Filme de Bolsonaro tinha bilheteria superdimensionada para US$ 100 milhões, aponta a PF

PT pede investigação sobre suposto financiamento estrangeiro de Flávio Bolsonaro

Moraes tinha derrota desenhada no STF até reviravolta envolvendo Nunes Marques

Datafolha: Lula tem 39% no 1° turno, Flávio marca 36% e há empate do 2º turno//

Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 1º e 2º turnos

Igor Gielow
Folha

O novo levantamento do Datafolha sobre a corrida presidencial, feito em meio à turbulência institucional da crise no STF (Supremo Tribunal Federal), traz Lula (PT) com 39% das intenções de voto em primeiro turno, ante 36% de seu principal rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Há uma semana, o presidente marcava 39% e o filho do seu antecessor Jair Bolsonaro, 35%. Na simulação de segundo turno agora, Lula segue com 46% e Flávio, com 44%, empate técnico na margem de erro de dois pontos para mais ou menos.

DEMAIS CANDIDATOS – Na primeira rodada, atrás dos líderes vêm Augusto Cury (Avante), com 6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Marcam 1% Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO). Aqueles que declaram votar em branco ou nulo são 6%, e os indecisos, 3%.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas, em 125 municípios, de terça (15) a quinta (17). O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04029/2026. O levantamento, contratado pela Folha e pela TV Globo, foi feito integralmente sob o impacto da grave crise envolvendo o Supremo, que transbordou na campanha eleitoral e dominou a política do país.

Na terça (15), a corte suspendeu a sessão em que seria avaliada a abertura de investigação sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master com quem o escritório de advocacia da mulher do magistrado tinha um contrato de R$ 131 milhões.

REFLEXO POLÍTICO  – O grupo pró-Moraes, associado politicamente a Lula, operou para que o indicado por Bolsonaro à corte Kassio Nunes Marques se declarasse impedido. Depois, Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula, encerrou o bate-boca no plenário pedindo vista de uma questão de ordem em debate. Tudo isso jogou para depois das eleições a discussão, mas o estrago político para Lula já estava feito, dada a associação política entre ele e Moraes.

O acusador do ministro, seu colega André Mendonça, outro indicado por Bolsonaro ao Supremo, também foi criticado por sua condução vista como política do caso, mas entre líderes partidários a avaliação é de que Moraes é o principal perdedor do debate.

Como diz um importante presidente de partido de centro, foi Lula quem colocou no colo Moraes, que encarnou a defesa contra o golpismo bolsonarista e comandou o julgamento que deu 27 anos e três meses de prisão para o ex-presidente. Pelo que se aferiu até a semana passada, a crise não mudava o voto da maioria dos brasileiros, mas influenciava uma fatia suficiente para alterar o resultado em um pleito tão apertado.

REAÇÃO – O presidente ensaia uma reação em outra frente ao anunciar um reajuste de 15% para o Bolsa Família, já quando o trabalho dos pesquisadores do Datafolha estava se encerrando.

A tática deu certo para alavancar Bolsonaro pai na disputa que acabou perdendo para Lula em 2022, mas é incerto o efeito agora, dado que o petista já pontua com muita vantagem entre os beneficiários do programa.

Já contra Flávio há a possibilidade de a manutenção da crise no noticiário fazer surgir novidades acerca de sua própria relação com Vorcaro, a quem chamava de “meu irmão” e de quem cobrou dinheiro para supostamente bancar a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre seu pai. O sigilo sobre o caso foi retirado, e há toda a questão a ser esmiuçada do caminho dos quase R$ 70 milhões que o ex-banqueiro desembolsou.

“PF paralela” provoca reação da corporação após sessão marcada por baixarias no Supremo

Polícia Federal refuta termo usado por Fux e Mendonça

Deu na CNN

Durante julgamento realizado na terça-feira (15) no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros Luiz Fux e André Mendonça levantaram a existência de uma suposta “Polícia Federal paralela”, que estaria monitorando ministros da Corte sem autorização. Segundo o analista de Segurança Pública da CNN Elijonas Maia, ao Live CNN, a acusação gerou forte repercussão dentro da corporação, que reagiu de forma contundente às declarações.

De acordo com o analista, a Polícia Federal foi mencionada repetidamente ao longo de toda a sessão. Luiz Fux, Gilmar Mendes e André Mendonça abordaram o tema em diferentes momentos, incluindo referências ao relatório produzido pela PF que embasou o julgamento — no qual se discutia a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes.

CORPORAÇÃO REJEITA RÓTULO –  A cúpula da Polícia Federal, segundo Elijonas Maia, rejeitou totalmente o termo “PF paralela”. A corporação afirma que não existe uma estrutura paralela atuando de forma ilegal, contrariando a Constituição ou o Código de Processo Penal.

A PF sustenta que cumpre ordens judiciais e que o relatório de 218 páginas mencionado durante o julgamento foi elaborado a partir de uma determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master. “A Polícia Federal fez o trabalho técnico de perícia, análise do celular e fez um relatório e enviou para a Suprema Corte”, explicou Elijonas Maia, resumindo a posição da instituição.

O analista também destacou que, da mesma forma, outro relatório foi requisitado por Alexandre de Moraes e incluído no inquérito das fake news, tratando do ministro André Mendonça.

AFASTAMENTO DE ANDREI – A sessão também foi marcada pelo tema do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ocorrido na semana anterior ao julgamento — episódio que, segundo Elijonas Maia, ocorreu justamente em meio ao contexto em que se alegava a existência de uma PF paralela atuando de forma irregular.

Outro ponto de tensão durante a sessão foi a defesa feita por Gilmar Mendes pela retirada de delegados lotados nos gabinetes do STF. Atualmente, são cinco delegados distribuídos entre os gabinetes: dois no gabinete de André Mendonça, um no de Alexandre de Moraes, um no de Luiz Fux e outro na segurança do próprio Supremo, sem vínculo com a assessoria dos magistrados.

“SEM NOÇÃO” – Gilmar Mendes chegou a afirmar que “só uma pessoa sem a menor noção” afastaria um diretor-geral da PF, em referência a André Mendonça, e comparou o ato a demitir o diretor da NASA.

Elijonas Maia ponderou que a questão dos delegados nos gabinetes divide opiniões dentro da própria corporação. Uma ala defende a presença desses profissionais como suporte técnico para a condução de inquéritos complexos — como os casos Master, Dark Horse, INSS e Lulinha, todos sob a relatoria de André Mendonça. Outra ala, no entanto, critica essa prática.

Caso Moraes expõe desinstitucionalização e aumenta pressão por reforma do Judiciário

TSE proíbe candidatos de usar imagem de Bolsonaro em santinhos

Decisão vê tentativa de driblar restrição imposta

Lucas Lucena
Folha

A ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), proibiu, em caráter liminar, o uso de imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em santinhos e materiais impressos de candidatos.

Ela proibiu o candidato a deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) de usar santinhos com a imagem do ex-presidente. “Determinando ao representado que se abstenha de veicular quaisquer santinhos e ‘wind banners’ [bandeiras de mastro com base plástica] que contenham a imagem de Jair Messias Bolsonaro, até o julgamento definitivo deste Tribunal Superior.”

MANIFESTOS POLÍTICO-ELEITORAIS – Estela se baseou na decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proibiu Bolsonaro de divulgar “manifestos político-eleitorais”, inclusive por terceiros. Segundo Moraes, a determinação decorre da perda dos direitos políticos de Bolsonaro por causa da condenação pela trama golpista.

Para a ministra, utilizar a imagem de Bolsonaro configura manifestação de apoio político-eleitoral, burlando a decisão do STF. A decisão, no entanto, não menciona vídeos ou fotos de Bolsonaro em redes sociais, por exemplo.

Entendimento do TRE-SP havia sido diferente. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo considerou que a utilização de imagem de uma pessoa com direitos políticos suspensos em propaganda eleitoral não é prática proibida.

DESTINATÁRIO ESPECÍFICO – O TRE-SP interpretou que a decisão de Moraes possuía “destinatário específico”, sendo apenas Bolsonaro, não se estendendo a terceiros. A restrição, na avaliação do tribunal, não está prevista na lei eleitoral e é incompatível com o sistema constitucional de garantias.

A propaganda buscava apenas associar candidatura a uma corrente ideológica ou liderança pública, diz o TRE. “A simples presença da fotografia de pessoa conhecida do cenário político nacional não transforma essa pessoa em autora da mensagem nem permite concluir, sem outros elementos concretos, que houve manifestação político-eleitoral por intermédio de terceiro.”

Fachin adia julgamento de Mendonça no caso Master e amplia indefinição no STF

Nova data para inclusão em pauta ainda será marcada

Mariana Muniz
O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, adiou o julgamento que estava previsto para a próxima quarta-feira, dia 23, sobre a atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master. A nova data ainda será definida.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira depois que o julgamento realizado na última terça abriu uma discussão mais ampla sobre a tramitação dos processos relacionados ao banco, incluindo a possibilidade de redistribuição dos casos e de análise conjunta dos procedimentos envolvendo Mendonça e Alexandre de Moraes.

QUESTÕES PENDENTES – Fachin considerou que essas questões precisam ser resolvidas pelo plenário antes de o Supremo avançar sobre o procedimento relacionado a Mendonça. Segundo o presidente da Corte, os pontos discutidos na questão de ordem têm “direta relação” com esse processo e incluem, inclusive, um questionamento sobre a regularidade da própria relatoria.

O impasse surgiu na sessão extraordinária de terça-feira, quando o plenário começou a analisar o procedimento relacionado às mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e envolvendo Moraes. Durante o julgamento, foi apresentada uma questão de ordem propondo que esse processo e o procedimento relacionado a Mendonça passem a tramitar conjuntamente e sejam redistribuídos de acordo com as regras internas do Supremo.

A proposta prevê ainda que, depois da eventual redistribuição, sejam identificados formalmente nos autos todos os magistrados mencionados nas investigações do Banco Master sobre os quais existam indícios de recebimento de valores indevidos. Depois disso, seria aberto prazo para que o procurador-geral da República e os magistrados citados se manifestassem.

INTERRUPÇÃO – A análise dessa questão de ordem, porém, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, o plenário ainda não definiu qual será o caminho processual dos casos.

Na avaliação de Fachin, manter o julgamento sobre Mendonça no dia 23 significaria analisar o caso enquanto ainda estão pendentes decisões que podem alterar justamente a forma como ele deve tramitar — inclusive quem será responsável pela relatoria.

“Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, escreveu Fachin no despacho assinado nesta quinta-feira.

INDEFINIÇÃO – A decisão acrescenta mais uma indefinição à condução dos processos relacionados ao Master no Supremo. O julgamento do dia 23 havia sido apontado como a próxima etapa da crise instalada na Corte, depois da sessão desta semana.

Na terça, os ministros se reuniram para analisar os desdobramentos do relatório da Polícia Federal que trouxe mensagens atribuídas a Vorcaro envolvendo Moraes. A sessão terminou sem uma definição, após o pedido de vista de Dino, e foi marcada por momentos de forte tensão entre integrantes do tribunal, incluindo um bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça.

CONFRONTO –  A decisão de Fachin ocorre no mesmo dia em que a crise interna do Supremo ganhou um novo capítulo, com outra troca pública de acusações entre Gilmar Mendes e André Mendonça.

Nesta quinta-feira, Gilmar voltou a criticar a condução de Mendonça no caso Master e acusou o colega de tentar obter ganhos políticos com a divulgação de informações das investigações. Ao defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o decano chamou Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” e comparou a exposição das mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro a práticas que atribuiu à Lava-Jato.

Mendonça reagiu por meio de nota. Sem citar Gilmar nominalmente, afirmou que a preocupação com a exposição de terceiros se manifesta de forma “seletiva” e disse que divergências entre ministros são legítimas, mas que não seria legítima a tentativa de constranger um julgador. O ministro também criticou o que chamou de “verborragia” e voltou a defender a adoção de um código de ética no Supremo.

“LEVIANDADE” – A nova troca de acusações ocorreu dois dias depois de os dois ministros protagonizarem um dos momentos de maior tensão da sessão extraordinária de terça-feira. Na ocasião, Gilmar acusou Mendonça de “leviandade” ao discutir as menções a Gonet nas investigações, e os dois bateram boca no plenário.

Também veio a público nesta quinta-feira um ofício enviado por Gilmar ao presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, no qual o decano questionou a forma como foi convocado o julgamento que referendaria a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O documento, enviado no último dia 11, afirma que houve entendimento prévio entre Fux e Mendonça para a realização da sessão sem comunicação antecipada a todos os integrantes do colegiado.

O CASO –  Os procedimentos abertos contra Moraes e Mendonça são desdobramentos da crise aberta a partir de um relatório da Polícia Federal sobre o celular de Vorcaro. A origem da crise está em um relatório produzido pela Polícia Federal, por ordem de André Mendonça, a partir do material apreendido no celular de Daniel Vorcaro. O documento identificou que o banqueiro tinha Moraes como um de seus interlocutores.

Mendonça, relator de investigações relacionadas ao Banco Master, encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR). A partir daí, o material passou a alimentar questionamentos sobre a existência ou não de elementos que justificassem uma investigação envolvendo Moraes.

A PGR se manifestou contra o prosseguimento da apuração e questionou a forma como o relatório foi produzido. A discussão, porém, deixou de ficar restrita aos autos e provocou uma disputa aberta dentro do Supremo.

SEGUNDA FRENTE – A reação de Moraes abriu uma segunda frente da crise. O ministro passou a questionar a atuação de Mendonça na condução do caso e pediu que fossem investigadas as circunstâncias em que o colega determinou diligências relacionadas às mensagens de Vorcaro.

Moraes chegou a incluir a apuração sobre Mendonça no Inquérito das Fake News, aberto em 2019 e então conduzido por ele. Fachin retirou posteriormente o episódio desse inquérito e abriu um procedimento separado para analisar os fatos.

Com isso, o Supremo passou a lidar simultaneamente com questionamentos sobre a conduta de dois de seus próprios ministros: de um lado, as mensagens envolvendo Moraes; de outro, a atuação de Mendonça na investigação.

No desespero, Gilmar defende Gonet, seu ex-sócio, e tenta desmoralizar Mendonça

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, decidiu pelo arquivamento do pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O pedido baseava-se em suposta prática de homofobia após

Como diz a propaganda na TV, Gilmar e Gonet, tudo a ver

Márcio Falcão e Ana Flávia Castro
TV Globo e g1

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma manifestação nas redes sociais em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, citado em mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

“Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele”, afirma Gilmar Mendes.

SIGILO DE CONVERSAS – “Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário”, prosseguiu.

Na publicação, Gilmar Mendes reiterou as críticas que tem feito contra o colega do Supremo, André Mendonça, e afirmou que trata-se de uma tentativa de “lucrar politicamente” com o fato. Ele também classificou o episódio como um “vazamento seletivo”.

“Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor?”, questionou.

DISSE GILMAR – “A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”, disse.

O ministro também falou em “vazamento seletivo”, comparou Mendonça a Deltan Dallagon e Sergio Moro, e defendeu que a atuação do relator do caso parece “vingança”.

“E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método”, declarou. “No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça”.

BATE-BOCA – A manifestação de Gilmar reitera o posicionamento que ele defendeu no plenário. As declarações geraram um bate-boca entre os ministros durante a sessão convocada para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

O bate-boca começou quando Gilmar Mendes saiu em defesa de Paulo Gonet, procurador-geral da República, que havia acabado de dizer que não teve relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

“É impressionante, senhor presidente, que uma pessoa da estatura do senhor Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso, sim, é leviandade [de Mendonça]. Um sujeito investido de um sentimento policialesco junto com os seus delegados. É impressionante a desfaçatez desse sujeito [Mendonça]”, esbravejou Gilmar.

MENDONÇA REAGIU – “A desfaçatez é de vossa excelência! Me respeite, me respeite. Isso aqui não é brincadeira!”, gritou André Mendonça.

“Pode chorar, pode chorar”, disse Gilmar Mendes.

“Não estou chorando não. Aqui não tem choro não. Respeite!”, declarou Mendonça.

Na sequência, o ministro Flávio Dino anunciou que estava pedindo vista do julgamento, cobrando providências por parte do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, sobre o bate-boca que acabara de ocorrer entre Gilmar e Mendonça.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Gilmar Mendes e Paulo Gonet, tudo a ver, como diz a propaganda na TV. São amigos há mais de 30 anos. Gonet foi sócio de Gilmar na Faculdade de Direito que fazia eventos com patrocínio de Vorcaro. Era esperado que Gilmar saísse em defesa do amigo e ex-sócio, porque eles são iguais em tudo. Como na piada machista da mulher do árabe, você pode bater neles sem saber o motivo, mas eles sabem por que estão apanhando… (C.N.)

A bela Capitu teria sido a “musa de olhos verdes” de Machado de Assis?

Poster CapituPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, crítico literário, dramaturgo, folhetinista, romancista, contista, cronista e poeta carioca Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) é amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Na paixão declarada pela “Musa dos Olhos Verdes” pode estar a definição da cor dos olhos de Capitu, a sedutora protagonista do romance “Dom Casmurro”, que tinha “olhos de ressaca” ou “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”.  

MUSA DOS OLHOS VERDES 
Machado de Assis                                          

Musa dos olhos verdes, musa alada,
Ó divina esperança,
Consolo do ancião no extremo alento,
E sonho da criança;

Tu que junto do berço o infante cinges
C’os fúlgidos cabelos;
Tu que transformas em dourados sonhos
Sombrios pesadelos;

Tu que fazes pulsar o seio às virgens;
Tu que às mães carinhosas
Enches o brando, tépido regaço
Com delicadas rosas;
Casta filha do céu, virgem formosa

Do eterno devaneio,
Sê minha amante,
os beijos meus recebe,
Acolhe-me em teu seio!

Já cansada de encher lânguidas flores
Com as lágrimas frias,
A noite vê surgir do oriente a aurora
Dourando as serranias.

Asas batendo à luz que as trevas rompe,
Piam noturnas aves,
E a floresta interrompe alegremente
Os seus silêncios graves.

Dentro de mim, a noite escura e fria
Melancólica chora;
Rompe estas sombras que o meu ser povoam;
Musa, sê tu a aurora!

Dark Horse: R$ 906 mil em hotelaria expõem o luxo por trás do filme de Bolsonaro

Produtora pagou por ‘hospedagem, gorjetas e massagens’

Dimitrius Dantas
O Globo

Notas fiscais e comprovantes de pagamentos enviados pela produtora Go Up, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelam que a empresa fez pagamentos consideráveis para a hospedagem do ator Jim Caviezel no Brasil, incluindo um pagamento de R$ 298 mil com a rubrica “Hospedagem, gorjetas e massagens Jim”.

Jim Caviezel é o protagonista do filme e interpreta o ex-presidente na obra que ainda não foi lançada. O valor indicado pela Go Up são apenas uma fração dos gastos concentrados no Hotel Unique, um dos mais luxuosos de São Paulo.

TRANSAÇÕES – De acordo com um relatório do Coaf ao qual a Polícia Federal teve acesso na investigação sobre o envio de emendas parlamentares pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), a Go Up fez nove transações para a empresa Unique Serviços de Hotelaria, no valor total de R$ 906,7 mil.

Entre as notas fiscais analisadas pelo O Globo, foi possível identificar pagamentos não só para a estadia de Caviezel mas também de outros integrantes de sua equipe, como seu empresário e o seu guarda-costas.

Em 24 de outubro de 2025, por exemplo, a Go Up realizou um pagamento de R$ 125 mil e, em seguida, outros dois repasses de R$ 34 mil para custear a hospedagem de dois seguranças privados identificados como Olsen e Willian e do segurança pessoal de Caviezel.

DIÁRIA – Em um dos exemplos identificados nas notas fiscais, a hospedagem de Caviezel e outras duas pessoas, um dos pagamentos da hospedagem de Caviezel e outros dois integrantes da sua equipe, durante o período de 1 de novembro a 10 de dezembro teve uma diária de R$ 9,2 mil.

Segundo as notas fiscais, os quartos do ator e do seu agente foram feitos em um contrato parcelado em seis vezes, com parcelas individuais de R$ 107 mil. Desde a revelação de que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, financiou a realização do filme, os gastos para a produção se tornaram foco de atenção.

Em um dos processos que teve o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, o orçamento total planejado para a película foi de US$ 25 milhões. A apresentação chegou a comparar os gastos do projeto com o de outros filmes. Segundo a apresentação, “Dark Horse” custaria mais que filmes que tiveram enorme sucesso comercial e de crítica, como “Selma” e “A Rainha”, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme, e similar ao orçamento de “Estrelas Além do Tempo”, que teve Octavia Spencer indicada na categoria de “Melhor Atriz Coadjuvante”.

Após a brigalhada em plenário, o código de conduta de Fachin perde espaço entre ministros

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Carlos Petrocilo
Gabriela Echenique
Folha

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e observadores da corte avaliam que a proposta do ministro Edson Fachin de criar um código de conduta para integrantes da corte ficou definitivamente inviabilizada após a traumática sessão desta terça-feira (15).

O nível de agressividade entre as diferentes alas da corte e a quebra de confiança interna devem enterrar qualquer possibilidade de que a medida, que já era polêmica, seja implementada.

ARTICULAÇÃO – Interlocutores dos ministros do Supremo afirmam, sob reserva, que a postura de Fachin durante o julgamento evidenciou que ele não tem condições de articular um eventual código de ética para os ministros.

O sentimento é que o presidente da corte sai enfraquecido perante os colegas. Não há clima neste momento para cumprir a previsão de apresentar uma versão do manual após a eleição, até porque a crise gerada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro não deve passar tão cedo.

CONVERGÊNCIA – A crise também expõe uma dificuldade mais profunda: a de reconstruir algum grau de convergência interna em uma Corte marcada por divergências cada vez mais públicas. A proposta de Fachin dependia não apenas de uma formulação jurídica, mas de um mínimo de consenso entre os ministros sobre limites de comportamento, transparência e convivência institucional. Depois do embate de terça-feira, esse consenso parece ainda mais distante.

Além disso, o episódio envolvendo Vorcaro ampliou as tensões em torno de informações, investigações e procedimentos que atingem diferentes integrantes do Supremo. Enquanto não houver uma acomodação dessas disputas, qualquer tentativa de estabelecer novas regras de conduta corre o risco de ser interpretada dentro da própria Corte como parte do conflito interno.

O desafio de Fachin, portanto, deixou de ser apenas elaborar um código: passou a ser recuperar as condições políticas e institucionais para que ele possa ser discutido pelos próprios ministros.

Pico de menções às denúncias sobre o “Dark Horse” acende alerta para Flávio Bolsonaro

Pedido de vista significa que o julgamento ficará suspenso até depois das eleições

Flávio Dino reverte afastamento de cúpula da PF, critica 'decisão em causa  própria' e aponta risco a investigações do caso 'Dark Horse' | G1

Dino procura evitar os efeitos da investigação de Moraes

Vicente Limongi Netto

O ministro Flávio Dino deu uma jogada de mestre ao retirar seu voto e pedir vista. Significa que esse julgamento ficará paralisado até depois das eleições, evitando que eleitores fiquem influenciados como era de interesse de Flávio Bolsonaro. O ministro André Mendonça conseguiu tumultuar o Supremo Tribunal Federal (STF) para influir nas eleições, o que o condenado Jair Bolsonaro não conseguiu. 

Parte da imprensa vem batendo forte no ministro Alexandre de Moraes, não pelos seus erros, mas pelos seus acertos. Moraes foi a voz mais forte contra a tentativa do golpe e foi graças ao relatório dele que levou o ex-presidente e militares de alta patente à condenação pelo plenário do STF. Isso é inédito na História do Brasil. Os bolsonaristas estão ressentidos, querem ver Moraes morto.

CONDENADO – Por sua vez, as pesquisas estão erradas ou os eleitores em torno de 40%, que votam em Flávio Bolsonaro não sabem que o inútil senador foi condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato. O processo foi arquivado por questões processuais.

Flávio Bolsonaro não refutou nenhum dos motivos que sustentavam a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro. Como não bastasse, Flávio Bolsonaro é o mais envolvido no caso do banco Master, está sendo investigado pela Policia Federal no STF, pela suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas e organização criminosa.

Flávio também deve explicações convincentes sobre os 140 milhões de reais que recebeu de Vorcaro para o filme de terror do pai dele e para sustentar o irmão idiota, Eduardo, nos Estados Unidos.

ENCANTAMENTO – Pasmado, ouço nesta noite de quarta um grupo de sabidas meninas da GloboNews encantadas com Flávio Bolsonaro. Falantes e esmeradas em especulações, já arriscam ações do filho do condenado na Presidência da República.

Algumas arriscam até mudanças que o senador inútil, amigão de Vorcaro, fará na Suprema Corte. Mudaram de lado mais cedo do que imaginava. Olhos de algumas delas agora brilham quando falam do Flávio Rachadinha. Volúveis politicamente.

Um repórter sentado entre elas tenta levantar o ânimo de Lula, lembrando que o jogo não acabou. Mas elas refutam, desdenham, acham graça do colega. Colecionadores gravaram o programa para ouvir e recordar mais adiante. O jornalismo brasileiro nunca esteve tão desmoralizado e indecoroso. 

Quando o Supremo passa a julgar a si próprio, é sinal de que a crise é muito grave

Era só o que faltava! Pai de Vorcaro pede a Fachin retomada de pedido de prisão domiciliar

Crise no STF cria impasse sobre prisão de Henrique Vorcaro

Pepita Ortega
O Globo

A defesa do empresário Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu nesta quarta-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que reveja a suspensão do processo no qual foi decretada sua prisão. A solicitação visa fazer com que o relator da Operação Compliance Zero, André Mendonça, analise um pedido de conversão da prisão preventiva de Henrique em domiciliar.

A suspensão mencionada por Henrique tem relação com a decisão em que Fachin determinou a remessa de todos os procedimentos relacionados às investigações sobre as fraudes do Banco Master (Operação Compliance Zero) e as fraudes ao INSS (Operação Sem Desconto). A determinação foi expedida quando o presidente do STF assumiu a relatoria do procedimento sobre as mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

“NÃO SE RESOLVEU” –  Em petição, os advogados de Henrique destacam que a suspensão do processo que envolve o empresário “não se resolveu” durante o julgamento do STF desta terça. Durante a sessão de ontem, os ministros debateram se o caso Moraes deveria ser julgado com o de Mendonça – procedimento sobre suposta parcialidade do ministro -, mas a discussão foi suspensa por um pedido de vista.

Na avaliação dos advogados do pai de Vorcaro, a falta de um desfecho no julgamento deixa em aberto a “questão de se saber qual será o órgão competente e qual será o relator” para a análise de pedidos feitos no âmbito das investigações do caso Master.

PRISÃO DOMICILIAR – Um desses pedidos, que havia sido dirigido a Mendonça, é para que a prisão preventiva de Henrique Vorcaro – que foi confirmada pela Segunda Turma do STF – seja convertida em uma domiciliar. Segundo os advogados do empresário, ele está preso há mais de 90 dias sem que haja uma nova fundamentação para a custódia.

A defesa pede a conversão da prisão de Henrique sob o argumento de que ele “padece de doença com grande capacidade de risco à vida”, uma “diverticulite recorrente”. Assim, pede a Fachin que devolva o caso a Mendonça para que ele analise tal pedido e o submeta ao crivo da Segunda Turma do STF.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEra só o que faltava. Agora inventaram que a família de Vorcaro, especialmente, estaria passando dificuldades de sobrevivência. Tudo conversa fiada. O pai de Daniel Vorcaro é tão perigoso quanto o filho. Existe a possibilidade de ser o chefe da quadrilha que o filho apenas ajudou a formar. Assim, é preciso recusar a prisão domiciliar, a qualquer custo. Todo cuidado é pouco. (C.N.)

Para favorecer Moraes, O Globo cria uma brecha inexistente no Regimento do STF

Piada do Século! Moraes acha que não será investigado e expulso do Supremo

Charge 24/12/2025

Charge do Marco Jacobsen (Arquivo Google)

Carlos Newton

É impressionante a arrogância de Alexandre de Moraes, que insiste em acreditar que não será investigado, julgado e expulso do Supremo Tribunal Federal. Do alto de prepotência que a soberba constrói, ele se julga acima de tudo, inatingível e inabalável.

Tornou-se assim uma figura grotesca, cuja importância não existe mais, sua imagem está absolutamente emporcalhada, mas ele continua, sentado naquela cadeira e dando ordens, como se fosse um Napoleão de hospício, treinando ordem unida com os pacientes.

VINGANÇA – Como Moraes alega ser jurista, deveria conhecer o ditado latino “Gloria mundi brevis est”, ou seja, a glória do mundo é passageira.  Enquanto durou sua temporada de glória, ele ultrapassou os limites processuais, interpretou criminosamente as leis e fez mal a muitas pessoas.

Como dizem os orientais e espiritualistas, agora ele está cumprindo seu karma, sem conseguir dormir, sem ter alegria nem motivos para levantar o ânimo. Pode fingir o quanto quiser, mas seu desempenho como ator será sempre é de canastrão, não adianta bancar o ministro, porque todos sabem que ele está acabado judicialmente.

Sua mais recente performance foi bizarra e patética, digna de ator de chanchada da Atlântida. Ele simplesmente recorreu ao STF pedindo que André Mendonça seja investigado por permitir a atuação de suposto infiltrado “estrangeiros” na Polícia Federal. Foi algo tão grotesco e ridículo que ninguém riu, ninguém disse nada, certamente ficaram com pena dele.

EM DISCUSSÃO – O pior é saber que essa hilariante denúncia será discutida na próxima sessão plenária, dia 23, como se a acusação tivesse algum fundamento, a não ser a desesperada imaginação criativa de um ministro que alegava ter salvo a democracia e havia quem acreditasse nele.

No recurso, Moraes teve a ousadia de afirmar que o relatório da PF que o incrimina é uma “vingança” à sua atuação como relator das ações que julgaram os integrantes do movimento golpista de 2022.

“Houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, disse Moraes, histrionicamente, ao pedir que Mendonça também seja investigado.

P.S. 1 – Agora, a bancada da corrupção alega que o resultado de 4 a 4 significa vitória de Moraes, mas isso não é verdade. O Regimento do STF é claro. Em todas as questões nas quais não pode haver empate, porque ocorreu suspeição de ministros, existe o voto de qualidade, seja em processo criminal ou administrativo. Juristas que defendem tese contrária estão distraídos ou exageraram na dose de uísque ou de Rivotril,

 P.S. 2 – Esta é a realidade da situação atual do Supremo, cujo plenário se reúne quarta-feira para julgar a lunática denúncia de Moraes sobre a PF. Ele continua se fingindo de ministro e ninguém ainda teve coragem de chamar a ambulância psiquiátrica para conduzi-lo a tratamento. É preciso reconhecer que Moraes não está bem e necessita de recuperação. Aliás, o Supremo tem um excelente plano de saúde e não falta dinheiro à família Moraes, que pode até preferir tratá-lo no exterior, mas não deve levá-lo aos Estados Unidos, onde ele não pode entrar, porque a ficha dele já está muito suja. (C.N.).

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Carolina Brígido
Estadão

Antes da sessão de terça-feira, 15, que foi marcada por bate-bocas e xingamentos no plenário, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já estavam em conflito. O panorama foi retratado por discussões registradas de Gilmar Mendes com Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

A virulência das mensagens fez com que Nunes Marques bloqueasse o colega em seu celular. O Estadão obteve acesso à íntegra das mensagens. Em tom de ataque, Gilmar sugeriu que ambos deixassem de julgar processos relacionados ao Banco Master.

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MENSAGENS GROTESCAS A FUX

Ao ministro Fux, Gilmar cobrou uma postura à altura da presidência da Segunda Turma, cargo que exerce. O pano de fundo era a decisão de Mendonça de afastar do cargo o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Leia a íntegra do diálogo:

Gilmar – Caro. Eh bom avisar qq movimento; vc eh o presidente da turma, nao assessor do Andre!

Fux – Isso é absolutamente indispensável avisar. Sei o meu lugar na Turma.

Gilmar – Vamos discutir essas questões no referendo da Liminar.

Fux – Vamos sim. Com toda a transparência como se exige de nossa postura institucional

Gilmar – Isso eh fundamental

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MAIS MENSAGENS DE GILMAR

Gilmar – Min. André volta a despachar na PET 16.662

08/09, 8h30 — Decreta o afastamento cautelar de Andrei.

08/09, 8h46 — Malu Gaspar publica a decisão.

08/09, 9h29 — Libera o referendo para a Segunda Turma, em sessão virtual.

08/09, 10h — Pedido de vista de Vossa Excelência.

08/09, 10h04 e 10h06 — Min. Fux e Min. Nunes Marques acompanham o relator, já depois do pedido de vista.

Gilmar- Isto revela qq coisa menos postura institucional. Espero que nao se repita.

Fux – Gilmar você deve dizer espero que não se repita pra quem você quiser. Pra cima de mim não. Ninguém nesse mundo diz pra mim como agir. Boa Noite por ora

Gilmar – Fux, soh cuide de atuar como Presidente da turma.

Fux – Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!

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ORDENS E PALAVROES

A Nunes Marques, Gilmar disse que o colega deveria deixar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e fez uso de um palavrão. Logo no início da sessão de terça-feira, Nunes Marques se declarou impedido de participar do julgamento sobre os indícios encontrados contra Alexandre de Moraes e deixou o plenário. Veja a conversa como foi escrita pelos ministros:

Gilmar – Vamos agora discutir na turma ou no plenário, o que existe? Todos dizendo q vcs sao reféns do andre… ok abram as contas.

Gilmar – Vc e o Fux parecem servis, submissos…

Gilmar – Assumam q estao ferrados e saiam dos processos. Abram as contas

Nunes Marques – Me respeite Gilmar. Isso não é postura

Gilmar – Não julguem porra

Gilmar – Não respeito a quem nao se dá respeito

Gilmar – Vc tem de sair do tse tambem

Nunes Marques – Então não me tecle pois não falo com quem não me respeita

Gilmar – Abra suas contas antes de julgar qualquer coisa dessa caso nq turma

Nunes Marques – Abro com o maior prazer. Há 15 anos que presto contas de tudo.

Nunes Marques – como juiz

Gilmar – Kassio, papo encerrado. Marmelada bao das. Hah falei com Fux. Eu entendo de Malandro.

Nunes Marques – Claro que você entende …

Gilmar – Tramoias ….

(Nunes Marques bloqueou Gilmar)

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Fica mais do que claro que Gilmar Mendes é o chefão da quadrilha instalada no Supremo e pensa (?) que pode mandar em todos os ministros. Ele precisa ser afastado o quanto antes pelo Senado, para ser processado e julgado por algum dos múltiplos pedidos de impeachment que já existem contra ele.  Apenas isso. (C.N.)