Weintraub deverá que se explicar na Comissão de Ética sobre o uso de assessores como advogados

O caso pode ser enquadrado como improbidade administrativa

Natália Portinari
O Globo

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, deverá ser ouvido na Comissão de Ética Pública da Presidência da República sobre o uso de assessores do ministério como advogados em ações de interesse particular, revelado pelo O Globo.

Segundo o presidente da comissão, Paulo Henrique Lucon, “a tendência do colegiado será determinar que o senhor Ministro se manifeste” sobre o caso. O assunto deve ser analisado na próxima reunião da comissão, em 26 de maio.

REPRESENTAÇÃO – Na última terça-feira, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) entrou com uma representação no órgão contra Weintraub. O deputado pediu “que seja solicitado aos representados a apresentação dos contratos firmados para a prestação dos serviços de advocacia privada ao Ministro de Estado, bem como de comprovantes que demonstrem que os referidos servidores dedicam-se integralmente às funções inerentes aos cargos”.

O ministério nega irregularidades, alegando que os advogados foram remunerados por Weintraub. Especialistas ouvidos pelo O Globo dizem que, ainda assim, o caso pode ser enquadrado como improbidade administrativa, e que é preciso apurar se a remuneração pelo serviço está dentro do padrão do que seria cobrado normalmente, além dos horários nos quais os referidos advogados trabalharam nos processos.

Em janeiro deste ano, Weintraub foi advertido pela Comissão de Ética por falta de decoro após comparar os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff à cocaína encontrada em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). “No passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, comentou.

8 thoughts on “Weintraub deverá que se explicar na Comissão de Ética sobre o uso de assessores como advogados

    • Não existe direito absoluto, que dirá alegar um direito para destruir de outro (a inviolabilidade da honra, da dignidade, questão afeta à personalidade de outro)
      Logo, constitui verdadeiro abuso de direito.
      O Weintraub não estava na condição de cidadão comum, o seu lugar ali era de ministro de estado, um agravante pois fere a dignidade do cargo.

    • A coisa é muito simples, algum ministro STF que se sinta atingido pela fala do weintraub que o denuncie. Há poucos dos 11 que poderão fazer isso porque caso algum desses que se referia o ministro o processa-se poderia perder um processo desses. Veja-se os vídeos no YouTube referentes ao STF, Gilmar acusando Barroso de ter escritório de advocacia, crime de qualquiera dos dois ou de difamação ou de ter escritório. Barroso indicando que Gilmar só ataca ministros que não tem ideia e só proteje seus amigos. Está público no YouTube público para todos ver. E toda a liberação de bandidos principalmente corruptos. Veja que bandido não pode ser algemado por decisão STF porém cidadão comum sim como esses dias tem mostrado a TV. Tanta decisão errada o POVO está cansado e o Ministro Weintraub sim expressou o que a maioria de brasileiros queremos expressar, nada contra o STF como instituição senão as pessoas que estão lá. Instituições não podem ir a cadeia são pessoas que não cumprem com seus deveres.

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