
Pacheco e Kalil resistem a disputar governo do Estado
Vera Magalhães
O Globo
O presidente Lula continua sem palanque em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país e Estado decisivo nas mais recentes disputas presidenciais. Enquanto a direita fecha as últimas vagas de uma chapa que vai unir aliados do governador Romeu Zema e o bolsonarismo, a centro-esquerda tem dificuldade de encontrar candidatos tanto ao governo quanto ao Senado, atrasando a definição da estratégia de Lula.
O senador Rodrigo Pacheco, depois de ter passado a considerar a hipótese de disputar o governo, teria recuado novamente nos últimos dias. Aliados do ex-presidente do Senado lembram que ele há meses vem manifestando desinteresse em continuar na política partidária, mesmo com a frustração de não ter sido o nome escolhido por Lula para o STF.
BRECHA – Observadores da política mineira viram nas últimas movimentações de Lula no caso Master uma brecha para, caso o ministro Dias Toffoli deixe a corte prematuramente, nova chance se abrir para Pacheco. Mas o mineiro não inclui essa possibilidade na equação quando avalia a possibilidade de seguir disputando eleições.
Outro que chegou a ser cogitado como possível candidato lulista ao governo é o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, mas as últimas sondagens a ele também resultaram em negativas.
CHAPA – Enquanto isso, o vice-governador Mateus Simões, recém-filiado ao PSD para disputar o governo com o apoio de Zema, está prestes a anunciar uma chapa com o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, que vem a ser irmão gêmeo do senador Cleitinho e é do Partido Novo, como vice.
Uma das vagas ao Senado na chapa deve ficar para o PL, que deve indicar o deputado Domingos Sávio, e a outra para a federação União-PP, que deve indicar o secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro, como candidato.