
Trump e Milei logo conseguiram avanços concretos
Marcus André Melo
Folha
O americano, mesmo enfrentando resistência, implementa partes relevantes de sua agenda, e o argentino caminha na mesma trilha
A ascensão de lideranças da direita radical tem gerado um paradoxo que desafia explicações tradicionais. Uma de suas características é a propensão a erros por serem outsiders, incapazes de construir coalizões, e pelo amadorismo de suas assessorias e projetos estapafúrdios.
Trump, no entanto, mesmo enfrentando resistência, conseguiu implementar partes relevantes de sua agenda. Na Argentina, Milei caminha na mesma trilha, embora enfrente obstáculos ainda mais profundos: detém apenas 15% da Câmara dos Deputados.
MUITAS PROMESSAS – Trump promoveu desregulação, caça aos imigrantes, reformas fiscais, guerra com as universidades e cortes radicais no orçamento. Na guerra das tarifas, os resultados alcançados até agora seguem – inclusive para o Brasil – um script claro: blefes e ameaças estapafúrdias seguidas de reestruturação radical vantajosa.
Contudo ele ganha perdendo: o sucesso na implementação da agenda tem sido acompanhado de fiasco político. Sua popularidade declinou, e a base de apoio se mostrou volátil.
Parte de sua sustentação veio de efeitos conjunturais: após o colapso de mercado em fevereiro, o índice S&P registrou muito mais que recuperação, estimulando uma percepção de aumento de bem-estar econômico. No entanto esse movimento se deu, em parte, pela antecipação de estoques por empresas temendo as tarifas impostas, efeito de fôlego curto.
DIZEM AS PESQUISAS – O apoio ao partido republicano caiu cinco pontos percentuais (de 48% para 43%) na primeira estimativa do agregador Strength in Numbers.
Os democratas aparecem com a perspectiva de fazer a maioria (222 cadeiras) na Câmara dos Deputados (mesmo descontando possível manipulação dos distritos eleitorais no Texas), e com chances similares de levar o Senado.
Tudo isso a despeito da declinante identificação com os democratas que está em baixa histórica (negativa para 63% do eleitorado). A brecha voto x aprovação nunca foi tão alta, segundo G Elliott Morris. Mais importante: os efeitos das tarifas sobre a atividade econômica e a inflação aparecerão no médio prazo.
E A ARGENTINA? – Milei apresenta um caso ainda mais instigante. Hiperminoritário e com enfrentamentos constantes com os governadores, tem, paradoxalmente, conseguido avançar em sua agenda de ruptura histórica com o passado.
Esse sucesso inicial se deve ao colapso virtual do país, viabilizando um outsider. Ele se apoia em mecanismo institucional peculiar: Lei Ônibus delegada que equivale a carte blanche por 12 meses (ao contrário de batalhas por PECs e PLs sucessivos, como no Brasil).
Aprovada como “última cartada para evitar colapso do país”, ela garantiu trégua. Ele enfrenta, no entanto, eleições de meio de mandato em outubro, o que suscitou mais que estremecimento –guerra aberta– das relações como governadores provinciais e ex-apoiadores, inconformados com a suspensão de transferências federais em ano eleitoral.
DIREITA EM ALTA – Apesar disso, as pesquisas apontam que 40% do eleitorado considera votar em candidatos alinhados a Milei, contra 27% da oposição. Isso pode indicar uma oportunidade de crescimento legislativo nas eleições seguintes, ainda que não garanta maioria.
Assim, cada família da direita radical enfrenta infortúnios tolstoianos a sua própria maneira, mas a de Milei tem tido menos atribulações.
O molusco com o Xi Jiping, Putin, Kim Jong-un e o Maduro garante o sucesso da esquerda genocida
Direita radical? Qual é significado deste conceito? Estamos tendo uma implementação de regimes ditatoriais por ela, como soe acontecer aqui no Brasil “democrático e progressita”?
O problema não é a ascenção da Direita, mas a decadência moral, civilizacional e temporal da “Esquerda Progressista”, que, hoje, face à Quarta Revolução Tecnológica, tornou-se uma força recionária, atrasada, neoludita, explicitando seu caráter totalitário, sem projeto amplos de municípios, cidades, Estado e países, aliada aos regimes mais escabrosos, inclusive, misóginos, terroristas, medievais e homofóbicos, e mostrando suas práticas corruptas por onde passa.
Esta tal “esquerda”, como a conhecemos hoje, vai entrar em profunda decadência se não fizer um ato de contrição, e não haverá, com uma profunda reflexão crítica e auto-crítica de si mesma.
Marx estudou e expôs esta “esquerda revolucionária” na sua obra “A Sagrada Família”, cuja ação dá-se num mundo metafísico, numa realidade paralela.É o idealismo filosófico que a faz viver no discurso sem a respectiva práxis. Inúteis em termos concretos.
A única causa desta pilantragem é o anti-imperialismo, que é a causa sem causa. O que aconteceria de o Irã tivesse continuado com seu programa nulear genocida e evaporado os EUA do mapa?
Ao que saiba, seria muito prejudicial, inclusive pros famélicos, explorados e miseráveis trabalhadores e lumpesinato, que, aliás são explorados por ela, através da extração da mais valia absolutíssima da Indústria da Miséria e da Exclusão.
Vivemos em tempos velozes, mas impérios costumam durar séculos.
E são derrotados por outro.
Assistimos à briga entre os EUA e a China pelo hegemonia. Esta que abandonou os dogmas da “esquerda progressista”, mesmo seu caráter totalitário, e superou a “economia socialista”, que só trouxe miséria, exploração e fome.
https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/grande-fome-de-mao-o-holodomor-chines.phtml
Há um problema incontornável nos dogmas supersticiosos da tal “esquerda progressista”: o de que a riqueza cai do céu, tem geração expontânea e é abundante.
Desta forma seu único recurso é o populismo econômico, que levou a Argentina à situação encontrada pelo Milei, depois de longo tempo do peronismo. Um coronelismo atrasado, reacionário e inútil.
Populismo econômico lulista que já quebrou o Brasil uma vez e quebrará de novo. Espero que o Lula tenha a bomba estourada no seu colo e não no da poste Dilma, como da vez anterior, de forma que passe pela História como o que realmente é: um farsante.
Por onde tem passado deixa um rastro de decadência sócio-econômico e de escândalos de corrupção.
Milei? Bem, aqui o pessoal quer o mesmo. Cortar na carne dos de sempre. Os jubilados (aposentados) lá estão numa pindaíba tremenda e com o veto de Milei a alguma correção de vencimentos a situação piora.
https://www.laprensa.com.ar/Corridas-y-gases-lacrimogenos-en-la-marcha-de-Jubilados-universitarios-y-profesionales-del-Garrahan-en-las-inmediaciones-del-Congreso–562661.note.aspx
E os aposentados daqui são furtados pelos governistas de plantão!
Tá bem. Que convicção, hein?
Precisas pensar com o cérebro, caso o tenha.
https://oantagonista.com.br/brasil/toffoli-atrasa-investigacoes-sobre-as-fraudes-no-inss/?utm_source=site&utm_medium=home&utm_campaign=mais_lidas