Kassab anunciou saída do governo estadual
Hyndara Freitas
Sérgio Quintella
O Globo
A saída de Gilberto Kassab (PSD) da Secretaria de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, anunciada na última quarta-feira (10), não deve ser a única baixa da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e outros secretários pretendem deixar o cargo de olho nas eleições de 2026.
No mês passado, Guilherme Derrite (PL) saiu da Secretaria de Segurança Pública para retomar a cadeira na Câmara dos Deputados, e no ano que vem deve disputar uma vaga no Senado. A exoneração foi antecipada para que Derrite pudesse relatar o projeto de lei sobre facções criminosas no Legislativo. Nos próximos meses, outros secretários também avaliam sair para focar na disputa eleitoral.
BRAÇO DIREITO – O secretário da Casa Civil, Arthur Lima, é um deles. Ele é considerado braço direito de Tarcísio e está no governo desde o primeiro dia de mandato, mas estuda se candidatar a deputado federal. O secretário Guilherme Piai (Agricultura) também avalia tomar a mesma decisão.
O secretário de Turismo, Roberto de Lucena (Republicanos), também deve deixar o cargo pelo mesmo motivo, mas no seu caso trata-se de uma tentativa de reeleição, já que ele é deputado federal que se licenciou em 2023 para assumir a pasta estadual.
A secretária da Mulher, Valéria Bolsonaro (PL), estuda disputar a reeleição como deputada estadual — ela se licenciou da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para assumir a pasta, no ano passado. A Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo de São Paulo, Natália Rezende, vinha sendo cotada para disputar um cargo em 2026 por ter ganhado protagonismo na gestão, especialmente com a privatização da Sabesp, mas nos últimos meses negou a intenção de concorrer a qualquer posto.
SAÍDA – Ainda que tenha anunciado a saída do governo, Kassab, que é presidente nacional do PSD, não crava que vai disputar cargos eletivos e nem exatamente quando vai pedir exoneração, mas afirmou que já havia combinado esse movimento com Tarcísio desde o início da gestão. A reportagem de O Globo e da CBN apurou, porém, que interlocutores do governador e do próprio Kassab avaliam que a saída deve ocorrer já nos próximos dias.
— Pode ser hoje, pode ser amanhã, ainda não tem nada. Isso pode ser até março. Já estou delegando funções. Eu estou cada vez mais me envolvendo com o processo eleitoral e quero estar à frente do partido para comandar as eleições. Só isso. Não tem nada de candidatura minha — disse Kassab.
Segundo aliados, embora publicamente negue, Kassab gostaria de estar posicionado para disputar a vaga de vice na chapa de reeleição de Tarcísio, ou até mesmo a cabeça de chapa caso o governador venha a concorrer à Presidência — cenário hoje considerado menos provável. Uma conversa entre Tarcísio e Kassab para definir os próximos passos deve ocorrer ainda neste ano.
OUTRAS BAIXAS – Na esfera municipal, ao menos seis baixas na gestão Ricardo Nunes (MDB) são esperadas, a maioria em busca de uma vaga na Câmara dos Deputados. Os titulares que já se movimentam nesse sentido são Orlando Morando (Segurança Urbana), ainda sem partido; Enrico Misasi (Casa Civil), que vai concorrer pelo MDB; Rodrigo Ashiuchi (Meio Ambiente), que é filiado ao PL; Milton Vieira (Inovação e Tecnologia), filiado ao Republicanos; Sidney Cruz (Habitação), do MDB; e Rogério Lins (Esportes), do Podemos.
Essas saídas já eram esperadas desde o início do ano, quando eles foram anunciados secretários por Nunes, até mesmo pelo perfil político deles — Morando, Ashiuchi e Lins são ex-prefeitos de cidades da Região Metropolitana de São Paulo, enquanto os outros três já ocuparam cargos no Legislativo municipal ou federal.
Além disso, a primeira-dama Regina Nunes também vem sendo cotada para disputar uma cadeira na Alesp, segundo interlocutores do governo, principalmente por sua visibilidade nas redes atrelada à causa animal. A ideia é que ela concorra pelo MDB, mesmo partido do prefeito.
Importante os secretários avisarem que vão sair do governo, porque talvez nem fosse notada a falta deles, dada a inoperância que grassa na administração pública e a prática da política como ‘negócio’ e interesse pessoal apenas.
Acorda, Brasil!
Aos partícipes da TI , quem se lembra dum fato inédito no Brasil e mundial , quando da abertura dum posto ” Bancário da CEF ” da Praça Onze por seu criativo gerente e colegas do RJ , num ” Baixo Meretrício ” do Mangue-RJ , ao constatar que as prostitutas , usuários e frequentadores estavam expostos a diversos riscos , sendo que tal iniciativa foi motivo de diversas reportagens no Brasil e mundo afora , pois graças a tal iniciativa , a região da Praça Onze foi revitalizada e transformada numa região pujante e rica , sendo que os moradores de então , foram escorraçados da região , graças aos sucessivos aumentos extorsivos e abusivos do IPTU praticados pela prefeitura , dando lugar as especulações financeiras e bancárias na região , tornando-a uma das mais caras do centro do RJ até hoje .
Saída intempestiva de Kassab do governo Tarcínico tem a ver com 2026
Como foi preterido pelo ex-mito, que resolveu apoiar o filho Flávio para a Presidência, o governador Tarcínico deverá ser então candidato à reeleição em SP, por não ter, como fantoche que é, votação suficiente e depender sobretudo do apoio do ex-mito para tentar se eleger presidente.
Com isso, ficou também frustrada a pretensão que Kassab tinha de ser candidato ao governo de SP.
E, então, sem a perspectiva pessoal de poder ser candidato a governador de SP, Kassab dá um’ tchau’ para Tarcínico e saí a campo atrás dos ‘ratinhos’ da vida para tratar de seus interesses pessoais e partidários quanto a quem ‘apoiar’ para presidente em 2026.
É isso. Pois, como é sabido, Kassab é um dos expoentes da política como ‘negócio’.