Violência urbana

Edson Khair

Segundo o noticiário da chamada grande imprensa   anunciando projeto  em execução de levar o metrô de Ipanema, Pça Gal. Osório até as  favelas  do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho é obra de notório alcance de integração social. Contudo, há aspectos que devem ser examinados a partir da nossa realidade  urbana. Da consideração do seu cotidiano que é feito de violência urbana cada vez maior. Sem que seus sucessivos governos federais, estaduais e municipais, tentem ou consigam enfrentar o problema.

Claro, todos nós sabemos que a violência, atinge o povão e a classe média sofrendo com o terror das balas perdidas, dos assaltos com assassinatos e seqüestros nas ruas do Rio. É a conseqüência da criminosa ausência do estado nas comunidades carentes.

É sabido ainda que é o último governo que cogitou e tentou iniciar obras de infra-estrutura nas favelas, urbanizando-as foi o do saudoso governador Negrão de Lima no antigo Estado da Guanabara. Criou para esta finalidade o Codesco (Companhia de Desenvolvimento de Comunidades).

Tal criação deu-se logo no inicio de seu governo, isto é, em 1966.  Marcilio Marques Moreira foi  seu primeiro e único presidente. Iniciou-se a urbanização de algumas favelas, como a do Braz de Pina, Chácara do Céu, Alto da Boa Vista e outras.

Contudo, com a edição do A.I-5 o golpe no golpe de 1964  liquidou por vinte anos o regime democrático no país. Negrão foi pressionado a extinguir o Codesco. Assim, paralisou-se quaisquer obras de urbanização nas favelas. Os generais  usurpadores do poder: Costa  e Silva, Médici e Geisel, criaram e mantiveram a Chisam, companhia que tinha a filosofia e prática de remover  as favelas  transferindo seus moradores para conjuntos habitacionais.

Tais moradias populares que os militares construíram iniciou-se com a Cidade de Deus, cujos moradores foram removidos da favela da Praia do Pinto (Leblon) de forma nazi-fascista. A polícia  do Exército incendiou os barracos. Seus moradores tomados de pânico foram removidos para a Cidade de Deus. Impediu ainda que o Corpo de Bombeiros apagasse o incêndio. Hoje ela poderia ser chamada de  Cidade do Demônio, sem ofensa à divindade.

Assim, tal política dos governos marciais, plantou o germe da violência atual. A bem da verdade, diga-se que após a queda da ditadura nenhum governador eleito de Brizola, Moreira, Marcelo Alencar, ao casal de Garotinhos (as) nada fizeram nas favelas para resgatá-las deste atual quadro de pranto e ranger de dentes. Violência sempre só gerou violência. A tentativa de Lula – Cabral dos PAC, tem mostrado ser eleitoreira senão uma impostura.

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