Aliados de Bolsonaro e ministros defendem prisão domiciliar

Vorcaro é uma bomba ambulante, que vai fazer sucesso ao depor no Senado

Tenho amigos em todos os poderes”, diz Daniel Vorcaro | Portal O Ralho

Charge do Aroeira (Brasil 247

Vicente Limongi Netto

Está voltando a Escolinha dos professores Davi e Hugo. O público já saudoso das embromações e parlapatices dos alegres engomados. Muitos dos escolados alunos são mais finórios do que Davi e Hugo. Foram  expulsos do seminário de futuros anjos, frequentado pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. 

Voltarão gordos, bronzeados, alimentados e mais falastrões e bazofeiros.  Dispostos a continuar trabalhando pelo povo. Senadores e deputados são abnegados cidadãos. Não deixam faltar nada para os brasileiros.

MALEDICÊNCIAS – Tudo que os parlamentares fazem no Congresso é para melhorar a qualidade de vida da população. Jamais pensam em seus interesses pessoais. São maledicências de contribuintes que pagos impostos.

Assim, senadores e deputados receberão, de braços abertos, outro fenômeno da vigarice, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do latifúndio Master. Daniel vai arrebentar a boca do balão na CPMI do INSS. O plenário da comissão será pequeno.

Assessores vão pernoitar na porta para garantir os melhores lugares para seus chefes.

AMIGO DO PEITO – Ano de eleições, palanques montados. Vorcaro tem dito que é amigo do peito de senadores, deputados, governadores e ministros. Adoram o vinho caro e bons charutos na casa dele.

Vorcaro é uma bomba ambulante, pronto para explodir. Vai jogar pelo ar pedaços de pilantras, adoradores de emendas e cretinos pelo Brasil e pelo mundo. A presença na CPMI será cobiçada por bolsonaristas e petistas. Todos querendo as vísceras do banqueiro vigário.

O banco Master está pendurado em rombos de mais de 40 bilhões de reais. Resta saber se depois das investigações alguém será preso. O script final e mais aguardado é a delação premiada do banqueiro. Intrigas e maldades com a inteligência artificial vão alegrar as eleições. Preparem os corações. Muitas emoções até outubro. 

A anatomia de uma fraude que expõe a fraqueza das instituições no Brasil

Expansão se deu por meio de operações mal explicadas

Pedro do Coutto

O escândalo envolvendo o Banco Master deixou de ser apenas mais um caso rumoroso do noticiário econômico para se tornar um raio-X incômodo das fragilidades institucionais do país. Em artigo recente, Malu Gaspar, em O Globo — uma das jornalistas investigativas mais respeitadas do Brasil — descreve o episódio como a “anatomia de uma fraude”, expressão precisa para um caso que cresceu, ganhou terreno e passou a envolver personagens centrais do sistema financeiro, do governo e até do Supremo Tribunal Federal.

O ponto de partida é a atuação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, cuja ascensão foi acompanhada por práticas que hoje soam, no mínimo, temerárias. A expansão agressiva do banco se deu por meio de operações mal explicadas, carteiras infladas artificialmente e uma engenharia financeira que, ao longo do tempo, revelou sinais claros de fraude. Não se trata de uma interpretação ex post: desde 2024, analistas do mercado já descreviam a situação como uma “bomba-relógio”, visível a quem quisesse enxergar.

TEIA DE RELAÇÕES – O caso se agrava quando se observa a teia de relações políticas e institucionais que cercou o banco. A contratação de figuras de peso — como ex-ministros e nomes com trânsito no Planalto e no Congresso — ampliou o alcance do escândalo. A presença de Ricardo Lewandowski como advogado, ainda que posteriormente encerrada, levantou questionamentos éticos profundos. Sua eventual permanência no caso poderia, como observadores apontaram, respingar até mesmo na estabilidade política do governo Lula e em um eventual projeto de reeleição.

Outro ponto sensível foi a contratação de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, por indicação política, o que aumentou a pressão sobre o governo federal. O Planalto, que já enfrentava dificuldades em outras frentes, viu sua posição fragilizada diante da percepção de proximidade excessiva com um banco que, pouco depois, se revelaria um epicentro de irregularidades.

Os números ajudam a dimensionar o problema. Descobriu-se um rombo estimado em cerca de 12 bilhões de reais, fruto de carteiras de crédito vendidas com valores artificialmente inflados — inclusive ao Banco Regional de Brasília — e de investimentos sem lastro econômico razoável. Um dos episódios mais emblemáticos foi a injeção de centenas de milhões de reais em uma pequena empresa cujo negócio principal era a realização de festas infantis, algo completamente incompatível com a lógica de gestão prudente de recursos financeiros.

ARRANHÃO – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por fiscalizar o mercado de capitais, também saiu arranhada. Segundo relatos já públicos, técnicos alertaram para irregularidades, mas seus pareceres foram ignorados em favor de acordos que resultaram em multas consideradas irrisórias. O diretor que avalizou esses arranjos acabou, paradoxalmente, promovido, após a renúncia do então presidente da autarquia — que teria confidenciado a pessoas próximas ter sofrido ameaças.

No Supremo Tribunal Federal, o caso ganhou contornos ainda mais delicados. Há uma corrente que defende a transferência de parte das investigações para a primeira instância, o que, na prática, pode significar atraso, fragmentação do processo e risco de prescrição. Como alertou Merval Pereira, também em O Globo, o simples fato de a Corte cogitar essa divisão já acende um sinal de alarme no convés da mais alta instância do Judiciário. Abrir mão de uma investigação que envolve ministros do próprio tribunal não parece compatível com a gravidade do momento.

IMPACTO ELEITORAL – Politicamente, o impacto eleitoral tende a ser limitado. O escândalo atinge, direta ou indiretamente, diferentes campos do espectro político, o que dilui seu potencial de uso imediato como arma eleitoral. Ainda assim, o caso do Banco Master entra para a história recente como um dos exemplos mais escancarados de falhas de governança, fiscalização frouxa e promiscuidade entre poder econômico e poder político.

A anatomia dessa fraude revela mais do que um banco problemático: expõe um sistema que reage tarde, pune pouco e frequentemente protege os de sempre. Enquanto essa lógica persistir, novos “casos Master” continuarão a surgir — talvez com outros nomes, mas com a mesma essência.

Sob pressão do caso Master, Fachin avalia deixar código de conduta para 2027

Além de Moraes e de Ibaneis, quem não fumou os charutos cubanos de Vorcaro?

Alexandre de Moraes determina afastamento do governador do DF Ibaneis Rocha  por 90 dias - Brasil de Fato

Cada vez mais enrolado, Moraes não tem como se defender

Carlos Andreazza
Estadão

O portal Metrópoles informou – e banca a informação – que Alexandre de Moraes esteve na casa de Daniel Vorcaro, em Brasília, ao menos duas vezes. Umas dessas visitas já fora noticiada, pelo Globo – e nunca negada pelo ministro. Terá ocorrido no fim de 2024 – segundo o Metrópoles, em 6 de novembro daquele ano.

O contrato do escritório de advocacia Barci de Moraes com o Master é de janeiro de 2024. De modo que: a reunião, na casa de Vorcaro, cuja existência Moraes não negou, teria se passado sob a vigência do contrato de sua esposa com o banco.

Antes de avançarmos, o cronista propõe um exercício de imaginação: que suponhamos a inexistência do contrato. Jamais houve. Tiremos essa camada de gravidade. Ainda assim, pergunte-se: é normal – aceitável – que juiz, juiz de Corte constitucional, frequente casa de banqueiro, empresário etc.?

CONTRATO EXISTE – Existia quando da visita de 2024, o Master já exposto, já insolvente, desesperado por “soluções de mercado” como as que produziriam – já produziam – as “transfusões de liquidez” destinadas a falsear solidez impossível ao que sempre foi esquema de pirâmide. E Alexandre de Moraes na mansão do faraó dono do banco.

A novidade, na reportagem do Metrópoles, é o evento de 2025, vigente, claro, o contrato, um evento havido no momento decisivo da trama em que o BRB adquiria os papeis podres-falsos do Master e negociava mesmo a compra do banco. Publicou o portal:

“Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse até seu endereço, no Lago Sul, área nobre de Brasília, porque ‘o homem estava lá’.”

SUPERMINISTRO – O “homem” é Xandão, presença que fiava o Master, demonstração de poder do banqueiro ao mundo – um conforto a quem pretendesse fazer business com o banco. “O homem estava lá”; e Vorcaro chamou o camarada do BRB para chegar junto. Ninguém sério pode avaliar as operações entre BRB e Master, senão sob a lógica da camaradagem.

Em seu depoimento à Polícia Federal, em 30 de dezembro de 2025, Daniel Vorcaro disse que esteve quatro vezes com Ibaneis Rocha para tratar do negócio – uma das quais recebendo o governador do Distrito Federal em casa. Ibaneis admitiu os encontros, em que – disse – não falara sobre as tratativas BRB-Master. Teria ficado mudo, nas conversas tocadas pelo onipresente Paulo Henrique Costa.

MORAES ONIPRESENTE – Não onipotente. Será, com sorte, da ordem da estupidez acreditar que tal um movimento bilionário seria acertado-aprovado-executado sem a chancela do responsável último pelo Banco Regional de Brasília: o governador do Distrito Federal. É o único político – talvez como alerta – que Vorcaro entregou até aqui, e não um dos mais próximos do banqueiro.

Mais do Metrópoles sobre a visita de 2025, estando vigente desde janeiro de 24 – reforçar é fundamental – o contrato do escritório da esposa do ministro do STF com o Master:

“Ao chegar, o então chefe do BRB foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão. Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique trocaram impressões sobre o assunto”.

ATÉ LULA… – O cronista ora propõe uma nota à margem, talvez nem tão à margem, para citar o bizarro de haver Lula recebido Vorcaro no Planalto. Foi em dezembro de 2024; a trama já mais que embaraçada e embaraçosa. E o presidente da República recebendo o banqueiro no palácio, via lobby de seu ex-ministro Guido Mantega, outro consultor do Master, e sem que o evento constasse em agenda. Por quê?

A versão oficial constrange. Mantega teria levado Vorcaro ao Planalto para falar com o chefe de gabinete de Lula. Uma vez lá, o banqueiro pediu para falar com o presidente, tudo assim, no improviso, e conseguiu; de repente armada uma reunião – no improviso – para a qual foram convocados ministros e o então diretor do BC Gabriel Galípolo. Tudo, repita-se, por fora. No jeitinho. Não sem método.

Entre os presentes, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, ex-governador da Bahia – Bahia petista sem a qual (caso Credcesta) não haveria Master como o conhecemos.

OUTRO CONTRATO – Ricardo Lewandowski, então ministro da Justiça e chefe hierárquico da Polícia Federal, não esteve na reunião. Naquela altura, o escritório de advocacia de seus filhos já tinha contrato de consultoria com o Master – contrato firmado pelo próprio Lewandowski quando à frente da banca, da qual se afastaria para ingressar no governo.

Contrato que foi honrado – a modestos (se comparados aos 3,6 milhões pagos mensamente ao escritório Barci de Moraes) R$ 250 mil mensais – até setembro de 2025, antevéspera da liquidação do banco, espremido o bagaço da laranja até o fim.

O padrinho da contratação de Lewandowski foi Jaques Wagner, líder do governo no Senado e, ex-governador da Bahia, mui bom conhecedor do Master, eque arranjou o contrato de Guido Mantega ganhando R$ 1 milhão por mês.

SÓ POR DINHEIRO – O cronista abriu esta já longa nota extrapolante das margens para apontar o vexame em que consiste a campanha por associar o escândalo ecumênico do Banco Master a algum lado político.

O Master esteve e está em todo lugar – na direita, na esquerda, no centro, embaixo e em cima, sobretudo em cima. Na Bahia petista. Na bancada governista no Supremo. Na PGR submissa ao Supremo diastoffolico. Nos Rio de Janeiro e Distrito Federal bolsonaristas. No Amapá alcolúmbrico. No Parlamento de Ciro Nogueira e Arthur Lira.

E essa é a razão – Vorcaro contratou muitas defesas – por que a liquidação do banco demorou tanto. Não houve precipitação, como quis vender o TCU. Houve demora, para prejuízo aumentado – por exemplo – do contribuinte de Brasília, do servidor estadual fluminense… Sim, Roberto Campos Neto deixou o bicho correr solto. Foi omisso. Para começo de conversa.

VISITA DE MORAES – De novo ao Metrópoles, agora para cuidar da visita a Vorcaro que Moraes não negou – vigente então, sublinhe-se de novo, o contrato do escritório de sua esposa com o Master:

“O ministro do STF acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. (…) Na ocasião, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros”.

O noticiário do começo desta semana teve um tom artificial mui facilmente identificável, produto da blitz do Planalto por plantar a disposição de Lula em descolar o governo do caso Master, irritado o presidente com Dias Toffoli. Ou mais irritado. Porque irritado já deveria estar quando se encontrou com o ministro para tratar do assunto. Foi em dezembro de 2025, presente também Fernando Haddad – tudo sem registro em agenda. Irritação nenhuma justificará que presidente da República se encontre com ministro do Supremo fora da agenda, independentemente do tema em questão – o que só agravará o problema. Por que Lula quereria tratar de Master?

LULA QUER ESCAPAR – Ninguém, ao pensar no caso Master, pensa no governo Lula em primeiro lugar. Até aqui, em termos de representação no imaginário, não há uma associação imediata, decerto não primordial. Ocorre que Lula, o mesmo que se reúne com Dias Toffoli, quer se afastar. É ano eleitoral. E está evidente que as investigações tornam instável o solo e podem despertar o ora anestesiado sentimento anticorrupção – antissistema – no brasileiro.

O presidente, candidato favorito à reeleição, quer se afastar do quê? Do caso Master ou do Supremo? Faz sentido ser do Supremo; porque – aí, sim – seu governo e o STF são próximos (a corte constitucional como solução para os problemas de Lula no Parlamento) e mesmo se confundem na percepção popular. E a percepção popular compreende que está em curso – Supremo à frente – uma operação abafa destinada a matar as apurações sobre as traficâncias no caso Master.

O presidente da República, que quer se descolar, almoçou recentemente com Alexandre de Moraes, neste janeiro. A sós. Sem registro nas agendas. A versão oficial dá conta de que falaram de segurança pública.

NEGAR, SEMPRE – Em nota, o ministro Moraes negou que tenha se encontrado com o então presidente do BRB na casa de Daniel Vorcaro “em um fim de semana do primeiro semestre de 2025”. Numa construção que desafia o idioma, lê-se:

“Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra integrantes do Supremo Tribunal Federal”.

Não é a reunião que não ocorreu que segue padrão criminoso. Você entendeu. Alexandre de Moraes – e isto não tardaria – classifica a atividade jornalística profissional sob “padrão criminoso de ataques desqualificados contra integrantes” do STF. Tampouco tardaria até que a corrupção da palavra ataque – do verbo atacar – servisse para qualificar o trabalho da imprensa.

Confirmado! Galípolo recebeu orientação de Lula para proteger o Banco Master

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Esse Mister Lula....

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Carlos Newton

São estarrecedoras as notícias de que o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, dono do grupo Master, esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024 e, num desses encontros, teria falado diretamente com o presidente Lula da Silva sobre a necessidade de dar apoio à instituição, alegando que enfrentava o “oligopólio” dos bancos.

Segundo a repórter Mariana Haubert, do portal Poder360, as visitas aconteceram fora da agenda e são mantidas em sigilo pelo Planalto, embora constem em registros oficiais do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, obtidos pela jornalista através da Lei de Acesso à Informação..

Na reportagem publicada pelo Poder360, Vorcaro foi ao Planalto pela primeira vez nesta gestão de Lula no dia 4 de dezembro de 2023, às 15h42. Em 2024, houve mais duas entradas registradas, em 1º de março, às 14h33, e em 3 de abril, às 17h29.

FORA DA AGENDA – A apuração da repórter aponta que o dono do grupo Master foi ao Planalto uma quarta vez em 2024, numa reunião com Lula no dia 4 de dezembro, também fora da agenda oficial. A informação coincide com outras matérias divulgadas na véspera por jornais e portais sobre o encontro ocorrido em um momento em que o Banco Master já enfrentava dificuldades de liquidez.

A reunião de Vorcaro com Lula não consta no relatório oficial de visitantes do GSI e foi revelada inicialmente pelo jornal O Globo, confirmada posteriormente pelo Poder360 e outros veículos.

O portal Metrópoles também apurou que teriam participado da reunião, além de Vorcaro, seu assessor Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, e os atuais ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), o economista Gabriel Galípolo, diretor do Banco Central, já indicado para presidir a instituição, e Augusto Lima, então CEO do Master.

MANTEGA EM CENA – Essa reunião foi articulada por Mantega, que recebia R$ 1 milhão mensais para assessorar o banqueiro Vorcaro junto ao governo Lula, por indicação do senador Jaques Wagner, líder do PT, vejam como certos políticos se vendem por 30 dinheiros.

Antes dessa reuniu com Lula, o ex-ministro Mantega teria se acertado com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, chefe do Gabinete da Presidência e assessor mais próximo do presidente.

Após essa conversa, segundo apurou o Poder360, Mantega e Vorcaro teriam pedido para falar com Lula, que aceitou recebê-los em seguida. Na agenda oficial, porém, apenas o nome de Mantega aparece.

CONTRA O SISTEMA – No encontro, segundo a apuração, Vorcaro alegou que o Banco Master tinha como objetivo quebrar o oligopólio do setor bancário, dominado por apenas algumas grandes instituições. Era uma Piada do Ano, claro, mas ninguém riu.

A informação sobre essa reunião, confirmada por vários jornais e portais, tem traduções simultâneas. De início, significa que Gabriel Galípolo, que na época ainda era diretor de Política Monetária do BC, aceitou a indevida orientação de Lula para atuar em favor do grupo Master.

Essa submissão de Galípolo se confirmou em sua postura futura. Após ser nomeado presidente do BC, está claro que ele determinou que o diretor de Fiscalização, Ailton Aquino dos Santos, ajudasse a negociar a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

AQUINO OBEDECEU – Auditor de carreira do BC, admitido por concurso em 1998, Aquino obedeceu a orientação dada a ele por Galípolo, que alegou risco sistêmico. E assim o próprio diretor de Fiscalização participou indevidamente das negociações em defesa do banqueiro fraudador.

Ou seja, Aquino foi atirado às feras por Galípolo, que continua numa boa, como cidadão acima de qualquer suspeita, e chegou até a se vangloriar na reunião do fim do ano, dizendo aos jornalistas que havia sido pressionado a defender o Master e mantinha “tudo documentado”.

Agora, chegou o momento de Galípolo contar a verdade e mostrar essa alegada “documentação”, que vai apressar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e prejudicar gravemente a campanha presidencial de Lula da Silva.

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P.S.
Conforme temos avisado aqui na Tribuna da Internet, esse escândalo está apenas começando, e a imprensa vem dando um show de liberdade, em benefício do interesse nacional. Sem imprensa livre, não existe democracia, é claro. (C.N.)

PSD aposta no pós-bolsonarismo e tenta ocupar o vácuo do centro-direita

Charge do Zé Dassilva (Arquivo do Google)

Deu no G1

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à GloboNews que a definição sobre quem será o candidato do PSD à Presidência da República deve ocorrer em meados de abril.

O partido vive um momento de articulação interna com a chegada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e a presença de outros nomes fortes, como o governador gaúcho, Eduardo Leite.

MEADOS DE ABRIL – “A discussão de quem será o candidato e essa união em torno desse nome vai acontecer lá por meados de abril”, disse o governador. Ele detalhou que a escolha será feita por um conselho interno do partido, “de forma sem disputa interna, bem harmônica e respeitosa”.

Mais cedo, os governadores do RS, Eduardo Leite, e de GO, Ronaldo Caiado, deram entrevista à GloboNews. Caiado afirmou que o PSD terá candidatura própria para a eleição presidencial e detalhou os motivos que o fizeram trocar o União Brasil pelo partido, presidido por Gilberto Kassab, em pleno ano eleitoral.

Ratinho Júnior explicou que o foco atual dos governadores é cumprir os mandatos até o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril. Só após essa data, segundo ele, a sigla baterá o martelo sobre o nome que liderará a chapa: Caiado, Leite ou ele.

“ESCOLHIDO” – O governador evitou tratar a chegada de Ronaldo Caiado ao PSD como um sinal de que o goiano já seria o “escolhido” como candidato. O paranaense elogiou a gestão de Caiado na segurança pública e educação, chamando-o de referência, mas colocou seu próprio nome e o de Eduardo Leite também no tabuleiro.

Para o governador do Paraná, o objetivo do PSD é apresentar um projeto que fuja do “fla-flu político” entre lulismo e bolsonarismo. Ele criticou a polarização atual, afirmando que ela “não tem trazido benefício para Dona Maria ou para o Seu Zé” e que o Brasil “anda de lado” enquanto países como Índia e China crescem.

Ratinho Júnior admitiu que a tentativa de criar uma terceira via enfrentará resistência dos polos políticos já estabelecidos, mas disse acreditar que há espaço na sociedade para uma candidatura que “vire a página” das discussões do passado.

MOVIMENTAÇÕES –  Ratinho Júnior também comentou o cenário eleitoral no campo da direita, analisando as movimentações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Para o paranaense, é natural que Tarcísio apoie Flávio devido à “ligação histórica com a família”, mesmo não sendo candidato à presidência. Ele classificou Tarcísio como um “grande cabo eleitoral” e um governador de muito prestígio. Sobre Flávio, Ratinho Júnior considerou a candidatura “normal” e legítima, dado o tamanho do PL e o ativo político herdado do pai.

Ao projetar um eventual segundo turno, o governador do Paraná sinalizou que a união entre as legendas é o caminho provável caso a disputa fique entre um nome da esquerda e outro desse espectro. “Penso que é um caminho meio da centro-direita natural apoiar quem esteja nesse campo”, afirmou Ratinho Júnior. Ele ressaltou que, se for o escolhido do PSD para ir ao segundo turno, buscará “o máximo de apoio possível”, mas admitiu que a recíproca também é verdadeira se o resultado favorecer o candidato do PL.

JOGO EMBARALHADO –  Com o anúncio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de que deixará o União Brasil para se filiar ao PSD de Gilberto Kassab, o partido embaralha o tabuleiro eleitoral de 2026 e mexe nas articulações dos palanques estaduais. O objetivo inicial e principal — segundo lideranças — é se colocar como alternativa de centro-direita sem Bolsonaro, com nomes para um pós-bolsonarismo.

Nos bastidores, o movimento é visto como o mais relevante no campo desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em dezembro do ano passado, apresentado por Jair Bolsonaro como seu escolhido.

Agora, Caiado passa a integrar um trio com os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS). Pelo desenho atual, um desses nomes deve sair como cabeça de chapa numa futura candidatura presidencial.

Exército autoriza reforma antecipada de Mauro Cid após condenação no Supremo

Mauro Cid terá que deixar imóvel funcional

Sérgio Roxo
O Globo

O comandante do Exército, Tomás Paiva, autorizou na última terça-feira a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na trama golpista.

Com a decisão, o militar terá que deixar o imóvel que ocupa no setor militar urbano em Brasília.Também não pode ser mais promovido, encerra sua carreira na ativa, porém, pode ter outro emprego. Manterá o plano de saúde e salário, de acordo com a cota proporcional ao tempo prestado na ativa.

“PEDIDO DE BAIXA” – A informação sobre a concessão da aposentadoria antecipada de Cid foi revelada pelo SBT News e confirmada pelo O Globo. A aposentadoria antecipada é permitida para quem tem mais de 20 anos de serviço prestado. O “pedido de baixa” foi analisado por uma comissão e submetido ao Comando do Exército, que deu a palavra final.

A carreira militar do tenente-coronel ficou congelada durante a tramitação da ação penal a que ele respondeu no STF. Nessa condição, Cid não poderia ser promovido e o seu nome foi retirado da lista de promoção por antiguidade ou merecimento. Ele ainda poderia responder por crime militar devido aos fatos analisados.

REGIME ABERTO – Como resultado de seu acordo de delação premiada, Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto. Nessa modalidade, a pessoa precisa seguir determinadas obrigações, mas não é presa. Cid também foi o único dos réus a não recorrer da condenação. Por isso, sua pena começou a ser cumprida antes, no início de novembro. O tenente-coronel foi autorizado pelo relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, a retirar a tornozeleira eletrônica.

Entretanto, Cid está proibido de deixar Brasília e de sair de casa de noite e nos fins de semana. Além disso, não pode usar redes sociais e nem se comunicar com os demais réus do processo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem foi ajudante de ordens.

Piada do Ano! Toffoli alega que sigilo no Master foi para evitar vazamentos

Toffoli prorroga investigação sobre fraudes no Master por 60 dias

Toffoli pensou (?) muito, antes de responder às acusações

Luísa Martins e José Marques
Folha

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu publicamente pela primeira vez nesta quinta-feira (29) sua atuação como relator do caso do Banco Master e disse que, ao final das investigações, decidirá se o caso irá ou não para a 1ª instância.

“Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, afirmou Toffoli, em nota que rememora toda a sua atuação no caso Master.

ALEGA TOFFOLI – No comunicado, o ministro alega que todos os pedidos para anular as investigações formuladas pelos investigados foram rejeitadas. Também diz que negou um pedido de acordo sugerido pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Como a Folha mostrou, os advogados do ex-banqueiro queriam colocar frente a frente, numa mesa de conciliação, representantes do Banco Central, do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União e da Fictor Holding Financeira – que apresentou proposta para comprar o Master na véspera da liquidação do banco.

Também afirmou que, em paralelo com a Compliance Zero, que prendeu Vorcaro em novembro passado, outras operações cujos autos tinham sido encaminhados ao STF já foram devolvidas à primeira instância.

CASO TANURE – Um dos casos é o que tornou réu o empresário Nelson Tanure sob acusação de uso de informações privilegiadas na construtora Gafisa. Tanure tentava vincular o caso ao Banco Master, pois a procuradoria apontava o banco como um braço financeiro e operacional do empresário. Sua defesa nega irregularidades.

O outro caso é o do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, cujo presidente foi alvo de uma operação para apurar suspeitas de operações financeiras irregulares relacionadas ao Master.

“Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”, disse o ministro em sua nota.

PIADA DO ANO – Toffoli também afirmou que o sigilo decretado por ele sobre as investigações foi a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicá-las.

De acordo com o ministro, em 15 de dezembro do ano passado, seu gabinete entendeu pela necessidade de realização de diligências urgentes, “não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam”.

Por isso, determinou a realização de depoimentos, inclusive os que aconteceram no dia 30 de dezembro, com Vorcaro, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

Aquino depôs, diz o ministro,”sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras”.

COMPETE AO STF – Ele ainda diz que, “após o exame do material contido nos autos e com parecer favorável do Procurador-Geral da República”, houve a decisão pela competência do Supremo para supervisionar as investigações que envolvem a operação Compliance Zero, “decisão contra a qual não foi apresentado recurso”.

“Aberto o inquérito policial correspondente, que corre em sigilo em razão de diligências ainda em andamento, foram ouvidos alguns investigados pela autoridade policial entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A autoridade policial pediu a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações por mais sessenta dias, o que foi deferido”, diz a nota.

Desde que o processo subiu para o STF, a condução das investigações por Toffoli tem sido questionada, tanto internamente como em outros órgãos, como o Ministério Público e a Polícia Federal.

INTERFERÊNCIAS – Toffoli tem tentado acelerar procedimentos da investigação do caso Master, enquanto mantém controle completo sobre os seus rumos, o que já causou atritos com a PF.

 

A acareação que ocorreu em 30 de dezembro entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, por exemplo, foi marcada antes de serem tomados os depoimentos dos investigados.

Toffoli acabou definindo que os dois fossem ouvidos pela delegada do caso nas horas que antecederam a acareação. Ele também determinou que ela fizesse ao banqueiro mais de 80 perguntas elaboradas pelo seu próprio gabinete.

MAIS EXIGÊNCIAS – Nas últimas semanas, Toffoli também decidiu que a Polícia Federal, que pretendia tomar outros depoimentos do inquérito nas semanas entre o final de janeiro e o início de fevereiro, resumisse esse procedimento a dois dias, em 26 e 27 de janeiro.

Além disso, o ministro definiu, por conta própria, os peritos que vão analisar as provas obtidas na última fase da Compliance Zero, o que fez a própria PF pedir ajuda ao governo para questionar a decisão.

A associação de delegados da corporação disse que as decisões do ministro são uma “afronta às prerrogativas” da categoria.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Toffoli parece ser um humorista completo. Cria uma Piado do Ano atrás de outra. A melhor desse lote foi dizer que teve de decretar sigilo absoluto para evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações. Esta piada foi mesmo de amargar. (C.N.)

A melancolia como arte, nas canções românticas que Maysa lançava

Mais Cultura Brasileira! : Maysa Matarazzo - a cantora dos tormentos  amorosos

Maysa era linda e melancólica

Paulo Peres
Poemas & Canções

A cantora e compositora paulista Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977), na letra de “Meu Mundo Caiu”, expressa o estado depressivo em que mergulhou após a separação do seu marido André Matarazzo, motivo que acentuou ainda mais o tom melancólico e triste de suas composições, reconhecidas como “músicas de fossa”. Esse samba-canção foi gravado por Maysa em 1963, pela RGE.

MEU MUNDO CAIU
Maysa

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim

Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí

Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

Confirmado! Vorcaro esteve no Planalto quatro vezes e teve encontro com Lula

Vorcaro deu boquinha de R$1 milhão mensais para Mantega a pedido do governo  Lula - Diário do Poder

Mantega ganhou R$ 11 milhões para “assessorar” Vorcaro

Guilherme Grandi e Hermano Freitas
Gazeta do Povo

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024 e, em um desses encontros, teria falado diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a possível venda da instituição. As visitas constam em registros oficiais do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República obtidos através da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Segundo a apuração publicada pelo Poder360, Vorcaro foi ao Planalto pela primeira vez nesta gestão de Lula no dia 4 de dezembro de 2023, às 15h42. Em 2024, houve mais duas entradas registradas, em 1º de março, às 14h33, e em 3 de abril, às 17h29.

FORA DA AGENDA – A apuração aponta, entretanto, que ele teria ido ao Planalto uma terceira vez naquele ano, em uma reunião com Lula no dia 4 de dezembro fora da agenda oficial. A informação coincide com outra apuração divulgada na véspera por outros veículos e o encontro ocorrido em um momento em que o Banco Master já enfrentava dificuldades de liquidez.

A Gazeta do Povo procurou o Palácio do Planalto para se posicionar sobre as visitas e o encontro fora da agenda de Vorcaro com Lula e aguarda retorno.

A apuração do Poder360 não encontrou registros da entrada de Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto nos anos de 2025, quando o Master foi efetivamente liquidado pelo Banco Central, e nem neste mês de janeiro de 2026.

SOB SIGILO – A reunião de Vorcaro com Lula não consta no relatório oficial de visitantes do GSI e foi revelada inicialmente pelo jornal O Globo, confirmada posteriormente pelo Poder360 e outros veículos.

O Metrópoles também apurou que teriam participado da conversa o ex-ministro Guido Mantega; os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia); o economista Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central; e Augusto Lima, então CEO do Banco Master. Mantega atuou como representante do banco no encontro.

MANTEGA FUNCIONOU – Antes da conversa com Lula, Mantega teria tido uma reunião com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, chefe do Gabinete Pessoal da Presidência e assessor próximo do presidente.

Na agenda oficial, apenas aparece o nome de Mantega, que assessorava Vorcaro ganhando R$ 1 milhão mensais. Após essa conversa, segundo apurou o Poder360, ele e Vorcaro teriam pedido para falar com Lula, que aceitou recebê-los em seguida.

No encontro, segundo a apuração, Vorcaro afirmou que o Banco Master tinha como objetivo quebrar o monopólio do setor bancário, dominado por apenas algumas grandes instituições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEsta importante matéria mostra a que ponto chegou a influência de Vorcaro nesta república, cujo presidente costuma receber fora da agenda criminosos deste porte, para depois colocar a reunião sob sigilo. Ah, Brasil… (C.N.) 

Tarcísio se curva a Bolsonaro e afirma: “Meu interesse é ficar em São Paulo”

Tarcísio visita Bolsonaro na Papudinha e deixa claro apoio a Flávio para  presidente - Agora Alagoas

Tarcísio atende a Jair Bolsonaro e vai disputar sua reeleição

Giovana Alves
g1 Brasília

Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da Polícia Militar, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, nesta quinta-feira (29/1), que seu “interesse é ficar em São Paulo”. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha, em Brasília (DF), por liderar a trama golpista.

Em visita autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os dois conversaram sobre o apoio do mandatário paulista à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho 01 do ex-chefe do Planalto, à Presidência da República. “Sem dúvida, vou apoiar Flávio”, ressaltou Tarcísio.

Este foi o primeiro encontro entre os dois políticos desde setembro, quando Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar.

DISSE TARCÍSIO – “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência. Tenho comprometimento ao estado de São Paulo. Sou grato ao estado de São Paulo”, relatou Tarcísio.

Questionado sobre o apoio ao nome de Flávio, o governador reiterou: “Sem dúvidas, como tenho afirmado constantemente. Não tem duvida com relação a isso”.

A primeira ida de Tarcísio à Papudinha estava prevista para ocorrer na quinta-feira (22/1), mas o mandatário paulista cancelou a visita por motivos familiares. 

Duas CPIs (INSS e Crime Organizado) querem interrogar Vorcaro, do Master

Banco Master: Daniel Vorcaro deixa a cadeia após passar 11 dias preso

Em prisão domiciliar, Vorcaro pode se recusar a depor

João Pedro Bitencourt
Estadão

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informou nesta quarta-feira, 28, que os banqueiros Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e Luis Félix Cardamone Neto, ex-presidente do Banco BMG, foram convocados para prestar depoimento à comissão na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro.

Vorcaro recebeu voz de prisão em novembro do ano passado após tentar deixar o País em meio às investigações de crimes contra o sistema financeiro, mas foi solto dez dias depois. Ele é acusado de fraude de R$ 12 bilhões na venda de créditos falsos ao Banco Regional de Brasília (BRB).

RECLAMAÇÕES  – Cardamone Neto, assim como Vorcaro, já havia sido convocado na CPI. Na ocasião, o critério para a escolha dos executivos havia sido o volume de reclamações registradas na plataforma Consumidor.gov.br e junto à Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça.

Em publicação nas redes sociais, Viana também afirmou que a CPI atua para reverter uma decisão que, de forma provisória, garante ao empresário Maurício Camisotti o direito de não comparecer ao colegiado. Segundo o senador, a comissão seguirá adotando medidas legais para assegurar o esclarecimento dos fatos.

A Polícia Federal (PF) pediu em outubro que um eventual depoimento de Camisotti aconteça de forma reservada. A CPI tenta ouvir Camisotti, que está preso na Superintendência da corporação em São Paulo. Carlos Viana já havia pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revesse a decisão que deu a Camisotti o direito de não prestar depoimento.

DIREITO DE CALAR – Em 15 de setembro, o ministro André Mendonça concedeu ao empresário o direito de “comparecer, ou não, ao referido ato (depoimento), bem como o exercício do direito ao silêncio, em respeito ao princípio constitucional da não autoincriminação”.

Segundo a CPI, Camisotti é um dos principais articuladores da fraude do INSS. As investigações apontam que ele controlava ao menos três entidades que, desde 2021, faturaram mais de R$ 1 bilhão com a utilização de descontos não autorizados por beneficiários do instituto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Vorcaro será convocado também pela CPI do Crime Organizado, mas essas decisões são apenas simbólicas, em função ao direito ao silêncio. O importante é que sinalizam o interesse do Congresso, que sai do recesso nesta segunda-feira e vai mergulhar de cabeça no caso do Banco Master. Comprem pipocas. (C.N.)

Michelle chama Nikolas de “filho 06” e reforça vínculo político após marcha

Publicação em rede social ocorreu depois da manifestação

Vanessa Araújo
Estadão

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se referiu ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como “filho 06” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma postagem em rede social. A publicação foi compartilhada a última segunda-feira, 26, após a mobilização política conduzida pelo parlamentar mineiro, que percorreu cerca de 240 quilômetros de Paracatu (MG) até Brasília.

O ato foi apresentado pelos organizadores como “Caminhada pela Paz” e integrado ao movimento “Acorda, Brasil”, em protesto contra as condenações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023. O grupo liderado por Nikolas deixou Paracatu no dia 19 e chegou à capital federal no domingo, 25.

“ADOTADO” – “O Brasil acordou, 06 – lembra que o Jair te adotou em Minas Gerais?”, escreveu Michelle no Instagram Segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common, o ato reuniu 18 mil pessoas em Brasília no domingo. Com margem de erro de 12%, o cálculo aponta um público, no momento de pico, entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes, segundo a análise. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.

Durante a manifestação, um raio atingiu participantes do ato, provocando atendimentos de emergência. Segundo o Corpo de Bombeiros, 89 pessoas precisaram ser socorridas no local, das quais 47 foram encaminhadas a unidades de saúde. Deste total, 11 demandaram atendimento médico de maior complexidade.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que 14 pacientes receberam os primeiros atendimentos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Três permanecem internados na unidade e um foi transferido para o Hospital Santa Marta. Outro paciente solicitou transferência para uma unidade da rede privada, sem informação atualizada sobre o estado de saúde. Os demais já receberam alta.

INTERNADOS – Ainda segundo a pasta, ao todo 41 pessoas foram atendidas pela rede pública de saúde do Distrito Federal. Desse total, 36 já receberam alta hospitalar. Pelo menos quatro manifestantes seguem internados Uma mulher ferida pela queda do raio permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta, após ter sido transferida do Hospital Regional da Asa Norte na madrugada de segunda-feira.

Já o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal informou que todos os pacientes que deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) em decorrência do incidente já receberam alta. Das 27 pessoas atendidas na unidade, quatro permaneceram em observação até a manhã desta segunda-feira sem registro de casos graves

Incrível! Diretor do Banco Central sugeriu que BRB comprasse carteiras do Master

A política comercial de Trump redefiniu mercados — e expôs fragilidades globais

Indecisão de Tarcísio desmobiliza empresários e reconfigura a corrida presidencial

Paraguai retoma a energia de Itaipu e prejudica o Brasil para servir a Trump

Usina Hidrelétrica de Itaipu – Wikipédia, a enciclopédia livre

Energia de Itaipu vai servir às big techs dos Estados Unidos

Deu no Plantão News

Se você achava que a maior preocupação para a economia brasileira em 2026 seriam as oscilações tradicionais do dólar ou a inflação dos supermercados, é hora de redirecionar a sua atenção para a fronteira oeste do país. Algo monumental e potencialmente catastrófico está acontecendo nas águas do Rio Paraná, especificamente na Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Durante cinco décadas, essa gigante de concreto e aço foi o símbolo da cooperação sul-americana e, mais importante, a garantia de que o Brasil teria energia barata e abundante para crescer. Mas esse tempo acabou.

EFEITO TRUMP – O Brasil está, metaforicamente e na prática comercial, “perdendo” Itaipu para os Estados Unidos. E não estamos falando de soldados americanos ocupando a usina, mas de algo muito mais sutil e letal para o nosso bolso: a lei da oferta e da procura em um mundo sedento por eletricidade.

Para entender a gravidade da situação, precisamos olhar para o passado. Em 1973, o Tratado de Itaipu estabeleceu que Brasil e Paraguai dividiriam a energia produzida meio a meio. Como o Paraguai é um país com uma demanda energética muito menor, eles nunca usaram a sua metade inteira.

O “pulo do gato” para o Brasil sempre foi a cláusula que obrigava o vizinho a vender o seu excedente exclusivamente para nós, e o melhor: a preço de custo, sem margem de lucro comercial. Foi esse acordo que permitiu ao Brasil manter as luzes acesas e as indústrias rodando a um custo competitivo por 50 anos. Contudo, em 2023, o cenário mudou.

NOVA REALIDADE – Com a renegociação do anexo C do tratado e as novas diretrizes estabelecidas entre 2024 e 2026, o Paraguai conquistou a “alforria” energética: o direito de vender sua energia no mercado livre.

É aqui que entram os Estados Unidos, não como uma nação invasora, mas como o cliente VIP que chega pagando em dólar e à vista. O mundo vive uma revolução tecnológica sem precedentes, impulsionada pela Inteligência Artificial e pelo processamento de dados massivo.

As chamadas “Big Techs” — empresas como Microsoft, Google e Amazon — estão em uma corrida frenética para construir data centers cada vez mais potentes. O problema? Esses centros de dados consomem uma quantidade absurda de energia. E não serve qualquer energia. A energia solar e a eólica, embora limpas, são intermitentes (o sol não brilha à noite, o vento não sopra sempre). Para rodar servidores que não podem desligar nunca, essas empresas precisam de “energia de base”, constante e confiável. Exatamente o que uma hidrelétrica como Itaipu oferece.

PARAÍSO TECH – O Paraguai, astutamente, percebeu essa mina de ouro. Em vez de continuar vendendo o excedente para o Brasil a preços módicos, o governo paraguaio transformou o país em um paraíso para investimentos tecnológicos.

Eles estão atraindo essas corporações transnacionais para instalarem suas infraestruturas em solo paraguaio, alimentadas diretamente pela energia que antes fluía para as casas e fábricas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O resultado é uma drenagem de recursos.

A energia está lá, as turbinas continuam girando, mas os elétrons agora têm outro destino: a mineração de criptomoedas e o processamento de IA para o Vale do Silício.

BRASIL OMISSO – O impacto para o Brasil é imediato e severo. Itaipu responde por cerca de 20% de toda a energia consumida no território nacional, sendo vital para o Sul e Sudeste. Sem a garantia desse excedente barato, o Operador Nacional do Sistema (ONS) se vê em uma encruzilhada.

Para compensar a energia que o Paraguai deixou de enviar, o Brasil é forçado a acionar suas usinas termelétricas. O problema é que essas usinas funcionam queimando combustíveis fósseis, o que não só é péssimo para o meio ambiente, mas é terrivelmente caro. É aí que entra o “efeito cascata” na economia doméstica.

Quando o custo de geração sobe, a conta chega para você na forma das temidas “bandeiras tarifárias”. A conta de luz fica mais cara, o que já é ruim o suficiente. Mas o buraco é mais embaixo. A indústria brasileira, que depende de eletricidade para produzir tudo, desde alimentos até carros, vê seus custos de produção dispararem.

CUSTO BRASIL – Para não ter prejuízo, as fábricas repassam esse custo para os produtos. Resultado: inflação generalizada. O pão fica mais caro, o serviço fica mais caro, o custo de vida no Brasil aumenta, tudo porque perdemos a exclusividade sobre a energia de Itaipu.

Além do desastre econômico, há uma perda geopolítica humilhante. Historicamente, o Brasil usava a dependência econômica do Paraguai em relação a Itaipu como uma ferramenta de “soft power”. Tínhamos uma influência política enorme em Assunção porque éramos o único cliente do seu principal produto de exportação.

 Agora, com o capital americano inundando o Paraguai, essa dinâmica de poder se inverteu. O Paraguai ganha autonomia e proteção política de Washington. Tentar pressionar o vizinho agora significa comprar briga com os interesses das maiores corporações dos Estados Unidos, algo que o Itamaraty sabe ser um campo minado diplomático.

HAVERÁ APAGÕES – Especialistas em defesa e segurança nacional já soam o alarme para o risco de “apagões estratégicos”. A segurança energética do Brasil ficou vulnerável.

Se houver uma crise hídrica severa — e sabemos que o clima está cada vez mais instável — e o Paraguai tiver contratos firmados com empresas americanas, o Brasil terá pouquíssima margem de manobra para negociar energia de emergência. Estaremos competindo com contratos em dólar de empresas que valem trilhões. A soberania sobre o Rio Paraná, na prática, foi diluída.

Diante desse cenário sombrio, a inércia não é uma opção. O Brasil precisa, urgentemente, de uma nova estratégia. Não adianta adotar uma postura hostil contra o Paraguai; eles estão exercendo seu direito soberano de vender para quem paga mais.

NOVA MATRIZ – A resposta brasileira precisa ser interna e estrutural. Precisamos acelerar drasticamente a diversificação da nossa matriz energética, investindo pesado em fontes alternativas e, principalmente, em eficiência energética para fazer mais com menos.

Além disso, é necessária uma nova diplomacia energética: o Brasil precisa oferecer vantagens competitivas para que essas empresas de tecnologia queiram se instalar aqui, e não apenas no vizinho, integrando o mercado regional em vez de fragmentá-lo.

Estamos vivendo um momento histórico. Em 2026, a “Batalha de Itaipu” não é travada com canhões, mas com contratos e cabos de fibra ótica. O Brasil perdeu a exclusividade, e com ela, a era do conforto energético. Reconhecer essa derrota é o primeiro passo para evitar que o país mergulhe no escuro. Se o governo e a sociedade não acordarem para essa nova realidade imposta pela Nova Ordem Mundial da Energia, as consequências serão sentidas a cada vez que um brasileiro tentar acender um interruptor e descobrir que a luz, literalmente, custa os olhos da cara.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Enviada por Mário Assis Causanilhas, é a mais importante matéria econômica dos últimos tempos. Não está assinada, porque o autor teme retaliações, mas vem sendo reproduzida nas redes sociais, em postagens que defendem os interesses brasileiros. E o que faz o governo Lula da Silva? Nada, embora os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia, Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Esther Dweck (Gestão e Inovação) sejam do Conselho de Itaipu, mas só querem saber de embolsar o jeton de R$ 34 mil por uma reunião mensal. Ah, Brasil… (C.N.)

Will Bank, Familhão, Huck e TV Globo, vale tudo para tomar dinheiro do povo

Luciano Huck mostra tentativa de entrega da primeira barra de ouro do Familhão de 2026

Huck substituiu Silvio Santos no esquema Tudo Por Dinheiro

Carlos Newton

Já comentamos aqui sobre o envolvimento do apresentador Luciano Huck com o Will Bank, que também está em liquidação extrajudicial e pertence ao mesmo grupo golpista do Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro. Em 2025, foi anunciado que Luciano Huck e o “Domingão” eram os novos parceiros do Will Bank. Segundo Felipe Felix, então CEO da instituição, houve “uma sinergia importante em trazer o Huck para ser nosso embaixador”.

Huck respondeu à altura e disse ter escolhido o Will Bank para atuarem juntos: “É meu novo banco. Um parceiro que escolhi para estar ao meu lado nos próximos anos”. E acrescentou: “Estou feliz demais e quero que meu público possa embarcar nessa com a gente”.

TUDO POR DINHEIRO – Não há nenhuma novidade nisso. Huck mostra ser tão ávido por dinheiro que foi dele a ideia de recriar o “Familhão”, um quadro do “Domingão”, na TV Globo, em que prêmios de até R$ 1 milhão e uma barra de ouro são oferecidos aos telespectadores, desde que queiram se associar e contribuir em dinheiro durante vários meses.

Em seus intervalos comerciais, a TV  Globo exibe farta publicidade do Familhão, de manhã, à tarde e à noite. Essa superexposição de anúncios não sairia por menos de R$ 30 milhões mensais, um valor que inviabilizaria o negócio, caso não existisse a parceria exclusiva com o Grupo Globo, incluindo a Globoplay.

O mais interessante é que Huck é o controlador e presidente  da empresa D + V Engajamento e Intermediação S.A., e desde 2023 tem um dos membros do Conselho da TV Globo, Roberto Marinho Neto, como um de seus associados, circunstância que garante maior credibilidade e segurança quanto à oferta de debêntures nos mercados interno e externo.

REGISTRO NA JUNTA – A sociedade Familhão, com capital de mais de R$ 30 milhões, conforme registro na Junta Comercial de São Paulo, é resultado da junção das empresas Dilus Investimentos e Participações e Vertem Participações Empresariais S/A.

Sem dúvida, nesse contexto fica impossível negar que a conexão Will Bank, Huck, Familhão e TV Globo serviu para alavancar a captação de clientes pelo golpista Daniel Vorcaro, sobretudo no Nordeste, com dezenas de milhares de pequenos investidores que ficarão no prejuízo, pois nem todos serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Não é sem motivo que investidores estrangeiros estão voltando a brilhar na Bolsa de Valores. Aqui no Brasil, tudo é possível em termos de enriquecimento no curtíssimo prazo, sempre desonestamente.

UMA SURPRESA – No descalabro do Banco Master e do Will Bank só causou surpresa o informe recente de que o escritório de advocacia do ex-ministro do STF, ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tivesse recebido de Daniel Vorcaro, por 21 meses de consultoria, apenas R$ 5,25 milhões, quando o escritório da dra. Viviane, esposa do ministro Alexandre de Moraes, estava percebendo mensalmente R$ 3,6 milhões.

É incomparável a maior experiência de Lewandowski, advogado há 50 anos, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, ministro do STF por quase 20 anos, seu presidente e do TSE, além de ser ainda professor titular da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, de onde saiu o hoje enrolado ministro do STF, Dias Toffoli, duas vezes reprovado em concurso para juiz auxiliar de primeira instância.

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P.S.
Por fim, de acordo com o Decreto 52.795/63, concessionário de emissora de televisão que operar jogatina poderá ter a concessão cassada, assim como acontece com aquele que transferir seu controle para terceiros sem prévia aprovação do Poder Concedente, mas isso é assunto para outra ocasião. (C.N.)

Com Tarcísio fora do jogo, Valdemar acelera plano para lançar Flávio ao Planalto