Com Alcolumbre presidindo, tudo pode acontecer no Senado, até mesmo nada…

Quem está na chuva é para se queimar

Charge do Kácio (Metrópoles)

Roberto Nascimento

Estão fazendo muito barulho por nada. Como se sabe, o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alexandre Vieira, do MDB de Sergipe, em seu relatório pediu o indiciamento de três ministros do Supremo e do procurador-geral da República, e expôs suas razões. No entanto, o relatório foi rejeitado pelos senadores da CPI, por 6 a 4, portanto, seus efeitos na prática foram derrubados.

Mesmo assim, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, muito contrariado, decidiu pedir a abertura de um inquérito criminal contra o senador Alessandro Vieira e vai protocolar na Procuradoria-Geral da República para que se tome providência, embora o procurador Paulo Gonet é suspeito, porque foi um dos indiciados pelo relator.

TOFFOLI DE VOLTA – O ministro Dias Toffoli, muito calado nas últimas semanas, também se disse indignado e sugeriu votar a inelegibilidade do senador Alessandro Vieira, para impedi-lo de concorrer nas eleições de outubro.

Portanto, a guerra entre as duas Instituições da República escalou de maneira trágica. Até agora, os senadores da oposição, do centrão e os governistas não se manifestaram com firmeza em defesa de Alessandro Vieira. O

 presidente do Senado, Davi Alcolumbre tem o dever de defender seus pares, afinal, os parlamentares não podem ser punidos por atos legislativos  discursos e atuação nas Comissões Parlamentares de Inquérito.

INSEGURANÇA – Se os 81 senadores se omitirem na defesa de Alessandro Vieira nesse contra-ataque de ministros do STF, nenhum parlamentar terá segurança de atuar na defesa de seus mandatos, conferidos pelo voto popular, o que os torna democraticamente inatingíveis.

Sem conferir qualquer juízo de valor acerca da decisão do relator da CPI, entendo que indiciar três ministros do STF e o procurador-geral no âmbito da CPI do Crime Organizado foi uma decisão arriscada, no mínimo.

Há um dispositivo na Constituição, o Impeachment de ministros do STF, que é o mais adequado para essa situação defendida pelo senador na CPI, mas, para ir ao plenário para votação dos 81 senadores, tem que ser pautado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

NO ANO QUE VEM – Nesse caso, o presidente do Senado já declarou que não abrirá nenhum processo de impeachment nessa legislatura.  Com Alcolumbre à frente da Mesa Diretora, tudo pode acontecer, até mesmo nada.

Talvez no ano que vem, 2027, com a eleição de um novo presidente do Senado, o quadro fique diferente? Mas acontece que Alcolumbre poderá se candidatar novamente, por se tratar de uma nova legislatura.

Alessandro Vieria se adiantou e já pediu o arquivamento da decisão de Gilmar Mendes, com base na jurisprudência do próprio Supremo. Portanto, pode ser que nada aconteça. Depois é o futuro, que a Deus pertence, como dizia o ministro Armando Falcão, durante a ditadura, para se livrar do assédio da imprensa.

Envolvido até o pescoço com Vorcaro, a eleição de Ibaneis será um desacato 

Escândalo Vorcaro: A Prisão e suas Implicações na Democracia

Esta é a pergunta que não quer calar em Brasília

Roberto Nascimento

Até semana passada, o rombo do BRB  (Banco Regional de Brasília) era de R$ 12 bilhões, jogados no colo do banqueiro fraudador e picareta Daniel Vorcaro. Mas ainda era pouco e novas investigações da Polícia Federal, apontam um rombo muito maior, na faixa de 30 bilhões.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, salafrário, tinha uma milícia particular para fazer o serviço sujo, sob o comando do matador e aluguel, o “Sicário” Mourão, um moderno cangaceiro de Minas, parecido com o Antônio das Mortes, que também matava no sertão, por dinheiro de fazendeiros, imortalizado no filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, do cineasta Glauber Rocha.

SAI ILESO – No filme, uma bela ficção de Glauber, Antônio das Mortes sai ileso, são e salvo, enquanto as vítimas, ficaram na horizontal com terra por cima. Na vida real, o Sicário Mourão, o chefe da milícia do  Vorcaro, teria se enforcado na cela da PF em Belo Horizonte.

No meio dessa confusão, surge uma pergunta que não quer calar, e todos a fazem em Brasília e arredores:
Por que o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, ainda não foi preso?

Ele negociou as compras de papéis podres do Master, diretamente com o banqueiro Vorcaro na mansão do picareta. Que país é este, que deixa o vampiro de Brasilia solto e livre para se candidatar ao Senado e ganhar imunidade eterna?

PROPOSTA INDECENTE – E agora surge a nova governadora Celina Leão, que era vice e assumiu o cargo de Ibanéis após a renúncia dele para se candidatar ao Senado, tenta pressionar o governo federal para salvar o BRB, o Banco de Brasília do rombo gigantesco.

Qual a proposta de Celina Leão? Ora, ela pretende que a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, comprem papéis do BRB, da ordem de R$ 8 bilhões. Que vergonha, governadora Celina, esse pedido é uma proposta indecente e imoral.

A única saída é uma intervenção do Banco Central, liquidando de vez o BRB. Embora seja estatal, pode sofrer intervenção e liquidação por insolvência, má gestão grave ou colapso financeiro, justamente as características atuais do BRB, deixando claro que governadores não devem administrar Bancos, porque o rombo é praticamente certo.

CIDADE ABANDONADA – Ao mesmo tempo, Brasília dá mostras de que está abandonada, com o aumento do número de moradores de rua nas superquadras e a favelização das chamadas cidades satélites.

Tudo isso demonstra que os políticos querem alçar ao poder apenas para enriquecer. Pedem votos ao eleitor com promessas impossíveis e depois riem da cara do povão, quando são eleitos.

Será que o morador de Brasília ainda pretende votar no Ibaneis Rocha e na Celina Leão? Acho que não. Errar de novo e sofrer duas vezes, sinceramente seria demais.

Histórico da democracia brasileira indica que é preciso estar atento a novos golpes

Golpe Militar de 1964: o que foi, contexto, resumo - Brasil Escola

De 64 a 85, foram 21 anos de ditadura militar e arbítrio

Roberto Nascimento

Em recente comentário aqui na Tribuna da Internet, abordamos golpes de estado ocorridos no Brasil após a República, que foi oriunda de uma conspiração contra Dom Pedro II, um monarca altamente intelectualizado e que sabia governar, ao contrário de muitos presidentes.

Insta salientar que, no ambiente da Internet, se o comentarista escrever muito, quase ninguém terá paciência de ler. Portanto, é preciso ser o máximo sucinto possível, e por isso não foi possível discorrer sobre  as nuances de todos os golpes de estado ocorridos no Brasil durante a República.

Primeiro, houve a conspiração de Floriano contra Deodoro. Depois, o episódio dos Tenentes (18 do Forte), a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas a governar por 15 anos em regime ditatorial, a Intentona Comunista de 1935, o Levante Integralista de 1938, o Movimento de 11 de Novembro (1955), para evitar a posse de Kubitschek, e as revoltas de Jacareacanga (1956) e Aragarças (1959), já no governo JK.

COUTTO LEMBROU – Este ano, o jornalista Pedro do Coutto foi um dos poucos que lembraram a passagem do golpe de 31 de março de 1964. Entretanto, a aventura política civil-militar nunca esteve tão atual, pois a ameaça golpista continua atormentando o país.

Tentaram de novo em 2022, mas fracassaram. E agora, vão levar 10 anos, como ocorreu no passado, quando tentaram derrubar Getúlio em 1954 e voltaram em 1964?

O mesmo golpe de 1964 foi tentado em 1954, com a pressão militar para derrubar Getúlio Vargas. Mas o suicídio do presidente, aliado à comoção popular, fez os militares recuarem. Em 1955, tentaram impedir a posse de Juscelino, mas o general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra, na época não se falava em ministro do Exército, impediu o 11 de Novembro, e depois vieram as revoltas de Aragarças e Jacareacanga, de origem aeronáutica.

JANGO ASSUME – Bem, em 1961, assumiu o vice João Goulart, devido à renúncia de Jânio Quadros, sete meses após assumir a presidência, supostamente para reassumir como ditador em meio a uma esperada pressão popular, que não veio. 

Os militares não queriam a presidência de Jango e até ameaçaram derrubar o avião que o trazia de volta de uma viagem à China, para assumir o governo.

Após intensas negociações, os militares aceitaram um acordo para mudar o regime de presidencialismo para parlamentarismo, com Tancredo Neves como primeiro-ministro. Seis meses depois, Jango arquitetou um plebiscito para retorno do presidencialismo, e o povo votou sim, dando o poder de volta a João Goulart como presidente.

Os militares, então, começaram a minar Jango junto com a elite empresarial paulista, acusando o presidente de comunista e de querer implantar uma república sindical.

GUERRA FRIA – O contexto era a guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética. Os EUA, que consideravam (e ainda consideram) o Brasil como colônia americana, tiveram receio de que nosso país passasse a orbitar sob o domínio de Moscou.

Com base no argumento da guerra fria, abasteceram os golpistas brasileiros com informações da CIA, ofereceram apoio logístico, caso fosse necessário, e dinheiro para minar o governo de Jango, tudo comandado pelo embaixador Lincoln Gordon e o adido militar, coronel Vernon Walters.

Em 31 de março de 1964, o golfe foi desfechado, assumindo o comando da nação, pela força, o general Humberto de Alencar Castelo Branco. O regime militar durou 21 anos, de 64 a 85.

BARBÁRIE MILITAR – Importante salientar que naquele período de trevas, toda a América Latina, após o Brasil sucumbir ao autoritarismo, teve um efeito dominó.  Depois, caíram Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Equador, Peru, Colômbia, somente a Venezuela foi poupada da barbárie militar no Cone Sul.

Bem, o futuro a Deus pertence e o Golpe de 2022 foi fracassado porque não houve adesão popular e do empresariado, além da falta apoio dos Estados Unidos, circunstância que desestimulou o Alto-Comando do Exército.

O então presidente Joe Biden enviou um assessor militar para dar um recado aos golpistas: se o golpe fosse executado, o novo governo ficaria isolado e sem condições de prosseguir. Portanto, se o presidente fosse Trump, a história seria outra. Portanto, todo cuidado ainda será pouco, porque Trump agora é o presidente e os golpistas brasileiros estão todos aí, com sangue nos olhos.

Brasil vive tempos obscuros: quando parece que vai melhorar, a situação piora

Quem vai rodar? Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira  (23). #meio #newsletter #charge #delacao #vorcaro

Charge do João Spacca (Canal Meio)

Roberto Nascimento

Uma tristeza corrói nossa alma, com o Brasil vivendo tempos nada republicanos. Vejam o exemplo de Cláudio Castro, que era governador do Rio, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral e se tornando inelegível por oito anos, o que seria uma dádiva dos céus para os eleitores. Mas pode recorrer sub judice e ser eleito senador, para ser cassado mais à frente.

Mas será que o Supremo vai confirmar a condenação? Lembrem que ministro André Mendonça, o atual queridinho da Globo e dos jornalistas, também votou pela absolvição de Cláudio Castro, em dobradinha com o ministro Nunes Marques. Os dois foram votos vencidos, perderam de 5 a 2.

E O IBANEIS? Entretanto, há um caso ainda pior do que o de Cláudio Castro. Trata-se das embrulhadas do governador de Brasília, Ibaneis Rocha. Todo dia lemos notícias negativas sobre ele, como o “investimento” de R$ 12 bilhões, jogados fora na podridão do Master pelo Banco Regional de Brasília, que é estatal e seu presidente Paulo Henrique Costa foi nomeado por Ibaneis.

Depois da cumplicidade com a roubalheira do Vorcaro, vem a noticio de que o escritório de advocacia de Ibaneis, hoje administrado pelo filho, vendeu os honorários de precatórios, no total de 85,5 milhões de reais, a um fundo de investimentos ligado à Reag, financeira que fazia lavagem de dinheiro para o Master. Essas operações ocorreram entre 2019 e 2024.

E não acontece nada. Todos os pedidos e impeachment foram rejeitados pela Câmara Distrital. O Judiciário faz de conta que Ibaneis não existe. Qualquer criminoso de elite consegue escapar.

FORA DA CURVA – A prisão de Vorcaro foi apenas um ponto fora da curva. O que vai acontecer a Ibaneis é a pergunta que não quer calar e grita nos ouvidos moucos da República, aquela que está longe de ser dos nossos sonhos.

Agora teremos um novo Tribunal Superior Eleitoral. Como se sabe, o TSE é composto por sete ministros, três do Supremo Tribunal Federal e quatro indicados entre ministros do Superior Tribunal de Justiça e advogados com experiência em questões eleitorais.

Atualmente a ministra Carmem Lúcia é a presidente. A partir de agosto, finda o mandato dela e o novo presidente que está na fila é justamente o ministro Nunes Marques, o vice-presidente será o ministro André Mendonça e o terceiro, Dias Toffoli.

FUNDO DO POÇO – Essas três peças raras vão compor o Tribunal Eleitoral nas eleições de outubro. A gente pensa que chegou ao fundo do poço e não há mais como piorar, mas logo surgem péssimas novidades.

E assim a crise institucional se torna um mistério das Mil e Uma Noites. Triste Brasil. O povo é trabalhador e resiliente, mas a elite não vale um tostão furado.

“Uma delação Sob Medida” é título de música de Chico e Edu Lobo. Como tudo gira em torno de dinheiro, quem acertar os termos da delação de Daniel Vorcaro, o fraudador, lavador de dinheiro, operador financeiro e encantador de serpentes dos três Poderes, com destaque para o Centrão, vai levar uma bolada das grandes. Delação meia-sola ou meia-bomba, é o que gregos e troianos acreditam na bolsa de apostas em Brasília.

Desesperado com demissão de Kent, agora Trump já fala em terminar a guerra

Counterterrorism official Joe Kent resigns over war: 'Iran posed no  imminent threat'

Joe Kent mostrou que a guerra é inútil e pediu demissão

Roberto Nascimento

Como se sabe, Joe Kent, ex-chefe da Agência de Antiterrorismo dos EUA, é um respeitado herói de guerra, que perdeu a esposa num atentado terrorista no exterior e hoje integra o movimento MAGA (Make American Great Again, ou Faca a América Grande de Novo), que Donald Trump usou para conquistar votos e se eleger presidente.

Ao pedir demissão do cargo, Joe Kent, que tinha sido nomeado pelo próprio Trump, expôs sua contrariedade com a guerra contra o Irã, que a seu ver não ameaçava os EUA.

GUERRA INÚTIL – Kent garante que o Irã não domina a tecnologia para fabricação de bombas nucleares, até porque as instalações de enriquecimento de urânio foram destruídas pelos EUA, com bombas que entraram pela rocha até a profundidade de 60 metros.

Portanto, Kent deduziu que essa guerra inútil para os EUA quebrou uma promessa de campanha de Donald Trump ao movimento de direita MAGA, de não entrar em conflitos desnecessários.

Assim como outros expoentes do importante grupo republicano, Joe Kent acha que Donald Trump está a reboque de Israel, o maior interessado na destruição do inimigo Irã e que precisa de permanente apoio dos Estados Unidos.

ISRAEL À FRENTE – No raciocínio do estrategista Kent, se o maior interessado na guerra é Israel, então, o presidente Donald Trump, não coloca os EUA em primeiro lugar, porque nesse conflito é o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que comanda o teatro de operações, como o ator que dita os rumos da guerra, até pela proximidade geográfica, não deixando alternativas a Trump.

Depois desse repto de Kent, o presidente Trump passar a deixar claro que deseja o fim da guerra, mas, não sabe como fazê-lo, porque não interessa a Israel uma trégua antes da queda do regime clerical do Irã.

Donald Trump demonstra estar a beira de um ataque de nervos, não diz coisa com coisa e nesta sexta-feira, dia 20, chegou a anunciar que a guerra está em fase final, mas o fato concreto é que o Irã está reagindo com extrema violência, ameaçando os países da região.

Isso significa que Trump enfim entendeu o recado de Joe Kent e certamente lamenta ter entrado nessa arapuca de Nethanyahu, um radical que se mantém no poder defendendo um permanente clima de guerra, .

ALTA DO PETRÓLEO – O resultado tem sido cada vez mais preocupante, porque o barril de petróleo já chegou aos 120 dólares pressionando os preços de combustíveis no mundo inteiro, com reflexos na inflação em geral, devido à falta dos derivados, que incluem importantes insumos industriais e agrícolas.

A paz é absolutamente necessária, porque se trata de uma guerra que só serve para Israel destruir seu principal inimigo no Oriente Médio. Entretanto, em contrapartida, vem causando uma desordem mundial, modificando para pior a vida dos cidadãos de todas as partes do mundo.

Para Trump, o pior é que este ano teremos as eleições de meio de mandato nos EUA, e os prognósticos, por causa da guerra, indicam derrota do Partido Republicano e a consequente perda da maioria parlamentar na Câmara dos Deputados e no Senado, o que tornará a vida de Trump num novo inferno de Dante. Trump está perdido, igual biruta de aeroporto, sem saber o que fazer para sair dessa armadilha na qual foi colocado por seu amigo da onça Benjamin Netanyahu. E a máxima do repertório popular nunca falha: “Aqui se faz, aqui se paga”.

Em pânico, Brasília aguarda o anúncio da delação premiada de Vorcaro

Brasília entra em pânico com possível delação de Vorcaro Troca de advogado do dono do Banco Master após decisão do STF que manteve sua prisão aumenta expectativa de colaboração premiada

Charge reproduzida do site Brasil 247

Roberto Nascimento

A confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, por decisão por maioria da Segunda Turma do Supremo, com os votos de Luiz Fux e Nunes Marques acompanhando o relator, ministro André Mendonça, repercutiu no meio político e causou uma apreensão a mais no intrigado tabuleiro político e judicial, deixando à beira de um ataque de nervos muitas autoridades dos três Poderes.

O causador dessa insuportável tensão é o banqueiro Daniel Vorcaro, do grupo Master, um operador financeiro especializado em fraudes bancárias, pirâmides e até no comando de milícias digitais e físicas, disposto a mandar moer e matar adversários.

VORCARO BALANÇA – O fato concreto é que Vorcaro não está aguentando o isolamento na prisão. Trocou de advogados e assim mandou recados ao Congresso e ao Judiciário sobre a possibilidade de delação premiada. Mas, o líder de uma organização premiada, no topo do crime, pode fazer delação?

A legislação em vigor – Lei de Organização Criminosa – diz que sim. A diferença é que, se a delação for de um subalterno contra o líder da quadrilha, o delator pode ficar isento de crime e sequer ser denunciado pelo Ministério Público na abertura do processo penal.

No caso de Vorcaro, não há essa moleza. Como ele é o chefe da organização criminosa, seus benefícios serão no máximo uma redução da pena. De toda maneira, será julgado e condenado, porém com menos rigor.

IBANEIS EM PÂNICO – O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, governador de Brasília, levou o Banco Regional de Brasília (BRB) a torrar R$ 12 bilhões dos cofres públicos na peneira do Banco Master de Vorcaro.

Às vésperas de deixar o governo para se candidatar ao Senado, Ibaneis não vem conseguindo dormir, toma Rivotril direto e teme ser rejeitado pelo eleitor da capital, onde há fortes candidatos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O governador Cláudio Castro, que perdeu quase R$ 1 bilhão do RioPrevidência no Banco Master, já não tem certeza da viabilidade de sua eleição ao Senado e pode ser cassado pelo TSE no julgamento marcado para o dia 25 deste mês.

MAIS PREJUÍZOS – O senador Davi Alcolumbre está metido no rombo de 400 milhões da AmPrev (Previdência do Amapá), cujo presidente, indicado por ele, torrou investindo no Banco Master. O presidente do Senado está uma fera com a Polícia Federal, que teima em investigar corretamente essa fraude bilionária.

Hugo Motta, Jaques Wagner, Ciro Nogueira, e muitos outros políticos, assim como magistrados de tribunais superiores e membros do governo, são muitas “autoridades” com algum negócio fora das quatro linhas republicanas, alguns até legais, mas todos imorais, e temem a delação de Daniel Vorcaro.

A cada dia, surge uma novidade extraída dos oito celulares de Vorcaro e de seu cunhado, o pastor Zettel, expulso da Igreja Lagoinha de Belo Horizonte. Quem podia, levou dinheiro do Banco Master em troca de algum pedido desse verdadeiro encantador de serpentes. Mas quem vai pagar esse rombo, que já passa de R$ 50 bilhões? Ora, somos todos nós, os contribuintes, é claro.

Se a servidora provar inocência, poderá processar o ministro Moraes por perdas e danos

Tribuna da Internet | Moraes não sabe como irá responder ao embargo  infringente de Bolsonaro

Charge do Schmock (Revista Oeste)

Roberto Nascimento

Estimado leitor, gentil leitora, minhas desculpas por voltar ao tema Supremo. Mas o assunto esquentou depois que a Polícia Federal, após recuperar as conversas dos cinco celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, o inteiro teor das conversas que dizem respeito a Dias Toffoli, relator do inquérito do Banco Master, sugerindo a suspeição do ministro.

O presidente Fachin imediatamente encaminhou o relatório de mais de 200 páginas para apreciação do ministro Dias Toffoli. No mesmo dia, Toffoli enviou resposta, alegando que, à luz do Código de Processo Penal, art. 145, somente as partes integrantes do processo e o Ministério Público têm legitimidade para arguir a suspeição de juízes e ministros.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Bem, tecnicamente, Toffoli até pode ter razão, mas há outras normas legais que obrigam a Polícia Federal a tomar providências desse teor, especialmente quando o procurador-geral da República dá mostras de favorecimento a determinados ministros, e assim é melhor nem insistir em denunciar erro da direção da Polícia Federal por ter encaminhado o relatório.

Entretanto, é bom lembrar que o ministro Alexandre de Moraes, no dia 12 de janeiro, quando exercia a presidência interina do STF, nas férias de Fachin, abriu um inquérito determinando à Polícia Federal investigar o vazamento de dados fiscais de ministros e seus parentes, em dois órgãos de Estado: o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal.

O objetivo era uma pretensão pessoal – simplesmente saber se algum servidor vazara a informação sobre o contrato de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o banco Master, pela módica quantia de R$ 129,6 milhões.

FORA DA LEI – Sempre agindo fora da lei, quatro dias após a reunião secreta no STF que afastou Dias Toffoli da relatoria do caso Master, o ministro Alexandre de Morais deu a ordem para quatro servidores da Receita Federal serem afastados do serviço.

Além disso, tiveram de entregar os passaportes e obedecer a diversas restrições, inclusive usar tornozeleiras eletrônicas, e tudo isso aconteceu sem nenhuma culpa formada, praticamente já condenados e cumprindo pena, sem direito de defesa e sem o competente devido processo legal.

Desta vez, a novidade de Moraes foi o descarte puro e simples do Código de Processo Penal, que destaca a obrigatoriedade de a Procuradoria Geral da República ser ouvida para se pronunciar sobre abertura de inquérito que envolva autoridades do Estado, além de expedir a indispensável denúncia, destinada a tornar suspeitos em réus.

SERVIDORA REAGE – Humilhada e reclusa em sua casa, após sofrer busca e apreensão, a agente administrativa Ruth Machado dos Santos, da Receita Federal, nega ter acessado os dados fiscais da mulher de Moraes.

A funcionária, de ficha exemplar, diz que em 21 de agosto de 2025, nas dependências da Receita em Guarujá, litoral paulista, não poderia ter feito o acesso, porque estava ocupada em atendimento ao público. É claro que há possibilidade de alguém ter copiado e usado a senha dela, e isso deveria ter sido investigado antes dessa busca e apreensão, humilhando a servidora diante de seus colegas de trabalho, de seus vizinhos e de sua família. Se Ruth dos Santos provar inocência, poderá processar Moraes por perdas e danos.

No entanto, Moraes não quer nem saber dessas obrigatoriedades legais. Assim, quando em cada caso um artigo vale e em outros não vale nada, está sacramentada a Insegurança jurídica no país. Portanto, é preciso parar Moraes o quanto antes, e na defesa das leis a Polícia Federal tem notória especialização.

“Vazamento” da reunião do Supremo escancarou o baixo nível dos ministros

VAZAMENTO DE REUNIÃO E SAÍDA DE RELATORIA ELEVAM TENSÃO NO STF - Sem  Fronteiras TV

Toffoli conseguiu apoio e solidariedade de sete ministros

Roberto Nascimento

O surpreendente vazamento do teor da reunião secreta do plenário do Supremo Tribunal Federal, na última quinta-feira, teve uma importância muito especial porque escancarou duas realidades que vêm sendo criticadas nos últimos anos – o danoso corporativismo que impera numa instituição que deveria operar exclusividade com base na lei, doa a quem doer, e o incrível baixo nível dos ministros, revelado por suas afirmações sem o menor sentido.

O ministro Flávio Dino, por exemplo, que foi aprovado em primeiro lugar no concurso para juiz federal em 1994, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, e deveria ostentar notável saber, disse que Toffoli tinha “fé pública”.

PÉROLA RARA – Esta afirmação de Dino foi uma pérola rara, porque os atos de qualquer magistrado só têm fé pública quando são corretos, dentro da lei e da ética, sem prova em contrário, o que decididamente não é o caso de Dias Toffoli, cuja fé pública foi inteiramente destroçada pelas 200 páginas do relatório da Polícia Federal.

Outros sete ministros – incluindo Toffoli, é claro – concordaram com essa posição corporativista de Dino, e até consideraram um lixo jurídico o criterioso relatório da Polícia Federa, que passou a ser linchado pelos defensores de Toffoli.

Assim, essa reunião pouco secreta e nada republicana não teve serventia para debelar a crise suprema e apenas registrou  a renúncia de Toffoli ao cargo de relator do Caso Master, atendendo a pedidos.

A CRISE AUMENTA – Com a divulgação de importantes trechos da reunião, o desgaste do Supremo só fez aumentar e já começou também o vazamento de transcrições das reveladoras conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com políticos e autoridades da República.

O resultado dessas decisões teratológicas explícitas, nessa reunião que ia ser secreta, deram mídia para o pastor Silas Malafaia convocar mais um comício em São Paulo, no dia 1º de março. O pastor vai bater duro em Dias Toffoli e Alexandre de Morais, para pedir impeachment dos ministros, pressionando Davi Alcolumbre, presidente do Senado, a abrir os processos.

Por fim, o Brasil está vivendo uma crise anunciada e sem precedentes, mas devemos lembrar que a luz do sol e a transparência são os maiores aliados da democracia, enquanto o sigilo e a censura, ao contrário, são a base de toda ditadura.

Fica explicado por que há tanta disputa para “ganhar” cargo de ministro no STF

Gilmar Fraga | Charge publicada em GZH e Zero Hora. #charge #bancomaster  #fragadesenhos #humor #stf | Instagram

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Roberto Nascimento

Se um ministro do Supremo Tribunal Federal, um desembargador ou um juiz singular – enfim, um togado qualquer – tem fazenda, resort de luxo, é acionista de banco ou grande empresa, por que razão luta tanto para se tornar magistrado ou operador do Direito?

É uma pergunta sem resposta lógica, salvo irresistível vocação, o que representaria uma exceção infinitesimal. Assim, a nação ficou estupefata diante dos argumentos pueris, singelos e desprovidos de razoabilidade, defendidos por Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na sessão plenária do Supremo na última quarta-feira.

PIOR A EMENDA – Seria bem melhor se permanecessem calados, pois o ditado ensina que a emenda pode ficar pior do que o soneto.

No início, até custei a acreditar nas afirmações dos dois magistrados, mas conferi a transcrição e minha decepção foi definitiva.

Por que lutam tanto para se tornarem ministros do STF e depois vem com essa choradeira chata, reclamona, de que não podem receber dividendos, não podem participar de palestras patrocinadas por empresários com processos para serem julgados pela Suprema Corte.

NUMA BOLHA? – Ora, se acham que não podem ser fazendeiros, empresários nem banqueiros, que se encontram numa bolha, porque desejaram tanto a entrada no STF. Por que então, não pedem para sair, como Barroso fez e tem dado palestras na Sorbonne, livre, leve e solto?

O pior foi que ainda tivemos que assistir ao Dias Toffoli fazer gracinha. Não combina com a carranca habitual dele.

Enquanto isso, o STF sangra com a imagem arranhada na opinião pública. A meu ver, somente Edson Fackin e Carmem Lúcia lutam pelo Código de Conduta, que ao final e ao cabo, não vai servir para nada.

SIGILO ABUSIVO – E a transparência dos processos judiciais? Foi jogada no lixo. O sigilo está falando mais alto.

É urgente a quebra do sigilo bancário e fiscal do caso Master, inclusive do presidente e dos diretores do Banco Central, que estão proibidos de conceder entrevista e até falarem sobre todos os atos que dizem respeito à liquidação extrajudicial do grupo financeiro.

Mas existe um problema. Quem vai colocar o guizo nos gatos (ou gatunos), que hoje habitam o templo de nossa Justiça? Nenhum Código de Ética será capaz de restituir o que se perdeu.

Dias Toffoli tenta, mas não conseguirá justificar o que é mesmo injustificável

Tribuna da Internet | Audacioso, Dias Toffoli usa o Supremo para praticar  obstrução de Justiça

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Roberto Nascimento

A nota explicativa do ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, deixou mais dúvidas do que certezas. Portanto, não teve o condão de cessar as críticas ao Supremo e em particular ao próprio Toffoli. Portanto, o STF permanece sangrando como alvo de críticas nas redes à esquerda e à direita, porque fatos importantes não foram esclarecidos na nota e continuam gerando a suspeição do ministro e a conivência do Supremo

Ou seja, permanecem desconhecidos da opinião pública os fatos e fundamentos que justificaram a decisão de transferir o caso Master para o STF, sem haver fulcro na Constituição.

UMA SURPRESA – Eu jamais poderia imaginar que algum dia viesse a concordar com uma análise feita pela musa das privatizações do governo FHC, a economista Helena Landau, mas ela foi sensacional com seu artigo no Estadão.

A economista descreve as incongruências do ministro Dias Toffoli permanecer na relatoria do Caso Master. E indaga, com veemência: Ele é ou não suspeito? Precisa ou não aceitar seu impedimento? O caso deve ser julgado na primeira Instância ou na última, o STF? São perguntas que estão gritando alto na consciência da sociedade.

Helena Landau observa que a Suprema Corte tem o direito constitucional de errar por último. Portanto, a responsabilidade do colegiado é de extrema relevância.

JUSTIÇA OMISSA – Realmente, quando um ministro erra e o colegiado se omite, passa para o cidadão comum a sensação de que o Judiciário não está cumprindo seu papel de proteção ao Estado de Direito, fica omisso em seu dever de fazer cumprir os preceitos da Constituição.

O pior é que a crise instalada com a relatoria do ministro Toffoli no Caso Master vem precedida de decisões que anularam sentenças da Lava Jato, inclusive de réus confessos e que haviam devolvido de bilhões de reais aos cofres da Petrobrás, libertando e favorecendo diretores e gerentes corruptos, envolvidos na rapina do Petrolão.

Essa impunidade passa também a sensação de que o crime compensa e aí Helena Landau cita o livro: “Como as Democracias Morrem”. Morre um pouquinho mais, segundo a economista, na repercussão de decisões judiciais teratológicas, exóticas, inexplicáveis, absurdas, incríveis, ilógicas, irracionais e por si adiante.

FRACASSO NACIONAL – A economista faz menção também ao livro “Por que as Nações Fracassam”. A meu juízo, isso acontece quando os Três Poderes abandonam a máxima de Montesquieu descrita no seu clássico “O Espírito das Leis”, no qual o francês iluminista cita a independência e a harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário, como condição sine qua non para a sobrevivência da democracia.

Portanto, a responsabilidade da Suprema Corte é importantíssima para a estabilidade democrática.

Quando a sociedade perde a confiança em seus ministros, a democracia começa a morrer lentamente, como um câncer que vai corroendo as entranhas da sociedade até envolver e destruir o tecido social, abreviando a morte da democracia e provocando o fracasso da nação. Então, morre a democracia e o país morre junto.

Malafaia sabe que os chefões da Faria Lima rejeitam a candidatura de Flávio

Malafaia: Tarcísio não se arrepende de nada do que falou na Paulista

Malafaia quer convencer Tarcísio a disputar contra Lula

Roberto Nascimento     

O pastor Silas Malafaia já sentiu o vapor do vento, vindo pelos lados do Centrão e da Avenida Faria Lima, endereço dos maiores empresários paulistas, que já se decidiram pela chapa com o governador paulista Tarcísio de Freitas, tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

Jair Bolsonaro se insurgiu contra a decisão da direita empresarial e o pragmatismo do Centrão; resolveu impor o nome do filho Zero Um para herdar o legado do bolsonarismo.

SEM CONDIÇÕES – Ocorre, porém, que Bolsonaro foi abatido em pleno voo e está preso. Portanto, ficou sem condições políticas para impor ao sistema o nome do filho Flávio, que não tem carisma para empolgar o eleitorado.

A direita sabe que aquelas condições políticas que levaram Bolsonaro ao poder não existem neste 2026. Pelo contrário, a tentativa de golpe de estado assustou aos empresários, que preferem um cenário de estabilidade democrática, ideal para o ambiente de negócios.

É por isso que Silas Malafaia há muito tempo vem costeando o alambrado para pular do sítio bolsonarista e entrar no terreno com a grama fresca e abundante da candidatura Tarcísio, antevendo a perda de capilaridade eleitoral de Bolsonaro.

FICAR NA MUDA – Mas o que angustia o pastor Malafaia é a indecisão do governador paulista. Segundo o líder evangélico, Tarcísio deveria ficar na muda. igual passarinho, e não falar em reeleição para não queimar o filme.

Assim, quando a direita que manda der a ordem, indicando Tarcísio como candidato, haverá melhores condições. Esse recado será dado até abril, quando termina o prazo para os governadores deixarem o governo para se tornarem candidatos a presidente, deputado ou senador.

Na hora certa, as cartas de quem realmente manda no Brasil vão chegar ao hóspede da Papudinha. Os chefões da Faria Lima não querem o filho Flávio como candidato da direita e serão respeitados.

Atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master é absolutamente suspeita

Toffoli volta atrás em decisão sobre relatórios sigilosos do antigo Coaf |  VEJA

Toffoli mantém o inquérito irregularmente no Supremo

Roberto Nascimento

O Supremo Tribunal Federal está sangrando sob a suspeita de imparcialidade, com o supercontrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes para defender o Banco Master, ganhando R$ 3,6 milhões mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, e com a condução do caso na relatoria avocada em bases frágeis pelo ministro Dias Toffoli, na argumentação de prerrogativa de foro, apenas porque o deputado José Carlos Bacelar (PL-BA), tentou comprar um imóvel de Daniel Vorcaro, o que não foi levado a efeito.

Então, o STF foi tragado para esse furacão de interesses pessoais, com o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, requerendo inspeção no Banco Central, e com a notícia de que o ministro Dias Toffoli viajara no jatinho do advogado do Master para assistir ao jogo Palmeiras X Flamengo em Lima, no Peru.

SAIR FORA – Para estancar o processo de críticas contundentes à Instituição, o ministro-relator Dias Toffoli deveria devolver o processo do Master para a Justiça Federal de Brasília, porque o caso Master não vai sair do noticiário, enquanto a razão dos fatos não for restabelecida.

O ministro Edson Fachin, presidente da Corte Suprema, tem o Poder de intervir, mas o corporativismo dos ministros, em sede colegiada, poderia derrubar a decisão. L

Portanto, os ministros vão ter que suportar o tiroteio contra o STF, que vai perdendo o apoio do trade jurídico e principalmente da opinião pública, circunstância que a Câmara e o Senado mais temem, principalmente em ano de eleições.

NOVA CPI – Significa dizer, que na reabertura do ano Legislativo em 3 de fevereiro, suas excelências do Congresso, pilhadas pelos eleitores de seus Estados, ficarão tentadas a criar a CPI do Banco Master e, pior ainda, até colocar na pauta o impeachment de ministros do STF e do TCU.

Nem Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, terá coragem para barrar o tsunami, arquivando os insistentes pedidos de impeachment, sob pena de perder a reeleição na presidência do Senado em 2027.

O fato concreto é que o assalto do Banco Master é extremamente explosivo e os credores estão encontrando dificuldades para reduzir seus prejuízos através de reembolso pelo Fundo Garantidor de Crédito.

SUPERESCÂNDALO – Quem conhece o Brasil, sabe que o escândalo da véspera é sempre superado pelo próximo, mas esse do Banco Master é um monstro de sete cabeças expelindo por todos os lados o fogo da corrupção e da lavagem de dinheiro.

É preciso estancar essa sangria, que vem derrubando a credibilidade do STF. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, pois o mais grave é um irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.

Para que sigilo em assuntos de interesse público?
E a implicância contra a Polícia Federal e o Banco Central não faz sentido. O STF está sangrando em praça pública, e o colegiado calado e perplexo vendo dois ministros insensatos abalarem a credibilidade do Tribunal.

EXEMPLO DO TCU – De tanto apanhar por causa do ministro relator Jhonatan de Jesus, que recuou do desejo de  suspender a liquidação do Master ou manter os bens do dono do Master, Daniel Vorcaro, o TCU saiu do noticiário negativo.

Mas a bola está quicando no STF. Toffoli decidiu que todas as provas obtidas pela Polícia Federal, na segunda fase de busca e apreensão, fiquem sob custódia dele no STF. Essa decisão é escalafobética, esdrúxula e inconstitucional

Não contente, o ministro criticou a Polícia Federal, por demorar para executar as buscas e apreensões. Há uma leitura de animosidades do relator contra a PF e o Banco Central. Para bom entendedor, no mínimo o ministro deveria se declarar suspeito nesse caso Master. 

Toffoli precisa ser um dos primeiros convocados, se houver CPI do Master

Amigo diligente, é melhor que parente 😎 #imaginasefossepobre #vorcaro #sigilo #bancomaster #tcu

Charge do Iotti (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

O ministro Dias Toffoli tinha que ser investigado e deveria ser um dos primeiros a prestar depoimento na CPI do Master, caso a oposição consiga no Congresso a investigação das fraudes financeiras, pois o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (ele, sempre ele…) tenta impedir a CPI de funcionar.

Neste momento, Dias Toffoli não vai decidir nada. O relator agora sabe que o escândalo é gigantesco e a sociedade está contra o cerco que ele e o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, tentam fazer contra o Banco Central.

MÍDIA REAGE – É impressionante como a imprensa desta vez se uniu. Não há nenhum veículo da mídia se manifestando em apoio a Toffoli e a Jhonatan, que caíram da escada segurando a brocha.

Apesar dessa extraordinária pressão da mídia, os mesmos grupos de sempre vão procurar manter o caso Master em banho-maria, até sair do noticiário, sendo substituído por outro novo escândalo ou a invasão do Trump tomando a Groelândia ou atacando o México por terra.

Tudo parece possível. Porém, desta vez os fatos são de tamanha gravidade que a investigação do caso do Master se tornou irreversível, até porque a liquidação extrajudicial é uma medida definitiva no mercado financeiro. Qual o maluco que vai investir dinheiro nesse banco, depois de terem vindo a público as falcatruas de seu presidente Daniel Vorcaro?

PIZZA INVIÁVEL – É uma lama movediça essa tentativa de ajudar Vorcaro, que está provado ser um criminoso contumaz. Será muito difícil assar essa pizza no forno do Supremo e do TCU, onde a maioria dos ministros agora tenta escapar da podridão.

É preciso lembrar que o povo pode novamente sair às ruas, para exigir o fim da corrupção. Vejam o exemplo do Irã. Mesmo com a forte repressão da ditadura, o povo está indo às ruas, cansado de sofrer.

Aqui no Brasil, que vive uma democracia relativa, precisamos lutar para mostrar que ninguém está acima da lei, seja no caso de quem a elabora, que é o Congresso, de quem analisa a constitucionalidade dela, que é o Supremo, e de quem está obrigado a obedecê-la, que é o governo.

Se Vorcaro fizer delação premiada, a terra vai estremecer em Brasília

Charge do Aroeira | Metrópoles

Charge do Aroeira (Metrópoles)

Roberto Nascimento

O presidente Edson Fachin está isolado na Côrte Constitucional. O projeto do Código de Conduta, proposto por ele antes do caso do Banco Master, conta com um único apoio – da ministra Carmem Lúcia, que é solteira, não tem irmãos nem filhos advogados.

Logo a seguir, com o escândalo do Marques, a credibilidade do Supremo Tribunal Federal junto à opinião pública. no final do ano despencou a quase zero.

APOIO A PARENTES – Mudaram a Lei para permitir que parentes de ministros tivessem autorização para advogar nos Tribunais Superiores nos processos em julgamento. Até Luiz Fux foi a favor, por causa do filho que enriquece advogando nos tribunais superiores.

Somente Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Carmem Lúcia e Rosa Weber votaram contra. É por essa razão que Luiz Fux está calado, com seu boi na sombra. Apenas Carmem Lúcia está fora dessa encrenca.

Agora, os ministros estão envergonhados com o supercontrato da esposa de Alexandre de Moraes para salvar o banco Master, somente Gilmar Mendes veio a público defender Moraes, enquanto Dias Toffoli entrava no esquema, e está trabalhando não somente para o Banco Master, mas também para a J&F, a antiga Friboi.

SONHO INÚTIL – Apesar da repercussão negativa do caso Master, o ministro Toffoli ainda acredita que tem condições de suspender a liquidação do Master, embora o efeito possa ser pior do que uma bomba atômica.

No Judiciário e no Congresso, muitos personagens temem a delação premiada de Vorcaro, alguns estão tremendo de medo.

A credibilidade do Brasil no Fundo Monetário Internacional, por causa de Moraes, Toffoli e de Jhonatan de Jesus, novo ministro do Tribunal de Conta da União, pode prejudicar o grau de investimentos no Brasil. E esse TCU, vale algum tostão furado, a não ser como cabide de emprego de parlamentares aposentados?

UM TURBILHÃO – O país está atônito com os fatos que vem sendo revelados.

Chego a sentir pena do ministro Alexandre de Morais. Ele está completamente desconfortável com tudo isso. Quanto a Dias Toffoli, sua frieza é impressionante. Não liga para nada, porque acha que está acima do bem e do mal.

Fachin está tão isolado, que perdeu as condições de agir no caso Master, enquanto Toffoli decretava segredo em fatos de interesse público e marcava acareação  antes dos depoimentos. Depois recuou, mas manteve as perguntas a Daniel Vorcaro (Banco Master), Paulo Henrique Costa (BRB) e Ailton de Aquino (Banco Central), através da delegada federal Janaina Palazzo.

DELAÇÃO NA MIRA – Tentam uma saída para Daniel Vorcaro, que ameaçou delação premiada e assustou gregos e troianos em Brasília. A delação desse fraudador e corrupto causaria um terremoto na capital da gastança.

Ibaneis Rocha, governador de Brasília, não consegue dormir, de tão preocupado. Cláudio Castro, governador do Rio, teme o fim da sua carreira política e vê sua candidatura ao Senado escapar pelos dedos.

Davi Alcolumbre também está metido nessa, através de seu apaniguado no Amapá, que torrou dinheiro no Master através do Instituto de Previdência. Uma delação pegaria todo mundo.

Melhor negócio atualmente no Brasil é ser “dono” de partido político

UMA CHARGE CADA VEZ MAIS ATUAL…

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Roberto Nascimento

Há muitos exemplos da desagregação política de importantes nações, quando perdem o líder que as conduzia. Basta lembrar o marechal Josip Tito e o caso da Iugoslávia, um país que simplesmente não existe mais.

Quando ele morreu, a unidade nacional foi rompida. Houve uma guerra civil violenta. Surgiram, então, sete países independentes: Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte, Montenegro, Sérvia e, parcialmente reconhecido, o Kosovo.

AQUI NO BRASIL – O PTB era fortíssimo com Getúlio. Sem ele o Partido foi minguando, depois fundiu-se com o Patriota e hoje não existe mais.

A UDN era Carlos Lacerda. Sem ele, até tentaram recriá-la, mas fracassou.

0 MDB perdeu força política com a morte do líder Ulysses Guimarães. E o PSDB virou um partido nanico, com a aposentadoria de FHC e a morte de Franco Montoro e Mario Covas.

SALADA PODRE – Hoje existe uma salada partidária sem ideologia e sem projeto de país, que servem apenas para enriquecer os donos dos partidos.

O MDB livrou de Michel Temer, o chefe do chamado quadrilhão, mas outros partidos estão dominados, como o PL de Valdemar Costa Neto, o PP de Ciro Nogueira, o PSD recriado por Gilberto Kassab, o União Brasil de Antônio Rueda e o Republicanos de Marcos Pereira, que representa Edir Macedo, da Igreja Univeral.

CENTRÃO – Essa fragmentação partidária, reunida sob o codinome de Centrão, não tem como dar certo para o país.

No entanto, no que se relaciona à vida financeira desses dirigentes partidários, eles estão no melhor dos mundos, como diria Voltaire.

O país que se dane, o que eles querem é o dinheiro do Fundo Partidário, do Fundo Eleitoral e das emendas parlamentares.  Ser dono de partido, com ou sem mandato parlamentar, é um verdadeiro negócio da China.

Lula precisa definir Haddad como herdeiro de seu espólio político no PT

Lula e Haddad: reúnem-se no Alvorada sem definir corte de gastos

Lula já está com a data de validade praticamente vencida

Roberto Nascimento

Fernando Haddad é o substituto natural de Lula da Silva no PT e na Esquerda. Mas  a cegueira política do partido, constituído de frentes e tendências desagregadoras, só sobreviveu até aqui, por causa de Lula.

Ocorre que o atual presidente não é eterno e já está bastante idoso. Portanto, é urgente ser destacada uma nova liderança capaz de aglutinar a multiplicidade de egos inflados. Nesse quadro, Haddad emerge como único nome em condições de substituir o cacique, nos próximos anos. No entanto, não observo movimentos nesse sentido. E a direita agradece essa lacuna da esquerda.

DOIS ESPÓLIOS – Importante salientar que a direita brasileira também patina e se divide, sem saber qual figura política herdará o espólio de Bolsonaro, que mingua a olhos vistos. Até Donald Trump, o pragmático milionário, presidente dos EUA, abandonou essa família complicada.

Eles brigam entre si para receberem o aval do réu preso na PF. Será Flávio, o Zero Um, a receber a indicação definitiva, ou a esposa Michelle? O racha na família é de conhecimento público.

E o Centrão tem candidato ungido nesse grupo monetarista e interesseiro. Trata-se de Tarcísio de Freitas, que diz em público que não quer, mas, trabalha nos bastidores pela candidatura, seu sonho de uma longa noite de verão. Esperto, só vai para a guerra se tiver o apoio dos bolsonaristas, porque ainda não confia no seu taco numa carreira solo.

NÓ GÓRDIO – Aceitar ou não o lançamento do governador Tarcísio de Freitas é o nó górdio, que a direita não está conseguindo desatar.

A família Bolsonaro prefere perder com Flávio Bolsonaro, do que ganhar com Tarcísio de Freitas, porque uma vez sentado naquela cadeira, estará decretado o fim do grupo Bolsonaro.

Do lado do PT, Haddad deveria ser candidato a vice-presidente, porque se Lula vencer, já estará com 81 anos, ou seja, com quase 8 anos acima da expectativa de vida do homem brasileira, que é de 73,3 anos.  Homem que passa dessa idade está fazendo hora extra…

Desta vez, a crise entre os três Poderes é grave e ainda vai dar muita briga

Alcolumbre se sentiu traído do Lula e está dando o troco

Roberto Nascimento

As crises institucionais entre os Poderes da República são recorrentes e sistêmicas. Desta vez, porém, a situação se mostra realmente grave, por vários fatores simultâneos. Um deles é a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.

Os senadores devem avaliar o notável saber jurídico e a ilibada reputação, quesitos nos quais Messias é pouco reconhecido e ele chegou ao ponto de “engordar” o currículo na Wikipédia, dizendo ter sido procurador do BNDES, mas o banco é egido pela CLT, tem advogados admitidos por concurso, mas não há vagas de procurador.

ALCOLUMBRE IRADO – No meio do furacão, o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, mostra estar muito contrariado com o presidente Lula, que tinha aceitado a indicação do nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas recuou e escolheu Messias, sem comunicar a Alcolumbre, que já tinha até comemorado a escolha de Pacheco com um grupo de senadores.

Agora, o presidente do Congresso trabalha abertamente para recusar a indicação de José Messias e já transferiu a sabatina dele para janeiro. Foi uma inabilidade de Lula, que não pode combinar uma coisa com o presidente do

A liquidação do Banco Master, com prisão de vários envolvidos, também irritou Alcolumbre de uma maneira sobrenatural. Ninguém conhece as razões. Os investigados foram soltos, apesar da abundância de provas. Todos são ricos e podem fugir com facilidade para o exterior.

MUITAS TROVOADAS – O clima está mesmo quente e sujeito a chuvas e trovoadas entre os Três Poderes. O ministro Gilmar Mendes extrapolou na decisão cautelar e monocrática de mudança da Lei do Impeachment, de 1950, que serviu para os Impeachments de Collor e de Dilma. Diante da possibilidade de a oposição fazer maioria na composição do Senado na próxima eleição, podendo aprovar impeachments de ministros do STF, Gilmar decidiu aprovar uma blindagem que evite problemas futuros.

A decisão significa uma blindagem dos ministros do STF, porque atribui ao procurador-geral da República, a decisão de processar e cassar integrantes do tribunal. A fundamentação não se sustenta no arcabouço constitucional e trucida a lógica, pois dá um Poder total ao procurador Paulo Gonet, amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes na Faculdade IPD,

Ocorre que o mandato de Gonet foi sacramentado pelo Senado em novembro deste ano, para um segundo período de dois anos na PGR. Como não há certeza de que Gonet será reconduzido em 2027, seu sucessor na Procuradoria poderá pautar o impeachment de ministros. Ou seja, Gilmar Mendes pode estar apenas adiando o processo.

ADIVINHAÇÃO – Conforme se constata, Gilmar Mendes se antecipa e blinda um provável processo contra ministro do STF, julgando que a oposição conseguirá maioria no Senado nas eleições de outubro de 2026. Mas o que o ministro Gilmar Mendes realmente sabe do resultado das futuras eleições, que nós, simples mortais, não sabemos?

Parece brincadeira. Os candidatos ainda não foram escolhidos e as campanhas eleitorais nem começaram, mas o mundo político e judicial já sabe quem vai ganhar e quem vai perder as eleições de 2026. Isso é “Incrível, fantástico e extraordinário”, nos moldes do programa do pesquisador e cantor Henrique Fróes, mais conhecido como “Almirante”, grande sucesso de audiência na Rádio Nacional.

Até hoje, ainda não existe a democracia perfeita que os gregos idealizaram

Democracia neste sete de abril - Rede Humaniza SUSRede Humaniza SUS - O SUS  QUE DÁ CERTO

Charge do Solda (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

O mundo político é de uma maldade ímpar, não há dúvida, embora o mundo em si, com a natureza e o cosmos, seja de uma divindade fora do comum. Até a escuridão, quando recheada de estrelas, pode acalmar o espírito.

No alvorecer da democracia, Platão ensinava que a Real Política deve visar ao bem de todos, mas até hoje isso é raríssimo de encontrar. No Brasil do Século XXI acontece o contrário, porque em primeiro lugar sempre figura o interesse particular de governantes e parlamentares.

LEMBRANDO O MESTRE – Se for vetado a nomeação de Jorge Messias ao Supremo pela ação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estará declarada a guerra entre Executivo e Legislativo. Alcolumbre tem atuado para não aprovar o nome do atual Advogado-Geral da União.

Hoje, o indicado do presidente Lula para o Supremo, José Messias, só tem 30 votos. Ou seja, precisa de mais 11 votos para ter maioria absoluta. Esses conflitos entre os Três Poderes podem gerar uma crise sistêmica, tudo que os golpistas mais querem nesse momento.

Como Ulysses Guimarães, grande mestre da política brasileira contemporânea, trataria essa crise terrível provocada pelo Congresso? Nesse caso, acho que dr. Ulysses certamente diria que Lula errou ao não indicar o senador Rodrigo Pacheco.

AINDA EM RISCO – O grupo golpista, formado por civis e militares, não desapareceu como num passe de mágica. Eles continuam atentos às falhas da democracia, preparados para tomar o poder, apesar da prisão dos líderes.

Bolsonaro estimulou a divisão nas Forças Armadas, quando demitiu o general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e os três ministros militares, todos legalistas e contrários ao golpe.

Nomeou para o lugar oficiais superiores bolsonaristas, que, entretanto, também eram contra qualquer tentativa golpista, menos o Almirante Almir Garnier, que está preso.

NÃO CONSEGUIRAM – Foi muito pouco para caracterizar a divisão pretendida e inflamar os quartéis, não conseguiram abrir caminho para a quebra da democracia.

O Alto Comando do Exército em maioria se posicionou contra o Golpe do Bolsonaro. Foram chamados de melancias, verdes por fora e vermelhos por dentro, simulacros de comunistas.

Foi um jogo pesado envolvendo até pressão sobre os familiares dos generais golpistas, com quebra de hierarquia sem precedentes nas Forças Armadas, indicando falta de compromisso com a unidade da nação, sem avaliação das consequências trágicas como uma guerra civil. Mas a democracia falou mais alto e deve ser preservada, a qualquer custo.

Por que Ibaneis Rocha escapou de ser preso pela corrupção no Banco Marques?

Governador Ibaneis Rocha adia reabertura do comércio do Distrito Federal

Não é possível que Ibaneis escape da lei, mais uma vez

Roberto Nascimento

O governador Ibaneis Rocha não consegue explicar suas ações. É um escândalo atrás do outro. O mais recente foi o aval para o aporte de R$ 16 bilhões do Banco Regional de Brasília (BRB) para o saco sem fundo do Banco Master.

A quem interessava torrar essa dinheirama toda? Foi um ato de altíssima irresponsabilidade e o governador também deveria ser preso, mas a Justiça parece estar dominada e vai deixá-lo à solta.

8 DE JANEIRO – Lembrem que Ibaneis já escapou da prisão uma vez, quando se omitiu naquela tentativa de golpe do 8 de Janeiro. Quando a invasão aos prédios públicos estava em curso, ele não atendeu aos telefonemas da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber.

A cúpula da Polícia Militar de Brasília, comandada por Ibaneis, fez vista grossa no episódio do quebra-quebra. Há muitas irregularidades que não foram investigadas.

Quando se dá um desconto para políticos execráveis desse tipo, eles aprontam de novo, porque são incorrigíveis.

FUTURO SENADOR – E o pior de tudo é que Ibaneis Rocha, atual governador, está com o passaporte carimbado para o Senado na eleição do ano que vem. Aliás, em Brasília só aparecem candidatos de direita. A única exceção era o ex-governador e ex-senador Cristovam Buarque, mas ele hoje está completamente apagado.

No escândalo do Banco Master estão envolvidos o governador Ibaneis Rocha, a vice-governadora Celina Leão e a ex-ministra Flávia Arruda, ex-mulher do ex-governador José Roberto Arruda, considerado um dos políticos mais corruptos de Brasília, que foi filmado recebendo dinheiro ao vivo.

Hoje, por mera coincidência, Flávia Arruda é casada com o banqueiro Augusto Ferreira Lima, um dos presos no caso do Banco Master. Detido pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, deflagrada na terça-feira (dia 18), Lima era sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master desde 2019. Segundo a PF, as operações fraudulentas chegaram a R$ 12 bilhões.

CASTRO ENVOLVIDO – Por fim, não se pode proteger o governador Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, que investiu R$ 970 milhões na arapuca do Banco Master. Antes da intervenção do Banco Central, a direção da Rio-Previdência se apressou em resgatar R$ 560 milhões do fundo administrado pelo Master. E os recursos serão usados para pagar a folha de novembro.

É certo dizer que o governador Cláudio Castro lesou o patrimônio público dos servidores. E agora? Quem vai pagar esse prejuízo, que pode quebrar a Rio-Previdência?

Não se pode ter compromisso com o erro de governante, seja de esquerda ou de direita. Quando falta dinheiro, seja dos correntistas dos bancos ou dos participantes dos Fundos de Pensão, ninguém pergunta se é culpa de esquerda ou da direita. No caso, nem se trata de erro, mas de corrupção pura e simples.

Reação forte impediu que Derrite revivesse a PEC da Bandidagem

A aliados, Derrite diz que alterou PL Antifacção para driblar "narrativas"  | Blogs | CNN Brasil

Derrite alterou a emenda para favorecer os governadores

Roberto Nascimento

O capitão Derrite, eleito deputado federal em 2022, licenciado do cargo de Secretário de Segurança de São Paulo pelo governador Tarcísio de Freitas, para relatar a PEC Antifacções enviada pelo governo ao Congresso em regime de urgência, em dois dias conseguiu causar uma polêmica federal.

Ele deturpou o texto, que havia sido feito após seis meses de consultas à sociedade, ao Ministério Público e a outras autoridades.

OBJETIVOS  – A destrambelhada mexida do Capitão Derrite se fixou em dois pontos da proposta inicial:

1- Submeter a Polícia Federal ao controle dos governadores. Qualquer investigação, inquérito, operações contra o tráfico internacional de armas e drogas, contrabando, descaminho na esfera estadual, qualquer dessas iniciativas só poderia começar ou avançar com a aprovação ao dos governadores.

2- Equiparar as organizações criminosas (tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, prejuízo a Fazenda Nacional) ao terrorismo.

LETRAS MORTAS  – O Art. 144, parágrafo primeiro e incisos, I, II, III e IV da Constituição Federal se tornariam letras mortas.

Ora, senhor Derrite, a Polícia Federal é uma Instituição de Estado, portanto, não pode ser subordinada ao governo federal e muito menos aos Governadores.

Bem, além de absurdamente ilógico, abriria a porta para intervenção de potência estrangeira, a pretexto de combater o terrorismo e o tráfico de drogas, aliás e a propósito, o que Trump está fazendo nas costas do Caribe, próximo da Venezuela e nas costas do Pacífico em frente a Colômbia. Será que o Brasil seria a bola da vez?

REDES SOCIAIS – Bem, esse risco de ataque a soberania nacional, ficaria na conta de Hugo Motta, presidente da Câmara, e do capitão Derrite, que aceita ser manipulado.

A sociedade, mais uma vez, protestou nas redes sociais contra o monstrengo que queriam aprovar, fazendo Motta e Derrite desistirem de trair o Brasil.

Deputados e senadores querem usar o dinheiro público, sem transparência e sem controle. Por isso, tentaram reviver a PEC da Blindagem, porque, sem aprovação dos governadores, a Polícia Federal não poderia investigar o destino das emendas parlamentares. Seria a derrocada da República.