Paulo Roberto Costa alega falta de dinheiro e quer depor em videoconferência

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em imagem de 2015 (Foto: Reprodução / TV Globo)

Costa foi intimado pelo juiz Moro a depor em Curitiba

Matheus Leitão
Do G1

Os advogados do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa encaminharam documento ao juiz Sérgio Moro nesta sexta-feira (20) pedindo que o magistrado aceite colher o depoimento dele por meio de videoconferência, por causa da “grave dificuldade econômica em que toda a família se encontra”. Nesta semana, Moro designou a data de 9 de agosto para ouvir Paulo Roberto Costa como testemunha de defesa de José Lázaro Alves e Cesar Luiz Godoy, diretores do Grupo Alusa Engenharia, investigados por suspeita de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

No documento que determinou a data do depoimento, Moro afirmou que Paulo Roberto Costa teria que comparecer pessoalmente à 13ª Vara Federal de Curitiba. Agora, a defesa do ex-diretor da Petrobras pede que Moro reconsidere a decisão e marque o depoimento por videoconferência.

SEM CONDIÇÕES – Os advogados lembram que parte da aposentadoria de Paulo Roberto Costa está bloqueada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e ele não tem condições de se deslocar até Curitiba.

“Ocorre que o deslocamento do requerente gerará um grande dispêndio em virtude dos altos valores das passagens aéreas, não tendo hoje condições de arcar com essas despesas mais hotel por duas noites”, argumentam os advogados.

Nesse processo, José Lázaro e Cesar Godoy são investigados com outras cinco pessoas por suspeitas de crimes relacionados ao contrato de construção da casa de força da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A ação teve início após a 51ª fase da Operação Lava Jato.

Plano de governo do PT vai agradar o povo, e não o mercado, anuncia Gleisi

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Gleisi insiste com Lula e não admite um Plano B

Deu no Correio Braziliense
Agência Estado

Ao falar sobre o programa de governo do PT para a campanha presidencial, a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que os pontos do plano do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, conversam “com o povo”, e não com o mercado financeiro.

“O nosso pressuposto é sempre ter responsabilidade fiscal com responsabilidade social. Nós já governamos o País. Todo mundo sabe como trabalhamos as contas públicas e nós temos que falar com o povo, e não com o mercado”, disse Gleisi.

CRÉDITO BARATO – Na área econômica, o plano propõe intensificar a oferta de “crédito barato” a famílias e empresas, fazer uma reforma tributária que promova justiça fiscal e revogar as medidas do governo Michel Temer, como as mudanças legislativas e as privatizações.

A líder petista afirmou que o programa “é um dos mais avançados” que o PT fez desde 1989. Pela primeira vez em um plano de governo, por exemplo, está a proposta de “redemocratização dos meios de comunicação de massa”, bandeira história de setores mais radicais do partido. Gleisi explicou que se trata de uma “regulação econômica” da mídia. “Na realidade, é uma proposta super liberal. Todos os países desenvolvidos regulam seus meios de comunicação, então não é novidade nenhuma, é regulação econômica.”

 

O programa ainda será detalhado até o próximo dia 26 de julho, quando a equipe coordenada pelo ex-prefeito Fernando Haddad deve finalizar a primeira versão do plano de governo com a coordenação de campanha.

FAKE NEWS – Ao comentar o fato de o PT não ter assinado o compromisso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news, Gleisi disse que há um temor de que a fiscalização do TSE recaia sobre sites de notícias de esquerda.

A informação sobre a ausência do PT no compromisso foi relevada pelo jornal Valor Econômico. “Queremos saber quais são as regras”, pontuou Gleisi, reiterando que o partido e ela sempre se colocaram contra fake news e são vítimas da disseminação de informações falsas.

PSB decide nesta segunda-feira, em BH, se Lacerda será o vice de Ciro Gomes

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Márcio Lacerda, amigo de Ciro, já aceitou ser o vice

Bernardo Miranda e Fransciny Alves
O Tempo

Sem apoio do centrão, o futuro da candidatura do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República vai ser decidido em Belo Horizonte, na próxima segunda-feira, em uma reunião do PSB. Lideranças do partido de várias regiões do país vão deliberar se a legenda vai compor a chapa do pedetista. A expectativa é que nesse encontro também seja batido o martelo sobre a indicação do nome do ex-prefeito da capital mineira Marcio Lacerda para vice na chapa do presidenciável.

Oficialmente, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda nega que esse assunto será discutido na reunião de segunda-feira. Por meio de sua assessoria, ele informou que a pauta do encontro será discutir as alianças nos estados onde o partido terá candidatura própria, que é o caso de Minas Gerais.

DECISÃO FINAL – O presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e outros nomes de peso da agremiação vão desembarcar em Belo Horizonte e, segundo interlocutores, já querem sair do encontro com os rumos do partido nacionalmente definidos. A ideia é decidir de vez se vão caminhar com Ciro Gomes e definir se haverá ou não liberação dos Estados para apoiarem quem quiserem ao Planalto. Esse ponto interessa, por exemplo, membros do PSB de Pernambuco que querem se unir aos petistas.

Um interlocutor do PSB disse que Lacerda, hoje pré-candidato ao governo de Minas, é um nome de consenso entre o PSB e o PDT para ser o indicado a vice. “Se Ciro receber o apoio do PSB, ambos os partidos concordam que o melhor nome para compor a chapa é o de Lacerda. E o desejo pessoal do Ciro também é esse”, disse.

O PSB nacional marcou a convenção partidária para o dia 5 de agosto, que, pela legislação da Justiça Eleitoral é a data limite para realização da reunião que vai referendar os rumos da sigla.

GOVERNO DE MINAS – Segundo essa mesma fonte, o que poderia pesar na decisão do ex-prefeito é ele ter que abrir mão da corrida pela cadeira do Palácio da Liberdade, que estaria com chances de crescimento: “Lacerda apareceu muito bem nas primeiras pesquisas para o governo. Ele é visto como uma terceira via contra o desgaste de PT e PSDB, então é uma candidatura com chances reais de vitória no Estado”.

A possível saída de Marcio Lacerda da corrida eleitoral ao comando do Estado poderia abrir brechas para uma aliança entre o PSB e o MDB em Minas. Para tratar dessa hipótese, dirigentes das duas legendas se reuniram ontem e já marcaram para a próxima quarta-feira outro encontro.

Até lá, os parlamentares esperam que ocorra uma definição no quadro nacional, principalmente em relação à chapa de Ciro Gomes, e se Henrique Meirelles vai desistir de concorrer ao Planalto.

ADALCLEVER – Se essa última hipótese se confirmar, com Meirelles desistindo da candidatura, o desenho do palanque do candidato pedetista no Estado teria o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, como nome ao governo.

O PSB e os partidos aliados ocupariam outros espaços na chapa. “Esse é uma conjuntura que seria boa para o Ciro e para o PSB também, e claro que para o MDB. Mas é uma conversa inicial ainda”, disse uma fonte.

O deputado federal Júlio Delgado, porém, não acredita na viabilidade de uma aliança entre as duas agremiações no Estado. “Eu considero isso impossível. Seria uma contradição. Nós lutamos contra o MDB de Michel Temer no Congresso, e as lideranças nacionais já disseram que não iriam permitir essa aliança em Estados que são considerados chave para o PSB, como Minas”, avaliou.

Temer atuou nos bastidores para impedir que o Centrão apoiasse Ciro Gomes

Foto reproduzida do Arquivo Google

Antonio Temóteo
Correio Braziliense

O flerte entre os principais caciques do Centrão (PR, DEM, PP, Solidariedade e PRB) e Geraldo Alckmin (PSDB) tem a digital do presidente Michel Temer. Possesso com o namoro entre os partidos da base aliada e Ciro Gomes (PDT), o chefe do Executivo mandou um recado curto e grosso para os caciques das legendas. Ou se afastavam do pedetista ou perderiam todos os cargos que ainda mantêm na Esplanada dos Ministérios. Sempre sereno, Temer tem perdido a paciência com os adjetivos atribuídos a ele pelo político nordestino e cobrou fidelidade dos líderes partidários.

Ele não perdoa Ciro, que o chamou de “quadrilheiro” e disse que o presidente “será preso assim que sair do governo”. Um auxiliar do presidente, entretanto, detalhou que o movimento político não teve a intenção de beneficiar a candidatura de Alckmin ou sinalizar que está próximo do tucano.

MEIRELLES NA MÃO – Até porque o ex-governador de São Paulo tem deixado claro que não quer associar sua imagem a de Temer. “Sabemos que essa decisão afeta a campanha do Henrique Meirelles, mas Ciro não dá”, disse um integrante do MDB.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles terá que fazer voo solo na disputa pela Presidência da República. O que todos estão se perguntando é: até onde irá o apoio do MDB a Meirelles. O ex-ministro nunca esperou uma aliança com o Centrão. Mas, com as sinalizações de que o grupo migrará para Alckmin, ficará mais difícil atrair os votos mais moderados. O tucano tende a ganhar mais musculatura e nível de exposição, sobretudo, quando começar a campanha da tevê. Além disso, o ex-governador de São Paulo terá amplos palanques estaduais.

FALTA EMPENHO – Meirelles, que está estagnado entre 1% e 2% nas pesquisas de intenção de voto, dependerá do empenho dos diretórios nacionais do MDB. O problema é que, dentro do partido, há grupos que não aceitam sua candidatura. É o caso da ala chefiada pelo senador Renan Calheiros, de Alagoas, que passou a atacar publicamente o correligionário.

Essas mudanças também afetarão em cheio a campanha de Ciro. O pedetista terá que acertar aliança com o PSB para não ficar menor. Sem alianças de peso, ele terá pouco tempo de tevê, apenas um minuto, o que comprometerá seus planos de chegar ao segundo turno das eleições.

Ciro apostava todas as fichas num acerto com os partidos de centro para reforçar sua trajetória rumo à Presidência da República. Chegou ao ponto de aliviar o discurso para tentar atrair os partidos que, juntos, têm mais de três minutos de tevê. Nas negociações, ganhou um aliado de peso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM.

RESISTÊNCIA – Mas, com a adesão do PR de Valdemar Costa Neto ao Blocão, a aliança com Ciro ficou mais difícil. Valdemar considera Ciro de difícil manejo e temia que o candidato, por seu temperamento explosivo, acabasse minando a própria candidatura. Com isso, o Centrão morreria na praia e sairia mais enfraquecido para fechar uma nova aliança no segundo turno.

O Centrão não brinca em serviço. Seu objetivo, com a aliança, é garantir um bom naco no governo vencedor: comandar ministérios e estatais importantes. Para Alckmin, mesmo ciente da gula do Centrão, a aliança é a única opção para que ele consiga se movimentar nas pesquisas de intenção de votos, nas quais está estagnado entre 6% e 8%, dependendo do levantamento.

Caso consiga fechar com o PSB, Ciro garantirá dois minutos e 30 segundos de tevê. Será um alento e tanto. Hoje o pedetista será sacramentado como candidato do PDT à Presidência da República. Mas, o anúncio perdeu impacto com o candidato sem uma aliança forte para caminhar até outubro próximo.

E O MERCADO? – Os movimentos políticos que fortalecerão a candidatura de Alckmin deixarão parte do mercado eufórico. Muitos executivos de grandes instituições financeiras ainda apostam que a chance do tucano sair vencedor das urnas é grande porque ele terá tempo de TV e recursos para vencer as eleições. “O brasileiro vota com o bolso e com a barriga. Ninguém vai ganhar uma campanha com redes sociais. Isso seria um espanto. Muitas teses de investimento têm levado em conta o PSDB do Planalto a partir de 2019”, disse um analista do mercado.

PRIVATIZAÇÃO – Um sinal disso foi o resultado da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) na sexta-feira. Os investidores ficaram eufóricos diante da possibilidade de o Centrão fechar com a candidatura de Alckmin. Em menos de meia hora, as ações da Petrobras se valorizaram R$ 5,8 bilhões. “Muitos estão deixando o pessimismo de lado e começam a ver a possibilidade de o tucano chegar ao segundo turno das eleições com chance de vitória”, disse outro analista.

 Com Alckmin no Palácio do Planalto, os donos do dinheiro acreditam que o governo não vai interferir na gestão das estatais. Muito pelo contrário, haverá a profissionalização das empresas consideradas estratégicas e privatização daquelas que dão prejuízos. A tendência é de que, confirmado o acordo entre o tucano e o Centrão, as ações da Petrobras, do Banco do Brasil e da Eletrobras, que está para ser vendida, disparem.

 

“Não entendo de economia e de muita coisa, mas tenho bom senso”, diz Bolsonaro

Irônico, Bolsonaro diz que não entende o feminismo 

Marco Grillo, Maiá Menezes e Thiago Prado
O Globo

Na primeira entrevista do Globo com candidatos à Presidência, Jair Bolsonaro, que será escolhido neste domingo o nome do PSL ao Planalto, admite desconhecer assuntos econômicos e diz que quem responde por ele nesta área é o consultor Paulo Guedes — o seu ‘Posto Ipiranga’. O deputado ainda provoca adversários e afirma não entender o que o movimento feminista quer.

Em declarações públicas recentes, o senhor gerou desconforto ao dizer que não entende de economia. Não é um problema para um candidato que mira o Planalto?
Não entendo mesmo. Não entendo de medicina, de agricultura, não entendo um montão de coisa. Acho que temos que ter bom senso para governar. Foi o que falei para a equipe do Paulo Guedes (economista responsável pelo programa econômico do presidenciável). O que a gente quer: inflação baixa, dólar compatível para quem importa e exporta, taxa de juros um pouco mais baixa e não aumentar mais impostos. Só pedi coisa boa.

Mas a economia vai ser um eixo relevante da campanha…
Esse é o bê-a-bá, precisa saber mais do que isso? Estou indo para o vestibular ou para campanha política?

Por exemplo, qual seria a sua política de combate à inflação? É com ele (Paulo Guedes). Mas acho que tem que manter a meta que está aí, de 4,5%. Agora, é importante dizer que a inflação está muito mais baixa, não pelo trabalho da equipe econômica, mas sim pelo desemprego e empobrecimento da população.

O senhor é favorável à autonomia ou até mesmo a independência do Banco Central?
O Goldf… Como é o nome dele? (um assessor diz o nome de Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central). A ideia do Paulo Guedes é mantê-lo. Outro dia, o Paulo deu uma declaração importante: devemos manter alguns integrantes da equipe econômica atual. Até alertei: “Paulo, não fala em manter alguns da equipe, fala o nome dos caras, para não me vincular com o Temer.” Daqui a pouco, a imprensa vai dizer que apoio o governo Temer.

Qual a sua proposta de reforma tributária?
O deputado Luiz Carlos Hauly está bastante avançado em um projeto. Não vi ainda, mas as informações que tenho são de que, sendo aprovada, vai trazer um grande alívio. O Marcos Cintra (economista) tem fixação em imposto único. Eu, como leigo, acho que é legal, mas também uma utopia. Se conseguir diminuir 15 ou 20 impostos, já seria excelente. É igual à reforma da Previdência: vamos devagar, que a gente chega lá.

Taxação de grandes fortunas?
Sou contra.

E taxar dividendos?
Quem aplica no mercado financeiro, é isso? Aí eu vou para o Posto Ipiranga. Perguntar para o Paulo Guedes. Não tenho vergonha de falar isso não.

Tudo o senhor joga para o Paulo Guedes?
Sobre isso aí (taxar dividendos), eu vou ouvir a opinião dele.

O senhor é contra aumentar imposto, mas pode assumir um governo com problema de caixa. Onde vai cortar?
Se para salvar o governo, tem que quebrar os trabalhadores, vamos morrer juntos abraçados. Ninguém aguenta mais pagar imposto. Podemos também diminuir a quantidade de ministérios. Fundir Agricultura e Meio Ambiente. Transformar o Ministério da Cultura só em uma secretaria.

A negociação durante meses com o PR, liderado pelo Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, não contraria seu discurso contra as práticas da velha política?
Minha negociação era apenas com o senador Magno Malta. O Valdemar abriu para que eu colocasse quem eu quisesse de vice: do meu partido, do dele ou até mesmo um terceiro. Ele coligaria conosco desde que nós fechássemos aliança no Distrito Federal, Rio e São Paulo. Mas acabou, PR já morreu.

A aliança do Centrão em torno de Geraldo Alckmin preocupa o senhor?
O Centrão diz que vai bater mesmo o martelo lá para o dia 4 de agosto. Podem acontecer problemas entre eles, e alguém vir para o nosso lado. O atrativo que eu tenho é a popularidade. Mas estou muito tranquilo. Se der zebra, eu vou para a praia. Não estou preocupado com isso.

O senhor quer mesmo ser presidente da República?
Não estou com obsessão, mas sigo em frente. Acabei de chegar de uma viagem barra pesada. Sozinho, por Goiânia e Rio Verde (GO).

Está cansado da pré-campanha?
Eu digo que sou “imbroxável”, mas estou meio broxa sim.

O senhor vai participar dos debates?
Vou, mas sem ficar preso à agenda, no joguinho de discutir besteira. Vou dar um tranco de dez segundos e falar o que interessa. Não adianta querer me amarrar numa pauta. Vou responder o que eu quero.

O senhor imagina algum adversário caso passe para o segundo turno?
Acho que não enfrento ninguém. A gente ganhar no primeiro turno. O Alckmin acabou de me ajudar com a aliança com o centrão. Vou mandar um beijo para ele. Um beijo hetero.

Ele tem tentado provocar o senhor nas redes sociais. Vai responder?
Não vou entrar na pilha dele. Ele perde em casa (São Paulo) para mim em toda pesquisa. Ele tem que se explicar, crescer um pouquinho mais.

Marina e Ciro também já alfinetaram o senhor publicamente…
Não sou psiquiatra para responder o Ciro. Já a Marina me chamou de hiena em entrevista a um programa de rádio. Imagina se fosse o inverso. A hiena é um animal que só faz amor uma vez por ano, come porcaria o tempo todo…

Sabe quanto a sua pré-campanha gastou até agora?
Não. Fico em casa de amigos. São caras que me convidam, alguns parlamentares. Há uma briga de foice para me levar a qualquer estado do Brasil. Minhas viagens são com o dinheiro do partido. Antes, viajava, em média, uma vez e meia por mês. Agora é quase toda semana.

Tem empresário ajudando o senhor no empréstimo de jatinhos ou na produção de vídeos?
Já tive oferecimento de jatinho e helicóptero e não aceitei. Sobre os vídeos, tem gente que faz no amor e manda para cá. As mídias sociais, sou eu que posto.

Há páginas no Facebook impulsionando postagens favoráveis ao senhor, além de outdoors espalhados pelo Brasil. É tudo espontâneo?
Eu não tenho nada a ver com isso. Não conheço 99% desses caras. Deve ser gente que tem dinheiro. Tem vaquinha também. Por que está acontecendo tudo isso aí? Porque sou diferente dos outros.

O senhor propôs aumentar o número de ministros do Supremo, medida tomada no passado pela ditadura militar no Brasil e por Hugo Chávez na Venezuela. Não é autoritário?
Não. Tem que propor emenda à Constituição, e os nomes seriam acolhidos pelo Senado. Eu indicaria dez. Ninguém em sã consciência acha que o Supremo, em especial a Segunda Turma, está fazendo um trabalho à luz da Constituição.

Pelos cálculos, o senhor poderá indicar dois ministros do STF se for eleito. Por que quer indicar dez?
Você tem que ter maioria independente no Supremo.

Seria dependente do senhor essa maioria, certo?
Não. Nós sabemos como são indicados os ministros. Em especial, quando começou o mensalão, o critério foi mais politizado e ideologizado. E o Supremo está numa situação de querer legislar. O Conselho Nacional de Justiça também, e o Executivo e Legislativo não tomam providência.

O senhor defende pontos fora da lei brasileira, como uma espécie de carta branca para policiais matarem em operações nas favelas. Por quê?
A lei permite só para o lado do crime. Imagina um soldado na rua em missão da GLO (Garantia da Lei e da Ordem). É surpreendido, tem troca de tiros e acaba morrendo um inocente. É justo levar esse garoto para uma Auditoria Militar para uma condenação de 12 a 30 anos de cadeia? Ele tem que ser responsabilizado por tudo isso? Estamos vivendo em guerra, e nela os dois lados atiram. Eu topo manter como está se os especialistas e a imprensa participarem com os policiais de uma operação e mostrarem como têm que fazer.

Em entrevista para a revista Playboy, em 2011, o senhor disse a seguinte frase: “Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. Voltaria atrás?
Negativo. Não foi do nada. Naquela época, o governo estava com um programa para combater a homofobia e apareceu o kit gay (forma como Bolsonaro chama uma cartilha que seria distribuída pelo Ministério da Educação para debater sexualidade no ambiente escolar). Minhas frases foram importantíssimas para combater a questão de ensinar sexo para criancinha a partir de seis anos de idade.

O senhor acha que é possível ensinar a ser gay?
Não é ensinar, mas estimular. Se você passa um filme na escola de dois meninos se beijando, o Joãozinho no intervalo pode dar uma bitoquinha no Pedrinho. O garoto, até uma certa fase, imita.

Um garoto não poder ver um beijo gay mas pode fazer gestos como se estivesse com armas? (Bolsonaro foi fotografado simulando o uso de uma pistola)
Pelo amor de Deus, você quer comparar beijo gay com isso? Essa foto foi tirada de maneira totalmente espontânea, o pai autorizou e tudo. Ontem fiz mais uma. Chega de frescura, quando eu era criança brincava de arma o tempo todo. Nas favelas, tem gente de fuzil por todo o lado. Um filho vê o pai policial armado todo dia. Não vejo maldade nenhuma nisso. As crianças do Brasil têm que ver as armas como algo ligado à responsabilidade e de proteção à vida.

Caso eleito, haverá preocupação de gênero na formação da sua equipe?
Não vai ter essa preocupação de afro, mulher ou gay. Quero gente que dê conta do recado. Pode ter 14 mulheres até.

O senhor repetiria hoje a declaração de que a deputada Maria do Rosário “não merece ser estuprada, por ser muito feia”?
Exemplo: estou jogando futebol contigo. Você me dá um carrinho por trás, eu xingo você e dou uma cotovelada. Chama-se ato reverso. Estávamos discutindo o caso Champinha. Ela perdeu os argumentos, me chamou de estuprador, e eu respondi no reflexo.

O movimento feminista reagiu fortemente às suas falas…
Cada um faz o que quer da sua vida. Não estou preocupado com movimento de mulher com braço cabeludo. Não interessa. Quer depilar, depila; não quer, não depila.

O movimento feminista não é sobre depilação.
Mas o que o movimento feminista quer? Não sei. Não estou preocupado com isso.

E assim adormece esse homem Que nunca precisa dormir pra sonhar…

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Caymmi, no início da carreira, em Salvador

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O violonista, cantor, pintor e compositor baiano Dorival Caymmi (1914-2008), construiu sua obra inspirado pelos hábitos, costumes e tradições do povo baiano. Teve como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica.

O samba “João Valentão”, gravado pelo próprio Dorival Caymmi, em 1942, pela Odeon, fala sobre um brutamontes que não dispensa uma boa briga, mas cujo coração amolece no final do dia, quando chega cansado para o aconchego do lar, significando que João Valentão é, simultaneamente, o bruto e o sensível, que vive numa terra tão problemática e tão bela.

JOÃO VALENTÃO
Dorival Caymmi

João Valentão é brigão
Pra dar bofetão
Não presta atenção e nem pensa na vida
A todos João intimida
Faz coisas que até Deus duvida
Mas tem seu momento na vida

É quando o sol vai quebrando
Lá pro fim do mundo pra noite chegar
É quando se ouve mais forte
O ronco das ondas na beira do mar
É quando o cansaço da lida da vida
Obriga João se sentar
É quando a morena se encolhe
Se chega pro lado querendo agradar

Se a noite é de lua
A vontade é contar mentira
É se espreguiçar
Deitar na areia da praia
Que acaba onde a vista não pode alcançar

E assim adormece esse homem
Que nunca precisa dormir pra sonhar
Porque não há sonho mais lindo do que sua terra, não há

Desta vez, TV, rádio e redes sociais são os caminhos para as urnas de outubro

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Charge do Kayser (Arquivo Goodle)

Pedro do Coutto

Em uma campanha com menos recursos financeiros do que aconteceu em 2014, em face da proibição de doações empresariais para candidatos e partidos, o caminho das urnas de 7 de outubro divide-se pelos horários gratuitos na TV e as mensagens nas redes sociais da internet. A partir de agosto, como destacou ontem Chico Caruso em artigo contendo texto e imagem no O Globo, inicia-se o tiroteio verbal e as promessas sempre renovadas e não efetivadas , característica das mensagens políticas. Mas esta é outra questão.

O horário gratuito na TV e no rádio pode ser até comparado, em seus reflexos, com as mensagens nas redes sociais. É uma questão bastante curiosa, através da qual pode se medir o efeito de um lado e o efeito obtido de outro.

INSERÇÃO GRATUITA – E acrescente-se uma coisa: os espaços na TV são limitados proporcionalmente às bancadas dos partidos e das coligações na Câmara Federal. Os espaços nas redes sociais não têm limite.

Estou falando de matérias de inserção gratuita. Não se confunde com publicidade comercial, sobretudo porque esta não poderá ultrapassar limites muito reduzidos. Basta lembrar que as doações por parte de pessoas físicas encontram-se limitadas a 10% dos rendimentos anuais de cada doador.

Em segundo lugar, não creio que algum candidato possa pagar publicidade na internet se ele pode aparecer gratuitamente com a postagem de seus apelos ao voto. É preciso inclusive, analisar-se bem essa questão que vai conduzir a uma análise da veiculação de mensagens nas redes da cibernética com os resultados que cada candidato vai apresentar nas pesquisas do Datafolha e do Ibope.

PRIMEIRO PLANO – A comparação deve partir de um levantamento dos conteúdos referentes aos candidatos à presidência da República, no primeiro plano. Isso porque é impossível medir as inserções de todos os candidatos a senador e a deputados federais e estaduais. No máximo pode-se aplicar essa chave de pesquisa também aos candidatos a governador, já que são vinte e sete estados da federação.

É impossível estender-se o levantamento aos candidatos aos parlamentos. Entretanto, pensando melhor, admite-se que tal pesquisa possa se estender ao infinito em virtude da multiplicação de candidatos gerando mensagens sem fim. O importante, no entanto, é cotejar os ingressos dos candidatos nas redes eletrônicas com os pontos que vierem a somar nas pesquisas depois de iniciado o horário eleitoral na televisão.

SÓ A SUCESSÃO – Fiquemos na comparação reunindo apenas os candidatos à presidência da República. Então poderemos ter ideia mais nítida da influência tanto nas redes sociais quanto na televisão.

As campanhas deste ano terão custo muitas vezes menor do que as despesas verificadas em pleitos anteriores. Vamos esperar as próximas pesquisas, tanto as do Ibope quanto as do Datafolha, e vamos na comparação eliminar a hipótese de publicidade paga na internet.

Afinal de contas não acredito que alguém pague uma publicidade se tem acesso gratuito ao espaço que flutua entre as campanhas e as urnas.

PMN rejeita candidatura própria e Valéria Monteiro faz protesto, aos gritos

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Valéria Monteiro ainda insistia em ser candidata

Bruno Góes
O Globo

A convenção do PMN, partido nanico que chegou a negociar uma aliança com a candidatura de Marina Silva (Rede), foi marcada neste sábado, em Brasília, por uma confusão envolvendo a ex-apresentadora Valéria Monteiro. Antes da reunião, já havia acordo entre os 134 votantes para rejeitar candidatura própria ou qualquer apoio a outros presidenciáveis no primeiro turno. Logo que a convenção começou, Valéria, que queria concorrer ao cargo de presidente, tratou de gritar no fundo da platéia: “Essa convenção é fajuta! Essa convenção é fajuta!”

A ex-apresentadora logo foi acompanhada por Marivaldo Neves, que teve a pré-candidatura ao Senado rejeitada na Bahia. E também auxiliada por um rapaz descontrolado que insistia em gritar: “O PMN já elegeu deputado, governador. E agora vai eleger também presidente da República!”

GRITARIA – Enquanto Valéria gritava contra a direção, mas sem aparentar descontrole, Marivaldo exigiu a palavra, aos berros. O presidente nacional do PMN, Antônio Massarolo, disse que apenas os votantes teriam direito a falar. Marivaldo, então, foi retirado a pontapés por seguranças.

“Eu sou advogado! Eu sou advogado!” — gritava Marivaldo, enquanto levava uma gravata de um segurança.

Depois da confusão, o PMN decidiu não apoiar qualquer candidatura ou ter candidato próprio. Segundo o presidente do partido, Marina Silva tentou firmar acordo apenas com o diretório de São Paulo, onde os quadros do partido são próximos à Rede.

MARINA SILVA  — “Conversei com o Pedro Ivo (um dos colaboradores de Marina) há 15 dias. Nós não tínhamos como apoiá-la. Nos estados, temos gente querendo apoiar Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Bolsonaro. Então, seria muito desconfortável se a gente fechasse essa aliança”.

Após as discussões, Valéria disse que iria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar anular a convenção. Segundo o presidente do partido, havia um acordo com a ex-apresentadora. Sua candidatura só seria lançada se ela alcançasse 3% dos votos em pesquisas de intenção de voto, o que não aconteceu.

Valéria está em disputa judicial com o partido. Ela chegou a conseguir no TSE uma decisão favorável para que a legenda discutisse a candidatura. Mas não foi o suficiente para atender à maioria do partido. Inconformada, Valéria falou com a imprensa sobre seu projeto para o país.

— “Viajei 32 mil quilômetros pelo Brasil com o meu carro. Constatamos que a desigualdade no país é imensa. A gente precisa combater essa desigualdade, debater a renda básica universal. Precisamos falar da quarta revolução industrial, que ameaça 80% das profissões conhecidas hoje” — disse Valéria.

“Antes só do que mal acompanhado”, diz Índio da Costa, esnobando Crivella

O candidato do PSD, Índio da Costa, em convenção no Rio, neste sábado (21)

Índio da Costa criticou Eduardo Paes ao discursar

Italo Nogueira
Folha

O deputado federal Índio da Costa (PSD) oficializou sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro neste sábado (21) afirmando ser melhor estar “só do que mal acompanhado”. As negociações partidárias da última semana fizeram com que ele perdesse o esperado apoio do PRB, do prefeito da capital, Marcelo Crivella. E com a adesão do Centrão ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), a tendência é que os tucanos apoiem o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). E o PRB decidiu apoiar o ex-governador Anthony Garotinho (PRP).

“Tem um velho ditado que deve pautar todos os acordos políticos nesse novo tempo. Antes só do que mal acompanhado”, afirmou em discurso na convenção do PSD, que indicou como vice o deputado Zaqueu Teixeira, também do PSD.

ATAQUES A PAES – Índio da Costa, contudo, não criticou nem mencionou o PSDB e Crivella. Seus ataques foram direcionados a Paes, que até este fim de semana tentava atrair o PSD para sua aliança.

“Estamos abertos para todos os partidos que não representem o atual governo, nem o seu modelo. […] Eles [grupo de Paes] fizeram de tudo para que eu estivesse na aliança com eles, e obviamente que isso não tinha nenhuma hipótese de isso acontecer”, afirmou o deputado, ex-secretário da gestão de Paes e de Sérgio Cabral (MDB).

Ex-secretário de Infraestrutura da gestão Crivella até março, ele afirma que nunca teve a garantia de apoio do prefeito. “Não há rompimento. Há uma relação de amizade e respeito. Política é política. O PRB escolhe o rumo dele. Cada um está fazendo que entende ser o mais importante para o Rio de Janeiro”, disse o candidato do PSD.

REUNIÃO PASTORAL – Índio da Costa perdeu o apoio de Crivella ao afirmar que o prefeito errou no caso da reunião com pastores no Palácio da Cidade, em que é acusado de ter oferecido privilégios a evangélicos no acesso a serviços públicos. Ainda que tenha sido contrário ao impeachment, o posicionamento o afastou do palanque do prefeito.

Neste sábado, Índio fez um discurso com foco na segurança pública. Privilegiou a defesa de policiais e adotou uma linha de rigor no combate ao crime. “Uma criança ou um velho, ou uma pessoa de qualquer idade, portando um fuzil, escolheu estar em guerra. Vai ser preso. E se partir para o enfrentamento, vai sofrer as consequências. E o governador vai estar ao lado do policial no momento de qualquer atitude que tenha”, declarou Índio.

É a primeira vez que Índio disputa o governo do estado. Em 2016, ele ficou em quinto lugar na disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro, com 9% dos votos válidos. No 2º turno, apoiou Crivella.

Volta da contribuição sindical abre a primeira crise de Alckmin com o Centrão

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Charge sem assinatura (reprodução do Google)

Valdo Cruz
G1 Brasília

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, procurou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, para contornar o início de uma crise entre o tucano e o Solidariedade, um dos partidos do Centrão que está fechando uma aliança com o tucano para a eleição presidencial.

Na sexta-feira (dia 20) à noite, Alckmin falou por telefone com Paulinho, depois de ser informado que o Solidariedade poderia sair do acordo com o tucano e negociar um apoio com o candidato do PDT, Ciro Gomes. Motivo: o tucano havia postado em redes sociais que não havia possibilidade de revogar nenhum dos pontos da reforma trabalhista e que não havia plano de trazer de volta a contribuição sindical.

CONTRIBUIÇÃO – Paulinho disse ao blog que, na reunião de quinta-feira (19) com Alckmin, quando foi fechado um pré-acordo do Centrão com o tucano, o ex-governador de São Paulo havia concordado em discutir uma nova forma de financiamento para os sindicados depois que a contribuição obrigatória foi extinta. Na conversa, disse o deputado, teria ficado claro que não seria a volta do imposto sindical obrigatório, mas uma contribuição a ser aprovada em assembleia pelos trabalhadores.

“Depois, veio esse ruído, algum assessor não entendeu e colocou a nota nas redes sociais, gerando ruídos. Mas está tudo contornado e neste domingo (21) vamos nos encontrar com o Alckmin para discutir o assunto”, afirmou Paulinho.

O deputado, do Solidariedade, explicou que sua proposta é de criar uma contribuição sindical, que teria de ser aprovada por pelo menos 20% da categoria em assembleia, que seria cobrada dos trabalhadores que fossem beneficiados com o acordo trabalhista.

“Alckmin reuniu a nata de tudo que não presta no Brasil”, afirma Bolsonaro

Bolsonaro fez sucesso na formatura dos paraquedistas

Hudson Corrêa
O Globo

Em solenidade de formatura de paraquedistas do Exército na Vila Militar, em Deodoro, na manhã deste sábado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à presidência da República, criticou a aliança do tucano Geraldo Alckmin com o centrão da Câmara de Deputados. Foi a primeira vez que Bolsonaro fez uma declaração mais dura sobre o concorrente, polarizando com o tucano.

No evento, ele roubou a cena ao tirar fotos com familiares dos formandos e com soldados, chegando a colocar a boina dos militares e ouviu o coro de “Bolsonaro presidente” dos presentes ao dividir o palanque com o general chefe do Estado Maior do Exército, Fernando Azevedo e Silva. Também trocou sorrisos e abraços com outros generais. E novamente voltou a posar com criança fazendo sinal de arma.

JANAINA – O deputado federal usou a agenda para defender o nome da advogada Janaína Paschoal como vice-presidente em sua chapa, afirmando que durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ela mostrou aguentar a pressão.

Os dois têm falado por telefone e ela deve comparecer na convenção do PSL neste domingo, quando a candidatura de Bolsonaro será oficializada.

Crivella deve trocar Indio da Costa por Garotinho na eleição do Rio

Crivella então disse a Garotinho: “Fala que eu escuto”

Marcelo Remigio
O Globo

O pré-candidato a governador Anthony Garotinho (PRP) e o PRB do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, devem fechar nos próximos dias uma aliança. O acordo envolverá a garantia da vaga de vice na chapa do PRP, ou de senador, e também incluir o PRTB na aliança. A proposta de Garotinho é atrair o empresário José Luís Rangel, pré-candidato do PRTB ao Senado, mas que também seria uma opção de vice. Rangel é cunhado de Edir Macedo, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus, ligada ao PRB.

A chapa agradaria Macedo e ainda colocaria um ponto final na aliança entre o prefeito do Rio e seu ex-secretário e deputado federal Indio da Costa (PSD), que lança hoje sua candidatura ao Palácio Guanabara.

AVANÇANDO – As conversas entre Garotinho e o PRB de Crivella e Macedo, antecipadas pelo colunista Lauro Jardim, estão avançadas. A negociação reata uma aliança quebrada este ano. O ex-governador apoiou no segundo turno o então candidato do PRB ao Palácio Guanabara na última eleição ao estado e também à prefeitura do Rio. Mas a aproximação de Indio com o partido da Universal levou a deputada federal e filha de Garotinho, Clarissa, a deixar o secretariado de Crivella e perder a indicação de cargos, desandando a relação da família com o prefeito.

A aproximação de Crivella e Garotinho veio logo após O Globo revelar uma reunião em que o prefeito prometeu privilégios a pastores de igrejas evangélicas, como marcação de cirurgias de catarata e o andamento mais rápido de processos de isenção de IPTU para as igrejas.

Indio, que esteve à frente da Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio, criticou Crivella pela reunião, irritando o prefeito e líderes da Universal.

CUNHADO – José Luís Rangel — irmão da mulher de Edir Macedo, Ester — é a aposta do líder religioso para manter uma vaga no Senado. Com a eleição a prefeito de Crivella, seu sobrinho, o suplente Eduardo Lopes, também bispo da Igreja Universal Eduardo Lopes (PRB), assumiu a cadeira, mas sem a garantia de reeleição, segundo lideranças da Igreja e do próprio PRB.

A ida de Rangel para o PRTB entraria numa estratégia de Macedo para evitar uma eventual resistência do eleitorado a um nome ligado à Universal — seu cunhado é evangélico atuante na Igreja Nova Vida. A vaga de vice para o empresário também seduziria Macedo.

PENDÊNCIA – De acordo com o presidente regional do PRTB, Jimmy Pereira, o partido conversa com o PRP, o PSL e o PSC, e ainda depende do fechamento de alianças nacionais para bater o martelo na chapa fluminense.

— O cenário está aberto para ajustes e alianças. De concreto mesmo é André Monteiro governador e senadores, Mattos Nascimento e Luís Rangel. Candidaturas a deputado federal e estadual sem coligação — afirmou Jimmy, ao confirmar a aproximação com Garotinho.

Procurado por meio de sua assessoria, Garotinho não retornou. Em nota divulgada durante esta semana, o ex-governador confirmou negociações com o PRB e o PT.

Para quem conhece espiritismo, uma mensagem psicografada de Karl Marx

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Charge de Débora Vaz (Arquivo Google)

Antonio Carlos Rocha

Estamos iniciando esta série de reflexões sobre o MettaEspiritismo, que significa Além do Espiritismo. Como o neologismo está grafado com dois “t” e o E ficou maiúsculo, sugerindo duas palavras coladas, ou, como se diz hoje em termos de web, “tudo junto”, esclareço que o vocábulo Metta é uma palavra budista que significa “Amor Bondade”, ou seja, uma forma de amor incondicional que não exige nada de volta. Um amor espiritual. E o MettaEspiritismo é também para ler e reler textos espíritas.

Hoje, vamos transcrever uma psicografia do pensador prussiano Karl Marx. Na mensagem, o autor espiritual está falando dos médiuns, mas eu quero transportá-la para os trabalhadores terrenos. A partir destas mensagens, queremos fazer uma nova abordagem das relações capital/trabalho, para que os operários não sofram tanto e comecem a se desapegar conforme recomenda o MettaBudismo e a MettaMeditação, que significa uma MettaZen.

A MENSAGEM – Disse Karl Marx, através da psicografia, feita por um médium dedicado a estudos ecumênicos, que abrangem diferentes religiões:

Após o meu desencarne, fui auxiliado por Espíritos de Luz, mormente o meu Anjo da Guarda, ou como dizem os Espíritas, o meu Mentor, o meu Guia Espiritual e ele me disse: “Está bem Karl, em matéria de Filosofias terrenas você já estudou bastante, agora está na hora de começarmos a estudar as Filosofias Espirituais, que nós pesquisamos desse lado de cá da vida”.

Como sou um eterno estudioso, aceitei de imediato e comecei a pesquisar matérias completamente novas para mim, isto é, filosofias e religiões comparadas.

Tive aqui na Espiritualidade Maior, onde me encontro, na qualidade de aluno, a oportunidade de conhecer o Emmanuel, verdadeiro Espírito de Muitas Luzes.

Disseram-me que uma parte dele já reencarnou, mas ficam as outras por aqui nos auxiliando. Mais adiante, em outra mensagem, eu falarei sobre este “reencarnar uma parte”.

Trabalhar, sim, é claro, mas com Sabedoria, com espírito de Caridade para com o próximo. Reivindicar dias melhores, sim, mas com base nas Escrituras que os Grandes Mestres Espiritualistas nos legaram.

O que propomos é uma Política da Espiritualidade, parecida com a Política de Bondade que é defendida por líderes terrenos como o Dalai Lama.

Em tempo: sou Karl Marx, sim, pode acreditar. Nosso Manifesto agora é “Amar ao Próximo”. Negociar com os patrões com base no Perdão e outros itens afins.

Ou seja, perdoar por que nos exploram, mostrando a eles que vão pegar um carma negativo muito grande, lembrando a todos que a vida verdadeira é após a morte, o que chamamos vida só existe como uma breve passagem.

Paz e Iluminação para todos! Até a próxima mensagem…

LIÇÃO DE EMANUEL – Aproveitando a psicografia de Marx, vamos sugerir a leitura de importante livro espírita de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Chama-se “Palavras de Luz” e foi publicado pela editora FEB – Federação Espírita Brasileira. E o texto escolhido é o seguinte:

“Humilhados e incompreendidos, faz-se mister que reconheçam todos os benefícios emanantes das dores que os purificam e regeneram, trabalhando para que representem, de fato, o exemplo de abnegação e do desinteresse, reconquistando a felicidade perdida” (página 217).

Tem tudo a ver com a mensagem de Marx.

Caciques do Centrão que apoiam Alckmin são alvo de ao menos 13 inquéritos

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Deu na Folha

Para triplicar seu tempo de TV na campanha, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) fechou acordo com líderes partidários que têm uma ficha de ao menos 13 inquéritos criminais por suposto envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública. Os representantes do Centrão que assumiram a dianteira das negociações com o tucano são investigados na Lava Jato, a maioria por recebimento de propinas da Odebrecht. Os casos motivaram rumorosas operações da Polícia Federal e tramitam no Supremo Tribunal Federal.

Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República como integrante do chamado quadrilhão de seu partido. Conforme a acusação, ele e outros congressistas recebiam subornos em vários órgãos, entre eles a Petrobras.

SOBRAM DOIS – O PP tem o maior número de parlamentares citados no petrolão. Tanto que, no capítulo de sua delação sobre os implicados no esquema, o doleiro Alberto Yousseff disse que, no partido, “só sobram dois”.

Em outros três processos, Nogueira é apontado como beneficiário de até R$ 5,2 milhões em pagamentos de Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC. Neste último caso, foi denunciado por, supostamente, obter R$ 2 milhões para favorecer a empreiteira em obras.

Nogueira também sofreu medidas de busca e apreensão da PF em abril e, em junho, foi denunciado por tentar obstruir investigações. É acusado de ameaçar um ex-assessor que diz ter testemunhado seus crimes. O Supremo ainda não decidiu sobre a eventual abertura de ações penais contra o senador. E a Procuradoria também pediu apuração sobre pagamento de propina a Nogueira pela JBS.

PAULINHO DA FORÇA – Presidente do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força Sindical, também ajudou no acerto com Alckmin.

No Supremo, ele enfrenta duas investigações sobre fraude e corrupção para liberar cartas sindicais no Ministério do Trabalho. A mais recente veio à tona em maio, com a Operação Registro Espúrio. Paulinho e outros políticos estão proibidos de frequentar a pasta.

Quatro delatores da Odebrecht citaram repasses de caixa dois para o deputado, o que motivou mais dois inquéritos. Nas planilhas de propina do grupo, ele era identificado como Força ou Forte. Num dos casos sob investigação, o deputado teria recebido R$ 1 milhão em 2014 em troca do “apoio político” dado à empreiteira numa greve. Outro inquérito, referente às eleições de 2010, apura recebimento de R$ 200 mil.

MAIA BOTAFOGO – Forte fiador da aliança com o PSDB, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), desistiu de sua candidatura ao Planalto por Alckmin e foi um dos que viajaram a São Paulo para celebrar a aliança com o tucano.

Associado ao codinome Botafogo nas planilhas da Odebrecht, ele é alvo de dois inquéritos. Um apura se recebeu R$ 100 mil pela aprovação de medidas provisórias de interesse do grupo. Outro investiga pagamentos de caixa dois a ele e ao pai, o ex-prefeito do Rio César Maia, em 2008 e 2010.

O presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, também desembarcou da candidatura Bolsonaro para aderir a Alckmin. Condenado e preso no esquema do mensalão, voltou a figurar no noticiário policial em 2016, também por causa da delação da Odebrecht. Dois executivos o acusaram de receber propinas nas obras da Ferrovia Norte-Sul. Seu grupo político teria ficado com 4% do valor do contrato da empreiteira com a Valec.

EX-MINISTRO – Chefe do PRB, o ex-ministro Marcos Pereira da Silva é investigado por, supostamente, receber R$ 7 milhões para que o partido aderisse à chapa de Dilma Rousseff em 2014. O episódio foi relatado por ex-dirigentes da Odebrecht.

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse em delação ter negociado repasse de outros R$ 6 milhões ao ex-ministro, em troca da promessa de facilidades na Caixa.

Novo ministro do Trabalho demite a quadrilha implantada na pasta pelo PTB

Novo ministro Vieira de Melo está limpando a área

Vinicius Sassine
O Globo

 O novo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, demitiu nesta sexta-feira seis servidores de confiança apadrinhados pelos principais caciques do PTB: o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, e o líder da sigla na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO). Entre os demitidos estão um dos integrantes do time de futebol do sobrinho de Jovair e um funcionário réu por estelionato, crime popularmente conhecido por “171”.

Mello assumiu o ministério no último dia 10, depois da demissão do ministro Helton Yomura, afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Yomura era apadrinhado por Jefferson. Padrinho e afilhado são investigados na Operação Registro Espúrio, que apura um suposto esquema de fraudes e pagamentos de propina na emissão de registros sindicais.

EM FAMÍLIA – O ex-secretário-executivo de Yomura, Leonardo Arantes, sobrinho do deputado Jovair, está preso preventivamente também por decisão do STF. Ele e o tio são investigados na mesma operação.

O ministro do Trabalho decidiu demitir Leonardo Soares Oliveira, que ocupava cargo de confiança de chefe de gabinete da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE). Ele recebia salário de R$ 9,9 mil. Leonardo Arantes, antes de ser preso, acumulava a SPPE e a secretaria-executiva do ministério. Levou para a pasta Leonardo Oliveira, companheiro de “pelada” em Goiânia. Os dois jogavam no mesmo time, o Curva de Rio.

Reportagem publicada pelo Globo em 13 de março revelou que integrantes do Curva de Rio foram nomeados em funções de confiança no Ministério do Trabalho e colocados em postos-chave da fiscalização de contratos suspeitos entre a pasta e a empresa de tecnologia B2T.

DE 19 ANOS – Os colegas de futebol de Leonardo Arantes fiscalizavam os contratos cujos pagamentos eram destravados pelo garoto Mikael Tavares Medeiros, de 19 anos, também apadrinhado pelo PTB de Jovair Arantes. A história de Mikael foi revelada pelo Globo em 8 de março.

O ministro do Trabalho demitiu ainda Tulio Ostilio Pessoa de Oliveira, que era coordenador-geral de Recursos Logísticos, também com salário de R$ 9,9 mil. Tulio chegou ao cargo pelas mãos de Jovair. Ele foi investigado por uma delegacia do consumidor e levado à condição de réu numa ação penal pelo crime de estelionato. Como o caso envolvia uma pequena quantia de dinheiro, Tulio fez um acordo para suspender o processo, com a obrigação de comparecer à Justiça a cada três meses.

Um segundo companheiro de “pelada”, Lucas da Mota Torres Honorato, permanece no ministério. Marcos Sussumo Andrade, outro indicado político dos Arantes, também segue na pasta. Novas demissões estão previstas para segunda-feira.

Janaina Paschoal será anunciada no domingo como vice de Jair Bolsonaro

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Já está até preparado o cartaz para a dupla “Ja-Já”

José Carlos Werneck

A advogada Janaína Paschoal, professora de Direito da USP, será anunciada como candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, do PSL. Eles se falaram por telefone nesta quinta-feira e se encontrarão neste sábado,no Rio de Janeiro, para conversarem pessoalmente

Este será o primeiro encontro entre Bolsonaro e a advogada, que elaborou o parecer do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O nome de Janaina como vice será oficialmente anunciado na Convenção Nacional do Partido, na manhã deste domingo.

DUPLA JA-JÁ – “O meu sentimento é que ela está com vontade de ajudar a transformar o Brasil. Estamos ‘namorando’ por telefone. Ela deu sinal verde. E deve vir ao Rio este sábado. Provavelmente, no domingo estará na convenção. Pode acontecer de anunciar lá. Vai ser a dupla Ja-Já”, declarou o presidenciável Jair Bolsonaro, na tarde desta sexta-feira.

Janaína Paschoal filiou-se ao partido em abril deste ano, data limite para poder se candidatar e recusou o convite do presidente do PSL em São Paulo, deputado Major Olímpio, para concorrer ao governo do Estado, pois pretendia disputar uma vaga de deputada estadual.

Tramitação dos processos eleitorais já têm prioridade para serem julgados

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Processo eleitoral de Lula será julgado com prioridade

Deu em O Tempo

Em cumprimento à legislação específica, os processos eleitorais passaram a ter, já a partir da sexta-feira, prioridade de tramitação e julgamento, exceto em casos de habeas corpus e mandado de segurança. A determinação é válida até 2 de novembro, cinco dias depois do segundo turno das eleições de 2018.

O artigo 94 da Lei das Eleições diz o seguinte em seu caput: “Os feitos eleitorais, no período entre o registro das candidaturas até cinco dias após a realização do segundo turno das eleições, terão prioridade para a participação do Ministério Público e dos Juízes de todas as Justiças e instâncias, ressalvados os processos de habeas corpus e mandado de segurança”.

OBRIGATORIEDADE – De acordo com a legislação em vigor, os magistrados e integrantes do Ministério Público são obrigados a cumprir a medida, caso contrário incorrerão em crime de responsabilidade, além de ficarem sujeitos a anotação funcional para efeito de promoção na carreira.

Segundo comunicado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em casos de delitos eleitorais a Justiça Eleitoral fará apuração com o “auxílio das polícias judiciárias, dos órgãos da Receita Federal, estadual, municipal, dos tribunais e órgãos de contas”.

A lei eleitoral determina, também, que os advogados dos candidatos, partidos e coligações serão notificados em relação aos processos em tramitação na Justiça Eleitoral com antecedência de 24 horas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esta notícia necessita de tradução simultânea. Significa que o processo do registro da candidatura Lula da Silva vai tramitar com a maior celeridade. E será rapidamente recusado, por falta de um documento indispensável – a certidão negativa da Justiça Federal, demonstrado que ele está apanhado na Lei da Ficha Limpa e se tornou inelegível. (C.N.)

Bolsonaro ainda tenta o general Mourão, mas diz que Janaina já voltou ao radar

Jair Bolsonaro

Bolsonaro é bipolar, ora diz uma coisa, ora diz outra

Leonencio Nossa
Estadão

O pré-candidato do PSL ao Planalto, deputado Jair Bolsonaro, afirmou ao Estado que a professora universitária e advogada Janaína Paschoal, filiada ao seu partido, voltou a ser uma possibilidade de nome para vice de sua chapa nas eleições 2018. “Ela volta ao radar, pois está no nosso partido e tem muito a contribuir”, afirmou. “Precisamos avaliar as afinidades dela com nossas propostas, como a questão da redução da maioridade e do porte de armas.”

Em conversa com o deputado Major Olympio (PSL-SP), Janaína chegou a acertar uma candidatura à Assembleia Legislativa de São Paulo. “Mas avaliamos que ela pode contribuir numa campanha à Presidência”, disse Bolsonaro. “Não podemos errar, temos que construir uma candidatura diferente das que estão aí.”

UM GENERAL – No entanto, na tarde desta sexta-feira, Bolsonaro anunciara em evento na cidade de Rio Verde, em Goiás, que, “com certeza”, seu vice seria um general da reserva do Exército. Depois de tentar negociar uma aliança com o PRP para ter o general Augusto Heleno Ribeiro na vice, o pré-candidato avaliou o nome do general Hamilton Mourão. Mas a presidência do PRTB, partido ao qual Mourão está filiado, é um entrave à composição.

O presidente do PRTB, Levy Fidelix, disse que busca uma aliança de pequenos partidos para garantir a presença do general da reserva Hamilton Mourão, filiado à legenda, numa chapa presidencial. “Vamos conversar com o general para avaliar a viabilidade”, afirmou Fidelix. Em entrevista, Fidelix disse que ainda não foi procurado diretamente por Bolsonaro e não pode falar por “hipótese” sobre uma aliança com o ex-capitão do Exército. Ele rejeita conversas com intermediários. “Aqui a gente faz uma política macro. É preciso chegar e dizer: ‘Fidélis, meu amigo, pá-pá-pá.”

Um bem-humorado poema cristão, na visão criativa do mestre Rubem Braga

Resultado de imagem para rubem bragaPaulo Peres
Site Poemas & Canções

Considerado o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, o capixaba Rubem Braga (1913-1990), sempre afirmou que a poesia é necessária, tanto que escreveu vários poemas, entre eles, esse bem-humorado “Poeta Cristão”.

POETA CRISTÃO
Rubem Braga

A poesia anda mofina,
Mofina, mas não morreu.
Foi o anjo que morreu:
Anjo não se usa mais.
Ainda se usa estrela
Se usa estrela demais.

Poeta religioso
Mocinha não pode ler:
Pecará em pensamento,
Que o poeta gosta do Novo,
Mas pilha seus amoricos
É no Velho Testamento.

Ai, o Velho Testamento!
Eu também faço poema,
Ora essa, quem não faz:
Boto uma estrela na frente
E um pouco de mar atrás.

Boto Jesus de permeio
Que Deus, nos pratos de amor,
É um excelente recheio.
E isso bem posto e disposto
Me vou aos peitos da Amada:
Sulamita, Sulamita,
Por ti eu me rompo todo,
Sou cavalheiro cristão.
Minh’alma está garantida
Num rodapé do Tristão
E o corpo? O corpo é miséria,
Peguei doença, mas Jorge
de Lima dá injeção!

O badalo está chamando,
Bão-ba-la-lão.

Amada, não vai lá não!
Eu também tenho badalos –
Bão-ba-la-lão
Eu sou poeta cristão!