Batalha final entre Lula e Moro pode ser mano a mano, no segundo turno da eleição

O elo entre Moro e LulaVicente Limongi Netto

Os rios correm para o mar. Não se pode lutar contra o destino, que está pregando uma peça em Lula e Sérgio Moro. O ex-juiz condenou, humilhou e mandou o ex-presidente para a cadeia, onde ficou preso por 580 dias.

Depois Lula obteve no Supremo Tribunal Federal o cancelamento de duas condenações de Moro e uma da juíza Gabriela Hardt. A anulação ocorreu por “incompetência territorial” da 13ª Vara Criminal de Curitiba. Segundo o STF, os processos deveriam ter corrido  em outra comarca. No caso, a Justiça Federal de Brasília. 

ATESTADO DE PUREZA – Assim, Lula ganhou da Justiça um atestado de honestidade e pureza. E o apreço de Lula por Moro é menor do que um selo de 10 centavos. Por sua vez, o respeito de Moro por Lula não vale um grão de areia. 

Por algum tempo pensou-se que a vida pública de Sérgio Moro, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, estivesse arruinada. Pesquisas eleitorais agora mostram que Lula e Moro têm chances de disputar o segundo turno, deixando Bolsonaro morrer na praia. Será a batalha final entre os dois.

BOA INFORMAÇÃO – Cumprimentos ao jornalista Leandro Mazzini, pelos valorosos 10 anos de boa informação como destaque no Jornal de Brasília.  Sua coluna “Esplanada” é recheada de notícias exclusivas, de todos os segmentos da vida nacional.  É, a meu ver, disparada, a melhor coluna do gênero na imprensa de Brasília.

Não desaponta ao leitor com notas requentadas, tolas, plantadas ou bajuladoras, como é comum no jornalismo brasileiro. São do tipo bolo de noiva: bonitas por fora, ocas por dentro. Feitas na base de releases.

TRÊS À MESA – Uma nota estranha no jornal sobre um encontro a três, que teria sido solicitado por Cristovam Buarque (Correio Braziliense – Eixo Capital – 02/12).

Bem, desde quando o ex-senador Paulo Octávio precisa recorrer ao obscuro Cristovam Buarque para solicitar algum pleito ao atual governador Ibaneis Rocha?

Eis uma informação absurda. Sem nexo. Aliás, se o trio agendou almoço, Paulo Octávio tem mesmo estômago forte.

De repente, passou a ser um bom negócio entrar na disputa como vice de Sérgio Moro

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Vicente Limongi Netto

O senador Álvaro Dias, nome respeitado dentro do Podemos, declarou, nesta terça-feira, na Rádio Bandeirantes, que a possível composição do governador João Doria com Sérgio Moro, “só tem espaço para vice-presidente”. 

A declaração de Álvaro confere com o que escrevi, dia 29, aqui na Tribuna da Internet: É surrada a marola de alguns pré-candidatos. Almejam, na verdade, ser lembrados para vice-presidente. Doria é um deles. Rodrigo Pacheco, Simone Tebet e Alessandro Vieira, também.

Os quatro, como não chegam ao segundo turno pelas próprias pernas, sonham em ficar na vitrine dos reservas de luxo. Esperando ansiosos pelo aceno de fé, amor e solidariedade dos candidatos com mais chances de vencer o pleito.

LEI DE SEGURANÇA – Quem não quiser passar festas de fim de ano na delegacia ou na cadeia, evite xingar Bolsonaro. Foi o que aconteceu com uma cidadã, na via Dutra, perto da cidade fluminense de Resende, por ter a audácia de rogar pragas para Bolsonaro, que acenava docemente para quem passava de carro.

Jurisprudência criada. Valorosos policiais que levaram a atrevida senhora para a delegacia serão medalhados pelo Palácio do Planalto, receberão aumento salarial e cesta com produtos natalinos. Onde já se viu, xingar um presidente tão puro e educado. 

É TUDO PROIBIDO – Blasfemar, gastar energia, praguejar, jogar ovos, cuspir, gastar tinta com faixas e cartazes contra o santo mito passou a ser perigoso. O maluco que arriscar será enquadrado na Lei de Segurança Nacional e passará a usar tornozeleira eletrônica pelo resto da vida. 

Diante da detenção da senhora que xingou o presidente, os alquimistas palacianos planejam mandar fazer um manual de boas maneiras para os policiais em geral.

O primoroso e democrático livro-guia recomendará aos briosos homens da lei que agora o povo só pode chamar Bolsonaro de lindo, trabalhador, agradável, respeitoso, gostoso, maravilhoso, único, grande presidente e renomado cientista, além de mito, é claro.

CANHOTINHA DE OURO –  Peço ao leitor (não guardei o nome dele) que respeite o nome do eterno Gerson Nunes, o cerebral canhotinha de ouro do tricampeonato.

Em carta do dia 26 ao Jornal de Brasilia, o afoito cidadão teve a infeliz ideia de chamar o Brasil atual de “Gersolândia”. Nada mais ridículo, injusto e deplorável. Gerson não pode nem merece ser lembrado e cobrado por uma propaganda de cigarro que fez há 60 anos.

Gerson é homem de bem. Perto de completar valorosos e dignos 81 anos de idade.  Excelente chefe de família, pai e avô. É  respeitado no mundo inteiro, pelo exuberante futebol que encantou torcedores. O leitor acertaria, por exemplo, se chamasse o Brasil atual de “Bolsonorândia”.  Ou, quem sabe, “Lulândia”.

NEO PORCARIA – Diante das constantes e irritantes quedas de energia, o consumidor brasiliense quer resposta para a dúvida atroz: a empresa responsável (que Deus perdoe-me a blasfêmia) é mesmo, no duro, Neo Energia?

Ou será apenas Neo Porcaria?

Costa Neto e Ciro Nogueira dão gargalhadas, porque sabem que estão garantidos no poder

Legendas avaliam se juntar em federações para fazer frente ao novo União Brasil - Jornal O Globo

Costa Neto e Ciro Nogueira aderem a qualquer presidente

Vicente Limongi Netto

Vejo uma foto em O Globo, mostrando Valdemar Costa Neto e Ciro Nogueira dando gargalhadas. “Rico ri à toa”, dizia o bordão do saudoso humorista Brandão Filho, no programa “Balança, mas não cai”, contracenando com Paulo Gracindo. Na política atual, os dois notáveis do Centrão mostram que a vida é bela – para eles, claro.

As águias da política devem achar graça do desemprego e da fome batendo na porta de milhões de brasileiros, com 615 mil mortos pela covid-19. Devem rir também com a certeza de que o Brasil jamais saberá os nomes dos deputados beneficiados com a excrescência chamada emendas do relator.

RISO FROUXO – Ciro e Valdemar exibem riso frouxo porque vem aí a imoral PEC dos Precatórios e eles estão bolando planos diabólicos, juntos com Arthur Lira, outro gênio do mal, tentando diminuir poderes do Supremo. Estão conscientes de que permanecerão dando homéricas gargalhadas, porque têm Bolsonaro sob controle, sob as rédeas do guloso Centrão.

Sabem que ri melhor quem ri por último. Nas eleições de 2022, caso Bolsonaro esteja mal das pernas, não terão nenhum pudor em se bandear para o colo do candidato que vencer a disputa. (Posso desenhar esse tópico, caso Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Eduardo Ramos e Braga Netto queiram entender)

FALSO JUSCELINO – O senador Rodrigo Pacheco tornou-se um patético imitador de Juscelino Kubitschek. É o fim da picada ver mais um engravatado ciscando na rinha como pré-candidato a presidente. Grandalhão, apessoado, terno alinhado, voz de locutor, o presidente do Senado tenta passar ao público silhueta e características diferentes de outros concorrentes. Morro de rir.

Bobagem, chove no molhado. Sua falsa e enfadonha indignação e a preocupação com dificuldades do Brasil não comovem mais ninguém. São todos do mesmo saco sem fundo.  O figurino é o mesmo.

O eleitor atento e tarimbado não cai mais em conversas fiadas, nem espera que promessas mirabolantes sejam cumpridas. É manjada e surrada a marola de alguns pré-candidatos. Almejam, na verdade, ser lembrados para vice-presidente ou ministro.

TUDO ENSAIADO –  O script da disputa política é cômico e falso. Brigam, ameaçam, trocam xingamentos e empurrões, berram pelos cotovelos e narinas. Depois do pleito, juntam os cacos, lavam a lama e trocam juras de amor. Seguem a máxima de Davi Alcolumbre, “eu te ajudo e você me ajuda”.

O eleitor, por sua vez, volta a ocupar o lugar de costume. Com a alma de eterno figurante, ultrajado e esquecido. Chupado como laranja. Não fica nem com os bagaços. Novamente percebe que foi enganado. O estômago fica embrulhado. Caso precise recorrer ao político que votou, é crivado com as costumeiras desculpas: Viajou”, “Está em reunião”, ” Ligue depois”, “Quer deixar recado?”.  Até quando, meu Deus?

PÉ FRIO – Bolsonaro, que sempre se declarou palmeirense, por ser descendente de italianos, desta vez revelou que estava torcendo pelo Flamengo no jogo final das Libertadores. Deu no que deu.

Por fim, estou bestificado com a genialidade do Tostão, colunista esportivo da Folha, que fez a seguinte afirmação: “O Brasil tem técnicos bons e ruins, como no mundo todo”.

Caramba! Deveria patentear a descoberta.

Pela primeira vez, terei o desgosto de não votar em ninguém, porque nenhum deles merece

Charge do Bello (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Graças aos céus, pela idade, não tenho mais obrigação de votar. Não irei colocar azeitona na empada de cretinos, falastrões e ingratos. Só procuram você em época de eleição. Não merecem meu apreço.  Foi-se o tempo em que, esperançoso e entusiasmado, fazia a barba e colocava roupa nova para votar.

O balaio de candidatos medíocres e oportunista não para de crescer. Todos empenhados em tirar Brasília e o Brasil do caos sáfaro. Todo dia aparece um cara-de-pau fantasiado de salvador do Pátria.  Raríssimos se salvam.

NINGUÉM MERECE – Não votarei em ninguém. Ninguém, mesmo. Nem para a Câmara Legislativa, Senado, Câmara Federal, governador, tampouco e sobretudo para presidente da República.

De antemão aviso que a caixa dos correios de casa e minhas redes sociais não merecem ser entupidas com papeluchos eleitoreiros. Não são latrinas.

Para produzir medicamentos e salvar vidas, o Brasil precisa produzir mais cannabis e menos canalhas, venais, demagogos, oportunistas, farsantes, cretinos e covardes.

PARABÉNS, AMIGO – Tenho a honra e o prazer de ser amigo de fé de um cidadão, militar, general, altivo, sereno, lúcido, firme e forte, chamado Agenor Francisco Homem de Carvalho. Na terça-feira, dia 23, o bucólico e cativante bairro carioca da Urca esteve em festa, comemorando mais um aniversário da grande figura, humana e profissional.

Agenor exerceu funções relevantes, com destemor, isenção e competência, como militar graduado e homem público. Entre elas, Adido Militar na embaixada do Brasil na Itália, Comandante do Colégio Militar do Rio de Janeiro e chefe do Gabinete Militar do presidente Fernando Collor de Mello.

Votos para que as luzes de Deus continuem marcantes no lar do querido amigo, com alegria e saúde para todos seus entes queridos. 

DE BEM COM A VIDA – O jogador Arrascaeta está feliz como pinto no lixo. Para a decisão da Copa Libertadores da América, neste sábado, contra o Palmeiras, em Montevidéu, o craque do Flamengo contará com duas torcidas expressivas e contagiantes –  a nação rubro- negra e a atraente cantora Anitta.

Dois incentivos nada desprezíveis em busca do troféu de melhor time do mundo.

Pandemia volta a assustar o mundo, mas 25 milhões de brasileiros recusam-se a tomar a segunda dose…

Casos disparam na Áustria e na Alemanha

Áustria, Alemanha e outros países descuidaram da vacinação

Vicente Limongi Netto

Recolho do Correio Braziliense de domingo ( dia 21) uma  memorável  alegria e uma avassaladora e inevitável preocupação. A boa nova, ao ler Ana Dubeux exaltando a deusa das letras e do jornalismo, nossa amada e doce mestra Dad Squarisi, que próximo dia 27 lança novo livro, “Maravilhas de Brasília”.

E a preocupação, que passou a incomodar meu coração, veio por conta do oportuno editorial “Pandemia dos não vacinados”. O texto salienta o recrudescimento da Covid na Europa e o temor do jornal e da Fiocruz, assim como a mesma inquietação de milhões de cidadãos, para o risco das flexibilizações “equivocadas com a proximidade das festas de fim de ano, férias e carnaval”. 

Pelos números oficiais, 25 milhões de brasileiros ainda não tomaram a segunda dose. Em Brasília, são 300 mil pessoas sem a segunda aplicação. Santo Deus! É inacreditável tanto desleixo e irresponsabilidade. Pensam (foi mal) que a pandemia acabou.

Melancólica síntese: o virus da covid vibra com a estupidez do brasileiro. Já providenciou fantasias diferentes para o carnaval. Nada de máscara, mas bastante confete e serpentina. Oremos.

O CLAMOR DAS RUAS – “Tem uma moeda aí, tio?”. É o clamor sofrido das ruas. Vindo de crianças, adultos e adolescentes. Mãos estendidas. Caixinhas e latas de leite compõem o cenário frio, humilhante, melancólico. Vozes trêmulas. Pés descalços. A fome anunciada pelos olhos tristes.

É o Natal chegando. Significa esperança de ganhar algum trocado para comer. Quem sabe, um natal menos amargo e dolorido. As “caixinhas” também são vistas em balcões de lojas, padarias, lavanderias, papelarias e bancas de jornais. Embora empregados, ninguém se acanha, o dinheiro é curto. Caixas e latas marcam a linha da fome e da miséria. Andam juntas.

A fome não tem hora para chegar.  Semáforos, estacionamentos, portas de bares, restaurantes e de lanchonetes, fazem das caixinhas e latas o porto da esperança. Esperando a caridade de bondosos corações.

ENEM PARA CANDIDATOS – O Tribunal Superior Eleitoral deveria exigir que os sabidões pré-candidatos à Presidência da República, façam o ENEM. O índice de reprovados seria avassalador.

A propósito, o aplicativo do PSDB foi criado (Newton, a grafia é essa???) por bolsonarista, petista, morista ou cirista? Na dúvida, a tucanada deveria pedir socorro ao gênio Fernando Henrique Cardoso, que imediatamente ofereceria uma solução liberal e  privatizante para resolver a trapalhada das prévias do partido. Francamente, foi (e ainda é) um vexame.

“A mulher é a chama infinita do amor clareando o dia”, diz o poeta Vicente Limongi Netto, que completa 77 anos hoje

Limongi e sua esposa Wrilene, em noite de gala

Paulo Peres

Poemas e Canções

Nascido em Manaus, Vicente Limongi Netto foi morar em Brasília há mais de 40 anos e se tornou um dos jornalistas e poetas mais queridos da cidade, famoso peladeiro e autor de “Brasília, parceira amorosa do vento”.

Neste sábado, dia 20, Limongi completou 49 anos de casado com a cearense Maria Wrilene, e hoje, dia 21, comemora seus 77 anos, junto com a família e os amigos. Sobre esses aniversários seguidos, o jornalista diz que são momentos em que recorda Adélia Prado: “Não tenho tempo para mais nada/ ser feliz me consome”. Em homenagem ao amigo, publicamos o mais recente poema que fez para sua doce Maria Wrilene.

MULHER, A RAZÃO DE VIVER
Vicente Limongi Netto

A mulher é o céu,
a nuvem, o vento,
o sol que não se apaga.
É o fogo brilhando,
o encantamento,
o sublime nos olhos.

É a luz eterna,
o fôlego que ensina,
o perfume da alma.
É a flor valorosa,
o estalo da vida,
o prazer do convívio.

É o sonho acalentado,
a pureza da vida,
o sentimento do amor.
É o culto da ternura,
o bálsamo que alivia,
o sorriso que comove.

É a paz que nos vence,
o sopro que fascina,
o castelo da fé.
É o berço da ternura,
o porto divino do amor,
é conviver no paraíso.

É a chama infinita do amor
clareando o dia.

Há provas abundantes das rachadinhas de Alcolumbre, mas ele está confiante em escapar ileso

Charge do Son Salvador (Estado de Minas)

Vicente Limongi Netto

A “Veja” trouxe mais informações e detalhes minuciosos e irretocáveis das ações nada republicanas do capo das “rachadinhas” no Senado, o filósofo destrambelhado de beira de estrada Davi Alcolumbre. O bondoso e deselegante ex-presidente do Senado estuda convites para ensinar, em palestras, as manhas do aforismo escancarado que criou, em prosa e verso, para o Brasil: “Eu te ajudo e você me ajuda”.

Fofo Davi. Mesmo diante de fatos e denúncias apuradas pela revista, com contracheques e depoimentos das ex-funcionárias que eram obrigadas a entregar a maior parcela dos salários, o franciscano Alcolumbre blasfema jurando que o idealizador das “rachadinhas” era o chefe de gabinete dele, advogado Paulo Boudens.

Como nos filmes policiais, o calvo Boudens será o mordomo das insanas peraltices do guloso senador. A matéria da “Veja” finaliza, pesarosa, que Alcolumbre acabará como santo de pau oco da escabrosa história, deixando a fama de bandido, sozinho, para o ex-operoso auxiliar.  Realmente, a Polícia Legislativa já arquivou a investigação.

LOBISTA DO BEM – Valorizei meu precioso tempo e conhecimento, lendo o excelente e oportuno livro de Jack Corrêa, “Lobby Stories”, com ilustrações de Elitan David.  Texto bom, leve, agradável. Esclarecedor e divertido. Jack é respeitado profissional do ramo do relacionamento governamental. No Brasil e no exterior. Também craque na complicada arte de cultivar amigos. 

A profissão de Jack é dura e fascinante. Requer perspicácia, charme, cultura, elegância pessoal e no trato, paciência, azeitado jogo de cintura e bastante conhecimento da alma humana. Para Fernando Sabino, Jack é o único mineiro nascido em Curitiba. A galeria de fotos de personalidades nacionais e internacionais, mostrando a trajetória profissional de Jack Corrêa vale pelo livro. Tem de tudo. Um zoo completo de seres humanos. Desde o Papa João Paulo Segundo, Roberto Carlos, Chico Anysio, passando por Lula, Collor, Pelé, FHC, Francelino Pereira (quando nasceu o dom de Jack para o lobby institucional), Bolsonaro, João Carlos Martins, Popó e Dilma.

ATLETICANO – Jack lançará o livro em outros Estados. Na agenda, Manaus, onde fez muitos amigos e colaborou, durante várias edições do belo espetáculo, pelo sucesso do Festival de Parintins, quando era graduado executivo da Coca Cola.

No momento que finalizava estas bem traçadas linhas, fui informado por fontes do Galo mineiro que o atleticano Jack já foi convocado para desfilar, no carro de bombeiros de Belo Horizonte, com jogadores do merecido campeão do brasileirão.

GRANDES ADVOGADOS – A coluna Eixo Capital (Correio Braziliense – 17/11) destaca, na notícia “Da OAB para a política”, os nomes ilustres e saudosos dos advogados Maurício Corrêa e Sigmaringa Seixas, além do atual governador Ibaneis Rocha. Gostaria, nessa linha, de recordar e salientar idêntica trajetória do advogado Bernardo Cabral.

Foi secretário-geral e presidente da OAB Nacional. Ingressou na politica como deputado estadual no Amazonas,  depois foi deputado federal e relator-geral da Constituinte, senador e ministro da Justiça. Cabral, 89 anos, há pouco foi homenageado pela OAB, em cerimônia virtual, com as participações do presidente do STF, ministro Luiz Fux e do ministro do STJ, Mauro Campbell.

Bernardo costuma afirmar que entre todos os cargos que ocupou, a função de advogado é a que lhe dar mais orgulho.

PROMESSAS — Exibindo a patetice habitual, o bisonho Cristovam Buarque repetiu, para Roberto D’Ávila, na Globonews, suas costumeiras lorotas.

Única parte boa da melancólica entrevista, foi as promessas de que não será mais candidato a nada (as urnas agradecem), e nunca mais escreverá (escreverá? Credo, foi mal) bolorentos artiguetes para jornais. 

Festa do interior, com o Planalto festejando a anulação das provas sobre rachadinhas

TRIBUNA DA INTERNET | MPF recorre para STF reverter decisão do STJ que  anulou quebras de sigilo de Flávio no caso das “rachadinhas”

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

O mundo político vibrou; os católicos iluminaram os céus com preces e velas gigantes. Os franciscanos lavaram a alma, acabaram com o estoque de detergentes nos mercados. Os sinos das igrejas repicaram. O Palácio do Planalto ajoelhou-se e chorou. No Rio de Janeiro, Fabrício Queiróz soltou foguetes, distribuiu santinhos com o rosto do amado afilhado e bebeu todas, enquanto milicianos soltavam rajadas de fuzis. 

As comoventes manifestações de memorável felicidade têm justificável motivo: impolutos ministros do Superior Tribunal de Justiça(STJ) inocentaram o senador Flávio Bolsonaro das denúncias de “rachadinhas” dos tempos em que o filho 01 foi deputado estadual no Rio de Janeiro. Alegaram que as ações estavam anuladas.

PROVAS INVÁLIDAS – Os isentos e sábios magistrados decidiram que as provas robustas apresentadas pelo Ministério Público eram conversa fiada. Fruto de imaginação e inveja que atingem o outrora incansável comerciante de chocolates.

Não paira mais dúvidas. O parlamentar passará a ser conhecido como Dom Flávio. O STJ já enviou para o Vaticano a papelada para a canonização do senador. Não mandaram, por puro esquecimento, o relatório da CPI da Covid, onde o senador é indiciado. Breve o prendado 01 será conhecido por São Flávio.

Eufórico com a honestidade e pureza do colega, comprovadas pelo STJ, o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, mandou construir um Fláviomóvel, idêntico ao Papamóvel do Santo Pontífice, à prova de ovos e tomates. O pai orgulhoso do filho imaculado mandou trocar o slogan “Pátria amada, Brasil”, para “Pátria amada do Santo Flávio”.

MICROFONE ABERTO – Deselegante, para dizer o mínimo, a postura do Ministro Francisco “Faltão”, digo, Falcão, na sessão de julgamentos de quarta-feira, dia 10,  no STJ, na qual o sábio e notável magistrado esqueceu o microfone aberto e chamou a ministra Assusete Magalhães de” velha,” acrescentando que “ninguém a aguentava mais”. 

Quem conhece os meandros do judiciário sabe que o insigne Ministro chegou ao judiciário por causa do pai, Djaci Falcão, que foi respeitado ministro do STF.

À época que fazia campanha para chegar ao Superior Tribunal de Justiça, houve uma séria resistência por parte dos ministros da Corte com a indicação de Falcão para o cargo.

APELIDO EXATO – Profetizaram com motivo, pois todos sabem que o ilustre ministro leva o apelido de “Faltão”, por estar sempre viajando e não comparecer às sessões de julgamentos.

O nobre magistrado também não atende advogados. Ou seja, descumpre mandamento legal do Estatuto. Todos os anos, uma famosa publicação jurídica avalia o desempenho dos magistrados dos tribunais superiores e o airoso juiz sempre leva nota zero dos advogados.

Concluindo, o estupendo jurista tem um filho advogado, Djaci Falcão Neto, que convive, leve e faceiro, nas dependências do STJ abordando os colegas do pai com suas causas. Quando está enfastiado, o brioso advogado vai descansar no apartamento que tem, em Miami. Afinal, ninguém é de ferro. 

DOIS PONTOS – O primeiro é sobre o presidente Bolsonaro, que indagou candidamente: “Se eu não for para o centrão, vou para onde?”. Eu e milhões de brasileiros sabemos para onde mandar Bolsonaro. Mas é bom tapar os ouvidos das crianças.

O segundo ponto é sobre nossa colega Cristiana Lobo, que exerceu o jornalismo com correção e dignidade. Respeitada por colegas e políticos, com quem conviveu durante anos de profissão, deixa muitas saudades. 

Ao acusar o TSE de estupro, o presidente Bolsonaro violenta e arromba a opinião pública

Bolsonaro arrebenta a corda e fascismo avança rumo à ruptura violenta:  Bate-papo com Hélio Doyle - Expresso 61

Bolsonaro estupra a ciência, o bom senso e a honorabilidade

Vicente Limongi Netto

O mito de araque estrebuchou porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do deputado Fernando Francischini, por espalhar notícias falsas. Do alto de sua infinita e irretocável boçalidade, Bolsonaro chamou de “estupro” a decisão do TSE (Estadão – 5/11).

Bolsonaro fala de cátedra. Estupra e deslustra o cargo diariamente. Mesquinho, revogou títulos de grão-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico concedidos a dois pesquisadores. Repudiando e protestando contra o gesto torpe do presidente, diversos cientistas devolveram a comenda que haviam recebido.

ESTRUPADOR NATO – Bolsonaro tem vasto histórico de estupros na chefia da nação. Estuprou a ciência, debochando da importância da vacina no combate ao vírus da covid-19; estupra jornalistas com grosserias, ameaças e patadas; estupra o bom senso, tirando fotos com criança armada com fuzil; estupra a verdade, fazendo discurso mentiroso na ONU; e estupra a vacina, insinuando que ela causa aids.

Bolsonaro também estupra a dignidade da boa e qualificada política, tornando-se refém do guloso e nada republicano Centrão. Agora, no colo de Valdemar Costa Neto, o estupro é completo. Tudo dominado. Resta a certeza de que os brasileiros vão enxotar Bolsonaro do cargo nas urnas de 2022.

MAIS DOIS FELINOS – Em festa o zoológico de Brasília, com o nascimento de dois filhotes machos de onça-pintada (Correio Braziliense- 9/11).  O público animado votou para escolher nomes para os felinos. Amigos-da-onça despejaram votos em figuras públicas manjadas. Pilantras querendo estragar a votação. Confundiram os bichos. Imaginavam que votavam para dar nomes a duas hienas nascidas no mesmo zoo. 

Nesse sentido, apareceram votos para Arthur Lira, Valdemar Costa Neto, Jair, Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Onyx Larenzoni, Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello, Cid Nogueira,  Eduardo Girão e Marcos Rogério.

Perderam tempo, porque as onças nasceram com pedigree de boa família e ganharam outros nomes mais dignos: George e Peter.

Quieto no seu canto, Collor ainda recebe alguns ataques gratuitos e injustificáveis 

Ex-presidente Fernando Collor é suspeito de receber propina de R$ 800 mil -  Época Negócios | Brasil

Collor não incomoda ninguém, mas vive sendo incomodado

Vicente Limongi Netto

De quando em vez aparecem na imprensa textos ressentidos e desinformados, contra a gestão do presidente Collor de Mello. Agora surgiu, de tacape em punho. o cidadão Orlando Thomé Cordeiro (Correio Braziliense- 5/11) que se intitula Consultor em Estratégia. Palmas para ele.

O glorioso senhor chamou a gestão de Collor de “desastrada”, com “escândalos de corrupção”. É mais um que não se enxerga. Que não tem grandeza de recordar, pelo menos de passagem, os benefícios que o curto governo Collor deixou para o Brasil e para os brasileiros. Foi Collor que abriu a economia brasileira ao mercado internacional. Hoje todo cidadão tem celular. Inclusive o notável Orlando. A maioria dispõe de computadores. Médicos, dentistas e fisioterapeutas utilizam instrumentos modernos para atender pacientes.

MODERNIZAÇÕES – Foi Collor que possibilitou todas estas vantagens aos brasileiros. Não foram os bravateiros e gênios de araque, fantoches de interesses contrariados das muretas dos cartéis, que Collor enfrentou com coragem e firmeza. Refresco a memória do açodado Orlando Thomé Cordeiro com outras leis do governo Collor que permanecem servindo aos brasileiros, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Defesa do Consumidor e os colégios CIACs.

Collor valorizou trabalhadores rurais, dinamizou o SUS. Na gestão Collor nasceu a Lei Rouanet.  Sob o comando deler, o Brasil sediou a vitoriosa e pioneira Rio+20, com a presença de 150 chefes de Estado.

Apearam Collor do cargo através de um torpe impeachment, orquestrado por brasileiros derrotados por Collor nas urnas. No final da colossal empulhação política da qual foi vítima, Collor foi inocentado das acusações de corrupção em dois julgamentos pelo Supremo Tribunal Federal. Não serão balas de festins de decaídos patrulheiros e luminares por correspondência que esmorecerão o espírito e a vontade de Collor de prosseguir trabalhando pelo Brasil.

AULA DE REDAÇÃO – Errar é humano. Insistir no erro é burrice ou má-fé. Ou ambas as coisas. Nessa linha, volto ao tema por rigoroso interesse gramatical. Em benefício da correta redação. Matemática ou aritmética?

Virou rotina falar ou escrever errado. Os equívocos são frequentes. Batem tanto na mesma tecla que a falha tornou-se vício de linguagem. Escrever errado virou charme.

Lamentável e patético. Justiça aos raros que grafam certo ou falam corretamente. Sobretudo agora, no final do Brasileirão, série A e B, quando é preciso avaliar as chances numéricas dos adversários.

UM ERRO COMUM – Programas esportivos nas televisões e rádios e matérias nos impressos anunciam “Hora da matemática”, “Projeção da matemática”, “Cuca avalia a matemática”. Um horror. Pavoroso erro. Sumiram com os manuais de redação. Céus.

Matemática, refrescando a cachola dos sabidões. é a ciência dos números. Mas quem trata deles, diminuindo, somando e multiplicando, é a aritmética. Fica a esperança de que até a rodada final das séries A e B, a rapaziada aprenda a lição. A diferença entre a matemática e a aritmética. Sem medo e traumas da aritmética. Leitores e telespectadores exigentes agradecerão.

A família Bolsonaro bobeou e Alcolumbre agora pensa em patentear as “rachadinhas”

Rachadinha no Senado: Davi Alcolumbre teria ficado com parte de salários de servidoras fantasmas - Jornal Opção

Alcolumbre jura que consegue provocar que é tudo mentira

Vicente Limongi Netto

Tem razão a letra do samba “Pois É”, consagrado por Ataulfo Alves: “A maldade dessa gente é uma arte“. Que o diga o probo senador Davi Alcolumbre. Nuvens sombrias, o fogo do inferno e a inveja tiraram o sossego do roliço amapaense.

Não serviu para nada o ex-presidente do Senado ser “terrivelmente israelita”, porque o momento é dos evangélicos, cujos votos Bolsanaro tenta manter ao indicar ao pastor presbiteriano André Mendonça para ser ministro do Supremo Tribunal Federal(STF).

FIM DO DESEMPREGO – O motivo para insistirem em tirar o couro do Davi Alcolumbre para fazer cuíca, não se sustenta. Tudo porque o bondoso Davi caiu na esparrela de colaborar com o governo, na sublime tentativa de diminuir o desemprego e a miséria no Brasil. Por isso caiu nas garras da “Veja”.

O então presidente do Senado contratou para seu gabinete as doces desempregadas Marina, Érica, Lilian, Larissa, Adriana e Jessyca. Fez um pedido cativante para elas, adotando a versão moderna de São Francisco das rachadinhas, “Eu te ajudo e você me ajuda”. Slogan abençoado para as próximas eleições.

Em pouco tempo, já faturou R$ 2 milhões. Se patentear esse tipo de campanha beneficente contra o desemprego, que aprendeu ao conviver com a família Bolsonaro, Alcolumbre ficará rapidamente rico e poderá aposentar-se da política, que dá muito trabalho, provoca inveja e críticas despropositadas. ´

PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO – O guloso, infame, serviçal e nada republicano bloco do Centrão, engatilha nova excrescência política para socorrer o ainda presidente Jair Bolsonaro diante de uma possível derrota nas eleições de 2022.

Querem violentar a Constituição para transformá-lo em senador vitalício, junto com os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, para que Bolsonaro continue tendo foro privilegiado e possa escapar da série de indiciamentos criminais impostos pela CPI da covid-19.

Esperamos que o bom senso do Congresso repudie esse desonroso e sinistro “prêmio de consolação”.

Pacheco sonha em ser um novo JK, mas não consegue se impor nem mesmo diante de Alcolumbre

Câmara aprova incentivo fiscal a empresas que contratarem leitos para  pacientes do SUS com Covid-19 - O Documento

Rodrigo Pacheco precisa provar se tem mesmo liderança

Vicente Limongi Netto

O senador Rodrigo Pacheco sonha em ser “o novo JK”, na disputa pela Presidência da República. O desejo do grandalhão com voz de trovão, nascido em Porto Velho, Rondônia, mas mineiro por adoção, pretende encher os corações dos brasileiros de ternura e emoção. Mas o esforçado presidente do Senado já foi advertido para não exagerar na dose.

Como presidente do PSD, Gilberto Kassab, mentor e criador da candidatura de Rodrigo Pacheco, lembrou-lhe que, nesse caso, é mais fácil o pretendente sonhador ganhar sozinho na Mega-Sena do que subir em palanque como Juscelino Kubitschek.   Outros tentaram e deram com os burros n’água.

UM TESTE – Pacheco não deu trela a Kassab e já ensaia encarnar os traços marcantes e pitorescos de uma personalidade tipo Juscelino. Acredita que até as eleições de 2022 já estará incorporado e tinindo, como clone do inigualável JK junto ao eleitorado.

Por ora, Rodrigo Pacheco tem bom teste pela frente. Precisa desencalhar um assunto que Juscelino resolveria num piscar de olhos: convencer o pretencioso senador Davi Alcolumbre a liberar a data da sabatina de André Mendonça, indicado por Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga do ministro Marco Aurélio de Mello. Força, Rodrigo Pacheco! Vamos ver se você consegue. 

LIRA, UM SERVIÇAL – É estarrecedor:  o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, mostra colossal, inacreditável e absoluta dificuldade para admitir que Jair Bolsonaro precisa ser energicamente punido por propagar mentiras contra as vacinas que combatem a Covid 19. Lira comporta-se como um reles serviçal do Planalto, que não consegue entender a importância de ser presidente da Câmara.

Deve-se destacar também que os bolorentos e inúteis relatórios paralelos de senadores governistas, lidos na CPI da Covid, são monumentos ao negacionismo e candentes peças de sabujismo a Bolsonaro.

O que fica para a legítima História Republicana são as duras conclusões do relatório do senador Renan Calheiros, enfatizando e escancarando aos brasileiros os crimes que os 80 indiciados cometeram contra a saúde pública e contra a própria nação

CUMPRIR OS DEVERES – É preciso agora que o Ministério Público Federal, representado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, cumpra seus deveres de ofício. Por força do cargo, Aras não pode fazer corpo mole diante das colossais evidências de irregularidades e sabotagens contra a importância das vacinas.

Encabeçando a lista dos 80 indiciados, o chefe da nação foi definido pelo relator como “despreparado”, “desonesto”, “caviloso”, “arrogante” e “homicida”. Ninguém de bom senso pode dizer que Renan Calheiros mentiu ou exagerou nas tintas.

Aliás, o Supremo já está de olho na omissão de Aras, e a ministra Cármen Lúcia acaba de lhe dar prazo de 15 dias para afirmar se vai processar Bolsonaro ou continuar embromando o inquérito aberto contra o presidente em razão de ameaças feitas em seus discursos golpistas durante atos no dia 7 de Setembro.

Candidatos da terceira via podem brigar entre si, para alegria de Lula e Bolsonaro

Charge do Galvão – Construindo a terceira via

Charge do Galvão (Upiara Online)

Vicente Limongi Netto

Os autos falantes da terceira via informam, sob demorado foguetório, que agora são 11 os pré-candidatos à Presidência da República. Um time completo de arautos patriotas decididos a tirar o Brasil do atoleiro. A democracia saúda a colossal festança eleitoral.

No entanto, essa quantidade de laboriosos homens públicos não tira o sono da cansativa polarização entre Bolsonaro e Lula, cantada em prosa e verso pelo noticiário político. Pelo contrário, quanto mais fogosos políticos apareçam na rinha, um se achando melhor qualificado do que os outros, mais Bolsonaro e Lula são levados para perto do paraíso. 

MORO ESTÁ CHEGANDO – O constante movimento das nuvens políticas, que Magalhães Pinto gostava de citar, indica que Sérgio Moro virá enriquecer o balaio da terceira via. Assim, até meados de 2022, Bolsonaro e Lula vão acompanhar de camarote os arranca-rabos entre os demais adversários.

Chutes na virilha soarão como carinhos. Enquanto o bom senso não for morar, de água e cuia, na cachola dos luminares da terceira via, consagrando apenas um nome para enfrentar Bolsonaro e Lula, tudo continuará como antes no quartel de Abrantes. É o scrip cortante do jogo que venho martelando, aqui na Tribuna da Internet, há meses.

PRÉVIAS PSDB – Enquanto isso, o candidato às prévias do PSDB, ex-prefeito de Manaus e ex-senador, Arthur Virgílio Neto encerrou sexta-feira o seu primeiro giro pelo Brasil em campanha pelas prévias do PSDB, que vão indicar, em novembro, o nome que deverá disputar a presidência do país.

Arthur Virgilio já percorreu estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e, em todos os seus encontros com lideranças e militâncias tucanas, fez ardorosa defesa da Amazônia e do uso sustentável de seus recursos naturais e lançou a campanha “Salve a Amazônia! Riqueza de todos os brasileiros”, chamando a atenção para os riscos de destruição da floresta, seus efeitos ambientais e políticos e, também, das inumeráveis oportunidades econômicas a partir da biodiversidade, capazes de transformar o Brasil em uma verdadeira potência econômica.

COMPRAR A IDEIA – “São muitas as razões para comprarmos essa ideia, empunhar essa bandeira e nos mobilizarmos em torno dessa campanha. A Amazônia é nossa e devemos cuidar, defender, para poder usufruir. É a última fronteira de desenvolvimento para o país, é o nosso cartão de boa conduta junto às comunidades internacionais, é a nossa possibilidade de legar um planeta habitável para a humanidade”, afirmou Arthur. Ele disse também que está feliz com a aceitação que vem obtendo.

“Estou feliz com a aceitação. Quando falo isso para as pessoas, elas vibram, ficam em êxtase. Essa campanha já pegou, vai dar certo”, garantiu.

COPA DO QATAR – Por fim, bem que Deus poderia dar 60 anos menos para Pelé, Gerson, Rivelino, Zico, Clodoaldo e outros legítimos e eternos craques, para nos trazerem o hexa, na Copa de Qatar…

No final, Aziz não perdeu a chance de desmoralizar o bolsonarista que criou o “relatório paralelo”

Forças Armadas repudiam ataques de Omar Aziz

Aziz aproveitou e colocou Marcos Rogério no seu devido lugar

Vicente Limongi Netto

Agora que a CPI da Covid “escancarou ao Brasil a face oculta da negligência, da incompetência, da perversidade e da insensibilidade”, como salientou e frisou, com lucidez e perfeição, o senador e médico Otto Alencar, recordo o que escrevi em abril, portanto, há 6 meses, na Tribuna da Internet e alhures.

“Bolsonaro terá pesadelos com o trio de senadores escolhidos para os principais cargos na CPI da Covid: Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. São calejados, têm espírito público e jogam duro. Não alisam. Não dão trégua. E vão exigir punições severas aos maus brasileiros que desonram as funções que ocupam. É o que clama a nação, indignada, sofrida, humilhada, penalizada, desorientada e desesperada. Sem vacinas suficientes e passando necessidades. Orando pelos 360 mil brasileiros que partiram. Clamando por trabalho e sustento. O jogo político não é para amadores”, adverti há seis meses.

E MAIS – Em seguida, publiquei uma declaração do presidente da CPI. “Quem for podre, que se quebre”, alertou Omar Aziz, senador pelo Amazonas.

Acrescentei que a CPI não pode virar palanque eleitoral. Sob pena de cair no ralo do descrédito. Muito menos ser instrumento de caça às bruxas. E salientei:

“Porém, a tropa dos exaltados não esquecerá do imenso rosário de sandices, deboches e insultos de Bolsonaro à ciência, à covid-19 e aos adversários.  A CPI cobrará explicações. Aqui se faz, aqui se paga. É bom que o presidente continue pedindo socorro ao Todo Poderoso. A batata dele vai assar. E o couro virar pandeiro para as eleições de 2022”. 

RELATÓRIO PARALELO – Durante o clima tenso na CPI da Covid, nesta quarta-feira, dia 21, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) fez questão de exibir a faixa de fantoche exacerbado, exigindo que o presidente do colegiado, Omar Aziz, permitisse que ele lesse  o patético e bolorento relatório paralelo, produzido pelas aves raras e desprezíveis do negacionismo.

Ao final da leitura da ridícula obra, o senador Omar Aziz explicou, pausadamente, ao orador: “Marcos Rogério, foi por isso que o senador Renan Calheiros foi escolhido pela maioria para ser o relator e não você…

Críticas ao termo “genocida” foram feitas antes mesmo de o relatório estar pronto

Entrevista: Juíza Sylvia Steiner comemora prêmio de Direitos Humanos - Migalhas

Juíza do Tribunal de Haia acha que Bolsonaro é “genocida”

Vicente Limongi Neto

Queixas, lamúrias e vaidades feridas não tiram a consciência do dever cumprido de Renan Calheiros. Surreal e inacreditável que açodados queiram tripudiar no relatório final do relator da CPI da Covid, antes mesmo de ser lido. Calheiros não tem vocação para servir de pasto para transloucados. O senador alagoano não é inconsequente nem irresponsável.

O vazamento de trechos do relatório não significa prejuízos para o resultado final, que será discutido e votado. Grupo de melindrados resolveu que o relator não pode acusar Bolsonaro de genocida. A juiza brasileira Sylvia Steiner, que atuou no Tribunal Penal de Haia, foi enfática: não é exagero definir Bolsonaro como genocida, na quadra perversa da pandemia.

Para a magistrada, ocorreu no Brasil a “política de infecção”. Por sua vez, o ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), Gilmar Mendes, também chamou Bolsonaro de genocida, pela condução desastrosa da saúde pública, na pandemia.

ARTILHEIRO SETENTÃO – Dia 22 de outubro de 1944 nascia em-Crateús, Ceará, Antonio Valmir Campelo Bezerra. Uma criança com vocação de guerreiro e cidadão de bem. Cresceu cavando os horizontes do próprio destino. Com destemor, grandeza de espírito e decência. Virtudes que adquiriu dos pais, Raimunda e João.

Valmir ficou nos corações dos habitantes de Brazlandia, Gama e Taguatinga, cidades que administrou com esmero e competência. No Gama, construiu o belo estádio de futebol, hoje conhecido como “Bezerrão”. Elegeu-se o deputado constituinte mais votado de Brasília. Depois, foi senador. Aposentou-se como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Foi presidente daquela Corte Superior. Também ocupou a vice-presidência do Banco do Brasil.

O vascaíno Valmir, artilheiro das boas “peladas” do “Gerovital”, respeitado clube amador de Brasília, completa 77 anos de idade. É mestre na arte de fazer amigos, que estão comemorando com antecedência. Bom marido, pai zeloso e avô impecável. Maria ilumina Valmir. Passa sempre na frente

Relatório final da CPI provoca preocupação no Planalto e insônia na família Bolsonaro

Gilmar Fraga: CPI | GZH

Charge do Gilmar Fraga: (Gaúcha/ZH)

Vicente Limongi Netto

Relatório final da CPI da Covid deixando o presidente jair Bolsonaro e apaniguados aflitos. De cabelo em pé. Hora do acerto de contas. Com Deus e com a Justiça. As conclusões finais do relator Renan Calheiros são fundamentadas em fatos. Baseadas em isento e exaustivo trabalho. Investigados e apurados com rigor.

O colegiado não agiu com açodamento.  Muito menos como carrasco ou juiz.  Os denunciados que paguem pelos erros e omissões que cometeram. A opinião pública acompanhou a CPI com interesse e vigilância. Tolice estrebuchar ou reagir com insultos e destemperos, como fez Bolsonaro, chamando o senador Renan Calheiros de “bandido”.

SEM ESPELHOS – Tudo indica que o mito de meia pataca mandou tirar os espelhos dos Palácios do Planalto e da Alvorada. O bestalhão 01, senador Flávio Bolsonaro, também jogou as patas no relator da CPI. Esse filho mais velho é outro coitado. Acorda rosnando. Mas sabe que Renan Calheiros é homem de luta.

Viver é para os bravos e guerreiros. Para os que não se intimidam diante de bravatas ou ameaças. Também bobagem, patetice e devaneios de amadores, achar que as críticas do presidente da CPI, senador Omar Aziz, por vazamentos do relatório, enfraquecem o relacionamento dele com Renan Calheiros. 

MUDAR DE PADARIA – Sugiro que a senadora Leila Barros mude de padaria e de companhia (Eixo Capital – Correio Braziliense-16/10). Conversar com Cristovam Buarque, o pior governador de Brasília, o mais obscuro ministro da Educação (demitido por Lula, pelo telefone) e o mais medíocre senador que o Distrito Federal teve a infelicidade de eleger, não dá futuro político a ninguém.

Com o pretensioso Cristovam por perto, o café esfria e o pão com manteiga perde o sabor. É uma furada, senadora Leila Barros. Caia fora.

A senhora, grande nome do vôlei brasileiro, merece melhores luzes. O mais patético e inacreditável é o bolorento Cristovam ameaçar que pretende novamente candidatar-se ao Senado ou à Câmara Federal. Falta de senso é isso. 

SELEÇÃO MELHORA – O jogo em Manaus foi a melhor apresentação da seleção, na Era Tite. A caminhada pelo hexa é longa e árdua. Pés no chão. Nada de triunfalismo. Precisamos evoluir muito, tática e tecnicamente. Os adversários são fortes e não temem mais o Brasil, como na época de Gerson, Pelé, Rivelino e companhia. Não é saudosismo, mas a cruel realidade. 

Creio que o time que começou o jogo deve ser mantido. Incluindo Casemiro, o goleiro Alysson  e Marquinhos. Lucas Paquetá tapou a boca de muita gente. Inclusive a minha. Útil, objetivo e produtivo. As laterais permanecem disputadas. Fred, por sua vez, está jogando um bolão. Meia competente. Não será surpresa se barrar Gerson.

Rafinha, novo xodó do torcedor, joga bem e com alegria. Entusiasma o torcedor.  É abusado, inteligente, driblador e chuta forte. Tendo chances de jogar, não sairá mais do time titular.

TROCAS NA TV GLOBO – Não gostei das trocas no Grupo Globo. Tenho o direito de manifestar meu desacordo, como telespectador devotado.

Maju vai para o Fantástico no lugar de Tadeu, que vai para o BBB. No lugar dele, creio, a direção da Globo deveria colocar outro qualificado jornalista. Por exemplo, Rodrigo Bocardi. Duas mulheres apresentando o melhor programa da televisão, aos domingos, é um exagero. Não vai dá certo. Clube da Luluzinha.

O lugar de Tadeu ficará vago. Quanto ao Cesar Tralli,  indo para o Jornal Hoje, a meu ver, não fede nem cheira. Maju por ele, tanto faz. O tédio permanecerá no ar.

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P.S. –  Mensagem que recebi de um amigo neste sábado: “Estou jantando no ‘A Mano’ e tive o desprazer de ver o Flávio Bolsonaro, sem reserva, querendo furar fila para pegar mesa. Affffffff. Que povinho de quinta categoria!” (V.L.)

OMS, em momento de alta criatividade, passa a considerar velhice como “doença”

“Velhice não deveria ser entendida como doença, pois não é algo contrário à natureza.”... Frase de Aristóteles.

     Aristóteles já sabia o que a OMS ainda desconhece

Vicente Limongi Netto

Lição aos açodados preconceituosos e pobres de espírito: admito ser chamado de idoso ou velho. Jamais de doente. Lamentavelmente, é o que anuncia a Organização Mundial da Saúde (OMS), uniformizada como inventora da verdade. A entidade decidiu, no crepúsculo da ciência, e pregou nas vísceras na alma e no coração dos maiores de 60 ano a pecha de “doentes”.

Existem “doentes”, com idade avançada, firmes no batente. Produzindo e mantendo a fé.  Respeito é bom e eu gosto. Doente, uma ova. Perto dos meus 77 anos, repilo a torpe sentença de vida. Não pretendo me entregar tão cedo ao desânimo.

NEM DEUS… – Por má fé ou desinformação, ou ambas as coisas, o patético e ruidoso arrazoado da OMS esquece que ficar doente, sofrer com dores, demorar a sarar, isso não é característica apenas dos idosos.

 Antes fosse. Nem Deus, o maior dos estadistas, o dono da justa palmatória do Universo, tem a tola presunção de identificar seres humanos pela idade avançada. 

Por que a OMS decidiu pela inclusão? Segundo a entidade, a razão para considerar velhice como “doença” é a possibilidade de reconhecimento da causa em certidões de óbitos. O príncipe Philip, membro da realeza britânica, por exemplo, morreu aos 99 anos e o atestado de óbito constava morte por idade avançada. Ora, se no atestado constasse “falência múltipla de órgãos” seria mais apropriado.

BAIXARIAS POLÍTICAS – Não culpem a brutal pandemia pelos arroubos políticos. A excessiva importância que a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania(CCJ) deu ao obscuro e inexpressivo Davi Alcolumbre permite agora que o senador pelo Amapá apareça como inacreditável vítima e bom moço, na enfadonha novela da indicação de André Mendonça para o Supremo.

 O clima da baixaria política nunca deixou de pautar as ações dos parlamentares. Toda regra é regida pelas saudáveis e bem vindas exceções. Eleitores fartavam-se com arranca-rabos entre candidatos. Era festa para os espíritos de brutamontes.

Hoje, o eleitorado prefere candidatos que não xingam ninguém. Que respeitem a mãe alheia e os ouvidos dos cidadãos. Que tenham educação e propostas que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos mais necessitados.

TROCA DE INSULTOS – Nessa linha de permanente deselegância, soa como desprezível pantomima a troca de insultos entre a ex-presidente Dilma Rousseft e o pré-candidato Ciro Gomes, do PDT.

Não será assim, com patadas, que o ex-governador e ex-ministro afetará a candidatura favorita de Lula. Muito menos sensibilizará eleitores antipetistas a seu favor. Foi-se o tempo que chutes na virilha dignificavam a classe política.

Esse desqualificado debate eleitoral agora serve de pasto somente para saciar o apetite de cérebros apequenados pelo ódio. A maioria do eleitorado espera outra coisa.

Tremenda injustiça o criativo Paulo Guedes não ter ganhado este Nobel de Economia

fora da curva : Últimas Notícias | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/ZH)

Vicente Limongi Netto

Ninguém merecia tanto essa premiação quanto Paulo Guedes. O ministro brasileiro nadou muito para morrer na praia. Tudo corria nos conformes para as ambições de Guedes. Só não contava que os jurados do respeitado Nobel descobrissem o segredo que guardava a mil chaves: uma fortuna de milhões de dólares que mantinha em offshore em paraíso fiscal.

Os jurados da Academia sueca não sabem que o sonho de Guedes era destinar o vultuoso prêmio do Nobel, aos milhões de brasileiros despejados e desempregados, convencido de que seu bondoso gesto aliviaria a miséria e a fome que campeia no Brasil.

DOAR ABSORVENTES – O falante ministro também pensava (opa, foi mal) em doar parte da grana para adolescentes e mulheres que não podem comprar absorventes.

Mesmo com todo o pedregulho no caminho de Guedes, o ministro continua o orgulho dos cidadãos. É amado pelos servidores públicos, sem aumento há seis anos. e pelas milhares de pessoas que dependem do pagamento dos precatórios.

Guedes tem trânsito com políticos. Embora a maioria deles não queira vê-lo nem pintado de ouro. A população, sobretudo a de baixa renda, tem esperança que Guedes mandará diminuir os preços da gasolina, do gás de cozinha e da energia.

NO MUNDO DA LUA – Paulo Guedes também é respeitado por todos os ministros. Especialmente pelo astronauta Marcos Pontes, de cujo ministério (Ciência e Tecnologia) Guedes mandou tirar 600 milhões de reais do orçamento.

O astronauta Pontes pensou em se demitir, mas acabou ficando, constrangido. Gostaria de mandar Guedes para o espaço sideral. Só com passagem de ida.

Assim, o radiante Guedes ganhou novos amigos, os cientistas, pesquisadores, professores e alunos que dependem de bolsas de estudo.  Paulo Guedes não tem queixas da vida. Dorme e acorda bolando mais maldades para o bolso do brasileiro.  

VIVA A IMPRENSA – Triste, repugnante e lamentável que jornalistas sejam ameaçados, perseguidos e até assassinados por canalhas, corruptos e covardes que não admitem que a verdade seja revelada e publicada. Aqui, no Brasil e alhures. O saudoso jornalista Carlos Chagas ensinava: “Quem não quiser ser alvo de notícias ruins, que evitem que elas aconteçam”.  

Vivi e enfrentei, ao longo da minha extensa vida de repórter, episódios degradantes de desrespeito ao profissional. Como a torpe e burra censura prévia, instalada na saudosa “Tribuna da Imprensa”, e a língua podre e arrogante de boçais engravatados e estrelados, quando trabalhei, em O Globo, sucursal de Brasília e na TV-Brasília. Jamais recuei nem me dobrei aos arreganhos dos prepotentes.

“JUSTIÇA E PAZ” – Nesse sentido, li, emocionado, o impecável artigo “Ao jornalismo, com paixão” (Correio Brasiliense – 10/10), da jornalista e diretora de redação, Ana Dubeux, rejubilada com o Nobel da Paz que agraciou uma jornalista da Filipinas, Maria Ressa,  e, outro, da Rússia, Dmitry Muratov. 

A jornalista tem razão, o prêmio não exalta apenas o profissionalismo investigativo da dupla, “mas deixa claro a importância da mídia  para algo mais: justiça e paz”.

Prossegue Ana Dubeux, sem esconder o orgulho inquebrantável de ser jornalista: “Continuo, com olhos graúdos e compridos, a observar como o jornalismo é essencial para preservar a democracia e a liberdade de expressão”. 

Bolsonaro devia olhar para trás e pedir perdão pelas mortes que poderia ter evitado

Bolsonaro x ema: presidente mostra caixa de cloroquina para animal – DCI

Bolsonaro atuava como garoto-propaganda da cloroquina

Vicente Limongi Netto

Primoroso e candente o editorial “O horror da pandemia”(Correio Brasiliense – 9/10), analisando a tenebrosa quadra de horrores e tragédias que até o momento matou mais de 600 mil brasileiros. O editorial é incisivo e implacável. Avalia com precisão os estragos que a covid-19 causou as famílias.

Lamenta a omissão, o pouco caso e a insensibilidade do governo Bolsonaro  na compra das vacinas, salientando que “um assunto extremamente sério, de saúde pública, foi politizado, e uma parcela importante de autoridade e da população se apegou ao negacionismo”.

PATETICES – O texto lembra as patetices do próprio chefe da nação, debochando das normas sanitárias e chamando o vírus da Covid 19 de “gripezinha”.

Como se fosse pouca a desgraça que abateu o país e os brasileiros, o editorial salienta que, além de tudo,  “o desemprego continua altíssimo e a pobreza atinge milhões de brasileiros”.

O editorial termina com uma verdade que, lamentavelmente, dói na alma: “As sequelas da pandemia serão sentidas por muito tempo”.

NOBEL DA ECONOMIA – O Brasil em júbilo, torcendo para que ministro Paulo Guedes ganhe o Nobel de Economia, pela façanha de manter em segredo milhões de dólares em offshore em paraíso fiscal.

Guedes doará o prêmio em dinheiro do Nobel (10 milhões de coroas suecas, equivalente a pouco mais de um milhão de dólares) para os milhões de brasileiros desempregados e despejados.

O bondoso Paulo Guedes também pensa em distribuir absorventes para milhões de mulheres e adolescentes pobres. Que deixam de estudar e trabalhar porque não podem comprar o produto.

A homenagem a Bernardo Cabral, o novo partido e a imortal Fernanda Montenegro

Com Fux, Comissão da OAB homenageia relator da Constituinte | VEJA

Bernardo Cabral discursa na homenagem da OAB  à Constituição

Vicente Limongi Neto

Por justiça e merecimento, a OAB Nacional homenageou os 33 anos da Constituição, por meio do relator-geral da Constituinte, o então deputado federal pelo Amazonas, Bernardo Cabral. A cerimônia foi transmitida pelo canal You tube da entidade. Discursos eloquentes marcaram a solenidade. Todos de respeito à Carta Magna e aos traços marcantes de Bernardo Cabral.

Os oradores lembraram e exaltaram a trajetória vitoriosa de Bernardo Cabral, como político, jurista, ex-presidente da OAB Nacional e defensor intransigente das liberdades individuais e dos direitos do cidadão.

Bernardo Cabral foi saudado pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, pelos ministros do STJ, Mauro Campbell e Luiz Felipe Salomão, pela presidente do TST, ministra Maria Cristina Peduzzi e pelo vice-presidente da Câmara Federal, deputado Marcelo Ramos.

OUTROS ORADORES – Também saudaram Cabral o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, o futuro presidente da entidade, Beto Simonetti,  o advogado Nabor Bulhões, presidente da Comissão Nacional de Defesa da República e da Democracia, pela conselheira decana, Clea Carpi da Rocha, e pela presidente do Instituto dos Advogados do Brasil, Rita Cortez.

Encontro cívico marcante. Meu coração ficou envaidecido com o convite para figurar na mesa de honra da abertura dos trabalhos. Mando daqui um abraço forte e respeitoso para o guerreiro Francisco BendI, agora morando nos braços de Deus, por haver solicitado que, depois da cerimônia na OAB, eu escrevesse na Tribuna da Internet sobre a iniciativa.

NOVO PARTIDO – “União Brasil”, belo e cívico nome. Com canelas, tênis e saliva em dia, prontos para encarar Lula e Bolsonaro. Fico na expectativa. Porque, é sabido, no Brasil, que as boas atitudes geralmente logo acabam diluídas e fracassadas.

Lula não esconde o triunfalismo. Cutuca os adversários. Passou a bater no mito de meia pataca como se não visse outros adversários no horizonte político sucessório. Garante que tem bala na agulha.

Bolsonaro, por sua vez, continua indeciso. Sem partido. Aparentemente tranquilo e educado. Para inglês ver. Mas está.

FIDELIDADE PARTIDÁRIA – Nessa linha, espera-se que a fidelidade partidária seja exigência da nova sigla. A união não pode ficar só no papel. O partido tem que evitar bola dividida. Também será preciso acompanhar as nuvens e as pegadas da árdua caminhada.

Avaliar se no meio do caminho o novo e empolgado partido não se transformará em clone do guloso “centrão”, grupo político famoso por mudar de lado quando os acontecimentos ficam sombrios e colocam em risco os interesses pessoais de seus membros.

Se for assim, tudo continuará como dantes, no quartel de Abrantes. Com brigas, safanões e insultos por todo lado. O que alegrará Lula e Bolsonaro.

NOTÍCIA ALVISSAREIRA – A consagrada atriz Fernanda Montenegro foi ungida pelos anjos da Casa fundada por Machado de Assis, para ocupar cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Assim, ventos da abertura teatral voltam a ser plantados nos jardins, móveis e corredores da ABL. Com aplausos de Dias Gomes e Janete Clair, além de Nelson Pereira dos Santos, o grande cineasta que era membro da Academia Brasileira de Letras.