Alcolumbre, principal defensor de Toffoli e Moraes, já desistiu de protegê-los

Alcolumbre dá sinal verde e Senado adia revisão da Lei do Impeachment para  2026

Alcolumbre sabe que pode ser a próxima vítima do Master

Carlos Newton

Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes contavam – e ainda acham que contam – com o apoio do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para estancar a sangria e evitar o agravamento da crise do Supremo, como se isso fosse possível.

O presidente do Congresso fez o que pode, mas tudo tem limite, até porque ele tem enorme telhado de vidro e o apoio a envolvidos em corrupção ameaça atingi-lo na sequência, envolvido no próprio caso Master.

SEM CPI – Sentado em cima do Regimento Interno do Congresso, Alcolumbre está evitando a convocação da CPI do Master, mas não tem como impedir que o assunto domine as discussões no Congresso, especialmente no Senado, que tem a prerrogativa de aprovar impeachment de ministros do Supremo.

Na semana passada ele fez o possível para evitar que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida por Renan Calheiros (MDB-AL), criasse um grupo de trabalho para acompanhar o caso Master.

CRIME ORGANIZADO – Para Alcolumbre, o pior mesmo é a CPI do Crime Organizado, comandada por três senadores com atuação livre de influências político-partidárias – Fabiano Contarato (PT-ES), presidente; Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente; e Alessandro Vieira (MDB-SE), relator.

Eles contam com apoio da maioria da CPI e vão fazer um estrago, convocando para depor o banqueiro Daniel Vorcaro e os irmãos e o primo de Dias Toffoli, entre outros envolvidos no escândalo do Master.

Alcolumbre é um dos parlamentares mais corruptos do atual Congresso e chegou a presidência do Senado por causa do apoio irrestrito do presidente Lula da Silva, que atende a todos os pedidos dele e tem garantid0 a liberação de cada vez mais emendas parlamentares, apesar do fim do chamado orçamento secreto. No ano passado, o total bateu recorde – mais de R$ 50 bilhões em emendas de senadores e deputado.

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P.S.
Alcolumbre não tem saída e será obrigado a apoiar as decisões da CPI do Crime Organizado. Ele já está consciente que é um risco tentar proteger Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, porque o alvo seguinte do caso Master pode ser ele, responsável pela nomeação de seu cúmplice Jocildo Lemos na presidência do Fundo de Pensão dos Servidores do Amapá, que a pedido do próprio Alcolumbre “investiu’ R$ 500 milhões no Master. Por tudo isso, não esqueçam de comprar pipocas. (C.N.)

Ao suspender penduricalhos, Dino envia recado a Fachin e aumenta tensão no STF

Sem medo do ridículo, Janja vai desfilar no Carnaval do Rio, aplaudida por Lula

Ao visitar barracão, Janja confirma presença no desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula - Agenda do Poder

Janja visitou o barracão e ficou empolgada com o desfile

Vicente Limongi Netto

É surpreendente e estarrecedora a notícia de que a primeira-dama da República, dona Janja da Silva, está irredutível e vai desfilar neste domingo no Sambódromo do Rio de Janeiro, como destaque da Escola Acadêmicos de Niterói.

O enredo é uma homenagem direta ao presidente – “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” e pode dar problema como campanha eleitoral antecipada. Mas Lula não quer nem saber e até palpitou na letra do samba, composto para louvar a trajetória do menino pobre que chegou ao Palácio do Planalto.

A respeito do curioso e deplorável episódio, o respeitado jornalista e escritor Pedro Rogério Moreira fez o seguinte desabafo: “Essa Janja está brincando com fogo. Anuncia que vai desfilar no Sambódromo, na escola de samba que está homenageando o Lula. Ora, é uma sem noção. Expor o presidente da República desta maneira! Sinceramente…

HORA DE BRINCAR – O povo merece sambar, beijar, abraçar, xingar, berrar, curtir uma bebidinha. Tudo com ternura divertida. Ninguém merece mais alegrias no carnaval do que o povo.

Carnaval é válvula de escape dos que trabalham duro. Acordam de madrugada. Pegam duas conduções para chegar no trabalho. É hora do povo guerreiro cair feliz na folia. Durante quatro dias esquece os problemas os desapontamentos com figurões da República.

Salários baixos.  Alimentos caros. Roubalheiras que humilham o Brasil e os cidadãos de bem. Na quarta-feira de cinza o Brasil cai na realidade. O povo tira a fantasia. Limpa os confetes do rosto. Volta ao cotidiano com o que tem de mais rebelde – a fibra para continuar vivendo.

MAIS TURISTAS – O fluxo de visitantes internacionais será o grande diferencial do Carnaval 2026, em comparação à festa dos anos anteriores. A expectativa é de que o mês da folia termine com 1,42 milhão de turistas estrangeiros passando pelo País, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O número representará um recorde histórico para o período, com crescimento de 4,0% em relação a 2025. Esse movimento é o principal suporte para a projetar um faturamento total de R$ 14,48 bilhões para o setor no feriado.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a chegada recorde de estrangeiros representa uma oportunidade única para o fortalecimento da economia nacional: “O Carnaval é o ‘Natal do turismo brasileiro’ e a presença massiva de estrangeiros, que já injetaram mais de US$ 7 bilhões na nossa economia em 2025, impulsiona não apenas os grandes centros, mas toda a cadeia do comércio de bens e serviços. É uma engrenagem que reafirma o Brasil como um destino global competitivo”.

Caso Master expõe fragilidade dos fundos de pensão, aponta especialista

Para travar Ratinho Jr. no Planalto, Flávio acena com palanque a Moro no Paraná

Ex-juiz pode se filiar ao PL para concorrer no Paraná

Raphael Di Cunto
Folha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ameaça apoiar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na eleição para o Governo do Paraná caso o governador Ratinho Jr. (PSD) decida concorrer à Presidência da República. Está na mesa inclusive a filiação ae Moro o PL, já que ele enfrenta dificuldades para viabilizar sua candidatura pelo seu atual partido.

A negociação pode implodir o acordo do PL do Paraná com Ratinho Jr, e ambos marcaram de conversar após o Carnaval para tentarem uma composição. O governador saiu de férias na última terça-feira (10) e só deve retornar ao país no dia 25 de fevereiro. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estava num roteiro internacional para encontrar líderes da direita em outros países.

ACERTO – Antes da candidatura presidencial de Flávio, o PL acertou que apoiaria o candidato escolhido por Ratinho Jr. para sua sucessão em troca de espaço para o deputado federal Filipe Barros concorrer ao Senado. Hoje o mais cotado é o secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), mas o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) também disputam a vaga.

Flávio tem atuado para construir palanques próprios em todos os estados e quer evitar o apoio a um candidato que rivalize com ele nacionalmente. Por isso, segundo três interlocutores, passou a conversar com Moro sobre a possibilidade de apoiar sua candidatura ao governo, como forma de enfraquecer Ratinho Jr. e fazê-lo desistir da eleição presidencial.

O governador ainda não decidiu se concorrerá à Presidência ou ao Senado. Aliados dizem que ele tem oscilado de posição nas conversas reservadas. Ora avalia que não haverá espaço por causa da polarização entre um Bolsonaro e o presidente Lula (PT), ora demonstra otimismo sobre a possibilidade de ir ao segundo turno e vencer por causa da menor rejeição entre os eleitores ao seu nome.

PRESSÃO – Também pesa na decisão, segundo três aliados, uma pressão de seu pai, o apresentador de TV e empresário Carlos Massa, o Ratinho, por receio de que isso afete os negócios da família, como concessões de televisão e rádio pelo país.

Outra preocupação é a manutenção do seu grupo no comando do Paraná. Com uma avaliação positiva superior a 80%, Ratinho planeja fazer o sucessor, mas Moro tem aparecido na liderança de pesquisas de intenção de voto, puxado pela popularidade conquistada nos tempos como juiz da Operação Lava Jato.

O Paraná é um estado com eleitorado mais à direita, e o apoio da família Bolsonaro tem peso. Na eleição de Curitiba em 2024, a jornalista Cristina Graeml foi ao segundo turno concorrendo pelo nanico PMB e ameaçou o candidato de Ratinho Jr. após sinalizações de endosso do ex-presidente Bolsonaro.

RISCO – O apoio de Bolsonaro a Moro, na visão de aliados do governador, é um risco e pode ser decisivo na eleição. Além disso, a filiação ao PL –sigla com maior tempo de propaganda na TV e rádio e maior fatia do fundo eleitoral– mudaria o cenário.

No atual partido, o União Brasil, Moro encontra dificuldades. Conquistou o comando local após meses de pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas pelo menos dois deputados federais (Felipe Francischini e Nelson Padovani) estão de saída para continuarem no grupo do governador.

Moro ainda depende do PP, sigla que comandará a federação com o União Brasil no Paraná e já afirmou publicamente que não deseja apoiá-lo. O presidente estadual do PP, deputado Ricardo Barros (PR), lidera a resistência contra o ex-juiz. “Hoje, o que está definido é que o Moro não será nosso candidato”, diz.

NEGOCIAÇÃO –  Barros afirma que a federação está livre para negociar com Ratinho Jr, mas que também pode lançar candidato próprio –a ex-governadora Cida Borghetti, o ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati ou Greca, se ele não tiver espaço no grupo do governador e resolver trocar de partido. “Temos alternativas que dialogam melhor com a política”, declarou.

Questionado pela Folha, Moro não comentou as conversas com o PL, mas insistiu em nota que pretende concorrer pelo atual partido. “O senador Sergio Moro permanece no União Brasil, partido que garantiu sua candidatura ao governo do Paraná nas eleições de 2026. As divergências com PP serão resolvidas com diálogo”, respondeu por meio de sua assessoria.

Políticos do PP afirmam que a mudança para o PL pode não ocorrer porque o clima está mais favorável a Moro dentro da federação. Um aliado do presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), diz que ele está mais propenso a defender essa candidatura por entender que isso aumentará o número de deputados federais e senadores do grupo. Essa permanência poderia ocorrer mesmo com o apoio de Flávio. O senador tem até 4 de abril para decidir qual partido estará filiado para concorrer, prazo limite para quem vai disputar a eleição de 2026.

STF avança para julgamento de Ramagem enquanto extradição segue em curso

Caso entra na fase final antes do julgamento

Fernanda Vivas
G1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última quarta-feira (11) a abertura de prazo de 15 dias para que acusação e defesa apresentem alegações finais na ação que trata de crimes atribuídos ao deputado cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) após sua diplomação como deputado federal.

A decisão marca a entrada do caso na fase final antes do julgamento, isto é, quando ainda é permitido às partes apresentarem suas últimas considerações e argumentos. Ramagem, que está foragido após deixar o país para ir morar nos Estados Unidos, foi interrogado por uma juíza auxiliar do gabinete de Moraes na semana passada. Na ocasião, ele pegou ter cometido os crimes.

DELITOS – Ramagem foi ouvido após Moraes decidir retomar a ação penal contra o ex-deputado pelos dois crimes praticados após sua diplomação como deputado federal: os delitos de dano qualificado e de deterioração do patrimônio tombado, praticados em 8 de janeiro de 2023.

A ação penal, suspensa por decisão da Câmara dos Deputados, foi retomada após Ramagem ter o mandato cassado pela Mesa da Câmara no ano passado. Como ele deixou de ser deputado, perdeu a imunidade parlamentar que seus colegas haviam lhe dado.

Ramagem já foi condenado a 16 anos de prisão, em setembro, por outros três crimes cometidos antes de sua diplomação, realizada no final de 2022: abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; e organização criminosa. No entanto, ele fugiu do país pouco antes de ter a prisão decretada em definitivo, e está morando nos Estados Unidos desde então.

EXTRADIÇÃO – No fim de janeiro, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem já foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano pela via diplomática.

O pedido de extradição foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro do ano passado, após a fuga. De acordo com as investigações da Polícia Federal, Ramagem saiu do país de forma clandestina pela fronteira do Brasil com a Guiana, sem passar por controle migratório.

PASSAPORTE DIPLOMÁTICO – No país vizinho, embarcou no aeroporto de Georgetown com destino aos Estados Unidos, onde teria ingressado utilizando passaporte diplomático, apesar de existir determinação judicial para o cancelamento do documento. Aliados do ex-deputado afirmam que ele pretende pedir asilo político nos Estados Unidos, o que pode prolongar a tramitação do pedido de extradição.

Quando a PGR apresentou a denúncia contra Ramagem e outros sete réus do núcleo crucial da trama golpista, no início do ano passado, a Câmara fez uma votação para decidir se autorizava o processamento criminal do deputado.

Investigação do Banco Master divide analistas entre transparência e risco político

Na mesma máscara negra que esconde o teu rosto eu quero matar a saudade…

Sambistas celebram o centenário da Voz do Morro com shows no CCBB-BH -  Cultura - Estado de Minas

Zé Kéti era a verdadeira voz do morro, sim, senhor…

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Zé Kéti, nome artístico de José Flores de Jesus (1921-1999), sentiu a sua carreira começar a deslanchar em 1955, quando o seu samba “A voz do morro”, gravado por Jorge Goulart, pela Continental, fez enorme sucesso na trilha do filme “Rio 40 graus”, de Nelson Pereira dos Santos. O portelense Zé Keti é o autor da marcha-rancho “Máscara Negra”, com seu parceiro Pereira Matos. Uma das mais belas composições do Carnaval brasileiro, foi gravada pelo próprio Zé Keti e depois por Dalva de Oliveira, fazendo enorme sucesso.

MÁSCARA NEGRA
Zé Kéti e Pereira Matos

Quanto riso! Oh! quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão.
Arlequim está chorando
Pelo amor da Colombina
No meio da multidão. (bis)

Foi bom te ver outra vez,
Está fazendo um ano,
Foi no carnaval que passou.
Eu sou aquele Pierrô
Que te abraçou
E te beijou meu amor.

Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade.
Vou beijar-te agora,
Não me leve a mal:
Hoje é carnaval.
Vou beijar-te agora,
Não me leve a mal:
Hoje é carnaval.

Confirmado! Celular de Vorcaro libera jatinho até para a ex-mulher de Toffoli

Climão' nos bastidores: como o STF negou a suspeição de Toffoli, mas o  convenceu a deixar o caso Master

Aos 58 anos, Toffoli tem muito tempo para se arrepender

Malu Gaspar
O Globo

O relatório de 200 páginas da Polícia Federal (PF) sobre as conexões entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem um trecho dedicado especialmente à advogada Roberta Rangel, com quem ele foi casado por 12 anos, até o início de 2025.

Entre os fatos apontados como indícios de suspeição para continuar como relator do caso Master estão propostas de contrato para a advogada atuar em dois processos de interesse do Vorcaro: na Operação Fundo Fake, que investigou fraudes em fundos de pensão municipais em 2020, e a votação da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) 81, que discutia a restrição criada pelo Ministério da Educação à criação de cursos de medicina e ingressou no STF em junho de 2022.

PRISÃO REVOGADA – Vorcaro foi um dos investigados no Fundo Fake e chegou a ter sua prisão decretada em 2019, mas a ordem nunca foi cumprida e acabou revogada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Seu interesse no caso da ADC 81 teria relação com a Ulbra, universidade de que ele comprou o controle em 2022.

No julgamento, Toffoli acompanhou o ministro Gilmar Mendes mantendo as limitações para novas faculdades, o que não afetava a Ulbra. Sua posição não foi decisiva nesse ponto específico, mas teve papel central ao definir que os cursos já instalados por liminar judicial ou estivessem em fase avançada de análise no MEC poderiam funcionar – que era o caso da Ulbra.

Nas duas ações apontadas pela PF no relatório, Vorcaro encaminha ao advogado Walfrido Warde prints com as minutas de contratos para Roberta. O primeiro print, sobre a Fundo Fake, é enviado em 16 de dezembro de 2020 e o segundo, em 21 de setembro de 2022.

JATINHO CARNAVALESCO – Há ainda uma terceira ocasião em que Vorcaro menciona Roberta nas mensagens. No final de fevereiro de 2025, ele envia a um funcionário da companhia Prime You, de que ele era sócio e que operava suas aeronaves, uma autorização para Roberta usar um jatinho Embraer 500 Phenom 300 para ir de Brasília a Ourinhos (SP) no dia 1º de março de 2025, sábado de carnaval.

O aeroporto de Ourinhos é o mais próximo do resort Tayayá, que fica no interior do Paraná, próximo à divisa com São Paulo, em que Toffoli era sócio.

Todas essas informações surgem no relatório entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, como indícios que merecem avaliação para eventual arguição de suspeição ou impedimento.

NEGANDO TUDO – Procurada pela equipe da coluna, Roberta negou ter usado o avião do dono do Master e disse que não atuou de fato em nenhuma das duas ações citadas nos prints. Mas admitiu que, no caso da Fundo Fake, “pode ter constado” em procuração para defender Vorcaro. Na verdade, ela aparece como representante do banqueiro em uma decisão do desembargador Néviton Guedes, do TRF-1.

Sobre a ADC 81, Roberta disse que apenas subscreveu a procuração a pedido de Walfrido Warde – mas não como representante de Vorcaro, e sim de uma associação de escolas, a Abrafi.

TODOS ATUARAM – Afirmou, ainda, que “o Brasil todo atuou” como amicus curiae na ADC 81, uma vez que a questão era de interesse de muitos grupos e entidades. E que, de acordo com a jurisprudência do STF, esse tipo de ação coletiva, conhecida como “de controle concentrado”, não gera suspeição.

Roberta trabalhou para o Warde Advogados, que representa o Master e Vorcaro em diversos processos, entre fevereiro de 2021 e o final de 2022.

Em resposta enviada à equipe da coluna, Toffoli disse que “desde que entrou no Supremo, ele encaminhou ofício ao distribuidor declarando-se impedido de julgar todos os casos relativos à advogada Roberta Rangel, que é sua ex-esposa”. A respeito da questão de suspeição e impedimento, afirmou, ainda, que “a arguição foi arquivada por unanimidade pelo plenário do STF”.

FOI RENÚNCIA – Na verdade, Toffoli renunciou à relatoria do caso Master na última quinta-feira, após ser pressionado pelos colegas de STF em uma tensa e longa reunião a portas fechadas.

O advogado Walfrido Warde enviou uma nota em que afirma que “Roberta Rangel foi sócia do Warde Advogados em São Paulo, mas manteve seu escritório em Brasília, como a legislação permite. Warde Advogados fez uma pesquisa de procurações nos seus controles internos e no site do TRF-1. Não encontrou nada.

Warde não se recorda dessa troca de mensagens de WhatsApp. Além disso, como a reportagem mesmo informou, as propostas não são para ele”.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs jornalistas Malu Gaspar e Lauro Jardim conseguiram quebrar o bloqueio da Organização Globo, foram desmentidos pelos denunciados, mas confirmaram suas acusações, de forma irrefutável. A imprensa inteira teve de aderir, e a Suprema Corte se tornou uma nova Lava Jato, que vai movimentar o noticiário nesta segunda metade da década. E assim podemos ter esperanças de que, enquanto houver jornalistas livres, este país pode melhorar muito – e com facilidade. (C.N.)

Unanimidade no STF contra Toffoli na relatoria e revela tensão inédita na Corte

Permanência de Toffoli no caso ficou insustentável

Pedro do Coutto

A decisão unânime do Supremo Tribunal Federal de aceitar a renúncia de Dias Toffoli à relatoria do processo envolvendo o Banco Master encerra um dos episódios institucionais mais delicados dos últimos anos na mais alta instância judicial brasileira.

O desfecho, aprovado por dez votos a zero, não surpreendeu quem acompanhava de perto o ambiente interno da Corte: a permanência do ministro na condução do inquérito tornou-se politicamente insustentável, não apenas pelo conteúdo das investigações, mas sobretudo pelo impacto reputacional que começava a irradiar para o próprio tribunal.

ATRITO – A crise ganhou densidade com o crescente atrito entre o ministro e a Polícia Federal, em um momento em que a investigação passou a envolver comunicações com Daniel Vorcaro, controlador do banco sob escrutínio.

Independentemente da natureza jurídica dessas interações, sua mera existência colocou em causa a percepção pública de imparcialidade — um capital simbólico essencial para qualquer relator em processos de elevada sensibilidade política e financeira. No Supremo, onde a legitimidade depende tanto da legalidade das decisões quanto da confiança social em sua neutralidade, a erosão dessa percepção torna-se rapidamente um problema coletivo.

MAL-ESTAR – Foi precisamente essa dimensão institucional que pesou no desfecho. Ao longo das últimas semanas, relatos de bastidores indicavam que o mal-estar deixou de ser individual para assumir contornos sistêmicos, contaminando a imagem da Corte em um momento já marcado por tensões entre poderes e por forte polarização política. A renúncia, nesse contexto, funcionou como uma válvula de contenção: um gesto que busca preservar a credibilidade do tribunal e, simultaneamente, blindar os atos processuais já praticados, evitando que futuras decisões pudessem ser questionadas com base na suspeição do relator.

A unanimidade do plenário é, por si só, um sinal político inequívoco. Mais do que uma simples concordância formal, ela traduz a percepção de que o custo institucional da permanência de Toffoli ultrapassava largamente qualquer benefício jurídico. No Supremo, raramente se assiste a consensos tão claros em matérias que envolvem diretamente um de seus membros. O episódio evidencia, assim, a prioridade atribuída à preservação da autoridade do tribunal enquanto instituição, mesmo que isso implique o isolamento circunstancial de um de seus ministros.

DERROTA DE TOFFOLI – Do ponto de vista pessoal e político, a renúncia representa uma derrota significativa para Toffoli. A condução do processo transformou-se em um foco contínuo de pressão midiática e interna, colocando-o em posição progressivamente mais defensiva e hostil no espaço público. A decisão de abandonar a relatoria não apaga o desgaste acumulado, mas sinaliza uma tentativa de reposicionamento estratégico, em um cenário em que se multiplicam especulações sobre o futuro do ministro na Corte e sobre a possibilidade de abreviar seu ciclo no tribunal.

Mais do que um episódio individual, o caso revela os limites de tolerância institucional do Supremo diante de potenciais conflitos de percepção e da crescente vigilância pública sobre a atuação de seus membros. Em um ambiente democrático marcado por escrutínio permanente, a autoridade das instituições judiciais depende não apenas da correção formal das decisões, mas da confiança social em sua independência. Ao aceitar a renúncia por unanimidade, o tribunal procurou reafirmar esse princípio: a credibilidade da Justiça, sobretudo no topo do sistema, não admite zonas de ambiguidade prolongada.

Itália conclui análise e a decisão sobre extradição de Zambelli se aproxima

Corte poderá anunciar a decisão nos próximos dias

Rafaela Gama
O Globo

A Justiça italiana finalizou na última quinta-feira a análise do pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, presa desde julho do ano passado. A Corte de Apelação de Roma, onde o processo transcorre, terminou de examinar o mérito do caso hoje e deverá anunciar a sentença nos próximos dias.

A decisão, no entanto, ainda poderá ser alvo de recurso que tende a ser apresentado pela defesa de Zambelli e pelo Ministério Público do país. Antes, a análise do caso foi adiada quatro vezes e também interrompida ontem, após a defesa alegar que a audiência foi “exaustiva”.

PEDIDO NEGADO – Na terça-feira, a Justiça também negou o pedido feito pelos advogados de Zambelli para a troca dos juízes responsáveis pelo processo, em função de alegações de falta de imparcialidade do colegiado. Segundo eles, os magistrados já teriam um posicionamento favorável à extradição pelas decisões proferidas ao longo do processo.

O pedido, no entanto, não foi bem recebido por integrantes do Judiciário brasileiro, como informou o colunista Lauro Jardim. Do lado do governo brasileiro, a avaliação é de que se tratou de uma “medida desesperada” e que o “cerco” contra a ex-deputada “está se fechando”.

CONDENAÇÃO – Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão, passando a ser considerada foragida no Brasil. Em dezembro, a Corte também ordenou a cassação do mandato dela, revogando uma decisão contrária da Câmara. Ela entregou uma carta de renúncia à Casa três dias depois.

A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio, passando pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ.

A Justiça italiana decidiu mantê-la detida na penitenciária feminina de Rebibbia, na capital do país, durante o julgamento por entender que há risco de fuga. Segundo o governo brasileiro, caso seja extraditada, a ex-parlamentar ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

Toffoli não confia em bancos e aplica sua fortuna no mercado imobiliário

Não é o Toffoli, mas a mulher! Ah, bom! — Conversa Afiada

Patrimônio de Toffoli cresceu muito depois do casamento

Andre Shalders e Andreza Matais
Metrópoles

Ao longo dos últimos anos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e seu núcleo familiar construíram um patrimônio imobiliário considerável no Distrito Federal. A última aquisição é um apartamento de alto padrão, de 154 metros quadrados, no Setor Noroeste, bairro com o metro quadrado mais caro do DF.

A propriedade foi comprada pela filha de Toffoli, Pietra Ortega Toffoli, por R$ 2,5 milhões, em fevereiro passado. A escritura não menciona alienação fiduciária a bancos, ou seja, financiamento. Isso sugere que o imóvel foi comprado à vista. Hoje com 25 anos, Pietra estudou odontologia da Universidade de Brasília (UnB).

TUDO DECLARADO – Toffoli disse à coluna, por meio da assessoria, que “todas as receitas e patrimônios estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal do Brasil”.

O imóvel adquirido mais recentemente por Toffoli é um apartamento no Noroeste, de 47 metros quadrados. A propriedade foi avaliada em R$ 600 mil por corretores consultados pela coluna. Foi adquirida em abril de 2024 pelo ministro. No entanto, o valor declarado na escritura foi de apenas R$ 183 mil — o que está fora da realidade de Mercado do bairro.

No ato da compra, os donos cedem o direito de “usufruto vitalício” a uma mulher de 50 anos identificada no documento como empregada doméstica.

OUTRA EMPREGADA – Em maio de 2022, Toffoli comprou uma quitinete no Lago Norte, com 31 m². O valor declarado foi de R$ 79,5 mil. Na época, o imóvel valia entre R$ 240 mil e R$ 250 mil. Hoje, corretores avaliam a mesma propriedade em cerca de R$ 350 mil.

A escritura transfere o “usufruto vitalício” do imóvel a outra mulher, de 54 anos, também identificada como empregada doméstica.

Ela informou como um de seus endereços anteriores outra propriedade da família Toffoli: uma casa de 451 metros quadrados no Lago Norte. Com dois andares e piscina, esse imóvel também está em nome de Pietra, filha do ministro. VALORIZAÇÃO – A casa foi comprada por Toffoli ainda em 2006, por R$ 700 mil. No entanto, em 2023, o ministro transferiu a propriedade para a filha, declarando o valor de R$ 2,3 milhões.

Segundo corretores especializados na região, uma casa com metragem semelhante na mesma quadra não sai por menos de R$ 4,2 milhões.

Em apenas três anos, de 2022 a 2025, Toffoli, a filha e sua então mulher, a advogada Roberta Rangel, adquiriram quatro novos imóveis, avaliados em cerca de R$ 4,9 milhões. Assim como no caso do apartamento no Noroeste, não há menção a financiamentos nas escrituras.

R$ 26,5 MILHÕES – Somados, todos os imóveis em nome de Toffoli, da filha Pietra, de Roberta Rangel e do escritório chegam a R$ 26,5 milhões em valor de mercado. Só os bens em nome do escritório somam cerca de R$ 12 milhões.

A conta é pertinente, pois o volume de trabalho de Roberta Rangel aumentou nos tribunais superiores desde a nomeação de Toffoli para o STF. O número de causas dela no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) cresceu 140% após a nomeação do ex-marido.

Enquanto esteve casada com Toffoli, Roberta Rangel também arrematou um apartamento de 83 m² no mesmo Setor Noroeste. A aquisição, à vista, ocorreu em outubro de 2023. À época, o valor declarado na escritura foi de R$ 669 mil. Hoje, porém, um apartamento com a mesma metragem e no mesmo prédio é anunciado por R$ 1,25 milhão.

UMA COBERTURA – Em dezembro passado, após o fim do relacionamento com Toffoli, Roberta Rangel comprou mais um apartamento. Desta vez, uma cobertura na Asa Norte, com área de 259 m². Um imóvel no mesmo prédio, de alto padrão, está anunciado por R$ 4,1 milhões. Novamente, não há menção a financiamento bancário na escritura.

Antes de se tornar ministro do STF, em outubro de 2009, Toffoli foi sócio de um escritório de advocacia. A banca levava o nome de “Toffoli & Rangel Advogados”, mas hoje é apenas “Rangel Advogados”.

O escritório era conduzido por Dias Toffoli e pela advogada Roberta Maria Rangel, que anos mais tarde viria a se casar com o ministro — os dois oficializaram a união em dezembro de 2013 e ficaram juntos pelo menos até meados do ano passado. O ministro foi sócio do escritório de agosto de 2005 a fevereiro de 2007.

BEIRA DO LAGO – Meses depois de Dias Toffoli tomar posse como ministro do STF, o Rangel Advogados fez uma importante aquisição: um terreno de 1.875 m² no Lago Norte. O valor declarado na compra, realizada em dezembro de 2009, foi de R$ 1 milhão. Hoje, a propriedade vale pelo menos R$ 7 milhões, segundo corretores consultados pela coluna.

A primeira dona do terreno foi a ex-deputada federal Ivete Vargas (1927-1984), sobrinha-neta do ditador Getúlio Vargas (1882-1954).

Na escritura consta o nome de casada da então presidente do antigo partido PTB: Cândida Ivete Vargas Martins. Ela é descrita no documento como “funcionária pública” e moradora do Rio de Janeiro (RJ).

DA SOGRA DE TOFFOLI – No jargão imobiliário de Brasília, o terreno é chamado de “ponta de picolé”: fica no fim da rua, com os fundos dando acesso direto ao Lago Paranoá. O terreno está vazio, tomado pelo mato.

Anos atrás, os donos cercaram o local com alambrado, depois que passou a ser usado por banhistas para acessar o lago.

Questionado pela coluna, um vizinho disse que o terreno seria “da sogra do Toffoli”

CONJUNTO DE SALAS – Além desse imóvel, o Rangel Advogados também comprou, em agosto de 2009, um conjunto de salas que somam 295 m². Esse imóvel fica em um prédio de escritórios ao lado dos principais tribunais superiores de Brasília. Hoje, vale pelo menos R$ 4,4 milhões e é o endereço do Rangel Advogados até hoje.

Até esta quinta-feira (12/2), Toffoli nunca havia mencionado publicamente nenhuma outra fonte de renda além do subsídio do STF — em janeiro, a remuneração líquida foi de R$ 46.571,74.

Nesta quinta, o ministro admitiu, em nota, ser sócio de dois de seus irmãos na empresa Maridt Participações S.A. Apesar de estar registrada em uma casa simples e sem indícios de atividade empresarial em Marília (SP), a Maridt era dona de 17% do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (SP), até março passado. Na Receita Federal, o capital social declarado da Maridt é de apenas R$ 150.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Vejam que Toffoli é inovador em termos de ganhar dinheiro rapidamente, mas continua a ser conservador ao escolher investimento, preferindo aplicar sua fortuna em imóveis, que não tem o mesmo risco do que investir em bancos como o Master… Ele sabe que dinheiro na mão é vendaval. (C.N.).

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Andrei Rodrigues enfrentou o Supremo de peito aberto

Carlos Newton

O clima de carnaval que invade o país passa longe, muito longe, da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Na capital, que sempre se esvazia nessa época do ano, a crise do Supremo atinge também o Planalto e o Congresso, em função das ligações perigosas do banqueiro Daniel Vorcaro com muitas das principais autoridades da República.

Nesta sexta-feira, 13, as bruxas estiveram soltas em Brasília e não estavam fantasiadas. Eram assombrações de verdade, que na véspera se infiltraram na reunião secreta dos dez integrantes do Supremo Tribunal Federal e depois divulgaram as patéticas e comprometedoras afirmações dos ministros que apoiaram apaixonadamente o companheiro Dias Toffoli.

PODER360 – Certamente influenciadas pelo nome do excelente portal de notícias criado por Fernando Rodrigues (ex-Folha), um jornalista de verdade, as bruxas resolveram demonstrar que o Supremo, o Congresso e o Planalto na verdade não têm o poder que julgam possuir. Nas democracias modernas, o poder de fato é exercido pela imprensa livre, que funciona como fiscal do povo, em todos os sentidos.

E assim, o Poder360 foi escolhido pelas bruxas para revelar, passo a passo, o que aconteceu na reunião sigilosa, mostrando como se posicionou cada ministro e como sete deles tiveram a desfaçatez de apoiar Toffoli, em nome de um corporativismo indecoroso, vexatório e constrangedor.

A transição dessas manifestações deploráveis foi tão perfeita que ficou instalada uma crise de confiança entre os ministros da corte. Surgiu então a suspeita de que Dias Toffoli tenha gravado a reunião, fato que ele imediatamente tentou desmentir.

A QUEM INTERESSA? –  A suspeita surgiu sobre Toffoli, porque a divulgação minuciosa do conteúdo da reunião só interessava a ele, exclusivamente a ele, para mostrar ao respeitável público que o ministro foi “absolvido” de seus “crimes” por sete votos a dois, uma maioria massacrante e ordinária, formada por Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.

Apenas Edson Fachin e Cármen Lúcia defendiam que Toffoli fosse afastado da relatoria do caso Master, por suspeição, devido às numerosos e fartas provas obtidas pela Polícia Federal.

Os outros oito – incluindo Toffoli, é claro – fizeram questão de atacar a Polícia Federal, dizendo que seu diretor Andrei Rodrigues descumprira a lei, ao fazer a denúncia diretamente a Fachin.

FIM DA DITADURA – Esse inesperado incidente, provocado pela postura digna e republicana do diretor da PF, mostra que a chamada “Ditadura do Judiciário” é uma balela. A sociedade moderna tem instituições e instrumentos que obrigam a preservação da democracia.

Nos últimos tempos, a Polícia Federal tem mostrado que pode ajudar muito a limpar este país, especialmente quando consegue apoio da parte saudável da Justiça, que existe e não compactua com a atual tendência autoritária, conforme ficou comprovado durante a Lava Jato.

Assim, o Brasil fica devendo a Andrei Rodrigues essa importantíssima iniciativa de enfrentar a ridícula e perigosa Ditadura do Judiciário. Constata-se que é um delegado federal que enfrenta a corrupção de cabeça erguida e peito aberto, sabendo que a História não perdoa aqueles que se acovardam e se curvam diante dos poderosos. É desse tipo de gente que o Brasil precisa.

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P.S. –
Comprem caminhões de pipocas. A briga está apenas começando. (C.N.)

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Andréia Sadi
G1

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou, durante reunião com colegas nesta quinta-feira (12), certa resistência em deixar a relatoria do inquérito que apura fraudes bilionárias do Banco Master.

No entanto, com o desenrolar da reunião com os demais ministros, Toffoli foi se convencendo de que o melhor caminho era mesmo a saída da relatoria do caso, para diminuir o desgaste da Corte perante a opinião pública e para preservar os atos tomados sobre as investigações da Polícia Federal realizadas até o momento.

NOVO RELATOR – Com a saída de Toffoli da relatoria, os atos praticados pelo ministro no inquérito ficam mantidos, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso.

Segundo relatos de um ministro que participou da reunião desta quinta, Toffoli entendeu, na conversa com os colegas, que todo o desgaste não estava valendo a pena e pediu para sair do caso.

Esse ministro contou que, na audiência, Toffoli chegou a dizer que estava atendendo a todos os pedidos da Polícia Federal, mas que, ainda assim, o desgaste só aumentava.

DESGASTE DO STF – Os demais magistrados, na reunião, argumentaram que o desgaste não estava afetando somente Toffoli, mas a Corte como um todo, diante das notícias sobre as relações do ministro e seus familiares com fundos ligados ao Banco Master.

Na reunião, o presidente do STF, Edson Fachin, fez a leitura de trechos do relatório da PF com menções a Toffoli em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master. No encontro, Toffoli foi respondendo cada um dos pontos levantados pela PF, segundo um ministro presente à audiência.

Ainda assim, Toffoli se convenceu de que o melhor caminho era deixar a relatoria do caso Master. Os demais ministros do STF avaliaram que uma eventual declaração de suspeição de Toffoli abriria um precedente indesejado pelos magistrados.

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