Código de Cármen provoca queixas no TSE e reacende debate ético na Justiça

3 thoughts on “Código de Cármen provoca queixas no TSE e reacende debate ético na Justiça

  1. O foco total dos presidentes de partidos nesta semana

    Faltam pouco mais de sete meses para as eleições e a formação dos palanques nos estados está a todo vapor. Mas, nesta semana, os dirigentes partidários só pensam naquilo: o início da janela partidária.

    O prazo de 30 dias para o troca-troca liberado de siglas entre deputados começa na sexta-feira.

    E os caciques das legendas estão focados em reforçar as bancadas antes da campanha, que começa em agosto.

    O Globo, Política, 02/03/2026 13h21 Por Gustavo Maia – Brasília

  2. STF golpeia a democracia para proteger os seus ministros

    (…)

    Os advogados dos irmãos de Toffoli recorreram ao Supremo para evitar que a Maridt, da qual são proprietários no papel, tivesse os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados pela CPI do Crime Organizado.

    Para alcançar o seu objetivo, eles usaram um estratagema que pareceu combinado: entraram com o pedido no âmbito de uma ação que jazia havia três anos nos escaninhos do STF, cujo relator é Gilmar.

    Na ação ressuscitada, a Brasil Paralelo requeria a anulação de requerimentos da CPI da Covid que determinavam as quebras de sigilo da empresa acusada de fazer campanha antivacina.

    Gilmar concordou com o pleito da Brasil Paralelo em 2021 — e criou o precedente para a Maridt em 2026.

    Dessa maneira para lá de esperta, ele pôde blindar a empresa da qual Toffoli admitiu ser sócio também e que foi usada para as operações de venda do resort Tayayá, todas elas envoltas em suspeitas de lavagem de dinheiro com a participação indireta de Vorcaro, dono do Banco Master.

    Antes disso, Toffoli já havia tido outra boa notícia: Mendonça, que herdou a relatoria do caso Master, já havia autorizado que os irmãos do colega não comparecessem à CPI do Crime Organizado. Eles foram convocados na condição de investigados.

    O STF foi usado mais uma vez, portanto, para proteger os ministros que o integram, bem como os seus parentes, como se eles estivessem acima dos demais cidadãos brasileiros, ao arrepio da Constituição e em atropelo aos outros poderes, nesse caso o Legislativo.

    A conclusão lógica é que, ao contrário do que dizem, se é que eles acreditam mesmo nas suas próprias palavras, o grande entrave à normalidade democrática é o Supremo.

    Temos um tribunal que rasga o texto constitucional para adaptar as leis à jurisprudência de ocasião, que faz tábua rasa das regras processuais e que persegue cidadãos por suas opiniões, como assistimos desde a instauração do inquérito das fake news, lá se vão sete anos.

    O país conta com o desfavor de um Supremo que golpeia os fundamentos da democracia, e isso já salta aos olhos de quem defendia o tribunal até pouco tempo atrás, fazendo vista grossa aos abusos cometidos por seus integrantes.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 02/03/2026 16:48 Por Mario Sabino

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