Wagner, do PT, quer formar “frente democrática” com Ciro, Marina e FHC

Givaldo Barbosa

Wagner está em São Paulo para articular a “frente”

Bernardo Mello Franco
O Globo

Jaques Wagner era o preferido de Lula para concorrer ao Planalto. Recusou a tarefa, elegeu-se senador pela Bahia e agora desembarcou em São Paulo para ajudar Fernando Haddad. O ex-ministro tenta costurar uma “frente democrática” contra o bolsonarismo. Quer unir Ciro Gomes, Marina Silva e Fernando Henrique Cardoso no palanque do PT. “Temos que procurar todos os que estão na política e têm responsabilidade com o país”, diz.

Wagner faz elogios a FHC, que já descartou a hipótese de apoiar o capitão. “A construção do país é tijolo por tijolo, ninguém faz nada sozinho. O Fernando deu uma bela contribuição ao Brasil. Nós aprendemos a responsabilidade fiscal com ele”, afaga. “É uma coincidência negativa da História que, em vez de ficarem juntos, PT e PSDB tenham polarizado um com o outro. Foram as melhores forças que surgiram no período democrático”.

NOVO DISCURSO – Para ampliar a aliança, o ex-ministro defende uma guinada no discurso do PT. Pede que o partido adote tom mais conciliador e reconheça erros do passado. “Acho que nunca é demais a gente fazer autocrítica”, diz. Ele considera que o candidato agora deve ser menos Lula e mais Haddad.

“Não precisamos inventar a roda. No primeiro turno, ficou claro que o Haddad era o candidato do Lula. Agora temos que mostrar quem ele é: um professor bem formado, que já foi prefeito de São Paulo e recebeu prêmios de boa gestão”, sustenta.

VERDE E AMARELO – Wagner também defende o uso do verde e amarelo na campanha, no lugar do vermelho do PT: “A bandeira do Brasil é de todos nós. A gente não pode entregar graciosamente para eles o que é um símbolo do país”.

O senador eleito diz acreditar numa virada. “Não acho que seja uma missão impossível. Tem cada vez mais gente incomodada com o discurso da truculência. Segundo turno não é escolha, é o menos ruim. Não dá para comparar o Bolsonaro com o Haddad”, argumenta.

Ele acusa o capitão de investir no discurso de ódio e na disseminação de “baixarias”. “O Bolsonaro é um cara inteligente, mas usa sua inteligência para o mal. Ele acaba liderando monstros que não tinham coragem de externar o preconceito”, critica. “Eu, que sou judeu, posso falar isso. As coisas começam assim”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSonhar ainda não é proibido, mas tudo tem limites. A iniciativa de Jaques Wagner foi manchete da primeira página de O Globo, mas deve ser mais uma Piada do Ano. (C.N.) 

30 thoughts on “Wagner, do PT, quer formar “frente democrática” com Ciro, Marina e FHC

  1. Vocês do Tribuna da Internet precisam entender que as alianças de Bolsonaro é com o POVO. Não adianta ficar esperneando, dia 28 um tsunami conservador vai varrer Haddad, Lula e toda a cambada de PTralhas do Planalto Central.

  2. Esse é o tipo de reportagem que mostra como a militância é o sujeito homem-massa. São levados de um extremo ao outro. Antes era fora golpista, agora formam uma “frente democrática” com os golpistas.

    Os militantes são o homem-massa

    • Só pode ser frente de sacanagem!
      FHC, Marina e Ciro? Deveriam ir visitar o que está faltando. Poderiam ajudá-lo a viver os “últimos dias de Pompéia”. Não esqueçam de levar pinga!
      E esta frente lutará pelos destino do Brasil!
      Fallavena

  3. Frente democrática pra implantar uma ditadura bolivariana no brasil da série os eufemismos do pt
    Seu lugar é nos grotões, zé papinha o rei do papo furado

  4. O jornalante (mistura de jornalista com militante) devia ter mencionado que Bolsonaro é muito querido na comunidade judaica, inclusive apoia a transferência da embaixada para Israel. Enquanto o judeu Jaques Wagner, como bom soldado do PT, apoia o Hamas, Hesbolah e todos que são contra Israel.

    Quanto a FHC, sua máscara já caiu há muito tempo e todo mundo já sabe que ele é somente mais um comuna.

  5. Marina Silva e Fernando Henrique se tornaram irrelevantes há muito tempo. Ciro está a caminho disso, e vai acabar de se desmoralizar caso saia pedindo abertamente votos para um partido que quebrou as pernas de sua candidatura presidencial, e a que chamou de “organização odienta de poder”.

  6. Se FHC apoiar o candidato do PT mostrará para todos os brasileiros que não possui um pingo de vergonha na cara, tendo em vista que o DONO do partido LULA LALAU DA SILVA não cansou de humilhá-lo, repetindo infinitamente a frase HERANÇA MALDITA.

    Será uma traição ao povo brasileiro digno e honrado, que quer se livrar dos PETRALHAS e da CORRUPÇÃO uma vez por todas.

  7. Alguém precisa perguntar a ele qual o significado de “responsabilidade” ele quis dizer. Que os nomes que citou tem, e muito, responsabilidade pelo que o país passa hoje, disso não há sombra de dúvida. Outro significado que não este, ele vai ter que explicar muito bem o que diz.

  8. Fernando Henrique há muito que só gera votos contra. Wagner se esqueceu de toda a oposição que seu partido fez ao plano real e ao governo FHC? E que Lula só foi eleito por causa de todos esses anos de críticas que seu partido fez ao governo fracassado dos tucanos? O PT virou mesmo o partido da amnésia.

  9. Quanto à iniciativa de Jaques Wagner ter sido manchete do Globo, cabem duas palavras, não em relação ao noticiado, mas à noticiante.

    O povo acabou de varrer o PT para a lata do lixo da história. A Globo vem sentindo, não é de hoje, sua queda.

    Assumiu papéis ridículos ao longo da história. Na “comemoração” dos 50 anos do golpe militar ou revolução de 64 – que nome tenha, agora não importa – tardiamente, ensaiou um mea culpa. A intenção era recuperar o público perdido. Mas, já era tarde.

    As novelas da Globo, seu eterno carro-chefe, não têm mais o prestígio de outrora. Seus comandos, dados pelas bocas dos artistas mais top na mídia (ele não!), surtiram efeito contrário. Os artistas, envergonhados, calaram a boca.

    A tentativa, agora, é no plano estadual do Rio de Janeiro, onde fica a sede do Sistema Globo, já que no plano federal só mesmo o espírito esportivo do Barão de Coubertin pode alimentar os ânimos para uma disputa perdida.

    E, no plano estadual, considerando que de um lado há um político tradicional, com décadas de visibilidade, e do outro lado um neófito na política, apesar da vitória acachapante do neófito no primeiro turno, as esperanças do Sistema Globo são maiores que no plano federal.

    E, até certo ponto, a Globo tem suas razões para depositar muitas fichas nessa disputa local. Essas razões situam-se além dos aspectos da novidade do candidato vitorioso – que torna menos impossível a eleição do conhecido Paes do que a do Haddad – e da influência da política regional em face da localização de sua matriz.

    É que o blindado Paes não é blindado por uma questão de gosto pessoal. Há muitos “interesses” envolvidos nessa blindagem. De verbas de publicidade a patrocínios de empreiteiras.

    Essas verbas e esses “patrocinadores” se confundem. Transporte público pago em dinheiro vivo sempre foi um ponto de apoio para manobras que precisam ocultar patrimônios e fluxos financeiros.

    Empreiteiras “selecionadas” mediante licitações que de lícitas nada têm, essas são figurinhas carimbadas na política nacional há quase um século. Mas, nos governos Cabral e Paes, tendo o PT por trás, pela frente e dos lados, em função dos “eventos esportivos”, o superfaturamento das obras atingiu níveis nunca imaginados. Foi uma Itaipu de “negócios” em pleno século XXI.

    E o Sistema Globo, além de ser o porta-voz do empresariado comprometido com esses negócios, ele mesmo tem participações nessas empreitadas, por meio de suas empresas, constituídas propositalmente como um labirinto de sociedades coligadas, umas sócias de outras, algumas situadas em paraísos fiscais, outras com sócios que possuem participação infinitesimal no capital, tudo a sugerir que a transparência dos negócios é a última coisa que se pretende. A lei brasileira é leniente com essas barbaridades e os Ministérios Públicos nem sempre são muito animados em perseguir certas pessoas jurídicas e o caminho do dinheiro.

    A eleição de um neófito, talvez disposto a sacudir as entranhas da administração do Estado do Rio de Janeiro, não é interessante para quem a manutenção do status quo é o ideal.

    Então, você amigo, que está cansado dessa roubalheira que assolou nosso país e o Rio nos últimos anos, prepare-se, porque os empresários e particularmente o Sistema Globo virão com tudo.

    Ai do Witzel, se roubou um pirulito do coleguinha quando tinha seis anos de idade!

  10. Sujeito ficha suja, parte da maior organização criminosa do país, drogado, falando em frente democrática, isso acontece porque a mídia é parte desse sistema podre e está fazendo de tudo para a sua manutenção.

  11. A cada eleição aparecem heróis inflados por artificialismos que, não desmistificados, após o processo fica tarde para avaliar que as diferenças de uns para os outros se apresentam na fórmula com a qual se entrelaçam no Congresso Nacional. Observo que as bancadas mais conservadoras, neste segundo turno, estão ao lado de Jair Bolsonaro como nas eleições passadas apoiaram Aécio Neves. Quem duvida pesquise as correlações de forças e consequentes posturas nas eleições 2014 ou nesta, analisando posições colegiadas ou individuais adotas em cada matéria votada nas comissões ou no plenário, assim como o perfil dos apoiadores de um lado e de outro. Portanto, diante da importância desta etapa final das eleições presidenciais, os perfis das bancadas eleitas podem (ou devem) ser apuradas como parâmetro, a tempo de estabelecer reflexão mais centrada sobre os destinos de nosso país.

    Não é novidade que o deputado federal Jair Bolsonaro atua no meio de bases conservadoras e reacionárias na Câmara dos Deputados, há 28 anos, tendo no entorno dezenas de parlamentares envolvidos em corrupção que já celebravam sua eleição à Presidência da República bem antes de se consagrar vencedor no primeiro turno, expressando tal realidade pelos estados e municípios. De forma que é falso manter o debate sob a ótica moralizante, como instigam desde a velha UDN e o conservadorismo costuma pautar. A propósito, devemos cobrar do Poder Judiciário que seja ágil e eficaz na punição de envolvidos em escândalos e ao Congresso Nacional (Câmara e Senado, em cujas casas legislativas atuarão esses 350 bolsominios parlamentares) que investigue com rigor os casos de corrupção, enquadrando corruptores empresários ou corruptos políticos sejam de qual linhagem ideológica forem.

    A esquerda que tanto vem sendo responsabilizada por desleixos públicos e desmandos administrativos, como alguns costumam generalizar e por razões óbvias de sua natureza os grandes grupos midiáticos induzem a isto, outra vez elegeu não mais do que 150 parlamentares contra esses aproximados e espantosos trezentos representantes da direita, restando 63 na margem de erro que flutuam conforme as matérias. As políticas nacionalistas e sociais que saem do Congresso são meras concessões dessas maiorias, obtidas a custo de muita luta, no mais prospera o entreguismo como quem vende a alma ao custo de bananas. Então, vamos debater como Bolsonaro poderá agir no poder, já estando amarrado com tais apoios? Combater corrupção só na conversa demagógica já celebrando acordão com as bancadas da bala (Taurus), da bíblia e da bola que juntas teriam condições de moralizar o país mas agem contrariamente, não dá. Francamente!

    CONTA REFEITA: Em julho, Onyx afirmou que Bolsonaro teria uma base de 112 parlamentares, de diversos partidos de centro e direita, incluindo DEM, PSDB e MDB. Agora, ele afirma que essa base mais que duplicou para cerca de 350 com a formalização do apoio das bancadas evangélica, rural e da segurança. Ele acredita que essa proporção deva se manter na próxima legislatura, principalmente devido à eleição dos 52 deputados do PSL. “A conta está sendo feita. Estou indo na quinta-feira para o Rio de Janeiro para fazer a projeção dos novos”, disse. https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,bolsonaro-devera-ter-base-de-mais-de-300-parlamentares-caso-eleito-diz-onyx-lorenzoni,70002540832

    EM TEMPO: O deputado Onix Lorenzoni recebeu R$ 100 mil da empresa para pagar despesas de campanha e não declarou, crime eleitoral segundo acentua o ministro Luís Roberto Barroso: “Caixa 2 é crime, desvalor de conduta que precisa ser adequadamente punido na nossa legislação. É objeto de reprovação, não há dúvida alguma. Ele desiguala a disputa eleitoral. É abuso de poder, abre a porta para troca de favores. O caixa 2 em tudo é negativo, é nefasto para o processo democrático”. https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/em-video-deputado-onyx-lorenzoni-admite-ter-recebido-dinheiro-de-caixa-2/

  12. FHC, jamais.
    Não bastou deixar-nos a maior herança maldita (PT de nossa história, agora quer fazer parte de uma nova fação?
    FHC passará para a história com duas heranças malditas: a que o PT sempre o acusou (mesmo sendo mentira, em parte) e a verdadeira herança maldita que foi o próprio PT no poder.
    Se FHC foi o pai do cruzado, também deve ser a mãe do PT!
    FHC, sai de costas. Pode ser que o pessoal pense que você está chegando.
    Fallavena

  13. Essa raça, mais a imprensa pilantra precisam é pegar o rumo do Inferno e deixar o Brasil livre para sempre!

    Não será com paz, amor e flores que irão fazer a assepsia!

    Tentem os conhecidos “Direitos CUbanos”, com fuzilamento no paredão, que não cometerão as mesmas falhas do pós-1964!

  14. Gostaria de saber quando vão prender esse quadrilheiro do J. Wagner?
    Ja passou da hora de levar TODOS os bandidos petistas para o xilindró.
    Enquanto não prenderem todos, ficarao por ai, armando mais golpes contra o povo brasileiro.
    Dia 28, é 17 novamente!!!!

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