O que Flávio Bolsonaro não conta sobre as apostas online

Lula mira os votos de 2022, enquanto Flávio intensifica sua ofensiva pelo voto útil

Flávio pede a Fachin suspensão de investigações e questiona escolha de relator no STF

Flávio alega tentativa de “instrumentalizar” o STF

Bela Megale
O Globo

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão do andamento de investigações e pedidos de investigação que, segundo os advogados, teriam sido protocolados em processos sem relação com os fatos narrados com o objetivo de direcionar a relatoria dos casos.

Na petição, protocolada nesta quinta-feira (24), a defesa sustenta que o expediente permitiria às partes escolherem, indiretamente, o ministro responsável pelo caso. O documento chama a prática de escolha de “envelope” e afirma que, ao selecionar os autos em que uma petição é apresentada, o requerente acaba escolhendo também o relator.

DARK HORSE – O texto cita como exemplo a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo a defesa, pedidos apresentados por parlamentares e pelo PT nos autos da ADPF 854, relatada por Flávio Dino, acabaram levando o caso ao gabinete do ministro, embora fatos relacionados ao financiamento já fossem objeto de apuração sob relatoria de André Mendonça. A defesa afirma que, quando um pedido semelhante foi protocolado de forma a passar pelo sistema de distribuição, o caso foi encaminhado a Mendonça.

O episódio mais recente citado pelos advogados envolve uma ação que trata de casos envolvendo municípios em tribunais estrangeiros relacionados aos desastres de Mariana e Brumadinho. Em 23 de setembro, o PT pediu para ingressar como amicus curiae no processo e requereu investigação pela Polícia Federal de suposta existência de financiamento, apoio ou influência estrangeira na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O partido solicita a quebra de sigilos e buscas e apreensões, inclusive no comitê eleitoral de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL. A defesa da campanha de Flávio aponta que o pedido foi feito a 11 dias do primeiro turno.

AMICUS CURIAE – Os advogados também argumentam que os fatos apontados pelo PT já são discutidos na Justiça Eleitoral e que a ação no STF na qual o pedido foi protocolado não teria relação com o conteúdo dos pedidos de investigação. A defesa sustenta ainda que o partido não poderia, na condição de amicus curiae, ampliar o objeto da ação nem formular pedidos de natureza criminal.

Ao final, a defesa pede a Fachin a suspensão do trâmite dos pedidos de investigação relacionados ao financiamento de Dark Horse e de suposta ajuda estrangeira para a candidatura de Flávio. Solicita ainda que a suspensão alcance outros eventuais pedidos criminais protocolados em ações de controle concentrado ou processos sem relação com os fatos, quando não submetidos às regras de distribuição e prevenção do STF.

A defesa pede também a suspensão dos efeitos dos atos já praticados e dos que venham a ser realizados nesses processos, sob o argumento de que eles poderiam “instrumentalizar” o STF para atuar nas eleições de 2026.

Governo Lula abandona “Paz e Amor” e parte para ofensiva contra Flávio

“Eu sou o samba, a voz do morro sou eu mesmo, sim senhor, quero mostrar ao mundo que tenho valor…”

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Zé Kéti, nome artístico de José Flores de Jesus (1921-1999), sentiu a sua carreira começar a deslanchar em 1955, quando seu samba “A voz do morro”, gravado por Jorge Goulart, pela Continental, fez enorme sucesso na trilha do filme “Rio 40 graus”, de Nelson Pereira dos Santos.

“A Voz do Morro” mostra em sua letra que o samba era a única voz valorizada no morro, transformada em um condutor de alegria do Rio de Janeiro para o resto do país.

A VOZ DO MORRO
Zé Kéti

Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei dos terreiros

Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões
De corações brasileiros

Mais um samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo do país
Viva o samba, vamos cantando
Essa melodia do Brasil feliz

Crise no Supremo domina eleição e deixa as propostas em segundo plano

Gilmar leva ao plenário do STF caso de precatórios ligado ao Banco Master

Sexo, drogas e rock and roll animam as íntimas relações entre Vorcaro, Alcolumbre, Motta etc…

Versão brasileira. Charge de Marcelo Martinez para a newsletter de hoje (20). #meio #newsletter #charge #vorcaro #bancomaster

Charge do Marcelo Martinez (Arquivo Google)

Deu na CNN

Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) mostram uma relação de amizade entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). As conversas, reveladas na revista Veja por Robson Bonin e Laryssa Borges, e confirmadas pela CNN, incluem declarações de cumplicidade e menções ao nome do senador em um grupo sobre festas com mulheres contratadas.

Em diálogo registrado no dia 1º de fevereiro de 2025, Vorcaro parabeniza Alcolumbre pela vitória na disputa pela presidência do Senado. O ex-banqueiro trata o senador como “amigo” e deseja os “melhores anos” na “empreitada”. Alcolumbre responde: “Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão!“.

‘SEU IRMÃO’ – No mês seguinte, em 30 de março, o presidente do Senado volta a enviar mensagens para o banqueiro: “Sou seu irmão!!!”; “Pra vida toda!!!”. Vorcaro responde com emojis de coração e continua: “E eu seu [irmão]. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer“.

Em outro trecho, de 17 julho de 2025, Vorcaro volta a chamar Alcolumbre de “irmão” e pede notícias sobre um amigo: “Fala irmãozão! Se tiver notícias do nosso amigo me chame! Abração”. Alcolumbre responde: “Estou em cima. Pressão!!!”. Não há referência sobre quem é o “amigo” citado.

Em nota, a assessoria da presidência do Senado disse que as “supostas mensagens” são de “teor pessoal” e “não indicam ilegalidade alguma”.

MOTTA TAMBÉM – Nos trechos obtidos por Veja e confirmados pela CNN, também há uma conversa de Vorcaro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PI). O diálogo também acontece no dia 17 de julho de 2025.

A data coincide com o período em que o Banco Central se debruçou sobre a possibilidade de o BRB (Banco de Brasília) comprar o Banco Master. O acordo foi vetado pela autoridade monetária.

Na conversa, Vorcaro diz que havia tentado contato com Alcolumbre, mas que o presidente do Senado não tinha informações sobre algo relacionado ao Banco Central.

DIZ VORCARO – “Perguntei Davi mas ele também não sabe”, escreveu Vorcaro. Hugo Motta responde: “Galípolo ficou de ir lá para casa de Davi quando encerrasse a reunião. Eu tava decolando quando o Davi me ligou para dizer isso“.

Vorcaro, então, complementa: “Sim. parece que tá em reunião”. Motta reage com um emoji de risada e finaliza: “Ele disse também que seria uma reunião demorada”.

A CNN procurou Hugo Motta para comentar as mensagens, mas ainda não teve retorno. A matéria será atualizada caso o presidente da Câmara se manifeste. O Banco Central também foi procurado, mas não respondeu até a publicação da reportagem.

“MACALLAN” – Alcolumbre também é citado por Vorcaro em um grupo chamado “Macallan” (marca de uísque). Nele, o ex-dono do Master troca mensagens com o ex-ministro das Comunicações do governo Bolsonaro (PL), Fábio Faria, sobre festas e eventos.

Os diálogos nesse grupo são de outubro de 2023. Ou seja, anteriores a Alcolumbre assumir a presidência do Senado. Vorcaro e Fábio Faria fazem menção ao presidente do Senado enquanto falam de uma suposta festa com mulheres.

Vorcaro faz referência a uma mulher alta: “Aquela de 3 metros estará lá, Fabio“. O ex-ministro responde: “Foda que o Davi aprendeu a falar pelo Google tradutor e pode assustar a menina“. Vorcaro dá risada: “Kkkkkk. Bonde do tigrão“. Faria, complementa: “Davi falou que está com dança nova“.

COM MULHERES – Outras mensagens sugerem a contratação de mulheres para um evento fora do Brasil. Há preocupação sobre discrição e articulação para encontros paralelos.

Faria escreve: “Depois vamos pra um menor. Pegar uma suíte em outro hotel. Deixa umas quatro lá“. Vorcaro responde: “Pode ser”. Faria finaliza: “Fazemos um pacto com Davi”.

A CNN procurou Fábio Faria para se manifestar sobre as mensagens, mas ainda não teve retorno. À Veja, o ex-ministro afirmou que a conversa citada tratava de reserva suítes de hotel de uma viagem para Londres com outros quatro empresários. E que o assunto não tinha relação alguma com Davi Alcolumbre.

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ALCOLUMBRE CRITICA SENSACIONALISMO BARATO

“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma.

Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida. Se fazem isso com um chefe de Poder, é de se imaginar o que estão a fazer com outros indivíduos e instituições.

No entanto, não conseguirá intimidar a Presidência do Congresso Nacional com esse expediente.

O presidente do Senado sabe de onde partiram essas falsas acusações e quais interesses estão por trás dessa ofensiva. Não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública. Irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo.”

Medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade”.

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FÁBIO FARIA TENTA EXPLICAR:

“O empresário Fabio Faria esclarece que a conversa citada pela Veja tratava de reservas de 4 suítes de hotel de uma viagem para Londres com outros quatro empresários, que avaliavam uma possível sociedade minoritária no Queens Park Rangers, clube da segunda divisão inglesa. A negociação não prosperou.”

O assunto não tem relação alguma com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que em nenhum momento foi cogitado para essa viagem. A única vez que o empresário encontrou Davi Alcolumbre fora do Brasil foi em outubro de 2023, durante um evento empresarial em Paris.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Sensacional a matéria enviada por José Perez. Mostra que a coisa está evoluindo e as relações entre Vorcaro e Fábio Faria com políticos e autoridades eram mesmo na base do sexo, drogas e rock and roll”. É assunto para CPI, mas o ministro Cristiano Zanin é muito educado e não quer constranger os amigos. (C.N.)

Empresários mudam a rota do dinheiro e partidos viram ponte para financiar eleições

Já passou da hora de mandar embora o enganador Ancelotti

ENTREVISTA COLETIVA COM CARLO ANCELOTTI - 14/11/2025 - YouTube

Ancelotti pintou os cabelos, mas em campo não pinta nada…

Vicente Limongi Netto

A seleção brasileira de futebol não merece mais minha vibração. Não vou atrapalhar meu precioso sono para ter pesadelos vendo o Brasil enfrentar as poderosas Austrália e Índia. Me poupem. O vexame na copa de 2026 segue afastando e espantando torcedores.

A Confederação Brasileira de Futebol errou contratando Carlos Ancelotti. E prossegue errando feio, mantendo o italiano no cargo. É a primeira vez que Ancelotti, campeão em clubes, assume o comando de uma seleção. E foi assumir logo a brasileira, penta campeã do mundo. Cobaia nas mãos de um técnico estrangeiro que mal fala o português e agora está amarelando os cabelos, enquanto o time amarela em campo.  Francamente.

SAFRA MEDIOCRE – O nível dos jogadores continua medíocre. Agora convocaram alguns novatos que fazem sucesso em clubes, mas jogar na seleção brasileira é outro papo.

A defesa convocada pelo gênio Ancelotti é fraca. O meio de campo, ainda pior. O excelente volante Casemiro dos bons tempos não tem substituto à altura, salvo Martinelli, que foi convocado às pressas e nem entrou em campo.

O ataque é atraente, conta com bons jogadores.  Mas sem meio de campo para alimentar Vini Junior, Endrick, Rafinha e Estevão, fica complicado. Não enxergo o hexa nem usando o telescópio da Nasa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Limongi tem razão. Não assisti ao jogo, vi apenas os melhores momentos de uma seleção que só tem ataque, jogando contra um time ridículo, perdendo um gol atrás do outro, com nosso goleiro mal colocado na falta e se salvando da derrota por um milagre na undécima hora. Pelo amor de Deus, o que está faltando para mandar o Ancelotti embora? (C.N.)

O Brasil dividido no mapa: a eleição entre Lula e Flávio ganha novos contornos nos Estados

Desaprovação recorde (62%) ameaça Trump, que pode perder sua maioria no Congresso

Na ONU, Trump ameaça aniquilar Irã 'para o inferno', exalta IA  desregulamentada e critica ordem multilateral | Brasil de Fato

Na ONU, ameaçou utilizar o poderio militar dos EUA

Roberto Nascimento

Donald Trump tornou-se uma ameaça à estabilidade mundial, não há dúvida, por ser arrogante, autoritário, petulante, um conspirador sanguinário dos tempos modernos. Agora, o presidente entrou em alerta e está fazendo de tudo para agradar os norte-americanos, porque a estabilidade de seu governo depende da eleição parlamentar em novembro, quando são eleitos os deputados e um terço dos senadores.

Trump é um ditador nato, suas ações na presidência dos EUA confirmam essa realidade. Ele desrespeita decisões judiciais, censura os jornalistas, pressiona a Suprema Corte, ataca juízes que decidem contra seus abusos e ameaça usar as Forças Armadas contra países como Canadá, México, Dinamarca e até a Inglaterra. E só discordar de suas loucuras para Trump partir com tudo contra os países que não fazem o que ele deseja.

PROTETORADO – O maior exemplo é a Venezuela, que Trump mandou invadir, prendeu o presidente Nicola Maduro e transformou o país numa espécie de “protetorado” norte-americano.

Com isso, os americanos passaram a controlar o maior produtor de petróleo do mundo e vai fazer o que bem entender com o outrora país independente. E a presidente de fachada Delcy Rodrigues, docemente constrangida, já está entregando todo o ouro da Venezuela para ficar guardado em Nova York.

Com isso, o entreguista Flávio Bolsonaro perdeu o discurso de que o Brasil irá virar uma Venezuela, caso Lula vença a eleição, porque nosso presidente está lutando justamente para evitar essa possibilidade, que pode até agradar a família Bolsonaro.

ELEIÇÕES DECISIVAS – O maior obstáculo de Trump, que pode refrear suas ações ditatoriais e intempestivas, é a possibilidade de ficar em minoria no Parlamento. Hoje, seu governo domina a Câmara, com 219 republicanos e 214 democratas (há dois mandatos vagos), e o Senado, com 53 a 47 – incluindo dois independentes que apoiam Trump, e ainda é possível contar com o voto de Minerva do vice-presidente J.D.Vance, que conduz as votações.

O problema é que a aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, está caindo cada vez mais e desceu para 32%, o menor nível em sua carreira política, segundo a última pesquisa Reuters/Ipsos.

A inflação e o desemprego levaram a desaprovação de Trump a 66%, apenas 17% concordam com a condução econômica e o apoio entre eleitores republicanos recuou de 82% para 73%. Ou seja, o futuro de Trump depende dessas eleições em 3 de novembro.

Gilmar Mendes se contradisse ao acusar Mendonça e passou a fugir da imprensa

Gilmar Mendes: o que diz cada lado em crise sobre mudança em impeachment de  ministros do STF - BBC News Brasil

Na pressa de acusar Mendonça, Gilmar esqueceu o próprio voto

Eduardo Barretto
Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vem atacando André Mendonça por sua condução do caso Master, é apanhado caindo em contradição explícita, porque já anulou uma condenação feita com base em dados de inteligência usados em ações criminais sem aval judicial.

Agora, Gilmar ataca Mendonça, que  é alvo de relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) sem valor probatório, usados por Alexandre de Moraes para acusá-lo de crime de responsabilidade. Procurado pelo Estadão, Gilmar não respondeu.

O PRECEDENTE – Em 2019, Gilmar analisou uma condenação baseada na apuração de um agente de inteligência da Polícia Militar que preparava um plano de segurança para a Copa do Mundo de 2014. Essas informações foram usadas depois para condenar uma pessoa, que recorreu ao STF.

Gilmar Mendes anulou a sentença e apontou que era “evidente a clandestinidade da prova produzida, porquanto o referido policial, sem autorização judicial, ultrapassou os limites da atribuição que lhe foi dada e agiu como incontestável agente infiltrado”.

Nesta semana, André Mendonça usou esse precedente de Gilmar em sua defesa à Corte sobre o caso Master. E concluiu: “Empregar serviços de inteligência para produzir, por via oblíqua, aquilo que apenas uma investigação delimitada e formalizada poderia produzir não é mera irregularidade formal, mas sim grave desvio de finalidade”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O fato concreto é que a ala da corrupção está no desespero com a criminalização simultânea de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, envolvidos diretamente no caso do Banco Master. O ainda ministro Toffoli está submerso, não dá entrevistas e finge de morto, sonhando em ser esquecido. Moraes, porém, adotou tática diferente e decidiu usou relatórios da PF –  apócrifos e sem valor probatório – na tentativa de acusar André Mendonça de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa, na condução dos casos Master e INSS. Mas é tudo ilusão. Toffoli e Moraes estão com seus dias contados no Supremo, porque já se sabe tudo que eles fizeram no verão passado. A condenação desses ministros é apenas uma questão de tempo. (C.N.)

Moraes, Toffoli, Gilmar & Cia. tentam se salvar retardando as investigações

Desconfiança entre ministros toma conta do STF com caso Master

Moraes, Toffoli e Gilmar, três perdidos numa política suja

Carlos Newton

A desesperada atitude do ministro Flávio Dino para retardar a investigação de seu companheiro Alexandre de Moraes, ao descaradamente pedir vista sem motivo algum, após já ter se pronunciado e decidido seu voto, mostra a que ponto chega a desfaçatez dessa gente que hoje enverga a toga negra do Supremo, que representa o manto sagrado da Justiça nos países civilizados.

Esse pedido de vista, que no dia 15 suspendeu a questão por até 90 dias, é uma medida que tem efeito ilusório. O objetivo óbvio é retardar a abertura do inquérito sobre Moraes, mas isso não adianta nada.

Apesar de ainda não haver inquérito, as investigações sobre o ministro e  sua mulher já começaram e estão em curso simultaneamente na Polícia Federal e no gabinete do relator André Mendonça, que praticamente já reuniram todas as provas necessárias para denunciar Moraes.

ILUSÃO À TOA – Na prática, o pedido de vista suspende apenas formalmente a abertura do inquérito, mas não prejudicam as investigações, porque isso não provoca nenhuma determinação oficial da presidência do STF ao gabinete do relator ou à própria PF para que interrompam o trabalho de apuração e fechem dentro de um cofre as provas já colhidas. Pelo contrário, elas vão se avolumando.

No caso, o principal resultado desse tipo de vista foi apenas a desmoralização do ministro que fez o pedido (Flávio Dino), do ministro que está sob investigação (Alexandre de Moraes) e dos ministros que apoiam a interrupção do inquérito (Gilmar Mendes e Cristiano Zanin), como aconteceu na sessão de plenário do último dia 15.

O pior é que, do dia 15 para cá, a situação de Moraes e da mulher só fez se agravar, devido à divulgação do vídeo do desembarque do casal no Aeroporto Santos Dumont, como passageiros de um jatinho pertencia a Daniel Vorcaro, desmentindo, mais uma vez, a nota oficial do gabinete do ministro, divulgada em abril, em que ele diz que jamais viajou em avião da frota do banqueiro.

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P.S. 1
– Viviane Barci, mulher de Moraes, ainda tentou se defender, dizendo que seu escritório havia alugado o jatinho, mas nas provas já obtidas pela PF estão as notas fiscais da empresa aérea Prime, de Vorcaro, e nelas não consta nenhum aluguel de jatinho para o escritório de advocacia da mulher e dos filhos de Moraes.  

P.S. 2 – Bem, o pedido de vista apenas atrasa o impeachment de Alexandre de Moraes, que será inevitável, tal o volume de provas contra ele. Se o Supremo não fizer o pedido, o Senado cuidará disso na próxima legislatura, com toda certeza. Será o segundo impeachment da História Republicana. O primeiro a ser defenestrado foi Barata Ribeiro, em 1894. Ficou no cargo por dez meses, até ser afastado pelo Senado, porque era médico e não tinha notório saber jurídico.  Hoje é diferente, pois Lula nomeou um advogado que foi reprovado duas vezes em concurso para juiz e o Senado aprovou o notório saber dele, além da reputação ilibada, que hoje tornou-se imunda.  (C.N.)

Procuradoria defende semiaberto para “Débora do Batom”, condenada a 14 anos pelo 8 de Janeiro

Cabelereira já cumpriu mínimo exigido pela lei para progressão

Gabriela Boechat
CNN

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta quarta-feira (23) a favor da progressão para o regime semiaberto da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos.

Ela ficou conhecida como “Débora do Batom” após escrever a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal). A frase havia sido dita pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso após Jair Bolsonaro (PL) perder as eleições de 2022.

PROGRESSÃO DE REGIME – Condenada pela Primeira Turma do STF por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro de 2023, Débora cumpre pena de 14 anos de prisão. Em petição endereçada ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator da execução penal, a defesa pediu a progressão de regime e o reconhecimento de 281 dias de remição da pena. A remição é a redução do tempo de prisão por atividades como trabalho e estudo.

Sobre a progressão, a PGR afirmou que condenados por crimes cometidos com violência ou grave ameaça devem cumprir ao menos 25% da pena antes de avançar de regime. No caso de Débora, isso corresponde a 1.278 dias, período que, segundo a Procuradoria, já foi ultrapassado.

“Contabilizados os períodos de detração (742 dias) e remições (2 dias) já homologados, bem como as remições mencionadas nesta manifestação e o tempo de pena efetivamente cumprido até a data desta manifestação, Débora Rodrigues dos Santos cumpriu 1.287 dias. Verifica-se, assim, que a apenada alcançou a fração mínima legalmente prevista para a pena imposta”, afirmou a PGR. A defesa também pediu a remição de 4 dias de pena por leitura, 108 dias por trabalho e 100 dias por aprovação no Enem 2023, que foi acatada pela PGR.

Mulheres são 17,4% dos candidatos a governador; desse jeito, a paridade só chegará em 2090

André Mendonça desmonta as acusações ilícitas que Moraes “inventou” contra ele

Band Jornalismo on X: "Fachin nega pedido para julgar Mendonça junto de  Moraes na próxima terça https://t.co/2AlOzyup7q" / X

Charge reproduzida do portal da Band

Renan Ramalho
Gazeta do Povo

Uma série de vícios no procedimento adotado pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o ministro André Mendonça pode levar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a arquivar sumariamente as acusações.

Na defesa apresentada a Fachin nesta terça-feira (22), Mendonça sustentou que os erros formais no pedido de Moraes bastam para rejeitá-lo de plano. Trata-se de um juízo preliminar de admissibilidade, prerrogativa do magistrado ao receber denúncias ou representações criminais.

TRÊS ACUSAÇÕES – Moraes pede que o colega seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Ele acusa Mendonça de atuar com parcialidade nos casos do Banco Master e do INSS para persegui-lo — assim como ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre — por interesse político e pessoal.

A representação baseia-se em um relatório da Polícia Federal — requisitado por Mendonça — que identificou 52 mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes, além de citações ao magistrado. Nos diálogos, Vorcaro pedia orientação para se livrar de investigações sobre fraudes bilionárias no banco. O documento também apontou que Moraes editou um contrato de R$ 131,2 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de sua família.

Além de rebater as acusações, Mendonça afirmou que Moraes agiu de forma irregular ao apresentar o pedido. O primeiro desvio apontado foi sua inclusão direta no inquérito das fake news, aberto em 2019 para apurar ofensas e ameaças a ministros nas redes sociais — objeto que não se aplica ao caso.

DIZ A NORMA – Regimentalmente, a inclusão de um integrante da Corte em inquérito exige aval do plenário do STF. Mendonça seguiu esse rito ao levar ao plenário o relatório da PF sobre as conversas com Vorcaro. Na sessão do dia 15, contudo, aliados de Moraes travaram a deliberação ao questionar a conduta de Fachin.

Mendonça contesta ainda a requisição e o uso de relatórios apócrifos de inteligência da PF, enviados a Moraes pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Os documentos, sem data ou assinatura, criticam a atuação de Mendonça com base em avaliações subjetivas sobre suas motivações e conjecturam sobre uma suposta diferença de tratamento dada a investigados conforme a relevância política.

O ministro argumenta que os documentos são ilegais e configuram desvio de finalidade. Segundo ele, as ações de inteligência servem para subsidiar o Executivo em decisões de segurança do Estado, e não para instruir investigações criminais no Judiciário. Mendonça questiona como e por que Moraes teve acesso a peças internas da PF que lhe imputavam crimes graves.

FALSAS PROVAS – “As atribuições de conduta não são admissíveis como objeto de exame. O material, tal como requisitado e protocolado, não serve de elemento de informação contra este signatário, pelo vício do ato que o trouxe aos autos e independentemente de qualquer consideração sobre o seu conteúdo”, escreveu Mendonça.

 “Não se verifica, no caso, a mínima presença de elementos capazes de sequer cogitar haver justa causa para eventual deliberação colegiada sobre quaisquer condutas praticadas por este Ministro”, completou.

No fecho da peça, além de cobrar acesso ao inquérito das fake news, a investigação dos policiais autores dos relatórios e a apuração da conduta de Moraes, Mendonça pediu a rejeição da representação com base em três dispositivos legais.

OS ARGUMENTOS – O primeiro é o artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do STF, que permite ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou à súmula do Tribunal”.

 O segundo é o artigo 564 do Código de Processo Penal (CPP), que prevê nulidade por “incompetência, suspeição ou suborno do juiz” — tese em que Moraes seria suspeito por acusar o colega a fim de se esquivar das apurações contra si. Por fim, citou o artigo 157 do CPP que manda retirar dos autos as provas ilícitas.

Juristas consultados pela Gazeta do Povo avaliam que os vícios apontados por Mendonça, se acolhidos por Fachin, sustentam o arquivamento monocrático do pedido de Moraes. Por outro lado, observam que uma decisão do plenário pela inadmissibilidade daria maior peso institucional ao ato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Importante artigo, enviado por Mario Assis Causanilhas. O  fato concreto é que o Supremo está agindo com leniência e indulgência em relação a Moraes. Já existem mais de 131 milhões de provas, suficientes para pedir ao Senado o impeachment dele e para processá-lo criminalmente. O resto é folclore, como diria Sebastião Nery. (C.N.)

Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36% em 1º turno; rivais empatam em 2º turno

Lula e Flávio oscilaram para cima em relação à rodada anterior

Bernardo Mello
O Globo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, a dez dias para o primeiro turno, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno.

Lula aparece agora com 47%, enquanto Flávio marca 45%. Votos brancos e nulos somam 7% nesse cenário, enquanto 1% não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro é de dois pontos. Na rodada anterior, divulgada no último dia 17, Lula aparecia com 46% na simulação de segundo turno contra Flávio, que marcava 44%.

REAJUSTE DO BOLSA FAMÍLIA – Este é o primeiro levantamento realizado pelo Datafolha após Lula ter anunciado um reajuste de 15% no Bolsa Família, na semana passada, e após o discurso do presidente na Assembleia-Geral da ONU, no qual fez uma série de críticas ao que chamou de “ingerência externa em processos eleitorais” – uma referência velada ao apoio de aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, a Flávio.

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores entre terça e quinta-feira. O levantamento, contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00304/2026. O índice de confiança do levantamento é de 95%.

OUTROS CENÁRIOS –  Lula pontua de forma semelhante em outros cenários de segundo turno simulados pelo Datafolha, com as candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). O quarteto, porém, aparece distante da hipótese de ultrapassar Flávio Bolsonaro para disputar um segundo turno.

Nas simulações, o atual presidente fica tecnicamente empatado com Caiado e Cury, e aparece quase dez pontos à frente de Zema e de Renan Santos.

PRIMEIRO TURNO –  Na pesquisa estimulada de intenções de voto para o primeiro turno, Lula oscilou um ponto para cima em relação à rodada anterior e agora aparece com 40%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue com 36%.

Em patamar mais baixo, aparece o escritor Augusto Cury (Avante), com 5% das intenções de voto. Já Ronaldo Caiado (PSD) soma 4%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm, respectivamente, 3% e 1%. O cenário é de estabilidade, considerando a margem de erro.

Suspeição de Gonet ameaça investigação do Banco Master e pode beneficiar Vorcaro

PT aciona STF e TSE contra Flávio e Eduardo por suposta interferência dos EUA

Relatório da Abin apontou ameaça de interferência americana

Anna Júlia Lopes
Folha

O jurídico da campanha do presidente Lula (PT) acionou nesta quarta-feira (23) o STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a adoção de medidas urgentes para investigar a possível interferência por parte dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.

Além do Supremo, o PT também ajuizou ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acusando o candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação, alegando articulação com o governo Donald Trump com o suposto intuito de interferir nas eleições.

ATOS UNILATERAIS – A ação que tramita no Supremo foi ajuizada anteriormente pelo Instituto Brasileiro de Mineração e teve decisão que firma o entendimento de que atos unilaterais estrangeiros não admitidos pela ordem jurídica brasileira não eram eficazes no país. Além disso, também foi proibida a execução, no Brasil, de imposições ou instrumentos decorrentes desses atos.

Na petição protocolada pela campanha, o PT pede para que seja incluído como parte interessada no processo. O partido solicita ainda para que seja apurada a possível atuação de agentes no Brasil para dar eficácia a atos estrangeiros que o próprio STF teria declarado ineficazes.

Entre esses atos, a peça cita uma série de medidas tomadas pela Casa Branca nos últimos dois anos: o primeiro tarifaço, em 2025; a revogação dos vistos norte-americanos dos ministros do STF; a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes; o segundo tarifaço, em 2026; e a declaração do Comando Vermelho e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.

INTIMIDAÇÃO – A campanha relaciona essa ação dos EUA aos filhos de Jair Bolsonaro, como a atuação de Eduardo para intimidar o Poder Judiciário brasileiro e o episódio em que Flávio propagou um dado falso sobre as urnas eletrônicas em uma reunião com embaixadores.

Na ação protocolada no TSE, a campanha também levou em conta esses fatos. Segundo a petição, o resultado da combinação das medidas tomadas pelos EUA e da conduta de Flávio e Eduardo é a criação de um ambiente de instabilidade institucional e eleitoral.

“Desse arranjo decorrem danos diretos à soberania nacional, à liberdade do voto e à normalidade do processo eleitoral brasileiro e, mais do que isso, a própria interferência externa no resultado do pleito”, diz o documento.

CASSAÇÃO – Além da inelegibilidade dos irmãos, o PT também pede para que os registros de candidatura de Flávio e de seu candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), sejam cassados.

O PT ajuizou as ações após ser revelado pela Folha relatório produzido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que aponta a interferência dos EUA como uma das possíveis “ameaças ao processo eleitoral de 2026”.