A inesquecível homenagem de Sergio Bittencourt a seu pai, Jacob do Bandolim

19 - Jacob do BandolimPaulo Peres
Poemas & Canções
O jornalista e compositor carioca Sérgio Freitas Bittencourt (1941-1979) compôs “Naquela Mesa” em homenagem póstuma ao seu pai, o compositor Jacob do Bandolim, e a saudade que ele deixou. Esta samba-choro foi gravado por Elizeth Cardoso em seu LP “Preciso aprender a ser só”, em 1972, pela Copacabana.


NAQUELA MESA
Sérgio Bittencourt

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre, o que é viver melhor.
Naquela mesa ele contava histórias,
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor.

Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã.
E nos seus olhos era tanto brilho,
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã.

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa no canto, uma casa e um jardim.
Se eu soubesse o quanto doi a vida,
Essa dor tão doída não doía assim.

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguem mais fala no seu bandolim.
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim.

13 thoughts on “A inesquecível homenagem de Sergio Bittencourt a seu pai, Jacob do Bandolim

  1. Uma letra magistral com rimas encadeadas, metrificadas em versos de 10, 6 e 6 sílabas.
    Mandem um fankeiro drogado produzir uma preciosidade desta!

  2. Ah! Paulo Peres, não me faça chorar, porque já chorei muito e muito por causa da letra desta música do meu grande amigo da Rádio Nacional, Sérgio Bittencourt. Em artigo publicado aqui na Tribuna da Internet já contei tudinho como foi. Entrei em detalhes.
    Felicidades e saúde, Paulo Peres.

  3. Maravilhosa essa música de Sérgio Bittencourt ( Naquela Mesa). Sérgio fala do pai dele. Outros pensam nas suas avós. Eu, hoje, pensei na minha mãe. Faz falta sim irmãos, muita falta. E como dói. Pensei, que fosse só eu, mas, ledo engano, o peito de todo homem sensível, aperta dolorido, a alma chora a falta de quem nós mais amamos. Por que têm que ser desse jeito?

    • Roberto Nascimento, não é só você. Somos muitos. Sou um deles. Como sinto saudade de meu Pai, de minha Mãe, de meus Irmãos.
      Sem filhos, restamos sós, minha esposa e eu. Ela também sem ascendentes e também sem colaterais.

      Roberto, o seu “E como dói” é desabafo de dor. Dor sem cura.Dor que bão passa. Não alivia. Dessa dor eu conheço. E como conheço!.

      Mas todos nós somos formados de Natureza Humana e Natureza Divina. No fim, vem a separação. Separação apenas das naturezas.. E todos continuamos presentes. Com forma humana e divina. E como forna Divina. Mas todos presentes. A vida é eterna e a eternidade está no Espirito — eis a natureza Divina —, e não na carne, que tem início, meio e fim. Eis a natureza humana.

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