Giovanna Estrela
Metrópoles
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2/4) um pacote de tarifas sobre produtos importados, um “tarifaço global”. A medida visa corrigir o que o governo norte-americano considera práticas comerciais desleais e promover a produção doméstica. O Brasil está entre os países afetados. Sobre o Brasil, as tarifas adicionais são de 10%.
A primeira medida anunciada por Donald Trump foi a taxação de 25% em cima de automóveis de países europeu e asiáticos a partir desta quinta-feira (3/4). “A partir de meia-noite nós vamos impor tarifa de 25% para todos os automóveis importados”, disse o presidente.
DIA DA LIBERTAÇÃO – Desde fevereiro, Trump vem sinalizando a adoção de novas tarifas sobre produtos estrangeiros, sem detalhar valores ou critérios. Na última semana, ele reforçou que a taxação será aplicada a todos os países, mas indicou a possibilidade de ajustes e negociações.
A política tarifária faz parte das promessas de campanha do republicano e é chamada por ele de “Dia da Libertação”, pois, segundo o presidente, ajudará os EUA a reduzir a dependência de importações.
As tarifas recíprocas, um dos principais pontos da medida, consistem na aplicação de taxas equivalentes às que os Estados Unidos enfrentam em outros mercados. O governo norte-americano argumenta que países que impõem barreiras ao comércio com os EUA serão submetidos a medidas semelhantes.
PREOCUPAÇÃO – No Brasil, o tarifaço de Trump gera preocupação, principalmente, entre os setores de aço e alumínio, que já enfrentam tarifas desde março. Além disso, o etanol brasileiro já foi citado como exemplo de comércio desigual: enquanto os EUA cobram uma taxa de 2,5% sobre o etanol importado, o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre o produto norte-americano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a decisão e afirmou que o Brasil recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC). Caso a contestação não tenha efeito, o governo avalia a imposição de tarifas sobre produtos norte-americanos.
No Congresso, senadores e deputados discutem a possibilidade de endurecer a política comercial contra os Estados Unidos. Nessa terça-feira (1º/4), o Senado aprovou o Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao Brasil retaliar barreiras comerciais impostas por outros países. O texto seguirá para a Câmara dos Deputados, onde deve ser analisado com urgência.
RETALIAÇÕES – A proposta atribui à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a responsabilidade de avaliar respostas a medidas comerciais prejudiciais ao Brasil. Entre as possíveis retaliações, estão:
Aplicação de taxas extras sobre bens e serviços dos países que impuserem barreiras comerciais ao Brasil; Suspensão de concessão de patentes ou remessa de royalties; Revisão de obrigações do Brasil em acordos comerciais internacionais.
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), autor da proposta, destacou que a iniciativa visa proteger a economia nacional e evitar que o Brasil seja prejudicado por decisões unilaterais de outros países. “Não podemos aceitar passivamente essas barreiras comerciais. O Brasil precisa agir”, afirmou.
NA DIPLOMACIA – Além das medidas legislativas, uma comitiva de diplomatas brasileiros foi enviada a Washington para tentar negociar alternativas com autoridades norte-americanas e buscar isenções para determinados setores.
O governo brasileiro também estuda ampliar acordos comerciais com outros parceiros para reduzir a dependência das exportações para os EUA.
Houve reações do mundo inteiro. A Comissão Europeia anunciou que, caso as tarifas sejam aplicadas integralmente, o bloco poderá retaliar com 26 bilhões de euros (cerca de US$ 28 bilhões ou R$ 160 bilhões) em impostos sobre produtos norte-americanos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O tarifaço ao Brasil foi um dos menores, igual ao do Reino Unido e de Singapura, com 10%. Houve tarifaço de 97%, 74%, 64%, 61%, 60% etc. Israel, que é país-irmão, levou uma cacetada de 33%. Se o governo brasileiro fosse competente, estaria debruçado no estudo do tarifaço, para fazer do limão uma limonada e tentar ampliar suas parcerias comerciais externas. Mas o que esperar do governo de Janjo e Janja? (C.N.)
Mas o que esperar do governo de Janjo e Janja? (C.N.)
Sr. Newton
Como diz aquele velho ditado….
“De onde menos se espera, daí é que não sai nada”
PS
Sr. Newton
O Narco-Latrocida além de ser um dos maiores corruptos da história do Brasil não tem capacidade para administrar um boteco de 5a categoria…..
aquele abraço
Rebolem, vira-latas.
Sr. Newton
Será que o Merval jogou a toalha.??
Veja que o Merval citou “as donas de casa” que foram tratadas com deboche, desfaçatez e preconceito pelo Narco-Nine Fingers…..
“….E depois de tantos comentários que não deveria ter feito em relação às mulheres, aumentou a rejeição entre elas…..”””
Pesquisa Quaest é desastrosa para Lula
As pessoas não acreditam mais que Lula tem a intenção de segurar a inflação.
Estão entendendo que o populismo dele é uma ação eleitoreira e não uma tentativa de melhorar a vida da população.
A maioria da população está entendendo Lula como um presidente que fala, fala e não faz nada, que não resolve os problemas, nem cumpre as promessas de campanha.
(xxx)
A pesquisa Quaest é desastrosa em pontos importantes para Lula. No Nordeste, é a primeira vez que aprovação e desaprovação são quase iguais.
E depois de tantos comentários que não deveria ter feito em relação às mulheres, aumentou a rejeição entre elas. Pesquisa reflete o que está acontecendo no país.
Não adianta fazer propaganda e colocar o presidente para falar a toda hora, porque o sentimento da população, especialmente devido à inflação, é contrário ao governo. E é difícil reverter sem controlar a inflação.
Todas as medidas sociais que o governo Lula fez foram complementadas ou ampliadas por outros governos e não contam mais como um ativo apenas dele.
Fonte: O Globo, Política, 02/04/2025 15h32 Por Merval Pereira
PS.
Derrete, Desgraça Maldita…!!!
A Churrasqueira do Juizo Infernal está bem quente….
eh!eh!eh
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O tarifaço ao Brasil foi um dos menores, igual ao do Reino Unido e de Singapura, com 10%. Houve tarifaço de 97%, 74%, 64%, 61%, 60% etc. Israel, que é país-irmão, levou uma cacetada de 33%. Se o governo brasileiro fosse competente, estaria debruçado no estudo do tarifaço, para fazer do limão uma limonada e tentar ampliar suas parcerias comerciais externas. Mas o que esperar do governo de Janjo e Janja? (C.N.)”
Adorei o Janjo e Janja! Muito bom!!!
Rebolem mais que tá gostoso.
Vira latas,quase esqueci.
Perdoem-me.
Bem,
o governo do Brasil já está tentando diversificar suas relações ainda mais. A visita recente de Lula ao Japão e Vietnã, parece que vai render frutos. Vamos ver. No BRICS também houve adesões de países.
O chamado Sul Global é uma oportunidade de ampliar o comércio entre os apíses desse bloco.
Enfim, realisticamente, o Brasil está tentando diversisficar seus parceiros, tanto na área econômica como na área tecnológica.
A torcida adversária vai sempre torcer contra. E se chamam “patriotas”.
Que tempos.
Pois é. Mas prevalecem as críticas gratuitas, sem base e carregadas de raiva.
O Brasil diversificar parceiros na Ásia é mera retórica. Já somos parceiros de todos e o que vale é qualidade e preço. Exceção da China que quer qualidade e vende qualquer coisa. Com o Janjo e a Janja na negociação, a corrupção corre solta. Só devem tomar cuidado porque lá, a decapitação corre solta.
Esse rebolou com pudor.
Mas rebolou.
Vira latas.
Respeitado CN,tens razão. Fazer uma limonada…
10% é dízimo no comércio internacional…
Entendo,UE agora,vai se render ao Brasil.
Pois,Donald Trump,perdeu mercado com essas taxação.
Bom pra nós….
MÍDIA ZERO EM MATEMÁTICA
Balança Comercial Brasil/Estados Unidos: O AUMENTO DA TARIFA DE TRUMP É DE 35%, E NÃO DE 10%
Tarifa média aplicada pelo Brasil sobre importações dos EUA é de 11,3%
Tarifa média cobrada pelos EUA sobre importações do Brasil é de 2,2%
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) a partir de dados do Banco Mundial, a tarifa média simples aplicada pelo Brasil às importações dos EUA foi de 11,3% em 2022 (dado mais recente disponível).
Ou seja, era mais que cinco vezes a tarifa média simples cobrada dos EUA sobre as importações brasileiras (2,2%).
BBC News Brasil, Brasília-DF, 10 março 2025, por Mariana Schreiber
SE A TARIFA MÉDIA COBRADA PELOS EUA ERA DE 2,2% E PASSOU AGORA PARA 10%, HOUVE NA REALIDADE UM AUMENTO DE 35% – DE 2,2% PARA 10% – NA TARIFA MÉDIA COBRADA PELOS EUA SOBRE IMPORTAÇÕES DO BRASIL.
Pelo que li, acho que ninguém falou em percentual de aumento . Somente foi colocado que os EUA vai cobrar 10% sobre as importações do Brasil
A Nota da Redação está perfeita.