
Charge do Zé Dassilva (Arquivo do Google)
Felipe Bailez
Luis Fakhouri
Folha
Nas últimas semanas, um furo jornalístico do G1 revelou a identidade de um servidor ligado à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que atua publicamente como apresentador do canal “Fala, Glauber”, jogando luz sobre o funcionamento do sistema de inteligência do Estado. Glauber, que se apresentava como policial penal federal, mantém um podcast com mais de três milhões de inscritos no YouTube, dedicado a entrevistas e comentários sobre segurança pública, política e geopolítica.
A revelação veio acompanhada da informação de que ele estaria em licença médica no serviço público enquanto mantinha uma rotina intensa de produção de conteúdo, o que motivou apuração administrativa e ampliou a repercussão do caso.
Entre brasileiros debatendo nas redes, porém, o que ganhou centralidade não foi o processo administrativo, mas o vazamento de uma identidade que, por definição funcional, deveria permanecer protegida, transformando um caso individual em questão institucional sobre sigilo dentro do sistema brasileiro de inteligência.
REPERCUSSÃO – Dados da Palver, que monitora mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp, ajudam a dimensionar essa repercussão. Um dia após a publicação da reportagem, registrou-se o maior volume de menções à Abin nos últimos seis meses.
Em condições normais, o órgão aparece em 2 a 3 menções a cada 100 mil mensagens trocadas; no dia 4 de fevereiro, esse número chegou a 30, indicando que a atenção dedicada à Abin ultrapassou seu patamar habitual e rompeu a bolha restrita em que temas de inteligência normalmente circulam.
A leitura das mensagens mostra que a narrativa dominante não se concentrou na licença médica nem em eventuais irregularidades administrativas, mas na percepção de falha institucional. Expressões como “a Abin expôs o cara” ou “a Abin não poderia ter exposto um agente assim” aparecem de forma recorrente, muitas vezes acompanhadas de comparações como “na Rússia ele já tinha virado comida de urso branco” ou “nem o crime organizado entrega os seus infiltrados”.
PLANO ESTRATÉGICO – Um segundo eixo desloca a discussão para o plano estratégico. Parte das mensagens trata o apresentador não como irregularidade administrativa, mas como ativo institucional perdido: “era um ativo excelente” e “a Abin poderia usar o canal dele para crescer o nome da instituição, coletar dados e obter informações de convidados políticos e policiais”.
A exposição passa, assim, a ser lida também como perda de oportunidade operacional. Há ainda um terceiro bloco que tenta enquadrar o episódio na disputa política mais ampla. Essa linha aparece sobretudo à esquerda, não estrutura a conversa principal, mas busca politizar o evento.
O Brasil é um país que já foi alvo direto de espionagem estratégica, como no monitoramento realizado pelos Estados Unidos contra a Petrobras, revelado pelos documentos de Edward Snowden.
OUTRO CASO – Mais recentemente, no início de janeiro deste ano, surgiram suspeitas de espionagem científica após o roubo de equipamentos e computadores em um laboratório da Universidade de São Paulo. Episódios dessa natureza não dizem respeito apenas a falhas pontuais, mas à capacidade de contrainteligência do Estado.
A existência de um sistema de inteligência e contrainteligência sólido, profissional e protegido é condição necessária para o desenvolvimento tecnológico e estratégico do país, inclusive do setor privado.
Irregularidades internas, inclusive eventuais crimes, precisam ser apuradas com eficiência, mas sem comprometer a reputação institucional nem expor ativos sensíveis.
AUSÊNCIA DE MECANISMOS – O problema, em casos como este, não está na legítima apuração jornalística, mas na ausência de mecanismos suficientemente robustos de autodepuração e preservação dentro da própria estrutura de inteligência.
Ao longo dos últimos anos, a crise política já alcançou o ecossistema de inteligência brasileiro nas investigações sobre a trama golpista. Eventos como este aprofundam a erosão de confiança em uma agência que é, antes de tudo, uma instituição de Estado, e cuja solidez é parte essencial da capacidade do Brasil de se afirmar como país soberano.
Vice de Tarcínico é investigado por lavagem de US$ 1,6 milhão
O vice-governador de SP, Felício Ramuth, e a sua esposa Vanessa são investigados por suposta lavagem de dinheiro no valor de US$ 1,6 milhão em Andorra, principado entre França e Espanha, (…) paraíso fiscal que atrai investidores estrangeiros devido à baixa tributação.
Um relatório da Inteligência Financeira de Andorra apontou suspeita de “delito grave de branqueamento de capitais” por falta de comprovação da origem do dinheiro na conta do casal no AndBank, que foi transferida de contas vinculadas a uma offshore aberta no Panamá, em nome da esposa do vice-governador.
(…)
Fonte: Metrópoles, Política, 20/02/2026 16:41 Por Ramiro Brites
Transações financeiras suspeitas?
Então a vaga de candidato a vice na chapa de Tarcínico está aberta?
Interesante tema, face a que nosso Presidente esteja participando de um evento de Inteligência Artificial (quem chamou um cara analógico da Era da Máquina de Escrever prum evento deste?) pra pedir que este avanço tecnológico seja contido, taxado e censurado, pois os seus kôs não resistem ao escrutínio das redes sociais.
Teme o que aconteceu no Nepal.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g9wy3y14yo
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Embora Lulinha, filhos de autoridade citados nos recente escândalos não seja mais um babies.
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Mas tratando de tema tão interessante o texto é lacônico.
Seria, não sei o nome, quando alguém solta uma dica de que vem trem mais pesado por aí?
Deve ter um termo em comunicação que defina isto.
Lembrei.
Mensagem cifrada.
Ah! Agora me lembrei!
Já vi o canal deste cara, tem uns caras muito doidos lá, embora alguns com saberes militares.bem estruturados.
Vejam aí.
https://www.google.com/search?q=fala+glauber+carcara&client=firefox-b-d&hs=FCOp&sca_esv=9ed294e9278c0ca2&udm=7&source=lnt&tbs=qdr:d&sa=X&ved=2ahUKEwiX5K-mm-mSAxUAJLkGHYqXB2UQpwV6BAgDEBE&biw=1232&bih=650&dpr=1.36#fpstate=ive&vld=cid:01dfb961,vid:3fvaVe3seWk,st:0
Mas não entendi a importância deste cara.
A propósito o cara cascou fora.
https://jovempan.com.br/noticias/politica/lula-cancela-participacao-em-cupula-sobre-ia-organizado-pelo-governo-brasileiro.html
Menos um vexame internacional.
Um país que mata a própria inteligência.
https://www.criticapoliticabrasileira.com/amiseriadascienciassociais
Quanto a quem acha que deva ter voto útil, como à época da Ditadura, tem a opção do picolé de chuchu da Direira, Flavio, sucessor das capitanias hereditárias bolsonaristas.
Nem sairei de casa.
Espero que ainda não tenha reuperado os meus direitos políticos, depois de ser condenado a 11 meses de prisão domiciliar por ter ofendido a moral de uma membra do Aparato Petista.
Pena já cumprida, mas dada a letargia da “justiça”, não sei.
https://www.google.com/search?q=fala+glauber+carcara&client=firefox-b-d&hs=sCOp&sca_esv=2df5d5c022344074&udm=7&source=lnt&tbs=qdr:d&sa=X&ved=2ahUKEwjNv76GpOmSAxXTLbkGHVy7LIUQpwV6BAgEEBE&biw=1232&bih=650&dpr=1.36#fpstate=ive&vld=cid:5ed947a0,vid:b2aCiZam5ZE,st:0
Os caras são muito doidos, chegados no lance de alienígenas.
Mas é melhor ver o cara sem a lente da Globo.