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Trump delira e acredita ser o imperador do mundo
Pedro do Coutto
Começam a surgir os resultados mais críticos em decorrência do tarifaço lançado pelo presidente Donald Trump, criando um impacto fortemente negativo no mercado financeiro internacional. Surgiu no horizonte o temor de uma crise global, até porque como as tarifas variam de país para país em relação aos Estados Unidos, não se pode medir ainda os efeitos na economia mundial.
Bolsas internacionais abriram e continuaram em queda nesta sexta-feira, em reflexo aos anúncios das tarifas alfandegárias impostas por Trump. Ontem, Tóquio declarou que as tarifas de 24% impostas por Washington aos produtos japoneses, por exemplo, constituem uma crise nacional para o arquipélago, que depende fortemente das exportações para os Estados Unidos.
RESPOSTA – Pequim anunciou que vai impor taxas de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos a partir do dia 10 de abril. A China também disse que está pronta para trabalhar com a União Europeia para manter um sistema de comércio multilateral baseado em regras e trazer certeza para o comércio internacional.
Na França, o ministro da Economia, Éric Lombard, explicou que a resposta vai ser vigorosa, mas não exatamente com as mesmas armas. Isso, segundo ele, para evitar um efeito negativo na economia francesa. O ministro citou, no entanto, outras represálias possíveis, como na troca de dados ou informações entre a França e os Estados Unidos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, aposta, por enquanto, na diplomacia, mas, mesmo que Bruxelas queira diálogo, prepara contramedidas. A União Europeia pretende anunciar um pacote de tarifas sobre produtos americanos, represálias contra gigantes digitais e o setor financeiro dos Estados Unidos, que podem atingir até 26 bilhões de euros.
SOBRETAXAS – A retaliação europeia vai ser feita em duas etapas. A primeira será relacionada às tarifas impostas por Trump ao aço e ao alumínio e deve entrar em vigor em meados de abril. Uma segunda etapa visará as sobretaxas anunciadas pela Casa Branca, na quarta-feira, que entraria em vigor a partir de maio.
A crise foi deflagrada, reduzindo o poder de consumo da população de modo geral. Além disso, surge a especulação que busca sempre um pretexto para aumentar os preços baseando-se principalmente nos bens de consumo obrigatório, como é o caso dos alimentos. As tarifas internacionais determinadas por Trump o fazem assumir o papel no qual se investe, qual seja, o do imperador do mundo. Julga-se assim, sobretudo, porque as medidas que ele estabeleceu variam de país para país, como se ele fosse o dono do mercado global.
Em parte, o delírio de poder de Trump ajusta-se à sua capacidade de agir em todos os mercados, submetendo-os à vontade da Casa Branca. É uma situação catastrófica onde a especulação encontra campo para se desencadear através do aumento de preços que gera a inflação em todos os países afetados pelo tarifaço.
Que dupla fantástica, Trump e Moraes. O mundo muda com eles.
Donald Trump precisa de tratamento neurológico. A dupla do barulho, que demite empregados públicos em massa, é outra: Trump e Musk.
Esse tal de Ministério da Eficiência, que Trump deu a Elon Musk para demitir trabalhadores públicos em massa, foi em troca dos bilhões de dólares injetados na companhia do ogro louro para derrotar a candidata Democrata Kamala Harris.
Trump e Musk estão dando tiro no pé. O tarifaço global, atingindo gregos, troianos, egípcios e otomanos, vem unindo inimigos históricos como China e Japão e provocando retaliações da Europa, da China e de parceiros fronteiriços como Canadá e México.
Trump e Musk, estão isolando os Estados Unidos do resto do mundo, acabando com a liderança da maior potência econômica e militar, entregando para a China de mão beijada, a liderança do mundo.
Os próprios americanos, que votaram em Trump, começam a entrar em Pânico. Agências públicas esvaziadas pelas demissões e as áreas da Educação e da Saúde, não conseguem servir aos americanos mais pobres, por falta de pessoal, demitidos por Musk.
Resultado: Insatisfação com parceiros comerciais externos e insatisfação interna, porque ninguém sabe se vai ser demitido hoje ou amanhã. Quando ouvem a música: Elon Musk vem aí, Elon Musk vem aí, o stress coletivo toma conta do setor público.
Nero botou fogo em Roma. Trump e Musk estão botando fogo nos EUA, na Europa, na África e na Ásia.
Aqui no Brasil, temos os adoradores de Trump e Musk, um deputado federal se licenciou para acampar no entorno de Trump e Musk. Dizem que montou barraca, igual aos acampamentos em Brasília, para falar com a dupla dinâmica para pedir punição para o ministro do STF.
Em 2026, os candidatos da extrema direita, Bolsonaro a frente ou Tarcísio, Caiado, Zema e Ratinho Junior, estão fechados com Trump, para aplicarem no Brasil, os métodos de Trump e Musk.
O ex ministro da Casa Civil de Bolsonaro, o senador pelo Piauí, Ciro Nogueira, declarou que, não deveria existir nenhuma estatal no Brasil. Defendeu também, o fim da estabilidade no emprego público e obrigado da meritocracia. Por fim, arrematou enfático: ” Sou mais radical do que o Milei, presidente da Argentina”.
Que horror!!! Os candidatos do Centrão e o indicado do PL, esse Partido patrimonialista do tudo por dinheiro, de preferência as Emendas poulpudas, se um deles, todos adoradores do Trump e do Milei, vão empunhar a serra elétrica nas nossas cabeças.
Pode isso Arnaldo?
O mundo está ficando doido varrido.
,,, emprego público e primado da meritocracia.
Ao invés de primado, o teclado tascou obrigado. Há, essas plataformas digitais querem adivinhar o que a gente quer escrever.
Que fazer?
Neste sábado, dia 5, milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades dos 50 Estados americanos, protestar contra Donald Trump e Elon Musk , contra os cortes na Previdência Social, nas Agências de Proteção Social e nas demissões em massa de servidores públicos.
O slogan dos manifestantes é: Tirem as mãos daí!
E olhem que o governo Trump tem menos de três meses e os americanos começam a sentir o bafo do fogo do inferno. O que tem de americano arrependido de ter votado em Trump, não está no gibi.
O clima nos EUA, está de vaca não reconhecer bezerro. A conta já está ficando salgada para os pobres, para os funcionários públicos, para as minorias LGBT e principalmente o cenário de recessão, que vai provocar um efeito dominó em escala global.