CPI do 8 de Janeiro ouvirá Anderson Torres na terça e o hacker Delgatti na quinta-feira

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Lauriberto Pompeu
O Globo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro vai ouvir na próxima quinta-feira o hacker Walter Delgatti Neto. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, irá prestar depoimento na terça-feira. A decisão foi tomada ontem pelo presidente da CPI mista, deputado Arthur Maia (União-BA).

Delgatti foi alvo de um mandado de prisão preventiva na última quarta-feira por suspeitas de tentativa de fraude nas eleições. Ele disse à Polícia Federal que o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe perguntou se era possível invadir a urna eletrônica. O questionamento teria sido feito pelo então presidente no Palácio do Alvorada em um encontro ocorrido em agosto de 2022, conforme o depoimento de Delgatti.

A deputada Carla Zambelli (PL-SP), que foi alvo da mesma operação, manteve reuniões com o hacker. Endereços ligados à parlamentar foram alvos de mandados de busca e apreensão.

VAZA JATO – O hacker se notabilizou em 2019, após ser apontado pela PF como um dos responsáveis por invadir o conteúdo de mensagens dos celulares de autoridades dos Três Poderes.

Suplente da CPI, o ex-juiz responsável pela Lava Jato e senador Sergio Moro (União-PR), além de procuradores da força-tarefa da operação, estavam entre aqueles que tiveram suas mensagens divulgadas.

O episódio ficou conhecido como “Vaza Jato” e contribuiu para abalar a credibilidade da operação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Nada de novo no front ocidental. Nenhum dos dois depoentes vai revelar algo de novo.  A CPI ouvirá o que todos já sabem e que nada tem a ver diretamente com os acontecimentos de 8 de janeiro. Assim, a política se consolida como espetáculo e o show tem de continuar. (C.N.)  

2 thoughts on “CPI do 8 de Janeiro ouvirá Anderson Torres na terça e o hacker Delgatti na quinta-feira

  1. Só pra lembrar, o Delgatti ficou 6 meses passeando dentro do site do Tee$$ee sem ser incomodado por ninguém. Já afirmou que tem guardado em um lugar seguro tudo o que descobriu durante esse período sobre urnas eletrônicas, CNJ e tee$$ee. A verdade virá a tona, a CPMI saberá inquirí-lo.

  2. É importante a ida de Delgatti e Anderson Torres a CPMI, vai ajudar a esclarecer mais ainda que a tentativa do golpe não se resume no dia 8 de janeiro, foi um processo que tomou vulto a partir da derrota do Bolsonaro nas urnas.
    Dias 12 e 24 de dezembro criaram um ambiente para dar o golpe, e o que fizeram os então chefe do GSI, o governador de Brasília e o Secretário de Segurança Pública do DF?
    Mesmo com a omissão deles não conseguiram motivar o golpe.
    No dia 8 de janeiro partiram para o tudo ou nada, não deu resultado.
    Covardemente, querem se eximir de culpa pela tentativa do golpe e colocar a culpa em membros do governo eleito, com apenas 7 dias de gestão num ambiente tumultuado, com bolsonaristas ocupando todos os cargos de segurança.

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