
Liberação de orçamento aumenta tensão com INSS
Danielle Brant
Folha
Um vídeo divulgado pelo ministro Wolney Queiroz (Previdência) sobre a liberação de R$ 217 milhões para manter as atividades do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) causou incômodo na autarquia.
O anúncio foi feito depois que o órgão, subordinado à pasta, informou em meados de outubro que suspenderia o pagamento de bônus para servidores para reduzir a fila de pedidos de benefícios previdenciários devido a restrições orçamentárias.
TENSÃO – A atitude do INSS aumentou a tensão com o ministério. O presidente do instituto, Gilberto Waller Junior, foi nomeado em abril diretamente pelo Palácio do Planalto sem participação da Previdência, em meio ao escândalo da cobrança de benefícios previdenciários.
No vídeo, o ministro afirma que, depois de reuniões com a Casa Civil e com o Ministério do Planejamento, conseguiu a liberação do recurso, o que ajudaria a honrar compromissos de vigilância e limpeza e de centrais de atendimento a beneficiários.
Sob reserva, integrantes do INSS criticaram o fato de não terem sido consultados sobre as negociações envolvendo a liberação da verba e afirmam que a diretoria financeira da instituição não participou das reuniões de alinhamento.
TRANSFERÊNCIA – No vídeo, Wolney menciona a presidente substituta do INSS, Lea Bressy, e afirma que decidiu transferir R$ 7 milhões do orçamento do ministério para o caixa do INSS. “Com isso, nós vamos fazer os pagamentos da competência de setembro dos bônus dos servidores”, afirma. “Mandei a secretaria-executiva, através do nosso secretário Adroaldo [Portal], apertar o cinto, reduzir despesas e com isso conseguimos fazer a destinação de R$ 7 milhões ao INSS.”
Ele também diz que vai tentar retomar o PGB (Programa de Gerenciamento de Benefício) ainda neste ano. “Vale lembrar que para o ano de 2026 já existem recursos devidamente reservados para continuar o programa”, afirma.
Procurado, o Ministério da Previdência Social disse que “desconhece qualquer insatisfação relacionada à liberação orçamentária solicitada pelo próprio INSS”. “A autorização junto ao Ministério do Planejamento e Orçamento foi construída em conjunto com o órgão”, conclui.
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Fonte: Folha de S. Paulo, Mundo, 11.nov.2025 às 15h51 Por Guilherme Botacini
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