Dois dias depois, Bolsonaro enfim fala dos 500 mil mortos e faz elogio de seu tratamento precoce

Jair Bolsonaro se irrita com imprensa ao ser perguntado sobre uso de máscara Foto: Reprodução

Bolsonaro parece obcecado pelo tal ” tratamento precoce”

Guilherme Caetano
O Globo

Dois dias após o país ter chegado a 500 mil mortes na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou pela primeira vez sobre a marca. Ele participou de uma cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica na manhã desta segunda-feira em Guaratinguetá, no interior de São Paulo.

Desde sábado, quando o Brasil chegou a meio milhão de óbitos em consequência da Covid-19, o presidente não toca no assunto em suas redes sociais. No Twitter, ele fez dez publicações nos últimos três dias; nenhuma para abordar a tragédia: postou sobre operações da Polícia Federal, inauguração de obras, comentário sobre a perseguição da polícia a um criminoso em Goiás e até ironias às manifestações contra seu governo que foram realizada pelo país.

— Lamento todos os óbitos, lamento. Muito. Qualquer óbito é uma dor na família. E nós, desde o começo, o governo federal teve coragem de falar em tratamento precoce. E alguns até dizem, né? Como está sendo conduzida essa questão, parece que é melhor se consultar com jornalistas do que com médicos — declarou Bolsonaro, quando questionado se iria se pronunciar sobre as mortes.

SEM COMPROVAÇÃO – Defendido pelo presidente, o chamado “tratamento precoce” não tem comprovação científica nem é recomendado por especialistas e autoridades sanitárias. Diversos estudos comprovaram que o uso de remédios como hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina não previnem a Covid-19 e podem levar sérios riscos à saúde do paciente.

Após a solenidade, durante a qual Bolsonaro havia tirado a máscara ao posar para fotos e cumprimentar os formandos, o presidente se irritou ao ser questionado pela imprensa sobre ter sido multado pelo governo de São Paulo pelo não uso da proteção durante uma manifestação na capital paulista.

O governo de João Doria (PSDB) multou o presidente em 12 de junho por não usar máscara em público. Bolsonaro apareceu sem o acessório durante a “motociata” que percorreu algumas das principais vias expressas da capital. O valor da autuação foi de R$ 552,71.

USO DE MÁSCARAS – O uso de máscaras em público é obrigatório no estado de São Paulo desde maio de 2020, conforme decreto nº 64.959 e resolução SS 96. O uso da proteção é defendido por especialistas e autoridades sanitárias em todo o mundo como uma medida eficaz para evitar a disseminação do coronavírus.

Quando jornalistas tentaram fazer outra pergunta, Bolsonaro tirou a máscara e mandou uma das profissionais calar a boca.

— Você tinha que ter vergonha na cara de prestar um serviço porco que é esse que você faz — disse ele, e em seguida abandonou a entrevista.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG.-
Sem metas, sem programa, sem solidariedade e sem educação. Apenas isso. (C.N.)

7 thoughts on “Dois dias depois, Bolsonaro enfim fala dos 500 mil mortos e faz elogio de seu tratamento precoce

  1. Já a imprensa tem,

    – meta: derrubar o Presidente da República;
    – programa: voltar a mamar nas tetas públicas;
    – solidariedade: à bandidocracia tucano-petista que saqueou o país;
    – educação: diariamente, rotular o Presidente de “genocida” e desejar o seu assassinato.

  2. NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG.- Sem metas, sem programa, sem solidariedade e sem educação. Apenas isso. (C.N.)

    Um Zero á esquerda, ops errrei, á direita…

  3. Bolsonaro só não é pior do que Luiz Inácio, e porque não treina.
    Está mais perdido do que framenguista sobre a sua própria história, isto é, não sabe nada, e se souber desiste de ser.
    Para entender tem que saber, senão fica igual a Nise na CPI.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *