Charge do Clayton (O Povo/CE)
Francisco Leali
Estadão
Sete dias separam duas notas oficiais. A primeira foi do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. Data de 22 de janeiro. A segunda, de Dias Toffoli, divulgada na quinta-feira, 29. Ambas tratam do mesmo caso: a crise provocada pelas investigações do Banco Master. No meio delas, Fachin falou ao Estadão.
Seu tom tradicionalmente catedrático deu lugar ao discurso de quem precisa expor na esfera pública o que uns e outros colegas não querem ver.
LIMITES DO ÓBVIO – Andar de jatinho com advogado de investigado ou ter a mulher contratada pelo Master, seja pelo valor que for, ultrapassa os limites do óbvio e não caberia no código de ética que ainda está por vir.
Ao Estadão, Fachin deixou transparente: há ministros do STF que não querem tratar de código em ano eleitoral. O presidente do STF foi ao limite da ironia ao falar desse argumento, lembrando que de dois em dois anos há campanha no Brasil. Ou seja, se isso é trava para o Supremo aprovar um código, é o mesmo que dizer que não aprovará nunca.
A entrevista do presidente do STF serve para corrigir a interpretação de quem viu a primeira nota como blindagem a eventuais deslizes de Toffoli no caso Master. Fachin indicou que não é isso. Os erros, advoga, podem ser sempre corrigidos pelo plenário.
UM POR TODOS… – Na semana passa, um leitor desta coluna comentou que há um problema estrutural no STF a ser resolvido: a falta de colegialidade. De fato, por décadas o Supremo foi conhecido por decisões tomadas no plenário. Mais recentemente, fala-se mais de despachos monocráticos do que de entendimentos consensuados na Corte.
Na quinta-feira, 29, o ministro Dias Toffoli saiu da toca. Divulgou uma nota sobre o Master. Na noite do mesmo dia, foi um pouco mais adiante e tirou o sigilo de vídeos de depoimentos feitos em dezembro sob sua ordem.
Recheado de trechos em negrito, o texto divulgado pelo ministro conclui com indicação de que o caso pode vir a baixar para a primeira instância do Judiciário. A questão do foro de um banqueiro que não é autoridade política já vinha sendo levantada no mundo jurídico. Agora, o próprio Toffoli admite a probabilidade de o assunto deixar os escaninhos do Supremo.
TOFFOLI E MORAES – Se isso de fato ocorrer, estará dado o primeiro passo para a Corte se livrar do ônus de ter que lidar com processo que põe em questão as condutas de Toffoli e Alexandre de Moraes.
O primeiro, como relator, teve irmãos negociando com fundo ligado ao banco investigado. Abrir mão do caso, vai na direção de quem prefere preservar o pescoço. O segundo tem a mulher remunerada por Vorcaro e até aqui não viu problemas nisso.
Agora, se o gesto vai servir para livrar ambos de novos desdobramentos por conta dos vínculos pretéritos, são outros quinhentos.
Tudo isso, mas principalmente para manter seu emprego fácil, coisa que nunca teve competência para ter, pois seu histórico é sofrível
Recuo, nada. Movimento pra salvar a Cleptocracia.
Ao que parece, insistindo em escalar a extorsão da sociedade, a bandidagem cleptopatrimonialista resolveu operar no mercado financeiro, que, por incrível que pareça, é mais sensível a intervenção de bandidos, corruptos e criminosos.
A Lava Jato operou no âmbito das empreiteiras, algo menos sistêmico.
Ainda bem que a máfia é burra.
Sua ânsia por contatos de centenas de milhões a revelou.
Pergunta.
Até quando vamos manter um canalha irrecuperável, como herói nacional?
Vamos despertar?
Particularmente vomito só de ouvir o nome do canalha Lula.
Fico pensando, que tipo de gente pode apoiar e votar neste pilantra, cercado de todos os lados por criminosos, e ser um santo?
Há três opções: canalhas, profissionais pagos ou inocentes absolutamente inúteis.
Os “artistas” têm a bilionária Lei Rouanet, os pobres, a bolsa família, pra se conformarem com sua eye na a
… pra se conformarem com sua eterna vida miserável, não só econômica, mas intelectual, política, filosófica, social e psicólogica.
São tubos orgânicos dotados de boca, estômago e ânus e um título eleitoral carimbado.
https://m.youtube.com/watch?v=RCH_kS1qCrk