casa de um amigo seu, em Curitiba. O convite foi formalizado por Paulo Guedes, que viria a ser o ministro da Economia e apenas quatro pessoas estavam no local.

Durante aquele churrasco, que avançou madrugada adentro, sinalizei a Paulo Guedes que, se Jair Bolsonaro fosse eleito presidente, eu aceitaria o desafio. Combinamos, entretanto, que a formalização do convite só ocorreria após o segundo turno das eleições para que o fato não tivesse qualquer influência sobre o pleito. Mais um indicativo, aliás, de que jamais pretendi influir na eleição presidencial de 2018.”

Quando perdeu as ilusões com Bolsonaro: após o presidente ignorar os pedidos de Moro para vetar medidas do pacote anticrime, como o juiz de garantias, em dezembro de 2019.

“Com aquela recusa do presidente em realizar os vetos solicitados, minhas ilusões quanto ao real compromisso dele com o combate ao crime e à corrupção de desfizeram por completo”.

A primeira vez que cogitou deixar o governo: em janeiro de 2020, quando Bolsonaro ameaçou tirar do ministério da Moro a pasta da Segurança Pública, o ex-juiz disse que deixaria o governo de a ameaça fosse concretizada.

“Se a pasta fosse dividida, não continuaria no governo de jeito algum”.

“Se não vai ajudar não atrapalhe”: Bolsonaro orientou diretamente Moro a não trabalhar para reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal que tinha suspendido processos abertos com base no compartilhamento de dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sem autorização judicial prévia. A decisão de Dias Toffoli paralisou a investigação contra o Flávio Bolsonaro por quatro meses.  

“Na conversa com Bolsonaro a respeito do tema, fui, porém, orientado a me manter distante da questão. ‘Se não vai ajudar, então não atrapalhe’, ele me disse. Por uma questão pessoal, o presidente pedia a mim que ignorasse aquela séria ameaça ao sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro”.

O arrependimento de Moro sobre a Polícia Federal: Moro conta que cedeu à pressão de Bolsonaro e chegou a pedir para que o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, trocasse o comando da Superintendência do órgão no Rio de Janeiro.

“Conversei reservadamente com Maurício Valeixo para verificar se haveria alguma forma de atender ao novo pedido de Jair Bolsonaro. Eu não devia ter feito isso, mas resistir a cada nova investida do presidente me causava desgaste e fazia com que eu perdesse tempo que poderia estar mais bem direcionado. Valeixo voltou a discordar daquele pedido e reforçou que era melhor mesmo sair do comando da PF”.

12 thoughts on “Veja as principais revelações de Sergio Moro sobre sua passagem pelo governo Bolsonaro

  1. QUEM MAIS “DIFAMA” O NOSSO PAÍS é a mídia e o nosso sistema político apodrecido que parecem irmãos siameses, simbióticos e autofágicos. Um dos grandes problemas do Brasil, além da mentira, da falsidade, das segundas intenções, do fuxico e da má-fé, é o velho complexo de vira-lata. Quando eu falo em Democracia Direta com Meritocracia, como tenho feito há mais de 20 anos, eu estou projetando o Brasil na vanguarda democrática do mundo civilizado. O mundo civilizado está de olho nisso, precisa disso, e quer ver isso acontecer. Mas quem se interessa por isso no Brasil dos Bolsonaro, dos Lulas, dos Dórias, dos Moros, dos Ciros e afin$ ? Ademais, como é que eu vou conseguir convencer o velho complexo de vira-lata brasuca, inclusive midiático, de que isso é possível ? Será que eu vou ter que sair do meu país, fazer isso acontecer lá fora, como fez Santos Dumont, para apenas 100 anos depois ser reconhecido no Brasil ? TARDE DE MAIS, para a criançada fandangueira calça curta continuar brincando de 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª… vias do mesmo e velho sistema apodrecido, à moda Covid-19 e variante$. Os negacionistas, avestruzes e aproveitadores do continuísmo da mesmice do sistema apodrecido, forjado, protagonizado e desfrutado pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos, velhaco$, aproveitadores da ignorância, da desinformação e da boa-fé do conjunto da população, desconversam, fingem que não estão vendo e nem está acontecendo nada de grave, mas, graças à falta de desprendimento, a incompetência, à desídia e a inoperância dos me$mo$, o fato é que o Brasil está apodrecendo tanto quanto o sistema político dos me$mo$ e, por conseguinte, correndo o sério risco de cair de podre do pé da república dos me$mo$, plantada em 1889, por culpa dos me$mo$, que ao invés de se mobilizarem para resolver o país para o bem comum do conjunto da população, ficam ai em constante estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, à moda todos os bônus para ele$ e o resto que se dane com os ônus, fazendo o país e a população perderem todo o tempo do mundo com as artimanhas políticas dos me$mo$, impedindo que a política, o país e a situação da população sejam de fato resolvidos, para os próximos 500 anos, por quem tem competência, capacidade para resolvê-los, mediante apresentação da Solução mais adequada, mais eficaz e mais alvissareira possível, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, a nova política de verdade, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, alicerçado na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização pela mega-solução, focada no sucesso pleno do bem comum do conjunto da população, a alternativa única a tudo isso que aí está, há 132 anos, com prazo de validade vencido, há muito tempo. E é por isso que eu digo que Lula e Bolsonaro são dose pra Leão, porque o resto é puxadinho dos me$mo$. https://www.facebook.com/aracarimacieira.teodoro/videos/152587297075877

  2. Temos as revelações de um ex-juiz claudicante tanto conduta censurável e ilícita sua, enquanto ainda juiz cogitar ir se o Coiso eleito como condutas deste último também reprováveis à luz da ética e do bom direito.

  3. Tá na cara que aos esquerdistas só resta falar mal do Bolsonaro.
    Que poderiam fazer além disso?
    Encher a bola do Ciro, do Moro, do Doria?
    Se não morrerem, vai dar Lula e Bolsonaro.

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