Flávio Bolsonaro quer controlar o governador do Rio e ameaça apoiar a cassação dele

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    • Esse é o exemplo de Xandão, Toffoli e a bandidagem togada, dos balcões de vendas de sentenças, decisões monocráticas, votos, colegiado combinado que rasga a Lei e atropela as provas.

      Pagou levou.

  1. Flávio deve muito a Toffoli; é amigo do amigo de seu pai

    Flávio tem um problema: ele deve a sua sobrevivência política a Toffoli. É amigo do amigo de seu pai.

    O pré-candidato oficial do bolsonarismo (…) foi aconselhado a deixar o envolvimento de Toffoli com o Banco Master para lá. Reavivaria memórias, além de ferir a suscetibilidade do seu benfeitor.

    Flávio foi salvo por Toffoli. Aconteceu em julho de 2019, quando o pai do moço estava ainda no início do mandato presidencial, e o filho mais velho era a sua maior fonte de problemas, enrolado que estava por causa das rachadinhas.

    O MP do Rio de Janeiro havia investigado Flávio, no cargo de deputado estadual, a partir de um relatório do Coaf de 2018, que atestou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão de reais na conta do seu ex-assessor Fabrício Queiroz, nos dois anos imediatamente anteriores.

    Confusão jurídico-política armada, o então presidente do STF, o nosso estimável Toffoli, atendeu diretamente a um pedido da defesa de Flávio e determinou a suspensão de todas as investigações e processos que usassem dados sigilosos, bancários e fiscais, compartilhados por Coaf, Receita Federal ou Banco Central sem autorização judicial prévia.

    Toffoli paralisou, assim, o inquérito contra as rachadinhas do filho do então presidente, assim como centenas de outras investigações anticorrupção país afora, inclusive as da Lava Jato.

    O caso de Flávio só voltou a andar no final de 2019, quando o STF modulou a decisão de Toffoli. Mas aí a defesa dele já havia tido tempo de, digamos, organizar o espetáculo.

    A cronologia da impunidade teve sequência exemplar: Flávio foi denunciado em 2020; um ano depois, o STJ anulou todos os atos da primeira instância no Rio, visto que ele, como deputado estadual, tinha foro privilegiado na época dos fatos.

    Ato contínuo, a Segunda Turma do STF anulou quatro dos cinco relatórios do Coaf usados contra Flávio, bem como todas as provas decorrentes. O relator Gilmar apontou que havia ocorrido compartilhamento ilegal.

    O MP do Rio de Janeiro pediu arquivamento do caso por falta de provas viáveis, e o TJ do estado arquivou a denúncia sem julgar o mérito. Em 2025, por fim, o STF negou recurso para que o processo fosse reaberto.

    Toffoli foi bom companheiro de Flávio, ninguém pode negar, e não se paga com ingratidão a mão que ele deu ao filho mais velho do amigão Jair. Graças ao ministro, Flávio poderá ser candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

    Recentemente, o moço falou a uma plateia formada pelo pessoal da Faria Lima, em evento organizado pelo BTG Pactual, do reto e vertical André Esteves.

    Flavio fez como todos aqueles que são convidados a ajudar essa gente do mercado financeiro a passar o tempo: disse o que ela gosta de ouvir a respeito daquelas reformas que nenhum político de qualquer ideologia fará se chegar ao Planalto.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 24/02/2026 11:40 Por Mario Sabino

  2. No início de março, a maior parte dos servidores ativos do Estado do Rio de Janeiro deverão entrar em greve, uma vez que os servidores de ativa, aposentados e pensionistas estão há quatro anos sem reajuste salarial, sequer tiveram a recomposição dos IPCAs de 2022 (5,79%); 2023 (4,62%); 2024 (4,62%) e 2025 (4,26%); por responsabilidade do governo Claudio Castro, devido a fraude do Banco Master, com mais de um bilhão de reais do RIOPREVIDÊNCIA envolvidos.

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