Lewandowski retém verbas da segurança para atender Lula
Coluna Painel
Folha
O PSDB diz que estudos sobre a escalada da violência mostram que o governo do PT tem forte responsabilidade na expansão do crime organizado no país, que vem ocorrendo nos últimos anos.
“O PT age como se não tivesse nada a ver com a escalada do crime organizado, como se o partido não tivesse comandado o Brasil em 17 dos últimos 23 anos”, diz o deputado federal Aécio Neves (MG), que assumirá a presidência da legenda no final de novembro.
VERBAS RETIDAS – Segundo dados do Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de pesquisas ligado ao partido, um dos problemas é a retenção de importantes verbas orçamentárias aprovadas para utilização na área do combate à criminalidade, como o Fundo Penitenciário (Funpen) e o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
No caso do Funpen, repassado a estados para construção e ampliação de estabelecimentos penais, a execução orçamentária foi de 36,2% em quase três anos do governo Lula, que liberou apenas R$ 565 milhões, enquanto o Orçamento previa a destinação de R$ 1,6 bilhão previstos, de acordo com o Instituto Teotônio Vilela.
OUTRO EXEMPLO – Já no caso do FNSP, que apoia projetos como reequipamento, treinamento e qualificação das polícias civis e militares, além de sistemas de informações, inteligência e investigação, o gasto efetivo foi de apenas 63% do previsto (R$ 4,6 bilhões), num total previsto de R$ 7,3 bilhões.
Em nota ao Painel, o Ministério da Justiça não conseguiu justificar por que o governo federal reduz propositadamente as verbas destinadas à segurança pública.
A Assessoria do ministério comandado por Ricardo Lewandowski reponde apenas que disponibiliza os recursos proporcionalmente aos Estados e que a execução é feita pelos entes locais.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como justificar uma decisão de governo que é injustificável? O ministro Lewandowski simplesmente adotou a política do presidente Lula da Silva, que recomendou aos ministros: “O dinheiro tem de sair de onde está e ir para onde deveria estar”. Assim, muitas verbas estão sendo canalizadas para a campanha eleitoral dele, como é mais do que sabido. (C.N.)