Queda na popularidade é doença sem diagnóstico e, portanto, sem cura certa

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Charge do Clayton (O Povo/CE)

Fabiano Lana
Estadão

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 2, registrou mais uma queda na popularidade de Lula – 56% de desaprovação. É um banho de água gelada nos planos do governo, que anunciou este abril como o mês no qual a maioria dos brasileiros voltaria a admirar a gestão do presidente.

Em um País com um razoável aumento do PIB registrado em 2024, com a menor taxa de desemprego da história, e alguns outros índices a festejar, o forte mau humor da população pode ser uma surpresa.

SEM DIAGNÓSTICO – Não temos ainda um diagnóstico preciso da rejeição ao presidente. É o pior cenário. Porque quando não sabemos as causas de uma doença, é muito mais difícil iniciar um tratamento para a cura.

O que temos é uma miríade de especulações, umas mais embasadas, outras menos. O governo, como sempre ocorre, em qualquer gestão, busca se autoenganar, ludibriando os demais.

Tenta acreditar que oferece um excelente trabalho ao povo, com programas excepcionais, mas não consegue se comunicar direito. Para esta semana está prevista, inclusive, uma grande solenidade no Palácio do Planalto para divulgar os feitos da gestão.

EFEITO INFLAÇÃO – Fala-se da inflação de alimentos. É um forte fator, de fato. Até porque a pesquisa Quaest indica corrosão na base histórica de Lula, entre os que ganham até dois salários mínimos.

Porém, o Brasil já conviveu com tantas hiperinflações que é possível questionar se uma elevação – de certa maneira sob controle de bens básicos – pode causar tamanho estrago.

Existe o fator Janja. A primeira-dama é quase uma unanimidade no quesito rejeição. De maneira injusta ou não, ficou com a fama de deslumbrada e esbanjadora de dinheiro público – no submundo das redes, seu apelido é “Esbanja”.

OUTRAS CAUSAS – Nem adianta alegar misoginia porque a aversão à esposa do presidente Lula é compartilhada também pelas mulheres. Porém, quando se vê o tamanho do Estado, a complexidade do governo, Janja é apenas uma gota no oceano. Não pode ser a responsável principal.

Um candidato forte à explicação é a mudança estrutural na sociedade brasileira. O segmento evangélico só cresce e a rejeição a Lula para quem segue essa religião se aproxima de 70%. É um massacre. É algo que pode ir além de não saber se comunicar com o segmento que representa cerca de 1/3 da população brasileira.

Trata-se de uma questão de valores. A verdade é que, para os evangélicos, em sua maioria absoluta, Lula e o petismo representam o que deve ser combatido. E nisso se inclui leniência com a criminalidade, corrosão aos valores da família, no apoio a causas como a do feminismo e outros ismos, e por aí vai. Anunciar que receptadores de celulares terão penas mais rigorosas pode não ser o suficiente.

LULA E STF- Há também a construção diária do bolsonarismo, sem tréguas, de que Lula é um bandido que foi “descondenado” pelo Supremo Tribunal Federal. A mesma Corte, aliás, segundo essa tese, que irá condenar “politicamente” o presidente Jair Bolsonaro, assim como aprisiona por tanta gente inocente.

Delírio? Pode ser. Mas é um discurso que atrai cerca de 1/3 dos brasileiros. E na política o que conta é isso: discurso. Para usar o termo-chavão: narrativa.

Pode até existir a hipótese do cansaço. Lula faz parte de nossa cena política há mais de quatro décadas. Seus contínuos autoelogios grandiloquentes em discursos para plateias mesmerizadas deixaram de funcionar.

NÃO FAZ SENTIDO – O que antes era considerado uma habilidade retórica sem paralelos agora fatiga a população. Lula não parece fazer sentido para a geração TikTok. Sua tentativa de se adaptar à linguagem das redes ainda soa artificial. De suas longas falas, hoje só ficam as gafes que rodam em vídeos nos grupos de WhatsApp. É preciso salientar que a desaprovação entre 16 a 34 anos chega a 64%!

Temos até aqui apenas algumas conjecturas. Talvez a razão esteja num quesito ainda não identificado. Talvez o País passe por outro boom de crescimento como em 2010, que eleve o patamar de Lula a partir dos próximos meses – pouco provável, conforme os analistas econômicos.

Mas a verdade é que na cabine de comando ninguém sabe muito bem o que fazer para lidar com a queda livre do presidente. A visão segue turva.

5 thoughts on “Queda na popularidade é doença sem diagnóstico e, portanto, sem cura certa

  1. Essas perguntas feitas pelo autor, acho que ninguém tem condições de responder. Especulações, sim, como o autor do texto pratica..

    Talvez seja uma rejeição a todos os políticos, se não, como explicar que numa eventual eleição presidencial, Lula está na frente?

  2. Sr. Newton

    O Narco-Latrocida em suas vomitadas diárias foi mexer com as Donas de Casa , e estás mandaram brasa no olho de tandera do Ladrão e de sua Barangona….

    As Donas de Casa com uma paulada bem dada na cabeça de privada do Ladrão a Desaprovação 47% da pesquisinha anterior subiu para 53%. (deve ter sido o efeito do deboche e desfaçatez e preconceito na fala do Latrocida).

    Na aprovação 49% despencou para 43%.

    Isso porque como até as formiguinhas que trabalham nos corredores de terra da Serra Cantareira sabem que esses números são bem diferentes, tudo dar para uma ajudinha para a Facção Criminosa e não ficar mais feio do que já está, pode multiplicar por 3 no minimo….

    Sr. Newton, não tem Sidêmonio que dê jeito nesse desgoverno corrupto bandido e sanguinário que todos os dias jogam mentiras e estão pouco se lixando para os pretos, brancos pobres e favelados e Donas de Casa..

    Aliás, por falar nisso, minha assessoria pegou mais um aumento de um produto essencial na vida dos brasileiros, o botijão de gás na semana passada foi de 99,99 para 104,99……

    Não é “muita coisa”” mas comparando com os gastos do Casal Marginal 171/51, 5,00 no orçamento apertado do povo faz muita diferença…

    aquele abraço

    e vamos em frente, que atrás vem o Latrocida de sempre, junto com seus ceguidores doentes…

  3. Por falar em LULA x STF, o ladrão disse que vai convidar o Barroso para as suas viagens. O objetivo? Reforçar a ALIANÇA entre os dois poderes. Pode isso, Arnaldo?

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